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Adelmo Borges


Tá pago



O Brasil vive um momento muito delicado. O império do ódio toma conta das pessoas e provoca violência e medo. 


O governo central, legitimamente eleito pelo voto popular, prega a destruição das minorias, incentivando a deformação da milenar autonomia dos povos indígenas, extermínio de moradores da periferia dos centros urbanos ao limite de propagando públicas contra a assistência pública gratuita através do Sistema Único de Saúde – SUS, educação pública e às pessoas com deficiência, além da desarticulação das políticas voltadas para a cultura o do meio ambiente. É uma loucura a popularização dos gestos absurdos de intolerantes de classes privilegiadas pela manutenção dos seus espaços de poder e influência. 


Atualmente os poderes constituídos são defenestrados com duras acusações os seus quadros, seja no âmbito executivo, legislativo ou judiciário. Dificilmente se encontrará um membro dos três poderes da república que não seja objeto de denúncia, principalmente aqueles que para se elegerem entregaram a alma ao demônio. O conluio entre as figuras públicas com empresários é evidente a cada momento, muitas com provas documentais e/ou delações verbais, outras com a propagação de mentiras pelas redes sociais ou através da mídia. O processo é desmoralizante. 


Não é possível a convivência social harmônica nesse nível. A democracia garante o direito de expressão, mas garante também a reparação de noticia inverídica e prejudicial a honra e a moral de outrem.


Observa-se que os denunciados são seletivamente investigados por uma justiça que, também sofre denúncias em suas decisões e no comportamento individual de alguns magistrados. Ou seja, as denúncias são julgadas por pessoas que são objeto de denúncias e não são apuradas. A lei não deve fazer restrição. Deve ser aplicada para todos. 


O que se esperar de um cenário nefasto como o que estamos a presenciar? 


Os parlamentares acabam de prover um fundo de quase R$ 4 bilhões para o fundo partidário, sacrificando verbas que seriam destinadas à saúde, educação, cultura, esporte e lazer. São recursos para garantir a reeleição dos mesmos e para a continuidade do atual estado de coisas. Os novos pleiteantes dificilmente poderão ter oportunidade face ao aparelhamento dos partidos e o alto custo das campanhas eleitorais no Brasil. 


A ideia é eleger um número de prefeitos e vereadores que possam repassar votos nas eleições majoritárias de 2022. Os mesmos garantindo a permanência dos mesmos.


Adelmo Borges adelmobs@terra.com.br é dirigente do Rede Sustentabilidade de Camaçari


Opiniões e conceitos expressos nos artigos são de responsabilidade do autor


 
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