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Adelmo Borges


Dilema



Os que destinam parte do seu tempo para conversar com as pessoas, no transporte coletivo, na barbearia, na padaria, na praça, ou na feira livre, no sentido de cotejar as ansiedade e expectativas em relação às próximas eleições, acumulam tantas quantas duvidas lhe são repassadas pelos contatados. Politica no Brasil se tornou uma loucura.


Os agentes políticos e a imprensa passaram a ser pautados pelas esquesitices das aparições do chefe do executivo nacional, absorvendo a insensatez das suas agressões aos poderes constituídos, aos jornalistas, às pessoas e por consequência estabelecendo um clima de dúvida, instabilidade, incerteza e apreensão.


O debate reinante na população é o confronto estabelecido entre os seguidores do atual mandatário federal influenciados pela agressividade estimulada pelas posições do presidente e os que advogam por um pais dentro das suas características pacíficas, ordeira e solidaria com um governo voltado para a solução dos grandes desafios sociais, carente de politicas públicas para solucionar os entraves do desenvolvimento econômico, propiciar oportunidades de emprego para aproximadamente 12 milhões de pessoas, melhoria na qualidade dos serviços essenciais de saúde, educação, mobilidade urbana, cultura e lazer pelos quais sem apaziguar os ânimos e somar esforços de todas as correntes será impossível o alcance.


Nesse clima aproxima-se as eleições municipais de outubro e as atitudes nacionais se reproduzem na célula municipal. “Eleições era uma festa da democracia, atualmente é uma guerra” foi o que me notificou uma das pessoas que encontrei no centro de abastecimento de Camaçari. “Não sei em quem vou votar, todos são iguais, quando ganham procuram cuidar de si e esquecem tudo que falou durante a campanha” foi outro relato de um senhor na Praça Montenegro.


As campanhas políticas deixaram de ser uma festa civilizatória e da livre manifestação da vontade. As pessoas não se sentem seguras em manifestar suas preferencias sem estarem sujeita a agressões pessoas nas redes sociais e pessoalmente. Não se debate programas e propostas. Agride-se as pessoas, seus familiares e seguidores. O mínimo que se ouve atualmente é ladrão, fraudador, corno, viado, puta e coisas do gênero.


É um grande dilema, uma grande dificuldade se projetar o que será o Brasil, Camaçari que nossos filhos e netos viverão no futuro. E o como reagirão diante de tantos exemplos maléficos manifestados pela sociedade.


Quem viver verá. Que DEUS nos proteja.


Adelmo Borges adelmobs@terra.com.br é dirigente do Rede Sustentabilidade de Camaçari


Opiniões e conceitos expressos nos artigos são de responsabilidade do autor


 
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