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Adelmo Borges


Medo de que?



O ciclo de desenvolvimento humano tecnológico e material é marcado pela apreensão e em alguns momentos pelo medo. Medo da mudança, do novo. Isso ocorreu na passagem da era primitiva com a descoberta da pólvora, no período da revolução indústria quando se previa a troca do trabalho humano pelas máquinas e mais recente com a evolução da tecnologia digital e ocorrerá provavelmente com a inteligência artificial.


Os mensageiros da difusão do medo são os ancorados na dependência do consumo tradicional ou os que se sentem incapazes de acompanhar a modernização ou de prover investimentos em novos meios de produção incluindo a capacitação da força de trabalho.


Assim torna-se fundamental observar que os oito homens mais ricos do mundo detém cinquenta e dois por cento da riqueza mundial e os demais se estabelecem numa irracional disputa de classe tendo como pretexto a exploração dos menos capitalizados e com defasagem intelectual. A questão socioeconômica do conflito de classe tem sido exaustivamente estudada e não perfeitamente conclusa, inclusive Karl Max que veio a falecer quando da elaboração do capitulo 52 do livro “O Capital” que tratava do assunto.


Por volta de 1942, após a segunda guerra mundial, a questão do desenvolvimento socioeconômico e da disputa de classe passou, também, a permear as questões políticas que se estabelecia no leste europeu e nas américas e países aliados. O mundo passou a distinguir as ideologias de esquerda com regime de centralização do estado e de direita em direção ao livre mercado. Assim, ao longo do tempo, excetuando as organizações políticas sob a influência da Rússia e da China que mantiveram um regime socialmente centralizado e um processo econômico acompanhando o sistema de mercado internacional, os demais países democráticos tem se alternado em comandos centralizados e de livre mercado.


As alternâncias de pensamentos ideológico tem demonstrado o fortalecimento dos regimes democráticos com reflexos positivos em alguns países e com a penalização da sociedade em outros.  A questão, segundo alguns especialistas, é que a população não se vincula decisoriamente às. ideologias diante das necessidades básicas da sobrevivência, daí a existência de ricos e pobres nos dois regimes, além de corruptos e corruptores.


Alardear as mazelas dos regimes no sentido de causar pânico e medo na população, assim como provocar o sentimento comparativo de ambos através de realizações físicas e/ou programas de assistência ou promoção social no sentido de buscar ganhos eleitorais e caminhar na contramão do processo democrático.


Acima das ideologias está a DEMOCRACIA. E para o bem e fortalecimento da democracia as disputas político-eleitoral devem se dá no campo das ideias, na organização da sociedade, na politização das pessoas de maneira a garantir a livre escolha dos seus interesses. Fomentar e/ou disseminar ofensas pessoais, de familiares ou de grupos políticos em posição de comando é desrespeitoso, arrogante e ingênuo. Apenas cria uma deformação política, um exército de inconsistentes militantes que utilizam a imprensa e aos recursos das redes sociais para provocar o ódio e o aprofundamento do rompimento da convivência democrática.


Ao invés do medo a prática da formação de quadros que promovam a disseminação de ideologias para a livre escolha popular.


Adelmo Borges adelmobs@terra.com.br é dirigente do Rede Suistentabilidade de Camaçari


 
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