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Adelmo Borges


Governantes e governados



Alguns clássicos da literatura já descreveram sobre o complexo relacionamento entre governantes e governados, notadamente em regimes democráticos quando se pauta o período de pré-campanha eleitoral com flores e, posteriormente, defronte às dificuldades, politicas, administrativas e financeira, se confrontam com um pântano minado de animais ferozes.


Em “O Príncipe” publicado em 1532 por Nicolau Maquiavel, o autor se situa no momento em que o governante é levado a escolher, em determinado momento, entre ser amado ou ser temido. Na questão, ainda segundo o autor, a escolha deve ser norteada levando em consideração os princípios ideológicos, a matriz social e as suas relações políticas. Assim ser temido, no sentido da capacidade de cortar na carne quando necessário, pode vir a ser a opção, pois sem capacidade de tomar decisão duras (impopulares) quando o cenário passa a indicar, o governante perde o respeito dos seus governados e, portanto, as condições de governabilidade.


Em outro clássico publicado em 1919 por Weber intitulado como “Política como vocação” define o homem público encarra duas questões de ética: A da responsabilidade e da convicção. A primeira se opõe a segunda o que leva o governante a escolher entre o que gostaria de fazer e o que deve ser feito por imposição da realidade conjuntural.


Assim, no atual contexto que vivenciamos por ocorrências da coronavírus nas proximidades de pleito eleitoral nos municípios, os governos locais, cujo gestor se coloca na condição de reeleição, se depara numa situação crucial em relação às medidas que devem sequenciar que se beneficie eleitoralmente sem observar as ações que venham a proteger a saúde e a vida das pessoal.


Necessário que as questões sejam analisadas e fundamentadas em princípios humanísticos, políticos e até mesmo religioso. No momento é de fundamental importância a produção de um meio de comunicação eficiente de maneira a emanar mensagens e se dispor a auscultar factíveis de maneira a produzir um comprometimento vertical entre governo e sociedade.


Importante, também, que os demais pleiteantes ao Executivo e Legislativo se contenham na responsabilidade no sentido de contribuir observando a questão maior (o bem estar da população) e se incorpore na luta ao apresentar suas intenções sem conflito que possa tornar difícil o andamento dos trabalhos com ações que não podem esperar a ocorrência do pleito para serem implementadas. O debate deve ser aberto, transparente, sem desvio de conduta, tão pouco criticas eleitoreiras que possam evidenciar prejuízos irreversíveis à população.


Que DEUS ilumine as ações dos homens públicos e a nós governados. Que não venhamos a produzir a irresponsabilidade.


Adelmo Borges adelmobs@terra.com.br é dirigente do Rede Sustentabilidade de Camaçari


Opiniões e conceitos expressos nos artigos são de responsabilidade do autor


 
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