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Adelmo Borges


Traição ou escolha?



Nos últimos dias a cidade de Camaçari foi sacudida com o anúncio das adesões do ex-vereador petista Otaviano Maia e do ex-presidente do Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores, militante da Articulação de Esquerda (AE), agora, irmão Anderson Santos, ex-secretário municipal de esporte e lazer e superintendente de transportes e trânsito (STT). A turbulência tomou corpo a partir da reação truculenta do ex-prefeito Luiz Caetano, dos seus seguidores mais próximos e setores descontentes do time azul. Choveu farpas de todos os tipos, desde o sentimento de traição à exposição de características do caráter e da formação ideológica dos ex-petistas.


Torna-se oportuno lembrar que ao longo dos últimos anos vários petistas atuantes e históricos do município optaram pela desfiliação partidária ou se afastaram das atividade do partido por não concordar com o modelo centralizador do ex-prefeito Caetano e do modelo de controlar as ações do PT promovendo a ocupação dos níveis de comando e decisão com seus parentes ou com pessoas ao seu redor.


Na realidade Caetano nunca exibiu um perfil de esquerda. Ele já passou pelo PCdoB, PMDB, PSDB e em razão das reações contrárias à imposição de uma candidatura para o governo local a partir de 2021 sem histórico de militância ou participação política, insinua a possibilidade de marcar espaço no PSB. Assim sendo, reafirma as características do perfil de centralização e imposição de vontade pessoal que desagrada aos seguimentos articulados e sob a influência dos vereadores Téo Ribeiro, Marcelino, Jackson e a ex-deputada Luiza Maia.


No contexto afirmar que o ex-vereador e o irmão Anderson Santos são traidores pode não refletir a realidade. Melhor seria se referir a uma escolha. Não se tem notícia de votos de afirmação eterna para com a aceitação do modelo que o ex-prefeito estabeleceu para o destino do PT municipal. Tão pouco reza no Estatuto do partido que seus membros possuam vinculação eterna. E, naturalmente, as pessoas livres têm o direito de conduzir sua vida particular, social e política da maneira que lhe convier.


Por uma questão de coerência não vou entrar no mérito da escolha, tão pouco das consequências que iram de advir dessa atitude. Se a adesão passa a somar para o fortalecimento ou possa trazer dificuldades para o time azul é uma questão para avaliar no futuro. O que se sabe é que a experiencia política de Otaviano não é de destaque. Com relação ao irmão Anderson se conhece a experiencia administrativa com esporádica entrança na política comunitária, sindical ou empresarial. Quem viver verá.


Adelmo Borges adelmobs@terra.com.br é dirigente do Rede Sustentabilidade de Camaçari


Opiniões e conceitos expressos nos artigos são de responsabilidade do autor


 
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