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Adelmo Borges


Agenda perdida



Ao retornar da atenção que dediquei ao chamado da mãe de santo que eu reverencio, sentei para refletir os ensinamentos e os esclarecimentos das dúvidas sobre o papel das entidades espirituais que influenciam as atitudes e comportamento da vida no universo.


Na poltrona, frente a TV, as homenagens aos 25 anos de Ivete Sangalo conduzidas por Fausto Silva, me conduziu a observar o exemplo de figuras humanas que independente da posição social ou destaque não se permitem afastar de princípios que engrandece a raça humana. Princípios espontâneos de amor, solidariedade, fraternidade e de alegria. Uma grande mulher, uma artista espetacular.


A conversa com minha mãe (de santo) veio a fortalecer a necessidade em ser ativo na exibição de pensamentos que permitam a condução de esclarecimentos sobre questões que envolve diretamente a dignidade, a sanidade física e mental do indivíduo, mais ainda, o respeito às opções do sagrado de cada opção ideológica, política ou religiosa, crença ou ceticismo assim como sexual. Questões que não deve permitir o sentimento de disputa, segregação, imposição nem discriminação. Ninguém é dotado da verdade absoluta. Até porque ela inexiste.


Nos últimos anos o mundo passou a conviver com um clima a margem desses princípios. No campo religioso adeptos de uma crença tem usado de violência para impor seus sagrados, como únicos servos e adoradores do pai divino DEUS. Os episódios sangrentos entre mulçumanos, budistas, católicos, evangélicos, umbandistas e candomblecistas tem sido constante.


Os embates, não menos dolorosos, entre radicais de esquerda e direita assim como os seus admiradores tem fomentado um sentimento de ódio entre nações e pessoas provocando o aprofundamento da pobreza e da miséria. O respeito às leis e aos direitos individuais tem sido arbitrariamente desconstituídos assim como o estimulo ao desenvolvimento, ao emprego e o saciar da fome alcançam milhões de pessoas no planeta. O radicalismo perverso é o principal responsável aliado ao egoísmo, a preservação do ganho fácil, da corrupção e da desumanidade.


Os últimos anos são de uma agenda perdida. A Europa assim como a Ásia, a América teve reduzido seu produto interno bruto, a África mais empobrecida. As autoridades eleitas ou impostas já não se legitimam frente à população faminta, desorientada e desestimulada.


No Brasil não é diferente assim como no Nordeste, na Bahia, em Camaçari. No município as disputas políticas pré-eleitorais alcançam comportamentos inimagináveis. Não há debate ideológico, de plataforma e/ou proposta de programa de governo. Pelo contrário, ninguém está preservado do denuncismo, da chicana, do desrespeito pessoal e familiares.


Algumas questões devotadas ao comportamento faccioso de algumas lideranças outras por necessidade da desqualificação para atingir outrem, confundir o eleitor no sentido do alcance ou se perpetuar no poder.


Um processo pedagógico perverso, deseducador e semeador da discórdia e do ódio. Os agendes políticos se alto-proclamam defensores da população. Arautos da liberdade, da justiça e possuidores da varinha mágica com capacidade para solucionar todos os graves anseios e necessidades da população.


Se não aprenderam a lição antes imaginem agora que os mestres do governo federal fragilizam as universidades com cortes orçamentários e pretendem acabar com os cursos de ciências humanas a exemplo de filosofia e sociologia no ensino brasileiro.


Adelmo Borges adelmobs@terra.com.br é dirigente do Rede Sustentabilidade de Camaçari


Opiniões e conceitos expressos nos artigos são de responsabilidade do autor


 
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