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Adelmo Borges


Mar tranquilo não produz bom marinheiro



Passada as eleições majoritárias de 2018, consagrado os vencedores que legalmente geriram as campanhas e deixadas sob judice os procedimentos com duvidas em relação a legalidade de participação no pleito, resta a diplomação e a posse dos majoritariamente eleitos pela sociedade brasileira. Na jornada, Camaçari disponibilizou para a câmara de deputados e para a, assembleia legislativa vários nomes locais e, ofereceu apoio para outros que se colocam com promotor de benfeitorias para a população, tendo como resposta das urnas apenas a consagração do deputado Luiz Caetano.


Com a decisão posterior do Supremo Tribunal Eleitoral em não acatar a decisão do Tribunal Regional Eleitoral em promover o registro da Candidatura por recomendação liminar do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, retirando o direito do deputado Luiz Caetano em participar do pleito surge um novo cenário para o futuro político do município.


Nos primeiros momentos do confronto entre o governo e a oposição, Elinaldo ficou em desvantagem. A oposição derrotada no pleito de 2016, engatou um ritmo acelerado de críticas em fatos políticos, mesmo aqueles de pouca relevância para o conjunto da sociedade, voltando suas ações para o pleito de 2018. A equipe local de governo e seu comandante não fez uma leitura perfeita de um governo de coalisão,  além de sofrer pressões em relação ao apoio do DEM estadual, que inicialmente pretendia participar do pleito tendo como candidato ao executivo estadual o atual prefeito da capital, Salvador, ACM Neto, tendo que compor sua equipe, em cargos importantes com pessoas que não participaram da campanha e não conheciam as especificidades do sentimento cultural da população de Camaçari.


Observou-se nesta primeira fase, o fato de Elinaldo se encontrar em período de formação como liderança política majoritária, assim como, em relação à complexidade da administração pública, mais ainda o desconhecimento da equipe das questões municipal relevantes e do interesse das lideranças políticas e/ou comunitárias.


Algumas questões foram fundamentais. Uma delas a relação conflituosa com os servidores municipais. O governo não se constrói apenas com os chefes; A parcialidade da autoridade em relação a alguns auxiliares em cargos de comando, indicados por compromissos políticos fora do município; A maneira como se compôs e a falta de controle da base aliada em relação a pauta politica e eleitoral; e, o desconforto de aliados da campanha em relação ao seu aproveitamento na administração.


A partir de agora, temos o segundo tempo do embate que tem com referência o pleito de 2020. Elinaldo tende a tirar proveito da ausência de Luiz Caetano no pleito e as dificuldades que ele terá para preparar um substituto a ser apresentado, primeiramente aos petistas e posteriormente à população. Se Caetano manter os mesmos critérios que utilizou para escolher Ademar Delgado como sucessor pode ter dificuldades. A logica de construir um mandatário que esteja sob seu controle provou não ser adequada.


Elinaldo deve ter tirado algum aprendizado desse primeiro momento da administração. Um governo não pode e não deve apenas ser eficiente tecnicamente. Se não dotar a administração de uma estratégia política ancorada em uma eficiente comunicação social estará fadado ao insucesso. Para tanto deverá dispor de auxiliares diretos e assessores que tenham experiencia e se disponham a pensar politicamente cada movimento e ação do mandato.


Adelmo Borges adelmobs@terra.com.br é dirigente do Rede Suistentabilidade de Camaçari


 
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