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Adelmo Borges


A caverna



O individuo mergulhado em sua caverna interior perde o sentido da realidade que o rodeia daí a ignorar os elementos da complexidade social, atmosférica e ambiental.


Ao tentar intimidar o ministro da saúde, Henrique Mandetta, inclusive acusando-o de estrelismo e falta de modéstia, o presidente da República Jair Messias Bolsonaro teve como resposta uma aula de como conduzir uma equipe de trabalho e a sofisticada critica a sua pobreza espiritual e intelectual.  Mandetta fez referencia a uma narração de Platão que desde os seus 15 anos já lera por aproximadamente 20 vezes e até então não o entendera na inteireza a complexidade da mensagem do histórico escritor, concluído apenas que a ciência é a dúvida, a interpretação é o garimpo da aproximação com a realidade que se constitui de acertos  e erros.


Não há falta de humildade em quem se propõe a coordenar conhecimentos ecléticos na busca de soluções para uma causa desconhecida, ainda sem diagnósticos e parâmetros científicos para a cura ou mesmo para amenizar uma pandemia que assola o mundo em regiões diversas em relação a clima, hábitos, costumes e cultura. Assim, com as sobras projetadas na obscuridade da caverna a tendência ao medo e a predileção aos recursos bélicos, passa a se aproximar da ignorância, da irresponsabilidade e do maniqueísmo dos interesses.


Fica a lição. Ao sair do universo limitado da caverna para o convívio de um mundo novo, tecnológico e complexo na sua esteira social é necessário se abdicar da ignorância e atentar para uma realidade natural do espaço contemporâneo. Nesta nova realidade não cabe o individualismo, o autoritarismo, tão pouco o “eu acho”. A união dos conhecimentos científicos e práticos, a disciplina e a abertura consciente para os erros e acertos é o caminho mais curto para o enfrentamento dessa nova realidade.


O mundo se renova com velocidade com os adventos tecnológicos, os governantes (assim como os pretensos) não podem ser fulano ou ciclano. A população deve se conscientizar que em uma conjuntura de representação política o futuro da humanidade, do coletivo social, de suas famílias e a sua própria está em jogo. Escolher pessoas que tenha conhecimento e capacidade para conduzir os interesses de convivência digna nas cidades, nos países e no universo. Que entenda que o homem e o seu entorno devem ser preservados.


Outubro bate a nossa porta com as eleições municipais. As eleições de outubro devem lastrear as eleições estaduais e federal. Uma coisa não está dissociada da outra.  Daí a importância dos pleitos locais.


Adelmo Borges adelmobs@terra.com.br é dirigente do Rede Sustentabilidade de Camaçari


Opiniões e conceitos expressos nos artigos são de responsabilidade do autor


 
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