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Paulo Silva


Para não dizer que eu não fiz nada



Caro leitor. É um absurdo ver o abandono do nosso espaço 2000. Bem localizado na avenida Jorge Amado, entrada e saída principal de Camaçari, o espaço 2000 fica maior parte do ano ocioso, devido a falta de políticas públicas para o aproveitamento racional desse belíssimo equipamento, que por hora se encontra em total abandono. 


A prefeitura vem gastando milhões de reais, no combate ao coronavírus, em aluguéis de equipamentos desativados, e fazendo adaptações para adequar no tratamento do Covid 19.


Também tem contratado os serviços de clínicas e hospitais particulares, para auxiliar no desafogamento da rede pública municipal de saúde. 


Mas o que vem intrigando a população, é o porquê, que todo esse dinheiro não foi aplicado em um grande hospital de campanha, instalando no espaço 2000, com bastantes leitos, com um maior conforto para a população, e após essa pandemia, construir ali, definitivamente um grande hospital municipal, com todas especialidades. 


Camaçari já passa dos 300 mil habitantes, e o espaço 2000, em breve não vai mais comportar grandes eventos, e por está localizado em uma área residencial, tem causado transtornos no trânsito, e incomodado em muito os moradores daquela região em período de grandes eventos.


Um novo espaço poderá ser construído, em outro local, longe de bairros, e conjutos residencias, e com multiuso, funcionando por todo ano.


Enfim: em vésperas de eleições municipais, é preciso "agradar a gregos e troianos", até as medidas tomadas pelos gestores no combate a pandemia, tem que ser bem pensadas e calculadas, para não desagradar seus aliados políticos. 


Vejamos: Camaçari tem uma população acima de 300 mil habitantes, de acordo o IBGE - Instituto brasileiro de geografia e estatísticas, e algumas medidas de combate à  disseminação do covid-19 foram tomadas pela administração municipal,   entre elas, uso obrigatório de máscaras, e funcionamento de apenas alguns serviços, dito como essenciais, e a recomendação do uso de álcool em gel, e o isolamento social. 


No entanto o prefeito Elinaldo em seu penúltimo  decreto, autorizou centenas e centenas de instituições religiosas, para funcionarem com até cinquenta pessoas por cultos ou reuniões, isso praticamente sem nenhuma fiscalização, claramente cedendo às pressões dos líderes religiosos, com raras exceções. 


Essa movimentação religiosa, juntamente com desobediência aos decretos por toda cidade, não deu outra. Culminou no aumento assustador de covid 19 em Camaçari. 


Ora bolas: teve que esperar o ladrão arrombar a porta, levar tudo, para que o prefeito de Camaçari, colocasse uma tranca por dentro? Me refiro ao novo decreto   assinado no dia 30 de maio, estabelecendo o toque de recolher na cidade do polo petroquímico.


Esperamos que esse decreto venha surtir os efeitos esperados, por que a população já o enxerga com desconfiança, pois o grande fluxo de pessoas é durante o dia, e torce para  que essa ação, não seja mais uma, na tentativa de acobertar, os sucessivos erros na fiscalização e ações ineficientes, no combate ao coronavírus em Camaçari.


Paulo Silva polasilva@bol.com.br é professor, escritor, músico, cantor e diretor de teatro


Opiniões e conceitos expressos nos artigos são de responsabilidade do autor


 
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