|
|
|
Conectada O pacote de R$ 47 milhões/ano para o aluguel de 251 veículos pela prefeitura de Camaçari só reforça o entendimento geral da distância entre o discurso e a prática da gestão 04 do alcaide Luiz Caetano (PT). A nova mentalidade sobre mobilidade, os veículos elétricos fabricados em Camaçari, as políticas de mudança da matriz energética, e o município no debate mundial sobre novas tecnologias, propostas do petista durante a campanha eleitoral, enfrentam dificuldades nesses primeiros 270 dias da gestão.
Conectada 2 Contratos no setor de transportes, com custos de cerca de R$ 4 milhões mensais, e exigência de motorização por fontes tradicionais e derivadas de petróleo para mais de 99% dos veículos licitados mostram justamente a opção da gestão de Camaçari pelo velho modelo a combustão.
Conectada 3 Dividida em três lotes, a licitação para aluguel das mais de duas centenas de veículos possui apenas duas unidades com exigência de motorização elétrica. Esses dois veículos formam com outros dois de tração a diesel, justamente o pacote de quatro blindados que reforçarão a segurança pessoal do alcaide e de seus mais próximos.
Conectada 4 Ao não mudar a velha lógica e definir parcela significativa dessa frota licitada, formada pelos modelos sedan, hatch, crossover, suv, pick-up, caminhões ônibus e motocicletas, na sua totalidade com farta opção na motorização elétrica disponível no mercado, a prefeitura de Camaçari não apenas se exclui da lista dos municípios que já adotam essa prática sustentável.
Conectada 5 Sem sequer definir um cronograma de transição dessa frota do convencional para o elétrico, Camaçari amplia sua distância do debate mundial sobre a crise climática e opções limpas de desenvolvimento urbano.
Conectada 6 Conta de gente do ramo automotivo, ouvida pela Coluna, estima que numa solução modesta e dentro da oferta do mercado, ao menos 25%, cerca de 60 veículos que o município vai alugar, poderiam ser elétricos. Medida geraria significativa economia de recursos para os cofres do município, redução da emissão de poluentes, além de incluir Camaçari nos novos negócios gerados por essa rede de serviços e abastecimento na tomada.
Conectada 7 Esse feio de mão movido a combustão atrasa não apenas a obrigação do poder público de contribuir para a redução da poluição. A gestão do petista também deixa de faturar politicamente com o foguetório da melhoria da qualidade de vida dos cerca de 300 mil habitantes de Camaçari.
Conectada 8 Ao optar pela quase totalidade da frota de veículos a serviço da prefeitura com motor tradicional e emissor de gases poluentes, o governo municipal sinaliza ausência de um modelo. Licitação mostra que a prefeitura de Camaçari sequer possui um projeto embrionário de gestão nessa tendência global de mobilidade sem poluição.
Conectada 9 Movimento não ajuda Camaçari a se inserir como potencial polo de desenvolvimento de inovações no setor. Sediar e festejar a unidade brasileira da BYD, a maior fabricante mundial de veículos elétricos, é pouco e não garante esse salto. A própria montadora chinesa pode ser uma parceira na construção desse novo e irreversível necessário cenário.
Conectada 10 Com 9 meses de gestão e sem tempo para perder, o alcaide Caetano precisa construir uma agenda ampla e transversal com novas propostas e negócios. Não dá para planejar nada que não comtemple o município com seus 785 km² de área, diversidade com rios, matas, dunas, praias, história e cultura.
Conectada 11 Mesmo priorizando o seu complexo industrial integrado, principal motor de geração de impostos, emprego e renda, Camaçari não pode continuar descuidando do seu potencial turístico e da força e perspectiva de crescimento na produção de alimentos, se insistir em desprezar sua agricultura. Sem esse novo olhar fica difícil gerar qualificação e riquezas para a população nesse novíssimo mercado de tecnologias limpas.
Sinais Apesar da máquina, sempre favorável ao grupo político no poder, a presença da militância petista e demais partidos da base caetanista deixaram a desejar no desfile do 7 Setembro, na Gleba E. Com tamanho parecido, mesmo sem a vantagem do Diário Oficial, os oposicionistas liderados pelo ex-alcaide Antonio Elinaldo (União) mostraram que estão vivos e estimulados. É aguardar o termômetro do desfile do dia 28.
Sinais 2 Mesmo com pouca, quase nenhuma chance de se eleger deputado federal, o ex-vereador Flavio Matos (PL) segue vivo e incomodando. O motivo é a capacidade do ex-candidato a prefeito pelo grupo elinaldista de fazer estragos nas contas de votação dos federais Paulo Azi e Manoel Rocha, ambos do União, em Camaçari. Resistência de Matos, a um ano das eleições, tem deixado estressados o ex-alcaide Elinaldo e seus capas pretas.
Calibre A diferença entre os números apurados pela Coluna e os finais e sempre maiores, apresentados pela SSP-BA, aparecem até nas contas oficiais exibidas pelas forças policiais do estado. Durante balanço da violência nos primeiros seis meses de 2025, a prefeitura de Camaçari informou em julho, com base em dados fornecidos pela PM, que o município registrou 77 assassinatos entre janeiro e junho. Número não bate com os 78 CLVIs informados pela SSP-BA no seu último boletim postado dia 14 de agosto.
Calibre 2 Camaçari fechou agosto com 9 assassinatos, segundo apuração da Coluna, com base em informações postadas na imprensa local. Número mensal é o 3º mais alto do ano. Fica atrás de maio (13) e abril (10), e igual a janeiro. Já na soma dos oito meses do ano, os 93 apurados é o segundo menor número de assassinatos no período desde 2017, atrás apenas dos 8 registros de agosto de 2018.
Calibre 3 Os 93 de crimes violentos letais intencionais (CLVIs) contados no período reúnem os 9 registros apurados pela coluna em agosto, mais os 78 informados pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) entre janeiro e julho, no seu último boletim, datado de 14 do mês passado.
Lead A jornalista e empresária da área da comunicação, Suely Temporal, será confirmada e empossada presidente da Associação Bahiana de Imprensa (ABI), em votação com chapa única, próxima quarta-feira (10). Nome foi consensuado a partir da construção do atual presidente da entidade, o jornalista Ernesto Marques, que fecha seu segundo mandato consecutivo (2021/2025). Com a caneta até 2028, Suely, atual segunda vice-presidente da entidade, será a primeira mulher a comandar a ABI, desde a sua criação em 1930.
Lead 2 Já a jornalista Fernanda Gama, eleita em julho, também em chapa única e com ampla aceitação da categoria, comanda o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (Sinjorba), triênio 2025-2028. Ocupa, desde o último dia 19 de agosto, o lugar de Moacy Neves, agora vice-presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).
Lead 3 Jornalismo, ética, IA, comunicação com compromisso coletivo e responsabilidade social, e defesa da categoria são pautas que Fernanda Gama e Suely Temporal vão precisar fazer avançar.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
8/setembro/2025 Fechamento: 12h05
|
|
|
|
|
|
|
A rica cidade sede do polo descuida e pouco faz para preservar sua memória A classe política de Camaçari e o negacionismo histórico Apagamento é marca dos grupos que se alternam no poder desde 1985
Negação O descuido da classe política de Camaçari com a história da cidade e a já sem tempo necessidade de seu resgate não deixa de ter analogia com a visão atrasada de que a terra é plana. Na borda do entendimento e longe da esfera dos documentos, a visão curta ao ignorar a data de fundação da cidade, 200 anos antes do que é festejado, é horizonte comum nos dois núcleos de poder que dominam Camaçari nas últimas quatro décadas, desde a volta da eleição direta no município, em 1985.
Negação 2 Tanto o ex-alcaide de dois mandatos, Antonio Elinaldo (União), como o que agora ocupa o cargo de gestor pela 4ª vez, Luiz Caetano (PT), parecem não entender a importância desse reposicionamento do município, sede de um dos maiores complexos industriais integrados do planeta, na cronologia do Brasil.
Negação 3 As marcas desse apagamento são ainda mais profundas e avançam sobre outro importante pedaço da memória da cidade. No Centro Antigo só escapou da marreta a antiga estação de trens, única de pé, revitalizada e transformada em museu. O cinema e o centenário casarão, sede dos três poderes e marco da cidade, foram demolidos no primeiro governo Elinaldo, em 2019.
Negação 4 Poderia ter sido diferente se as gestões anteriores, a 02 e 03 (2005/2012) do petista Caetano, e a do seu sucessor e aliado, Ademar Delgado (2013/2016), tivessem avançado no projeto de recuperação do Centro Antigo. Esses 12 anos de descuido abriram caminho para a visão varejista de desenvolvimento urbano do sucessor.
Negação 5 Não satisfeito com o estrago no centro antigo, o ex-alcaide ignorou a conexão do projeto de tombamento da centenária Igreja do Divino, em Vila de Abrantes e o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) do município. Requalificou a Praça da Matriz sem levar em consideração que a área integra um sítio histórico do século 16, portanto marco inicial da cidade e zona que exigia tratamento diferenciado.
Negação 6 Seguindo esse roteiro de descuido, daqui a duas semanas começam os desfiles em Monte Gordo, Vila de Abrantes e o último, dia 28 na sede do município. Festas cívicas com a participação e escolas e grupos culturais deveriam festejar os 467 anos de fundação da cidade com sua criação na aldeia de Vila de Abrantes, em 29 de maio de 1558. Sem essa revisão também teremos mais um ano lembrando os 267 anos de emancipação como se fosse a data de formação do seu primeiro núcleo urbano.
Negação 7 Movimento que insiste em ignorar os documentos, por consequência a grandeza ainda maior de Camaçari, conta com o apoio da Câmara de Vereadores, que se junta ao Executivo nesse apagamento de 200 anos de história. Mais preocupados com distribuição de cargos e benesses para seus apaniguados, infelizmente todos os 23 vereadores de Camaçari sequer buscam abrir o debate para restabelecer a data de criação do espaço de poder que representam.
Negação 8 Conforme farta documentação, disponível no museu da cidade e em outros espaços de pesquisa, Legislativo tem outra data de criação, em 13 de abril de 1936, portanto 12 anos antes dos 77 festejados em 21 de março de 1948. Data que marca os 89 anos da Câmara de Vereadores tem relação direta com a volta à normalidade depois do intervalo imposto pela ditadura do Estado Novo do presidente Getúlio Vargas.
Negação 9 História do Legislativo é mais antiga e merece um olhar mais cuidadoso. Passa por dois períodos: o Colonial, a partir de 1758, quando se festeja a emancipação, já com assentos para representantes da população, e o período Republicano, a partir de 1889.
Negação 10 Graças aos livros e pesquisas do professor e historiador Diego Copque, e de outros pesquisadores de Camaçari, movimento pelo resgate dessa memória e da sua materialização em espaços públicos ganha corpo com o apoio de gente da cidade. Urgência desse debate conta até com raríssimas exceções na assessoria do governo municipal.
Negação 11 Postado semana passada no Colunistas do Camaçari Agora, o artigo “Origem do bairro do Limoeiro e os 467 anos de fundação de Camaçari” do professor Copque volta a alertar sobre a necessidade desse olhar. É leitura necessária.
Negação 12 Dificuldades dos poderes Executivo e Legislativo sobre seus papéis fazem lembrar o baiano Rui Barbosa: “Não falsifica a História somente quem inverte a verdade, senão também quem a omite.” Ainda há tempo de começar a corrigir esse equívoco já nos festejos de setembro. É só querer mudar a narrativa.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
1º/setembro/2025 Fechamento: 17h05
|
|
Ilustração da artista Kalundewa
|
|
|
|
|
O sistema de saúde pública em Camaçari e a contribuição da rede particular
Melhoria do atendimento à população passa pela compensação dos impostos não pagos
Hospitais e clínicas somam cerca de R$ 30 milhões em dívidas
Diagnóstico Não deixa de ser um passo importante, mas poderia ter um alcance ainda maior, o convênio da Secretaria de Saúde de Camaçari (Sesau) com um hospital particular da cidade, para assegurar atendimento especializado com cirurgias eletivas e outros procedimentos para a população carente e sem plano de saúde, residente no município.
Diagnóstico 2 Bancado pelo programa federal Mais Acesso a Especialistas (PMAE), atendimentos via convênio com o governo estadual e remunerado pelo SUS precisam ser ampliados com novas ações. Formas existem e precisam ser usadas para reduzir esse déficit no atendimento que só piora o sistema público de saúde com mais doenças e mortes.
Diagnóstico 3 Como comentou a Coluna, postada em 7 de abril, sobre os primeiros 100 dias da gestão, dificuldades vão além da montagem da equipe de governo. Esbarram na ausência de recursos suficientes para o funcionamento mínimo do sistema de saúde numa cidade com cerca de 300 mil habitantes e mais de 400 mil cadastrados no Sistema Ùnico de Saúde, daí a necessidade de ampliar essa oferta de serviços.
Diagnóstico 4 Ações de emergência, como mutirões de consultas e exames podem, devem e precisam ser realizados com o apoio da rede privada do município. Essa conta de custos, seja descontado dos impostos não pagos, ou com o município bancando parte dessa conta, precisa avançar com novas fórmulas.
Diagnóstico 5 Sem números oficiais, dívidas de clínicas e hospitais da cidade com impostos municipais, estimados por fontes da Coluna em cerca de R$ 30 milhões, ajudariam a reduzir de forma significativa a fila de espera por atendimentos médicos. Número não é pequeno e se aproxima do orçamento mensal da Sesau, aí incluído o repasse federal do SUS.
Diagnóstico 6 Sem informar custos e a previsão de pessoas atendidas pelo programa lançado semana passada, a prefeitura sabe que esse número de procedimentos seria muito maior e mais eficaz com a complementação desse justo e necessário encontro de contas com todas essas estruturas privadas.
Diagnóstico 7 Instrumentos não faltam, como o contrato de compensação tributária, vigente mas ainda não usado nesses quase 9 meses do novo governo municipal do alcaide Luiz Caetano (PT). Modelo criado na gestão do antecessor, o alcaide Antonio Elinaldo (União), chegou ser aplicado antes e durante a pandemia da covid-19, mas ficou muito aquém do seu poder de ajudar a reduzir esse quadro de desigualdade.
Diagnóstico 8 Mesmo em minoria, não seria obstáculo para o governo 04 do petista aprovar no Legislativo um outro mecanismo municipal de transformação desses créditos em atendimentos médicos, caso seja necessária uma nova construção jurídica. Quem da maioria oposicionista, formada por 12 dos 23 vereadores de Camaçari, vai ficar contra um projeto que melhora o sistema de saúde dos seus eleitores?
Diagnóstico 9 Seja com modelo novo ou usando e ajustando o em vigor, a receita passa pela vontade política de avançar e criar parceria e responsabilidade de todos com a saúde no município. Esse é o remédio que a população tanto precisa.
Referência Hoje, 25 de agosto, é dia de festejar a consciência sem os equívocos da patrulha. Dia do saber pertencer e de ajudar a construir e ampliar esse pertencimento com leveza e respeito. Hoje é dia de samba, de sambar, de feijão, de arte, de orgulho, de beleza, de acolhimento. É dia de Axé, do Afoxé Filhos de Eulina, dia do reviver a força e o mistério da expressão ´naganinga, nagonê`. Hoje é dia de comemorar os 76 anos bem vividos e semeadores de Arlindo Lindu. Parabéns, Mestre! Vc é referência e orgulho de Camaçari.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
25/agosto/2025 Fechamento: 11h58
|
|
|
|
|
|
|
Leia no Camaçarico
Vereadores oposicionistas querem antecipar eleição da Mesa com medo das urnas
As eleições para o Conselho de Meio Ambiente e o recuo dos movimentos populares
O acarajé e a fritura do planejamento na prefeitura de Camaçari
Fragilidade Com maioria apertada de 12x11, e em constante insegurança, diante do histórico fisiológico, somado à pressão do alcaide Luiz Caetano (PT), para trazer ao menos um para seu lado, os oposicionistas da Câmara de Camaçari discutem mudança na data de eleição da Mesa Diretora, biênio 2027/2028.
Fragilidade 2 A Coluna apurou que ideia é antecipar para agosto a escolha no novo presidente e demais membros. Capitaneados pelo presidente do Legislativo, vereador Niltinho Maturino (PRD), antigovernistas não querem arriscar zebra com votação em 15 de dezembro, já com os novos eleitos definidos: governador, deputados estaduais e federais, 2 senadores e presidente da República.
Fritura Depois do atestado de descuido com a continuação, sem a necessária revisão do projeto da praça Montenegro, como mostrou o Camaçarico, a gestão de Camaçari, do alcaide Luiz Caetano (PT), comete mais um equívoco ao tentar derrubar o tacho do Acarajé da Rosa, famosa quituteira da praça Abrantes.
Fritura 2 Instalada no local há cerca de 40 anos, portanto marca da paisagem e referência de qualidade na gastronomia da cidade, Rosa vem enfrentando constrangimentos por conta de um projeto desconectado com a realidade que apenas vem tentando corrigir.
Fritura 3 Reconstruído com a requalificação da praça Abrantes, na gestão do alcaide Elinaldo (União) e sob o esquadro da secretária de obras (Seinfra), a doutora Joselene Cardin, quiosque precisou de ajustes para funcionar dentro das necessidades exigidas para um ponto de baiana do acarajé. Modificações feitas com recursos da própria microempresária, que não foi ouvida durante a definição do projeto, terminaram sendo questionadas pela nova Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), que chegou a dar ultimado sob ameaça de interdição.
Fritura 4 Depois de reconhecer que queimou a mão, a pasta comandada pelo doutor Rodrigo Nogueira finalmente recuou. O azeite quente das redes sociais, onde o equívoco viralizou, deixou a lição de que planejamento sem o tempero da tradição e da representatividade vira receita indigesta no cardápio de uma cidade.
Espelho O Conselho Municipal de Meio Ambiente de Camaçari (COMAM) escolheu na última sexta-feira (15) os 6 representantes da sociedade civil. Na votação direta entre os 11 inscritos e habilitados, dois não compareceram, deixando representações sem suplência e reduzindo ainda mais o já limitado peso dessas categorias no processo de participação no colegiado.
Espelho 2 Foram eleitos representantes dos institutos Restinga e Cidade Verde, nas vagas para entidades ambientalistas. A cadeira comunidade científica ficou com a UniFamec (Centro de Educação Metropolitana). Já a Associação de Agricultores e Piscicultores de Cancelas/Jordão vai ocupar a vaga dos representantes dos trabalhadores do setor de atividades primárias.
Espelho 3 O assento com direito a voto das entidades sindicais de trabalhadores no COMAM ficou com o Sindborracha, Sindicato dos Trabalhadores dos Artefatos de Borracha de Camaçari e Simões Filho. Representante dos trabalhadores de um setor altamente poluidor, o Sindborracha vai precisar mostrar atuação compromissada com a luta ambiental no COMAM. O outro candidato habilitado, que estranhamente gazetou, foi o Sispec, o Sindicato dos Professores da Rede Pública.
Espelho 4 Coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), processo eleitoral teve seu formato criticado por parte dos representantes. Sem acatar mudanças, vaga destinada a associações de moradores terminou em empate, com cada uma das três habilitadas assegurando o voto na sua entidade, como previam as quixas.
Espelho 5 Disputa se resumiu ao Conselho Comunitário de Itacimirim e Barra do Pojuca (Conseg), Associação dos Moradores dos Condomínios de Guarajuba (Ascon) e Associação dos moradores do condomínio Busca Vida. Essas duas últimas associações são conhecidas por formarem uma espécie de condados formados por moradores da classe A e mais focadas em melhorias nos seus espaços.
Espelho 6 Apesar de Camaçari somar dezenas de entidades, desarticulação política e/ou descaso com o fortalecimento das associações de moradores no conselho, movimento deixa o COMAM com uma representação distante dos movimentos populares que tanto a administração do alcaide Caetano diz defender.
Espelho 7 O resultado foi a eleição da associação de Busca Vida, beneficiada pelo critério do desempate por ser a mais antiga. Questionamentos contra o condomínio Busca Vida não são poucos. Dificuldades de não moradores do condomínio, em especial de Vila de Abrantes, acessarem a praia e áreas de preservação, e avanço sobre espaços de marinha estão entre as queixas amplamente divulgadas na imprensa.
Espelho 8 Colegiado tripartite com 18 membros e importante na definição da política ambiental de Camaçari, o COMAM tem outros 6 representantes do governo e número igual no setor produtivo, ainda sem escolhas.
Acredite Os senadores Jaques Wagner (PT), Otto Alencar e Angelo Coronel, ambos do PSD, somam anualmente pouco mais de R$ 205 milhões em recursos disponíveis para gastarem com emendas parlamentares na Bahia.
Acredite 2 Volume de poder de cada um dos senadores, R$ 68,5 milhões, não fica muito longe da gorda bolsa dos 39 deputados federais baianos. Os R$ 48,1 milhões de emendas parlamentares que os federais têm direito para gastar como desejarem, é quase metade de um mês do orçamento de Camaçari.
Acredite 3 Os quase R$ 2 bilhões das chamadas emendas pix, soma das cotas dos 39 representares da Bahia no Congresso, talvez explique as ajudas estranhas, como o R$ 1,5 milhão destinado pela deputada Ivoneide Caetano (PT) para ajudar na construção do novo prédio do Ministério Público de Camaçari. Valor equivale a quase 20% dos R$ 8,7 milhões que a parlamentar distribuiu para ações em Camaçari neste ano, segundo informou sua própria assessoria.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
18/agosto/2025 Fechamento: 12h05 |
|
|
|
|
|
|
* A Secretaria de Desenvolvimento Social e os invisíveis * Cidade do Saber completa 18 anos e ainda não virou a chave * O assassinato de um adolescente de 14 anos e a violência em Camaçari * O Giro na Cidade e a força da TV via internet
Esquecidos Com carência de técnicos e dificuldades para realizar até o básico, como distribuição de cestas, kit enxoval e outros benefícios, a Secretaria de Desenvolvimento Social de Camaçari (Sedes) vem dando uma aula de como não cumprir as políticas públicas determinadas pelo Sistema Único da Assistência Social (SUAS).
Esquecidos 2 Os tropeços da gestão da doutora Jeane Gleide são tão grandes, para uma pasta com orçamento diferenciado e ajuda federal, que nem o Espaço Conviver funciona. Inaugurado na gestão 02 (2005/2008) do alcaide Luiz Caetano (PT), centro de apoio e acolhimento a dezenas de idosos está com suas atividades suspensas. Mais grave que a reforma iniciada no começo do ano e sem data para acabar, é a falta de alternativa de atendimento.
Esquecidos 3 Apesar do discurso de fazer diferente, a nova Sedes segue a fórmula do antecessor. Continua sem enxergar o seu real papel. Lista dos invisíveis vai além da população 60+. Se completa com a redução das ações do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua, o Centro Pop, e a Casa da Criança e do Adolescente, isso sem falar na precariedade das outras unidades que formam a rede SUAS.
Esquecidos 4 Relegada a condição de ´primo pobre` desde a inauguração da Cidade do Saber (CDS), em 2007, também na gestão 02 do alcaide Caetano, espaço de educação e inclusão de jovens carentes do município é outro exemplo. Numa Camaçari cada vez mais violenta e excludente, a Casa da Criança segue funcionando sem a estrutura e os avanços necessários que assegurem condições mínimas de competitividade a seus alunos. Quadro só não é pior por conta da dedicação e qualificação do seu time de técnicos e educadores.
Esquecidos 5 Tragédia, antes vivida apenas pelo primo pobre, atravessa a rua e se reforça com o agora ex-primo rico. Se nada mudar, a Cidade do Saber, fechada para reformas e comandada por outra pasta, a da Cultura (Secult), volta a funcionar sob a velha lógica do escolão.
Esquecidos 6 Como registrou a Coluna em várias postagens, estrutura festejada desde a sua criação, dentro e fora de Camaçari, graças a um eficiente projeto de marketing, a Cidade do Saber se distanciou do que deveria ser seu eixo, ao não executar uma política eficaz de inclusão real de jovens.
Esquecidos 7 A prefeitura de Camaçari, patrocinadora do projeto, que completou 18 anos em março, errou e queimou dinheiro público ao optar e insistir na equivocada e problemática gestão do Instituto Professor Raimundo Pinheiro. Sem nenhuma transparência, ONG com seus penduricalhos, salários astronômicos e transformada num cabide de empregos para aliados, foi responsável pela gestão do equipamento nos 10 primeiros anos de funcionamento da CDS.
Esquecidos 8 Apesar das pressões do sucessor e aliado de Caetano, Ademar Delgado, a poderosa ONG foi maior e seguiu gerindo o projeto. Mesmo com o afastamento da ONG na gestão seguinte, essência da desigualdade na CDS continuou nos 8 anos do adversário do grupo petista, o alcaide Antonio Elinaldo (União).
Esquecidos 9 Apesar de exibir significativos avanços, a CDS terminou somando monumentais recuos, como o fim dos projetos musicais sinfônicos, de dança, de artes cênicas, de esportes, de pessoal técnico para o setor de entretenimento. Com programação cada vez menos representativa, a cidade perdeu até o estímulo de ir ao 2º maior da Bahia, o Teatro Cidade do Saber (TCS), com danosas consequências no orgulho e sentimento de pertencimento da sua população.
Esquecidos 10 Fechada para mais uma reforma, a Cidade do Saber chega na sua maioridade precisando virar sua chave, justamente sob a gestão do seu criador. A CDS só tem futuro real se for passada a limpo.
Calibre Camaçari fechou julho com 6 assassinatos, segundo apuração da Coluna, com base em informações postadas na imprensa local. Chama a atenção no levantamento de julho o assassinato de um adolescente de 14 anos, no dia 23, no bairro Gleba E. Facções criminosas e seu mercado da droga, tidas pela polícia como responsáveis por esse e outros assassinatos no município, seguem avançando e ampliando poder na sede, orla e zona rural.
Calibre 2 Se confirmado com o número mensal, ainda não informado no site da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), julho aparece com junho como os meses com os menores números de mortes violentas de 2025.O recorde do ano foi em maio, com 15 registros, segundo apuração do Instituto Fogo Cruzado. Já na soma dos 7 meses do ano, os 83 assassinatos apurados extraoficiais também aparecem como o menor no período desde 2017.
Calibre 3 Dos 83 de crimes violentos letais intencionais (CLVIs) contados no período reúnem os 6 registros apurados pela coluna em julho, mais os 77 informados pela SSP entre janeiro e junho, no seu último boletim. Número final pode ser maior, já que levantamento dos meses anteriores mostra diferença entre os apurados pela Coluna e os números finais apresentados pela SSP-BA.
Referência O programa Giro na Cidade e a TV Connect Brasil completam nesta terça-feira (12), 10 anos de informação, histórias e entretenimento. Transmitido pelo YouTube e comandado pelo comunicador Edilson Alves, programa é líder nas tardes de Camaçari e Região Metropolitana. Completam o time dessa produção de sucesso o repórter Antônio Cruz, a produtora Nani Lima, o comentarista Gilson Farias, e a diretora geral de Sâmia Cordeiro.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
11/agosto/2025 Fechamento: 20h18
|
|
|
|
|
|
|
O Sindicato dos Professores de Camaçari e os dois discursos
O recuo do TCM e o alívio da oposição no Legislativo
O ex-vereador Val Estilos e a navalha da política
O livro do professor Diego Copque, a Flipelô e a história ignorada
Nota vermelha Não é bom sinal a queixa de falta de professores e pessoal de apoio em escolas do município, feita pelo Sindicato dos Professores. Denúncia não partiu da oposição. O Sispec, entidade de trabalhadores na educação, ligada ao PT e sob forte influência do vereador licenciado e atual secretário de educação, Marcio Neves (PT), usou as redes sociais nos últimos dias para cobrar melhorias no setor de forma direta ao alcaide Luiz Caetano (PT).
Nota vermelha 2 Mesmo expondo uma caderneta cheia de problemas, como falta de merenda, queixa sobre fardamento dos estudantes, transporte escolar e estrutura, o Sispec segue junto e misturado e não deixa de dar sua contribuição nessa avaliação que precisa melhorar. Segundo apurou a Coluna, o mesmo sindicato que reclama de falta de pessoal tem tirado professor da sala de aula para reforçar seus quadros na organização sindical.
Respiro O Legislativo de Camaçari retoma nesta terça-feira (5) os trabalhos em plenário e na maioria das atividades, depois do recesso de mais de 45 dias, desde a segunda quinzena de junho. Volta aliviado com o recuo do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) que depois de considerar irregular e mandar suspender o pagamento das gratificações por condições especiais de trabalho (CET) de cerca de 150 funcionários da Câmara de Vereadores de Camaçari, deu marcha à ré.
Respiro 2 O TCM acatou os argumentos do Legislativo, comandado pelo presidente Niltinho Maturino (PRD), de que não houve ilegalidade e que a suspensão do reforço salarial prejudicaria o bom e necessário andamento dos trabalhos na Câmara de Vereadores. Gasto, que só nos primeiros 6 meses do ano somaram cerca de R$ 3 milhões, devem dobrar até dezembro fechando em algo em torno de 7,5% dos cerca de R$ 78,7 milhões que a Câmara tem direito anualmente para bancar suas despesas.
Respiro 3 Manutenção dos cerca de R$ 500 mil mensais, valor que pode até aumentar, traz alívio não apenas para servidores e nomeados. Mantém a tranquilidade entre os 23 vereadores, em especial os 12 da base oposicionista que seguem sem esse motivo para zanga na barricada anticaetanista.
Lâminas Sem pentes e tesouras suficientes para enfrentar os donos do salão oficial da política camaçariense, o ex-vereador Val Estilos elegeu o vereador Tanger Cerqueira (PT), um mero ´barbeiro` nesse cenário, como o responsável pelo seu rompimento político, e parece que até pessoal, com a vereadora Sales Brito.
Lâminas 2 Eleita pelo PSD com 1.919 votos, graças ao capital político do ex-vereador e usando a grife Sales de Val Estilos, a vereadora mudou o leiaute político. Descoloriu a antiga marca e agora segue sob o visual político Sales Brito, e orientação do alcaide Luiz Caetano e da sua esposa, a deputada federal Ivoneide Caetano, ambos do PT.
Lâminas 3 Com o segundo mandato cassado em 2021, por abuso de poder econômico, Val Estilos teve que construir uma alternativa para se manter no poder. Apostou na auxiliar de confiança e agora vive uma situação delicada. Rompido com o time do ex-alcaide Antonio Elinaldo (União), migrou para o grupo do então candidato e agora gestor em 4º mandato, o petista Caetano.
Lâminas 4 Acostumado a exercer o mandato de vereador com atuação intensa no salão da política, Val Estilos sempre contrariou de forma particular os secretários de saúde de plantão, tal a sua desenvoltura no seu trabalho eleitoral de assistência a eleitores. Com temperamento forte e sempre com intensas cobranças, terminou perdendo espaços preciosos.
Lâminas 5 Com volta difícil, mas nunca impossível em política, ao antigo grupo liderado pelo ex-alcaide Elinaldo (União), Val Estilos precisa reconstruir seu espaço com o estojo de trabalho que sobrou no salão do caetanismo. Vai precisar segurar a mão se quiser garantir o que ainda resta para construir projeto alternativo para 2028. Fazer diferente é experimentar a máquina zero do caetanismo.
História O livro "De Benedicta & Tibério à Mãe Stella de Oxóssi: a vida em tempo de viver (1850-2025)", do pesquisador, professor e historiador Diego Copque, é uma das novidades da Flipelô. Lançamento do 3º livro do professor na Festa Literária Internacional do Pelourinho será no próximo sábado (9), a partir das 16h, no atelier Mário Edson Fotografias e Artes, na ladeira do Boqueirão, Santo Antonio Além do Carmo.
História 2 Mesmo sem o reconhecimento necessário pelas autoridades de Camaçari, que insistem em ignorar a história do município, o professor Copque segue festejado por quem se importa com suas pesquisas e seus reflexos para conhecer o passado e entender melhor o presente e o futuro da cidade.
História 3 Felizmente, e não poderia ser diferente, sua intensa e valiosa contribuição para a esclarecer momentos importes da história de Camaçari, da Bahia e do Brasil, com os livros já publicados: “A presença do Recôncavo Norte da Bahia na Consolidação da Independência do Brasil” e “Do Joanes ao Jacuípe - uma história de muitas querelas, tensões e disputas locais”, é motivo de festejo e ampla repercussão. Não é pouco e só faz crescer o número de estudiosos e gente preocupada com o olhar além do muro que reposiciona Camaçari no contexto histórico brasileiro.
História 4 Nessa 9ª edição, a Flipelô homenageia o escritor baiano Dias Gomes, que entre as muitas contribuições literárias, ficou conhecido pelo grande público com o personagem Odorico Paraguaçu, o prefeito na série televisiva “O Bem-amado”. O coronel e líder político da não tão fictícia cidade baiana de Sucupira se notabilizou, entre outros equívocos, justamente por ignorar a história.
História 5 Aberta ao público, a Flipelô movimenta o Centro Histórico de Salvador entre a próxima quarta-feira (6) até domingo (10), com palestras, debates, lançamentos de publicações, saraus, e muitos outros eventos para todas as idades e gostos.
Imagem O fotógrafo camaçariense Marilton Trabuco segue trajetória ascendente e já assegura nome num mercado competitivo e exigente. Com um amplo portifólio de participação e premiações em mostras nacionais e internacionais, como o 28º Salão Nacional de Arte Fotográfica, agora em agosto, em Londrina (PR), o diretor do Clube de Arte Fotográfica Camaçari (CAFC) avança no foco. Foi um dos jurados da 3º Brazilian International Photography Circuit, com exibições de trabalhos nos meses de julho e agosto, em São Paulo e Salvador.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
4/agosto/2025 Fechamento: 18h25
|
|
|
|
|
|
|
Calibre A queda de Camaçari para a 4ª posição no ranking nacional de cidades mais violentas do país não tem lugar para festejo e continua sendo motivo para preocupação. Segundo estudo do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado semana passada, município que ocupava o 2º lugar em 2023, com 272 Mortes Violentas Intencionais (MVIs), caiu para 239 em 2024, uma redução de 33 registros, o equivalente 12,1%.
Calibre 2 Ainda de acordo com o Anuário (Confira o link ) a taxa de assassinatos no município se mantém elevada, com 74,8 mortes por 100 mil habitantes. Índice de Camaçari segue longe da média nacional de 20,8 por grupo de 100 mil habitantes.
Calibre 3 Apesar de descer duas posições, Camaçari segue exibindo números preocupantes. É o município com maior número absoluto de assassinatos na lista das cinco cidades do país com as maiores taxas de MVIs por cada 100 mil habitantes, parâmetro do Anuário para definir as mais violentas do país. No estado da Bahia, Camaçari só fica atrás de Salvador, com 8 vezes mais habitantes (2,4 milhões) e 873 assassinatos em 2024.
Calibre 4 Com 239 assassinatos em 2024, Camaçari supera a pernambucana Maranguape, com 87 MVIs, população de cerca de 100 mil habitantes e listada como a mais violenta do país, com índice de 79,9 assassinatos por 100 mil habitantes. Camaçari também ultrapassa em número de mortes violentas a conterrânea Jequié, 2ª no ranking com 131 assassinatos, taxa 77,6 por 100 mil, e população que soma cerca de 160 mil, pouco mais da metade dos 300 mil habitantes de Camaçari.
Calibre 5 Outro município baiano listado é Juazeiro, 3º no ranking nacional com 194 assassinatos em 2024, taxa de 76,2 por 100 mil e população de quase 240 mil habitantes. Cabo de Santo Agostinho fecha a lista dos 5. A cidade pernambucana com população de pouco mais de 200 mil habitantes contou 159 assassinatos no ano passado e exibe taxa de 73,3 MVIs por 100 mil.
Calibre 6 Mesmo com números nada favoráveis e preocupantes, a prefeitura de Camaçari resolveu festejar a redução e até atribuir à nova gestão, iniciada em janeiro, os méritos pela redução da violência nos primeiros 6 meses deste ano. Em release divulgado e amplamente reproduzido pela imprensa, a prefeitura informa queda de 16,3% no número de homicídios no período.
Calibre 7 Citando dados do 12º Batalhão de Polícia Militar (12º BPM), a prefeitura de Camaçari informa que o primeiro semestre deste ano somou 77 homicídios, 15 a menos que os 92 registrados no mesmo período de 2024.
Calibre 8 Nessa conta oficial, nem o primeiro semestre de 2024, muito menos os números do mesmo período deste ano batem com a apuração da Coluna. Com levantamento mensal desde 2017, a Coluna reúne dados divulgados na imprensa local, confronta e atualiza os números com os exibidos, sempre com atraso, pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA).
Calibre 9 Com base em números apurados e divulgados pela imprensa, a Coluna somou 72 crimes violentos letais intencionais (CLVIs) no primeiro semestre deste ano, 5 as menos que os 77 informados pela PM.
Calibre 10 Já no primeiro semestre de 2024 a Coluna contou 81 assassinatos nos seis primeiros meses de 2024, portanto 11 a menos que os 92 informados pela PM para o mesmo período.
Calibre 11 Números mostram que a imprensa não vem tendo acesso aos números reais, só divulgados posteriormente pelas forças de segurança do estado. Mesmo com essa dificuldade na obtenção de informações, sem a transparência necessária, não dá para negar que o número de assassinatos em Camaçari vem registrando queda nos últimos anos.
Calibre 12 Como informou a Coluna de 7 de julho, portanto antes da divulgação do Anuário, redução do número de assassinatos se repetiu nesse primeiro semestre de 2025. Os primeiros seis meses deste ano registraram o menor número de assassinatos desde 2017. Queda também foi anotada pela Coluna no mesmo período de 2024, com os menores números de assassinatos desde 2017. Período do ano passado somou números iguais aos primeiros semestres de 2020 e 2019.
Currículo Cerca de 100 profissionais, entre médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais experimentam o desrespeito do Instituto Campinas de Atenção e Assistência à Saúde, Educação e Assistência Social. Entidade identificada pela sigla ICAASES segue descumprindo acordo com os profissionais contratados para realizarem atendimento nas unidades de saúde do município de Camaçari.
Currículo 2 O descompromisso, que ajuda a piorar a qualidade dos serviços prestados à população pelo município, tem o aval da secretaria de saúde de Camaçari. Pela lei, a Sesau não é apenas responsável pela contratação. Também precisa fiscalizar o cumprimento dos contratos com a ICAASES que somam pouco mais de R$ 23 milhões e possuem validade de um ano, até abril de 2026.
Currículo 3 Atuando no município desde os primeiros meses da gestão do alcaide Luiz Caetano (PT), o ICAAASES segue sem pagar os salários de junho. Denúncias indicam que o instituto também não vem cumprindo obrigações trabalhistas como o recolhimento do FGTS.
Currículo 4 Mesmo festejando 37 anos de história e exibindo no seu site o slogan “Acolher, conhecer, cuidar e acompanhar”., o ICAASES sequer cita Camaçari no seu mapa de atuação. Lista apenas Campinas (São Paulo) onde tem sede e foi fundado, e Barbacena (Minas Gerais).
Celebração Ancestralidade, resistência, arte e fé formam a receita da 3ª Mostra Raiz e Identitária da Bahia. Comandado pelo mestre Plínio @mestreplinioyo e pela mestra Joseane @mestrajoseane, encontro aberto ao público acontece sábado e domingo próximos, dias 2 e 3 de agosto, na Associação Egbé Cultural Senzala do Samba, bairro do Natal, em Camaçari.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
28/julho/2025 Fechamento: 13h27
|
|
|
|
|
|
|
Alerta O descompromisso das gestões municipais de Camaçari com a produção de alimentos, em especial com a agricultura familiar e toda a sua cadeia de empregos e geração de riquezas, não está empurrando apenas o município para fora do mapa desse importante pilar da economia. Vem devastando áreas e reservas ambientais com a transformação do município numa grande zona urbana, com todos os prejuízos que esse formato equivocado possibilita.
Alerta 2 Ao insistir apenas na matriz industrial, ignorar a economia criativa e até tratar o turismo de forma amadora e sem a conexão horizontal com a terra, a água em abundância dos rios e lagoas, sua rica flora e fauna, e a história do município, Camaçari aposta no retrocesso.
Alerta 3 Essa triste realidade está exemplificada de forma clara e ampla no estudo realizado pelo Instituto Restinga em parceira com o Sindicato dos Agricultores Rurais de Camaçari. Intitulado “Colapso Rural de Camaçari-BA”, trabalho discute caminhos para reverter essa tendência com associações, lideranças e grupos ligados a agricultura familiar.
Alerta 4 Estudo que a Coluna teve acesso com exclusividade mostra o declínio da população rural e a consequente redução da sua importância econômica. Menos de 3% da população, cerca de 10 mil pessoas, segundo o Censo IBGE-2022, é formada por gente ligada ao campo.
Alerta 5 Redução é fruto de um êxodo impulsionado por fatores estruturais como a precariedade de serviços, ausência de políticas públicas e pressões fundiárias crescentes por parte da especulação imobiliária.
Alerta 6 Números desse descuido se reforçam com a comprovação de que apenas 9% das estradas vicinais são pavimentadas. A zona rural também enfrenta dificuldades com o fechamento das escolas do campo e desmonte de postos de saúde e de outras estruturas de apoio.
Alerta 7 O abandono da pasta da agricultura e sua função vital para o desenvolvimento econômico do município é visível com a redução de participação de 2,8% do Plano Plurianual em 2016, para apenas 0,24% no PPA de 2024. Ainda segundo o estudo, 2026 exibe um quadro ainda mais grave, com a pasta da agricultura administrando apenas a distribuição de sementes e doações de equipamentos.
Alerta 8 Processo de destruição da terra como lugar de crescimento e futuro se reforça de forma grave com a restrição ao crédito para pequenos agricultores. Essa estratégia excludente do chamado “racismo territorial” vem esmagando comunidades quilombolas e tradicionais, empurradas pelos loteamentos de luxo, diz o estudo.
Alerta 9 O estudo “Colapso Rural de Camaçari-BA” também mostra a relação direta com a necessidade de revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) de Camaçari. Atualizado pela prefeitura em 2023 sob questionamentos de grupos ambientalistas, pequenos produtores rurais do município, e até por grupos econômicos que se sentiram alijados na divisão do bolo, novo PDDU flexibilizou de forma perigosa o uso dos recursos naturais com a regulamentação de áreas de Preservação Permanente (APP).
Alerta 10 Novo PDDU também reduziu o tamanho mínimo de lotes para múltiplas unidades habitacionais para favorecer as grandes incorporadoras. O resultado é a permissão para maior adensamento de condomínios na chamada orla marítima do município e na zona rural, além da redução da outorga onerosa para empreendimentos imobiliários de grande porte.
Alerta 11 Ainda segundo o estudo, a área rural sofreu um corte de quase 50%, sendo que 22% virou urbana, com o consequente pagamento de IPTU. Outros cerca de 30% passaram a ser área de proteção ambiental.
Alerta 12 Mudança implica em novo perfil de contribuinte, com o agricultor que pagava o Imposto Territorial Rural (ITR) agora enquadrado como morador urbano e cadastrado no IPTU, imposto mais caro que o ITR. Ainda segundo o estudo, o antigo contribuinte rural corre o risco de perder sua área se não pagar o novo imposto que tem outra dinâmica de cobrança. Também perde direitos como financiamento para benfeitorias agrícolas e até na conta da aposentadoria.
Alerta 13 É preocupada com esse mapa de prejuízos para pequenos agricultores e para a cidade como um todo que as entidades ligadas aos trabalhadores rurais buscam combater esse processo de marginalização e esvaziamento. Desinvestir na agricultura familiar não apenas reduz oferta de alimentos locais. Gera prejuízos para economia do município que passa a depender de forma mais ampla de mercados externos com aumentos de preços e escassez.
Lá e cá O foguetório em cima do Projeto de Lei, aprovado pelo Congresso, que afrouxa as regras de licenciamento ambiental clareia o quintal de Camaçari. Batizada de “PL da Devastação”, conjunto de perigosas regras já encontra respaldo no Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) de Camaçari.
Lá e cá 2 Revisão do conjunto de regulações e parâmetros do espaço territorial, aprovada ainda na gestão do alcaide Antonio Elinaldo (União), foi promessa do sucessor e empossado em janeiro deste ano, o petista Luiz Caetano.
Lá e cá 3 Representado no Congresso pela esposa e companheira de partido, a deputada federal Ivoneiede Caetano é uma das vozes contrárias ao projeto. Assim como em Brasília, o alcaide de Camaçari precisa dar o exemplo na sua paróquia, revisando o PDDU. Afinal, fez discursos durante a campanha e assinou “Documento Compromisso” em ato na sede da Ordem dos Advogados-OAB Camaçari, em setembro do ano passado.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
21/julho/2025 Fechamento: 12h30 |
|
|
|
|
|
|
Espelho A eleição do vereador kaique Ara para presidente do PT de Camaçari ficou arranhada com a fraude na votação realizada no domingo (6). Mesmo em chapa única, processo foi manchado de forma irremediável com a participação de mortos e de ex-petistas, hoje abrigados em outros partidos, como votantes.
Espelho 2 Resultado do PED expõe a legenda como o todo e mostra que o PT de Camaçari vem sendo conduzindo de forma desordenada e contrária ao princípio democrático que tanto prega e cobra dos adversários.
Espelho 3 Fraude também cola no experiente político e alcaide de Camaçari pela 4ª vez. Escândalo demonstra a pouca preocupação de Luiz Caetano com os intestinos da legenda, onde o resultado da militância no dia a dia parece ser o que vale.
Espelho 4 Reconhecer o erro, evitado com uma simples consulta ao sistema “Filiaweb” do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), economizaria esse desgaste. Realizar nova votação é o mínimo que o Partido dos Trabalhadores pode fazer para amenizar mais esse grave prejuízo na imagem da legenda que já não anda boa.
Combustível Sem os cargos que costumavam ter na máquina municipal, quando era governo, a bancada de oposição na Câmara de Vereadores de Camaçari ganhou mais um complicador na sua já frágil construção para se manter unida e fazendo pressão sobre a gestão do adversário, o alcaide petista Luiz Caetano.
Combustível 2 A resistência dos 12 oposicionistas, maioria simples dos 23 votos da Casa, que nada tem de ideológica em quase sua totalidade, foi minada por recente decisão do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). Deliberação do conselheiro Plínio Carneiro Filho, datada do último dia 10, acatou pedido de medida cautelar e mandou suspender as gratificações que a gestão do presidente do Legislativo, Niltinho Maturino (PRD), estava pagando a cerca de 150 nomeados.
Combustível 3 Gasto com ajuda a aliados, boa parte ligados ao time do ex-alcaide Antonio Elinaldo (União), somava perto dos R$ 500 mil mensais desde janeiro. São quase R$ 3 milhões que deixam de cevar oposicionistas a partir da folha de julho.
Combustível 4 Corte dessa ajuda a apoiadores vai além dos reflexos diretos no termômetro de satisfação e conforto da bancada oposicionista. Também ameaça a gestão Niltinho que pode ser obrigada a devolver os recursos aos cofres públicos. Medida transforma o caso de improbidade em munição política para seus adversários num novo parâmetro de negociação política e amolecimento da hoje maioria oposicionista no Legislativo.
Medidas O embate entre o ex-alcaide Antonio Elinaldo e o ex-vereador Flavio Matos, candidato a sua sucessão e derrotado na disputa pelo comando de Camaçari, em 2024, pode não terminar com rompimento radical, como muitos apostam e até asseguram.
Medidas 2 Apesar da ofensiva forte e até desproporcional de Elinaldo, que não aceitou o projeto do aliado e companheiro de partido, de uma provável candidatura a deputado federal em 2026, ânimos tendem, ou precisam serenar por uma questão simples de sobrevivência política.
Medidas 3 A conta é simples. Fazer diferente é somar pontos negativos para o grupo comandado no estado por ACM Neto. O próprio ex-alcaide da capital, chefão do União Brasil e provável candidato a governador pela segunda vez, tem demonstrado outro tratamento com Flávio.
Medidas 4 Pressionado pelos acordos de reciprocidade eleitoral com o deputado estadual e agora candidato a federal, Manoel Rocha, também do União, Elinaldo tem usado todos os instrumentos para pressionar o ex-pupilo. Precisa dar cerca de 15 mil votos, se quiser receber valor eleitoral parecido nas bases do filho e herdeiro político do deputado federal José Rocha, raposa da velha política e sem perder uma eleição há 47 anos, desde a primeira disputa em 1979.
Medidas 5 Sempre com um tom acima, como a recente manifestação desproporcional a familiares de Flavio Matos, comportamento é típico do modelo de liderança que não controla impulsos e mostra de público suas garras. Tentativa de encurralar o ex-vereador pode criar uma reação imprevisível com sérios prejuízos na sua base municipal. Flavio Matos, segundo apurou a Coluna, vai se manter na oposição ao petista Caetano e fechado com o projeto de ACM Neto.
Medidas 6 Mesmo que tome o caminho do PL, legenda mais provável e onde não se elege federal com menos de 80 mil votos, de acordo com o último pleito, os agora inimigos vão ter de ajustar o discurso. É simples: terão os mesmos candidatos ao governo do estado, na disputa das duas vagas no Senado, e na eleição de presidente da República.
Medidas 7 Com Elinaldo na disputa por uma das 63 cadeiras da Assembleia Legislativa, e Flávio Matos, caso mantenha sua postulação ao Congresso Nacional, muitos votos sairão casados das urnas de Camaçari. Não dá para ignorar o entendimento do eleitor antipetista sobre votar em quem conhece e apostar com menos dúvidas de erro. Avaliação de proximidade na hora do voto é sempre levada em consideração.
Medidas 8 Reação de Elinaldo, independente de acordo ou rebeldia de Flavio em sair candidato, termina sinalizando fragilidade nas contas para sua eleição tranquila de deputado. No União, a linha de corte, ou seja, não elege com menos de 70 mil votos, segundo projeções atuais.
Medidas 9 Em debate na mídia e redes sociais, briga de velhos aliados só é bom para um lado. O petista Caetano, adversário real de Elinaldo e Flavio, assiste, torce e até faz movimentos com seu exército para que essa briga dure.
Consenso A jornalista Fernanda Gama é a futura presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Bahia (Sinjorba). Votação de confirmação, na sede da entidade e urnas itinerantes nas redações dos veículos de comunicação da capital e interior, acontece terça e quarta (15 e 16).
Consenso 2 Também com mandato de três anos (2025/28) e chapa única, o comando da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) terá outra mulher. A cearense Samira de Castro, que disputa seu segundo mandato, terá como 1º vice o baiano Moacy Neves, atual presidente do Sinjorba.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
14/julho/2025 Fechamento: 11h30 |
|
|
|
|
|
|
Impedimento Mesmo com tarifas reajustadas, a Bahia Norte segue descuidando da conservação das vias do Sistema BA-093 e BA-099. O destaque é a Parafuso (BA-535), principal rodovia da malha administrada pela concessionária e com maior fluxo de veículos de todo o conjunto formado por pouco mais de 194 quilômetros de pistas. É da responsabilidade da Bahia Norte a segurança de milhares de motoristas que circulam nas vias de integração do polo industrial de Camaçari, no principal acesso à sede do município, e regiões vizinhas.
Impedimento 2 Buracos, sinalização precisando de revisão, filas por nos insuficiência de guichês no pedágio, e até afundamento de trechos da via Parafuso, lembram o quadro deixado por total incapacidade de oferecer um bom serviço aos usuários por outra concessionária: a Via Bahia. Dona das guaritas de cobrança de pedágio nas BRs-324 (trecho Salvador a Feira de Santana), e 116, entre Feira de Santana e a divisa com Minas Gerais, concessionária terminou perdendo o contrato por total descaso com o consumidor.
Laços Tássio Brito, atual secretário de finanças do PT e membro da corrente EPS, comandada no estado pelo deputado federal Valmir Assunção, é o novo presidente estadual do partido. Apoiado pelo senador Jaques Wagner e por outras correntes petistas, Tássio Brito tem relações muito próximas com Camaçari.
Laços 2 Confirmado em pleito realizada no domingo (6), Tássio não apenas amplia seu poder dentro da legenda, como soma reflexos positivos ao seu grupo de apoiadores em Camaçari. É casado com a dirigente municipal Ara Brasil. Candidata a vereadora nas eleições passadas, Ara tem histórico familiar de militância. É filha de Carlos Silveira, ex-dirigente partidário e um dos fundadores do PT de Camaçari.
Laços 3 Ligado ao movimento dos Sem Terra, Tássio chegou a ganhar um concorrente local na disputa, o vereador Tagner Cerqueira, lançado pelo alcaide de Camaçari. Mesmo sabendo se tratar de uma candidatura sem chances, diante da conjuntura estadual, Luiz Caetano não perdeu a oportunidade para exibir seu pupilo como moeda numa possível negociação e, por tabela, promover o reforço midiático do seu provável candidato a deputado estadual.
Laços 4 Nesse mesmo pleito, que também definiu as direções nacional e municipal, com mandatos até 2029, o vereador Kaique Ara foi eleito em chapa única, presidente do diretório de Camaçari com 3.081 votos dos 3.354 votantes. Somou 87 a mais que Tássio, o vencedor estadual e mais votado no município. Já na disputa pelo comando nacional, ainda sem números finais, o candidato Romênio Pereira ficou em primeiro com 2.932 votos, enquanto Edinho Silva, o nome do presidente Lula, somou apenas 136 votos em Camaçari.
Perna curta Infelizmente, não resiste o discurso de “resgate histórico”, usado por figuras do governo de Camaçari, para o projeto de Lei do presidente Lula (PT), que transforma o 2 de julho em “Dia Nacional da Consolidação da Independência do Brasil”. A prática mostra que nenhum esforço foi feito pelo município, já sob nova direção, para contar para a cidade e para a Bahia a importância dos seus ancestrais nas lutas finalizadas um ano depois do 7 de Setembro de 1822.
Perna curta 2 Neste 2025, o terceiro que inclui oficialmente o município como participante ativo nesse processo histórico, oficializado com a inclusão de Camaçari no roteiro do Fogo Simbólico da Independência, presença no desfile do 2 de Julho, quarta-feira passada, atendeu apenas a interesses da política paroquial.
Perna curta 3 De um lado o alcaide Luiz Caetano (PT) e seu grupo político apareceram no Centro Histórico da capital apenas para saudar e gerar discursos e imagens ao lado do presidente Lula e seu grupo político.
Perna curta 4 Na mesma pegada cívico eleitoreira estava o ex-alcaide Antono Elinaldo, colado no time puxado pelo chefe político ACM Neto e pelo gestor de Salvador, Bruno Reis, todos do União Brasil.
Perna curta 5 Com os caboclos de volta ao panteão da Lapinha, a conta que fica é de mais um ano sem participação de Camaçari na festa maior da Bahia. Pior que isso. Mesmo com farto material de comprovação histórica, Camaçari segue sem projeto para contar aos seus munícipes a importância da região na consolidação da Independência da Bahia.
Calibre Camaçari fechou junho com 6 assassinatos, segundo apuração da Coluna, com base em informações postadas na imprensa local. Se confirmado com o número mensal, ainda não informado pela SSP, junho é o mais baixo dos seis primeiros meses de 2025. Já na soma do semestre, os 72 apurados extraoficiais, também aparecem como o menor no período desde 2017.
Calibre 2 Os 72 de crimes violentos letais intencionais (CLVIs) contados no período reúnem os 6 registros apurados pela coluna em junho, mais os 66 informados pela SSP entre janeiro e maio, no seu último boletim, datado de 16 de junho. Número final pode ser maior, já que levantamento dos meses anteriores mostra diferença entre os apurados pela Coluna e os números finais apresentados pela SSP-BA.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
7/julho/2025 Fechamento: 16h07 |
|
|
|
|
|
|
Retrato Incluída oficialmente desde 2023 nos festejos pela Independência da Bahia, Camaçari completa mais um ano sem lembrar a data com a magnitude que merece. Festejo pela passagem pelo município do Fogo Simbólico do Recôncavo Norte, na tarde desta segunda-feira (30), fui tudo o que Camaçari planejou para lembrar tão importante momento da história.
Retrato 2 Descuido só não foi total, graças à atuação da secretaria de cultura (Secult) que ajudou a organizar o ´percurso da tocha` no município e assegurou uma programação com apresentações artísticas no Paço Municipal, onde aconteceu o ato principal.
Retrato 3 Ainda que na correria, produziu um vídeo sobre a importância do município nas lutas que culminaram com o 2 de Julho de 1823. Postado nas redes sociais, material da Secult terminou sendo o único registro oficial sobre o que deveria ser uma cobertura ampla de tão importante momento histórico do município.
Retrato 4 Como nos anos anteriores, a contribuição decisiva dos nativos (indígenas), portugueses aliados, mestiços, e negros escravizados e libertos, foi esquecida com ausência de uma programação nas escolas do município.
Retrato 5 Apesar da lei que determina a inclusão da história local no currículo das escolas, a estudantada segue órfão de tão valioso conjunto de informações sobre seus antepassados. Nada de semana de estudos, palestras ou debates sobre a importância da região, com núcleo histórico principal em Vila de Abrantes, nas lutas que encerraram o domínio português há 202 anos.
Retrato 6 Descuido que a Coluna vem cobrando, mesmo antes da oficialização da importância de Camaçari nessa luta, se reforça com a ausência do município, com suas fanfarras de primeira linha, grupos culturais e escolas, no desfile cívico da próxima quarta-feira (2/7), pelas ruas do Centro Histórico de Salvador.
Retrato 7 A ausência de planejamento da data se reforça com a tradicional corrida 2 de Julho, na manhã de quarta-feira (2), pelas ruas da sede do município. As camisetas fornecidas aos participantes, ou qualquer outro material do kit, não fazem referência de forma afirmativa sobre a participação do município nas lutas da Independência.
Retrato 8 As pesquisas e livros do professor, pesquisador e historiador Diego Copque, reposicionando Camaçari na história da Bahia e do Brasil, não deixam dúvidas e mostram a necessidade de revisão de datas. Estudos que mostram a fundação do município 200 anos antes do hoje festejado ano de 1758, não perecem importar para a elite governante municipal, independentemente da cor partidária.
Retrato 9 Infelizmente, a necessidade de contar essa história emociona e contamina apenas a cidade real dos nativos e não nascidos na cidade, comprometidos com os sentimentos de resgate e pertencimento. A expressão “tudo como dantes” dá bem a dimensão desse novo momento onde só a narrativa muda.
Retrato 10 De mãos dadas com o Executivo, Câmara de Vereadores de Camaçari faz a sua parte nesse emperramento ao ignorar a necessidade de revisão da data de fundação da cidade e da sua própria criação. Os dados são públicos e comprovados por farta documentação que mostra a fundação do Aldeamento do Espírito Santo, hoje distrito de Vila de Abrantes, em 29 de maio de 1558, o que coloca Camaçari entre as mais antigas do Brasil, com 477 anos.
Retrato 11 Revisão desse calendário também se aplica de forma singular ao Legislativo. Agora, sob a direção do presidente Niltinho Maturino (PRD), Câmara precisa avançar e sair da discussão miúda do ´time vermelho X time azul`, para a formulação de proposições de reais interesses da cidade. Registos comprovam que a criação da Casa de Câmara e Cadeia ou Paço do Conselho, data de 1758, longe dos 77 anos festejados pelo Legislativo em março.
Retrato 12 O 30 de junho, dia do Fogo Simbólico em Camaçari, é também a virada do ano na sua segunda metade. Data é duplamente simbólica para o governo 04 do alcaide Luiz Caetano (PT) que precisa avançar, corrigir os muitos erros dos 181 primeiros dias e mostrar nos próximos 184 dias do ano um projeto consistente de gestão.
Retrato 13 Para enfrentar o nada confortável, para seu grupo político, ano eleitoral de 2026, o petista vai precisar segurar a tocha e fechar 2025 com histórias reais.
Legenda De autoria do artista Marcelo Gomes, imagem da Coluna é detalhe de uma das esculturas comemorativas do Fogo Simbólico em Camaçari
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
30/junho/2025 Fechamento: 19h03
|
|
|
|
|
|
|
A miopia da prefeitura de Camaçari mira projétil certeiro na Aldeia Hippie de Arembepe
O “Selo Transparência” do Ministério Público e o pipoco dos gastos com festejos juninos
Munição A operação policial, semana passada, que resultou na morte de quatro e ferimentos em outras duas pessoas, todos acusadas pelas forças policiais de integrarem a facção criminosa Comando Vermelho (CV), na região da Aldeia Hippie, em Arembepe, é mais um capítulo no processo de despreparo dos gestores de Camaçari.
Munição 2 Ao ignorar a necessidade de preservação da Aldeia Hippie, importante espaço de beleza, história e simbolismo do movimento da contracultura dos anos 1970, a prefeitura de Camaçari ajudou a ferir da forma mais perversa uma referência, única em todo o mundo, que deveria proteger.
Munição 3 A última gestão municipal, liderada pelo alcaide Antonio Elinaldo (União), desprezou argumentos consistentes de parte de sua assessoria sobre a requalificação da Aldeia. Não entendeu a necessidade de ampliação daquele espaço numa grande âncora, com reflexos para muito além de Arembepe, da Bahia e do Brasil.
Munição 4 Minimizou a importância de referenciar um equipamento com poder mundial de atração de visitantes. Ignorou a necessidade de construção de parcerias para garantir a viabilização do detalhado estudo que sua gestão elaborou e ele engavetou. Não percebeu o potencial de geração de emprego e renda com a Aldeia requalificada. Ao não entender nada, a gestão municipal de Camaçari simplesmente disparou o primeiro tiro, com grosso calibre, contra o que deveria defender. Violência, nunca antes visto na região, inaugurou um novo e perverso processo.
Munição 5 Essa incompetência não é recente, mas tem marca mais intensa nos últimos anos. Ao apostar no projeto especulativo de Guarajuba, onde o município derramou mais de R$ 22 milhões com obras cosméticas de destruição e reconstrução de passeios e praças, que exigiriam apenas melhorias, a prefeitura de Camaçari atestou sua total ausência de foco.
Munição 6 Sem ouvir quem deveria, seguiu o preconceito e excluiu a Aldeia do “Programa de Integração e Desenvolvimento Urbano, Social e Ambiental”, com valor total de 80 milhões de dólares, cerca de R$ 440 milhões a dinheiro de hoje. Preferiu apostar na pule da política miúda dos especuladores de Guarajuba, só para ficar num exemplo, uma das polêmicas obras financiadas pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe, conhecido pela sigla CAF.
Munição 7 Ignorou a necessidade de um olhar diferenciado da Aldeia, várias vezes cobrado pela Coluna, por entidades, artistas, produtores culturais, pesquisadores, em reportagens, artigos e livros. Miopia só atestou o estreito entendimento da sua liderança como gestor, sobre o conceito de cidade, de comunidade, de pertencimento, de laços históricos e culturais de cada região da rica e diversificada Camaçari.
Munição 8 Ao esquecer a Aldeia, o alcaide Elinaldo não fez mais que ajudar a anexar esse pedaço singular do município ao nocivo, perigoso e em constante crescimento mapa territorial da violência.
Munição 9 Ainda é possível refazer esse olhar, enxergar além do muro. Com toda a sua carga acumulada de alto astral, a velha e sofrida Aldeia Hippie continua valendo. Precisa e merece essa presença.
Pólvora Apesar do foguetório pelo apoio de todos os municípios baianos ao “Selo Transparência 2025” do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), o projeto de fiscalização dos gastos das cidades com os festejos juninos segue precisando de ajustes para não dar chabu.
Pólvora 2 Segundo o MP-BA, o Painel dos Festejos Juninos registrou até o dia 6, data final para o fornecimento de informações pelas 417 prefeituras baianas, gastos que somam R$ 426 milhões com contrações artísticas. Confira no link do MP #mce_temp_url#
Pólvora 3 Camaçari, com o seu Camaforró, entre os dias 20 e 23, aparece no site do MP-BA somando gastos de R$ 3,6 milhões com a contratação de 9 atrações. Mas, números não batem com os divulgados pela própria prefeitura. Pela lista de atrações enviada aos veículos de comunicação, no último dia 5, portanto antes do prazo final de fornecimento de informações para o MP-BA, o Camaforró listava 24 atrações.
Pólvora 4 Soma dos gastos de Camaçari com a contratação de Bell (R$ 700 mil), Leo Santana (R$ 600 mil), Natanzinho Lima (R$ 600 mil), Manu Bahtidão (R$ 450 mil), Tarcisio do Acordeon (R$ 450 mil), Flavio José (R$ 250 mil), Cavalheiros do Forró (R$ 220 mil), Estakazero (R$ 190 mil), e Mestrinho (R$ 150 mil), exibida na página eletrônica do Ministério Público chega a R$ 3,6 milhões.
Pólvora 5 Somando esses R$ 3,6 milhões referentes às 9 contratações informadas no site do MP-BA, às outras 15 atrações, de acordo com apuração da Coluna, conta ultrapassa os R$ 6 milhões.
Pólvora 6 Mesmo com a discriminação das fontes de custeio por origem (municipal, estadual ou federal), incluídas no levantamento deste ano, cerca de metade dos valores gastos com atrações na festa de Camaçari não foram informados ao MP-BA.
Pólvora 7 A Coluna apurou que esse volume está sendo bancado pelo Governo do Estado, através da Sufotur, antiga Bahiatursa. Uma simples conferida mostra que, diferente de Camaçari, a transparência nas informações das fontes pagadores, sejam receitas próprias dos municípios, bancadas pelo Governo Estado e ou Governo Federal, vem sendo praticada por outras cidades, como Jequié, Iraquara, Jeremoabo e Tucano.
Pólvora 8 Com apenas metade dos custos com atrações informados, Camaçari aparece em 16º na lista das cidades que mais gastam com os festejos juninos, segundo o MP-BA. Já com a soma dos apoios que vão além dos cofres municipais, Camaçari sobe para o top5, liderado por Cruz das Almas com R$ 9,4 milhões.
Pólvora 9 Nesse rol de atrações que não aparecem informadas por Camaçari ao MP, mas com cachês identificados a partir da comparação com apresentações em outras cidades listadas na tabela do mesmo Ministério Público, os destaques são: Henry Freitas e Matheus Fernandes, cada um com pagamento de R$ 565 mil. A cantora Solange Almeida com cotação de R$ 350 mil, fica um pouco acima de Tierry (R$ 300 mil). No terceiro time, com remuneração de R$ 250 mil por show, aparecem Adelmário Coelho, Devinho, Kevi Jonny e Nuzio Medeiros.
Pólvora 10 Com valores menores, ainda segundo pesquisa feita pela Coluna, aparecem Klessinha (R$ 150 ml), Bimbinho (R$ 50 mil), Edy Xote (25 R$ mil), Nadja Meireles (R$ 25 mil), Filé de Camarão (R$ 25 mil), e Elvis Salgado (R$ 10 mil). Conta de cachês dessas atrações soma pouco mais de R$ 3 milhões.
Pólvora 11 Nessa cota que ultrapassa com folga os R$ 6 milhões não estão incluídos os custos com palco, iluminação e produção de todo o Camaforró. Fontes ouvidas pela Coluna estimam que essas despesas fiquem acima dos R$ 2 milhões, fechando a conta do Camaforró em mais de R$ 8 milhões.
Estrutural A doutora Joselene Cardin continua fazendo escola. Mesmo fora da gestão de Camaçari, agora controlada pelo petista Luiz Caetano, a ex-titular da pasta de infraestrutura do governo do alcaide Elinaldo (União) manteve no coração da Seinfra seu legado de desrespeito à legislação que regula as normas de mobilidade.
Estrutural 2 Sem piso táctil e com mobiliário urbano instalado de forma aleatória, a nova Avenida Getúlio Vargas, agora com piso compartilhado pedestre/veículos, foi inaugurada semana passada pelo novo governo sem os cuidados mínimos exigidos na lei.
Estrutural 3 Sem a obrigatória pista guia para deficientes visuais, e com jarrões ornamentais colocados de forma aleatória na via, conjunto segue longe da função humanização/segurança. Nesse conjunto de relapsos, não dá para esquecer a sempre distraída fiscalização do Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF), financiador da obra.
Estrutural 4 A Coluna registrou em várias postagens os equívocos nas obras de requalificação na região central da cidade, com destaque para a praça Montenegro e a travessia da via férrea, na avenida Eixo Urbano. O descaso segue, agora sob nova direção, com o doutor José Mário Lima Bastos, titular da Seinfra desde janeiro.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
16/junho/2025 Fechamento: 13h05
|
|
|
|
|
|
|
Geddel mira em empresário de Guarajuba e projétil também atinge o alcaide Caetano
O edital de apoio cultural da Aldir Blanc e os equívocos em Camaçari
Equilíbrio A lista dos contemplados no bolo de R$ 1,6 milhão para projetos culturais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento (PNAB) para Camaçari segue cheia de estranhezas. Com previsão de divulgação até o final deste mês de junho, depois dos julgamentos de todos os recursos, relação com notas e pontuações exibe divergências no número final, nas cotas por categorias de projetos, e até com candidato aprovado em dois segmentos, num total descumprimento do Edital. Incompatibilidades fecham com o número de beneficiados abaixo da soma total de contemplados.
Equilíbrio 2 Caso emblemático dessa balbúrdia que parece ter se transformado o PNAB-Camaçari é irregular aprovação da mesma pessoa em dois seguimentos. Candidata, que mesmo sem inscrição na categoria de Artes Visuais, somou nota 77.66. Nota ficou um pouco abaixo da pontuação 76.77 atribuída à mesma candidata na disputa por outra vaga no segmento Banda Percussiva.
Equilíbrio 3 Uma simples confrontação do Edital com a conta geral de contemplados anunciados mostra números diferentes. O Edital, sob a responsabilidade da secretaria de cultura do município (Secult), informa 115 projetos premiados, mas a lista final exibe 102, uma diferença de 13 a menos.
Equilíbrio 4 Também chamou a atenção de fontes ouvidas pela Coluna a matemática na soma total de projetos destinados a cotas para negros. Apesar do Edital assegurar 56 projetos por cotas, apenas 49, portanto 7 a menos, aparecem como aprovados. Edital define ainda 11 vagas para indígenas e 6 para PCD, além de critérios diferenciados de pontuação para mulheres, LGBTQIAPN+, jovens, idosos, pessoas em situação de rua e egressos do sistema prisional.
Equilíbrio 5 A desproporcionalidade na distribuição de projetos contemplados por categoria, privilegiando manifestações artísticas com pouca tradição no município é outra queixa. É o caso do Circo, com apenas 6 inscritos para 4 projetos a serem financiados. Outro malabarismo nessa categoria é a cota de 3 vagas destinadas a negros, o que representa 75% do total de contemplados.
Equilíbrio 6 Na outra ponta da procura por apoios, os inscritos para projetos de Música batem recorde e somam 115 para apenas 10 selecionados. Nesse segmento a cota de negros, novamente destoa, com apenas duas cotas destinadas, ou 20% do total.
Equilíbrio 7 Festival de singularidades do Edital segue nas categorias Banda Percussiva e Dança. Sete grupos disputam as 4 vagas para apoio a projetos de Bandas Percussivas que tem 50% do total (2) de vagas para negros. Na seleção para apoio financeiro aos projetos no segmento Dança, 20 disputam as 5 vagas, sendo 3 (60%) são para negros.
Fogo amigo Conhecido pela sua metralhadora com mira móvel e definida de acordo com a necessidade, o ex-ministro dos governos Lula e Temer, e chefão do MDB da Bahia, Geddel Vieira Lima, aponta seu cano para Camaçari.
Fogo amigo 2 Em postagens recentes na sua página no Instagram, Geddel faz uma série de questionamentos. Com alvo escolhido, fecha o foco na questão imobiliária. Exibe trecho de um vídeo de campanha do petista e cobra do alcaide Luiz Caetano (PT) as mudanças prometidas no PDDU. Sem arrodeios, Geddel também quer saber do aliado se a indicação do secretário de turismo de Camaçari, Patrício Oliveira, tem relação com financiamento de campanha.
Fogo amigo 3 Noutra postagem, onde marca o governador Jerônimo, o vice Geraldo Junior e o secretário de relações, Afonso Loyola, Geddel volta a provocar o aliado Caetano com um vídeo do vereador oposicionista Jamesson Silva (PL), que cobra a promessa do petista de “revisar o PPDU”.
Fogo amigo 4 Com alvo certo e munição variada, Geddel mira na valorizada Guarajuba, orla nobre de Camaçari, e denuncia o sumiço de uma rua no condomínio Paraíso dos Lagos. Cita mapas e fotos da prefeitura com o antes e depois do sumiço do logradouro público com cerca de 1,5 mil metros quadrados, segundo ele incorporado a uma propriedade privada.
Fogo amigo 5 Aproveita para cobrar ação do Ministério Público e da secretaria estadual de meio ambiente. Bem ao seu estilo ofídico e sabendo a resposta, finaliza a postagem querendo “descobrir quem é FF que me disseram faz chover em Guarajuba, que até o prefeito treme”.
Movimento A decisão do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) ao mudar o entendimento de rejeição para aprovação das contas de 2012 do alcaide de Camaçari, Luiz Caetano (PT), pode até ser questionada, mas está dentro da lei.
Movimento 2 A guinada do TCM, que também passa uma borracha na necessidade de ressarcimento com recursos do acusado de cerca de R$ 800 mil aos cofres públicos, e reduz a multa de R$ 36 mil para R$ 6 mil, mesmo com novos embasamentos técnicos, não deixa de refletir o novo ambiente político na corte.
Movimento 3 Nessa mudança foi fundamental a chegada do conselheiro Nelson Pelegrino, que ocupou a vaga do antecessor, o conselheiro Paolo Marconi, aposentado em agosto de 2021 e relator do processo que rejeitou as contas de Caetano.
Movimento 4 Mesmo questionado por sua amizade com o alcaide Caetano e suas ligações com as gestões anteriores do petista, eleito em outubro de 2024 para seu mandato 04, o ex-deputado federal e ex-correligionário partidário, empossado no TCM em outubro de 2021, herdou a relatoria do caso.
Movimento 5 Nessa nova composição do TCM, onde a tradição na indicação dos seus 7 membros sempre foi priorizada pelo esquema político dominante no momento, chegaram à corte mais recentemente o ex-deputado petista Paulo Rangel, empossado em março de 2024.
Movimento 6 No mesmo mês de 2023 foi empossada Aline Peixoto, esposa do ex-governador e hoje ministro da Casa Civil, Rui Costa. Outro aliado do novo esquema político no poder do estado desde 2007, com a chegada de Jaques Wagner ao governo da Bahia, é Mario Negromonte, no cargo desde 2014.
Movimento 7 Já o ex-auditor do TCM, Ronaldo Nascimento Sant’Anna, indicado pelo governador Jerônimo Rodrigues, em abril de 2023, se soma a outro conselheiro, Plinio Carneiro Filho, também funcionário de carreira do TCM e indicado em 2010. Fecha essa conta o conselheiro Chico Ribeiro Neto, último indicado pelo esquema político do grupo carlista ainda com assento no TCM.
Fiat lux A Coluna quer saber se vai ter fósforo para os festejos do Fogo Simbólico da Independência em Camaçari. A 21 dias da manifestação popular integrada com Mata de São João, Lauro de Freitas, Dias Dávila e Simões Filho, nada se sabe sobre o ato cívico no município no próximo dia 30. Roteiro no antigo Recôncavo Norte, iniciado em 2023, festeja e reconhece a importância de Camaçari e municípios vizinhos nas lutas pela Independência da Bahia, culminadas no 2 de Julho de 1823.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
9/junho/2025 Fechamento: 15h05
|
|
|
|
|
|
|
Reborn A resposta da prefeitura de Camaçari à solicitação de informações feitas pelo Tribunal de Justiça da Bahia, na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN), que contesta a validade do novo Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) de Camaçari, exibe um Luiz Caetano (PT) em duas versões.
Reborn 2 Ao concordar com o formato e a condução do processo de discussão e aprovação do PDDU, durante a gestão do antecessor e adversário político, Antonio Elinaldo (União), Caetano mostra que não era pra valer a sua queixa contra o encaminhamento da revisão do PDDU, entre 2022 e 2023.
Reborn 3 Resposta da prefeitura, que a Coluna teve acesso, não deixa dúvida sobre essa guinada. Já sob seu comando, a gestão municipal de Camaçari responde ao TJ-BA que não existe nenhuma ilegalidade, nem na montagem pela secretaria de desenvolvimento urbano (Sedur), muito menos na finalização do processo de revisão do novo PDDU pela Câmara de Vereadores. Legislativo comandado na época pelo adversário Flavio Matos (União) ganha até elogios.
Reborn 4 No documento a prefeitura diz: “Verifica-se in casu que o processo legislativo observou os requisitos legais e constitucionais pertinentes, com publicidade, tramitação regimental e deliberação democrática.”
Reborn 5 Essa afirmação contradiz o mesmo Caetano que durante o processo de discussão do PDDU acusou o Legislativo, com maioria ligada ao antigo alcaide, de manobrar e aprovar uma legislação cheia de vícios e contrários aos interesses da maioria da população, em especial os moradores da zona rural.
Reborn 6 A discordância era tanta que Caetano chegou a colocar no seu plano de governo a revisão do PDDU. Eleito em outubro para um 4º mandato como gestor de Camaçari, numa acirrada disputa com Flavio Matos, o petista mudou de ideia.
Reborn 7 Pelo visto, esqueceu o compromisso com os movimentos populares e até a sua assinatura em setembro de 2024, na Carta Compromisso, construída por grupos ambientalistas e OAB-Camaçari, e que tem como um dos pilares a revisão do PDDU.
Reborn 8 De adversário ferrenho a defensor do novo PDDU, que já não gera “instabilidade ou riscos imediatos à ordem pública ou ao meio ambiente”, como defendia, a gestão Caetano avança. Documento da prefeitura enviado ao TJ-BA também lembra os riscos da revisão para “o planejamento urbano e ambiental do Município, com impactos diretos na segurança jurídica de empreendimentos”, mesmo argumento usado na época em que era oposição ao atual PDDU.
Reborn 9 Guinada frustrou e deixou sem discurso toda a base política caetanista. Como fica agora o vereador petista Tagner Cerqueira, que até entrou com ação na Justiça pedindo cancelamento da revisão do PDDU. Lista dos sem chão também inclui os companheiros de partido, Dentinho do Sindicato, e os novatos kaique Ara e Neidinha. Figura emblemática nessa luta contra o ´PDDU de Elinaldo` e `dos empresários`, a 2ª suplente no exercício do mandato é ligada e foi apoiada nas urnas pelos movimentos dos sem-terra e de pequenos agricultores.
Reborn 10 O movimento do alcaide Caetano também deixou sem rumo os partidos da base, em especial o PCdoB e o PSB, entidades estudantis e sindicais, todos unânimes na condenação e mobilização durante o processo de revisão do novo plano diretor.
Reborn 11 Agora, com as respostas contrárias à ADIN, pelo Executivo e Legislativo, só resta ao TJ-BA confirmar a legalidade do PDDU. Expectativa é de que a decisão derrubando a ação impetrada no último dia 30 de abril, pela direção estadual do PSOL, mas com origem e respaldo nos debates e queixas do Instituto Restinga, movimento dos agricultores e grupos ambientalistas de Camaçari, deve ser anunciada nos próximos dias, para alegria geral do mercado imobiliário. Justamente em junho, mês que começa com as comemorações da semana do meio ambiente.
Reborn 12 O Camaçarico vem mostrando desde o início dos debates sobre a revisão do PDDU as incoerências na condução do processo pela prefeitura. Os custos incompatíveis com uma cidade do tamanho de Camaçari (Confira#mce_temp_url# ), a judicialização pelos aliados do então oposicionista Caetano (Confira#mce_temp_url# ). Todos os questionamentos (Confira #mce_temp_url# ) sobre o andamento da revisão da Lei que organiza o crescimento e o funcionamento do município nas áreas urbana, rural e industrial foram informados pela Coluna.
Calibre Camaçari fechou maio com 13 assassinatos, segundo apuração da Coluna, com base em informações postadas na imprensa local. Número mensal é o mais alto do período janeiro/maio de 2025. Já na soma dos cinco meses, os 67 apurados, é o menor no período desde 2017.
Calibre 2 Os 67 de crimes violentos letais intencionais (CLVIs) contados no período reúnem os 13 registros apurados pela coluna em maio, mais os 54 informados pela SSP entre janeiro e abril, no seu último boletim, datado de 13 do mês passado. Número final pode ser maior, já que levantamento dos meses anteriores mostram diferença entre os apurados pela Coluna e os números finais, sempre maiores, apresentados pela SSP-BA.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
2/junho/2025 Fechamento: 18h40
|
|
|
|
|
|
|
Manobra A escolha da empresa Atlântico para operar o sistema emergencial de ônibus em Camaçari segue cheia de estranhezas e vai para as barras da Justiça. Como informou a Coluna do dia 12 (Confira#mce_temp_url#), definição do vencedor na licitação já era de conhecimento público, o que mostra perigo numa decisão que envolve nada menos R$ 13,3 milhões, valor apresentado pela vencedora e quase 25% menor que as propostas das 4 concorrentes e do teto do preço de R$ 17,5 milhões.
Manobra 2 Segundo o Novo, que dá entrada nos próximos dias em ação na Justiça pedindo a anulação desse processo, classificado pelo partido como “viciado”, os questionamentos deixam a licitação, iniciada e finalizada no dia 14 de maio, longe da via da lisura, como exige a Lei. Lista inclui a ausência de estudo técnico preliminar (ETP), dificuldade jurídica de enquadramento da justificativa para a dispensa eletrônica emergencial na nova Lei de Licitações e Contratos, e detalhes pouco claros como critérios de julgamento e remuneração.
Manobra 3 Também chama a atenção critérios de seleção como a definição da empresa com experiência com o sistema de bilhetagem eletrônica aliada a um número mínimo de veículos e quilômetros percorridos. Outra estranha restrição é a definição de cores específicas, no caso as opções a branca ou cinza/prata, mesmo sem respaldo em lei municipal que estabeleça uma padronização visual obrigatória.
Manobra 4 Ainda segundo a denúncia encabeçada pelo presidente municipal do Novo, Cleiton Pereira, a empresa vencedora foi colaboradora da campanha do petista Luiz Caetano, eleito para o 4º mandato em outubro, com o fornecimento de ônibus para transporte de militantes durante o período eleitoral.
Manobra 5 Nessa via de dúvidas e cheia de perigos para os cofres públicos, a Câmara de Vereadores promete fazer sua parte. Segundo apurou a Coluna, a comissão de mobilidade urbana e transporte público do Legislativo diz que está com os motores aquecidos. Colegiado, com maioria oposicionista ao alcaide Caetano, e formado pelos vereadores Jamesson da Silva (PL), presidente; Jackson Josué (União), relator; e Ivandel Pires, ex-União e agora caetanista, como 3º membro, segue sem sinal de movimento.
Lupa O ex-candidato a alcaide de Camaçari, Flavio Matos (União), tem até quarta-feira (28) para apresentar respostas para os questionamentos do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sobre as contas da sua campanha 2024. Além das 9 irregularidades, a juíza Maria Claudia Salles Parente, da 171ª Zona Eleitoral, cobra esclarecimentos sobre a diferença de cerca de R$ 500 mil na conta de gastos da campanha do aliado do ex-alcaide Elinaldo.
Lupa 2 Matos não está sozinho. O também ex-candidato a gestor de Camaçari, o emedebista Osvaldinho Marcolino, já com parecer pela desaprovação das suas contas pelo Ministério Público Eleitoral e Justiça Eleitoral, aguarda a decisão da magistrada. Osvaldinho doou para a própria campanha cerca de R$ 12,9 mil, mas na sua declaração de bens exibiu patrimônio zero. Outro candidato, esse já com as contas reprovadas pela Justiça Eleitoral, é Lazinho (PMB). De acordo com a legislação, contas desaprovadas deixam o candidato inelegível e impedido de ocupar cargo público. Apenas os Cleitons, o Pereira (Novo), e o Santos (PCO) tiveram as contas aprovadas sem problemas.
Lupa 3 Já o vencedor do pleito, o petista Luiz Caetano, teve as contas aprovadas, mas com ressalva. Julgadas ainda no ano passado, para facilitar o processo de impedimento de posse, caso apresentasse irregularidades, Caetano teve problemas no quesito doação de campanha. Checagem da Justiça Eleitoral constatou uma doadora de sua campanha, responsável pelo repasse de R$ 4,8 mil, estava fora do perfil. Cruzamento de dados mostrou que a pessoa que doou através do CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) era a mesma com CPF (Cadastro de Pessoa Física) listada como beneficiária do programa Bolsa família.
Amadurecer Quarta-feira (28) completam dois meses de espera dos ambientalistas por uma audiência com o alcaide de Camaçari, Luiz Caetano (PT). Pedido do Colegiado Gestão Ambiental, Construção Coletiva, datado de 28 de março, tem como pauta principal as promessas feitas pelo então candidato, em setembro do ano, ao assinar a Carta Compromisso.
Amadurecer 2 Documento, também chancelado pelos demais postulantes ao comando da prefeitura de Camaçari, durante ato na sede da Ordem dos Advogados do Brasil, OAB-Camaçari, entidade que também respaldou o movimento, defende a criação da Secretaria ou estrutura autônoma de gestão da política municipal de meio ambiente.
Amadurecer 3 Carta Compromisso, assinada por Caetano, também defende a correção das distorções na legislação municipal, com destaque para o novo Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU), aprovado sobre protestos de entidades ambientalistas no final de 2023. Documento reforça ainda o fortalecimento da estrutura municipal de fiscalização, fundamental na preservação e combate a destruição de ecossistemas sempre ameaçados pela especulação imobiliária.
Amadurecer 4 Apesar de destacar como missão da secretaria de desenvolvimento urbano, a promoção do “desenvolvimento com responsabilidade ambiental, criando espaços de diálogo, aprendizado e transformação” o titular da Sedur parece que anda se aconselhando com a turma errada.
Amadurecer 5 A última tesourada da pasta do doutor Rodrigo Nogueira foi a exclusão do Parque das Dunas de Abrantes e Jauá da programação da semana do meio ambiente. O maior e mais simbólico espaço de preservação do município sequer foi incluído na festa planejada para o período de 2 a 8 de junho, com programação que inclui plantio de mudas, oficinas de reciclagem e sustentabilidade, trilhas interpretativas, feiras, palestras, e até ações voltadas à causa animal.
Amadurecer 6 Abandonado pela antiga gestão e as que antecederam o alcaide Antonio Elinaldo (União), área de preservação somava 700 hectares quando foi criado em 1977. Hoje, com menos da metade da sua área assegurada por lei, segue sendo destruído pela falta de vontade política do município em assumir sua responsabilidade de principal guardião e executor da política do meio ambiente.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
26/maio/2025 Fechamento: 14h35 |
|
|
|
|
|
|
Roteiro Como sinalizou a Coluna do último dia 12 (Confira)#mce_temp_url#, portanto dois dias antes da divulgação do resultado, a empresa Atlântico venceu a disputa para operar o sistema emergencial de transporte por ônibus em Camaçari. De acordo com o processo de licitação por “Dispensa Eletrônica, com critério de julgamento (menor preço)”, iniciada e finalizada na quarta-feira (14), pela prefeitura, através da Superintendência de Trânsito e Transportes (STT), a empresa Atlântico apresentou o menor valor: R$ 13.323.340,00.
Roteiro 2 A vencedora, com preço quase 25% menor que as concorrentes, disputou com as empresas Dizset Transportes, TC de Arruda, Avanço e Safira. As duas primeiras apresentaram preços na faixa dos R$ 17,3 milhões, enquanto as outras duas disputaram com propostas de valor igual aos R$ 17.511.865,32. Esse foi o valor definido pela prefeitura como teto máximo do subsídio a ser pago para garantir o funcionamento do serviço por 6 meses. De acordo com a licitação, contrato para operar as 45 linhas emergenciais na sede, orla e zona rural pode ser renovado por mais 180 dias.
Roteiro 3 Independente de quem ganhe a licitação, lideranças ouvidas pela Coluna citam com pesar o atropelamento da tarifa zero para chegar a um novo valor que compense o descumprimento da promessa de campanha do alcaide Caetano. Sem buzu gratuito, defendem a revisão das tarifas com redução dos últimos valores cobrados: R$ 5 para roteiros na sede e R$ 7,50 para as linhas da orla.
Visões A prefeitura e a Câmara de Vereadores de Camaçari têm até sexta-feira (23) para responderem ao Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) sobre os argumentos que sustentaram a aprovação do novo Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) do município. Uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN), impetrada na corte estadual baiana questiona a legalidade do plano, discutido e aprovado entre 2022 e 2023.
Visões 2 Assinada pela direção estadual do PSOL, com o respaldo do movimento dos agricultores e grupos ambientalistas de Camaçari, a ADIN argumenta que houve descumprimento do rito legal que definia reuniões acessíveis à toda a população. Também cita prejuízo para os munícipes, com a transformação de parte da área rural do município em urbana, e consequente aumento de impostos. Fecha o leque de argumentos principais contrários ao novo PDDU, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que considerou inconstitucional dispositivos da política do meio ambiente estadual que ampliava poderes aos municípios para licenciamentos.
Visões 3 Nessa sabatina compulsória do TJ-BA, como parte da aceitação da denúncia que pede a anulação do PDDU, o Legislativo deve manter sua posição. Vai reforçar a narrativa de que a legislação que organiza todo o espaço urbano do município, aprovado por sua maioria, na época ligada ao alcaide Antonio Elinaldo (União), e hoje mantida e atuando em oposição ao novo gestor municipal, está perfeita e seguiu todos os trâmites legais.
Visões 4 Já o novo alcaide, o petista Luiz Caetano, autor de sérias e contundentes críticas ao projeto e compromissado publicamente com grupos ambientalistas e entidades como a OAB, de revisão o PDDU, caso vencesse as eleições, vai precisar mostrar argumentos diferentes do antecessor. Isso, se não revisar suas posições anteriores.
União Cerca de 100 pais e mães de santo, adeptos e estudiosos do Candomblé são esperados no congresso de sacerdotes e sacerdotisas de matriz africana de Camaçari. Encontro batizado de “Agó Lónan”, que em iorubá significa ´licença`, `permissão` e ´caminhos`, vai discutir entre os dias 29 e 31 de maio, no campus da Uneb e Horto Florestal de Camaçari, temas como enfretamento ao ódio religioso, fortalecimento institucional das entidades de matriz africana, relação com as universidades. Na pauta do encontro, aberto ao público, um dos destaques na agenda é a construção de um projeto de fortalecimento e visibilidade do Candomblé no contexto da política.
Notícia O jornalista Chico Ribeiro Neto, colunista do Camaçari Agora, lança o seu livro “Museu do Chico”, conjunto de crônicas, prosas e memórias, nesta terça-feira (20), na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). Tarde tripla de autógrafos, a parir das 15h30, também terá mais dois jornalistas. José Américo Castro lança “Personagens de Ipiaú”. O terceiro livro, que integra a coleção ALBA Cultural, é “O Andarilho da Cidade da Bahia”, de Tasso Franco.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
19/maio/2025 Fechamento: 19h05
|
|
|
|
|
|
|
Chaminés Não adianta aparecer na lista das mais ricas, entre as campeãs em arrecadação de impostos, e alardear ser sede de um dos maiores complexos industriais integrados do planeta. Mesmo com toda essa fumaça desenvolvimentista, Camaçari segue distante da cidade que contribui de forma efetiva para a melhoria das condições de vida do seu povo. É o que mostra o mais recente Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM).
Chaminés 2 Divulgado na semana passada, estudo do desenvolvimento socioeconômico realizado com mais de 5 mil municípios brasileiros e nos 417 baianos mostra que Camaçari só regrediu nos últimos 11 anos. Município caiu da posição 3, em 2013, para o 9º lugar da Bahia, e posição 2236º no ranking nacional de 2023, ano do último levantamento.
Chaminés 3 Com base em dados oficiais disponibilizados pelos Ministérios da Economia, da Educação e da Saúde, o estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) pontua Camaçari com um IFDM de 0,638 em 2023, contra uma avaliação de 0,5301 em 2013. Mesmo com crescimento nos índices de emprego/renda, educação e saúde, Camaçari não conseguiu se manter no topo baiano e segue exibindo números preocupantes para a sua riqueza.
Chaminés 4 No quesito emprego e renda saiu do chamado desenvolvimento Alto, com pontuação acima de 0,8 nos anos de 2013 e 2014, para Moderado, com pontuação acima de 0,7, a partir de 2015.
Chaminés 5 Os números são ainda mais preocupantes para quem precisa formar mão de obra e especialistas e futuros líderes. Na educação saiu dos índices 0,2/0,3, entre 2013 e 2021, na faixa de ´Critico`, para a pontuação IFDM ´Baixo`, com notas 0,4 e 0,5 em 2022 e 2023.
Chaminés 6 Na saúde os números também deixam a desejar. Avançou do ´Baixo`, com pontuação 0,5 em 2013 e pequenas oscilações até 2020, até os últimos três anos da avaliação, quando passou para o patamar ´Moderado`, com nota 0,6 nos anos de 2021 e 2022, e 0,7 em 2023.
Chaminés 7 De acordo com o último IFDM, Camaçari empata com Conceição do Jacuípe e fica atrás na pontuação geral dos municípios baianos de Luiz Eduardo (1º colocado), Irecê, Brumado, Barreiras, Mata de São João, Mucuri, Salvador e Pojuca.
Chaminés 8 Se a fumaça da indefinição incomoda os milhares de usuários da sede de Camaçari, carentes de um serviço de transporte por ônibus, imagine na orla norte do município. Sem buzú, e distante de tudo, a população da região é obrigada usar o nada seguro serviço alternativo do ligeirinho, que chega a cobrar R$ 40 por uma viagem de ida e volta até a sede, onde estão instalados a maioria dos serviços.
Chaminés 9 Um exemplo é Monte Gordo. Distante cerca de 35 quilômetros da sede, localidade com mais de 30 mil habitantes e 10 mil eleitores, se prepara para uma discussão mais ampla e crucial. Além da definição de roteiros e horários compatíveis com suas necessidades, comunidade quer incluir o valor da tarifa no debate sobre o novo formato do sistema.
Chaminés 10 Segundo apurou a Coluna, lideranças locais defendem o fim da tarifa diferenciada para a orla. Além da tarifa única em todo o município, querem que a Superintendência de Trânsito e Transportes (STT), responsável pelo desenho do novo serviço de transporte por ônibus, garanta para moradores de todo o município a passagem integração no sistema circular da sede.
Chaminés 11 Debate sobre o sistema de transporte na gestão 04 do petista Luiz Caetano começa a clarear a partir da próxima semana com o início da licitação para a escolha da empresa que vai explorar as 45 linhas emergenciais. Fontes da Coluna dizem que a fumaça da vitória no certame já tem direção. A empresa Atlântico é tida como a que se melhor enquadra no processo. É aguardar para conferir.
Chaminés 12 O agora oposicionista Antonio Elinaldo (União) segue com vento a favor e avança sem obstáculos e fuligem no seu projeto de conquistar uma das 63 cadeiras da Assembleia Legislativa. Acusado durante a campanha de produzir todo tipo de fumaça irregular durante seus 8 anos (2017/2024) de gestão, Elinaldo festeja o 5º mês de governo do adversário sem enfrentar sequer o constrangimento de uma denúncia ou ação por irregularidades no período em que comandou Camaçari.
Chaminés 13 Independente de quem esteja no poder, a maioria dos vereadores vai estar sempre perseguindo a proximidade da caneta do alcaide e o seu revitalizante aroma. Essa regra parece que começa a se ajustar no Legislativo de Camaçari com a criação do chamado grupo ´Independente´, formado pelos vereadores Dr. Samuka (PRD), Dudu do Povo (União) e Manoel Jacaré (PP).
Chaminés 14 Sem nenhuma novidade sobre os desejos governistas de Dudu e Jacaré, como havia registrado a Coluna em fevereiro, terceira bancada oficializa um novo desenho na Câmara de Camaçari, formado por 23 representantes. Com os 3 independentes a menos, estranhamente incluindo o vereador eleito pelo União e líder da bancada oposicionista, Dudu do Povo, antigovernistas minguam da maioria simples (12) para 9.
Chaminés 15 Mesmo que aconteça um novo desenho com o recuo de Dudu e Jacaré, de integrarem a tal bancada independente, oposicionistas permaneceriam com 11 e perderiam a maioria. Com ou sem Dudu e Jacaré, e a confirmação de Dr Samuka que segue em cima do muro, sinaliza que o movimento de cooptação tem terreno fértil e deve continuar. Afinal, mesmo com um governo ainda emitindo fumaça de indefinição para um início de gestão, a caneta do alcaide segue com tinta e 1001 utilidades, inclusive a de filtro.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
12/maio/2025 Fechamento: 18h33
|
|
|
|
|
|
|
Compromisso O polêmico Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) de Camaçari ganha mais um capítulo e pode voltar para a versão 2008, com a anulação de todo o processo de revisão e aprovação do plano, realizado entre 2022 e 2023. Uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN), impetrada no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), no último dia 30 de abril, busca zerar tudo e começar um novo debate sobre a legislação que organiza todo o espaço urbano do município.
Compromisso 2 Assinada pela direção estadual do PSOL, mas com origem e respaldo nos debates e queixas do Instituto Restinga, movimento dos agricultores e grupos ambientalistas de Camaçari, a ADIN se sustenta em três pilares. Descumprimento do rito legal que definia reuniões acessíveis à toda a população; prejuízo para os munícipes, em especial pequenos agricultores, com a transformação de mais de 20% da área rural em urbana e consequente aumento de impostos.
Compromisso 3 A ação também ganha força com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que considerou inconstitucional dispositivos da política do meio ambiente e proteção à biodiversidade na Bahia. Lei transferia amplos poderes para os municípios, gerando distorções e fortalecendo o avanço da especulação imobiliária sobre áreas antes preservadas.
Compromisso 4 Aprovado em dezembro de 2023, na gestão do alcaide Antonio Elinaldo (União), o PDDU segue, nesses quatro meses da gestão Luiz Caetano (PT), sem nenhuma sinalização de que será revisado. Mexida no PDDU foi tema de debates e virou Carta Compromisso das entidades ambientalistas, com o apoio da Ordem dos Advogados (OAB-Camaçari), em setembro do ano passado.
Compromisso 5 Documento se comprometendo com a revisão do PDDU, definição de um programa mínimo de políticas e ações ambientais, correção das distorções na atual legislação e a criação de uma secretaria ou estrutura de gestão do meio ambiente, foi assinado pelo então candidato e hoje gestor de Camaçari.
Dead line Por falar em meio ambiente, Camaçari tem até 30 de junho para realizar a sua conferência municipal das cidades. Municípios com seus delegados eleitos de forma democrática cumprem a etapa seguinte com participação no encontro estadual. A 6ª Conferência Nacional das Cidades acontece em outubro em Brasília.
Narrativas O alcaide Luiz Caetano quebrou a tradição do seu partido e legendas aliadas ao não realizar manifestação em praça pública no Dia do Trabalhador. Neste primeiro ano do seu 4º mandato como gestor de Camaçari, o petista aboliu os discursos em cima do trio elétrico, as atrações artísticas, e todo o aparato comum da militância na festa do 1º de maio. Preferiu apostar na “1ª Corrida da Classe Trabalhadora”.
Narrativas 2 Os protestos, comuns no antigo formato, com queixas sobre desemprego, arrocho salarial e custo de vida, ganharam nova dinâmica com a prova pelas ruas centrais da sede do município. Trocou a reflexão do ato político pelos 5 quilômetros de flexão, com direito a selfies e imagens nas redes sociais.
Calibre Camaçari fechou abril com 10 assassinatos, segundo apuração da Coluna, com base em informações postadas na imprensa local. Número, se confirmado pela SSP, com dados atualizados até março, mostra queda nos registros na comparação com o mesmo mês nos últimos 9 anos. Abril/2025 só supera o mesmo mês de 2023, com 9 registros de crimes violentos letais intencionais (CLVIs).
Calibre 2 Confirmados pela SSP os 44 CLVIs no primeiro quadrimestre deste ano, período registrou o menor número de assassinatos dos últimos 9 anos. Fica muito próximo dos 45 mortes violentas contadas entre janeiro e abril de 2024, o primeiro quadrimestre mais baixo desde 2017.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
5/maio/2025 Fechamento: 18h35
|
|
|
|
|
|
|
Validade Está cada dia mais na conta do improvável, a promessa de campanha do alcaide Luiz Caetano (PT), de construir o Hospital Municipal de Camaçari. A avaliação de que o projeto ´dançou` não é apenas de oposicionistas. Ouvidos pela Coluna, governistas com a cabeça no lugar também avaliam como difícil o cumprimento da jura de palanque.
Validade 2 A constatação, ainda segundo essas fontes, se confirma com a decisão do governo do estado de ampliar o Hospital Geral de Camaçari (HGC), que vai ganhar 20 novos leitos de UTI. Pacote de mais de R$ 60 milhões em obras na saúde foi anunciada no sábado (26), em Camaçari, durante ato político com as presenças do governador Jerônimo e do ministro da saúde, Alexandre Padilha.
Validade 3 Com custo total de construção estimado em R$ 80 milhões, unidade municipal com 50 leitos e previsão do mesmo número de 20 UTIs para o novo HGC, representaria um investimento de cerca de R$ 40 milhões (50%) para os cofres municipais. Também entra nessa conta a despesa mensal de manutenção do hospital municipal, estimada em cerca de R$ 20 milhões.
Validade 4 Somadas aos cerca de R$ 5 milhões mensais de despesas de manutenção com as duas novas UPAs (Abrantes e Monte Gordo), já que as construções serão bancadas pelos governos do estado e federal, conta da saúde só vai crescer.
Validade 5 O alcaide Caetano sabe que as despesas com saúde vão precisar caber nos cerca de R$ 500 milhões/ano, isso com o remanejamento no orçamento. Ainda entra nessa conta de novas despesas a Policlínica, com previsão feita pela secretária de saúde do estado, Roberta Santana, de começar a funcionar em dezembro.
Ruído O alcaide Caetano parece que anda desaprendendo, não ouve conselhos, precisa calibrar sua assessoria, ou todas as três opções. Durante entrega da requalificação do antigo Arquivo Público, que agora passa a se chamar Arquivo Histórico de Camaçari, o petista gastou parte do seu tempo, e dos presentes, olhando para o retrovisor, quando deveria ´virar a chave` do discurso. Falou do antecessor e até do atrito entre Elinaldo e o seu pupilo, o candidato derrotado por ele, Caetano, o ex-vereador Flavio Matos, que insiste em ser candidato a deputado federal na contramão do acerto do seu grupo político encabeçado pelo União Brasil.
Ruído 2 Durante ato no novo espaço, que se propõe a resgatar e preservar a memória de Camaçari, Caetano esqueceu de citar a criminosa ação de destruição do patrimônio pelo antecessor. Novo prédio foi erguido no mesmo local onde existia o centenário casarão demolido pelo antecessor. Foi sede dos três poderes e morada de duas importantes figuras da história da cidade: o capitão português João Francisco da Costa e o desembargador Montenegro.
Ruído 3 Atestado de incompetência e descompromisso com a memória da cidade, marca do ex-alcaide Antonio Elinaldo (União), também incluiu a demolição total do antigo cinema. Estrutura que formava com a estação de trens, única de pé, o conjunto remanescente do centro antigo de Camaçari, o novo cine-teatro segue sem projetor e com as cortinas fechadas. A nova secretaria de cultura (Secult) não informa, mais de 100 dias após início do governo, sobre o andamento das obras e a data de inauguração do novo espaço.
Gravitando Quase um flash. Esse foi o tempo de lançamento e pouso forçado do foguete da pré-candidatura a deputado federal do ex-vereador Flavio Matos (União). Viagem curtíssima foi suficiente para mostrar o risco de desintegração ao se afastar do cosmo que não poderia se distanciar. Se insistisse, seria esmagado pela gravidade e viraria poeira, antes da primeira volta completa e ao redor do planeta oposição.
Gravitando 2 Sem traje, sem combustível e sem um roteiro com o mínimo de segurança para tal viagem, o ex-presidente do Legislativo de Camaçari e candidato na disputa a alcaide no pleito de 2024, agora busca um hangar para recompor a fuselagem e os motores. Com peso e massa menores depois da empreitada, vai ter que esperar 2028, quando deve tentar voltar ao Legislativo, ou, quem sabe, substituir Elinaldo que deseja comandar Camaçari pela terceira vez.
Replay Depois do sucesso das obras mais caras, prazos nunca cumpridos e atropelo à legislação, com consequentes prejuízos para Camaçari e seus efeitos políticos negativos para seu grupo político, a engenheira Joselene Cardin protagoniza e polemiza em novo cenário.
Replay 2 Chefa das obras no vizinho município de Lauro de Freitas, a ex da mesma pasta da infraestrutura (Seinfra), em Camaçari, já colecionava desafetos antes mesmo dos 100 dias do governo da alcaidessa Débora Regis (União), completados no começo de abril. Vereadores se queixam da má vontade da secretária, que sequer atende os pleitos da base aliada do governo municipal. Indicada pelo ex de Camaçari, Antonio Elinaldo (União), espécie de padrinho generoso e tutor da inexperiente gestora de Lauro, a doutora Joselene segue fazendo escola.
Respeito O Terreiro de Jauá lamenta e repudia a informação equivocada divulgada pelo site Alô Juca, de que o local foi cena de crime no último dia 23. Sob o título “Tiroteio em Jauá”, texto fala em “morte de um suspeito e na apreensão de um revólver calibre 38 e uma quantidade de drogas no Terreiro de Jauá, em Camaçari”.
Respeito 2 Em contato com a Coluna, o terreiro garante que não existiu nenhuma ocorrência envolvendo policias e bandidos na área do templo. Informa ainda que deu queixa no mesmo dia da falsa notícia, na 18ª Delegacia Territorial, e entrou com ação judicial pedindo o restabelecimento da verdade.
Respeito 3 Liderado pelo sacerdote Tata Laercio Sacramento, o Terreiro Manço Quilembecuetá Lemba Furamã é tombado como Patrimônio Cultural pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) desde 2006. O Terreiro de Jauá, como é conhecido, tem uma trajetória de respeito, divulgação e preservação da cultura ancestral africana.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
28/abril/2025 Fechamento: 19h10
|
|
|
|
|
|
|
Modus operandi A Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) do governo do ex-alcaide Elinaldo parece que fez escola, para tristeza e prejuízo da população. A constatação está nas obras na região central de Camaçari. A praça Montenegro, entregue com foguetório na última sexta-feira (11), pelo alcaide Luiz Caetano, nessa sua gestão 04, é o que se poderia chamar de arremedo da antiga praça, requalificada pelo próprio petista no seu governo 02, e que tem a Catedral do padroeiro São Thomaz de Cantuária como principal referência.
Modus operandi 2 Projeto meia-boca aprovado pela sempre distraída Corporação Andina de Fomento (CAF), financiadora da obra, é o que se poderia chamar de retrocesso no planejamento do espaço urbano e suas necessidades de equipamentos confortáveis, com utilidade, bonitos e duradouros. Só para ficar num exemplo, os antigos bancos e mobiliário em liga de aço da Montenegro foram substituídos por assentos de baixa qualidade e comprovada vida útil curta para um bem público com uso intenso e diverso.
Modus operandi 3 Obra apressada para marcar os 100 dias de governo, empurra Caetano para o equívoco, quando deveria refazer o projeto e até esperar para entregar o equipamento casado ao primeiro trecho de cerca de 100 metros do calçadão multiuso da avenida Getúlio Vargas.
Modus operandi 4 Nesse pacote de descuidos da Seinfra, a passarela sobre a via férrea é outra marca. Travessia, que precisa de urgente restauração, foi motivo de preocupação do alcaide. Por determinação do próprio Caetano, a passarela, transformada em camarote de fiéis durante a missa campal do padroeiro, em janeiro, foi parcialmente interditada durante o evento.
Modus operandi 5 Outro acesso que se integra à praça é a travessia por rampas da avenida Eixo Urbano. Passagem que também dá acesso ao Museu de Camassary, localizado na antiga estação de trens, segue em desacordo com a legislação federal sobre mobilidade. Passagem incompleta que impede a travessia de cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção foi marca da gestão do alcaide Elinaldo.
Modus operandi 6 Sem um planejamento esperado para os 100 primeiros dias, tal sua experiência de 3 governos municipais anteriores, a gestão do petista Caetano terminou se perdendo no oba-oba das entregas nada convincentes. Os resultados nesses pouco mais de três meses iniciais mostram descuido no planejamento durante a fase de transição, como registrou o último Camaçarico (Confira#mce_temp_url#). Surpreende pelo histórico do gestor a ausência de uma narrativa alternativa a essa falha, com a transformação dos chamados 100 dias num período de apuração e levantamento da herança do antecessor. Fase que poderia ter terminado agora com a definição das metas do governo e o início da execução do que foi planejado.
Modus operandi 7 Nem de um jeito, nem de outro, só resta agora ao alcaide Caetano ajustar a máquina e acelerar. Ano que vem tem eleições para presidente, governador, dois senadores, deputados federal e estadual. Vai ser o teste para quem tem voto e apoio da população.
Perna curta Acabou o casuísmo do Legislativo de Camaçari que queria legislar sobre o Orçamento do município, responsabilidade do poder Executivo. Depois de rejeitada pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), mudança que reduzia de 100% para apenas 2% o percentual autorizado para abertura de créditos suplementares, foi confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Perna curta 2 Armadilha na Lei Orgânica, que poderia ser desmontada em caso de vitória de Flavio Matos (União), foi aprovada pela maioria elinaldista no final da legislatura passada. Com a desvantagem numérica de 11 dos 23 votos no Legislativo do alcaide Caetano, restabelecimento do poder total de manobrar o orçamento ao seu bel-prazer demorou quase 3 meses e só foi decidida na Justiça.
Teatrinho E o vereador Ivandel Pires, jogando nos dois lados do campo desde o primeiro turno das eleições municipais do ano passado, agora está oficialmente fora do União Brasil. O edil, que de forma não oficial marchava com o então candidato a alcaide e agora gestor, o petista Luiz Caetano, finalmente teve seu cancelamento oficializado.
Teatrinho 2 Processo de expulsão, oficializado pelos votos unânimes dos membros do diretório, começou em março com o pedido feito pelos quatro vereadores do União. Ação seguiu com prazo de 15 dias para defesa, que preferiu não se pronunciar sobre a acusação de traição ao estatuto do partido.
Teatrinho 3 Decisão sem efeito sobre o mandato do vereador, apenas expõe a legislação brasileira que dá ao eleito o mandato, como sendo sua propriedade, e afasta qualquer punição por infidelidade partidária. E o eleitor, que votou em gato achando que era por lebre, que se lixe.
Calibre Camaçari fechou março com 6 assassinatos, segundo apuração da Coluna, com base em informações postadas na imprensa local. Número não é apenas o mais baixo do primeiro trimestre janeiro/março de 2025. Também é o menor para o mês de março dos últimos 9 anos.
Calibre 2 Número de crimes violentos letais intencionais (CLVIs) contados em março pela Coluna pode ser maior, já que levantamento dos dois primeiros meses deste ano somavam 17, mas subiram para 26, segundo dados postados em 24 de março no site da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA). Somados aos 6 assassinatos de março, os 32 CLVIs continuam colocando o primeiro trimestre de 2025 como o mais baixo desde 2017.
Parabéns O Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Bahia completa 80 anos nesta segunda-feira (14). O Sinjorba foi criado em 1945 para defender os direitos da categoria, valorizar o jornalismo, e a imprensa livre, responsável e comprometida com a informação de qualidade. Ato comemorativo será na noite desta segunda-feira, no auditório da Federação das Indústrias do Estado da Bahia, em Salvador.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
14/04/2025 Fechamento: 19h01 |
|
|
|
Anterior |
1
|2|
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
| Próxima
Encontrado(s): 476 registros
Listando página: 2
|
|