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COLUNA CAMAÇARICO


Apupo A exatos 19 dias para o início do festival de Arembepe, nada se sabe sobre a maior festa de Camaçari, uma das mais emblemáticas do estado, e conhecida como fechamento do Verão da Bahia.


Apupo 2 Não é nada abonador a indefinição da prefeitura de Camaçari, através da sua coordenação de eventos, sobre a grade de programação de uma festa na localidade mundialmente conhecida e que tem como referência a Aldeia Hippie.


Apupo 3 O que se sabe é que a abertura acontece no dia 13, com a tradicional cortejo das baianas seguido da lavagem do adro da igreja do padroeiro.


Apupo 4 O que vai acontecer entre a água de cheiro derramada aos pés de São Francisco de Assis, no começo da tarde de sexta-feira (13), e a dança coladinha da noite romântica da segunda-feira, dia 16, com o Baile dos Coroas, é puro mistério.


Apupo 5 Indefinição sobre atrações e apoio oficial têm preocupado comerciantes da localidade, responsáveis pelos quase 30 blocos de camisa, e grupos culturais que desfilam e fazem a alma dos quatro dias de festa.


Apupo 6 Sem artistas anunciados, um nome nessa grade de atrações pode virar justíssima homenagem. Incluir o cantor O kanalha, Prêmio Multishow 2025, categoria Axé/Pagodão do Ano, é a lembrança de Camaçari ao seu  mais novo nativo ilustre. Filho da famosa quituteira Rosa do Acarajé, Danrlei Orrico, 28 anos, é mais um exemplo, como Denny da Timbalada, do menino que chegou lá, com competência, trabalho e construção.


Fermento A Câmara de Vereadores de Camaçari retoma seus trabalhos, em plenário, nesta terça-feira (24). O ano eleitoral, portando com ânimos acirradíssimos, vai dar o tom dos debates nesse bolo que só tende a inchar.


Fermento 2 Para tentar reduzir a polarização nessa primeira fase, entre os lulistas e seus adversários, uma reunião aconteceu nesta segunda-feira (23), pela manhã, com a participação da maioria dos 23 vereadores da Casa.


Fermento 3 Amanhã (24), antes da sessão de abertura, governistas e oposicionistas reúnem seus times. Os 12 antigovernistas, com maioria apertada de um voto, fazem encontro de ajuste, antes do início da sessão de abertura.


Fermento 4 Já os 11 governistas preparam os ânimos com um café da manhã, antes da sessão de abertura dos trabalhos legislativos, às 9h, pelo alcaide Luiz Caetano (PT).  Segundo apurou a Coluna, o chefe não participa do desjejum. Chega, faz o balanço do primeiro ano da sua gestão 04, fala dos seus projetos para esse segundo ano, e segue sua agenda. Evita assim lembranças de fatias prometidas e não compartilhadas, e até novos pedaços do bolo do poder que sua base vive a cobrar.


Desrespeito Os cerca de 300 alunos da Casa da Criança e do Adolescente de Camaçari entram em março sem saber se terão aulas. Estrutura que deveria retomar suas atividades em janeiro, está praticamente parada com a não renovação dos contratos dos educadores. Para não dizer que não fechou, a Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania de Camaçari (Sedes), comandada pela desaprovadíssima doutora Jeane Gleide, vem ministrando oficinas precárias como tapa-buraco.


Desrespeito 2 O Centro Integrado da Casa da Criança e do Adolescente (CICA), nome oficial, é muito mais que a oferta de cursos gratuitos de bateria, canto coral, capoeira, dança, flauta, percussão e violão. Atende de forma diferenciada, apesar do constante processo de desmonte da sua estrutura, que já teve até acompanhamento psicossocial, alunos especiais e jovens oriundos de famílias em situação de vulnerabilidade social.


História A segunda edição, revisada e ampliada, do livro “Do Joanes ao Jacuípe: uma história de muitas querelas, tensões e disputas locais”, do professor, historiador e pesquisador Diego Copque, será lançado no próximo dia 21 de março, a partir das 10h, no Teatro Cidade do Saber (TCS).


História 2 Celebração de cultura e pertencimento ganha reforço com a primeira exibição do documentário “Do Joanes ao Pojuca”. Produção, também do professor Copque, tem 27 minutos e mostra com imagens e depoimentos o processo surgimento e expansão de Camaçari e região. A entrada é livre.


História 3 O livro, que sai das 352 páginas  da primeira edição, para 606 páginas com mais dados históricos, fotos e imagens de documentos, pode ser adquirido com o próprio autor pelo WhatsApp 71 993 965422.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


23fevereiro2026 Fechamento: 17h


 

 







O Legislativo de Camaçari e a gestão campeã em equívocos do presidente Maturino


O secretariado reprovado e a indefinição do alcaide Luiz Caetano 


Camaçari e a estatística oficial de assassinatos que não bate com os números da imprensa


Conexão Mesmo faltando 10 meses para encerrar seu biênio (2025/2026) na presidência do Legislativo de Camaçari, o vereador Niltinho Maturino (PRD) já aprece em reta final. Desgastado com aliados e com dose de desconforto ainda maior entre os adversários, Niltinho inicia o segundo ano sem se afastar da marca do retrocesso que marcou seu primeiro período no comando da Câmara de Camaçari.


Conexão 2 Fora de sintonia com boa parte dos 11 colegas da bancada oposicionista, Maturino vira consenso com a rejeição dominante entre os 11 governistas apoiadores do governo municipal do petista Luiz Caetano.


Conexão 3 Com problemas políticos e de gestão, Niltinho Maturino marcou seu primeiro ano pela pouca transparência com as contas da Câmara. Um dos resultados foi a mexida na `sagrada` verba de gabinete dos vereadores, que recebiam mensalmente R$ 90 mil e estrilaram com o corte de cerca de R$ 20 mil.


Conexão 4 Como mostrou a Coluna, Maturino se atrapalhou com a calculadora e  terminou tendo de recorrer ao alcaide Caetano, adversário de quem já foi aliado, e hoje se diz adversário, para fechar as contas do ano passado.


Conexão 5 Sem agenda positiva e presença no cenário estadual, apesar da importância econômica e política do município, o presidente Niltinho Maturino se notabilizou pelo apagamento do Legislativo de Camaçari. Deixou longe o título de pior presidente que era do aliado Jorge Curvelo (União), suplente na atual legislatura.


Conexão 6 Fragilizado, terá papel secundário nas eleições para escolha da nova Mesa Diretora, prevista para agosto ou setembro, portanto antes do pleito que vai escolher em outubro, deputados estaduais, federais, senadores e presidente da República.


Conexão 7 Com a reabertura dos trabalhos em plenário, no próximo dia 20, aposta dos caetanistas é reverter o cenário de desvantagem de apenas um voto e tomar o comando da Casa.


Conexão 8  Já os oposicionistas, mesmo desarticulados e preocupando o ex-alcaide e candidato a deputado estadual, Antonio Elinaldo (União), graças a atuação desastrada de Maturino, apostam no ajuste. 


Conexão 9 Enquanto o vereador Tanger Cerqueira (PT), candidatíssimo a deputado estadual, segue como o nome do grupo para a disputa da presidência, os oposicionistas buscam o consenso entre Doutor Samuka (PRD), Dudu do Povo (União) e Elias Natan (PSDB).


Conexão 10 Controlar Niltinho, para que promova menos barbeiragens nesses próximos 6, 7 meses, até a eleição da mesa, biênio 2027/2028, é missão dos seus pares oposicionistas. Já os governistas apostam em novas investidas do imaturo Maturino para melhorar o cenário pró-Caetano.


Modo espera O segundo ano do governo 04 do alcaide Luiz Caetano pode continuar com o mesmo desenho de 2025. Cobrada até por aliados históricos, incomodados com os resultados abaixo de esperado no primeiro ano da gestão do petista, mudanças no secretariado seguem na gaveta do mistério.


Modo espera 2 Fontes governistas e até oposicionistas já admitem que os ajustes nas pastas do desenvolvimento social (Sedes), saúde (Sesau) e desenvolvimento urbano (Sedur), urgentes e fundamentais para dar mais velocidade à máquina, podem não acontecer antes das eleições de outubro. Também estão na lista das penduradas e com necessidade de troca, as pastas do turismo (Setur), e de obras (Seinfra); a Coordenação de Eventos e a Ouvidoria.


Modo espera 3 Mesmo com a necessidade urgente de troca de peças, Caetano resiste. Além de não querer passar atestado de erro na montagem do time, enfrenta dificuldade de nomes para as substituições. Pode apostar no calendário de entregas, em especial na saúde e infraestrutura, para baixar a temperatura nada favorável e segurar os atuais nomes até uma reforma justificada pelo quadro pós-eleições de outubro.


Calibre Na construção de uma narrativa de redução da violência em Camaçari, a Prefeitura e a PM seguem descuidando dos números que sustentam essa verdade.


Calibre 2 Como fez em meses anteriores, a comunicação oficial do município divulgou terça-feira (3) que “dados  consolidados pelo 12º Batalhão da Polícia Militar” mostram que  o mês de janeiro registrou uma “redução de 62,5% nos homicídios, quando comparado a janeiro do ano passado.”


Calibre 3 É fato que os números de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) estão caindo no município. O que não dá, é a prefeitura insistir em usar percentuais sem os números que sustentem essa conta de subtrair.


Calibre 4 Em janeiro, Camaçari registrou 9 CLVIs, pelo levantamento da Coluna. Número é apenas uma morte violenta a menos que as 10 informadas pela SSP no mesmo mês de 2025. Por essa comparação, se confirmada com os números  da SSP, a queda foi de 10%.


Calibre 5 A Coluna faz esse levantamento mensal desde 2017, com base em registros na imprensa local e atualizada com a posterior divulgação de dados divulgados no site da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA). 


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


9fevereiro2026 Fechamento: 17h05


 

 







A Feira de Camaçari, os privilégios e a conta que é paga pela população


Sedes fecha a Casa da Criança de Camaçari com suspensão de contrato de educadores  


Confrontos com forças policiais representam 80% das mortes violentas registradas em Camaçari


 


Oferta e Procura Como quase tudo em Camaçari, a instalação de medidores de energia nas unidades do maior espaço comercial popular do município ganha contornos políticos e se afasta da questão central.


Oferta e Procura 2 Acostumados a não pagar nada, permissionários dos cerca de 1,5 mil pontos de vendas da Feira de Camaçari, como é conhecido um dos maiores centros de compras da Região Metropolitana de Salvador, ensaiam movimento contra a cobrança.


Oferta e Procura 3 Segundo apurou a Coluna, o município gasta mensalmente cerca de R$ 200 mil com energia, segurança, água e limpeza. Numa conta rápida, só nos últimos 13 anos: os anos 4 do alcaide Ademar Delgado (PT e depois sem partido), mais os 8 de Antonio Elinaldo (União), e o primeiro ano da gestão 04 do petista Luiz Caetano, o município gastou a dinheiro de hoje o equivalente a cerca de R$ 30 milhões.


Oferta e Procura 4 Conta não inclui o terceiro mandato do petista Caetano. Já sob a espada do Ministério Público (MP), que desde o começo dos anos 2000 cobra na Justiça que os gestores municipais promovam esse rateio de despesa com os comerciantes da feira. Ação chegou a provocar o fechamento da feira por três ocasiões. Reaberta, continuou longe da receita do MP.


Oferta e Procura 5 Apesar de concessão com obrigatoriedade de contrapartida com o pagamento de taxas e despesas pelo uso da estrutura, a Feira de Camaçari virou um centro de desigualdade e privilégios. Responsável por mais da metade dos gastos da feira, a conta de energia, em torno de  R$ 140 mil/mês, não é resultado do consumo de todos os permissionários.


Oferta e Procura 6 Além de possuírem mais de um espaço, alguns comerciantes chegam a ter mais de 5 unidades dentro da feira. É nesse grupo,  com quase 30% dos espaços, que estão os gastadores de energia. São os donos de câmaras frigoríficas e outras unidades de grande consumo de energia que a prefeitura mira com o início da instalação dos medidores, divulgado semana passado pela imprensa.


Oferta e Procura 7 É urgente e necessário redefinir esse desenho da Feira de Camaçari, com o pagamento de taxas por todos os comerciantes, obedecendo o tamanho e a atividade de cada um. É injusto bancar esse mercado de 1,5 mil pontos de vendas sem a necessária e legal contrapartida para a cidade, em especial para os cerca de 10 mil que diariamente passam e compram sem preços diferenciados na Feira de Camaçari.


Oferta e Procura 8 Também não é equilibrado que os demais comerciantes da cidade, obrigados a bancar de forma direta ou indireta, as despesas de manutenção do seu negócio, sem o subsídio do município, participem dessa conta.


Oferta e Procura 9 A redefinição é conta de somar. Ajuda o município a requalificar a Feira de Camaçari que precisa de mais segurança. Um desses caminhos é a instalação de um sistema mais eficiente e econômico de energia, com o uso de seus cerca de 10 mil metros quadrados de telhado como suporte para placas de energia solar.


Oferta e Procura 10 O aproveitamento da área de estacionamento, entre a Feira e a Cidade do Saber é outro ponto que precisa ganhar uso racional. Com cerca de 5 mil metros quadrados espaço pode virar um grande estacionamento vertical. Com lojas e outros atrativos, construção só não pode perder marcas históricas do comércio, como o tradicional mercado de lojas para bicicletas e ciclomotores, instalado no local.


Oferta e Procura 11 Cabe ao município abrir o debate e mostrar que a mudança é necessária e urgente. Sem requalificação e contrapartida dos permissionários a Feira de Camaçari vai virar um mau negócio.


Malvadeza A Secretaria do Desenvolvimento Social e Cidadania de Camaçari (Sedes) fecha o primeiro ano da gestão 04 do alcaide Luiz Caetano (PT) ajudando a colocar mais uma pá de cal no projeto de desmonte da Casa da Criança e do Adolescente de Camaçari.


Malvadeza 2 A doutora Jeane Gleide, titular da Sedes, simplesmente não renovou os contratos dos educadores. Conhecida pela qualificação dos seus profissionais, o Centro Integrado da Casa da Criança e do Adolescente (CICA), carinhosamente chamada de Casa da Criança, é responsável por cursos gratuitos de bateria, canto coral, capoeira, dança, flauta, percussão e violão.


Malvadeza 3 Fechada desde o começo de janeiro, quando deveria retomar suas atividades, unidade atende cerca de 300 alunos, sendo que parte significativa desse grupo é formado por crianças e jovens especiais, como autistas.


Malvadeza 4 Com mais esse golpe, que vem sistematicamente ocorrendo nos três governos anteriores do alcaide Caetano, desde a criação da Cidade do Saber, em 2007, e com a omissão da gestão Elinaldo, a Casa da Criança avança de forma perigosa na contramão das políticas públicas definidas e obrigatórias pelo Sistema Único de Assistência Social (SUAS),


Malvadeza 5 Perdendo importância ano após ano com a retirada dos profissionais de assistência social, nutrição, pedagogia e psicologia do seu quadro de apoio, a Casa da Criança vem sofrendo até ataques na sua estrutura física. Desde o ano passado que parte de suas instalações é ocupada pelo “Espaço da Juventude”.


Malvadeza 6 Salas que deveriam ser usadas para instalar os prometidos, e nunca cumpridos, equipamentos multimidia e novas tecnologias para seus alunos, virou território de compensação no jogo miúdo  para atender acomodações políticas na pasta dos esportes (Sedel).


Malvadeza 7 Batizada pela Coluna, desde o início desse  perverso processo de ´primo pobre`, numa referência à Cidade do Saber, o vizinho ´primo rico`, a Casa da Criança já ofereceu mais cursos como artes e artesanato, inclusive com programas de acompanhamento psicossocial de pais e responsáveis dos alunos, em boa parte oriundos de famílias em situação de vulnerabilidade social.


Calibre Camaçari fechou janeiro com o segundo menor número de assassinatos no período dos últimos 9 anos. De acordo com levantamento da Coluna junto a veículos de comunicação do município, os 9 registros só ficam acima dos 8 crimes violentos letais intencionais (CVLIs) contados no primeiro mês do ano de 2024.


Calibre 2 Chama a atenção nesse número, que pode aumentar com os dados oficias informados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), os registros de mortes envolvendo forças de segurança. Dos 9 contados pela Coluna em janeiro, 7 ocorreram em confronto com a polícia. Foram 5 na mesma operação em Barra do Pojuca, outro na mesma localidade e mais um registro em Jauá.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


2fevereiro2026 Fechamento:17h20


 

 







COLUNA CAMAÇARICO


Luiz Caetano muda secretariado depois do Carnaval


A cobrança é geral e até partidos aliados reclamam da indefinição


O ex-alcaide Elinaldo tem concorrente aos votos de Camaçari para a ALBA


 


Mistério Fechado e imprevisível, o alcaide Caetano deve quebrar o silêncio e anunciar depois do carnaval as mudanças necessárias e já atrasadas no secretariado de Camaçari. A cobrança é intensa, principalmente dos partidos da base. PCdoB, PSB, PSD e PV, que sonham desde o início do governo, em 2025, com o comitê de gestão como instância de debates e aconselhamento, seguem sem voz e sem respostas para seus questionamentos.


Mistério 2 Nesse mar de opções e indefinições, três nomes aparecem como as mudanças mais prováveis: Infraestrutura (Seinfra), Turismo (Setur), e Desenvolvimento Social. Na Sedes, como comentou a Coluna, a doutora Jeane Gleide, cota pessoal da deputada Ivoneide Caetano, pode cair para o lado, indo para outra pasta.


Mistério 3 Na pasta da saúde (Sesau), mesmo com diagnóstico nada animador, a secretária Rosângela Oliveira se segura graças ao soro das suas conexões com o Governo do Estado. Tendo a Sesab como madrinha e financiadora dos projetos em andamento no município, como a Policlínica, as UPAs de Vila de Abrantes e Monte Gordo, além da nova unidade para crianças especiais, a doutora Rosângela virou o remédio possível. Não se sabe até quando.


Mistério 4 De total confiança do alcaide, e na lista de nomes para a sua sucessão, Hindemburgo Teles, o TT, pode trocar a pasta de Serviços Públicos (Sesp), onde não se encontrou, pela Seinfra. Outra alternativa é a volta do atual sub do doutor José Mario Bastos ao posto principal.  Everaldo Siqueira é engenheiro com larga experiência na pasta.


Mistério 5 A titular da coordenação de eventos, a jornalista Aline Marques, é outra figurinha sempre citada nessa agenda de substituições. Mesmo com o empurrão extra provocado pelas desgastantes mudanças na agenda de datas e atrações nas festas populares na orla de Camaçari, a tendência é continuar. Até o fechamento da Coluna não se sabia quais serão as atrações da festa de Jauá, no próximo final de semana. Também sem estrelas definidas está o Festival de Arembepe. O simbólico  e famoso evento está marcado para meados de março.  


Mistério 6 Não faltam pretendentes para a cobiçadíssima vaga da Coordenação de Eventos. A Coluna apurou que Cleiton Sales, o Kekeu, com o apoio do secretário e amigo Ademar Lopes, e do chefe de gabinete do alcaide e com larga expertise na área de eventos, Carlos Santos, é o cabeça da lista.


Mistério 7 A pasta do Desenvolvimento Urbano (Sedur), sempre na mira, entra no mesmo modo espera da Sesau. Dizem que não sai e está até prestigiado pelo chefe Caetano. O doutor Rodrigo Nogueira, também pouco afeito a planejamento urbano e seus etc, pode ir para a Procuradoria-Geral.


Mistério 8 É aguardar as águas de março e esperar a concha abrir. Demorar mais é risco certo de ser levado pelo movimento da maré das eleições de outubro.


Calculadora O vereador Tagner Cerqueira é candidato a deputado estadual para ganhar. O petista garante que os ajustes no seu grupo, liderado pelo alcaide de Camaçari e companheiro de legenda, Luiz Caetano, já estão em fase avançada. Ficam o vereador Tanger e o estadual e candidato a reeleição, o também petista Junior Muniz, como os nomes governistas prioritários em Camaçari.


Calculadora 2 Com a decisão, que deve ser oficializada em março, o outro nome do grupo que chegou a ensaiar voo, o secretário Ademar Lopes, titular da pasta de Relações Institucionais (Serin), sai de cena. Segundo apurou a Coluna, Lopes foi convidado a ´refletir` e entender que se não concentrar no mais forte, ele e Tagner reforçariam a máxima do ex-vereador Zé Elis: “é candidato, mas não é para ganhar”. 


Calculadora 3 Derrota é tudo que Caetano não quer. Não dá para agregar mais desgaste ao seu currículo que anda revisado para menos com as poucas entregas e os muitos equívocos nos 12 primeiros meses da sua gestão 04.


Calculadora 4 A aposta do grupo caetanista, agora com a máquina municipal, é chegar aos cerca de 30 mil votos para Tagner e outros 10 mil para Muniz, que na disputa de 2022 somou 16 mil apoios na cidade. 


Calculadora 5  Confirmado esse extraordinário volume de votos, Tagner sai de Camaçari com metade dos 60 mil votos necessários para se eleger. Segundo projeções do PT, votação colocaria o vereador entre os últimos com vaga assegurada na ALBA.


Calculadora 6 Mais modesta nos números, a oposição aposta que a também candidatura ao Legislativo Estadual do ex-alcaide Antonio Elinaldo (União) terá bom desempenho. Certos da eleição para uma das 63 cadeiras da ALBA, dizem que Elinaldo não soma menos de 20 mil, mas pode chegar ao teto dos mesmos 30 mil votos projetados para Tanger.


Calculadora 7 Nessa conta de somar do petista os votos restantes virão em grande volume de cidades da Região Metropolitana, com cerca de 1,5 milhão de eleitores. A dobradinha com a deputada federal e candidata a reeleição, Ivoneide Caetano, com presença em 70 cidades no estado, completa a cesta.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


26 janeiro 2026 Fechamento: 17h40


 

 







Excluídos O governo 04 do petista Luiz Caetano, que fechou o primeiro ano com baixa pontuação, abre 2026 incorrendo em grave equívoco. Rifou da festa de lançamento do plano de enfrentamento da violência contra a juventude negra, a titular da coordenação local, Bárbara Pereira. Mulher negra, servidora de carreira com experiência na estrutura da coordenação desde os governos anteriores, Bárbara simplesmente não foi convidada para o ato na última sexta-feira (16).


Excluídos 2 Mesmo tentando justificar que a adesão é fruto de uma articulação liderada pela Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude, narrativa da prefeitura só atesta o desencontro nas várias estruturas do governo.


Excluídos 3 O próprio Teo Ribeiro, titular da Sejuv, teve papel secundário, para não dizer decorativo, tanto na adesão ao plano, como na festa de lançamento. Estrela principal no Teatro Cidade do Saber (TCS), a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, teve como coadjuvante a titular da pasta estadual da Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) , Angela Guimarães.


Excluídos 4 Protagonizado pelo grupo do vereador Kaique Ara (PT), ato também deixou de fora dos holofotes a titular da secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania (Sedes), Jeane Gleide, pasta que ainda abriga a coordenação da igualdade.


Cotação Mesmo sem status de secretário, o chefe de gabinete do alcaide Luiz Caetano (PT), Carlos Santos, segue concentrando e sinalizando poder crescente na máquina de Camaçari.


Cotação 2 Funcionário licenciado do Banco do Brasil, Santos exerce a função de tesoureiro desde a gestão 02 do petista. Em nova missão desde o final do  ano passado, Santos amplia poderes. Sem perder o foco nas finanças sob controle de indicados  pelo governador Jerônimo, passa a ser figura presente e sempre em destaque.


Cotação 3 A sua mais recente aparição na linha de frente foi durante a o lançamento no município do Plano Juventude Negra Viva. Ao lado da titular do Ministério da Igualdade Racial (MIR), Anielle Franco, Carlos Santos fez as honras da casa.


Cotação 4 A intimidade com os números, vivência na política de bastidor, experiência na área de cultural, produção de eventos, e confiança  do chefe Caetano tem cacifado Santos. É coringa no baralho caetanista, cheio de jogadores de trincas e cartas capazes de fechar uma canastra.


Calibre Camaçari fechou 2025 com o menor número de assassinatos dos últimos 9 anos. De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), município contou no ano passado 115 crimes violentos letais intencionais (CVLIs). Soma oficial ficou acima da conta da Coluna, que com base em informações postadas nos veículos da cidade somou 113 assassinatos.


Calibre 2 Levantamento de 2025, postado no site da SSP-BA, no último dia 13, também mostra que as mortes por “intervenção legal de agentes do estado” representaram 36%, 42 mortes do total das 115 registradas no município. Camaçari é a 4ª mais populosa do estado, com cerca de 300 mil habitantes.


Calibre 3 Essa ação das forças de segurança que resultaram em mortes também é alta em Salvador. Capital com 2,4 milhões de habitantes registrou 418 mortes em ações com intervenção das forças de segurança, o equivalente a mais de 60% de um total de 665 CLVIs.


Calibre 4 Nessa conta que só reforça os questionamentos sobre a ação das forças policiais no estado, o destaque é Porto Seguro. Cidade turística de cerca de 170 mil habitantes registrou 66 CLVIs em 2025, sendo que 59 dessas mortes violentas tiveram a presença de forças policiais nas ações.


Calibre 5 Já a cidade de Feira de Santana, segunda mais populosa do estado, com 616 mil habitantes, aparece com o baixo percentual de mortes com presença da polícia. Foram 42 (18%) dos 230 registros no ano passado.


Calibre 6 Entra as maiores cidades, Vitória da Conquista, 3ª em população, com 370 mil habitantes, mostra outra realidade. Contou 33 assassinatos no ano passado, sendo que apenas 3 (10%) com a presença das forças de segurança nas ações.


Calibre 7 No total, a Bahia contou 3.642 assassinatos, sendo que 1.569 dessas mortes, portanto pouco mais de 40%, ocorreram em ações com intervenção policial.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


19 janeiro 2026 Fechamento: 17h40

 







Mesmo com o aumento de assassinatos em dezembro Camaçari fecha 2025 com o menor número desde 2017


Camaçari e a identidade e sentimento de pertencimento que o  poder municipal insiste em descuidar


O alcaide Caetano e a indefinição sobrea esperada e necessária mudança no secretariado de Camaçari


 


Compasso O segundo ano da gestão 04 do alcaide Luiz Caetano (PT) começa do mesmo jeito que acabou. Apesar de reconhecerem que é necessário mexer no time, que exibiu um desempenho muito abaixo do esperado para um gestor experiente, fontes governistas ouvidas pela Coluna dizem que está tudo ´na cabeça` de Caetano e nada sabem. 


Compasso 2 “Se ele já tem uma nova construção formulada, eu não tenho conhecimento”, disse um desses próximos ao núcleo de poder, formado em estância decisiva pelo alcaide e sua esposa, a deputada federal Ivoneide Caetano (PT).


Compasso 3 Até o seu principal adversário, o ex-alcaide Antonio Elinaldo (União), faz coro pelos ajustes no governo Caetano. Se por um lado se sente fortalecido politicamente com o desgaste do petista, Elinaldo  se mostra preocupado  com a necessidade de melhoria do funcionamento da máquina e seus reflexos na cidade.  “Tem que mudar. Camaçari precisa de eficiência”, diz.


Compasso 4 Alcaide por duas gestões seguidas (2017-2024), Elinaldo avança na análise e aponta duas pastas que não podem ficar como está: a da saúde (Sesau) e a do desenvolvimento social (Sedes). Fala da dificuldade da doutora Rosângela, mas foca na titular da Sedes. Cita a ausência de planejamento na execução de um programa eficiente de distribuição de benefícios como  cestas, enxovais e outras ajudas à população carente. Na sua avaliação o coroamento do desastre da gestão da doutora Jeane Gleide foi a cesta de final de ano. 


Compasso 5 Mesmo como o principal alvo desse tiroteio, com projéteis disparados por oposicionistas e governistas, a titular da Sedes aposta na sua manutenção. Indicada pela deputada Ivoneide, Jeane Gleide tem dito a figuras próximas que ´vai dar a volta por cima`, num claro reconhecimento de que foi para o chão. Caiu mas segue apostando na sua manutenção.  


Compasso 6 Com a grita geral, inclusive e principalmente entre aliados, da necessidade de começar 2026, ano eleitoral, com novo gás e velocidade compatível com o período, as especulações não param.


Compasso 7 Uma dessas apostas é na pasta de esportes e juventude (Sedel). Segundo apurou a Coluna, o PCdoB, hoje com a secretaria da mulher (Semu), projeta a ida da sua titular, Branca Patrícia, para o lugar hoje ocupado pelo petista Teo Ribeiro.


Compasso 8 Com quatro mandatos de vereador no currículo, ainda segundo essa projeção, o primeiro suplente de vereador Teo Ribeiro iria para uma assessoria. Assumir o mandato exigiria a ida de outro vereador para o secretariado, já que o vereador petista Marcio Neves não deixa o comando da educação (Seduc), muito menos a segunda suplente Neidinha (PT)  deixa o plenário nesse ano eleitoral.


Compasso 9 Além da Sedes, a pasta da saúde é outro nó que o alcaide Caetano precisa desatar. Quem   vai substituir a secretária Rosângela Almeida, cotada para o lugar da  titular da saúde estadual (Sesab), a candidatíssima a deputada estadual, Roberta Santana, que deixa a pasta no final de março.


Compasso 10 A doutora Rosângela sai? Será mesmo ela essa substituta na Sesab? Vai permanecer em Camaçari  com a definição de outro nome pelo governador Jerônimo? E a sua vice, a doutora Gabriela Mendes, que apesar da tentativa de pacificação com a  titular, intermedida pelo do alcaide, segue com diagnóstico nada animador.


Compasso 11 As nuvens de 2025 prosseguem nublando o cenário na base caetanista nesse janeiro. Sem sinais de serão dissipadas nos próximos dias, dúvidas só alimentam um quadro de insegurança que já não é bom. 


Calibre Camaçari fechou dezembro com 10 assassinatos, segundo levantamento realizado pela Coluna com base em informações postadas na imprensa local. Número representa uma queda de 100% em relação ao mesmo mês de 2024, com 20 crimes violentos letais intencionais (CVLIs).


Calibre 2 Já na comparação com os demais meses de 2025,  os 10 assassinatos de dezembro aparecem em segundo na lista anual, atrás apenas dos 13 registrados  no mês de maio, e empatado com abril, com os mesmos 10 CLVIs.


Calibre 3 Ainda sem  dados de dezembro, estatística postada no site da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) informa 103 assassinatos até novembro, um CLVI a mais que os 102 contados pela Coluna.


Calibre 4 Somando esses 103 oficiais aos 10 contados pela apuração da Coluna em dezembro, Camaçari fecha 2025 com 113 assassinatos. Número, se confirmado com a divulgação dos dados oficiais, mostra uma queda significativa no número de assassinatos em Camaçari. É o menor desde 2017.


Síndrome Viralizou nas redes sociais a resposta de uma jovem que diz ser de Salvador, em seguida corrige para Lauro de Freitas e finaliza citando Abrantes, em Camaçari, como sua morada. Equívoco da entrevistada virou munição para os apontadores de plantão, na sua maioria usando a internet para gracinhas ou crítica irresponsáveis, e muito pouco para construção. O ´story` é apenas um sinal mais amplo de uma omissão maior.


Síndrome 2 Nesse caso, o desconhecimento tem reforço na falta de um programa amplo de identificação de Camaçari com seu rico e diversificado território. Apagamento vai desde a isolada Busca Vida, um verdadeiro ´principado` encravado nos 748 quilômetros quadrados do município, até o limite de 42 quilômetros de praias com Itacimirim no seu extremo Norte. Não dá para esquecer o ´condado` de Guarajuba, outra beneficiada com serviços diferenciados e reforço de uma política excludente bancada pelos cofres públicos do poder municipal.


Síndrome 3 Essa anulação do espaço territorial começa pelas placas de sinalização que não contam ou escondem a verdade. Equívoco reforçado pela definição da região como “Litoral Norte” ganha aval definitivo na ausência de políticas públicas de reforço do sentimento de pertencimento.


Síndrome 4 O resultado é essa omissão envergonhada de Camaçari que se festeja apenas como polo industrial e esquece sua história, sua cultura, e seu diversificado e rico ecossistema. Um exemplo simbólico desse apagamento e envergonhamento é o Outlet Premium. Mesmo localizado na Estada do Coco (BA-099), em Abrantes, portanto instalado município e pagando imposto em Camaçari, se apresenta como um centro comercial de Salvador.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


12 janeiro 2026 Fechamento: 17h40 


 

 







O alcaide Caetano e a oxigenação da gestão com a mexida no secretariado de Camaçari


Titular da Sedes, que fecha o ano com o escândalo das cestas, aparece em todas as apostas


Sem mudanças, cúpula do estado vê riscos repetição de derrota de Jerônimo no município


 


Ajuste  A necessária e esperada mexida no secretariado de Camaçari só deve acontecer até o final do primeiro trimestre de 2026. Durante café da manhã com a imprensa do município, nesta segunda-feira (22), o alcaide Luiz Caetano (PT) não negou a mudança, como também não falou em tamanho.


Ajuste 2 Sempre reticente, mas claramente desconfortável com os resultados desse primeiro ano do seu mandato 04, o alcaide disse, sempre nas entrelinhas, que as substituições precisam ser quadros que preencham as lacunas dos atuais titulares com baixa aprovação.


Ajuste 3 Consenso entre governistas e oposicionistas ouvidos pela Coluna é a da titular da Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania (Sedes), Jeane Gleide.


Ajuste 4 Sem conseguir gerenciar minimamente a complexa pasta responsável pelos benefícios sociais e aplicação de programas assegurados por verbas federais, a doutora Jeane amplia o desgaste da sua gestão e atinge em cheio o já complicado primeiro ano do governo Caetano com o monumental tropeço na distribuição das cestas de Natal para moradores carentes do município.


Ajuste 5 Ainda segundo essas mesmas fontes, o problema na troca é desatar o nó da madrinha, a deputada federal pelo PT e esposa do alcaide, Ivoneide Caetano. Uma das alternativas de mudança na Sedes com menos trauma para a primeira dama é a queda para o lado. A doutora Jeane seria deslocada para outra pasta.


Ajuste 6 Mesmo admitindo dificuldades para as substituições, provavelmente pensando em outra escolha alternativa apresentada, o alcaide tem solução na própria estrutura da Sedes. É só querer reconhecer os valores da equipe técnica.


Ajuste 7 Outro nome cotadíssimo para deixar o governo é o da secretária da saúde, Rosângela Oliveira. Indicação vinda de cima e atribuída ao governador Jerônimo, a titular da Sesau pode deixar o governo em março.  Como já comentou a Coluna, seu nome é citado para substituir a chefa da pasta estadual da saúde (Sesab), Roberta Santana, que deve tentar uma cadeira na Assembleia Legislativa.  


Ajuste 8 Fecha o trio dos com mais desgaste e repercussão negativa na mídia e redes sociais, o titular da educação (Seduc). Diferente de Jeane e Rosângela, o vereador licenciado Marcio Neves (PT) não deixa a pasta, é quase um imexível.


Ajuste 9 Neves espera virar o jogo em 2026 com fardamento novo, melhorias nas escolas da rede municipal e mais condições para os trabalhadores do setor.  Sua saída, com consequente volta para o Legislativo, mexe com a suplente Neidinha e o humor do seu grupo, ligado aos movimentos de agricultores, na votação de outubro vindouro da deputada federal Ivoneide Caetano.


Ajuste 10 Além das doutoras Jeane e Rosângela, lista dos substituíveis com intensas apostas inclui os titulares das pastas do turismo, do desenvolvimento urbano e do desenvolvimento econômico. A cultura, apesar de seguir com grandes dificuldades, sai da fila da guilhotina.


Ajuste 11 Comandada por Elci Freitas, a Secult tem na Cidade do Saber (CDS), ainda sem uma política de inclusão definida, um dos seus grandes freios. Outros apupos para a doutora Elci são a demora na conclusão do cine teatro, no centro antigo, deixado na fase final pelo antecessor; e o calote  nos artistas que seguem sem receber cachês pelas apresentações no calendário cultural da cidade. Os pouco aplausos, mas suficientes para aquietar a plateia vêm do andamento dos editais de financiamento de atividades culturais, e no respiro no ainda carente Teatro Alberto Martins (TAM).


Ajuste 12 Na Setur, o empresário do ramo imobiliário, Patrício Oliveira segue sem trânsito no setor, com consequente ausência dos resultados esperados. Reforça a desaprovação a imagem de pouca cortesia com auxiliares.


Ajuste 13 Outro que não promoveu as entregas imaginadas, em boa parcela pela conjuntura que herdou, é o advogado Rodrigo Nogueira. A pouca experiência no riscado da Sedur, pasta dos licenciamentos e da definição do espaço urbano, coloca o doutor Rodrigo na lista dos  que perdem o alvará de permanência.


Ajuste 14 A Sedec, pasta que desde a gestão do alcaide Antonio Elinaldo (União) não sabe bem o que quer e como pode fazer para estimular o desenvolvimento econômico do município, ganha mais um complicador. A disputa de egos entre a titular, Adriana Marcele e o seu 02, o também empresário Zeinho Damasceno, só amplia a confusão e torna a pasta uma estrutura insustentável.


Ajuste 15 Reforça esse necessário e já sem tempo processo de ajuste, a nada positiva avaliação do núcleo do governo Jerônimo (PT), sobre a gestão do correligionário de Camaçari.


Ajuste 16 A sorte é que esse primeiro ano da gestão do petista não foi eleitoral, dizem fontes da Coluna. Essas mesmas figuras defendem que a gestão precisa mudar logo no começo de 2026 para reduzir os danos eleitorais.


Ajuste 17 Avaliam que sem essa sacudida o governador e candidato à reeleição perde pela segunda vez em Camaçari para o nome oposicionista. Na votação de 2022 o placar foi de pouco mais de 22 mil votos de vantagem em favor do o ex-alcaide de Salvador, ACM Neto (União). 


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


22 dezembro 2025 Fechamento: 18h00


 

 







A prefeitura de Camaçari e o fardamento dos estudantes como marca de governo


Mudanças de leiaute geram mais gastos e não garantem melhoria na qualidade do ensino


Reprovados A Polêmica envolvendo o fardamento de alunos da rede municipal de educação de Camaçari é mais um exemplo do dever de casa que não é cumprido pelas autoridades do município. Nesse modus operandi só interessa o benefício do seu grupo político, independente do prejuízo aos cofres públicos.


Reprovados 2 Os esquecidos kits fardamento, formado por camisas, shorts e até guarda chuvas  na cor ou com predominância verde, marca do  governo alcaide Antonio Elinaldo (União), também foram abandonados pela gestão do sucessor, Luiz Caetano (PT).


Reprovados 3 A nota baixa nesse quesito não é exclusividade do atual gestor da pasta da educação (Seduc). O professor e vereador licenciado Marcio Neves (PT) seguiu a regra da velha política ao destinar o material a um depósito, com provável fim nada didático. Deveria denunciar o descaso com o dinheiro público do antecessor e distribuir no começo do ano o fardamento que sobrou, para alunos mais necessitados.


Reprovados 4 Reprovação é unânime e também bomba a doutora Neurilene Martins, titular da Seduc nos 8 anos (20217/2024) da gestão Elinaldo. Era sua responsabilidade determinar a distribuição desses kits que sobraram. Experiente, sabia que esse fardamento não seria usado pelo sucessor e adversário, anunciado vitorioso no final de outubro do ano passado, portanto ainda com o ano letivo em andamento.


Reprovados 5 Ao deixar de beneficiar alunos com essas fardas a Seduc do antecessor, como a do atual, sinalizam pouco cuidado com o dinheiro do contribuinte e uma visão miúda de educação tão propalada pelos seus titulares.


Reprovados 6 Sem fardamento novo, os cerca de 40 mil alunos da rede municipal esperam agora os novos kits que devem ser distribuídos no começo de 2026.


Reprovados 7 Quando personaliza o fardamento a cada gestão a prefeitura de Camaçari gasta mais dinheiro do contribuinte e dribla os princípios públicos da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da publicidade e da eficiência, conhecidos pela sigla Limpe.


Reprovados 8 Ao abolir a regra antiga do fardamento padrão com o escudo do município e/ou a referência de cada escola, o gestor de plantão impõe um gosto sempre com viés político partidário, e nenhuma preocupação com a economia de recursos que poderiam ser empregados em outras ações educacionais.


Reprovados 9 Com custo de cerca de R$ 15 milhões, segundo divulgado pela imprensa, aquisição dos novos kits fardamento, terá novo leiaute, como se a escola fosse outra e a educação entrasse num novo e nunca experimentado patamar.


Reprovados 10 Novo visual desse fardamento, mesmo claramente identificado com os desejos do grupo no poder, ganha justificativa de novo, conectado, arejado, etc, etc.


Reprovados 11 Diferente no visual, mas igual ao anterior no modelo personalista, novo fardamento implica em despesas que poderiam ser economizadas com a simples reposição do fardamento padronizado.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


15 dezembro2025 Fechamento: 17h55


 

 







O pedido de suplementação financeira e a amarração política do presidente do Legislativo


Os assassinatos em Camaçari e os números que não batem nas contas da imprensa e autoridades policiais


A vice Dea Santos bate recorde na festa de homenagens da Câmara de Vereadores   


Operador O pedido de suplementação orçamentária de cerca de R$ 2 milhões, feito pelo presidente do Legislativo de Camaçari, Niltinho Maturino (PSD), ao alcaide Luiz Caetano (PT), não caiu bem entre vereadores da base oposicionista e liderança antigovernistas. Além de atestar controle frágil e de planejamento da gestão da Casa, movimento do vereador, tido como elinaldista juramentado, pode gerar desdobramentos que contrariam a sua base, hoje com maioria apertada de 12 X11 no Legislativo.


Operador 2 Ao solicitar a ajudinha do Executivo para fechar em cerca de R$ 80 milhões as contas da Câmara, Maturino abriu um caminho de negociação considerado normal, quando é entre aliados. Acostumado a dirigir as ações do Legislativo, como costuma fazer todos os alcaides, Caetano, nessa gestão 04, não vai mudar seu modus operandi. Ele quer ver o PPA (Plano Plurianual) e a LOA (Lei Orçamentária Anual) aprovadas do seu jeito e vontade.


Operador 3 Segundo apurou a Coluna, pedido de Maturino não desagradou apenas seus pares. Até o ex-alcaide Antonio Elinaldo (União) teve rejeitada a sua sugestão de solução para contornar o problema do orçamento, fugindo assim do afago com o devido troco em favor do adversário petista.


Operador 4 Ao agir de forma independente e destoante dos que lhe elegeram, como já registrou a Coluna, o vereador Niltinho Maturino só enfraquece seus aliados. Sinaliza de forma clara dificuldades para o projeto da oposição em seguir no comando do Legislativo, biênio 2027/2028. Vai além e passa pelo projeto de eleição do ex-alcaide Elinaldo para a Assembleia Legislativa.


Operador 5 Movimento narcisista e totalmente equivocado politicamente torna ainda mais fragilizada a base que lhe elegeu e que vai precisar de máquina do Legislativo para ajudar na reeleição em 2028.


Operador 6 Empoderado e andando até em carro blindado, segundo apurou a Coluna, Maturino está no seu terceiro mandato, sendo que o primeiro exercício na função de vereador foi assegurado graças a um acordo no início da gestão 01 do alcaide Elinaldo, em 2017. Como primeiro suplente substituiu o eleito Elias Natan (PSDB), deslocado para a pasta da saúde (Sesau).


Operador 7 Niltinho Maturino tem histórico de atuação nos dois grupos que controlam a política de Camaçari há cerca de 4 décadas. Foi da base caetanista, onde exerceu a função de assessor da vereadora Luiza Maia (PT), antes de aderir com todas as juras ao elinaldismo.


Calibre Segue preocupante a diferença sobre os números de assassinatos contados em Camaçari. Apuração realizada no mês de novembro por veículos de imprensa registram 4 assassinatos, enquanto a prefeitura do município, com base em apuração do 12º Batalhão da Polícia Militar (12º BPM), informa apenas 2 crimes violentos letais intencionais (CVLIs).


Calibre 2 Registros feitos por veículos de imprensa mostram um assassinato dia 1º de novembro, no bairro Jardim Limoeiro; um segundo, dia 4, no Phoc-2. As outras duas mortes, dia 25, na região da Via Parafuso, ocorreram após confronto com forças de segurança.


Calibre 3 Não é a primeira vez que esses números conflitam. Em setembro ocorreu o inverso. A Coluna, com base nas informações divulgadas na imprensa, e ainda sem os números do mês  divulgados pela SSP-BA, contou 4 assassinatos, dois a mais que os informados pelas autoridades policiais.


Calibre 4 Segundo números oficias divulgados pela SSP até novembro, Camaçari fecha os 11 meses de 2025 com 114 CLVIs, muito distante, mas ainda altíssimos, dos 170 contados pela Coluna no mesmo período de 2024.


Calibre 5 Apuração da Coluna mostra que período janeiro/novembro deste ano tem o menor número de assassinatos desde 2017. Levantamento também mostra que esses números de mortes violentas têm diminuído, mas continuam próximos das duas centenas.


Guinness A vice do alcaide Caetano, Déa Santos (PSB), anda mais paparicada que artista da hora. Na noite desta terça-feira (9), no Teatro Cidade do Saber (TCS), a 02 de Camaçari será agraciada com as comendas Irmã Dulce e Mulher Destaque. Só não emplacou a terceira honraria, a Comenda Maria Quitéria, por conta dos prazos regimentais para aprovação da homenagem nesse primeiro ano da nova legislatura.


Guinness 2 Festa dos 11 governistas, separada da bancada dos 12 da oposição, que distribuíram as honrarias no próprio plenário do Legislativo, também homenageia com títulos de Cidadão Camaçariense o governador Jerônimo Rodrigues (PT), o secretário estadual de turismo Maurício Bacelar (PT), e o Bispo da Diocese de Camaçari, Dom Dirceu Oliveira. Lista dos 26 agraciados também inclui a deputada federal Ivoneide Caetano (PT) com a comenda Maria Quitéria.


Modelo A prefeitura de Jequié, comandada pelo reeleito Zé Cocá (PP), segue dando aula em gestão de eventos e turismo. A sete meses do São João 2026, a ´Cidade Sol` já está com parte da sua programação montada. Em ano de Copa do Mundo o município promete um arrasta-pé com bola e tudo.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


8 dezembro2025 Fechamento: 17h50

 







Coluna Camaçarico


Vereadores de Camaçari ignoram propostas de política de saúde e apostam no debate raso da gordofobia 


Polêmica gerada com fala equivocada do vereador Manoel Filho precisa avançar com criação de centro de referência para a obesidade 


Balança O episódio envolvendo o vereador Manoel Filho (PL) e o cantor gospel Felipão, conhecido como ´Xodozinho de Jesus`, dá bem a dimensão de como anda a política em Camaçari. Polarizada e dosada por pesos e contrapesos, de acordo com as conveniências dos movimentos dos grupos no jogo político, escorregão verbal do edil, virou dieta ideal para seus adversários promoverem uma campanha de cancelamento.


Balança 2 Acusadores e defensores consomem tempo e dinheiro do contribuinte ao desperdiçarem a oportunidade de usar o exemplo e ampliar o debate com propostas concretas para a política de saúde para a cidade.


Balança 3 Ferrenho oposicionista ao alcaide de Camaçari, Luiz Caetano (PT), padrinho do festival gospel, totalmente patrocinado pelo governo do estado, Manoel Filho terminou pesando na crítica. Em discurso no plenário do Legislativo, na terça-feira (25), o vereador acusou o cantor Xodozinho de estar “gordo de tanto comer”, numa referência à sua condição de assessor da prefeitura e beneficiado com cachê para se apresentar no festival realizado no último final de semana.


Balança 4 Mesmo experiente com o púlpito, o vereador e presbítero da igreja Assembleia de Deus de Barra do Jacuípe, orla do município, terminou traído pela sua fala e caindo no preconceito contra uma realidade que ele mesmo vive e sabe as dificuldades de combater a obesidade e os seus riscos para a saúde.


Balança 5 Nesse mesmo dia, antes da polêmica sessão, o vereador do PL havia discutido com seus pares um projeto de sua autoria que visa combater o “syberbullying”. Manoel Filho errou no detalhe e terminou satanizado e acusado de gordofobia, caindo assim no chamado assédio digital com a ´viralização` da sua fala que seu projeto de lei visa combater.


Balança 6 Segundo apurou a Coluna, o caso promete render. Aliados articulam defesa sob o argumento do descuido verbal, esclarecido em parte com a retratação do vereador nas redes sociais. Já seus adversários falam até em ação por danos morais na Justiça. 


Balança 7 Independente de posições ideológicas ou conveniências partidárias, caso pode e deve provocar uma discussão mais ampla no Legislativo, com reflexos de forma mais direta nas secretarias municipais de saúde (Sesau), educação (Seduc) e esportes (Sedel). Camaçari, com cerca de 300 mil habitantes e um PIB invejável, não tem um centro especializado de atendimento à pessoa com obesidade. 


Balança 8 Oposicionistas e governistas precisam agora unir esforços para a criação desse espaço com médicos, psicólogos, psiquiatras, nutricionistas e estruturas complementares de acompanhamento desse público. Sem números oficiais, levantamentos previstos ou em andamento, sobre essa realidade no município, proporção não deve ficar longe da taxa nacional de 31%, ou seja, 3 em cada 10 adultos, segundo o Atlas Mundial da Obesidade.  


Balança 9 Número geral estimado em cerca de 90 mil pessoas, pela média nacional, ganha mais peso e preocupação quando é avaliada a obesidade entre os mais jovens. 


Balança 10 É de 7% entre adolescentes na faixa dos 12 a 17 anos. Levantamentos do Ministério da Saúde e da Organização Panamericana de Saúde, também mostram que esse percentual quase dobra com incidência de 12,9% entre as crianças brasileiras de 5 a 12 anos.


Balança 11 Números dessa doença crônica, que pode provocar diabetes, problemas de circulação e complicações cardíacas, não são pequenos e vêm crescendo com o aumento do consumo de alimentos ultraprocessados e outros componentes nessa balança da chamada vida moderna.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


1º dezembro2025  Fechamento: 12h03

 







O presidente do Legislativo de Camaçari e a desconexão com o cargo


O alcaide Caetano e o ajuste no calendário de entregas na saúde


A queixa do PCdoB sobre a gestão municipal de Camaçari 


Maturidade O presidente do Legislativo de Camaçari, Niltinho Maturino (PRD) segue colecionando adversários e amplia a distância do sentimento mínimo de sintonia com a maioria dos seus pares. Apesar de eleito pelos 12 companheiros oposicionistas, o vereador avança no seu projeto pessoal e consegue desagradar até os colegas de bancada.


Maturidade 2 Comandando um orçamento de pouco mais de R$ 85 milhões/ano, o vereador caminha na contramão do jogo político/institucional, se distanciando da imagem de presidente de uma casa plural de debates e proposições para toda a cidade.


Maturidade 3 Sem discurso, sem presença consistente na mídia, sem projeção no cenário local e estadual, comum para um Legislativo de uma cidade do tamanho e importância econômica de Camaçari, Maturino só coleciona imaturidades.


Maturidade 4 Para piorar esse quadro, decidiu cortar a ajuda da máquina aos colegas, governistas e oposicionistas, como suspensão de nomeações e indicações e de empregos em terceirizadas. O reflexo dessa divisão clientelista de poder, comum na política brasileira, já é sentido na base do ex-alcaide Antonio Elinaldo (União), que evita entrar no  jogo, mas sabe que herda prejuízo político com o movimento do aliado. 


Maturidade 5 Impedido pelo Regimento de disputar um segundo mandato, biênio 2026/2027, o movimento do vereador Maturino só tem um foco. Prepara seu ´colchão` para enfrentar a reeleição, dizem colegas ouvidos pela Coluna.


Diagnóstico A promessa do alcaide Luiz Caetano (PT), de entregar a Policlínica de Camaçari até o final do ano está fora de qualquer cronograma. Equipamento financiado pelo governo do estado só deve ficar pronto no final do primeiro trimestre de 2026.


Diagnóstico 2 Além das obras físicas, ainda por terminar, estrutura precisa cumprir as etapas seguintes. Policlínica só pode abrir as portas e reduzir a carência da população de Camaçari por serviços de saúde com as indispensáveis etapas de instalação de mobiliário e equipamentos médicos.


Diagnóstico 3 Nesse cronograma pressionado pelo calendário da política, as UPAs de Vila de Abrantes e Monte Gordo são entregas com datas ainda mais distantes. A Unidade de Abrantes vai ter que ficar pronta antes das eleições, enquanto a de Monte Gordo, com serviços apenas autorizados, e também sob responsabilidade financeira do governo estadual, só deve ser entregue depois das urnas de outubro.


Fumaça O PCdoB pode até negar, mas o movimento de duas figuras simbólicas do partido em Camaçari, com críticas à gestão 04 do alcaide Caetano, seguramente não sinaliza ação isolada de militantes insatisfeitos.


Fumaça 2 O educador Pardal Pinto não economizou, até usou um termo comum e agressivo na linguagem popular, a expressão “fila da ....”, para criticar o abandono da Praça da Noite. Construído na gestão 02 do petista, equipamento referência no estado pela sua beleza arquitetônica, segue abandonado, contribuindo para ampliar a sensação de insegurança da população do bairro Gleba A.


Fumaça 3 O outro disparo com calibre ainda maior e efeyuado num intervalo de uma semana veio do presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Camaçari (Sindsec). O dirigente Edmilson das Dores não economizou críticas à secretária Rosângela Oliveira, titular da pasta da saúde (Sesau).


Fumaça 4 Em manifestação compartilhada nas redes sociais, o servidor acusa a secretária de “negligente”. Fecha sua crítica de sindicalista com a preocupação de militante que não esquece a disputa e manutenção do poder municipal pelo seu grupo político. Vai além quando diz que a atuação da doutora Rosângela pode levar a “queda do governo (Caetano) em 2028”.


Fumaça 5 Mesmo sem representação no Legislativo e comandando o orçamento apertadíssimo da Secretaria da Mulher (Semu), praticamente consumido com manutenção da estrutura e aluguel da sede da pasta, o PCdoB segue ideologicamente fiel ao projeto municipal. Está oficialmente silencioso, mas ciente da sua importância e necessidade de mais espaço na gestão.


Contribuição A UniFamec realiza nesta terça-feira (25) uma importante ação de apoio à saúde do homem.  Entre 13h e 17h promove palestras e atendimentos ambulatoriais gratuitos com solicitação de exames e encaminhamento para diagnósticos mais complexos. O Novembro Azul do Hospital Simulado da Famec será na sede da faculdade, na avenida Jorge Amado.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


24novembro2025 Fechamento: 17h40

 







A rica Camaçari e as ações de combate à violência que não saem do papel


Projeto ambiental precisa avançar para além do prêmio internacional


O Conselho de Cultura e o histórico de colegiado chapa branca


Bahia Norte finalmente inicia obras de recuperação da Via Parafuso


Limite A questionável megaoperação policial no Rio de Janeiro, aprovada pela maioria da população, acuou os governos federal, estadual e municipal, que agora precisam se mexer. Melhorar a vida das pessoas, colocando em prática as políticas públicas, que é sua missão, vai precisar ganhar selo de prioridade.


Limite 2 Vontade política sempre faltou, mas no jogo do poder, essa nova conjuntura sinalizada pelas pesquisas, onde a violência aparece como maior preocupação da população, os altos riscos de reprovação na disputa eleitoral emparedam os políticos em busca de soluções.


Limite 3 Camaçari não foge à regra, até porque é uma das mais emblemáticas no mapa brasileiro da violência, com a 5ª posição no estado e entre as 10 mais do Brasil, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2024, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública,


Limite 4 Gestor municipal pela 4ª vez, o alcaide Luiz Caetano (PT) parece que começa a entender essa lógica e se mexe. Ainda não dá para saber o tamanho desse movimento, mas a expectativa é que seja consistente e consiga de fato avançar com políticas públicas capazes de contribuir para reduzir esse quadro de desigualdade e violência.


Limite 5 Com o orçamento que dispõe, Camaçari poderia experimentar uma posição muito melhor e até servir de exemplo, mas o descuido dos últimos gestores, aí incluída a gestão 03 de Caetano, fez a cidade se manter entre as piores. Mesmo com a queda dos assassinatos, festejada pelas autoridades policiais e da política, violência no município segue alta. Apenas a lógica do crime mudou, dizem especialistas.


Limite 6 A criação do Gabinete de Gestão Integrada do Município de Camaçari (GGIM), em julho, que parece começar a funcionar agora em novembro, é um bom sinal, mas precisa mostrar para que veio, sob pena de repetir o desastre do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (PRONASCI) no município, há quase 20 anos sem resultados.


Limite 7 Avançar nos programas sociais, com gente qualificada gerindo e pondo em prática as políticas públicas é uma das missões que cabem ao alcaide Caetano nesse quinhão. Melhorar a mobilidade, a limpeza, e apostar em projetos inovadores na educação, na cultura, no esporte e no meio ambiente, sempre com foco nas relações sociais são medidas para ontem, pouco vistas nesses quase 11 meses de gestão.


Limite 8 Também é função de Caetano, até pela sua experiência e capacidade de liderança, influenciar os outros agentes envolvidos nessa missão. Cobrar da PM e da SSP um sistema de segurança mais eficiente, moderno e com mais respeito aos direitos individuais. Modernização, inteligência, transparência nos números, numa cidade onde não se sabe com precisão quantos foram mortos pela violência e quais os crimes elucidados, também são fatores importantes para quem diz que quer mudar essa lógica.


Limite 9 E o Plano de Segurança Municipal, implantado na gestão do antecessor, o alcaide Antonio Elinaldo (União).  Quais os resultados práticos, onde avançou.


Limite 10 Como estão e qual as ações efetivas do Comitê Interinstitucional de Segurança Pública (Cisp), criado em 2015. Também integrado ao Plano de Segurança Municipal, primeiro da Bahia a ser criado por um município, programa tem como integrante o Ministério Público Estadual. Parceiro privilegiado, o MPE poderia e deveria exibir ações mais efetivas, inclusive cobrando das gestões municipal e estadual, responsável pelas estruturas de segurança pública.


Limite 11 Camaçari não pode ser apenas a cidade sede de um dos maiores complexos industriais integrados do planeta. Não pode ser dona de um potencial turístico, de grande área territorial e reserva ambiental singular se não transformar essa capacidade em melhoria da qualidade de vida para sua população. O alcaide de plantão precisa mostrar respostas corajosas e efetivas.


Transversal Depois de apresentar para o mundo o projeto “Camaçari em SBN: Águas e Florestas para o Futuro”, a prefeitura precisa agora contar para a cidade como será essa proposta e qual o encaixe necessário e fundamental da população nessa construção.


Transversal 2 Projeto de sustentabilidade por meio de Soluções Baseadas na Natureza (SBN) foi exibido e premiado no Fórum de Líderes Locais da COP30, semana passada no C40 World Mayors Summit (Rio de Janeiro). Cabe agora à pasta do desenvolvimento urbano e meio ambiente (Sedur) detalhar e definir como cada personagem contribui. Sem essa clareza, vai ser mais um belo projeto que não deu certo. 


Show E o Conselho de Cultura de Camaçari segue firme na sua trajetória de desconstrução. Conhecido como apêndice do governo de plantão e longe da missão de fiscalizar e propor políticas de cultura para Camaçari, o CMCC prepara mais uma.


Show 2 Candidatos acusam a comissão eleitoral de rasgar o regimento e permitir a eleição de conselheiro que já soma mais de dois mandatos. Votação popular para a escolha dos 12 conselheiros e suplentes representantes da sociedade civil acontece dia 29. Os outros 11 membros do colegiado de 23 conselheiros são indicados pelo governo municipal.


Aniversário Depois de muitos alertas feitos pela Coluna e queixas dos usuários para os riscos de acidentes, finalmente a Bahia Norte resolveu iniciar a recuperação da Via Parafuso (BA-535). Serviços, segundo a concessionária responsável por um conjunto formado por pouco mais de 194 quilômetros de pistas pedagiadas, começam nesta segunda-feira (10).


Aniversário 2 “Revitalização do pavimento”, como chama a concessionária, naturalmente vai causar transtornos com a interrupção de parte da pista. Buracos, sinalização precisando de revisão e até afundamento de trechos da via Parafuso, que deveriam ser fiscalizados pela Agerba, vêm sendo mostrados desde 2023 pela Coluna. 


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


10novembro2025 Fechamento: 17h45


 

 







Calibre Camaçari segue na 3ª posição no ranking de crimes violentos letais intencionais (CLVIs) da Bahia. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública, entre janeiro e setembro deste ano o município somou 94 assassinatos. No mesmo período de 2024, quando também apareceu na mesma posição estadual, a SSP informou 131 CLVIs, uma redução de 37 assassinatos.


Calibre 2 Ainda segundo os dados postados no site da SSP-BA, município com cerca de 312 mil habitantes fica atrás de Feira de Santana, com 164 CLVIs e população mais que o dobro (660 mil). A primeira é a capital Salvador (2,4 milhões de habitantes) com 523 registros de assassinatos nos 9 primeiros meses de 2025. Total de todos os municípios no período soma 2.826 assassinatos.


Calibre 3 Já na conta de homicídios por cada 100 mil habitantes, Camaçari aparece em primeiro entre as três cidades, com índice de 30,1 casos. Feira de Santana aparece em segundo com taxa de 25 casos por 100 mil, e Salvador com 21,7 por 100 mil.


Calibre 4 Camaçari fechou outubro com 4 assassinatos, segundo apuração da Coluna, com base em informações postadas na imprensa local. Somados aos 94 oficiais até setembro, município registrou 98 assassinatos nos 10 primeiros meses deste ano. Número de CLVIs entre janeiro e outubro fica abaixo dos 149 contados no mesmo período de 2024. Também é o menor número de assassinatos no município nos 10 primeiros meses do ano desde 2017.


Calibre 5 Com dificuldade de obtenção de números precisos junto às autoridades policiais do município, veículos de imprensa vivem numa verdadeira gangorra. Estranhamente essas informações que deveriam ser centralizadas, são divulgadas de forma solta, dando margem a imprecisões por parte dos veículos de comunicação. Perde a população e as próprias forças de segurança, SSP-BA e PM, que não sinalizam a necessária transparência.


Calibre 6 Para se ter ideia dessa dificuldade, o 12º Batalhão da PM (Camaçari), postou na sua página do Instagram um card onde comemora a “redução de 71% nos crimes violentos letais intencionais” na sua área de atuação. O 12º BPM só não informou os números que respaldam essa significativa queda.


Maré A candidatura a deputado estadual do vereador Tagner Cerqueira (PT) segue em modo espera e ainda sem os movimentos naturais de postulação pra valer. Aguarda o sinal do chefe, o alcaide Caetano, responsável pelo ´superbonder` que vai unir o partido município em torno do seu nome, fundamental para seguir com chances na disputa.


Maré 2 Outro que também busca votos no mesmo campo governista, o titular da pasta de Relações Institucionais (Serin), Ademar Lopes, segue mais solto e dentro do cronograma de candidato. Desfilando com toda a corda e usando tudo a que tem direito da estrutura municipal para seu projeto de Assembleia Legislativa, Lopes, hoje no PSB, aguarda a melhor corrente para seguir na disputa.


Maré 3 No PSB, onde as chances já pareciam pequenas com linha de corte de 61 mil votos para se eleger, com base nas urnas de 2022, o quadro complicou. O partido, com duas das 63 cadeiras, agora projeta cinco vagas com a migração de deputados com mandato. Com essa mudança, Lopes busca novas rotas e o Avante aparece no horizonte como alternativa. 


Maré 4 Diferente do adversário, o ex-alcaide Antonio Elinaldo (Uniãio), com  chances reais e até tido como um dos estaduais eleitos com boa votação no partido, Tanger e Lopes aparecem numa outra conta. Mesmo com o fortalecimento de Lula, pelo visto mais uma vez o grande cabo eleitoral em Camaçari, os governistas vão encontrar dificuldades na construção de bases no estado. Daí a lembrança da sempre atual máxima do médico Zé Ellis. O ex-vereador e secretário das pastas de saúde e educação da Camaçari dos anos 1980, não titubeava no diagnóstico: “É candidato, mas não é para ganhar”. 


Maré 5 Depois de buscar abrigo na base do governador Jerônimo (PT) e negociar a volta ao grupo do alcaide Caetano, a candidata a vice na chapa encabeçada por Flavio Matos (União), a ex-vereadora Professora Angélica, volta para a corrente oposicionista. Se filiou ao PSDB, onde deve ajudar a compor a cota de mulheres candidatas a deputada federal nas eleições de 2026. Com trajetória política confusa e pouco consistente, vereadora eleita pelo PP com 937 votos no pleito de 2020 é outro nome que lembra Zé Ellis: “É candidata, mas...”.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


3novembro2025 Fechamento: 17h55


 

 







O Minha Casa, o recuo do alcaide Luiz Caetano e as eleições de 2026


A viagem da secretária de saúde e o passaporte da oposição descuidada


A mudança da P&D da BYD é freio para a formação de mão de obra na Bahia


Argamassa Depois de anunciar em fevereiro que iria cancelar as quase 24 mil inscrições para o Minha Casa de Camaçari, o alcaide Luiz Caetano (PT) voltou atrás e validou o processo de seleção para as 1.712 unidades habitacionais que serão construídas no município. 


Argamassa 2 O recuo de uma medida que até o começo do ano era respaldada por um festival de “irregularidades” identificadas pelo Conselho Gestor do Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social de Camaçari, não deixa de ter relação direta com as eleições de 2026.


Argamassa 3  Anular as inscrições realizadas entre agosto e novembro do último ano de governo do seu antecessor, o alcaide Antonio Elinaldo (União), era mexer num vespeiro com reflexos  diretos e indiretos em mais de 120 mil pessoas, e que só beneficiaria seus adversários.


Argamassa 4  Afinal, realizar novo processo de inscrição cutucaria os brios de 23,8 mil famílias que se achariam lesadas no seu direito. Os resultados políticos negativos bateriam justamente em ano que o PT e partidos aliados precisam reeleger o presidente, o governador, dois senadores e fortalecer seu grupo com maioria das bancadas na Câmara Federal e Assembleia Legislativa.


Argamassa 5 Com a manutenção do processo, que passa por filtros legitimados pelos programas de habitação popular da Caixa Econômica, cerca de 22 mil sabem que ficarão fora e não terão do que reclamar. Escolha, ainda segundo esses critérios na chamada Faixa 1, com renda de até dois salários mínimos, pouco mais de R$ 3 mil, caberá ao município. 


Argamassa 6  O que o alcaide Caetano precisa fazer é passar a limpo o Minha Casa, onde esses conjuntos habitacionais, verdadeiras cidades, sejam dotados de serviços públicos básicos como transporte, áreas de lazer, segurança e uma política de construção de convivência entre essas famílias vindas de locais e até realidades diferentes.


Argamassa 7 Muito pouco, quase nada, foi feito de estrutura mínima nesses conjuntos que somam mais de 23 mil imóveis entregues pelo programa federal em Camaçari nas duas últimas décadas. Consertar o que está errado, justamente por não aplicação das políticas públicas, é a reforma que o município pode e precisa fazer.


Diagnóstico A secretária Rosângela Oliveira, segue firme no comandando da pasta da saúde em Camaçari (Sesau), e deve retomar as atividades presenciais nos próximos dias. As “férias” na Europa, alardeada de forma injusta pela oposição, não passou de uma viagem às pressas de uma mãe envolvida num problema de ordem familiar urgente.


Diagnóstico 2 Segundo apurou a Coluna, a doutora Rosângela não vai sair e até vem avançando de forma satisfatória no comando da pasta. A crise com a superposição de poderes, com a sua sub, Gabriela Mendes, já está resolvida. O alcaide Luiz Caetano (PT) finalmente entendeu e moveu peças na estrutura da Sesau que estavam impedindo o fluxo desejado e necessário para a titular andar com tranquilidade.


Diagnóstico 3 A doutora Rosângela pode até deixar a pasta em 2026, por outros motivos. É listada como um dos nomes para substituir a titular da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), Roberta Santana, potencial candidata nas eleições legislativas do próximo ano. Nesse caso, o alcaide Caetano teria de mexer na pasta, o que necessariamente seria uma solução dentro da atual estrutura da Sesau.


Cabeça e braços A desistência da BYD de instalar na Bahia um centro P&D (pesquisa e desenvolvimento), confirmado para o Rio de Janeiro, é perda significativa para a formação de mão de obra qualificada na região.


Cabeça e Braços 2 Unidade P&D, que chegou a ser chamada de ´novo vale do silício brasileiro` não apenas permitiria a formação de uma massa crítica de engenharia de software automotivo. Cavalo de pau da montadora chinesa, que segue em Camaçari com sua estrutura de montagem de carros pré-prontos, deixa a UFBA, com seus cursos de engenharia criados no campus de Camaçari, justamente para atender em especial os baianos nesse novo mercado, distante dessa via e de prováveis apoios financeiros.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


27/outubro/2025 Fechamento:17h01


 

 







Camaçari e a desconexão entre planejamento da cidade, cultura e resgate da história 


Paisagem Segue sem respostas as denúncias sobre o cochilo, isso quando não atropela a legislação, por parte da prefeitura de Camaçari, na fiscalização do uso do solo em uma das regiões mais valorizadas de todo o litoral baiano.


Paisagem 2 A emblemática Guarajuba, que a Coluna chama de ´Condado`, tal a sua capacidade de atrair investimentos públicos pensados apenas numa elite privilegiada e longe do foco no interesse coletivo, segue acima de qualquer fiscalização. Não faltam exemplos de construções e/ou ocupações de áreas públicas sem os devidos esclarecimentos da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (Sedur), como é de sua obrigação legal. 


Paisagem 3 Na última edição a Coluna voltou a comentar sobre a rua transformada em área privada. Também citou a construção de um hotel em uma zona que deveria ser de preservação ambiental como contrapartida na construção de um loteamento na mesma Guarajuba.


Paisagem 4 Essa estranha conexão de ações entre a Sedur do governo do alcaide Antonio Elinaldo (2017/2024) e a nova Sedur da gestão 04 do petista Luiz Caetano, se reforça com licenças dadas e depois retiradas para empreendimentos. O PDDU prometido e não revisado pelo atual gestor é outro exemplo.


Paisagem 5 Dificuldades avançam em outra área, a da cultura, onde a direção da Secult, prestes a fechar seus primeiros 300 dias, nada informa sobre o novo cine-teatro. Construído sob os escombros do antigo cinema, demolido de forma criminosa e descompromissada no governo do alcaide Elinaldo, equipamento localizado no coração da cidade segue sem conclusão desde a gestão passada.


Paisagem 6 Nessa conexão, onde o planejamento se mostra precário, o descuido com a história da cidade só reforça o atestado de pouco entendimento sobre sentimento de pertencimento e compromisso com o passado, o presente e o futuro. Juntas e misturadas, aí incluídas a pasta da educação (Seduc), ações do governo continuam distantes da necessidade de resgate de outro pilar: os 467 anos de fundação da cidade, em 1558.


Paisagem 7 Diferença de 200 anos, que orgulha e mobiliza qualquer cidade, começou a ser sinalizada deforma modestíssima na gestão passada, mas foi totalmente ignorada durante os festejos de 267 anos de emancipação política, no mês passado, já no novo governo.


Paisagem 8 Infelizmente, Camaçari continua misturando fundação, ocorrida no aldeamento do Espírito Santo, com a emancipação política em 1758. Afinal, para ser emancipada, Camaçari precisou existir. 


Paisagem 9 Outras datas e marcos, como o sítio histórico de Vila de Abrantes, seguem longe do merecido e necessário cuidado como memória. Respaldo não falta. Universo ainda maior e com riqueza de detalhes e comprovações documentais podem ser conferidos nos livros do professor, pesquisador e historiador Diego Copque. É só querer.   


Paisagem 10 É nesse cenário de apagamento e poucas referências culturais que Camaçari prepara a eleição para o novo Conselho de Cultura. A eleição pelo voto direto de 11 representantes da sociedade organizada, nas cadeiras de música, teatro, literatura, artes e comunicação, está marcada para dia 29 de novembro. Os outros 10 assentos são de livre indicação do governo municipal.


Paisagem 11 Colegiado, com total de 21 representantes, infelizmente é conhecido pela sua passividade e omissão no debate e fiscalização das coisas da cultura, como determina seu estatuto. Agora, dá marcha à ré com nova configuração que subtrai dois assentos, quando deveria ampliar seu raio de ação.


Paisagem 12 As duas vagas, uma do Cofic e outra da Cidade do Saber (CDS), foram abolidas. O comitê de fomento do polo, provavelmente achando que não existe nenhuma conexão entre cultura e a atividade produtiva num dos maiores complexos industriais integrados do planeta, renunciou à vaga. Já a CDS deixou de ser  ONG e agora integra a cota do governo. 


Paisagem 13 Dentro, mas ´por fora`, a Associação Comercial e Empresarial de Camaçari, também sem entender a importância de participar do debate sobre a produção cultural numa cidade com mais de 300 mil habitantes e peso econômico diferenciado no mapa do país,  segue, mas com histórico de baixa frequência nas reuniões. 


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


20/outubro/2025 Fechamento: 17h57

 







Os vereadores de Camaçari e a lei ´total flex` para eleição da nova Mesa Diretora


As irregularidades na valorizada Guarajuba e a omissão da gestão do alcaide Caetano


A BYD muda planos e troca a Bahia pelo Rio, onde vai montar seu centro de pesquisas  


Preventiva Como havia comentado a Coluna em agosto (Confira #mce_temp_url#), a bancada oposicionista, com maioria apertada de 12 dos 23 votos, sugeriu e garantiu a aprovação, semana passada, da mudança na data da eleição para a Mesa diretora da Câmara de Vereadores de Camaçari. Escrutínio que tradicionalmente acontece nos primeiros dias do ano em que a nova direção do Legislativo assume o comando dos trabalhos, foi antecipada para 2026, o último ano do biênio (2025/2026) da atual gestão.


Preventiva 2 Mudança é mais um casuísmo dos oposicionistas, em boa parte liderados pelo ex-alcaide Antonio Elinaldo (União), que tentam manter o poder no Legislativo por mais dois anos (2027/2028).


Preventiva 3 Não vai ser fácil. Diante da conjuntura com ao menos dois do time dos 12, de namoro e exibindo sinais visíveis de sintonia com o alcaide Luiz Caetano (PT), receita vai depender da conjuntura política do próximo ano.


Preventiva 4 Em janeiro, mês da antiga regra, a votação acontecia já com os novos eleitos conhecidos: governador, deputados estaduais e federais, os dois senadores e o presidente da República. No outro biênio a mesa é definida pelo  recém-eleitos.


Preventiva 5 Daí o detalhe ´total flex`da mudança na Lei Orgânica Municipal, com a definição da data entre 1º de agosto e 15 de dezembro, sendo o dia do escrutínio fixado 30 dias antes pelo presidente. Na atual conjuntura o vereador Niltinho Maturino (PRD), tido como um dos quadros  de total confiança do ex-alcaide Elinaldo, comanda o processo e está impedido por lei de ser reeleito.


Caminhos Não pediu para esfriar o ex-vereador Flavio Matos (PL) no seu projeto de troca na disputa por uma cadeira na Câmara Federal por uma vaga de deputado estadual. Essa foi a versão ouvida pela Coluna sobre a pauta da conversa que o ex-alcaide de Camaçari e candidato a deputado estadual, Antonio Elinaldo (União), teve com o João Roma, comandante do PL no estado.


Caminhos 2 Ainda segundo apurou o Camaçarico, o papo foi sobre matemática eleitoral, mas em outras bases fora de Camaçari, onde Elinaldo e o PL, com os mesmos candidatos a governador, ao Senado e à presidência da República, se compõem.


Condado O ex-ministro dos governos Lula e Temer, e chefão do MDB da Bahia, Geddel Vieira Lima, voltou a disparar contra o aliado Luiz Caetano (PT). Depois de cobrar providências para reverter a invasão de uma rua em Guarajuba, transformada em área privada, o alcaide de Camaçari agora é convidado por postagem nas redes sociais a se mexer contra a invasão de uma área verde de cerca de 2 mil metros quadrados, onde foi construído o Hotel Boutique Guarajuba.


Condado 2 Bem ao seu estilo ´bateu, levou`, Geddel linca sem arrodeios o mesmo empresário, identificado pelas iniciais “FF”, no roteiro das duas ocupações ilegais. Mesmo autorizadas na gestão do antecessor, o alcaide Antonio Elinaldo (União), um forte motivo para contestação da gestão 04 do petista, nada vem sendo feito para restabelecer o interesse coletivo.


Condado 3 Nesse mix de problemas como invasões, ocupações e até atos praticados com o aval, ou por conta da omissão da Secretaria de Desenvolvimento Urbano do município (Sedur), o caso de uma rede de supermercados reforça essa lista de demoras e dificuldades para o município cumprir a lei.


Condado 4 Segundo apurou a Coluna, a Justiça já mandou a prefeitura de Camaçari expedir o alvará de construção de um centro de compras na mesma valorizada Guarajuba. Autorização, que chegou a ser festejada pelo então alcaide Elinaldo, com direito a foto e justificada no site da prefeitura como geração de novos e postos de trabalho e mais impostos para o município, terminou sendo anulada pelo mesmo gestor. 


Cabeça e braços Deu curto-circuito a promessa da BYD de transformar a Bahia, mais especificamente Salvador junto com Camaçari, onde instalou uma fábrica de veículos elétricos e baterias, no ´novo vale do silício brasileiro´. A confirmação da mudança de planos da montadora chinesa, que agora anuncia o Rio de Janeiro como sede do seu centro P&D (pesquisa e desenvolvimento), foi feito oficialmente no sábado (11), dois dias depois de inaugurar sua unidade em Camaçari.


Cabeça e braços 2 O centro, anunciado para ser instalado na Bahia, em agosto de 2023, será voltado para o desenvolvimento de automóveis autônomos (sem motorista), com custo estimado em cerca de R$ 30 milhões. "É uma cidade muito bonita, com muita energia e inovação. Estabeleceremos nosso centro de P&D aqui, com foco em direção autônoma e em áreas como combustível flex", disse disse Wang Chuanfu, presidente global da montadora BYD.


Axé O Babalorixá, historiador e doutorando em Difusão do Conhecimento pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB), João Borges, avança mais uma etapa nos seus estudos com temporada de 2 anos na África. Servidor de carreira do município de Camaçari, Borges aproveita para mergulhar e entender melhor as raízes do ´continente mãe` e suas conexões com o Brasil e a Bahia.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


13/outubro/2025 Fechamento: 17h50

 







Camaçari fecha setembro com o menor número de assassinatos desde 2017


Cidade segue entre as mais violentas do país e exibindo registros conflitantes sobre mortes


A aprovação das contas do alcaide Caetano e a omissão dos vereadores oposicionistas 


Teoria e prática A confirmação da aprovação das contas de 2012, último ano da gestão 03 do alcaide Luiz Caetano, dá bem a dimensão da dificuldade de articulação da oposição ao petista na Câmara de Camaçari. Inicialmente reprovadas e depois revistas e aprovadas com ressalvas pelo mesmo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), contas levaram mais de 2 anos para chegar ao Legislativo de Camaçari.


Teoria e prática 2 Demora na finalização do processo foi decisiva para facilitar a sua aprovação, quinta-feira (02), em segunda e última votação. Mesmo com maioria de 12 votos a favor do relatório do Legislativo Municipal que contrariava parecer do TCM e entendia que as contas deveriam ser rejeitadas, número não foi suficiente para impor derrota a Caetano.


Teoria e prática 3 Pela legislação, processos de contas só podem ser reprovados por dois terços, 16 votos. Como a oposição soma apenas 12 votos, o parecer do TCM foi mantido. Sem alternativa, restou aos oposicionistas reforçar a falsa narrativa de que a Câmara de Vereadores rejeitou as contas.


Teoria e prática 4 Reviravolta que saiu da desaprovação para a aceitação com ressalvas ocorreu graças ao novo entendimento do conselheiro e relator do processo, Nelson Pelegrino. Essas mesmas contas foram rejeitadas por parecer do conselheiro antecessor e relator, Paolo Marconi, e votadas pelo TCM.


Teoria e prática 5 Com a nova leitura do conselheiro e ex-deputado federal petista, Caetano ficou livre da condenação por inelegibilidade. Também fica longe de embaraços para uma possível disputa pelo 5º mandato ou qualquer outro voo político eleitoral. Isso sem falar no carimbo de gestor traquino com o dinheiro do contribuinte.


Teoria e prática 6 Demora, que mudou a conjuntura de votos no TCM, e o entendimento sobre as contas de 2012, não deixou de contar com a omissão do Legislativo de Camaçari durante a última da gestão do alcaide Antonio Elinaldo (União). Mesmo com 18 dos 21 votos, portanto muito além dos necessários dois terços (14 votos), a Câmara de Vereadores não se mobilizou para pressionar o TCM a liberar o parecer em poder do conselheiro Pelegrino, desde sua posse em outubro de 2021.


Teoria e prática 7 Foi assim com o presidente Ednaldo Borges (2021/2022) e com o sucessor Flavio Matos (2023/2024), também do União. Mesmo comandando uma Casa com maioria folgada de votos, nada fizeram para que o TCM acelerasse o andamento da revisão e enviasse o parecer final para votação pelo Legislativo ainda no ano passado.


Teoria e prática 8 Nesse jogo de conveniência política, apenas o vereador Jamesson da Silva (PL) e o presidente do Novo, Cleiton Pereira promoveram ações políticas efetivas questionando a demora no envio das contas para o Legislativo de Camaçari e a mudança de parecer.


Teoria e prática 9 Em 2015 o TCM condenou o então ex-prefeito Caetano ressarcir com recursos pessoais cerca de R$ 4,5 milhões referentes a gastos com publicidade sem comprovação, e pagar multa de R$ 36 mil. Com a revisão da decisão, aprovada pelo TCM em junho deste ano, o petista não vai precisar devolver recursos aos cofres públicos, ficando apenas com a obrigação de pagar R$ 6 mil de multa.


Calibre  Camaçari fechou setembro com 2 assassinatos, segundo apuração da Coluna, com base em informações postadas na imprensa local. Número de crimes violentos letais intencionais (CLVIs) é o menor de todo o ano de 2025 e o mais baixo de todos os meses do ano desde 2017.


Calibre 2 Já na soma dos nove meses do ano, os 88 apurados, sendo 86 informados pela SSP-BA até agosto, mais os 2 contados pela Coluna em setembro, período também aparece com o menor número de assassinatos dos últimos 9 anos.


Calibre 3 Mais uma vez a diferença entre os números apurados pela Coluna e os finais e sempre maiores, apresentados pelas autoridades policias, volta a aparecer nos registros de setembro. De acordo com material informativo distribuído pela prefeitura de Camaçari, com base em dados fornecidos pela Polícia Militar, Camaçari registrou 4 assassinatos em setembro, portanto dois a mais, ou 100% acima dos apurados pela Coluna. Por essa conta, setembro fechou com 90 assassinatos. Ainda assim é o menor desde 2017, tanto na conta geral mensal, como na soma dos nove primeiros meses do ano de 2025.


Calibre 4  Nota da prefeitura também compara os CLVIs de setembro desde ano com o mesmo mês do ano de 2024 e informa 4 homicídios a menos que os 10 do ano passado. Mais uma vez as autoridades de segurança exibem um número menor que os 15 contados e divulgados pela Coluna no seu balanço mensal de setembro de 2024.


Calibre 5  Os dois assassinatos contados pela Coluna em setembro  deste ano ocorreram dia 12, na Localidade conhecida como Malícia, região de Vila de Abrantes. Assassinatos de mãe e filho, segundo a polícia, o alvo dos criminosos, foi um ´acerto de contas`.


Calibre 6 Queda no número de assassinatos contados e divulgados pela Coluna desde 2017, não pode ser traduzida de forma simples como redução da violência, como costumam informar as autoridades policiais. Estatísticas sobre crimes elucidados e o resultado de operações que efetivamente mostrem recuo das facções criminosas no município e toda a sua teia de crimes são fundamentais para confirmar na prática a narrativa de redução da violência.


Calibre 7 Números do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que coloca Camaçari na 4ª posição no ranking nacional de cidades mais violentas do país em 2024, antes em 2º lugar (2023), confirmam esses poucos avanços. Especialistas dizem que violência no município continua alta, preocupante e exigindo ações mais complexas e integradas, inclusive com o  aparelhamento e requalificação das polícias.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


6/outubro/2025 Fechamento: 17h40


 

 







Caetano e as dúvidas sobre mudanças no secretariado e a sucessão em 2028


Elinaldo amplia tropa na rua e busca votação recorde para estadual em Camaçari


Flavio Matos inaugura o ´paz e amor` e quer fazer dobradinha com o ex-alcaide


Receita Depois de atrasos nos salários e descumprimento de   outras cláusulas do contrato de prestação de serviços médicos, a prefeitura de Camaçari finalmente resolveu tomar uma atitude e suspendeu a parceria com o Instituto Campinas de Atenção e Assistência à Saúde, Educação e Assistência Social (ICAASES).


Receita 2 Como denunciou a Coluna em julho, o ICAASES vinha desrespeitando cerca de 100 profissionais, entre médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais. Em proporção ainda maior, descompromisso também colocava em risco a qualidade do serviço de atendimento médico no município, há muito tempo com resultados abaixo do esperado.


Receita 3 Infelizmente, mas sempre no mesmo modus operandi, onde a única vítima é a população, o caso ICAASES repete uma velha fórmula do descuido de quem presta o serviço e de quem contrata e não fiscaliza o serviço bancado pelo dinheiro público.


Receita 4 Nesse diagnóstico de descuido fica clara a parcela da Secretaria de Saúde de Camaçari (Sesau), corresponsável e pagador por um contrato mensal de cerca de R$ 2 milhões, R$ 23 milhões/ano pelo serviço.


Receita 5 Conforme nota distribuída pela própria prefeitura, “a extinção contratual não comprometerá o pagamento dos colaboradores, uma vez que a empresa possui créditos a receber da Sesau, o que assegura a quitação dos vencimentos.” Esses “créditos” podem ser resumidos como atraso no pagamento das faturas por parte da prefeitura e o não cumprimento de outras obrigações por parte da ICAASES.


Movimento O grupo do ex-alcaide Antonio Elinaldo (União) segue tomando gosto e ocupando espaço nas ruas. O desfile principal da festa de 267 anos de emancipação política de Camaçari, no último domingo (28), na sede do município, reforçou esse entendimento e segue com luz amarela no comando do opositor.


Movimento 2 Mesmo com presença predominante do grupo político no poder, comandado pelo alcaide Luiz Caetano (PT), avanço da oposição reforça entendimento de que o quadro não é bom e exige a necessidade de mexida no secretariado.


Movimento 3 Vaidoso e sempre avesso a passar atestado de fragilidade, com a possível troca de nomes no primeiro escalão e outros postos chaves, para corrigir erros e melhorar a imagem do governo, o Caetano-04 sabe que precisa ajustar o time. Afinal, a disputa eleitoral de 2026 é logo ali e as avaliações dos próprios governistas é de que a gestão precisa melhorar.


Movimento 4 Quem também botou a cara na rua foi o ex-vereador e candidato a gestor na disputa de 2025 pelo União, Flavio Matos. Agora no PL e candidato a deputado federal, Matos desfilou com seu grupo sem querer polemizar e, pelo visto adotou o estilo ´paz e amor`. Disse à Coluna que continua esperando o aceno do ex-líder Elinaldo para definir uma dobradinha com o ex-alcaide na vaga de candidato a deputado estadual.


Movimento 5 Amarrado até o pescoço com a reeleição do federal Paulo Azi e a eleição do estadual e agora candidato a federal Manoel Rocha, ambos do União, Elinaldo vai ter que administrar esse jogo de apoios estimado em cerca de 20 mil votos na sua principal base. Número, como mostrou a última Coluna, fica longe dos 30 mil votos dados nas eleições passadas.


Movimento 6 O ex-alcaide, mesmo empolgado com o movimento das ruas, esconde os números sobre seu projeto de deputado estadual. Disse que espera somar cerca de 20 mil votos em Camaçari. Se a projeção for real, pule fica longe dos cerca de 40 mil apoios locais estimados pela deputada federal Ivoneide Caetano (PT). Mesmo não sendo concorrentes diretos, e sem a máquina municipal, votações servem como termômetro na medição do peso político dos dois principais grupos.


Movimento 7  Já na disputa direta com os estaduais da base caetanista, Elinaldo leva vantagem, avaliam oposicionistas e até governistas. Certo nesse espaço governista, só a candidatura à reeleição Junior Muniz (PT).


Movimento 8 De olho em 2026 e nos reflexos de 2028, quando disputa o mandato 05, aos 74 anos, ou indica um nome, Caetano ainda não confirmou as candidaturas a estadual do vereador Tagner Cerqueira (PT) e do seu secretário da pasta de Relações Institucionais, Ademar Lopes (PSB).


Movimento 9 Mesmo com poucas chances de eleição, Lopes tende a disputar uma das 63 cadeiras na Assembleia. Com o seu PSB fora da federação, formada pelo PT, PCdoB e PV, legenda comandada pela deputada federal Lídice da Mata no estado precisa somar votos.


Movimento 10 Já a indefinição sobre a postulação do vereador Tagner, também com eleição difícil para o Legislativo Estadual, vai além da simples soma de votos para o PT e reforço de seu capital político com boa votação em Camaçari.


Movimento 11 Tagner, o secretário da pasta de Serviços Públicos (Sesp), Hidemburgo Teles, o TT, e a vice-prefeita, Déa Santos são peças de um tabuleiro ainda não exposto, mas já imaginado.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


29/setembro/2025 Fechamento: 17h55


 

 







Risco O projeto de desmonte da Casa da Criança e do Adolescente de Camaçari, conhecida pela sigla Cica, volta a ganhar força com a gestão 04 do alcaide Luiz Caetano (PT). Já é tema de conversas preocupadas, entre servidores e técnicos da unidade, o risco de sua transferência para outro local. Espaço passaria a integrar um novo projeto que vem sendo chamado de `corredor cultural`, onde o eixo gravitacional é a vizinha Cidade do Saber (CDS), equipamento criado por Caetano em 2007.


Risco 2 Se confirmado, o movimento de descuido da gestão com o projeto de inclusão pela arte/educação, com o diferencial do acolhimento e acompanhamento social, psicológico e pedagógico, se repete e amplia, como fez o petista nos seus governos 02 e 03 (2005/2012).


Risco 3 Essa preocupação com o destino da Casa da Criança e do Adolescente, gerida pela pasta do Desenvolvimento Social e Cidadania (Sedes), já é visível com um núcleo estranho aos princípios do espaço. Desde agosto que parte do Cica é ocupado por uma estrutura para atender um projeto da Secretaria de Esportes e Juventude (Sejuv).


Risco 4 Criado pelo alcaide José Tude, e completando 36 anos neste 2025, o Cica é responsável pelo apoio e incentivo na formação de centenas de jovens. Um dos destaques é o cantor e compositor Denny Denan, da Timbalada, nascido em Camaçari e aluno da casa, onde aprendeu os primeiros movimentos da música.


Risco 5 Com uma equipe de profissionais de primeira linha e um histórico de resultados numa Camaçari onde a desigualdade persiste e até avança, a Casa da Criança e do Adolescente enfrenta esse processo desde a inauguração da Cidade do Saber (CDS), em 2007.


Risco 6 Pelo visto, a Casa da Criança e do Adolescente, que ganhou o apelido de ´primo pobre` pela Coluna, é mais uma vez o alvo de um equívoco.


Apagão A ausência de resposta da prefeitura de Camaçari sobre a licitação de R$ 47 milhões/ano para o aluguel de 249 veículos a combustão, de um total de 251 contratados, mostra que a gestão do alcaide Luiz Caetano (PT), segue com carga baixa.


Apagão 2 Ao ignorar questionamento feito pela Coluna de 8 de setembro (Confira #mce_temp_url#) sobre a contratação de apenas dois veículos, portanto menos de 1% da frota com motorização elétrica, a gestão não apenas se distância do debate mundial sobre a crise climática e opções limpas de desenvolvimento urbano.


Apagão 3 Exibe postura incompatível com os pilares da gestão pública representada pela sigla LIMPE: Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência. Também sinaliza desconexão com um futuro que exige ajustes constantes e ausência de medos.


Container O projeto do ex-vereador Ednaldo Borges, de assumir o comando municipal do PSD, caminha para longe do destino que o ex-elinaldista e agora caetanista esperava. O atual presidente da empresa de Limpeza Urbana de Camaçari (Limpec) tentou, por cima, através do senador Angelo Coronel, a sua entrada com amplos poderes na legenda.


Container 2 Movimento terminou descartado pelo senador Otto Alencar, chefão do partido no estado. A Coluna apurou que o PSD de Camaçari só sai do comando do médico e ex-vereador Vital Sampaio se ele quiser abrir mão do posto.


Container 3 O ex-vereador pelo União e derrotado nas eleições de 2024, quando ficou na quinta suplência do seu ex-partido, com 1.242 votos, pode até entrar no PSD. Não assume cargo na executiva, muito menos terá certeza de legenda para disputar uma cadeira de deputado estadual no pleito de 2026.


Container 4 Esse é o segundo movimento de Borges desde o fracasso nas urnas do ano passado. Também tentou movimento parecido no PSB, onde até assinou ficha de filiação.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


15/setembro/2025 Fechamento: 17h50

 







Risco O projeto de desmonte da Casa da Criança e do Adolescente de Camaçari, conhecida pela sigla Cica, volta a ganhar força com a gestão 04 do alcaide Luiz Caetano (PT). Já é tema de conversas preocupadas, entre servidores e técnicos da unidade, o risco de sua transferência para outro local. Espaço passaria a integrar um novo projeto que vem sendo chamado de `corredor cultural`, onde o eixo gravitacional é a vizinha Cidade do Saber (CDS), equipamento criado por Caetano em 2007.


Risco 2 Se confirmado, o movimento de descuido da gestão com o projeto de inclusão pela arte/educação, com o diferencial do acolhimento e acompanhamento social, psicológico e pedagógico, se repete e amplia, como fez o petista nos seus governos 02 e 03 (2005/2012).


Risco 3 Essa preocupação com o destino da Casa da Criança e do Adolescente, gerida pela pasta do Desenvolvimento Social e Cidadania (Sedes), já é visível com um núcleo estranho aos princípios do espaço. Desde agosto que parte do Cica é ocupado por uma estrutura para atender um projeto da Secretaria de Esportes e Juventude (Sejuv).


Risco 4 Criado pelo alcaide José Tude, e completando 36 anos neste 2025, o Cica é responsável pelo apoio e incentivo na formação de centenas de jovens. Um dos destaques é o cantor e compositor Denny Denan, da Timbalada, nascido em Camaçari e aluno da casa, onde aprendeu os primeiros movimentos da música.


Risco 5 Com uma equipe de profissionais de primeira linha e um histórico de resultados numa Camaçari onde a desigualdade persiste e até avança, a Casa da Criança e do Adolescente enfrenta esse processo desde a inauguração da Cidade do Saber (CDS), em 2007.


Risco 6 Pelo visto, a Casa da Criança e do Adolescente, que ganhou o apelido de ´primo pobre` pela Coluna, é mais uma vez o alvo de um equívoco.


Apagão A ausência de resposta da prefeitura de Camaçari sobre a licitação de R$ 47 milhões/ano para o aluguel de 249 veículos a combustão, de um total de 251 contratados, mostra que a gestão do alcaide Luiz Caetano (PT), segue com carga baixa.


Apagão 2 Ao ignorar questionamento feito pela Coluna de 8 de setembro (Confira #mce_temp_url#) sobre a contratação de apenas dois veículos, portanto menos de 1% da frota com motorização elétrica, a gestão não apenas se distância do debate mundial sobre a crise climática e opções limpas de desenvolvimento urbano.


Apagão 3 Exibe postura incompatível com os pilares da gestão pública representada pela sigla LIMPE: Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência. Também sinaliza desconexão com um futuro que exige ajustes constantes e ausência de medos.


Container O projeto do ex-vereador Ednaldo Borges, de assumir o comando municipal do PSD, caminha para longe do destino que o ex-elinaldista e agora caetanista esperava. O atual presidente da empresa de Limpeza Urbana de Camaçari (Limpec) tentou, por cima, através do senador Angelo Coronel, a sua entrada com amplos poderes na legenda.


Container 2 Movimento terminou descartado pelo senador Otto Alencar, chefão do partido no estado. A Coluna apurou que o PSD de Camaçari só sai do comando do médico e ex-vereador Vital Sampaio se ele quiser abrir mão do posto.


Container 3 O ex-vereador pelo União e derrotado nas eleições de 2024, quando ficou na quinta suplência do seu ex-partido, com 1.242 votos, pode até entrar no PSD. Não assume cargo na executiva, muito menos terá certeza de legenda para disputar uma cadeira de deputado estadual no pleito de 2026.


Container 4 Esse é o segundo movimento de Borges desde o fracasso nas urnas do ano passado. Também tentou movimento parecido no PSB, onde até assinou ficha de filiação.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


15/setembro/2025 Fechamento: 17h50

 



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