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Números Mesmo com toda a crise econômica e sua potencialização com a pandemia, a receita 2022 de Camaçari será maior que a do ano passado. De acordo com dados divulgados pelo município, a previsão de gastos com a máquina pública para o próximo ano será de pouco mais de R$ 1,8 bilhão. Volume equivalente a R$ 150 milhões mensais, é 14,27% maior, portanto acima dos 10% de inflação estimados para este ano.


Trena Na lista dos ajustes, a pasta do desenvolvimento urbano meio ambiente (Sedur) terá o maior aumento. Com o crescimento de 62,31%, estrutura comandada pela doutora Andrea Montenegro salta dos R$ 19,2 milhões para R$ 31,3 milhões.


Bolada Outro aquinhoado com mais verbas em ano eleitoral é o amigo do alcaide e vereador licenciado do DEM/UB. Jorge Curvelo terá no próximo ano R$ 21,5 milhões, quase R$ 7 milhões a mais para  fazer gols na  pasta de esportes e juventude (Sejuv). Na comparação com este ano, valor representa um amento de 53%.


Abraço Lista dos ajustes também inclui a pasta do desenvolvimento social e cidadania. A Sedes, da doutora Reni Oliveira, outra importante aliada do alcaide, e do projeto 2022 da primeira-dama, também engorda sua cesta orçamentária. No próximo ano a Sedes  vai contar com um caixa de R$ 56,7 milhões,  R$ 16 milhões a mais, o que representa um salto de 40,34% na comparação com este ano.


Continência A campeã do orçamento foi a superintendência de trânsito e transportes. A STT comandada pelo coronel Alfredo Castro, ex-comandante geral da PM, saiu de R$ 1,4 milhão neste ano, para R$ 14 milhões em 2022, um aumento de 896,45%.


Lembrancinha Outra pasta que merece destaque nesse orçamento 2022 é a do turismo. A Setur, tão cantada em versos e prosas pelo alcaide, como responsável por um setor estratégico nessa nova ordem econômica do município, depois do ´bye bye` da Ford e da pandemia, vai ganhar uma injeção inferior a R$ 500 mil na sua receita 2022. Sai dos atuais R$ 2,1 milhões para R$ 2,6 milhões.


Arenoso No ranking das que perderam, a pasta da doutora Joselene Cardim, da infraestrutura (Seinfra), terá R$ 77 milhões a menos em 2022. Cai dos R$ 226,5 milhões deste ano para R$149,4 milhões em 2022.


Derrapagem Quem quase escorregou e caiu na lei que pune campanha eleitoral antecipada foi o alcaide Antonio Elinaldo. Durante a entrega do novo trevo de ligação Via Parafuso (BA-535)/Via Cascalheira (BA-531), na tarde de segunda-feira (22), o demista se empolgou. Inspirado, falou de ajuda, de reconhecimento, que Camaçari tem um deputado federal. Por pouco, não pediu voto aberto para o deputado federal e presidente estadual do seu partido, Paulo Azi.


Frigideira  Quem anda beirando a fritura é a doutora Arlene Rocha. Segundo apurou a Coluna, mesmo com desempenho considerado pouco satisfatório, a titular da pasta de serviços públicos (Sesp), enfrenta outra fonte de calor mais poderosa. Desentendimentos com um dos irmãos e o genrão do alcaide Elinaldo são as verdadeiras fontes de aquecimento desse óleo.


Espera O nome governista da base de Camaçari para a Assembleia Legislativa será definido por ACM Neto, mas precisará do respaldo de uma pesquisa que deve ser feita em janeiro. Enquanto a marreta não é batida, a primeira dama de Camaçari, Ivana Paula, segue firme, forte e com pré-campanha bem alimentada.


Exemplo A Câmara de Vereadores de Camaçari fez um gol com a bela campanha contra o racismo. Simples, direto e forte, vídeo sobre o Dia da Consciência Negra viralizou nas redes sociais. Sem custos e produzido pelos profissionais da assessoria de comunicação do Legislativo, post de 30 segundos teve a participação de funcionários da Casa e do vereador Ivandel Pires (Cidadania).


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


23/11/2021 Fechamento às 16h39


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Pantomima A prefeitura de Camaçari anuncia a retomada, nesta terça-feira (16), das obras de requalificação da praça da Matriz, em Vila de Abrantes.  Nascida sob o signo da polêmica, graças a baixa capacidade da gestão do alcaide Antonio Elinaldo (DEM/UB) de entender a importância do espaço como marco histórico da fundação do município, e uma das primeiras povoações do Brasil, obra retoma praticamente com o mesmo traçado.


Pantomima 2 Não foram suficientes os apelos de historiadores, pesquisadores, parte da imprensa, e de outros setores da sociedade que defendiam a mudança no projeto, como mostrou a Coluna em maio (Confira). A discretíssima, demorada e quase imperceptível interferência da OAB, e a ação, também com inexplicável ´delay` do Ministério Público (MP) ajudaram a engrossar esse caldo de descuido e descompromisso com a memória da cidade e com parte importante e ainda pouco conhecida da história do Brasil.


Pantomima 3 Nesse conjunto de atores, a Câmara de Vereadores de Camaçari, que deveria ser um agente de participação e até interferência para a correção de tamanho equívoco, preferiu um papel que não lhe pertence. Como se fosse espectador, abriu mão de um lugar que é seu por determinação constitucional. Afinal, o Legislativo é pago para agir em defesa da cidade.


Pantomima 4 Fecha essa encenação o CAF, estrutura internacional de apoio a obras e programas de desenvolvimento na América Latina. Sob o pretexto da pandemia seguiu distante e sem a devida fiscalização dos R$ 2,5 milhões que emprestou para a obra de requalificação da praça da Matriz.


Pantomima 5 Chama a atenção nesse festival de omissão o comportamento da secretária de cultura, a doutora Márcia Tude. A titular da Secult, apesar de coordenar o recente tombamento da Igreja do Espírito Santo, elemento principal e referência na histórica praça da Matriz, com seu traçado do século XVI, foi incapaz de propor mudanças no projeto (Confira).


Pantomima 6 Outra coadjuvante importante nesse filme de descuido com a memória de Camaçari é a doutora Andrea Montenegro. De sobrenome famoso na história da cidade, a titular da pasta do desenvolvimento urbano (Sedur) sequer se deu ao cuidado de ler a legislação municipal, o PDDU e suas implicações sobre importante sítio histórico, apesar da grita e do alerta feito em junho pelo Camaçarico (Confira).


Pantomima 7 Com o aval da Secult e da Sedur, a doutora Joselene Cardim, titular e todo-poderosa da pasta da infraestrutura (Seinfra) seguiu seu cronograma. Atropelou a proposta de criação de um memorial/marco da presença dos índios Tupinambás e dos jesuítas na formação desse novo aldeamento, um dos primeiros do então Brasil colonial.


Pantomima 8 Mas, a ausência de um olhar compromissado com o resgate do passado e sua importância para o futuro de Vila de Abrantes como polo turístico e de desenvolvimento sustentável, não conta apenas com o apoio do alcaide Elinaldo e seu trio de vereadores preocupados apenas com seus benefícios eleitorais paroquiais imediatos.


Pantomima 9 A tratorada da doutora Joselene também combustível no silêncio de quem se diz oposicionista e alardeia nas redes sociais preocupação com a cidade. Nessa conta entram os 4 distraídos antigovernistas e seu chefe, o ex-prefeito Luiz Caetano (PT), que sequer disparou uma flecha ou rezou um Pai Nosso em defesa de um projeto realmente conectado com a história da cidade que tanto diz amar, defender, etc, etc, etc.


Pantomima 10 Nem mesmo o movimento do Ministério Público, e a ação da OAB-Camaçari, que apesar de possuir assento no ConCidade, orgão colegiado da Sedur com função deliberativa, consultiva, fiscalizadora e normativa, conseguiram propor e garantir modificações significativas no projeto.


Pantomima 11 Esse quase nenhum avanço tem seu ato final com o termo de compromisso para ajustamento de conduta (TAC). Documento assinado no dia 27 de outubro, pelo promotor Luciano Pitta, do MP, e pelo alcaide Antonio Elinaldo, apenas define como modificações a retirada da cobertura do quiosque 4, e dos tetos da quadra poliesportiva e do anfiteatro. Pelo visto, está ´tudo como dantes no quartel de Abrantes`.


Mimo  Mesmo com 12 meses de distância das eleições de 2 de outubro de 2022, o alcaide de Camaçari, Antonio Elinaldo (DEM/UB), já aparece como como nome para vice na chapa de ACM Neto para governador. A sugestão é dos vereadores Junior Borges  (DEM/UB) e Geraldo Junior (MDB), presidente dos Legislativos de Camaçari e Salvador, respectivamente.


Mimo 2 Na lista dos que consideram o gestor de Camaçari um bom nome, aparece apenas aliado garantido, como o presidente do PSC, Heber Santana. Até quem não sabe se vai apoiar Neto, ou se adere ao nome do PT na disputa estadual do próximo ano, botou cereja no bolo de Elinaldo. O presidente do MDB e ex-deputado Lucio Vieira Lima disse ao jornal A Tarde que o partido ainda não definiu, mas sua condição de “observador do mundo político” reconhece que o nome de Elinaldo é uma boa sugestão.


Mimo 3 Quem está acostumado com o ´mundo político`, como diz o irmão do ex-ministro Geddel Vieira Lima, sabe que o movimento é precipitado e contraria o calendário das articulações. O vice de qualquer chapa em condições de vitória só sai nem meados do próximo ano, pouco antes das convenções de junho, depois de muita negociação e ajustes para garantir que esse nome agregue mais capital político à chapa. 


Champanhe  Quem anda radiante com a possibilidade de eleição do desembargador Nilson Soares Castelo Branco,  para  a presidência do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA),  é o petista Luiz Caetano.


Champanhe 2 O ex-alcaide de Camaçari e atual secretário de relações institucionais do governo do estado só tem a somar com essa eleição. Amigos desde os tempos em ele atuava em Camaçari, Caetano acompanhou e ajudou na trajetória de Castelo, até virar desembargador do TJ-BA por indicação do então governador Jaques Wagner (PT). Advogado de reconhecida competência, Castelo foi sócio do atual procurador-geral da República, Augusto Aras, num escritório de advocacia em Salvador. 


Champanhe 3 Estão na disputa com Castelo os desembargadores Carlos Roberto Santos Araújo, Cynthia Resende, Gardênia Duarte e Jefferson Alves de Assis. Eleição com o voto dos 62 membros do colegiado acontece nesta quarta-feira (17).


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


16/11/2021 Fechamento às 16h


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Relógio Enquanto o grupo do ex-alcaide e atual secretário de relações institucionais do estado, Luiz Caetano (PT), avança com sua campanha de convencimento, apresentando seu time de candidatos a deputado estadual, a base do opositor, o atual gestor de Camaçari, Antonio Elinaldo (DEM/UB) segue em ´modo avião`e elenco indefinido.


Relógio 2 Um dos indicativos que atestam essa desarrumação é justamente a indefinição sobre quem vai para a disputa pelo grupo. Na lista de Caetano e aliados, aparecem o deputado e candidato à reeleição Bira Coroa (PT), o companheiro de leganda, vereador Dentinho do Sindicato, e Fábio Lima (PP). Já na base de Elinaldo aparecem o ex-alcaide e atual secretário de administração, Helder Almeida (DEM/UB), e a primeira-dama Ivana Paula.


Relógio 3 Diferente da esposa do prefeito, que nada fala sobre seu projeto político 2022, postulação de Helder Almeida, que deveria ganhar gás com a desistência do companheiro de legenda, o vereador e presidente do Legislativo, Junior Borges, termina exibindo sinais contrários, quando deveria estar ampliando sua conexão com o eleitor e as bases.


Relógio 4 Fontes governistas ouvidas pela Coluna se mostram preocupadas com a demora da definição desse nome. Não conseguem fazer outra leitura para esse atraso, que não tenha raiz no movimento de definição de dona Ivana como o nome do grupo e do alcaide na disputa para uma das 63 cadeiras do Legislativo Estadual.


Relógio 5 A cautela de Helder Almeida, diante desse cenário, não se confirma apenas nas conversas com figuras do seu grupo de apoiadores. Também se materializa nas redes sociais. Desde o começo de outubro que o ex-gestor não posta registros dos encontros com lideranças, que passou a promover às segundas-feiras no escritório de Salvador do presidente estadual de legenda, o deputado federal Paulo Azi.


Relógio 6 Mesmo com os vários ´Nãos` do alcaide Elinaldo, movimentação considerada atípica para uma primeira-dama sem pretensão política reforça esse caminho. Segundo fontes da Coluna, a candidatura já conta com o apoio dos secretários Jorge Curvelo, vereador licenciado e atual titular da pasta de esportes (Sejuv); Reni Oliveira, comandante da poderosa Sedes com sua estrutura de auxílios, cestas básicas e outros benefícios. Lista avança com Arlene Rocha, titular da pasta de serviços públicos (Sesp); Andrea Montenegro, da secretaria de desenvolvimento urbano (Sedur); Antonio Falcão, da agricultura e pesca (Sedap); e o coronel Alfredo Castro, do sistema de trânsito e transportes do município (STT). Conta ganha reforço com os ´Sins`, de parte dos núcleos familiares do alcaide e da primeira-dama.


Etiqueta  A presença do alcaide de Camaçari, Antonio Elinaldo (DEM/UB), no ato de sagração do bispo  Dom Dirceu de Oliveira Medeiros, dia 4 de dezembro, na Catedral de São João Del-Rei, em Minas, é o gesto mínimo que se pode esperar do prefeito do município. Escolhido pelo Papa Francisco para comandar a Diocese de Camaçari, Dom Dirceu vai coordenar um conjunto de igrejas e paróquias de 7 municípios.


Etiqueta 2 Do lado da Arquidiocese, grupo de religiosos e fiéis prepara um ato, de preferência no mesmo dia e horário, na catedral de Camaçari, graças ao milagre da internet, para saudar o novo bispo. Posse do religioso de 48 anos está marcada para o dia 19 de fevereiro de 2022, numa grande festa na Catedral de São Thomaz. Dom Dirceu substitui Dom Petrini.


Sujismunda  Conhecida pela barulheira, Camaçari ganha reforço com a desordem e falta de controle da poluição visual. Em especial no coração da cidade, postes e paredes viram base para anúncios publicitários de todos os gostos e necessidades. A Lei existe. Só falta a titular da secretaria de serviços públicos (Sesp), a doutora Arlene Rocha, fazer valer o Código de Polícia Administrativa. 


Empoçado Com menos de dois meses de inaugurado, o Horto Florestal de Camaçari já suspende visitação para ajustes na sua estrutura de escoamento de águas. Com a chuvarada do final de semana, equipamento que teve reforma beirando os R$ 8 milhões, alagou e precisou ser interditado. 


Artigo 216 As mulheres da secretaria de desenvolvimento econômico (Sedec) andam assustadas. O motivo, que muitos imaginam ser coisa do passado, é o criminoso e condenável assédio sexual. Segundo denúncias, servidor machão vai além dos olhares e comentários desrespeitosos. Usa até as redes sociais para fazer seus pedidos desrespeitosos, facilmente enquadrados no Código Penal.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


9/11/2021 Fechamento às 16h42


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Habemus bispo A nomeação de Dom Dirceu de Oliveira Medeiros tem criado uma grande expectativa de novos caminhos para a Diocese de Camaçari. O religioso de 48 anos é a aposta de setores mais progressistas das igrejas das 7 cidades (Camaçari, Dias D`Ávila, Madre de Deus, São Francisco do Conde, São Sebastião do Passé, Simões Filho e Terra Nova), que formam a Diocese.   


Habemus bispo 2 Pesam nesse entendimento a proximidade do atual subsecretário adjunto Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), com Dom Walmor Oliveira de Azevedo, Arcebispo de Belo Horizonte e presidente da CNBB.  Acreditam que a indicação é um sinal de desejo de fortalecimento da política de aproximação da Igreja com o povo, como preconiza o papa Francisco.


Habemus bispo 3 Dom Dirceu será promovido a bispo no próximo 4 de dezembro, na Catedral de São João Del-Rei. Na Bahia, a data tem forte simbologia com missas, procissão e caruru, em louvor a Santa Bárbara, a Iansã nas religiões de matriz africana.


 Habemus bispo  4 O ato de posse em Camaçari está marcado para o dia 19 de fevereiro de 2022, quando a Diocese completa 11 anos de instalação. Expectativa é de que Dom Dirceu visite Camaçari e demais cidades da Diocese que irá comandar, já em dezembro. Apesar da nomeação de Dom Dirceu,  Dom João Carlos Petrini segue com a função de administrador diocesano, até a chegada definitiva do novo bispo. Mudança foi informada pela Coluna no começo do ano (Confira). Também foi o Camaçari Agora o primeiro a informar a nomeação do substituto de Dom Petrini (Confira).


Aposta  O presidente do sindicato dos metalúrgicos de Camaçari, Júlio Bonfim, é o nome do PCdoB de Camaçari para a disputa de uma das 63 vagas na Assembleia Legislativa da Bahia, nas eleições de 2022. Partido aposta que o metalúrgico, diferente de outros postulantes, tem um projeto coletivo consistente e capaz de fortalecer o debate, e ajudar a buscar e apresentar caminhos para o futuro do polo industrial de Camaçari, e suas consequências na economia da região e de todo estado. Bonfim foi o responsável pela condução da luta da categoria, em especial dos trabalhadores da Ford.


Aposta 2 Nas últimas eleições o PCdoB, que elegeu 5 estaduais, acredita que a base de trabalhadores de  Camaçari dará uma significativa contribuição para a eleição de Bonfim. Nas estaduais de 2018, o ex-vereador Binho do 2 de Julho somou em Camaçari pouco mais de 5 mil votos como candidato local do partido à Assembleia Legislativa. Mesmo com um apelo maior de Bonfim, partido evita falar em números. Admite que a eleição de deputado pela legenda deve exigir um mínimo de cerca de 50 mil votos.  


Calibre Depois do recorde de setembro, com o mais alto número de assassinatos no mês/referência, nos últimos 4 anos, outubro deste ano também aparece com soma preocupante de crimes violentos. De acordo com números divulgados pela secretaria de segurança pública do estado (SSP-BA), o 10º mês do ano fechou com 22 assassinatos, quase 3 vezes o número do ano passado, com 8 mortes violentas. Outubro deste ano só não foi maior que o mesmo mês de 2019 (23 assassinatos).


Calibre 2 Na comparação dos 10 primeiros meses do ano, a partir de 2018, o ano de 2021 soma 183 registros, contra 167 (2020), 156 (2019), e 149 (2018). Número até outubro deste ano já é maior que todo o ano de 2018 (173 assassinatos). Se a aproxima dos dois últimos anos (2019/2020), que somaram, cada um, 198 mortes violentas em 12 meses.


Mistério Um mês depois de liberado ao tráfego, o conjunto de viadutos da Via Parafuso (BA-535), conhecido como Viaduto do Trabalhador, já sofre interdição para a “implantação das juntas de dilatação”. Sem explicações detalhadas e necessárias, por se tratar de obra pública, de alto custo, e de grande importância viária, serviço complementar acende a luz amarela.


Mistério 2 Segundo técnicos ouvidos pela Coluna, serviço deveria ter sido realizado antes do equipamento ser entregue ao público. A dúvida é saber se não fizeram o que deveria, durante a construção da estrutura do viaduto. Ou, fizeram errado e o serviço precisou ser corrigido.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


3/11/2021 Fechamento às 17h12


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Olhar Apesar dos altos índices de pobreza, desemprego, violência e outros números que mostram uma Camaçari desigual e longe do ideal, município aparece na posição número 27 entre os melhores do país em desempenho fiscal, e no 1º lugar do estado. A pontuação, naturalmente festejada pela gestão municipal, tem como base a pesquisa anual da federação das indústrias do Rio de Janeiro (FIRJAN).


Olhar 2 Pelos números frios do Índice FIRJAN de desenvolvimento municipal (IFDM), que segundo o site da própria entidade, “acompanha anualmente o desenvolvimento socioeconômico de todos os mais de 5 mil municípios brasileiros em três áreas de atuação: Emprego & renda, Educação e Saúde”, Camaçari exibiu no ano passado um desempenho "excelente" (pontuação é superior 0,8) nos quesitos autonomia, investimentos, gastos com pessoal e liquidez.


Olhar 3 Infelizmente, o resultado exibido nesses números saudáveis, sob o ponto de vista contábil, não encontra respaldo na conta do dia a dia da cidade, da gestão, e seus reflexos no cumprimento, fortalecimento e ampliação das políticas públicas. Mais uma vez, o real segue longe do ideal e possível numa Camaçari que poderia ser diferente.  


Sinais Mesmo negando sua candidatura a deputada estadual, a primeira-dama de Camaçari se movimenta como tal. Viajando pela Bahia e atuando de forma cada vez mais intensa no movimento de interação com as comunidades do município, Ivana Paula cumpriu mais uma agenda que vai além de acompanhar o marido, o alcaide Antonio Elinaldo (DEM/UB). Levou um time de mulheres para fortalecer o encontro “Move Mulher”, com o correligionário e candidato a governador, ACM Neto, na noite de segunda-feira (25), em Salvador.


Sinais 2 O prosseguimento da estratégia de exposição, ainda que sob o manto da presença feminina e reforço de D. Ivana apenas como cabo eleitoral nas eleições de outubro de 2022, não dá para descartar a postulação como opção do alcaide. Elinaldo nega, mas política é a arte de verbalizar um não para consolidar um sim, ou vice-versa.


Sinais 3 Segundo aliados e defensores do nome da primeira-dama, ouvidos pela Coluna, além de  quebrar as arestas no grupo cheio de caciques, ampliando assim o potencial  de votos da sua candidatura na cidade, que passaria  a ser  uma unanimidade, a eleição da esposa para a Assembleia Legislativa tem outro ponto crucial. Mantém de forma efetiva e sem riscos de terceirização, a liderança de Elinaldo, construída com 2 mandatos de vereador e consolidada com mais 8 anos, até 2024, no comando da prefeitura de Camaçari.


Sinais 4 Sem condições de reeleição e com uma conjuntura federal/estadual que não se mostra tão tranquila, com o crescimento do ex-presidente Lula (PT) e seus reflexos no  mapa estadual, garantir um espaço para chamar de seu no tabuleiro da política, com a eleição da esposa, não deixa de ser uma alternativa tentadora. 


Oxigênio O ex-vereador Jackson Josué será o novo presidente do diretório municipal do Podemos. Candidato a deputado federal, Jackson acredita que a sua experiência como ex-presidente do PT de Camaçari vai ajudar a fortalecer a legenda e ampliar a presença do Podemos nos movimentos populares. Jackson substitui Maurício Bacelar, atual secretário de turismo do estado e irmão do deputado federal João Carlos Bacelar, presidente estadual e um dos chefões da legenda.


Clube A eleição para a presidência da OAB-Camaçari (Ordem dos Advogados do Brasil) segue o modelo estadual e também terá mulheres na disputa. As advogadas Luciene Silveira e Milena Sinaldi, apoiadas pelo atual presidente da entidade, Paulo Carneiro, já oficializaram chapa.


Clube 2 Disputa do dia 24 de novembro não será exclusiva das luluzinhas. A outra chapa na disputa  terá os advogados Domingos Requião na presidência, com Andrea Gama fazendo o contraponto na vice.


Clube 3  Segundo apurou a Coluna, uma terceira chapa pode aparecer para disputar os cerca de 300 votos dos advogados habilitados. Como não poderia deixar de ser, a disputa pelo comando da OAB pode ganhar novos eleitores graças ao chamado tapetão. Liminar em vigor assegura o direito de voto aos inadimplentes. Se a medida se confirmar, só em Camaçari o universo eleitoral mais que dobra.  


História  Depois da medalha Desembargador Montenegro, o professor e historiador Diego Copque, responsável pela pesquisa que conta história de Camaçari e reposiciona a importância do município e da região no mapa histórico da Bahia, desde meados do século XVI, recebe outro importante reconhecimento da cidade que escolheu para viver. Por indicação do vereador Vavau (PSB), o autor do livro “Do Joanes ao Jacuípe – Uma história de muitas querelas, tensões e disputas locais”, recebe o título de Cidadão Camaçariense.


Facilita O Clube de Dirigentes Lojistas de Camaçari volta a ter posto de atendimento na orla. A nova unidade do CDL, que já funcionou na antiga prefeitura da orla, em Abrantes, agora se instala em Arembepe. Estrutura garante consulta SPC/Serasa,  certificado digital, atualização de score, SPC Avisa, Alerta Cidadão, entre outros serviços.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


26/10/2021 Fechamento às 15h02


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Decoro A Câmara de Vereadores de Camaçari precisa instalar com urgência sua comissão de ética. Criada na gestão do presidente Oziel Araújo (2019/2020), colegiado precisa sair do papel e agir para acabar com o ringue em que se transformou o Legislativo, com o uso, no plenário da Câmara, de expressões incompatíveis com um representante do povo no exercício do mandato.


Decoro 2 Nas redes sociais e até na imprensa, expressões como “vagabundo”, “moleque” , “mau-caráter” e outras impublicáveis, viraram verbete no pobre dicionário dos vereadores de Camaçari.


Decoro 3 Comportamento, transmitido para toda cidade pela TV Câmara e redes sociais deixa dúvidas sobre o compromisso com a função parlamentar. Mau exemplo exige ação do presidente Júnior Borges (DEM/UB), para que a Casa do Povo não perca um das suas funções, que é a de debater com grandeza e equilíbrio as questões da cidade.


Olhar O prêmio ´Mestras e Mestres da Cultura de Camaçari` chega a sua segunda edição menor e sem avançar na construção de um projeto de reconhecimento e preservação da história e do legado dos próprios homenageados. Ao premiar com uma ajuda de R$ 7 mil brutos, e sem nenhuma contrapartida, como a realização de oficinas, palestras, ou qualquer outra forma de transmissão de seus conhecimentos, a secretaria de cultura de Camaçari (Secult) apequena o papel desses mestres e mestras.


Olhar 2 Ao persistir na tese de que o prêmio em dinheiro é suficiente como reconhecimento, a Secult impede que esses homens e mulheres multipliquem, compartilhem e preservarem seus saberes e fazeres com as novas gerações.


Olhar 3 Além de persistir no equívoco, quando deveria ampliar a ideia com o fortalecimento desse legado, mesmo que implicasse em mais custos, a Secult lança a segunda premiação ainda menor que a primeira edição. Os atuais R$ 140 mil brutos, oriundos do Fundo de Cultura, irão contemplar 20 mestres e mestras residentes de Camaçari. Comparada com a primeira edição, premiação representa redução em 10 agraciados. Na edição de 2019, 30 mestre e mestras, 15 da capoeira e número igual de representantes de terreiros de candomble, receberam R$ 10 mil em dinheiro, que depois dos descontos dos impostos ficou em R$ 8 mil.


Miudeza  Continua sem destino adequado a área da antiga Cesta do Povo, na Feira de Camaçari. A utilização dos cerca de 300 metros quadrados para a instalação de um moderno e higiênico setor de alimentos resfriados, como carnes e mariscos, apontada como solução, mais recentemente por parlamentares da própria base do alcaide Elinaldo, vem sendo cobrada pelo Camaçarico desde 2018 (Confira).


Miudeza 2 Três anos depois e sem um projeto de definição do mix do espaço e seu aproveitamento racional, indispensável para melhorar a imagem de descuido do maior centro popular de compras da cidade, a prefeitura segue a velha regra da política do varejo. Entrega metade da privilegiada área, que deveria receber destinação compatível, para a instalação de mais uma loja.


Muro Continua longe do real o desejo do alcaide Antonio Elinaldo (DEM/UB) de trazer para sua órbita uma parte dos quadros do PSB. As tentativas cooptação vão além da legenda, com sinalizações antigas, e sempre renovadas, de composição com outros oposicionistas de qualificação reconhecida por todas as correntes políticas de Camaçari. Mesmo insatisfeitas com a produção oposicionista e subaproveitadas na trincheira antigovernista, dizem que preferem ficar onde estão.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


19/10/2021 Fechamento às 17h


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Regulação  Depois de várias notas distribuídas para a imprensa, defendendo a redefinição de alguns projetos já aprovados pela Corporação Andina de Fomento (CAF) para que parte do dinheiro  emprestado a Camaçari fosse usado na construção do hospital municipal, o alcaide Antonio Elinaldo (Democratas) recuou.


Regulação 2 Calejado com os atropelos de cronogramas da sua secretaria de infraestrutura, com destaque para apenas dois exemplos: a avenida Jorge Amado, e a duplicação do Viaduto do Trabalhador, o alcaide constatou que não conseguiria realizar a obra até 2024, quando conclui seu 2º mandato. Dificuldade parece que vai além da capacidade de execução e prazo da Seinfra. Projeto ou qualquer referência ao hospital sequer aparece no site da CAF.


Regulação 3 Segundo apurou a Coluna, construção do hospital, que chegou a ser festejada como outro marco da gestão, estava orçada em cerca de R$ 70 milhões. Esses recursos, equivalentes a cerca de 12 milhões de dólares, seriam remanejados com o sepultamento de outros projetos previstos incialmente no pacote “Cidades com Futuro” que tem financiamento total de R$ 430 milhões, algo em torno de US$ 80 milhões na atual cotação da moeda americana.


Mistério E o museu de Camaçari, projeto que a prefeitura, através da sua secretaria de cultura (Secult) anuncia desde 2019, segue imprevisível e cheio de baús. O que parecia ser mais demorada, a reforma da estrutura física da antiga estação de trens, espaço onde vai abrigar o acervo, já foi concluída. Segundo a prefeitura, obra custou pouco mais de R$ 600 mil.


Mistério 2 Diferente do que se imagina, e deve ser, não se tem notícia de quando será inaugurado, qual a sua concepção, quais as peças comporão o acervo desse novo equipamento, muito menos os custos dessa etapa final.


Sem pauta A realização da 9ª conferência municipal de saúde, no novo horto florestal, não atendeu apenas a necessidade de midiatizar o espaço recém-inaugurado, depois de quase 2 anos fechado. O uso do equipamento para o debate sem relação com a questão ambiental e toda a sua transversalidade, foi por pura falta de espaço público para realizar o encontro de forma segura e dentro dos protocolos ditados pelos novos tempos da pandemia.


Sem pauta 2 Com o Alberto Martins (TAM) sediando eventos da cultura, só restou o Teatro Cidade do Saber (TCS). Já funcionando de forma precária, antes mesmo da pandemia, o TCS, um dos maiores da Bahia, festejado como orgulho de Camaçari, segue fechado desde o começo de 2020 e carente de uma reforma total.


Sem pauta 3 Como já mostrou a Coluna em várias postagens (Confira), o TCS vem enfrentando problemas de manutenção desde o governo Ademar Delgado, antecessor do alcaide Antonio Elinaldo (Democratas), reeleito no ano passado. Espaço com quase 570 lugares, inaugurado em 2007, se deteriora e deixa Camaçari fora do circuito cultural dos grandes eventos.


Sem pauta 4 Com problemas no ar condicionado, na rede elétrica e precariedade no sistema de segurança contra incêndio, o Teatro Cidade do Saber agoniza. Situação é tão grave, que recentemente foi realizada uma ´gambiarra` no sistema de refrigeração do foyer do teatro para garantir a realização de eventos na caixa de vidro e entrada do TCS.


Palco e Lousa A relação do professor com o teatro e a importância das técnicas usadas pelos atores no palco, para a potencialização do desempenho do mestre em sala de aula. Essa é a proposta da oficina de teatro para professores, que o diretor de teatro Daniel Dali realiza nesta quinta-feira (14), das 15h às 18h, no Teatro Alberto Martins.


Palco e Lousa 2 O projeto, financiado pela Lei Aldir Blanc, através de edital do município, é gratuito e não tem restrição de idade. Maiores informações com o próprio Daniel Dali, pelo telefone/WhatsApp 9 8163-3098. Inscrição pelo link: https://forms.gle/YiVUtJHp9ePADVta9


Poderosas Depois de 18 anos integrando o cast da Líder FM (96.5), a comunicadora Valdirene Oliveira aposta em novo projeto com o site Nossa Hora. Mas, o microfone da emissora do Alto da Cruz não saiu do comando das mulheres. A missão de segurar a liderança da audiência no horário das 6h às 9h agora é da radialista Priscila Rios. A jovem comunicadora não está sozinha. No apoio, aparando as pontas, e reforçando o alto astral, com sua capacidade de improvisação e bom humor, a inconfundível e carismática Matilde, ´a boa`.


Caminhos “Pensando Camaçari e seus espaços” foi o tema do debate que reuniu lideranças empresariais, religiosas e representantes de vários segmentos, segunda-feira (11), na sede do município. Encontro, que promete ser o primeiro de uma série, foi liderado por Sineide Lopes, suplente de vereadora pelo PDT e ex-coordenadora do programa municipal de economia solidária.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


13/10/2021 Fechamento às 14h


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Agenda A imagem da Câmara de Vereadores de Camaçari, que já não é das melhores, ganhou mais um empurrãozinho para baixo com o anúncio da aquisição de novos veículos para atender aos 21 representantes do povo. Mesmo legal, contrato anual de pouco mais de R$ 1,3 milhão para aluguel da nova frota, sinaliza que algo precisa ser feito.


Agenda 2 Numa Camaçari castigada pelo desemprego ampliado pela pandemia, e agora reforçado com o fechamento da Ford e todo o seu sistema de empresas interligadas ao seu processo produtivo, imagem dos veículos expostos no pátio do Legislativo não ajuda em nada. Só amplia a sensação de abandono e impotência da população, que sequer dispõe de um sistema de transporte por ônibus.


Agenda 3 Sem uma presença mais decisiva e aquém das suas obrigações, Legislativo termina como coautor ao legitimar a omissão e a ineficácia da gestão do alcaide Antonio Elinaldo (Democratas), incapaz de promover uma licitação para o transporte público, esperada desde seu antecessor, em 2013.


Agenda 4 A frota, com imagens viralizadas nas redes sociais, atropela milhares de trabalhadores e estudantes empurrados para uma rede alternativa de mobilidade cara, insegura e incompatível com o perfil de uma cidade sede de um dos maiores complexos industriais da América Latina. Os carros zerinho são apenas uma parte desse histórico de benefícios que se costumou classificar como normal, já que é praticado em todas as Casas Legislativas do Brasil. Em Camaçari, esse conforto do carro se soma aos R$ 1.750 de cota mensal de combustível, valor capaz de assegurar cerca de 300 litros de gasolina e uma autonomia de 3 mil quilômetros.


Agenda 5 Benesses, que seguramente poderiam ser ajustadas como contribuição do Legislativo para esse momento de crise, se somam aos R$ 2,6 mil mensais de tíquete refeição para os vereadores, apesar do salário de pouco mais de 11 mil. Completa essa lista, a cota para contratação de assessores que ultrapassa os R$ 70 mil mensais.    


Agenda 6 Rever esses valores, abrir o debate amplo entre os pares, que precisam entender a necessidade de perder alguns anéis, para não seguirem desgastados e serem amputados nas próximas eleições, é função do presidente da Casa. Candidato declarado a uma das 63 vagas da Assembleia Legislativa, em 2022, o vereador Junior Borges (Democratas) vai precisar fortalecer esse discurso de legislador conectado com essa nova sociedade pós-pandemia, se quiser se apresentar com credenciais para um projeto de mudanças que a população exige e quer dos seus representantes.


Porta aberta  Os números da violência em Camaçari seguem em alta e voltam a mobilizar, ainda que de burocrática, autoridades em busca de respostas e soluções. O Comitê Institucional de Segurança Pública de Camaçari voltou a se reunir na última semana de setembro. Dessa vez, o Cisp, que já soma mais de duas dezenas de reuniões, desde a sua criação em 2015, discutiu a reativação do conselho municipal de segurança pública, o fortalecimento da ronda Maria da Penha e a necessidade de criação do centro intregrado da infância.


Porta aberta 2 Enquanto o colegiado, formado por estruturas como a PM, Polícia Civil, secretarias de educação e turismo de Camaçari, Uneb e entidades religiosas e da sociedade civil do município, os números de assassinatos em Camaçari só fazem crescer.


Porta aberta 3 Levantamento da Coluna, com base nos números fornecidos pela secretaria de segurança pública do estado (SSP-BA) mostram que setembro já bate recorde de assassinatos dos últimos 4 anos. Mês fechou com 18 assassinatos, 7 mais que no mesmo período do ano passado, e 5 a mais que os setembros de 2019 e 2018. Os 161 registros de mortes violentas entre janeiro e setembro 2021 também supera o mesmo período nos 3 anos anteriores.


Olha a grama!  Sem um projeto completo de uso interdisciplinar e consequente ausência de equipamentos multimídia para reforçar sua importância como espaço de lazer e educação ambiental, o horto de Camaçari vai ganhando novas utilidades. Com custo de requalificação que beirou os R$ 8 milhões, espaço inaugurado semana passada, abre  sua sobra para debater “A defesa do Sistema Único de Saúde para além da pandemia – SUS para todos”.


Olha a grama! 2 Espaço sedia amanhã (6) e quinta-feira (7), a 9ª conferência municipal de saúde. Seguramente, os cerca de 100 participantes, entre delegados, técnicos e representantes do conselho municipal de saúde estariam mais bem acomodados num dos teatros da cidade: o localizado no complexo Cidade do Saber (TCS), ou o Alberto Martins (TAM).


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


5/10/2021 Fechamento às 14h40


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Sintomas O encontro do candidato ao governo da Bahia em 2022, ACM Neto, com lideranças de Camaçari, na noite de segunda-feira (27) foi muito mais que uma demonstração de força política do grupo do aliado e correligionário partidário, o alcaide do município, Antonio Elinaldo.


Sintomas 2 Ao organizar e comandar ato que reuniu cerca de 2,5 mil pessoas no Clube Arsenal, sede do município, para ouvir as propostas e experiências do ex-gestor de Salvador e presidente nacional do Democratas, Elinaldo também mostrou que a política tem regras próprias e segue suas conveniências.


Sintomas 3 Ato não passou de um convite à população para que desrespeite o decreto estadual, seguido pelo município, que proíbe a realização e eventos com mais de 1.100 pessoas. Mesmo sendo um espaço fechado, portanto passível de aplicação das regras de controle de público, o alcaide preferiu o atropelo, com a inauguração, sem base científica, da flexibilização das regras de controle e cuidados para conter o avanço da pandemia da Covid-19.


Sintomas 4 O alcaide Elinaldo perdeu a oportunidade de experimentar uma solução diferenciada de flexibilização para esse tipo de evento, com espaços delimitados e uma nova modelagem de fazer política na pandemia, e no pós-covid que deve marcar as eleições de 2022.


Sintomas 5 Preferiu o caminho mais fácil, ao permitir que o espaço se transformasse numa verdadeira festa nos mesmos moldes das realizadas antes da pandemia, com venda de churrasquinho, bebidas alcoólicas, e muita interação, agora conhecida como aglomeração. Movimento sem planejamento e preocupado apenas com a  força da política, que não pode ser  atribuído exclusivamente a auxiliares, só arranha a sua capacidade de exibir equilíbrio na condução das coisas da cidade.


Sintomas 6 Num momento em que o município registra um caso da variante Delta e não se sabe qual o tamanho das implicações desse vetor, patrocinar ato político sem medidas é um tiro no pé. Resvala até na imagem do convidado e aliado ACM Neto, gestor da capital até dezembro e tido como um dos mais eficientes no combate à pandemia da Covid-19.


Sintomas 7 A expectativa, agora, é que o mau exemplo do alcaide Elinaldo não seja copiado pelos seus adversários, também acostumados com o ´tudo pela política`. Imagine se o ex-alcaide Luiz Caetano (PT) resolver mostrar força com atos do mesmo tamanho.


Abre-alas A primeira-dama de Camaçari, Ivana Paula, segue firme com sua candidatura a deputada estadual. A vontade, ainda que não assumida pelo alcaide e esposo, Antonio Elinaldo (Democratas), e por seus assessores diretos, foi reforçada, dessa vez de forma ostensiva, durante o encontro de ACM Neto com lideranças do município.


Abre-alas 2 Puxada por uma animada banda de timbales, como num passe de mágica, um grupo com cerca de 70 pessoas, formado na sua maioria por mulheres, marcou presença no ato político, realizado na noite de segunda-feira (27), no clube Arsenal, sede do município.


Abre-alas 3 Usando camisetas amarelas e portando cartazes da mesma cor, com os dizeres “A DAMA É BARRIL” e “É A DAMA”, grupo quebrou a lógica do encontro, até então ensaiado e planejado para o reforço das lideranças tradicionais postadas no jogo dos governistas para a disputa para a Assembleia Legislativa. O resultado foi uma manifestação que surpreendeu a plateia e assustou o atual presidente do Legislativo, vereador Junior Borges, e o ex-alcaide e atual secretário de administração, Helder Almeida, nomes na disputa pela indicação como o oficial da base.


Prontidão Por falar em nomes, tem quem aposte que outro ex-alcaide, o atual vice-prefeito José Tude, também do Democratas, pode entrar nesse jogo como via alternativa. Fonte da Coluna diz que recente pesquisa interna mostra Tude com pontuação muito acima dos demais postulantes. Perguntado por esse editor, sobre sua disposição, Tude disse apenas que é um soldado no projeto. Econômico, não detalhou se dorme ´fardado e pronto` para o embate, qualquer que seja ele. 


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


28/9/2021 Fechamento às 15h41


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Presença  Acostumado com a generosidade do município, que sempre amplia a folga com ponto facultativo, o servidor de Camaçari vai ficar sem o feriadão do aniversário da cidade. Decisão do alcaide Antonio Elinaldo (Democratas) de suspender o ponto facultativo de segunda-feira, véspera do feriado municipal de 28 de Setembro, data da emancipação de Camaçari, foi muito além dos reclames do comércio, como informou a prefeitura em nota.


Presença 2 O motivo para a manutenção do expediente na segunda-feira (27) só tem uma explicação. Com a prefeitura fechada entre a tarde de sexta-feira (24) e a manhã de quarta-feira (29), parte significativa da plateia dos chapas-brancas não reforçaria o quórum do encontro com o ex-alcaide de Salvador, presidente nacional do Democratas e candidato ao governo do estado, ACM Neto.


Presença 3 Segundo apurou a Coluna, a agenda de Neto em Camaçari, que não terá caruru de Cosme e Damião, começa no final da tarde de segunda-feira (27), com visita ao horto de Camaçari. Inaguração do espaço, inicialmente prevista para sexta-feira (24), mudou justamente para se ajustar à agenda de Neto. O encontro com o nome oposicionista na disputa pelo Palácio de Ondina, e aliado de Elinaldo, será a poucos metros do Horto, do outro lado da rua, no clube Arsenal. O papo de Neto com lideranças e apoiadores está previsto para começar por volta das 18h, justamente para evitar o conflito com o expediente na prefeitura.


História Camaçari dá mais um importante passo no reconhecimento da sua data de fundação no século XVI, portanto 200 anos antes da atual comemoração oficial. Projeto de Lei da vereadora Fafá de Senhorinho (Democratas) busca resgatar o 29 de maio de 1558, data que poucos conheciam. Reposicionamento só agora ganha luzes graças à pesquisa, depois transformada em livro do professor e historiador Diego Copque.   


História 2 Estudo detalhado no recém lançado livro “Do Joanes ao Jacuípe, uma História de muitas querelas, tensões e disputas locais” comprova através de documentos que o município surgiu oficialmente a partir do aldeamento do Espírito Santo, fundado pelos jesuítas, justamente na área onde está a praça da Matriz, em Vila de Abrantes. O 28 de Setembro de 1758, que se costuma chamar de aniversário da cidade, na verdade é a data de emancipação política de Camaçari.


Desequilíbrio Depois do batismo com o nome do pai do alcaide Antonio Elinaldo (Democratas), horto de Camaçari ganha nova proposta de  compartilhamento sem nenhuma relação com a história e a função da reserva ambiental localizada no coração da sede do município. De acordo com postagem feita nas redes sociais pelo gestor municipal, o Horto Florestal Linaldo Silva pode sediar a unidade do Sebrae no município. A sugestão foi apresentada ao diretor-superintendente do órgão na Bahia, o ex-deputado Jorge Khoury.


Desequilíbrio 2 Local de lazer, contemplação, conhecimento, debate e multiplicação da agenda ambiental e temas correlatos, o horto é totalmente incompatível com uma estrutura, que hoje funciona de forma eficaz e totalmente identificada na Casa do Trabalho. Transferir o Sebrae, que tem como princípio o estímulo à geração de emprego e renda através das atividades empresariais no micro e pequeno empresariado, seguramente não é um enxerto compatível.


Desequilíbrio 3 O competente doutor Khoury, que foi secretário estadual de várias pastas, inclusive do meio ambiente e recursos hídricos, no segundo governo Paulo Souto, sabe que a movimentação da burocracia provocada pela presença do Sebrae no espaço só vai contribuir para misturar o que deve e precisa ficar separado. Buscar parcerias compatíveis, inclusive para ajudar a pagar a conta  de manutenção do equipamento, é o caminho para fortalecer e mostrar que a ocupação do espaço tem um projeto.


Quiosquelândia Arembepe ganha novo empreendimento de grife na área da gastronomia baiana. Familiares da famosa baiana Cira de Itapuã aprontam ´super tabuleiro` na entrada da localidade da orla de Camaçari. Segundo fontes da Coluna, o ponto onde está sendo montado o equipamento, não foge à regra. Mais um localizado em área pública.  


Minoria A presidente do Conselho Municipal de meio ambiente de Camaçari (COMAM), manda esclarecimentos à Coluna sobre sua fala durante a sessão que discutiu a instalação do Parque das Dunas de Abrantes, sexta-feira (17) na Câmara de Vereadores. Segundo Ana Maria Mandim, “não houve intenção de ofender os brios e a honorabilidade da PM baiana”. A ambientalista esclarece que a Polícia Militar foi chamada de “corrupta”, quando a oradora se referia a um grupo de PMs que agia de forma aberta cobrando “propina” de “caçambeiros ladrões de areia”.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


21/9/2021 Fechamento às 17h


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Anzóis O afastamento do promotor Everardo Yunes, alvo da “Operação Kauterion”, deflagrada terça-feira, 14 (Confira), pode ter desdobramentos e atingir mais peixes de vários tamanhos e espécies. Acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, junto com sua esposa, a advogada Fernanda Manhente, o agora ex-chefe da promotoria de justiça do MP de Camaçari exibia uma movimentação financeira considerada atípica.


Anzóis 2  Segundo relatório das investigações conduzidas pelo Ministério Público Estadual (MPE-BA), entre 2015 e fevereiro do ano passado foram registradas movimentações financeiras que beiram meio milhão de reais em mais de 55 transações bancárias nas contas dos acusados. Ainda segundo esses mesmos documentos, os valores foram creditados por empresas do ramo imobiliário da região de Camaçari, justamente nos períodos em que termos de ajustamento de conduta (TACs), conhecidos como acordos de compensação quando o empresário descumpre a legislação ambiental ou urbanística, foram efetuados com essas empresas.


Compromisso A titular da secretaria de desenvolvimento urbano de Camaçari (Sedur) foi uma das inexplicáveis ausências na audiência pública que discutiu as limitações  de acesso às praias do município. Realizada na sexta-feira (10), reunião na Câmara de Vereadores também não contou com o promotor Luciano Pita, do meio ambiente de Camaçari. Ausentes e sem representantes, tanto o titular do Ministério Público, como a doutora Andrea Montenegro simplesmente ignoraram um ritual de respeito e convivência harmoniosa com o Legislativo.


Compromisso 2 O doutor Pitta frustrou a plateia que esperava ouvir sobre sua ampla contribuição e experiência para a questão ambiental no município. Já a secretária da Sedur não apenas furtou a população de uma explicação detalhada sobre a polêmica obra de contenção na praia de Busca Vida, estopim de toda essa discussão sobre privatização do espaço público.


Compromisso 3 Nessa agenda também caberia à doutora Andrea prestar explicações sobre o projeto de criação do loteamento fechado. Com a denúncia do Camaçarico de 17 de agosto (Confira), projeto terminou sendo recolhido pela prefeitura, como informou a Coluna nas notas ´siameses´ postada no dia 30 (Confira).


Sem Luluzinha Diferente da disputa pela presidência estadual na Ordem dos Advogados do Brasil, onde as mulheres protagonizam o processo de sucessão do presidente Fabrício de Castro Oliveira, a troca de comando na seccional da OAB-Camaçari vai continuar ´clube do bolinha`. 


Sem Luluzinha 2 Sucessão de Paulo Carneiro, em segundo mandato e impedido pelo regulamento da entidade de disputar a reeleição, já tem dois nomes para o confronto de novembro. Segundo apurou a Coluna, os advogados Matheus Nogueira e Thiago Bianchi são os nomes já postados na disputa para liderar a OAB-Camaçari no triênio 2022/2024.


É Ford! Ficou no passado a felicidade dos compradores dos modelos Ecosport e Ka, da montadora americana. Depois de encerrar sua produção no Brasil, no começo do ano, com a consequente redução do número de concessionárias/oficinas autorizadas, desemprego, etc, etc, a Ford dá mais um ´cavalo-de-pau` com o encerramento da sua produção total e dos mesmos modelos de veículos nas suas fábricas da Índia. Com a manobra, a montadora deixa uma frota de carros fora de linha e consequente prejuízo para o consumidor com a queda no valor de revenda.  


Exemplo Sábado (18), ambientalistas, moradores e veranistas de Arembepe, orla de Camaçari, realizam pela 4ª vez o mutirão de limpeza de ruas, praças, rios e praias da localidade. Ação, prevista para começar às 7h, com concentração de voluntários na praça dos Coqueiros, faz parte das comemorações pelo Dia Mundial da Limpeza, lembrado em 180 países. Adesão e mais informações com Adriano Loureiro (999-10290), Fabiana Franco (987-507055), Humberto Leite (999-755391), Rita de Cássia (991-166253), Robsney Ferreira (988-723328), Rivelino Martins (999-124425) ou Washington Azevedo (991-429981).


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


15/9/2021 Fechamento às 14h18


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Delay Precisou Arembepe virar manchete policial, para a prefeitura de Camaçari acordar e reforçar a segurança no mais famoso point da orla de Camaçari e um dos mais conhecidos do Brasil. Reivindicação antiga da associação de comerciantes da localidade (Ascarb), reforço na segurança em toda a localidade, em especial nas praças dos Coqueiros e da Amendoeira, só se materializou na segunda-feira (6), depois do faroeste na noite de sábado (4), com um assassinato e alguns feridos a bala.


Delay 2 Essa desarticulação entre município e governo do estado, que mostra a necessidade de uma confluência maior e muito além da ajuda da prefeitura com combustível e estrutura para as polícias Civil e Militar, tem reflexos não apenas na segurança dos moradores. A insegurança é potencial elemento de desmonte de qualquer projeto turístico, em especial numa localidade conhecida pelas suas belas praias e pela internacional Aldeia Hippie.


Delay 3 Esse deve ser um dos temas cobrados e que a prefeitura, não apenas a secretaria de turismo do município (Setur), precisa esclarecer durante a apresentação do plano de turismo do município, quinta-feira (9), a partir das 9h, na Câmara de Vereadores.


Calibre Os números da violência no município não são recentes e seguem em crescimento, como mostram a secretaria de segurança pública. De acordo com o boletim da SSP-BA, Camaçari fecha agosto com novo recorde de assassinatos. Os 18 assassinatos de agosto é o mais alto dos últimos 4 anos. No mesmo mês de 2020 foram 15 assassinatos, em 2019 foram 12 assassinatos, e 2018 (8 assassinatos).  


Calibre 2 Já na conta dos 8 primeiros meses do ano, a SSP registra uma redução de 5 assassinatos na comparação com os 148 somados entre janeiro e agosto de 2020. No mesmo período de 2019 foram registrados 120 assassinatos, enquanto em 2018 foram contados 122.


Calibre 3 Setembro, que já registra 5 assassinatos até a tarde de terça-feira (7), parece ser mais um mês nessa conta de somar desarticulação e multiplicar estragos na imagem de Camaçari.


Sobrenome Com obras em fase de finalização, o novo horto florestal de Camaçari pode ganhar nome do pai do alcaide Antonio Elinaldo (Democratas). Pelo projeto de lei do vereador Dudu do Povo (Cidadania), o importante espaço de preservação ambiental localizado na sede do município, passa se chamar Horto Florestal Linaldo Silva. ´Seu` Linaldo, como era conhecido, foi comerciante no município e faleceu aos 72 anos, em fevereiro de 2017. 


Sobrenome 2 Projeto, que deve ganhar o aval da maioria, e até o apoio da bancada oposicionista, sepulta de vez proposta anterior, discutida na base governista, que sugeria homenagear o ex-secretário de desenvolvimento urbano do município. O arquiteto, servidor de carreira, e um dos idealizadores do projeto de requalificação do horto, Genival Seixas, 53 anos, faleceu vítima de um câncer, em outubro do ano passado. 


Panela de pressão Camaçari teve mais um ano sem desfiles e manifestações nos 7 de Setembro da Gleba E, e em Parafuso. Pandemia também decretou pelo segundo ano consecutivo a suspensão das comemorações da emancipação no 28 de Setembro. Festejos só serão retomados em 2022, justamente no mês que antecede a disputa eleitoral que escolherá o governador, uma das três vagas no Senado, os 39 deputados federais da Bahia, e os 63 estaduais.


Capital Por falar em festejos e votos, o ex-vereador Jackson Josué garante que está firme com sua candidatura a deputado federal pelo Podemos. Garante que não  teme a postulação  na mesma base eleitoral da esposa do ex-alcaide Luiz Caetano, a petista Ivoneide Caetano, provável nome para a Câmara Federal.


Capital 2 O ex-petista, apesar dos 1.190 votos, que representaram mais apoios nas urnas que 4 vereadores eleitos no pleito do ano passado, não se reelegeu. Já na disputa para deputado estadual, em 2018, Jackson somou 14.423 no estado, sendo 9.526 votos em Camaçari.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


8/9/2021 


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Referência A perda do camaçariense José Carlos Ferreira de Oliveira, 68 anos, no último sábado (28), é muito mais que tristeza para familiares e amigos. Servidor do município de Camaçari, Bibo, como era carinhosamente chamado, representava e vivenciava um sentimento de cuidado e preservação da história e das coisas da cidade que ele tanto alimentou como um dos fundadores do movimento Umuarama, ´encontro de amigos`, em tupi-guarani. O Camaçarico não poderia deixar de lembrá-lo, não por ter sido um leitor assíduo da Coluna. Sempre alegre, disposto e disponível para a luta, Bibo deixa um exemplo de cidadão que sempre teve no sentimento de pertencimento da sua cidade uma das suas razões de viver.


Quiosquelândia O processo de facilitação de uso de áreas públicas pela prefeitura de Camaçari, para atender interesses comerciais de particulares segue sem impedimentos. Com a ampliação das concessões de quiosques em praças e áreas do município, onde se vende de tudo, sem nenhuma contrapartida para os cofres públicos, município avança na contramão da política de organização dos espaços públicos e a sua consequente destinação às atividades de lazer e humanização da cidade.


Quiosquelândia 2 Os quiosques de alvenaria na histórica praça da Matriz, em Vila de Abrantes, com as obras paradas por pressão da sociedade e questionamentos na justiça, é apenas um exemplo da institucionalização dessa política de ocupação dessas áreas, com aval, e até estímulo pelo poder público.


Quiosquelândia 3 A equivocada ação dos últimos governos municipais, agora reforçada pela gestão do ex-feirante e atual alcaide Antonio Elinaldo (Democratas), tem exemplo pronto e acabado na praça da Simpatia. Outro exemplo é a feira de Camaçari. O maior centro de compras da região, já não se resume mais aos pontos comerciais limitados pela estrutura original do prédio, com preservação dos recuos laterais e frontais. Graças ao beneplácito da prefeitura, esses quiosques, barracas e estruturas sobre rodas, os Food trucks,  avançam além do gradil da feira e já ocupam parte do passeio de pedestres. .


Quiosquelândia 4 Cultura do pode tudo já planeja até ocupar formalmente áreas de preservação ambiental, como o recém-inaugurado parque ecológico e cultural Fonte do Cacimbão, na região de Arembepe. Segundo apurou a Coluna, apesar de ocupar uma área que não soma 200 metros quadrados, já existem propostas de instalação de quiosques para venda de bebidas e alimentos no local.


Siameses Mesmo com as denúncias de atropelo da legislação e seus prejuízos na regulação do espaço urbano em Camaçari, vereadores seguem como se o tema não fosse de interesse coletivo. Retirado do Legislativo depois da denúncia do Camaçarico (Confira), projeto de lei que cria o loteamento fechado, com graves implicações no processo de privatização do espaço público, além dos prejuízos para os cofres do município, sequer foi comentado pelos representantes do povo. Outra proposta (Confira), essa em tramitação e sem alardes, vai além do enfraquecimento da sociedade organizada através do enfraquecimento do conselho municipal de meio ambiente (COMAM). Sob o pretexto de construção das chamadas ´habitações de interesse social`, autoriza a destruição de parte da vegetação em áreas de preservação permanente, as chamadas APPs.


Siameses 2 Nesse processo, tanto a bancada governista, fiadora cega das ações do governo, independente dos prejuízos para a cidade, como os destemidos oposicionistas mostram que esse é o tipo de debate que deve ir para debaixo do tapete.


Antônimo Socializar parece não ser o forte do PSB de Camaçari.  Segundo apurou a Coluna, as correntes internas da legenda não andam se entendendo. Essa divisão, que nunca foi monolítica, mas seguia sem grandes traumas, agora expõe 3 PSBs.


Antônimo 2 De um lado aparece o grupo dos socialistas históricos, ligado à ex-prefeita de Salvador e atual deputada federal, Lídice da Mata. No outro bloco estão os pessebistas sob a inspiração do ex-prefeito e atual secretário estadual de relações institucionais, Luiz Caetano (PT). Para complicar, o vereador Vavau, único representante do partido no Legislativo, que até bem pouco tempo exibia total concordância com a orientação de Caetano, ensaia voo solo.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


30/8/2021 Fechamento às 18h35


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Salitre O impacto do avanço do mar na costa de Camaçari precisa ser entendido pela prefeitura do município como uma alerta urgente e maior que a simples discussão sobre instalação de barreiras de contenção. Publicado na seção Colunistas do Camaçari Agora (Confira), artigo do professor Fernando Alcoforado, mostra que as faixas de mar de Busca Vida, já com sua praia ameaçada, Jauá e Arembepe podem sofrer significativas perdas de praia e até regiões hoje ocupadas por moradias e equipamentos. Mesmo fora da lista, Itacimirim, que segundo técnicos ouvidos pela Coluna também exibe a chamada “cota zero” e entra nessa conta de risco.


Salitre 2 Alerta, que exige a adoção de medidas a curtíssimo, médio e longo prazo, precisa ser entendido pela prefeitura de Camaçari como um chamamento ao debate aberto, amplo e com respaldo técnico para avaliar o tamanho desses efeitos. Como vem mostrando o Camaçarico (Confira), a atual gestão segue tratando a questão ambiental como se fosse uma mercadoria de varejo, de consumo simples e imediato. Infelizmente despreza a necessidade de um planejamento e uma visão ampla de ações para o futuro.


Salitre 3 Os movimentos de descuido da gestão do alcaide Antonio Elinaldo (Democratas) são claros. Ao desprezar o cronograma de conclusão das etapas necessárias para a atualização do seu plano diretor de desenvolvimento urbano (PDDU), a prefeitura só enxerga a água batendo nos tornozelos. Sinais de que não mira a onda, que é a cidade como um todo, e sua inclusão num ecossistema maior, ficam claros quando tenta retaliar a legislação ambiental, apresentando projetos segmentados sobre o seu planejamento urbano.


Salitre 4 Essa falta de entendimento amplo ganha novos sinais com a criação de um grupo de trabalho (GT), que sinaliza como principal objetivo a adoção de medidas que possibilitem a implantação de contenções na costa de Camaçari. Medida de criação do GT, que deveria ter sido adotada antes, acontece justamente depois de toda a polêmica causada pela autorização dada pelo município, sem nenhum estudo, para a construção de barreiras na praia de Busca Vida.


Salitre 5 Se quiser contribuir de forma efetiva, o “Grupo de Trabalho - Mudanças climáticas e seus efeitos em linha de costa”, criado pela secretaria de desenvolvimento urbano e meio ambiente (Sedur), vai ter que ampliar seu olhar e legitimidade com a presença do conselho municipal de meio ambiente (COMAM) e  de outras entidades e estruturas envolvidas na questão. 


Salitre 6 O GP, que de acordo com nota postada no site do Ministério Público Estadual, um dos integrantes do grupo, tem como objetivo “ a elaboração de um Termo de Referência para implantação de dispersores de energia em linha de costa, visando minimizar os impactos ambientais, visuais e urbanísticos decorrentes das alterações climáticas”, precisa avançar para não  sucumbir à maré alta da desarticulação.


Cenários Caminhos possíveis e movimentos fazem parte das regras da política. Não é diferente com o caso da cassação do mandato do vereador Val Estilos (Republicanos), por abuso de poder econômico nas eleições de 2020 (Confira). Mesmo com amplas possibilidades de recursos no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e, mais adiante, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as contas não param.


Cenários 2 Projeção que a Coluna teve acesso mostra que em caso de manutenção, em instância superior, da decisão da juíza Bianca Gomes da Silva, da 171ª Zona Eleitoral de Camaçari, vaga continua com o Republicanos.  Com a perda do mandato de Val Estilos, os votos também são subtraídos da conta geral das eleições. Em 3º, com cerca de 13 mil votos, atrás do Democratas (5 cadeiras), e o Cidadania (4 eleitos), o Republicanos cai para 10 mil voos sem os 3.005 votos de Val Estilos.


Cenários 3 Mesmo assim, a legenda continua mantendo o maior coeficiente eleitoral, portanto com direito a manter seu 2º vereador, no caso o hoje 1º suplente Dedel. Com 1.321 votos, Dedel, que por pouco não garantiu a 4ª cadeira para o Republicanos, somou mais votos que 5 dos 21 eleitos.


Cenários 4 Outro que chegou a aparecer como possível favorecido, caso se confirme o novo cenário, foi Sinho do Boxe (PSD), que somou 749 votos nas eleições passadas. Mas, a média de votos da sua legenda ficou abaixo da do Republicanos, que com ou sem a manutenção do mandato de Val Estilos, segura as duas cadeiras no Legislativo.


Espaços  Apesar de novato na política parlamentar, o vereador Tagner Cerqueira avança rápido e já emplaca cargo na direção estadual do partido. Representante da tendência “Movimento PT”, que na Bahia tem o ex-prefeito Luiz Caetano como maior liderança, Tagner assumiu uma das duas vice-presidências estaduais. 


Diferencial  O poeta, diretor de teatro, produtor cultural e agitador Ivan Antonio acumula mais uma atividade no seu vasto currículo. Seu novo rebento, “O Conversa com o poeta”, produzido pela secretaria da cultura de Camaçari (Secult), estreia com Nadja Meireles e Del Feliz. Proposta do programa, que pode ser assistido pelo You Tube e pela TV Litorânea (canal 1.4), é abrir uma janela com muitas histórias recheadas de música, poesia e outras manifestações artísticas.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


24/8/2021 Fechamento às 17h


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Porteira  Depois dos jabutis que o vereador governista Gilvan Souza (PSDB) tenta colocar na ´árvore` da legislação ambiental, como mostrou o Camaçarico (Confira), o pacote de modificações nas leis que regulam o ordenamento urbano e sua consequente relação com o planejamento e o futuro de Camaçari ganha mais uma estranha contribuição. Dessa vez a proposta de mudança vem com o jamegão do próprio alcaide Antonio Elinaldo (Democratas).


Porteira 2 Envido no começo de agosto ao Legislativo, com o pedido de apreciação e votação em “ regime de urgência”, o Projeto de Lei, com benefícios sociais, ambientais e urbanísticos questionáveis, dispõe sobre “Loteamento de acesso controlado, mediante permissões especiais e dá outras providências”. Com essa nova figura do ´loteamento fechado`, projeto também cria uma realidade jurídica que contribui para a perda de arrecadação de impostos.


Porteira  3 Apesar de se apresentar como contribuição para melhorar a função social, a acessibilidade e a mobilidade, projeto da prefeitura, na verdade gera uma grande perda com a redução do direito de livre acesso da população às áreas públicas. Apesar do histótico dos loteamentos com guaritas, oficialização dessas barreiras vira forte estímulo à privatização dos espaços coletivos, como praias, lagoas e rios do município, em grande maioria com acesso através desses loteamentos.


Porteira  4 Segundo especialistas ouvidos pela Coluna, não  existem dúvidas de que os construtores/incorporadores desses ´loteamentos fechados` vão vender o projeto como se as áreas públicas fossem privadas. Nesse processo de privatização os adquirentes também vão se comportar como donos de um lote num condomínio fechado. No ´loteamento fechado`,  proposto pelo projeto, as áreas públicas, como praças e vias são de todos, inclusive dos que não moram ou sequer possuem imóvel no referido loteamento. A dúvida é como, quem vai regular e fiscalizar esse limite com a instalação de guaritas e sistemas de segurança.


Porteira 5 Outra estranheza no projeto, que apesar de não estar implícito, sinaliza que a prefeitura vai abrir mão do pagamento do IPTU de cerca de 35% da área. No ´condomínio fechado`, o imposto territorial urbano é calculado com base em toda a área, que incluiu ruas, praças e espaços de lazer. Já no ´loteamento fechado`, apenas 65% da área, que corresponde aos lotes, serão tributados. Essa perda se configura a partir do momento em que a prefeitura autoriza a criação de novos empreendimentos na modalidade ´loteamento fechado`. Com esse modelo proposto no projeto da prefeitura os responsáveis pela implantação do empreendimento imobiliário tendem a descartar a opção ´condomínio fechado`, onde  100% da área é passível de tributação pelo município. 


Porteira 6 Na lista de estranhezas, outro destaque é a definição de área máxima para a instalação desses loteamentos. De acordo com o projeto apresentado pela prefeitura, o limite máximo para esses loteamentos é de 600 mil metros quadrados em zona urbana, e 1 milhão de metros quadrados em zona rural.


Porteira 7 Só para efeito de comparação, essa área de 600 mil metros quadrados equivale a faixa de praia de Arembepe, desde a entrada da aldeia hippie até o Piruí. A área máxima para esses empreendimentos também pode ser comparada ao núcleo habitacional de Vila de Abrantes, uma verdadeira cidade. Ainda estabelecendo comparativos dessa dimensão, equivalente a 60 campos oficiais de futebol, é quase duas vezes o bairro Nova Vitória, o maior e mais populoso do município.


Porteira 8 Uma rápida conferida no plano diretor de desenvolvimento urbano do município mostra que o projeto engorda a área possível para esses empreendimentos em mais de 10 vezes. Pelo atual PDDU, o tamanho máximo para condomínio fechado em zona urbana varia de 40 mil a 100 mil metros quadrados, tanto em zona urbana como rural.


Porteira 9 Por falar em PDDU, o processo de atualização da legislação que define a política de desenvolvimento e expansão urbana do município tem andado na velocidade de um jabuti. Apesar da legislação federal definir que seus aperfeiçoamentos, que deveriam ter sido concluídos em 2018, sejam realizados de 10 em 10 anos, o texto ainda está longe de ser finalizado.


Porteira 10 Sem debate amplo com a sociedade, projeto tramitando em “regime de urgência”, carece de consulta pública, muito menos tem o aval de colegiados como a comissão de meio ambiente do próprio Legislativo, do conselho municipal de meio ambiente (COMAM), do Ministério Público e da OAB-Camaçari, com assento no conselho municipal da cidade (CONCIDADE), e através da sua comissão de meio ambiente, mobilidade urbana e direito urbanístico (COMAMDU).


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


17/8/2021 Fechamento às 18h


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Nomes  O bispo Dom João Carlos Petrini, como já noticiou o Camaçarico, deve deixar a Diocese de Camaçari nos próximos meses. Aos 76 anos, sendo que os 10 últimos dedicados a criação e estruturação da Diocese que tem Camaçari como sede e presença em outras 7 cidades, Dom Petrini chega à idade de se aposentar e passar o báculo, cajado usado pelos bispos.


Nomes 2 Mesmo com a decisão do papa Francisco de não mais indicar bispo estrangeiro para comandar diocese, 3 nomes, sendo 2 brasileiros, aparecem na lista de cotados para o lugar do bispo italiano. Dom Marcony Vinicius, 51 anos, e Dom José Aparecido, 61 anos, atualmente em Brasília, são ex-auxiliares do atual arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, cardeal Dom Sergio da Rocha, durante sua passagem pela Arquidiocese da Capital Federal. O terceiro nome é o italiano, Guido Zendron, 67 anos, atual bispo da Diocese de Paulo Afonso. Dom Zedron é tido como o preferido de Dom Petrini, que desembarca em Roma nos próximos dias.


O tucano e o jabuti Em política, costuma se dizer que encontrar um jabuti numa árvore é sinal de que tem algo errado. Como um réptil de carapaça e dificuldade de locomoção em terra, subiria numa árvore, principalmente a que chora, no caso de Camaçari. Esse é o entendimento de ambientalistas e gente acostumada com legislação ambiental e medidas legais para construção, ouvidas pela Coluna, sobre o projeto de lei que mexe na atual legislação ambiental do município.


O tucano e o jabuti 2 De autoria do vereador Gilvan Souza (PSDB), proposta em tramitação no Legislativo, parece mais uma árvore onde brotam jabutis de todos os tamanhos. Entre os ´bichinhos` de maior porte e consequente impacto, está a retirada do poder deliberativo do Conselho Municipal de Meio Ambiente (COMAM). Se hoje o COMAM não é ouvido sobre os processos envolvendo o licenciamento de obras e atividades potencialmente geradores de impacto, com o projeto assinado pelo tucano Gilvan, o conselho passa a ter peso zero.


O tucano e o jabuti 3 O projeto tem outros dois répteis, dos grandes, que seguramente vão fazer a alegria dos construtores de projetos populares. Mudança proposta na atual legislação permite a destruição de parte da vegetação em áreas de preservação permanente, as chamadas APPs. Pela proposta do vereador tucano, a vegetação nessas áreas poderá ser suprimida para dar lugar às chamadas ´habitações de interesse social` maioria esmagadora dos empreendimentos habitacionais licenciados no município.


O tucano e o jabuti 4 Totalmente na contramão dos novos tempos de ampliação dos cuidados com o meio ambiente e os riscos para o aumento da temperatura do planeta causados pelo efeito estufa, como alerta a ONU em estudo divulgado nesta segunda-feira (9), a proposta, de conhecimento da titular da secretaria do desenvolvimento urbano (Sedur), a advogada Andrea Montenegro, avança até sobre as dunas. O outro jabuti robusto é o que considera a extração de areia uma atividade de interesse social e abre a possibilidade desconto de até 90% nas multas resultantes desse crime ambiental.


O tucano e o jabuti 5  Projeto de autoria do vereador, que não foi debatido com a sociedade, sequer foi apresentado previamente aos colegas  da comissão de meio ambiente do Legislativo, como cobrou o COMAM (Confira), ainda deixa um ninho sem tamanho ao propor a criação de estruturas, atribuir obrigações e responsabilidades a órgãos da administração direta do município, função de competência privativa do prefeito.


Atitude Historiadores, pesquisadores, ambientalistas e representantes da Igreja Católica seguem em compasso de espera. Aguardam o chamamento do alcaide Antonio Elinaldo (Democratas) para  discutir o  novo projeto de requalificação da praça da Matriz, em Vila de Abrantes. Entre as propostas da sociedade organizada está a criação de um memorial, com destaque para os nativos tupinanbás, e a redefinição dos espaços que assegurem lazer aliado à informação sobre a história do primeiro núcleo urbano da região e um dos mais antigos do Brasil.


Atitude 2 Depois do recuo da prefeitura de Camaçari, que anunciou a demolição dos quiosques e, em seguida, a redefinição do projeto em sítio histórico do século XVI. (Confira), o alcaide precisa mostrar que tem compromisso e capacidade de entendimento sobre a importância da sociedade organizada na gestão da cidade.


Atitude 3 Como vem informando a Coluna, projeto suspenso semana passada, vinha atropelando as leis. Obras cheias de questionamentos não respondidos vinha pondo dúvidas sobre a capacidade de fiscalização da CAF-corporação andina de fomento (Confira). Também conhecida como Banco de Desenvolvimento da América Latina, instituição internacional é a financiadora da obra que integra um pacote de melhorias urbanas em toda a Camaçari, que soma cerca de 80 milhões de dólares (R$ 400 milhões).


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


9/8/2021 Fechamento às 18h20


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Lições  O alcaide de Camaçari, Antonio Elinaldo (Democratas), coleciona mais uma derrota e consequente desgaste político com o equivocado projeto de requalificação da praça da Matriz, em Vila de Abrantes. Depois de insistir no erro ao prosseguir com uma obra descompromissada e longe do mínimo que o bom senso exige, o demista teve que recuar e mandar demolir parte dos quiosques construídos na praça.  Agora dá outro passo atrás com a paralisação total dos trabalhos.  


Lições 2 Ao acatar a recomendação de suspensão dos serviços em importante espaço localizado em sítio histórico do século XVI. (Confira), feita pelo Ministério Público Estadual (MPE), a gestão não apenas atesta seu descuido com a história da cidade que tem como missão constitucional preservar. Comete outro crime, não menos grave, que é o de queimar dinheiro público, construindo e depois demolindo.


Lições 3 Cabe agora ao MPE e à Corporação Andina de Fomento (CAF), banco internacional  financiadora dessa e de outras obras no município, realizar as devidas inspeções, mudanças no projeto, avaliação dos prejuízos e as medidas necessárias para a responsabilização dos responsáveis.


Lições 4 A prefeitura de Camaçari precisa esclarecer para a população e para a imprensa se houve ou não modificação dos trabalhos depois do financiamento aprovado pela CAF. Recuo com parada e redesenho do projeto da praça da Matriz, seu cronograma de obras e, provavelmente, seus custos, não é um bom sinal para quem pleiteia rediscutir o pacote de projetos aprovados e assegurados por empréstimo a entidade de fomento também, conhecida como Banco de Desenvolvimento da América Latina.


Lições 5 Como vem informando em várias notas distribuídas para a imprensa, a prefeitura de Camaçari defende a redefinição de alguns projetos já aprovados  pela CAF para que essa conta permita a inclusão do financiamento da construção do hospital municipal, orçado em cerca de R$ 70 milhões.


Lições 6 Contrato de empréstimo com a CAF, no valor de USD 80 milhões, algo em torno de R$ 400 milhões, na atual cotação do dólar, foi assinado em junho de 2019. O financiamento, que integra o programa  “Cidades com Futuro” da CAF, tem entre as obras, a duplicação do viaduto do Trabalhador, o trevo da Cascalheira, a recuperação da antiga estação de trens, o horto florestal,  serviços de infraestrutura urbana, recuperação de escolas, e outras melhorias.


Lições 7  Distante desse processo, quando deveria ser uma das protagonistas desse debate, a Câmara de Vereadores e Camaçari precisa retomar sua missão constitucional de fiscalizadora. Eleita em 2020 com renovação de 50%, casa legislativa, independente da coloração política dos seus 21 integrantes, sinaliza os mesmos moldes da velha política. Permanecer alheia a questões como a grita sobre as obras na praça da Matriz, só para ficar nesse exemplo, empurra o Legislativo para a fogueira do descompromisso com sua história, e com o dinheiro do contribuinte.


Guarda-chuva A criação de uma associação de ex-prefeitos baianos não é consenso entre os ex-alcaides de Camaçari. Estrutura que deve reunir mais de uma centena de antigos gestores, conta com o apoio de 3 dos 5 ex-comandantes do município nos últimos 40 anos. Lista dos apoiadores da entidade tem Humberto Ellery, (1975/1985 e 1993/1996), atualmente filiado ao Cidadania; o petista Luiz Caetano (1986/1988 e 2005/2012); e o  ex-PT e hoje sem partido, Ademar Delgado (2013/2016). Contrário, aparece apenas o demista Helder Almeida (2002/2004). Outro filiado ao Democratas, o ex-alcaide José Tude (1989/1992 e 1997/2002) não respondeu até o fechamento da Coluna.  


Guarda-chuva 2 Ainda embrionária, entidade  com similares em Santa Catarina e Mato Grosso, vai precisar avançar com uma agenda onde o debate sobre cidades, futuro e governança superem a pura e simples organização de uma estrutura capaz apenas de defender ex-prefeitos das condenações e demandas jurídicas patrocinadas pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM).


Mudo  O conselho municipal de meio ambiente (COMAM) continua esperando uma explicação do vereador Gilvan Souza (PSDB), sobre seu projeto de lei que mexe na atual legislação ambiental. Sem informar onde foi gestada, proposta criticada pelo COMAM (Confira) que sequer foi apresentada, ainda que informalmente, aos vereadores da comissão de meio ambiente, é um verdadeiro cheque em branco, dizem.


Mudo 2 Ambientalistas também estranham a desenvoltura de um vereador sem histórico de luta e participação nas discussões referentes ao planejamento urbano, sair apadrinhando uma proposição tão complexa e que exige um debate amplo.  


Maré As obras de contenção na praia de Busca Vida estão longe de um desfecho favorável para o condomínio responsável pelos serviços, que ambientalistas e vereadores consideram uma agressão ao meio ambiente, com reflexos diretos num dos pontos de desova de tartarugas marinhas do litoral norte da Bahia


Maré 2 Apesar da boa vontade da prefeitura de Camaçari, e do inegável poder de mobilização do Porto Busca Vida Resort, continuidade das obras orçadas em cerca de R$ 3 milhões e totalmente bancadas pelos quase 190 privilegiados moradores do exclusivíssimo condomínio, segundo apurou a Coluna, não vai encontrar ´maré mansa`.


Maré 3 Especialista consultado pelo Camaçarico lembra que em novembro do ano passado o Ibama embargou obra parecida na Praia do Forte, município vizinho de Mata de São João, outro ponto de reprodução da espécie marinha. A resolução do conselho nacional do meio ambiente (CONAMA), que regulamenta o licenciamento ambiental em praias onde ocorre a desova de tartarugas marinhas, diz de forma clara que o Ibama precisa ser consultado antes do início de qualquer serviço. Obra também exige consulta à secretaria de patrimônio da união (SPU) e Marinha. Impacto não prejudica apenas as tartarugas. A construção de uma contenção numa área próxima à foz de um rio, no caso o Joanes, é outro complicador com reflexos na corrente da maré, diz.


Equilíbrio Camaçari caminha para ganhar uma base da Companhia de Polícia de Proteção Ambiental (COPPA). Pedido de instalação de um sistema de vigilância do meio ambiente, em especial na orla de Camaçari, território dos especuladores e invasores de áreas de proteção ambiental, é luta antiga dos ambientalistas, como mostram relatos e documentos de ambientalistas. Um desses registros é a ata de reunião realizada em outubro 2009, entre a comunidade da orla e representantes da secretaria de meio ambiente do estado (Sema).


Equilíbrio 2 Depois de definir, no começo de julho, sobre a instalação da unidade, a Polícia Militar espera a contrapartida do município. Para fechar esse ecossistema de proteção, a PM cede os policiais e parte dos equipamentos, enquanto os ambientalistas entram com a boa vontade e a capacidade de fiscalização. Nesse tripé falta apenas a prefeitura de Camaçari ceder uma área e viabilizar a instalação da unidade. O local ainda não foi definido, mas a região de Abrantes, constantemente agredidas pelas caçambas de extração de areia, é um dos pontos preferidos.


Descuido Conhecida mundialmente pela sua aldeia hippie e suas belas praias, Arembepe anda irreconhecível e precisando do olhar comprometido da prefeitura de Camaçari. Uma dessas marcas é o trecho do calçadão da praça das Amendoeiras, que dá acesso à praia do Porto, e a própria beira mar, transformados em depósito de velhas embarcações, tralhas e equipamentos como mesas e cadeiras.


Descuido 2 Independente de verão ou inverno, famoso point precisa de atenção especial.  O ordenamento não beneficia apenas com a comunidade. É preciso ir além e entender a importância de Arembepe para o turismo de Camaçari e da Bahia. 


Calibre Camaçari fecha julho com mais assassinatos que o mesmo mês de 2020. De acordo com o boletim da secretaria de segurança pública (SSP-BA) foram registradas 14 mortes violentas, 3 a mais que julho do ano passado. Já na conta dos 7 primeiros meses do ano, a SSP registra uma  redução de 8 assassinatos na comparação com os 133 somados entre janeiro e julho de 2020.


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Lições  O alcaide de Camaçari, Antonio Elinaldo (Democratas), coleciona mais uma derrota e consequente desgaste político com o equivocado projeto de requalificação da praça da Matriz, em Vila de Abrantes. Depois de insistir no erro ao prosseguir com uma obra descompromissada e longe do mínimo que o bom senso exige, o demista teve que recuar e mandar demolir parte dos quiosques construídos na praça.  Agora dá outro passo atrás com a paralisação total dos trabalhos.  


Lições 2 Ao acatar a recomendação de suspensão dos serviços em importante espaço localizado em sítio histórico do século XVI. (Confira), feita pelo Ministério Público Estadual (MPE), a gestão não apenas atesta seu descuido com a história da cidade que tem como missão constitucional preservar. Comete outro crime, não menos grave, que é o de queimar dinheiro público, construindo e depois demolindo.


Lições 3 Cabe agora ao MPE e à Corporação Andina de Fomento (CAF), banco internacional  financiadora dessa e de outras obras no município, realizar as devidas inspeções, mudanças no projeto, avaliação dos prejuízos e as medidas necessárias para a responsabilização dos responsáveis.


Lições 4 A prefeitura de Camaçari precisa esclarecer para a população e para a imprensa se houve ou não modificação dos trabalhos depois do financiamento aprovado pela CAF. Recuo com parada e redesenho do projeto da praça da Matriz, seu cronograma de obras e, provavelmente, seus custos, não é um bom sinal para quem pleiteia rediscutir o pacote de projetos aprovados e assegurados por empréstimo a entidade de fomento também, conhecida como Banco de Desenvolvimento da América Latina.


Lições 5 Como vem informando em várias notas distribuídas para a imprensa, a prefeitura de Camaçari defende a redefinição de alguns projetos já aprovados  pela CAF para que essa conta permita a inclusão do financiamento da construção do hospital municipal, orçado em cerca de R$ 70 milhões.


Lições 6 Contrato de empréstimo com a CAF, no valor de USD 80 milhões, algo em torno de R$ 400 milhões, na atual cotação do dólar, foi assinado em junho de 2019. O financiamento, que integra o programa  “Cidades com Futuro” da CAF, tem entre as obras, a duplicação do viaduto do Trabalhador, o trevo da Cascalheira, a recuperação da antiga estação de trens, o horto florestal,  serviços de infraestrutura urbana, recuperação de escolas, e outras melhorias.


Lições 7  Distante desse processo, quando deveria ser uma das protagonistas desse debate, a Câmara de Vereadores de Camaçari precisa retomar sua missão constitucional de fiscalizadora. Eleita em 2020 com renovação de 50%, casa legislativa, independente da coloração política dos seus 21 integrantes, sinaliza os mesmos moldes da velha política. Permanecer alheia a questões como a grita sobre as obras na praça da Matriz, só para ficar nesse exemplo, empurra o Legislativo para a fogueira do descompromisso com sua história, e com o dinheiro do contribuinte.


Guarda-chuva A criação de uma associação de ex-prefeitos baianos não é consenso entre os ex-alcaides de Camaçari. Estrutura que deve reunir mais de uma centena de antigos gestores, conta com o apoio de 3 dos 5 ex-comandantes do município nos últimos 40 anos. Lista dos apoiadores da entidade tem Humberto Ellery, (1975/1985 e 1993/1996), atualmente filiado ao Cidadania; o petista Luiz Caetano (1986/1988 e 2005/2012); e o  ex-PT e hoje sem partido, Ademar Delgado (2013/2016). Contrário, aparece apenas o demista Helder Almeida (2002/2004). Outro filiado ao Democratas, o ex-alcaide José Tude (1989/1992 e 1997/2002) não respondeu até o fechamento da Coluna.  


Guarda-chuva 2 Ainda embrionária, entidade  com similares em Santa Catarina e Mato Grosso, vai precisar avançar com uma agenda onde o debate sobre cidades, futuro e governança superem a pura e simples organização de uma estrutura capaz apenas de defender ex-prefeitos das condenações e demandas jurídicas patrocinadas pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM).


Mudo  O conselho municipal de meio ambiente (COMAM) continua esperando uma explicação do vereador Gilvan Souza (PSDB), sobre seu projeto de lei que mexe na atual legislação ambiental. Sem informar onde foi gestada, proposta criticada pelo COMAM (Confira) que sequer foi apresentada, ainda que informalmente, aos vereadores da comissão de meio ambiente, é um verdadeiro cheque em branco, dizem.


Mudo 2 Ambientalistas também estranham a desenvoltura de um vereador sem histórico de luta e participação nas discussões referentes ao planejamento urbano, sair apadrinhando uma proposição tão complexa e que exige um debate amplo.  


Maré As obras de contenção na praia de Busca Vida estão longe de um desfecho favorável para o condomínio responsável pelos serviços, que ambientalistas e vereadores consideram uma agressão ao meio ambiente, com reflexos diretos num dos pontos de desova de tartarugas marinhas do litoral norte da Bahia


Maré 2 Apesar da boa vontade da prefeitura de Camaçari, e do inegável poder de mobilização do Porto Busca Vida Resort, continuidade das obras orçadas em cerca de R$ 3 milhões e totalmente bancadas pelos quase 190 privilegiados moradores do exclusivíssimo condomínio, segundo apurou a Coluna, não vai encontrar ´maré mansa`.


Maré 3 Especialista consultado pelo Camaçarico lembra que em novembro do ano passado o Ibama embargou obra parecida na Praia do Forte, município vizinho de Mata de São João, outro ponto de reprodução da espécie marinha. A resolução do conselho nacional do meio ambiente (CONAMA), que regulamenta o licenciamento ambiental em praias onde ocorre a desova de tartarugas marinhas, diz de forma clara que o Ibama precisa ser consultado antes do início de qualquer serviço. Obra também exige consulta à secretaria de patrimônio da união (SPU) e Marinha. Impacto não prejudica apenas as tartarugas. A construção de uma contenção numa área próxima à foz de um rio, no caso o Joanes, é outro complicador com reflexos na corrente da maré, diz.


Equilíbrio Camaçari caminha para ganhar uma base da Companhia de Polícia de Proteção Ambiental (COPPA). Pedido de instalação de um sistema de vigilância do meio ambiente, em especial na orla de Camaçari, território dos especuladores e invasores de áreas de proteção ambiental, é luta antiga dos ambientalistas, como mostram relatos e documentos de ambientalistas. Um desses registros é a ata de reunião realizada em outubro 2009, entre a comunidade da orla e representantes da secretaria de meio ambiente do estado (Sema).


Equilíbrio 2 Depois de definir, no começo de julho, sobre a instalação da unidade, a Polícia Militar espera a contrapartida do município. Para fechar esse ecossistema de proteção, a PM cede os policiais e parte dos equipamentos, enquanto os ambientalistas entram com a boa vontade e a capacidade de fiscalização. Nesse tripé falta apenas a prefeitura de Camaçari ceder uma área e viabilizar a instalação da unidade. O local ainda não foi definido, mas a região de Abrantes, constantemente agredidas pelas caçambas de extração de areia, é um dos pontos preferidos.


Descuido Conhecida mundialmente pela sua aldeia hippie e suas belas praias, Arembepe anda irreconhecível e precisando do olhar comprometido da prefeitura de Camaçari. Uma dessas marcas é o trecho do calçadão da praça das Amendoeiras, que dá acesso à praia do Porto, e a própria beira mar, transformados em depósito de velhas embarcações, tralhas e equipamentos como mesas e cadeiras.


Descuido 2 Independente de verão ou inverno, famoso point precisa de atenção especial.  O ordenamento não beneficia apenas com a comunidade. É preciso ir além e entender a importância de Arembepe para o turismo de Camaçari e da Bahia. 


Calibre Camaçari fecha julho com mais assassinatos que o mesmo mês de 2020. De acordo com o boletim da secretaria de segurança pública (SSP-BA) foram registradas 14 mortes violentas, 3 a mais que julho do ano passado. Já na conta dos 7 primeiros meses do ano, a SSP registra uma  redução de 8 assassinatos na comparação com os 133 somados entre janeiro e julho de 2020.


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Prumo A decisão do alcaide de Camaçari, Antonio Elinaldo (Democratas) de mandar demolir parte dos quiosques em construção na histórica praça da Matriz, em Vila de Abrantes, como mostrou o Camaçari Agora (Confira), não fica apenas no ´faz e desfaz`, comum na gestão pública. Movimento tardio do gestor, apesar dos alertas da comunidade, dos historiadores e da imprensa, desde maio, quando as obras estavam em fase inicial, deixa lições mais profundas. Descuido  avança e empurra  Antonio Elinaldo (Democratas) para o colo da Lei que pune o gestor que gasta sem planejamento e exibe pouco cuidado o dinheiro público.


Prumo 2 No caso dos quiosques da praça de Vila de Abrantes, os custos do prejú com construção e demolição, mesmo considerados baixos para os padrões da rica Camaçari, cerca de R$ 30 mil, segundo cálculos feitos por engenheiro consultado pela Coluna, representam recursos do contribuinte que foram queimados. Esse dinheiro, que vai virar escombros, daria para manter durante um mês uma unidade de saúde da família (USF), só para citar um exemplo.


Prumo 3 Decisão de demolir, que a prefeitura não explica de forma transparente, acontece coincidentemente depois dos questionamentos do Camaçari Agora e do Coluna Camaçarico sobre as diferenças no projeto apresentado em novembro e o atual em execução. Provocada, a Corporação Andina de Fomento (CAF), também conhecida como Banco de Desenvolvimento da América Latina, financiadora da obra de R$ 2,5 milhões, não respondeu alegando que essas dúvidas deveriam ser tiradas pela prefeitura de Camaçari.


Prumo 4 Imbróglio  ficou ainda maior com a declaração do alcaide. Em nota da prefeitura distribuída para a imprensa na segunda-feira (26), o prefeito declara: “Estive acompanhando de longe toda essa discussão para ver realmente o sentimento das pessoas e o que a grande massa de Vila de Abrantes queria. Por isso, nós iremos remover a estrutura para atender o pedido da maioria dos moradores que desejam isso. Quem manda e quem decide é a maioria da população”. Já na sua página do Instagram, a expressão “Estive acompanhando de longe toda essa discussão” foi suprimida. No lugar entrou o ameno e menos denunciador sobre sua distância de tão importante debate o “Acompanhei toda a discussão”. O alcaide, mais que ninguém, sabe que o povo não teve acesso à obra, fechada por tapumes, muito menos discutiu o projeto, para opinar sobre a demolição dos quiosques. 


Prumo 5 Mas, o ´faz, desfaz e refaz`, pilotado pela doutora Joselene Cardim, titular e toda poderosa da secretaria de infraestrutura (Seinfra), tem precedentes muito maiores e com prejuízos que  dariam, não para manter um posto da USF por 30 dias, mas construir algumas unidades, sejam de saúde, escolares, ou qualquer outra estrutura necessária para a atendimento da população.


Prumo 6 O Camaçarico tem mostrado nos últimos anos esse festival de descuidos. Dois exemplos são simbólicos: as obras na avenida Jorge Amado, e a duplicação do viaduto de acesso à sede pela BA-535 (Via Parafuso). Sinal amarelo, segundo apurou a Coluna, já aparece nas obras do rio Camaçari. O alerta foi dado pelo ministério do desenvolvimento regional (MDR). Obra de urbanização e saneamento integrado da bacia do rio Camaçari tem valor total de pouco mais de R$ 86 milhões.


Prumo 7 Na Jorge Amado, principal entrada da cidade, os custos saltaram em cerca de 50%. Como mostrou o Camaçarico em várias edições, descuido pode ser conferido de forma resumida na edição da Coluna de 8 de outubro (Confira).


Prumo 8 A duplicação do viaduto do trabalhador é outro exemplo. Orçada em R$ 13,4 milhões, obra de construção da segunda pista sobre a Via Parafuso foi iniciada em outubro de 2019, com prazo de entrega no mês de abril do ano seguinte. Como mostrou a Coluna (Confira) em junho do ano passado, portanto 2 meses depois do prazo previsto para a inauguração, os serviços pararam de vez com a desistência da construtora. Mais uma vez o troca-troca representou custo adicional, na época estimado em 30% do valor original da obra. Como em todas as obras do município, a Seinfra mais uma vez não informou os novos valores. Com a inauguração, prevista para os próximos dias, a expectativa é de que o número finalmente seja revelado. 


Balança O movimento da OAB-Camaçari, sobre a polêmica de Busca Vida deixou mais dúvidas que certezas. De acordo com ambientalistas e gente envolvida na luta contra a privatização das praias, ouvidos pela Coluna, o que deveria ser uma ação mais firme contra a obra de contenção nas areias da famosa praia, e os seus riscos para o prosseguimento do ciclo de vida das tartarugas marinhas, que tem no local um dos pontos de desova da costa brasileira, mostrou uma OAB mais para reticente. 


Balança 2  Garantem que a nota da entidade, divulgada pelo Camaçari Agora (Confira), não sinalizou avanço esperado e que a luta exige. Sem definir ou anunciar qualquer instrumento legal para barrar a obra na praia mais exclusiva e ´AAA` da costa de Camaçari, documento cita "possíveis efeitos nefastos da instalação das barreiras de contenção”.


Balança 3  Documento diz ainda que a OAB-Camaçari, através da sua comissão de meio ambiente, mobilidade urbana e direito urbanístico,  está se cercando de "todos os instrumentos legais, documentos, análises técnicas, vistorias e laudos, juntamente com órgãos, profissionais da área e entidades representativas, com vistas à análise e providências cabíveis".  


Fumaça A secretaria de cultura de Camaçari (Secut) prepara o projeto de tombamento da aldeia hippie, point conhecido mundialmente e grande polo de atração e divulgação da famosa região do litoral de Camaçari. O tombamento tem um porém. Com a decretação da aldeia como zona protegida contra modificações e destruições sem autorização, será necessária a implantação do projeto de requalificação do espaço.


Fumaça 2 Pronto e engavetado pelo atual governo municipal desde 2018, projeto tem até livro lançado contando um pouco da história da aldeia underground dos anos 1970. Assinado pelo arquiteto, artista visual e designer Gringo Cardia, responsável pela repaginação da Casa de Jorge Amaro, do museu do carnaval e da casa da música, todos em Salvador, projeto tem custo estimado em cerca de R$ 30 milhões. Dinheiro que parece grande, na verdade garante saneamento básico e demais obras de infraestrutura para a aldeia e região, instalação de equipamentos, inclusão de  um acervo de obras de arte, e total apoio à comunidade. Projeto  seguramente coloca Arembepe no mapa mundial do turismo.


Fumaça 3  Exibindo pouca vontade política para viabilizar o projeto da aldeia hippie, Camaçari segue no mesmo caminho com a proposta de proteção da igreja do Espírito Santo, tombada recentemente, mas sem perspectiva de recuperação do seu importante patrimônio do século XVI. Precisa de restauro, mas não existe dinheiro. O empresariado da região, capitaneado pelo Cofic, pode ser um excelente parceiro na aposta de tão importante projeto de resgate da memória de Camaçari, da Bahia e do Brasil. 


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor 


28/7/2021 Fechamento às 17h12


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Dúvidas O festival de descuidos da gestão de Camaçari com o patrimônio histórico e a memória da cidade ganha mais um capítulo. A mais nova dúvida é sobre o processo de tombamento da Igreja do Espírito Santo, aprovado em 24 de maio, pelo conselho de cultura do município, e confirmado em decreto assinado pelo alcaide Antonio Elinaldo (Democratas) na úlima quinta-feira (15).


Dúvidas 2  Decreto chama a atenção de especialistas a ausência de definição da área no entorno da igreja a ser preservada. De acordo com o decreto publicado no Diário Oficial do Município, esse tamanho será estabelecido pelo “ Plano de Salvaguarda, onde será traçada uma poligonal delimitando esta área de proteção, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano Municipal, de acordo com a legislação vigente”.  Com essa carta na manga, a gestão do alcaide Antonio Elinaldo, que só tem exibido movimentos contrários à preservação do patrimônio histórico de Camaçari, ganha poderes para reduzir ainda mais a área de proteção e de entorno da igreja.


Dúvidas 3 Ainda segundo fontes ouvidas pela Coluna, que aprovaram e consideraram bem feito e detalhado o estudo que resultou no tombamento da igreja, pela museóloga Katia Cunha Melo, essa área de abrangência deveria ter sido definida pela prefeitura, no caso a secretaria de cultura (Secult), responsável pelo projeto, ainda durante o processo de tombamento. Como mostrou o Camaçarico de 20 de maio (Confira), o próprio projeto de tombamento municipal destaca a importância do entorno da igreja.


Dúvidas 4 Cabe agora ao bispo da Diocese de Camaçari, Dom Petrini, ampliar esse debate, sem apagar na sua agenda a questão da praça do Divino. Um desses pontos que preocupam a Paróquia de Abrantes, segundo apurou a Coluna, é a área lateral da igreja, usada pra alojar pontos de vendas de comidas e bebidas. Além da demora comprometer ainda mais a paisagem, religioso viaja em agosto para Roma, onde deve definir seu futuro e ser informado sobre o sucessor do seu posto na Diocese de Camaçari.


Dúvidas 5 A mais nova interrogação nesse histórico retângulo, que tem uma das 10 mais antigas igrejas do Brasil como referência, é sobre o projeto em execução. O Camaçari Agora continua esperando as respostas ao pedido de informações feitas à Corporação Andina de Fomento (CAF), sobre as obras de requalificação na praça da Matriz, em Vila de Abrantes. E-mail enviado na terça-feira (13), ao diretor representante da CAF no Brasil, Jaime Holguin, pede esclarecimentos sobre o projeto em execução, reconhecido por especialistas como uma agressão ao conjunto histórico do local.


Dúvidas 6 A indagação é se o projeto em andamento, com a construção de quiosques e elementos totalmente em desacordo com o projeto apresentado em novembro e mostrado na última edição da Coluna (Confira), foi autorizado pela CAF. Pedido, reforçado em nova correspondência, nesta segunda-feira (19), busca esclarecer se o projeto foi alterado pela prefeitura de Camaçari, sem o consentimento da CAF, ou recebeu o aval da entidade de fomento, também conhecida como Banco de Desenvolvimento da América Latina.


Dúvidas 7 Nessa lista merece destaque a atuação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-Bahia), que avalia desde o início da semana passada um mandado de segurança pedindo a suspensão das obras de requalificação da praça. Documento, enviado à presidência estadual do colegiado, pela OAB-Camaçari, começa a ganhar tons de envelhecimento se somados às duas semanas que o pedido tramitou em Camaçari até ser finalmente enviado para aprecisão e aprovação da OAB estadual, responsável pela  apresentação desse tipo de ação.


Certezas Por falar em meio ambiente, preservação e compromisso com a coisa pública, a prefeitura de Camaçari, através de sua pasta do desenvolvimento urbano e meio ambiente (Sedur) continua dando uma de ´joão-sem-braço`, e não esclarece as dúvidas levantadas pelo Camaçari Agora (Confira), sobre as obras de contenção na praia de Busca Vida. Em nota distribuída pela prefeitura, sexta-feira (12), o município atesta os serviços realizados pelo condomínio, mas não dá detalhes sobre o tamanho da obra, prazos, muito menos se manifesta sobre as denúncias dos ambientalistas, preocupados com a obra e  o consequente comprometimento do movimento de desova, reprodução e volta para o mar das tartarugas naquele ponto da costa do município.


Lembrança Se depender o deputado estadual Niltinho Junior (PP), o empresário camaçariense Bruno Lima, uma das mais de 600 vítimas fatais da Covid-19 no município, será homenageado com o nome de uma escola. Segundo apurou a Coluna, um Projeto de Lei será apresentado na Assembleia Legislativa, propondo a troca da unidade escolar de Arembepe pelo nome do jovem nativo.


Lembrança 2 Sem entrar no mérito da homenagem, não vai ser fácil promover a mudança. A única escola estadual na localidade é a Nadir Copque, nome dado a educadora que lecionou na região durante muitos anos. As demais escolas, as municipais Lídia Coelho, Giltônia Pereira e Aluno Mirim não podem ter seus nomes trocados por decisão da Assembleia Legislativa. 


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


19/7/2021 Fechamento às 17h55


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