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Anzóis O afastamento do promotor Everardo Yunes, alvo da “Operação Kauterion”, deflagrada terça-feira, 14 (Confira), pode ter desdobramentos e atingir mais peixes de vários tamanhos e espécies. Acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, junto com sua esposa, a advogada Fernanda Manhente, o agora ex-chefe da promotoria de justiça do MP de Camaçari exibia uma movimentação financeira considerada atípica.


Anzóis 2  Segundo relatório das investigações conduzidas pelo Ministério Público Estadual (MPE-BA), entre 2015 e fevereiro do ano passado foram registradas movimentações financeiras que beiram meio milhão de reais em mais de 55 transações bancárias nas contas dos acusados. Ainda segundo esses mesmos documentos, os valores foram creditados por empresas do ramo imobiliário da região de Camaçari, justamente nos períodos em que termos de ajustamento de conduta (TACs), conhecidos como acordos de compensação quando o empresário descumpre a legislação ambiental ou urbanística, foram efetuados com essas empresas.


Compromisso A titular da secretaria de desenvolvimento urbano de Camaçari (Sedur) foi uma das inexplicáveis ausências na audiência pública que discutiu as limitações  de acesso às praias do município. Realizada na sexta-feira (10), reunião na Câmara de Vereadores também não contou com o promotor Luciano Pita, do meio ambiente de Camaçari. Ausentes e sem representantes, tanto o titular do Ministério Público, como a doutora Andrea Montenegro simplesmente ignoraram um ritual de respeito e convivência harmoniosa com o Legislativo.


Compromisso 2 O doutor Pitta frustrou a plateia que esperava ouvir sobre sua ampla contribuição e experiência para a questão ambiental no município. Já a secretária da Sedur não apenas furtou a população de uma explicação detalhada sobre a polêmica obra de contenção na praia de Busca Vida, estopim de toda essa discussão sobre privatização do espaço público.


Compromisso 3 Nessa agenda também caberia à doutora Andrea prestar explicações sobre o projeto de criação do loteamento fechado. Com a denúncia do Camaçarico de 17 de agosto (Confira), projeto terminou sendo recolhido pela prefeitura, como informou a Coluna nas notas ´siameses´ postada no dia 30 (Confira).


Sem Luluzinha Diferente da disputa pela presidência estadual na Ordem dos Advogados do Brasil, onde as mulheres protagonizam o processo de sucessão do presidente Fabrício de Castro Oliveira, a troca de comando na seccional da OAB-Camaçari vai continuar ´clube do bolinha`. 


Sem Luluzinha 2 Sucessão de Paulo Carneiro, em segundo mandato e impedido pelo regulamento da entidade de disputar a reeleição, já tem dois nomes para o confronto de novembro. Segundo apurou a Coluna, os advogados Matheus Nogueira e Thiago Bianchi são os nomes já postados na disputa para liderar a OAB-Camaçari no triênio 2022/2024.


É Ford! Ficou no passado a felicidade dos compradores dos modelos Ecosport e Ka, da montadora americana. Depois de encerrar sua produção no Brasil, no começo do ano, com a consequente redução do número de concessionárias/oficinas autorizadas, desemprego, etc, etc, a Ford dá mais um ´cavalo-de-pau` com o encerramento da sua produção total e dos mesmos modelos de veículos nas suas fábricas da Índia. Com a manobra, a montadora deixa uma frota de carros fora de linha e consequente prejuízo para o consumidor com a queda no valor de revenda.  


Exemplo Sábado (18), ambientalistas, moradores e veranistas de Arembepe, orla de Camaçari, realizam pela 4ª vez o mutirão de limpeza de ruas, praças, rios e praias da localidade. Ação, prevista para começar às 7h, com concentração de voluntários na praça dos Coqueiros, faz parte das comemorações pelo Dia Mundial da Limpeza, lembrado em 180 países. Adesão e mais informações com Adriano Loureiro (999-10290), Fabiana Franco (987-507055), Humberto Leite (999-755391), Rita de Cássia (991-166253), Robsney Ferreira (988-723328), Rivelino Martins (999-124425) ou Washington Azevedo (991-429981).


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


15/9/2021 Fechamento às 14h18


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Delay Precisou Arembepe virar manchete policial, para a prefeitura de Camaçari acordar e reforçar a segurança no mais famoso point da orla de Camaçari e um dos mais conhecidos do Brasil. Reivindicação antiga da associação de comerciantes da localidade (Ascarb), reforço na segurança em toda a localidade, em especial nas praças dos Coqueiros e da Amendoeira, só se materializou na segunda-feira (6), depois do faroeste na noite de sábado (4), com um assassinato e alguns feridos a bala.


Delay 2 Essa desarticulação entre município e governo do estado, que mostra a necessidade de uma confluência maior e muito além da ajuda da prefeitura com combustível e estrutura para as polícias Civil e Militar, tem reflexos não apenas na segurança dos moradores. A insegurança é potencial elemento de desmonte de qualquer projeto turístico, em especial numa localidade conhecida pelas suas belas praias e pela internacional Aldeia Hippie.


Delay 3 Esse deve ser um dos temas cobrados e que a prefeitura, não apenas a secretaria de turismo do município (Setur), precisa esclarecer durante a apresentação do plano de turismo do município, quinta-feira (9), a partir das 9h, na Câmara de Vereadores.


Calibre Os números da violência no município não são recentes e seguem em crescimento, como mostram a secretaria de segurança pública. De acordo com o boletim da SSP-BA, Camaçari fecha agosto com novo recorde de assassinatos. Os 18 assassinatos de agosto é o mais alto dos últimos 4 anos. No mesmo mês de 2020 foram 15 assassinatos, em 2019 foram 12 assassinatos, e 2018 (8 assassinatos).  


Calibre 2 Já na conta dos 8 primeiros meses do ano, a SSP registra uma redução de 5 assassinatos na comparação com os 148 somados entre janeiro e agosto de 2020. No mesmo período de 2019 foram registrados 120 assassinatos, enquanto em 2018 foram contados 122.


Calibre 3 Setembro, que já registra 5 assassinatos até a tarde de terça-feira (7), parece ser mais um mês nessa conta de somar desarticulação e multiplicar estragos na imagem de Camaçari.


Sobrenome Com obras em fase de finalização, o novo horto florestal de Camaçari pode ganhar nome do pai do alcaide Antonio Elinaldo (Democratas). Pelo projeto de lei do vereador Dudu do Povo (Cidadania), o importante espaço de preservação ambiental localizado na sede do município, passa se chamar Horto Florestal Linaldo Silva. ´Seu` Linaldo, como era conhecido, foi comerciante no município e faleceu aos 72 anos, em fevereiro de 2017. 


Sobrenome 2 Projeto, que deve ganhar o aval da maioria, e até o apoio da bancada oposicionista, sepulta de vez proposta anterior, discutida na base governista, que sugeria homenagear o ex-secretário de desenvolvimento urbano do município. O arquiteto, servidor de carreira, e um dos idealizadores do projeto de requalificação do horto, Genival Seixas, 53 anos, faleceu vítima de um câncer, em outubro do ano passado. 


Panela de pressão Camaçari teve mais um ano sem desfiles e manifestações nos 7 de Setembro da Gleba E, e em Parafuso. Pandemia também decretou pelo segundo ano consecutivo a suspensão das comemorações da emancipação no 28 de Setembro. Festejos só serão retomados em 2022, justamente no mês que antecede a disputa eleitoral que escolherá o governador, uma das três vagas no Senado, os 39 deputados federais da Bahia, e os 63 estaduais.


Capital Por falar em festejos e votos, o ex-vereador Jackson Josué garante que está firme com sua candidatura a deputado federal pelo Podemos. Garante que não  teme a postulação  na mesma base eleitoral da esposa do ex-alcaide Luiz Caetano, a petista Ivoneide Caetano, provável nome para a Câmara Federal.


Capital 2 O ex-petista, apesar dos 1.190 votos, que representaram mais apoios nas urnas que 4 vereadores eleitos no pleito do ano passado, não se reelegeu. Já na disputa para deputado estadual, em 2018, Jackson somou 14.423 no estado, sendo 9.526 votos em Camaçari.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


8/9/2021 


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Referência A perda do camaçariense José Carlos Ferreira de Oliveira, 68 anos, no último sábado (28), é muito mais que tristeza para familiares e amigos. Servidor do município de Camaçari, Bibo, como era carinhosamente chamado, representava e vivenciava um sentimento de cuidado e preservação da história e das coisas da cidade que ele tanto alimentou como um dos fundadores do movimento Umuarama, ´encontro de amigos`, em tupi-guarani. O Camaçarico não poderia deixar de lembrá-lo, não por ter sido um leitor assíduo da Coluna. Sempre alegre, disposto e disponível para a luta, Bibo deixa um exemplo de cidadão que sempre teve no sentimento de pertencimento da sua cidade uma das suas razões de viver.


Quiosquelândia O processo de facilitação de uso de áreas públicas pela prefeitura de Camaçari, para atender interesses comerciais de particulares segue sem impedimentos. Com a ampliação das concessões de quiosques em praças e áreas do município, onde se vende de tudo, sem nenhuma contrapartida para os cofres públicos, município avança na contramão da política de organização dos espaços públicos e a sua consequente destinação às atividades de lazer e humanização da cidade.


Quiosquelândia 2 Os quiosques de alvenaria na histórica praça da Matriz, em Vila de Abrantes, com as obras paradas por pressão da sociedade e questionamentos na justiça, é apenas um exemplo da institucionalização dessa política de ocupação dessas áreas, com aval, e até estímulo pelo poder público.


Quiosquelândia 3 A equivocada ação dos últimos governos municipais, agora reforçada pela gestão do ex-feirante e atual alcaide Antonio Elinaldo (Democratas), tem exemplo pronto e acabado na praça da Simpatia. Outro exemplo é a feira de Camaçari. O maior centro de compras da região, já não se resume mais aos pontos comerciais limitados pela estrutura original do prédio, com preservação dos recuos laterais e frontais. Graças ao beneplácito da prefeitura, esses quiosques, barracas e estruturas sobre rodas, os Food trucks,  avançam além do gradil da feira e já ocupam parte do passeio de pedestres. .


Quiosquelândia 4 Cultura do pode tudo já planeja até ocupar formalmente áreas de preservação ambiental, como o recém-inaugurado parque ecológico e cultural Fonte do Cacimbão, na região de Arembepe. Segundo apurou a Coluna, apesar de ocupar uma área que não soma 200 metros quadrados, já existem propostas de instalação de quiosques para venda de bebidas e alimentos no local.


Siameses Mesmo com as denúncias de atropelo da legislação e seus prejuízos na regulação do espaço urbano em Camaçari, vereadores seguem como se o tema não fosse de interesse coletivo. Retirado do Legislativo depois da denúncia do Camaçarico (Confira), projeto de lei que cria o loteamento fechado, com graves implicações no processo de privatização do espaço público, além dos prejuízos para os cofres do município, sequer foi comentado pelos representantes do povo. Outra proposta (Confira), essa em tramitação e sem alardes, vai além do enfraquecimento da sociedade organizada através do enfraquecimento do conselho municipal de meio ambiente (COMAM). Sob o pretexto de construção das chamadas ´habitações de interesse social`, autoriza a destruição de parte da vegetação em áreas de preservação permanente, as chamadas APPs.


Siameses 2 Nesse processo, tanto a bancada governista, fiadora cega das ações do governo, independente dos prejuízos para a cidade, como os destemidos oposicionistas mostram que esse é o tipo de debate que deve ir para debaixo do tapete.


Antônimo Socializar parece não ser o forte do PSB de Camaçari.  Segundo apurou a Coluna, as correntes internas da legenda não andam se entendendo. Essa divisão, que nunca foi monolítica, mas seguia sem grandes traumas, agora expõe 3 PSBs.


Antônimo 2 De um lado aparece o grupo dos socialistas históricos, ligado à ex-prefeita de Salvador e atual deputada federal, Lídice da Mata. No outro bloco estão os pessebistas sob a inspiração do ex-prefeito e atual secretário estadual de relações institucionais, Luiz Caetano (PT). Para complicar, o vereador Vavau, único representante do partido no Legislativo, que até bem pouco tempo exibia total concordância com a orientação de Caetano, ensaia voo solo.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


30/8/2021 Fechamento às 18h35


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Salitre O impacto do avanço do mar na costa de Camaçari precisa ser entendido pela prefeitura do município como uma alerta urgente e maior que a simples discussão sobre instalação de barreiras de contenção. Publicado na seção Colunistas do Camaçari Agora (Confira), artigo do professor Fernando Alcoforado, mostra que as faixas de mar de Busca Vida, já com sua praia ameaçada, Jauá e Arembepe podem sofrer significativas perdas de praia e até regiões hoje ocupadas por moradias e equipamentos. Mesmo fora da lista, Itacimirim, que segundo técnicos ouvidos pela Coluna também exibe a chamada “cota zero” e entra nessa conta de risco.


Salitre 2 Alerta, que exige a adoção de medidas a curtíssimo, médio e longo prazo, precisa ser entendido pela prefeitura de Camaçari como um chamamento ao debate aberto, amplo e com respaldo técnico para avaliar o tamanho desses efeitos. Como vem mostrando o Camaçarico (Confira), a atual gestão segue tratando a questão ambiental como se fosse uma mercadoria de varejo, de consumo simples e imediato. Infelizmente despreza a necessidade de um planejamento e uma visão ampla de ações para o futuro.


Salitre 3 Os movimentos de descuido da gestão do alcaide Antonio Elinaldo (Democratas) são claros. Ao desprezar o cronograma de conclusão das etapas necessárias para a atualização do seu plano diretor de desenvolvimento urbano (PDDU), a prefeitura só enxerga a água batendo nos tornozelos. Sinais de que não mira a onda, que é a cidade como um todo, e sua inclusão num ecossistema maior, ficam claros quando tenta retaliar a legislação ambiental, apresentando projetos segmentados sobre o seu planejamento urbano.


Salitre 4 Essa falta de entendimento amplo ganha novos sinais com a criação de um grupo de trabalho (GT), que sinaliza como principal objetivo a adoção de medidas que possibilitem a implantação de contenções na costa de Camaçari. Medida de criação do GT, que deveria ter sido adotada antes, acontece justamente depois de toda a polêmica causada pela autorização dada pelo município, sem nenhum estudo, para a construção de barreiras na praia de Busca Vida.


Salitre 5 Se quiser contribuir de forma efetiva, o “Grupo de Trabalho - Mudanças climáticas e seus efeitos em linha de costa”, criado pela secretaria de desenvolvimento urbano e meio ambiente (Sedur), vai ter que ampliar seu olhar e legitimidade com a presença do conselho municipal de meio ambiente (COMAM) e  de outras entidades e estruturas envolvidas na questão. 


Salitre 6 O GP, que de acordo com nota postada no site do Ministério Público Estadual, um dos integrantes do grupo, tem como objetivo “ a elaboração de um Termo de Referência para implantação de dispersores de energia em linha de costa, visando minimizar os impactos ambientais, visuais e urbanísticos decorrentes das alterações climáticas”, precisa avançar para não  sucumbir à maré alta da desarticulação.


Cenários Caminhos possíveis e movimentos fazem parte das regras da política. Não é diferente com o caso da cassação do mandato do vereador Val Estilos (Republicanos), por abuso de poder econômico nas eleições de 2020 (Confira). Mesmo com amplas possibilidades de recursos no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e, mais adiante, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as contas não param.


Cenários 2 Projeção que a Coluna teve acesso mostra que em caso de manutenção, em instância superior, da decisão da juíza Bianca Gomes da Silva, da 171ª Zona Eleitoral de Camaçari, vaga continua com o Republicanos.  Com a perda do mandato de Val Estilos, os votos também são subtraídos da conta geral das eleições. Em 3º, com cerca de 13 mil votos, atrás do Democratas (5 cadeiras), e o Cidadania (4 eleitos), o Republicanos cai para 10 mil voos sem os 3.005 votos de Val Estilos.


Cenários 3 Mesmo assim, a legenda continua mantendo o maior coeficiente eleitoral, portanto com direito a manter seu 2º vereador, no caso o hoje 1º suplente Dedel. Com 1.321 votos, Dedel, que por pouco não garantiu a 4ª cadeira para o Republicanos, somou mais votos que 5 dos 21 eleitos.


Cenários 4 Outro que chegou a aparecer como possível favorecido, caso se confirme o novo cenário, foi Sinho do Boxe (PSD), que somou 749 votos nas eleições passadas. Mas, a média de votos da sua legenda ficou abaixo da do Republicanos, que com ou sem a manutenção do mandato de Val Estilos, segura as duas cadeiras no Legislativo.


Espaços  Apesar de novato na política parlamentar, o vereador Tagner Cerqueira avança rápido e já emplaca cargo na direção estadual do partido. Representante da tendência “Movimento PT”, que na Bahia tem o ex-prefeito Luiz Caetano como maior liderança, Tagner assumiu uma das duas vice-presidências estaduais. 


Diferencial  O poeta, diretor de teatro, produtor cultural e agitador Ivan Antonio acumula mais uma atividade no seu vasto currículo. Seu novo rebento, “O Conversa com o poeta”, produzido pela secretaria da cultura de Camaçari (Secult), estreia com Nadja Meireles e Del Feliz. Proposta do programa, que pode ser assistido pelo You Tube e pela TV Litorânea (canal 1.4), é abrir uma janela com muitas histórias recheadas de música, poesia e outras manifestações artísticas.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


24/8/2021 Fechamento às 17h


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Porteira  Depois dos jabutis que o vereador governista Gilvan Souza (PSDB) tenta colocar na ´árvore` da legislação ambiental, como mostrou o Camaçarico (Confira), o pacote de modificações nas leis que regulam o ordenamento urbano e sua consequente relação com o planejamento e o futuro de Camaçari ganha mais uma estranha contribuição. Dessa vez a proposta de mudança vem com o jamegão do próprio alcaide Antonio Elinaldo (Democratas).


Porteira 2 Envido no começo de agosto ao Legislativo, com o pedido de apreciação e votação em “ regime de urgência”, o Projeto de Lei, com benefícios sociais, ambientais e urbanísticos questionáveis, dispõe sobre “Loteamento de acesso controlado, mediante permissões especiais e dá outras providências”. Com essa nova figura do ´loteamento fechado`, projeto também cria uma realidade jurídica que contribui para a perda de arrecadação de impostos.


Porteira  3 Apesar de se apresentar como contribuição para melhorar a função social, a acessibilidade e a mobilidade, projeto da prefeitura, na verdade gera uma grande perda com a redução do direito de livre acesso da população às áreas públicas. Apesar do histótico dos loteamentos com guaritas, oficialização dessas barreiras vira forte estímulo à privatização dos espaços coletivos, como praias, lagoas e rios do município, em grande maioria com acesso através desses loteamentos.


Porteira  4 Segundo especialistas ouvidos pela Coluna, não  existem dúvidas de que os construtores/incorporadores desses ´loteamentos fechados` vão vender o projeto como se as áreas públicas fossem privadas. Nesse processo de privatização os adquirentes também vão se comportar como donos de um lote num condomínio fechado. No ´loteamento fechado`,  proposto pelo projeto, as áreas públicas, como praças e vias são de todos, inclusive dos que não moram ou sequer possuem imóvel no referido loteamento. A dúvida é como, quem vai regular e fiscalizar esse limite com a instalação de guaritas e sistemas de segurança.


Porteira 5 Outra estranheza no projeto, que apesar de não estar implícito, sinaliza que a prefeitura vai abrir mão do pagamento do IPTU de cerca de 35% da área. No ´condomínio fechado`, o imposto territorial urbano é calculado com base em toda a área, que incluiu ruas, praças e espaços de lazer. Já no ´loteamento fechado`, apenas 65% da área, que corresponde aos lotes, serão tributados. Essa perda se configura a partir do momento em que a prefeitura autoriza a criação de novos empreendimentos na modalidade ´loteamento fechado`. Com esse modelo proposto no projeto da prefeitura os responsáveis pela implantação do empreendimento imobiliário tendem a descartar a opção ´condomínio fechado`, onde  100% da área é passível de tributação pelo município. 


Porteira 6 Na lista de estranhezas, outro destaque é a definição de área máxima para a instalação desses loteamentos. De acordo com o projeto apresentado pela prefeitura, o limite máximo para esses loteamentos é de 600 mil metros quadrados em zona urbana, e 1 milhão de metros quadrados em zona rural.


Porteira 7 Só para efeito de comparação, essa área de 600 mil metros quadrados equivale a faixa de praia de Arembepe, desde a entrada da aldeia hippie até o Piruí. A área máxima para esses empreendimentos também pode ser comparada ao núcleo habitacional de Vila de Abrantes, uma verdadeira cidade. Ainda estabelecendo comparativos dessa dimensão, equivalente a 60 campos oficiais de futebol, é quase duas vezes o bairro Nova Vitória, o maior e mais populoso do município.


Porteira 8 Uma rápida conferida no plano diretor de desenvolvimento urbano do município mostra que o projeto engorda a área possível para esses empreendimentos em mais de 10 vezes. Pelo atual PDDU, o tamanho máximo para condomínio fechado em zona urbana varia de 40 mil a 100 mil metros quadrados, tanto em zona urbana como rural.


Porteira 9 Por falar em PDDU, o processo de atualização da legislação que define a política de desenvolvimento e expansão urbana do município tem andado na velocidade de um jabuti. Apesar da legislação federal definir que seus aperfeiçoamentos, que deveriam ter sido concluídos em 2018, sejam realizados de 10 em 10 anos, o texto ainda está longe de ser finalizado.


Porteira 10 Sem debate amplo com a sociedade, projeto tramitando em “regime de urgência”, carece de consulta pública, muito menos tem o aval de colegiados como a comissão de meio ambiente do próprio Legislativo, do conselho municipal de meio ambiente (COMAM), do Ministério Público e da OAB-Camaçari, com assento no conselho municipal da cidade (CONCIDADE), e através da sua comissão de meio ambiente, mobilidade urbana e direito urbanístico (COMAMDU).


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


17/8/2021 Fechamento às 18h


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Nomes  O bispo Dom João Carlos Petrini, como já noticiou o Camaçarico, deve deixar a Diocese de Camaçari nos próximos meses. Aos 76 anos, sendo que os 10 últimos dedicados a criação e estruturação da Diocese que tem Camaçari como sede e presença em outras 7 cidades, Dom Petrini chega à idade de se aposentar e passar o báculo, cajado usado pelos bispos.


Nomes 2 Mesmo com a decisão do papa Francisco de não mais indicar bispo estrangeiro para comandar diocese, 3 nomes, sendo 2 brasileiros, aparecem na lista de cotados para o lugar do bispo italiano. Dom Marcony Vinicius, 51 anos, e Dom José Aparecido, 61 anos, atualmente em Brasília, são ex-auxiliares do atual arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, cardeal Dom Sergio da Rocha, durante sua passagem pela Arquidiocese da Capital Federal. O terceiro nome é o italiano, Guido Zendron, 67 anos, atual bispo da Diocese de Paulo Afonso. Dom Zedron é tido como o preferido de Dom Petrini, que desembarca em Roma nos próximos dias.


O tucano e o jabuti Em política, costuma se dizer que encontrar um jabuti numa árvore é sinal de que tem algo errado. Como um réptil de carapaça e dificuldade de locomoção em terra, subiria numa árvore, principalmente a que chora, no caso de Camaçari. Esse é o entendimento de ambientalistas e gente acostumada com legislação ambiental e medidas legais para construção, ouvidas pela Coluna, sobre o projeto de lei que mexe na atual legislação ambiental do município.


O tucano e o jabuti 2 De autoria do vereador Gilvan Souza (PSDB), proposta em tramitação no Legislativo, parece mais uma árvore onde brotam jabutis de todos os tamanhos. Entre os ´bichinhos` de maior porte e consequente impacto, está a retirada do poder deliberativo do Conselho Municipal de Meio Ambiente (COMAM). Se hoje o COMAM não é ouvido sobre os processos envolvendo o licenciamento de obras e atividades potencialmente geradores de impacto, com o projeto assinado pelo tucano Gilvan, o conselho passa a ter peso zero.


O tucano e o jabuti 3 O projeto tem outros dois répteis, dos grandes, que seguramente vão fazer a alegria dos construtores de projetos populares. Mudança proposta na atual legislação permite a destruição de parte da vegetação em áreas de preservação permanente, as chamadas APPs. Pela proposta do vereador tucano, a vegetação nessas áreas poderá ser suprimida para dar lugar às chamadas ´habitações de interesse social` maioria esmagadora dos empreendimentos habitacionais licenciados no município.


O tucano e o jabuti 4 Totalmente na contramão dos novos tempos de ampliação dos cuidados com o meio ambiente e os riscos para o aumento da temperatura do planeta causados pelo efeito estufa, como alerta a ONU em estudo divulgado nesta segunda-feira (9), a proposta, de conhecimento da titular da secretaria do desenvolvimento urbano (Sedur), a advogada Andrea Montenegro, avança até sobre as dunas. O outro jabuti robusto é o que considera a extração de areia uma atividade de interesse social e abre a possibilidade desconto de até 90% nas multas resultantes desse crime ambiental.


O tucano e o jabuti 5  Projeto de autoria do vereador, que não foi debatido com a sociedade, sequer foi apresentado previamente aos colegas  da comissão de meio ambiente do Legislativo, como cobrou o COMAM (Confira), ainda deixa um ninho sem tamanho ao propor a criação de estruturas, atribuir obrigações e responsabilidades a órgãos da administração direta do município, função de competência privativa do prefeito.


Atitude Historiadores, pesquisadores, ambientalistas e representantes da Igreja Católica seguem em compasso de espera. Aguardam o chamamento do alcaide Antonio Elinaldo (Democratas) para  discutir o  novo projeto de requalificação da praça da Matriz, em Vila de Abrantes. Entre as propostas da sociedade organizada está a criação de um memorial, com destaque para os nativos tupinanbás, e a redefinição dos espaços que assegurem lazer aliado à informação sobre a história do primeiro núcleo urbano da região e um dos mais antigos do Brasil.


Atitude 2 Depois do recuo da prefeitura de Camaçari, que anunciou a demolição dos quiosques e, em seguida, a redefinição do projeto em sítio histórico do século XVI. (Confira), o alcaide precisa mostrar que tem compromisso e capacidade de entendimento sobre a importância da sociedade organizada na gestão da cidade.


Atitude 3 Como vem informando a Coluna, projeto suspenso semana passada, vinha atropelando as leis. Obras cheias de questionamentos não respondidos vinha pondo dúvidas sobre a capacidade de fiscalização da CAF-corporação andina de fomento (Confira). Também conhecida como Banco de Desenvolvimento da América Latina, instituição internacional é a financiadora da obra que integra um pacote de melhorias urbanas em toda a Camaçari, que soma cerca de 80 milhões de dólares (R$ 400 milhões).


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


9/8/2021 Fechamento às 18h20


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Lições  O alcaide de Camaçari, Antonio Elinaldo (Democratas), coleciona mais uma derrota e consequente desgaste político com o equivocado projeto de requalificação da praça da Matriz, em Vila de Abrantes. Depois de insistir no erro ao prosseguir com uma obra descompromissada e longe do mínimo que o bom senso exige, o demista teve que recuar e mandar demolir parte dos quiosques construídos na praça.  Agora dá outro passo atrás com a paralisação total dos trabalhos.  


Lições 2 Ao acatar a recomendação de suspensão dos serviços em importante espaço localizado em sítio histórico do século XVI. (Confira), feita pelo Ministério Público Estadual (MPE), a gestão não apenas atesta seu descuido com a história da cidade que tem como missão constitucional preservar. Comete outro crime, não menos grave, que é o de queimar dinheiro público, construindo e depois demolindo.


Lições 3 Cabe agora ao MPE e à Corporação Andina de Fomento (CAF), banco internacional  financiadora dessa e de outras obras no município, realizar as devidas inspeções, mudanças no projeto, avaliação dos prejuízos e as medidas necessárias para a responsabilização dos responsáveis.


Lições 4 A prefeitura de Camaçari precisa esclarecer para a população e para a imprensa se houve ou não modificação dos trabalhos depois do financiamento aprovado pela CAF. Recuo com parada e redesenho do projeto da praça da Matriz, seu cronograma de obras e, provavelmente, seus custos, não é um bom sinal para quem pleiteia rediscutir o pacote de projetos aprovados e assegurados por empréstimo a entidade de fomento também, conhecida como Banco de Desenvolvimento da América Latina.


Lições 5 Como vem informando em várias notas distribuídas para a imprensa, a prefeitura de Camaçari defende a redefinição de alguns projetos já aprovados  pela CAF para que essa conta permita a inclusão do financiamento da construção do hospital municipal, orçado em cerca de R$ 70 milhões.


Lições 6 Contrato de empréstimo com a CAF, no valor de USD 80 milhões, algo em torno de R$ 400 milhões, na atual cotação do dólar, foi assinado em junho de 2019. O financiamento, que integra o programa  “Cidades com Futuro” da CAF, tem entre as obras, a duplicação do viaduto do Trabalhador, o trevo da Cascalheira, a recuperação da antiga estação de trens, o horto florestal,  serviços de infraestrutura urbana, recuperação de escolas, e outras melhorias.


Lições 7  Distante desse processo, quando deveria ser uma das protagonistas desse debate, a Câmara de Vereadores e Camaçari precisa retomar sua missão constitucional de fiscalizadora. Eleita em 2020 com renovação de 50%, casa legislativa, independente da coloração política dos seus 21 integrantes, sinaliza os mesmos moldes da velha política. Permanecer alheia a questões como a grita sobre as obras na praça da Matriz, só para ficar nesse exemplo, empurra o Legislativo para a fogueira do descompromisso com sua história, e com o dinheiro do contribuinte.


Guarda-chuva A criação de uma associação de ex-prefeitos baianos não é consenso entre os ex-alcaides de Camaçari. Estrutura que deve reunir mais de uma centena de antigos gestores, conta com o apoio de 3 dos 5 ex-comandantes do município nos últimos 40 anos. Lista dos apoiadores da entidade tem Humberto Ellery, (1975/1985 e 1993/1996), atualmente filiado ao Cidadania; o petista Luiz Caetano (1986/1988 e 2005/2012); e o  ex-PT e hoje sem partido, Ademar Delgado (2013/2016). Contrário, aparece apenas o demista Helder Almeida (2002/2004). Outro filiado ao Democratas, o ex-alcaide José Tude (1989/1992 e 1997/2002) não respondeu até o fechamento da Coluna.  


Guarda-chuva 2 Ainda embrionária, entidade  com similares em Santa Catarina e Mato Grosso, vai precisar avançar com uma agenda onde o debate sobre cidades, futuro e governança superem a pura e simples organização de uma estrutura capaz apenas de defender ex-prefeitos das condenações e demandas jurídicas patrocinadas pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM).


Mudo  O conselho municipal de meio ambiente (COMAM) continua esperando uma explicação do vereador Gilvan Souza (PSDB), sobre seu projeto de lei que mexe na atual legislação ambiental. Sem informar onde foi gestada, proposta criticada pelo COMAM (Confira) que sequer foi apresentada, ainda que informalmente, aos vereadores da comissão de meio ambiente, é um verdadeiro cheque em branco, dizem.


Mudo 2 Ambientalistas também estranham a desenvoltura de um vereador sem histórico de luta e participação nas discussões referentes ao planejamento urbano, sair apadrinhando uma proposição tão complexa e que exige um debate amplo.  


Maré As obras de contenção na praia de Busca Vida estão longe de um desfecho favorável para o condomínio responsável pelos serviços, que ambientalistas e vereadores consideram uma agressão ao meio ambiente, com reflexos diretos num dos pontos de desova de tartarugas marinhas do litoral norte da Bahia


Maré 2 Apesar da boa vontade da prefeitura de Camaçari, e do inegável poder de mobilização do Porto Busca Vida Resort, continuidade das obras orçadas em cerca de R$ 3 milhões e totalmente bancadas pelos quase 190 privilegiados moradores do exclusivíssimo condomínio, segundo apurou a Coluna, não vai encontrar ´maré mansa`.


Maré 3 Especialista consultado pelo Camaçarico lembra que em novembro do ano passado o Ibama embargou obra parecida na Praia do Forte, município vizinho de Mata de São João, outro ponto de reprodução da espécie marinha. A resolução do conselho nacional do meio ambiente (CONAMA), que regulamenta o licenciamento ambiental em praias onde ocorre a desova de tartarugas marinhas, diz de forma clara que o Ibama precisa ser consultado antes do início de qualquer serviço. Obra também exige consulta à secretaria de patrimônio da união (SPU) e Marinha. Impacto não prejudica apenas as tartarugas. A construção de uma contenção numa área próxima à foz de um rio, no caso o Joanes, é outro complicador com reflexos na corrente da maré, diz.


Equilíbrio Camaçari caminha para ganhar uma base da Companhia de Polícia de Proteção Ambiental (COPPA). Pedido de instalação de um sistema de vigilância do meio ambiente, em especial na orla de Camaçari, território dos especuladores e invasores de áreas de proteção ambiental, é luta antiga dos ambientalistas, como mostram relatos e documentos de ambientalistas. Um desses registros é a ata de reunião realizada em outubro 2009, entre a comunidade da orla e representantes da secretaria de meio ambiente do estado (Sema).


Equilíbrio 2 Depois de definir, no começo de julho, sobre a instalação da unidade, a Polícia Militar espera a contrapartida do município. Para fechar esse ecossistema de proteção, a PM cede os policiais e parte dos equipamentos, enquanto os ambientalistas entram com a boa vontade e a capacidade de fiscalização. Nesse tripé falta apenas a prefeitura de Camaçari ceder uma área e viabilizar a instalação da unidade. O local ainda não foi definido, mas a região de Abrantes, constantemente agredidas pelas caçambas de extração de areia, é um dos pontos preferidos.


Descuido Conhecida mundialmente pela sua aldeia hippie e suas belas praias, Arembepe anda irreconhecível e precisando do olhar comprometido da prefeitura de Camaçari. Uma dessas marcas é o trecho do calçadão da praça das Amendoeiras, que dá acesso à praia do Porto, e a própria beira mar, transformados em depósito de velhas embarcações, tralhas e equipamentos como mesas e cadeiras.


Descuido 2 Independente de verão ou inverno, famoso point precisa de atenção especial.  O ordenamento não beneficia apenas com a comunidade. É preciso ir além e entender a importância de Arembepe para o turismo de Camaçari e da Bahia. 


Calibre Camaçari fecha julho com mais assassinatos que o mesmo mês de 2020. De acordo com o boletim da secretaria de segurança pública (SSP-BA) foram registradas 14 mortes violentas, 3 a mais que julho do ano passado. Já na conta dos 7 primeiros meses do ano, a SSP registra uma  redução de 8 assassinatos na comparação com os 133 somados entre janeiro e julho de 2020.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


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Lições  O alcaide de Camaçari, Antonio Elinaldo (Democratas), coleciona mais uma derrota e consequente desgaste político com o equivocado projeto de requalificação da praça da Matriz, em Vila de Abrantes. Depois de insistir no erro ao prosseguir com uma obra descompromissada e longe do mínimo que o bom senso exige, o demista teve que recuar e mandar demolir parte dos quiosques construídos na praça.  Agora dá outro passo atrás com a paralisação total dos trabalhos.  


Lições 2 Ao acatar a recomendação de suspensão dos serviços em importante espaço localizado em sítio histórico do século XVI. (Confira), feita pelo Ministério Público Estadual (MPE), a gestão não apenas atesta seu descuido com a história da cidade que tem como missão constitucional preservar. Comete outro crime, não menos grave, que é o de queimar dinheiro público, construindo e depois demolindo.


Lições 3 Cabe agora ao MPE e à Corporação Andina de Fomento (CAF), banco internacional  financiadora dessa e de outras obras no município, realizar as devidas inspeções, mudanças no projeto, avaliação dos prejuízos e as medidas necessárias para a responsabilização dos responsáveis.


Lições 4 A prefeitura de Camaçari precisa esclarecer para a população e para a imprensa se houve ou não modificação dos trabalhos depois do financiamento aprovado pela CAF. Recuo com parada e redesenho do projeto da praça da Matriz, seu cronograma de obras e, provavelmente, seus custos, não é um bom sinal para quem pleiteia rediscutir o pacote de projetos aprovados e assegurados por empréstimo a entidade de fomento também, conhecida como Banco de Desenvolvimento da América Latina.


Lições 5 Como vem informando em várias notas distribuídas para a imprensa, a prefeitura de Camaçari defende a redefinição de alguns projetos já aprovados  pela CAF para que essa conta permita a inclusão do financiamento da construção do hospital municipal, orçado em cerca de R$ 70 milhões.


Lições 6 Contrato de empréstimo com a CAF, no valor de USD 80 milhões, algo em torno de R$ 400 milhões, na atual cotação do dólar, foi assinado em junho de 2019. O financiamento, que integra o programa  “Cidades com Futuro” da CAF, tem entre as obras, a duplicação do viaduto do Trabalhador, o trevo da Cascalheira, a recuperação da antiga estação de trens, o horto florestal,  serviços de infraestrutura urbana, recuperação de escolas, e outras melhorias.


Lições 7  Distante desse processo, quando deveria ser uma das protagonistas desse debate, a Câmara de Vereadores de Camaçari precisa retomar sua missão constitucional de fiscalizadora. Eleita em 2020 com renovação de 50%, casa legislativa, independente da coloração política dos seus 21 integrantes, sinaliza os mesmos moldes da velha política. Permanecer alheia a questões como a grita sobre as obras na praça da Matriz, só para ficar nesse exemplo, empurra o Legislativo para a fogueira do descompromisso com sua história, e com o dinheiro do contribuinte.


Guarda-chuva A criação de uma associação de ex-prefeitos baianos não é consenso entre os ex-alcaides de Camaçari. Estrutura que deve reunir mais de uma centena de antigos gestores, conta com o apoio de 3 dos 5 ex-comandantes do município nos últimos 40 anos. Lista dos apoiadores da entidade tem Humberto Ellery, (1975/1985 e 1993/1996), atualmente filiado ao Cidadania; o petista Luiz Caetano (1986/1988 e 2005/2012); e o  ex-PT e hoje sem partido, Ademar Delgado (2013/2016). Contrário, aparece apenas o demista Helder Almeida (2002/2004). Outro filiado ao Democratas, o ex-alcaide José Tude (1989/1992 e 1997/2002) não respondeu até o fechamento da Coluna.  


Guarda-chuva 2 Ainda embrionária, entidade  com similares em Santa Catarina e Mato Grosso, vai precisar avançar com uma agenda onde o debate sobre cidades, futuro e governança superem a pura e simples organização de uma estrutura capaz apenas de defender ex-prefeitos das condenações e demandas jurídicas patrocinadas pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM).


Mudo  O conselho municipal de meio ambiente (COMAM) continua esperando uma explicação do vereador Gilvan Souza (PSDB), sobre seu projeto de lei que mexe na atual legislação ambiental. Sem informar onde foi gestada, proposta criticada pelo COMAM (Confira) que sequer foi apresentada, ainda que informalmente, aos vereadores da comissão de meio ambiente, é um verdadeiro cheque em branco, dizem.


Mudo 2 Ambientalistas também estranham a desenvoltura de um vereador sem histórico de luta e participação nas discussões referentes ao planejamento urbano, sair apadrinhando uma proposição tão complexa e que exige um debate amplo.  


Maré As obras de contenção na praia de Busca Vida estão longe de um desfecho favorável para o condomínio responsável pelos serviços, que ambientalistas e vereadores consideram uma agressão ao meio ambiente, com reflexos diretos num dos pontos de desova de tartarugas marinhas do litoral norte da Bahia


Maré 2 Apesar da boa vontade da prefeitura de Camaçari, e do inegável poder de mobilização do Porto Busca Vida Resort, continuidade das obras orçadas em cerca de R$ 3 milhões e totalmente bancadas pelos quase 190 privilegiados moradores do exclusivíssimo condomínio, segundo apurou a Coluna, não vai encontrar ´maré mansa`.


Maré 3 Especialista consultado pelo Camaçarico lembra que em novembro do ano passado o Ibama embargou obra parecida na Praia do Forte, município vizinho de Mata de São João, outro ponto de reprodução da espécie marinha. A resolução do conselho nacional do meio ambiente (CONAMA), que regulamenta o licenciamento ambiental em praias onde ocorre a desova de tartarugas marinhas, diz de forma clara que o Ibama precisa ser consultado antes do início de qualquer serviço. Obra também exige consulta à secretaria de patrimônio da união (SPU) e Marinha. Impacto não prejudica apenas as tartarugas. A construção de uma contenção numa área próxima à foz de um rio, no caso o Joanes, é outro complicador com reflexos na corrente da maré, diz.


Equilíbrio Camaçari caminha para ganhar uma base da Companhia de Polícia de Proteção Ambiental (COPPA). Pedido de instalação de um sistema de vigilância do meio ambiente, em especial na orla de Camaçari, território dos especuladores e invasores de áreas de proteção ambiental, é luta antiga dos ambientalistas, como mostram relatos e documentos de ambientalistas. Um desses registros é a ata de reunião realizada em outubro 2009, entre a comunidade da orla e representantes da secretaria de meio ambiente do estado (Sema).


Equilíbrio 2 Depois de definir, no começo de julho, sobre a instalação da unidade, a Polícia Militar espera a contrapartida do município. Para fechar esse ecossistema de proteção, a PM cede os policiais e parte dos equipamentos, enquanto os ambientalistas entram com a boa vontade e a capacidade de fiscalização. Nesse tripé falta apenas a prefeitura de Camaçari ceder uma área e viabilizar a instalação da unidade. O local ainda não foi definido, mas a região de Abrantes, constantemente agredidas pelas caçambas de extração de areia, é um dos pontos preferidos.


Descuido Conhecida mundialmente pela sua aldeia hippie e suas belas praias, Arembepe anda irreconhecível e precisando do olhar comprometido da prefeitura de Camaçari. Uma dessas marcas é o trecho do calçadão da praça das Amendoeiras, que dá acesso à praia do Porto, e a própria beira mar, transformados em depósito de velhas embarcações, tralhas e equipamentos como mesas e cadeiras.


Descuido 2 Independente de verão ou inverno, famoso point precisa de atenção especial.  O ordenamento não beneficia apenas com a comunidade. É preciso ir além e entender a importância de Arembepe para o turismo de Camaçari e da Bahia. 


Calibre Camaçari fecha julho com mais assassinatos que o mesmo mês de 2020. De acordo com o boletim da secretaria de segurança pública (SSP-BA) foram registradas 14 mortes violentas, 3 a mais que julho do ano passado. Já na conta dos 7 primeiros meses do ano, a SSP registra uma  redução de 8 assassinatos na comparação com os 133 somados entre janeiro e julho de 2020.


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Prumo A decisão do alcaide de Camaçari, Antonio Elinaldo (Democratas) de mandar demolir parte dos quiosques em construção na histórica praça da Matriz, em Vila de Abrantes, como mostrou o Camaçari Agora (Confira), não fica apenas no ´faz e desfaz`, comum na gestão pública. Movimento tardio do gestor, apesar dos alertas da comunidade, dos historiadores e da imprensa, desde maio, quando as obras estavam em fase inicial, deixa lições mais profundas. Descuido  avança e empurra  Antonio Elinaldo (Democratas) para o colo da Lei que pune o gestor que gasta sem planejamento e exibe pouco cuidado o dinheiro público.


Prumo 2 No caso dos quiosques da praça de Vila de Abrantes, os custos do prejú com construção e demolição, mesmo considerados baixos para os padrões da rica Camaçari, cerca de R$ 30 mil, segundo cálculos feitos por engenheiro consultado pela Coluna, representam recursos do contribuinte que foram queimados. Esse dinheiro, que vai virar escombros, daria para manter durante um mês uma unidade de saúde da família (USF), só para citar um exemplo.


Prumo 3 Decisão de demolir, que a prefeitura não explica de forma transparente, acontece coincidentemente depois dos questionamentos do Camaçari Agora e do Coluna Camaçarico sobre as diferenças no projeto apresentado em novembro e o atual em execução. Provocada, a Corporação Andina de Fomento (CAF), também conhecida como Banco de Desenvolvimento da América Latina, financiadora da obra de R$ 2,5 milhões, não respondeu alegando que essas dúvidas deveriam ser tiradas pela prefeitura de Camaçari.


Prumo 4 Imbróglio  ficou ainda maior com a declaração do alcaide. Em nota da prefeitura distribuída para a imprensa na segunda-feira (26), o prefeito declara: “Estive acompanhando de longe toda essa discussão para ver realmente o sentimento das pessoas e o que a grande massa de Vila de Abrantes queria. Por isso, nós iremos remover a estrutura para atender o pedido da maioria dos moradores que desejam isso. Quem manda e quem decide é a maioria da população”. Já na sua página do Instagram, a expressão “Estive acompanhando de longe toda essa discussão” foi suprimida. No lugar entrou o ameno e menos denunciador sobre sua distância de tão importante debate o “Acompanhei toda a discussão”. O alcaide, mais que ninguém, sabe que o povo não teve acesso à obra, fechada por tapumes, muito menos discutiu o projeto, para opinar sobre a demolição dos quiosques. 


Prumo 5 Mas, o ´faz, desfaz e refaz`, pilotado pela doutora Joselene Cardim, titular e toda poderosa da secretaria de infraestrutura (Seinfra), tem precedentes muito maiores e com prejuízos que  dariam, não para manter um posto da USF por 30 dias, mas construir algumas unidades, sejam de saúde, escolares, ou qualquer outra estrutura necessária para a atendimento da população.


Prumo 6 O Camaçarico tem mostrado nos últimos anos esse festival de descuidos. Dois exemplos são simbólicos: as obras na avenida Jorge Amado, e a duplicação do viaduto de acesso à sede pela BA-535 (Via Parafuso). Sinal amarelo, segundo apurou a Coluna, já aparece nas obras do rio Camaçari. O alerta foi dado pelo ministério do desenvolvimento regional (MDR). Obra de urbanização e saneamento integrado da bacia do rio Camaçari tem valor total de pouco mais de R$ 86 milhões.


Prumo 7 Na Jorge Amado, principal entrada da cidade, os custos saltaram em cerca de 50%. Como mostrou o Camaçarico em várias edições, descuido pode ser conferido de forma resumida na edição da Coluna de 8 de outubro (Confira).


Prumo 8 A duplicação do viaduto do trabalhador é outro exemplo. Orçada em R$ 13,4 milhões, obra de construção da segunda pista sobre a Via Parafuso foi iniciada em outubro de 2019, com prazo de entrega no mês de abril do ano seguinte. Como mostrou a Coluna (Confira) em junho do ano passado, portanto 2 meses depois do prazo previsto para a inauguração, os serviços pararam de vez com a desistência da construtora. Mais uma vez o troca-troca representou custo adicional, na época estimado em 30% do valor original da obra. Como em todas as obras do município, a Seinfra mais uma vez não informou os novos valores. Com a inauguração, prevista para os próximos dias, a expectativa é de que o número finalmente seja revelado. 


Balança O movimento da OAB-Camaçari, sobre a polêmica de Busca Vida deixou mais dúvidas que certezas. De acordo com ambientalistas e gente envolvida na luta contra a privatização das praias, ouvidos pela Coluna, o que deveria ser uma ação mais firme contra a obra de contenção nas areias da famosa praia, e os seus riscos para o prosseguimento do ciclo de vida das tartarugas marinhas, que tem no local um dos pontos de desova da costa brasileira, mostrou uma OAB mais para reticente. 


Balança 2  Garantem que a nota da entidade, divulgada pelo Camaçari Agora (Confira), não sinalizou avanço esperado e que a luta exige. Sem definir ou anunciar qualquer instrumento legal para barrar a obra na praia mais exclusiva e ´AAA` da costa de Camaçari, documento cita "possíveis efeitos nefastos da instalação das barreiras de contenção”.


Balança 3  Documento diz ainda que a OAB-Camaçari, através da sua comissão de meio ambiente, mobilidade urbana e direito urbanístico,  está se cercando de "todos os instrumentos legais, documentos, análises técnicas, vistorias e laudos, juntamente com órgãos, profissionais da área e entidades representativas, com vistas à análise e providências cabíveis".  


Fumaça A secretaria de cultura de Camaçari (Secut) prepara o projeto de tombamento da aldeia hippie, point conhecido mundialmente e grande polo de atração e divulgação da famosa região do litoral de Camaçari. O tombamento tem um porém. Com a decretação da aldeia como zona protegida contra modificações e destruições sem autorização, será necessária a implantação do projeto de requalificação do espaço.


Fumaça 2 Pronto e engavetado pelo atual governo municipal desde 2018, projeto tem até livro lançado contando um pouco da história da aldeia underground dos anos 1970. Assinado pelo arquiteto, artista visual e designer Gringo Cardia, responsável pela repaginação da Casa de Jorge Amaro, do museu do carnaval e da casa da música, todos em Salvador, projeto tem custo estimado em cerca de R$ 30 milhões. Dinheiro que parece grande, na verdade garante saneamento básico e demais obras de infraestrutura para a aldeia e região, instalação de equipamentos, inclusão de  um acervo de obras de arte, e total apoio à comunidade. Projeto  seguramente coloca Arembepe no mapa mundial do turismo.


Fumaça 3  Exibindo pouca vontade política para viabilizar o projeto da aldeia hippie, Camaçari segue no mesmo caminho com a proposta de proteção da igreja do Espírito Santo, tombada recentemente, mas sem perspectiva de recuperação do seu importante patrimônio do século XVI. Precisa de restauro, mas não existe dinheiro. O empresariado da região, capitaneado pelo Cofic, pode ser um excelente parceiro na aposta de tão importante projeto de resgate da memória de Camaçari, da Bahia e do Brasil. 


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor 


28/7/2021 Fechamento às 17h12


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Dúvidas O festival de descuidos da gestão de Camaçari com o patrimônio histórico e a memória da cidade ganha mais um capítulo. A mais nova dúvida é sobre o processo de tombamento da Igreja do Espírito Santo, aprovado em 24 de maio, pelo conselho de cultura do município, e confirmado em decreto assinado pelo alcaide Antonio Elinaldo (Democratas) na úlima quinta-feira (15).


Dúvidas 2  Decreto chama a atenção de especialistas a ausência de definição da área no entorno da igreja a ser preservada. De acordo com o decreto publicado no Diário Oficial do Município, esse tamanho será estabelecido pelo “ Plano de Salvaguarda, onde será traçada uma poligonal delimitando esta área de proteção, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano Municipal, de acordo com a legislação vigente”.  Com essa carta na manga, a gestão do alcaide Antonio Elinaldo, que só tem exibido movimentos contrários à preservação do patrimônio histórico de Camaçari, ganha poderes para reduzir ainda mais a área de proteção e de entorno da igreja.


Dúvidas 3 Ainda segundo fontes ouvidas pela Coluna, que aprovaram e consideraram bem feito e detalhado o estudo que resultou no tombamento da igreja, pela museóloga Katia Cunha Melo, essa área de abrangência deveria ter sido definida pela prefeitura, no caso a secretaria de cultura (Secult), responsável pelo projeto, ainda durante o processo de tombamento. Como mostrou o Camaçarico de 20 de maio (Confira), o próprio projeto de tombamento municipal destaca a importância do entorno da igreja.


Dúvidas 4 Cabe agora ao bispo da Diocese de Camaçari, Dom Petrini, ampliar esse debate, sem apagar na sua agenda a questão da praça do Divino. Um desses pontos que preocupam a Paróquia de Abrantes, segundo apurou a Coluna, é a área lateral da igreja, usada pra alojar pontos de vendas de comidas e bebidas. Além da demora comprometer ainda mais a paisagem, religioso viaja em agosto para Roma, onde deve definir seu futuro e ser informado sobre o sucessor do seu posto na Diocese de Camaçari.


Dúvidas 5 A mais nova interrogação nesse histórico retângulo, que tem uma das 10 mais antigas igrejas do Brasil como referência, é sobre o projeto em execução. O Camaçari Agora continua esperando as respostas ao pedido de informações feitas à Corporação Andina de Fomento (CAF), sobre as obras de requalificação na praça da Matriz, em Vila de Abrantes. E-mail enviado na terça-feira (13), ao diretor representante da CAF no Brasil, Jaime Holguin, pede esclarecimentos sobre o projeto em execução, reconhecido por especialistas como uma agressão ao conjunto histórico do local.


Dúvidas 6 A indagação é se o projeto em andamento, com a construção de quiosques e elementos totalmente em desacordo com o projeto apresentado em novembro e mostrado na última edição da Coluna (Confira), foi autorizado pela CAF. Pedido, reforçado em nova correspondência, nesta segunda-feira (19), busca esclarecer se o projeto foi alterado pela prefeitura de Camaçari, sem o consentimento da CAF, ou recebeu o aval da entidade de fomento, também conhecida como Banco de Desenvolvimento da América Latina.


Dúvidas 7 Nessa lista merece destaque a atuação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-Bahia), que avalia desde o início da semana passada um mandado de segurança pedindo a suspensão das obras de requalificação da praça. Documento, enviado à presidência estadual do colegiado, pela OAB-Camaçari, começa a ganhar tons de envelhecimento se somados às duas semanas que o pedido tramitou em Camaçari até ser finalmente enviado para aprecisão e aprovação da OAB estadual, responsável pela  apresentação desse tipo de ação.


Certezas Por falar em meio ambiente, preservação e compromisso com a coisa pública, a prefeitura de Camaçari, através de sua pasta do desenvolvimento urbano e meio ambiente (Sedur) continua dando uma de ´joão-sem-braço`, e não esclarece as dúvidas levantadas pelo Camaçari Agora (Confira), sobre as obras de contenção na praia de Busca Vida. Em nota distribuída pela prefeitura, sexta-feira (12), o município atesta os serviços realizados pelo condomínio, mas não dá detalhes sobre o tamanho da obra, prazos, muito menos se manifesta sobre as denúncias dos ambientalistas, preocupados com a obra e  o consequente comprometimento do movimento de desova, reprodução e volta para o mar das tartarugas naquele ponto da costa do município.


Lembrança Se depender o deputado estadual Niltinho Junior (PP), o empresário camaçariense Bruno Lima, uma das mais de 600 vítimas fatais da Covid-19 no município, será homenageado com o nome de uma escola. Segundo apurou a Coluna, um Projeto de Lei será apresentado na Assembleia Legislativa, propondo a troca da unidade escolar de Arembepe pelo nome do jovem nativo.


Lembrança 2 Sem entrar no mérito da homenagem, não vai ser fácil promover a mudança. A única escola estadual na localidade é a Nadir Copque, nome dado a educadora que lecionou na região durante muitos anos. As demais escolas, as municipais Lídia Coelho, Giltônia Pereira e Aluno Mirim não podem ter seus nomes trocados por decisão da Assembleia Legislativa. 


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


19/7/2021 Fechamento às 17h55


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Corrente Depois de quase dois meses de espera, o Ministério Público Estadual (MPE) finalmente decidiu ´recomendar` em ´caráter de urgência` a paralisação das obras de requalificação da praça do Divino, em Vila de Abrantes. Tocada pela prefeitura de Camaçari, obra realizada num espaço que forma um conjunto histórico que tem a centenária igreja de Espírito Santo como elemento principal, vem sendo criticada por historiadores, comunidade, Conselho Municipal de Meio Ambiente de Camaçari (COMAN),  Igreja Católica, e pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), através da subseção Camaçari, que inclusive prepara ação na Justiça pedindo a suspensão do projeto de requalificação.


Corrente 2 De acordo com o documento assinado pelo promotor Luciano Pita, com data de segunda-feira (12), o MP também defende que o projeto seja reanalisado pelo núcleo de defesa do patrimônio do MPE e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). 


Corrente 3 Segundo apurou a Coluna, a prefeitura ainda não respondeu ao MP. Mesmo consciente do equívoco, a gestão do alcaide Antonio Elinaldo (Democratas) deve ganhar tempo consultando a secretaria de infraestrutura (Seinfra), responsável pela obra, e a pasta da cultura. A Secult recentemente aprovou, através do seu conselho municipal de cultura, o tombamento da igreja do Espírito Santo. Como registrou o Camaçarico na sua edição de 20 de maio deste ano (Confira), documento assinado pela museóloga Kátia Cunha Melo destaca a necessidade de preservação do entorno do templo, e a sua importância como sítio histórico, herança dos índios tupinambás e dos jesuítas na construção de uma das primeiras povoações do Brasil.   


Corrente 4 Com a decisão do MPE, a necessidade de transparência e mais esclarecimentos sobre a requalificação da praça da Matriz fica ainda mais evidente. Segundo apurou a Coluna, um novo elemento alonga esse rosário de mistérios, descuidos e pecados da prefeitura.


Corrente 5 A mais recente dúvida é se o projeto em execução, contratado e financiado pela CAF-Corporação Andina de Fomento, é o mesmo apresentado ao organismo internacional também conhecido como Banco de Desenvolvimento da América Latina.


Corrente 6 Fotos postadas nas redes sociais, em novembro do ano passado, quando os serviços  deveriam ser iniciados, conforme contrato e consta na placa da obra, exibem um projeto totalmente diferente do que vem sendo executado. Imagens postadas no Facebook do Abrantes em Foco (Confira) só ampliam as dúvidas de que a prefeitura se recusa a esclarecer, apesar da ampla repercussão na imprensa.  


Corrente 7 A Coluna consultou arquitetos que constataram que as fotos da obra em andamento não são compatíveis com o projeto apresentado na publicação. Chama a atenção no projeto, reproduzido ao lado, junto com as fotos recentes dos serviços, a ausência dos quiosques. Com cerca de 30 metros quadrados de área, quiosque em construção e localizada a pouco metros da frente da centenária igreja, além da estética duvidosa, é considerado por especialistas um elemento descaracterizador da paisagem.


Corrente 8 Procurada pela Coluna, a gestão da CAF-Corporação Andina de Fomento, em Brasília, diferente da prefeitura, se mostrou interessada e ficou a informar detalhes sobre o projeto.  


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


14/7/2021 Fechamento às 14h04


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Fotos atuais e o projeto apresentado em novembro do ano passado. CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR






Fissura O alcaide Antonio Elinaldo (Democratas) segue com dificuldades para recompor a unidade da sua base, com a volta dos 6 vereadores do chamado grupo ´renovação` para a liderança e coordenação do vereador Flávio Matos (Democratas). Segundo apurou o Camaçarico, encontro de sábado (2), na prefeitura, entre Elinaldo e os vereadores Herbinho (PSL), Dr Samuka e Ivandel Pires (Cidadania), Deni de Isqueiro (Democratas) e Val Estilos (Republicano) não avançou. Com problemas de ordem familiar, o vereador Jamesson Silva (PSL) não compareceu.


Fissura 2 Anunciado para a imprensa como uma conversa sobre “voltas às aulas presenciais”, encontro de sábado não passou de mais uma tentativa do alcaide de acomodar e retomar o controle total da sua base. Mesmo permanecendo com 17 dos 21 votos do Legislativo, movimento da ´renovação` põe cerca na base governista que continua dividida em duas bancadas. A dos 6, que tem como  pauta as questões de acessibilidade,  mobilidade urbana, e saúde, segue liderada por Herbinho, enquanto os outros 11 continuam orientados pelo vereador Flávio Matos.


Fissura 3 No dia anterior, o grupo esteve reunido com o vereador Niltinho Maturino (PSDB). Mesmo conhecido pela sua capacidade de diálogo, Niltinho, que integra a bancada dos 11, não conseguiu convencer o grupo a recuar. Sem riscos de rompimento com o governo do alcaide Elinaldo, bancada da renovação defende mais espaço na gestão e interlocução sem intermediários.


Roteiro É pura certeza a dobradinha para as eleições legislativas de 2022, formada pelos vereadores Júnior Borges (Democratas) para deputado estadual, e Geraldo Junior (MDB), que tenta uma cadeira na Câmara Federal. A sintonia dos presidentes dos legislativos de Camaçari e Salvador, respectivamente, mostra que a dupla JB e GJ não está para brincadeira.


Roteiro 2 A disputa de 2022 não retira do foco de JB outra certeza, a sucessão do alcaide Antonio Elinaldo (Democratas), em 2024. A única dúvida nessa composição é o destino partidário do camaçariense. Junior Borges fica no Democratas, ou vai para o MDB apadrinhado por Geraldinho. É aguardar o quadro e esperar a janela partidária, em março de 2022, quando a mudança de legenda será permitida sem implicações legais.


Roteiro 3  Outra dobradinha que começa a exibir seus movimentos é a Paulo Azi, presidente estadual do Democratas, e candidato à reeleição para Congresso Nacional, e o seu companheiro de legenda e presidente municipal do partido, o ex-prefeito de Camaçari, Helder Almeida, que planeja voltar ao legislativo estadual.


Roteiro 4 Série de encontros com lideranças, sempre às segundas-feiras, na sede do Democratas, em Salvador, abriu julho com os vereadores Fafá de Senhorinho, Deni de Isqueiro e Mar de Areias (Democratas). Também bateram ponto o tucano Niltinho Maturino, e o suplente de vereador, Vaninho da Rádio (Democratas). `Semana que vem tem mais`, garante Helder Almeida, coordenador do grupo que tem como candidato a governador o presidente nacional do Democratas e ex-prefeito da capital, ACM Neto.


Tempo  “O Direito não socorre aos que dormem”.  O conhecido princípio máximo do Direito parece que não vem sendo lembrado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-Camaçari), quando não finaliza e apresenta com a velocidade necessária, ação na Justiça pedindo a suspensão das obras de requalificação na praça de Vila de Abrantes. Documento, pronto desde a semana passada, segundo apurou a Coluna, é o único instrumento capaz de fazer parar a obra da prefeitura de Camaçari, que vem desfigurando e distanciando o importante sítio histórico do século XVI de um projeto de resgate e fortalecimento da história da cidade.


Tempo 2 Localizada no chamado ´retângulo`, que tem como principal referência a centenária Igreja do Espírito Santo, praça vem sendo tocada sem os mínimos cuidados, ferindo inclusive a legislação municipal e outros instrumentos legais, como mostrou a Coluna de 21 de junho (Confira). Queixa também conta com o apoio de historiadores e pesquisadores.


Tempo 3 Completam esse quadro, que só agrava e permite o avanço de uma obra totalmente descompromissada com o futuro da cidade, a omissão do Ministério Público Estadual, e da Câmara de Vereadores. Nesse silêncio conveniente, ganha destaque a bancada oposicionista e sua liderança maior, o ex-prefeito Luiz Caetano (PT). Esse quadro de descompromisso ganha reforço com a dificuldade enfrentada pelo bispo Dom Petrini, chefe da Diocese de Camaçari, em arranjar espaço na agenda do alcaide Antonio Elinaldo para discutir mudanças no projeto.


Tempo 4 Bom para os políticos governistas, preocupados apenas em acomodar seus cabos eleitorais nos novos espaços comerciais que estão sendo construídos em área pública, projeto quebra um princípio básico de respeito à atividade religiosa. Verdadeira aberração, um desses quiosques, com cerca de 30 metros quadrados de área, ironicamente erguido no local da antiga cruz, remanejada desde os anos 1960 para o adro da igreja, não apenas interfere no conjunto. Muito mais que impedir a visão do belo e histórico templo fundado pelos jesuítas, e marco da fundação da cidade, o quiosque instalado a poucos metros do adro da igreja vai permitir uma estranha e inadmissível interação dos seus frequentadores com as ações desenvolvidas na igreja.


Tempo 5 Intransigente na sua visão miúda, os planejadores da prefeitura, capitaneados pela doutora Joselene Cardim, secretaria de infraestrutura (Seinfra), esquecem a importância do local e a sua inclusão num projeto maior de resgate da memória da cidade, inclusive com a implantação de mais um roteiro do chamado turismo religioso. Proposta antiga, feita pelo pesquisador e morador de Vila de Abrantes, José Fernando, defende a criação de um memorial na praça, inclusive com um monumento que lembre as presenças dos tupinambás e dos jesuítas, e a importância desses antepassados na construção da cidade. Proposta de criação desse espaço, com linha do tempo e um marco, também é defendida por setores da Igreja Católica.


Tempo 6 Cabe ao alcaide Antonio Elinaldo (Democratas) fazer a necessária genuflexão, admitir seus pecados e refazer o projeto. Insistir no erro de prosseguir ´marretando` a história da cidade, iniciada com a demolição do casarão centenário e do cinema, no coração da sede de Camaçari, em 2019, não ajuda em nada. Perdem Camaçari e o próprio Elinaldo, que empurra seu projeto político de poder para o vazio do imediatismo descompromissado com os verdadeiros anseios de uma cidade e seu povo.


Algodão Um mês depois de anunciar que Camaçari possuía quase 6 mil (5.816) pessoas que não tomaram a segunda dose da vacina contra a Covid-19, a secretaria de saúde do município (Sesau) segue sem informar o que foi feito para reduzir ou, de preferência, acabar com esse déficit. Outras cidades adotaram estratégias como busca ativa e até recursos tecnológicos para mapear, encontrar e vacinar esses que perderam o prazo por algum motivo.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


5/7/2021 Fechamento às 17h20


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Atraso A escultura “Sereia de Arembepe”, do artista plástico Deo Sena, volta a ser alvo da intolerância religiosa, transvestida de vandalismo. Peça inaugurada em fevereiro deste ano, e financiada por verba da Lei federal Aldir Blanc, teve seu punho direito quebrado e o seu espelho, adereço e símbolo da beleza, arrancado. Essa é a segunda vez que o trabalho do artista, instalado no famoso povoado do litoral norte de Camaçari, sofre agressão.


Pecados A Igreja Católica parece que decidiu entrar na luta em defesa de um projeto de requalificação da praça de Vila de Abrantes, que contemple, integre e respeite o conjunto histórico do século XVI.


Pecados 2 Como informou o Camaçari Agora (Confira), o bispo da Diocese de Camaçari, Dom João Carlos Petrini, reconheceu a necessidade de mudança no projeto e solicitou uma conversa com o alcaide Antonio Elinaldo (Democratas).


Pecados 3 Marcada inicialmente para esta terça-feira (29), reunião terminou sendo cancelada pela prefeitura. Sem nova data, reunião entre o bispo e o prefeito não lembra em nada os velhos tempos da Igreja Católica, que não apenas tinha espaço na agenda do poder, como influenciava e era consultada.


Pecados 4 Com esse adiamento, sintoma inequívoco do desprestígio e deselegância com a Igreja do papa Francisco, a obra segue seu cronograma de desfiguração do espaço.


Pecados 5 Luta em defesa de importante patrimônio histórico e artístico da cidade também sensibilizou a Ordem dos Advogados do Brasil. A OAB-Camaçari deve entrar nas próximas horas com ação na Justiça pedindo a suspensão das obras. A medida extrema veio em razão da negativa do Ministério Público. O MP, através da sua promotoria do meio ambiente, não viu nenhum impedimento para parar o prosseguimento da obra. Posição do promotor Luciano Pita frustrou as expectativas da OAB que entendeu ter base nos seus questionamentos, e até documentos legais que destacam a necessidade de cuidados especiais com o espaço que integra o retângulo original do projeto da primeira aldeia e núcleo que originou a cidade.


Calibre Não é por acaso que Camaçari aparece entre os 10 municípios mais violentos do Brasil, segundo estudo divulgado semana passada pelo instituto de pesquisa econômica aplicada (Ipea). Antes mesmo de acabar o mês de junho, o número de assassinatos contados no município, pela secretaria de segurança pública do estado (SSP-BA), já supera o mesmo período de 2019 e 2020. Com 21 registros de mortes violentas, até dia 29, junho de 2021 aparece com o dobro dos registros nos mesmos meses de 2020 e 2019. Perde apenas para 2018, que contou 23 assassinatos.


Calibre 2 Na conta do semestre, 2021 soma 111 mortes violentas, 11 a menos que no mesmo período (janeiro/junho) de 2020. Ano, ainda pelo meio, ultrapassa os primeiros 6 meses de 2019 (86 assassinatos) e 2018 (101 mortes).


Números Camaçari fecha junho com números menores de óbitos e casos de contaminação pelo coronavírus. Faltando dois dias para fechar o mês, município registra 1.378 novos casos e 41 óbitos. Ainda de acordo com número divulgados até a noite de segunda-feira (28), pela secretaria de saúde do município (Sesau), na comparação com os mesmos 28 dias de maio, junho registrou 11 óbitos a menos e redução de 528 novos casos.


Números 2 O sistema de UTIs também registrou queda na ocupação dos leitos. Taxa de ocupação, que nos primeiros 15 dias de junho ficou na maioria dos dias em 100%, e nunca menos que 80%, começou a registrar queda nessa última quinzena. Entre os dias 16 e 18 ainda registrou ocupação máxima, caindo para a taxa de 70% até o dia 28, com exceção do dia 25, quando registrou apenas metade (50%) dos leitos ocupados com pacientes com Covid-19, ou suspeitos aguardando resultado. A última taxa de ocupação foi de segunda feira (28), com 80%.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


 29/6/2021 Fechamento às 16h50


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Dura lex sed lex A obra de ´requalificação` da praça de Vila de Abrantes, tocada pela prefeitura de Camaçari, não é apenas um exemplo de descuido com o patrimônio e com a história da cidade. Compromete a própria gestão do alcaide Antonio Elinaldo (Democratas), quando a sua secretaria de desenvolvimento urbano (Sedur), responsável pelo licenciamento dessa e de todas as obras em Camaçari, atropela as leis municipais, como o plano diretor de desenvolvimento urbano (PDDU), e até a legislação estadual. 


Dura lex sed lex 2 Pesquisa feita pela Coluna mostra que a obra em importante sítio histórico do século XVI, e que tem como principal referência a centenária Igreja do Espírito Santo, sequer levou em consideração os mecanismos legais de proteção a esse tipo de construção. infelizmente, a expressão que traduzida do latim para o português diz que ´a lei é dura, mas é a lei`, segue sem leitura e entendimento em Camaçari.


Dura lex sed lex 3 Festival de irregularidades no processo que autorizou a obra pode ser comprovado já no parágrafo único do artigo 28 do decreto de 6 de junho de 2012, que regulamenta a Lei nº 10.431, sobre a Política de Meio Ambiente e de Proteção à Biodiversidade do Estado da Bahia, de dezembro de 2006. Documento sobre o Zoneamento Territorial Ambiental diz que é preciso considerar, entre outros aspectos, “a compatibilização do uso do solo e a necessidade de preservação e conservação dos recursos naturais, patrimônio histórico, cultural, paisagístico e arqueológico, com as demandas das atividades socioeconômicas”.


Dura lex sed lex 4 Como já mostrou a Coluna em várias postagens (Confira), ação da prefeitura, preocupada apenas em inaugurar mais uma praça, também tratora o seu próprio Código Urbanístico e Ambiental (Lei 913/2008). No seu Capítulo V, artigo 50, sobre espaços territoriais especialmente protegidos, o documento diz que o “patrimônio cultural” está entre esses espaços.


Dura lex sed lex 5 Como já mostrou o Camaçarico, a Sedur sequer realizou qualquer estudo, como exige a legislação, optando por uma licença simples, como se uma obra em sítio histórico pudesse ser comparada a uma construção padrão. Esse descompromisso se reforça com o artigo 143 da mesma Lei, que fala da necessidade “licenciamento ou autorização de obras, atividades e empreendimentos suscetíveis de causar impacto no meio ambiente deve ser instruído, quando necessário, com Estudos Ambientais”.


Dura lex sed lex 6 Mas, as marretadas da prefeitura, que derrubaram em 2019, o antigo cinema e o casarão centenário e sede dos 3 poderes, querem mais escombros e avançam sobre o seu próprio plano diretor de desenvolvimento urbano (PDDU). Lei que organiza o crescimento e o funcionamento do município, sejam áreas urbanas, rurais ou industriais, teve a sua última atualização em 2008, portanto em atraso no seu processo de atualização, a cada 10 anos, como manda Lei Federal. É esse documento, que coincidentemente vem sendo discutido nos últimos anos, inclusive com audiências públicas, portanto com ´memória fresca` entre as autoridades e demais atores envolvidos com a questão no município. O próprio PDDU, como não poderia ser diferente, reconhece a Igreja do Divino Espirito Santo, recentemente tombada (Confira), e a praça no seu entorno como sítio que abriga os registros da história e cultura locais.


Dura lex sed lex 7 Espaço, onde hoje a prefeitura de Camaçari realiza obras sem os devidos cuidados com a questão histórica, é citado no PDDU como Zona Especial de Interesse Cultural (ZEIC), formada por “ valores materiais, de reconhecidas características identitárias, cênicas e arquitetônicas, destinadas à manutenção, preservação e/ou requalificação, para fins de interesse cultural.”  Reforço sobre esse descompromisso aparece ilustrado em mapa do plano sobre o Zoneamento Especial Orla, onde a Igreja do Divino Espirito Santo, juntamente com sua praça, estão incluídos como “Zona Especial de Interesse Cultural”.


Dura lex sed lex 8 Ainda no artigo 51 do PDDU, o texto é claro ao definir como necessidade para obras nesses locais a “delimitação da área e seu entorno mediante estudos acurados da paisagem, como escala do lugar, cones de abertura visual e graus de fechamento dos espaços descobertos, relação entre massas construídas e massas vegetais”. O projeto de ´requalificação` da praça, como já denunciou a Coluna, não apenas ignora o subsolo do local, e todo o seu entorno, quando constrói quiosques que retiram a vista da igreja e interfere de forma negativa na paisagem do conjunto histórico.


Dura lex sed lex 9 Chama a atenção, a omissão da CAF - Corporação Andina de Fomento, auto-identificada como Banco de Desenvolvimento da América Latina, financiadora da obra. Segundo apurou a Coluna, a CAF, organismo internacional compromissado em financiar obras de interesse público, sempre pautada por cuidados com a história e o meio ambiente, sequer tenha realizado uma auditoria no local.


Dura lex sed lex 10 A missão de zelar e cumprir as leis não é exclusividade da prefeitura. Outros agentes, como o Ministério Público (MP), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-Camaçari), e a própria Igreja Católica, precisam fazer a sua parte. O MP, através da sua promotoria do meio ambiente, apenas pediu informações, mas não solicitou a suspensão da obra. A OAB, que desde a semana passada, como informou a Coluna, prepara ação na justiça contra o prosseguimento da obra, tem participação reforçada pelo próprio PDDU. A OAB-Camaçari tem assento no conselho municipal da cidade (CONCIDADE), definido pelo PDDU como entidade deliberativa e consultiva, portanto com poder de voto e interferência no processo de licenciamento no município. Fecha essa trindade a Diocese de Camaçari, liderada pelo bispo Dom Petrini, que deveria ser a principal interessada no debate e na defesa que assegure a preservação de sua história.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com - Editor


21/6/2021 Fechamento às 17h19


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Compromisso  Diferente de outras estruturas, a Ordem dos Advogados do Brasil, Subseção Camaçari (OAB-Camaçari) segue preocupada com a preservação de parte importante do conjunto histórico que tem como referência principal a centenária igreja do Espírito Santo, em Vila de Abrantes. Nessa caminhada de poucos parceiros, a OAB prepara medidas mais duras para tentar assegurar o direito da cidade sobre a preservação do seu patrimônio histórico.


Compromisso  2 Segundo apurou a Coluna, a OAB-Camaçari, através de sua comissão de meio ambiente, mobilidade urbana e direito urbanístico (COMAMDU), entra nos próximos dias com ação na Justiça pedindo a imediata suspensão das obras tocadas pela prefeitura de Camaçari. A alegação para o mandado de segurança é a falta dos devidos cuidados na reforma de um espaço situado sobre importante sítio arqueológico remanescente do século XVI. Reforçam a ação, as implicações causadas por um projeto que não leva em consideração fatores como a interferência negativa na paisagem, com a construção de equipamentos inadequados na praça que integra o conjunto da igreja, recentemente tombada como Patrimônio Histórico do Município.


Compromisso  3 Medida extrema é resultado das negativas da prefeitura em debater a questão. As cobranças da OAB-Camaçari começaram, no dia 14 de abril, quando enviou ofício 001/2021, ao alcaide Antonio Elinaldo (Democratas), que sequer teve a delicadeza republicana de responder. No documento, assinado pela presidente da COMANDU, Suzana Morena Torres, a OAB pede a “suspensão das obras”, e lembra ao governo sobre a necessidade de evitar novos erros, como o cometido em 2019, com as demolições do casarão que sediou os 3 poderes, e do antigo cinema, ambos no coração da sede do município.


Compromisso  4 Documento, que a Coluna teve acesso, cita de forma clara esse descaso patrocinado por quem deveria ser o principal guardião. Num dos trechos do ofício a OAB lamenta “o que ocorreu com a história viva da sede deste município, quando da demolição de prédios no centro da cidade para a construção de réplicas, quando o Poder Público poderia e deveria intervir a tempo de recuperá-los”.


Compromisso 5 A novela da praça de Vila de Abrantes tem outro personagem importante, também conhecido pela sua missão de defesa da cidadania. Sem resposta da prefeitura, a OAB solicitou o apoio do Ministério Público (MP), que sequer ´recomendou` parar a obra, como esperado nesses casos. A promotoria do meio ambiente, chefiada pelo promotor Luciano Pita, solicitou apenas informações sobre o projeto.


Compromisso 6 Nesse ‘banho maria’, a Diocese de Camaçari, comandada pelo bispo Dom Petrini, e a Câmara de Vereadores, presidida pelo demista Junior Borges, também contribuem para o perigoso retardo desse importante e necessário debate. Sem se manifestar, num estranho e perigoso silêncio, a Igreja Católica, que deveria ser a primeira a defender esse importante legado da sua história, também precisou ser provocada. Um encontro com o bispo já foi solicitado pela OAB.


Compromisso  7 No Legislativo, mesmo sendo casa de representação plural, como deve ser, a omissão também parece ser consenso. Voz solitária, pedindo mudanças no projeto, veio do vereador governista Doutor Samuka (Cidadania). Na midiática bancada da oposição o tema preservação do patrimônio também parece irrelevante, e mexe com feridas do passado.


Compromisso  8 Os hoje antigovernistas, poder antes da atual gestão, também demostraram descaso com o patrimônio da cidade. Nessa triste cronologia de  descompromisso estão os ex-alcaides Ademar Delgado e Luiz Caetano. Ambos eleitos pelo PT, governaram Camaçari por 12 anos seguidos, mas nada fizeram para recuperar o antigo cinema, a estação de trens, muito menos o casarão que nasceu no século 19 como sede da antiga fazenda Camassary, do capitão João Francisco da Costa. Marco da cidade, demolido em 2019 pelo atual gestor, também foi moradia do desembargador Montenegro, até virar prédio público.


Ufa! Depois da pressão da imprensa, e do vexame na mídia, a prefeitura de Camaçari perdeu o medo. Pasta da saúde (Sesau), comandada pelo médico e vereador licenciado, Elias Natan (PSDB), abriu cadastro, como sugeriu a Coluna, e iniciou na segunda-feira (14) a vacinação contra a Covid-19 dos profissionais de comunicação do município. Segundo apurou o Camaçarico, 25% dos 80 cadastrados já receberam a primeira agulhada.


Passado  A doutora Andrea Montenegro perdeu uma  bela oportunidade de se posicionar em defesa da vacinação dos profissionais do sistema único de assistência social (SUAS). Em entrevista ao radialista Oswaldinho Marcolino, na noite de segunda-feira (14), na Sauípe FM, a atual secretária de desenvolvimento urbano (Sedur), sequer comentou o manifesto dos profissionais do SUAS, lido pelo apresentador durante sua entrevista, e entregue nesta terça-feira (15), ao secretário José Matos, da pasta de relações institucionais do município (Serin). 


Passado 2 Mesmo comandando a secretaria do desenvolvimento social e cidadania (Sedes),  considerada ´coração, pulmão e cérebro` do SUAS, durante o último ano (2020) do primeiro governo do alcaide Antonio Elinaldo (Democratas), a doutora Andrea nada falou. Mudez só deixou muitas dúvidas.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com - Editor


15/6/2021 Fechamento às 16h15


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Aicmofobia A prefeitura de Camaçari segue fugindo para longe da seringa do debate sobre a vacinação dos profissionais de comunicação contra a Covid-19. Medida que reconhece o papel da imprensa e os riscos que a atividade representa, com o contato diário com diversos segmentos da sociedade, inclusive com os políticos, vem sendo adotada em mais de 50 municípios do estado, inclusive na capital, e centenas de cidades do país.


Aicmofobia 2 Na contramão desse processo, gestão do alcaide Antonio Elinaldo (Democratas) chegou a anunciar intenção de vacinar, mas recuou, provavelmente enxergando uma seringa na ´recomendação` contrária a imunização dos profissionais de imprensa, feita pelo Ministério Público Estadual (MPE).


Aicmofobia  Mesmo respaldados por decisão do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), que derrubou pedido semelhante do MPE contra a vacinação dos profissionais de Salvador, e o apoio da imprensa, Elinaldo e seu secretário de saúde, o vereador licenciado, doutor Elias Natan (PSDB), preferiram não arriscar e tiraram o braço.


Aicmofobia 3 Apesar de divulgar em alguns veículos da imprensa sua disposição de vacinar, assim que possível, justificando que esperava apenas a chegada de novas doses de vacina, a gestão não fez mais que dar um passo para frente e dois para trás. Essa ´seringa de ar` fica clara com a ausência de um plano de cadastramento dos que seriam habilitados para a imunização, como fez Lauro de Freitas e outras cidades. Sem esses números, a prefeitura não tem como saber quantas doses iria usar para ajustar sua conta apertada de candidatos à vacina.


Aicmofobia 4 Agora, por mais que se esquive, o alcaide enfrenta o desgaste ao figurar na lista dos prefeitos que não reconhecem a importância do trabalho dos repórteres, fotógrafos, cinegrafistas e demais profissionais que atuam na linha de frente, cobrindo, inclusive, suas ações e movimentações de combate a pandemia em Camaçari.


Aicmofobia 5 Quem resumiu esse ´bota e tira braço` foi o jornalista e escritor Jolivaldo Freitas, no seu texto “Vacina. Jornalistas. MP e desobediência civil”, postado na seção Colunistas do Camaçari Agora (Confira). Joli, como é conhecido, resumiu com uma dose:´Camaçari afrouxou.


E aí, doutor? Com quase 6 mil (5.816) pessoas que deveriam, mas não tomaram a segunda dose da vacina contra a Covid-19 em Camaçari, a secretaria de saúde do município (Sesau) precisa dizer o que vai fazer, ou está fazendo para reduzir esse risco.


E aí, doutor? 2 Anunciado de forma solta, na segunda-feira (7), como se fosse um número qualquer, a pasta comandada doutor Elias Natan não informa caminhos, como outras cidades, que montaram um sistema de busca ativa, onde equipes de agentes de saúde vão de casa em casa procurando os retardatários. Muito mais que anunciar números como se pouco representassem, a Sesau precisa apresentar ações efetivas para ampliar o cerco de proteção contra o avanço do coronavírus.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com - Editor


8/6/2021 Fechamento às 19h45


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Astigmatismo As obras de ´requalificação` da praça do Divino Espírito Santo, parte integrante do conjunto histórico, que tem como peça principal a centenária igreja, em Vila de Abrantes, Camaçari, seguem ignorando o bom senso e o cuidado com o patrimônio, com a história da cidade, e com o dinheiro público que o poder municipal deveria cumprir como missão constitucional.


Astigmatismo 2 Depois dos alertas da comunidade e de historiadores, repercutidos pelo Camaçarico (Confira), e posteriormente reforçada com a importante ação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-Camaçari), cobrando do Ministério Público Estadual (MP) a suspensão das obras, debate sobre a necessidade de rediscussão do projeto avança, mas de forma lenta e perigosa.


Astigmatismo 3 Apesar do propósito de continuar com as obras, prefeitura que alega não realizar escavação, portanto não ameaça o sítio arqueológico existente no local, já mostra sinais de recuo após a visita técnica ao local, que reuniu na última terça-feira (1), representantes da OAB, da Igreja, do conselho de cultura, e das seretarias de cultura (Secult) e governo (Segov), além dos responsáveis pela obra.


Astigmatismo 4 A OAB-Camaçari contesta e defende a suspensão dos trabalhos e a realização de estudos por especialistas das universidades federal (UFBA) e estadual (Uneb). Para a OAB, esses atrasos e omissões, patrocinados pela prefeitura, só aumentam os riscos de comprometimento da integridade de importante marco histórico localizado no chamado retângulo da igreja.


Astigmatismo 5 Sem o aval do MP para parar a obra, atraso termina prejudicando importante trabalho de resgate da memória do município que teve seu processo de fundação no século XVI, justamente nessa área, com a chegada dos jesuítas. Expectativa da OAB, segundo apurou a Coluna, era que o MP fosse além do pedido de informações e, por segurança,  recomendasse a  suspensão dos serviços.


Astigmatismo 6 Patrocinado pela prefeitura, esse jogo de empurra conta com o apoio de três estruturas municipais. As secretarias de infraestrutura (Seinfra), financiadora da obra; do desenvolvimento urbano (Sedur), também omissa ao autorizar construção com um alvará que sequer levou em consideração componentes históricos do local e seu entorno. Fecha o cerco a pasta da cultura (Secult), que deveria cuidar do patrimônio e alertar as demais esturturas, mas nada fez.


Astigmatismo 7 A Coluna lembra que é de autoria da Secult o processo de Tombamento da Igreja do Espírito Santo. Iniciado em 2016, processo aprovado semana passada, pelo conselho de cultura do município (CMCC), destaca com fotos e documentos antigos, a área da referida praça como sítio histórico.  


Astigmatismo 8  Com sua edição apoiada pela prefeitura, através da  lei federal Aldir Blanc, o livro "Do Joanes ao Jacuípe, uma história de muitas querelas, tensões e disputas locais",  do historiador Diego Copque, é outra fonte com informações preciosas que indicam a existência do sitio arqueológico. Reforçam essa necessidade de  revisão do projeto da praça, as indicações do instituto do ptrimôio histórico nacional (Iphan).


Astigmatismo 9 Cabe ao alcaide de Camaçari, Antonio Elinaldo (Democratas), decidir se quer prosseguir com o equívoco, ou mandar parar a obra e colaborar com a realização dos estudos da área por especialistas. Prosseguir, é gastar dinheiro da municipalidade e avançar sobre outro sítio, o da prática de improbidade administrativa.


O presidente do sindicato dos metalúrgicos de Camaçari, Júlio Bonfim, discorda da nota ´Fora de linha`, postada na Coluna de 1º de junho (Confira). Em seu ´direito de resposta`, publicado na íntegra, abaixo, o dirigente contesta o Camaçarico e garante que apenas exerceu seu direito e sua obrigação de defender os trabalhadores.


Resposta ao site Camaçari Agora

Em virtude de texto publicado no site www.camacariagora.com.br, eu, Júlio Bonfim, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari, esclareço que em nenhum momento comemorei as demissões no Complexo Ford. Essa afirmação é falsa, e fruto da desinformação. Com o fechamento da fábrica não há motivo para festejar. Ao contrário, tentamos o tempo todo reverter a situação, para manter a fábrica funcionando. Mas, como isso não foi possível, nós procuramos minimizar o sofrimento dos trabalhadores, conquistando com muita determinação o melhor plano de demissão incentivada do Brasil (que teve adesão de 97% do chão de fábrica), com os melhores valores, garantindo aos funcionários indenização e outros direitos que fazem justiça ao tempo de trabalho na empresa.

 







Resposta  Bonfim, que classifica a nota como sendo uma ´afirmação falsa, fruto da desinformação`, parece que não prestou atenção ao aprovar o material publicitário em que festejava a importância do sindicato nas negociações dos  benefícios para os trabalhadores demitidos.


Resposta 2 Como mostram as imagens da peça publicitária, a entidade não apenas festeja ao informar que o “SINDICATO CONQUISTA MELHOR PDI DO BRASIL NA FORD”. Na mesma peça, onde explica ser o “VALOR CORRESPONDENTE AO PLANO DE DEMISSÃO INCENTIVADA & RESCISÕES DOS COLABORADORES”, destaca: “+ de 1 BILHÃO INJETADO NA BAHIA”.


Resposta 3 A Coluna, que em nenhum momento contestou a importância da atuação do sindicato no processo de negociação, mostra justamente o equívoco do festejo da entidade com a ´injeção` de R$ 1 bilhão, o equivalente a quase 200 milhões de dólares, na economia baiana.


Resposta 4 Esse é o tipo de comemoração que não cabe sequer em peça ou ação midiática da secretaria da fazenda do estado (Sefaz), estrutura da máquina pública que enxerga os números de forma fria e impessoal. Se usasse, seguramente sofreria críticas por tentar positivar um número que é fruto de uma conta que diminui empregos e multiplica aflições, ainda mais nesse momento de crise econômica potencializada pela pandemia.


Resposta 5 A Coluna reconhece a importância e a luta do sindicato dos metalúrgicos, e do seu presidente Júlio Bonfim, mas lembra que não cabe a uma entidade de trabalhadores destacar como positiva um suposto benefício gerado com o desemprego de mais de 5 mil trabalhadores.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com - Editor


3/6/2021 


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Fora de linha O presidente do sindicato dos metalúrgicos de Camaçari, Júlio Bonfim, segue na contramão e promovendo barbeiragens inadmissíveis para um experiente dirigente sindical. Sempre guiado pela vaidade pessoal, Bonfim agora extrapola ao festejar as demissões dos empregados da Ford, como se nessa tragédia, que atingiu milhares de famílias, tivesse algum componente positivo.


Fora de linha 2 Sob o pretexto de anunciar a conquista do melhor PDI (plano de demissão incentivada e rescisões) da Ford no Brasil, dirigente protagoniza campanha publicitária na internet, onde festeja o que chama de  “+ de R$ 1 bilhão injetado” na economia do estado com o pacote de desemprego.


Fora de linha 3 Destacada figura do PCdoB, o vaidoso Bonfim, que sempre se incluiu nas peças publicitárias patrocinadas pelo sindicato, precisa de um recall urgente. Diferente do marketing de oportunidade, quando se aproveita determinado momento para reforçar uma imagem, no caso o sindicato que, por princípio, briga pelo trabalhador e pelo emprego, o presidente do sindicato dos metalúrgicos de Camaçari prefere apostar num outro marketing. De forma equivocada se projeta  como o grande salvador, ao usar um prejuízo para a classe trabalhadora, como peça de vantagem pessoal.


Calculadora As secretarias de saúde de Camaçari (Sesau) e do estado (Sesab) seguem com calculadoras diferentes nessa pandemia. De acordo com a prefeitura, município registrou 543 óbitos e 21.373 casos desde o início da pandemia, enquanto o governo do estado conta 555 óbitos e 21.789 casos. Conta rápida mostra que existe uma diferença a mais de 12 mortos e 416 novos casos na calculadora da secretaria de saúde do estado.


Calculadora 2 A conta, que a secretaria comandada pelo vereador licenciado, Elias Natan (PSDB), não se preocupa em esclarecer, não é diferente no mês a mês. Agora em maio, a prefeitura contou 53 óbitos e 1.942 novos casos. Já a secretaria de saúde do estado registrou 1.469 casos e 40 óbitos, uma diferença de 13 mortos e 473 novos casos a mais na comparação com a soma da Sesau.


Calculadora 3 A distância não é diferente nas agulhadas. De acordo com o último boletim com dados de segunda-feira (31), fornecido pela secretaria de saúde do município, 48.037 foram vacinadas em Camaçari com a primeira dose, enquanto que 18.361 finalizaram a imunização com a segunda dose.


Calculadora 4 Já no boletim distribuído na noite de segunda-feira (31), pela secretaria de saúde do estado (Sesab), Camaçari aplicou a primeira dose em 46.118 pessoas, e a segunda dose em 18.044 pessoas. Na conta do fura braço, prefeitura de Camaçari aparece com uma diferença a mais de 1.919 vacinados com a primeira dose, e 317 imunizados com a segunda dose.


Foco A secretaria comandada pelo doutor Natan não enfrenta problemas apenas com os números da pandemia. Também exibe dificuldades de se conectar com o momento e as necessidades impostas pela Covid-19 para determinadas profissões.


Foco 2 A Sesau segue muda, diferente de cidades como Lauro de Freitas, que iniciou nesta terça feira (1/6) a vacinação contra a Covid-19 dos profissionais de imprensa, e outros cerca de 30 municípios do estado que também entenderam a importância e o risco de conter a contaminação de repórteres, cinegrafistas e demais profissionais que trabalham na linha de frente da notícia sobre o coronavírus.


Foco 3 Como outros secretários municipais, o titular da pasta de Camaçari ignora que o trabalho da imprensa é serviço essencial definido por decreto federal de março do ano passado, agora reforçado por Indicação, de autoria do vereador Junior Borges (Democratas), aprovada pelo Legislativo de Camaçari.


Calibre Camaçari fechou maio com uma discretíssima queda no número de assassinatos em relação ao mesmo mês do ano passado. Neste ano foram 20 mortes violentas, enquanto que em maio de 2020, a secretaria de segurança pública (SSP-BA) contou 21 assassinatos.


Calibre 2 No balanço janeiro/maio, feito pela Coluna, Camaçari registrou 90 assassinatos, 22 a menos que o mesmo período do ano passado. Município contou 198 assassinatos em 2020, mesmo número de 2019, ano pré-pandemia.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com - Editor


1/6/2021 Fechamento às 12H27


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Compromisso O Conselho Municipal de Meio Ambiente de Camaçari (COMAN) emitiu Nota em que cobra a suspensão das obras de requalificação da praça do Divino Espírito Santo, em Vila de Abrantes. No documento, que a Coluna publica na íntegra abaixo, o COMAM lembra que a praça integra uma paisagem e faz parte de um sítio arqueológico cadastrado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).


Compromisso 2 Na nota, o conselho lembra que durante escavações realizadas nos anos 1970 no local, que a entidade chama de “campo santo indígena em que tupinambás e guaianases eram sepultados”, foram descobertos “vestígios arqueológicos, como faiança portuguesa, inglesa e louça de Macau, moedas, estruturas funerárias, além de pratos de Veneza, da Índia e de Macau, que constaram estes últimos, do inventário dos jesuítas, datado de 1758”.


Compromisso 3 O documento, assinado pela presidente do COMAM, Ana Mandim, sugere ainda que o município instale no local um monumento que exalte a importância do sítio arqueológico para Camaçari, para a Bahia e para o Brasil.


Compromisso 4 Já o Conselho Municipal de Cultura de Camaçari (CMCC), presidido pelo advogado e subsecretário da pasta da cultura (Secult), Luciel Neto, preferiu o estranho e inexplicável silêncio obsequioso sobre tão importante questão. Durante reunião extraordinária, na última segunda-feira (21), o CMCC votou, por unanimidade, favorável ao processo de tombamento da Igreja do Divino Espírito Santo, mas preferiu atravessar a rua e passar longe da discussão do projeto de requalificação  da praça (Confira).


Compromisso 5 Colegiado, que apesar de ter quase metade dos seus 21 assentos ocupados por representantes eleitos pela sociedade civil, enquanto a outra parte é assumidamente ´chapa branca`, sequer apresentou moção ou qualquer manifestação sobre tão importante questão que diz respeito a sua atuação e compromisso com a história da cidade que deveria zelar. O destaque ficou com os 4 conselheiros eleitos pelos movimentos socais que entraram mudos e saíram calados.


Compromisso 6 Coordenado pela museóloga Kátia Cunha, processo de tombamento precisa agora sair do papel e virar realidade com ações efetivas de preservação e restauro do templo, como o próprio e fundamentado estudo destaca. Cabe agora à Secult, junto à Arquidiocese de Camaçari, comandada pelo bispo Dom Petrini, outro que também não se manifestou sobre a importância de revisão do projeto da praça, construírem caminhos para viabilizarem recursos junto ao município, estado e governo federal, outras estruturas, e o setor privado, como Cofic e a Acec.


Compromisso 7  Destaque da reunião foi o ex-pároco da Igreja do Divino Espírito Santo. Diferente dos estudos técnicos que embasaram o reconhecimento, com ressalva para a importância do entorno, no caso o retângulo localizado em frente ao templo, o padre Luiz Orlando de Oliveira preferiu ignorar essa constatação ao negar que a área, que tem a igreja como elemento principal, possua em seu subsolo objetos valor histórico.


Compromisso 8 A manifestação do religioso contraria documentos da própria Igreja Católica que registra essa ocupação iniciada pelos jesuítas no século XVI. Segundo fontes ligadas à Igreja, ouvidas pela Coluna, o padre Luiz Orlando, pároco da Igreja de Vila de Abrantes por mais de 20 anos, e que tem ainda em seu currículo os cargos de secretário de agricultura do governo Ademar Delgado (2013/2016), e de assessor no primeiro governo Antonio Elinaldo (2017/2020), sempre se mostrou contrário ao tombamento.


Íntegra do documento do COMAM


COMAM apoia interrupção das obras na praça de Abrantes e sugere construção de monumento


O Conselho Municipal de Meio Ambiente de Camaçari se associa às manifestações em favor da imediata interrupção das obras de requalificação da Praça de Abrantes, de acordo com o proposto pela Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Camaçari, por líderes comunitários e cidadãos preocupados com o respeito e a preservação da história deste Município.


O local hoje ocupado pela Igreja do Divino Espírito Santo, o adro que a cerca e a praça fronteiriça é sítio arqueológico cadastrado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e marco da fundação da Vila de Abrantes no século XVI.


Na Igreja estão os restos mortais de ilustres homens públicos do Brasil Colônia, entre eles o jesuíta português Fernão Cardim (1540-1625), historiador autor do livro “Tratado da Terra e Gente do Brasil”.


Ao ser reformada a igreja entre 1968 e 1976, nas escavações para a construção de um novo piso foram localizados vestígios arqueológicos, como faiança portuguesa, inglesa e louça de Macau, moedas, estruturas funerárias, além de pratos de Veneza, da Índia e de Macau, que constaram estes últimos, do inventário dos jesuítas, datado de 1758.


No terreno defronte à Igreja, hoje transformado em um canteiro de obras, existiu durante quase três séculos, um “campo santo” indígena em que tupinambás e guaianases eram sepultados. Com a mudança de status de aldeamento para vila, o cemitério se tornou multiétnico e passou a receber os corpos dos moradores da vila e de localidades adjacentes, até 1883.


Sob a terra hoje revolvida sem qualquer cuidado, existem vestígios históricos que, resguardados e investigados com cuidado e rigor profissional, serão legado cultural e valiosa contribuição ao estudo da história da Bahia e do Brasil.


Tudo isso desaparecerá se as obras não forem interrompidas imediatamente. Depois de atendidos os requisitos arqueológicos e históricos para o retorno às obras, o COMAM sugere que, como ocorre em outros países, o México, por exemplo, no local se edifique um monumento que exalte a importância do sítio arqueológico e o explique didaticamente a turistas e moradores do litoral norte da Bahia.


Maio 2021 Ana Mandim -Presidente


Tesourada Se depender do vereador Jamesson Silva (PSL), o alcaide Antonio Elinaldo (Democratas), o seu companheiro de partido e vice-prefeito José Tude, seus secretários e subsecretários, não terão direito a reajuste nos salários.


Tesourada 2 Projeto de Lei, que o vereador apresenta nos próximos dias, simplesmente revoga Lei atual que reajusta, a partir de janeiro de 2022, o salário do prefeito dos atuais R$ 16.811 para 26.859. Votada em dezembro do ano passado, projeto também engorda em mais de 50% o salário do vice-prefeito e dos secretários, que saltam dos atuais R$ 15,4 mil para 24,6 mil. Já um subsecretário, hoje com pouco mais de R$ 12 mil, chegaria perto de R$ 20 mil mensais.


Tesourada 3 Pela sua proposta, nem seus pares no Legislativo escapam dos cortes. Projeto votado pela antiga composição da Câmara define um aumento de cerca de R$ 2,5 mil para os 21 vereadores que passarão a receber pouco mais de R$ 15 mil.


Tesourada 4 Mesmo integrando a base elinaldista, Jamesson entende que esses aumentos vão gerar o que chama de ´efeito cascata` com reajustes para outras categorias. Segundo disse à Coluna, os reflexos desse aumento vão além da ampliação das despesas da máquina municipal. Expõe o governo de forma negativa ao ampliar privilégios numa cidade que sofre com o desemprego, agora agravado pela pandemia.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com - Editor


27/5/2021 Fechamento às 20h20


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