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Caetano esquece as críticas e prepara pedido de empréstimo


Camaçari e o debate esquecido sobre poluição e destruição dos rios


O cantor O Kannalha e o tempero na campanha do PT da Bahia 


Chave Depois de acusar o antecessor, Antonio Elinaldo (União), de contrair cerca de R$ 500 milhões em empréstimos e comprometer o orçamento de Camaçari, o alcaide Luiz Caetano (PT) resolve calibrar o discurso e adotar a mesma prática do adversário.


Chave 2 Segundo apurou a Coluna, o petista prepara um pedido de empréstimo para obras de infraestrutura e serviços. O valor segue em estudo, mas não será menor que R$ 300 milhões (US$ 60 milhões).


Chave 3 Mesmo pagando cerca de R$ 40 milhões/ano pelos empréstimos de US$ 80 milhões, o equivalente a 400 milhões de reais a dinheiro de hoje, junto à Corporação Andina de Fomento (CAF); e outros R$ 75 milhões da Caixa/Finisa, Camaçari segue com crédito e alta capacidade de endividamento. 


Chave 4 Juntando os dois empréstimos tomados em 2019 e 2024, nas duas gestões Elinaldo (2017/2024), aos precatórios, e ao parcelamento de atrasados com o INSS, Camaçari soma cerca de R$ 700 milhões em dívidas. Com limite técnico de endividamento superior aos R$ 2 bilhões e regras de financiamento flexíveis, município tem uma capacidade quase sem limites para tomar dinheiro emprestado.


Chave 5 O problema não é crédito, nem temor de endividamento. É o não uso desses recursos em obras planejadas, que não respeitem a legislação como o PDDU, que não aconteçam com transparência e prestação de contas. Que não atendam às necessidades reais da cidade, e que não sejam definidas e discutidas com a comunidade. Fora dessas regrinhas é gastança criminosa do dinheiro público.


Regador Depois de descumprir uma agenda prometida e assinada, lá em 2024, na sede da OAB, de implantação de uma política ambiental de referência, o agora alcaide Luiz Caetano (PT) segue sem cuidar do que ainda existe.


Regador 2 Sem a estrutura de meio ambiente prometida, e sequer exibindo ações firmes na proteção das áreas verdes e de preservação do município, Camaçari completa esse ciclo de atraso ao ignorar outro o importante debate. Os rios e sua importância para a água que bebemos e a sua contribuição para o ecossistema é outro tema fora da agenda na gestão 04 do petista.


Regador 3 O Joanes, com quase metade dos seus 75 quilômetros passando por Camaçari, junto com o Capivara, o Camaçari e o Pojuca, só para ficar nos maiores, viraram rios de problemas. Desmatamento de suas margens, ocupações irregulares e uso desses caminhos de vida para despejos de esgotos e outros resíduos poluentes são problemas que precisam de enfrentamento corajoso e necessário do poder público.


Regador 4 Graças ao trabalho e pressão da ONG Rio Limpo, Lauro de Freitas começou esse debate com a primeira audiência pública coordenada pela Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa. Agora é a vez da pasta do desenvolvimento urbano de Camaçari (Sedur), comandada pelo doutor Rodrigo Nogueira, se mexer e marcar a data. Iniciar esse debate, ainda que atrasado, é necessário.


Com camarão O cantor e compositor Danrlei Orrico, conhecido como “O Kannalha”, cedeu o direito de uso do refrão e do ritmo de um dos seus sucessos para a campanha do PT. Com sua voz, mas outra letra, o hit “O baiano tem o molho” agora fala em Jero e Lula como os políticos que têm essa mistura especial.


Com camarão 2 Como não existe recheio extra sem ajuste no preço, a autorização para uso do tempero do artista como peça de campanha política ganhou valor especial. Segundo apurou a Coluna, uso da peça artística gerou uma compensação de R$ 300 mil.  


Com camarão 3 Queridinho de Camaçari, sua terra natal, e famoso Brasil afora, depois do prêmio Multishow/Globo 2025, O Kannalha deve seguir na agenda do PT. Negocia, se num mesmo pacote, ou separado, o show de festejo do time de Jerônimo e Lula na emancipação de Camaçari, dia 28 de setembro.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


17agosto2026 Fechamento: 17h20


 

 







Caetano esquece as críticas e prepara pedido de empréstimo


Camaçari e o debate esquecido sobre poluição e destruição dos rios


O cantor O Kannalha e o tempero na campanha do PT da Bahia 


Chave Depois de acusar o antecessor, Antonio Elinaldo (União), de contrair cerca de R$ 500 milhões em empréstimos e comprometer o orçamento de Camaçari, o alcaide Luiz Caetano (PT) resolve calibrar o discurso e adotar a mesma prática do adversário.


Chave 2 Segundo apurou a Coluna, o petista prepara um pedido de empréstimo para obras de infraestrutura e serviços. O valor segue em estudo, mas não será menor que R$ 300 milhões (US$ 60 milhões).


Chave 3 Mesmo pagando cerca de R$ 40 milhões/ano pelos empréstimos de US$ 80 milhões, o equivalente a 400 milhões de reais a dinheiro de hoje, junto à Corporação Andina de Fomento (CAF); e outros R$ 75 milhões da Caixa/Finisa, Camaçari segue com crédito e alta capacidade de endividamento. 


Chave 4 Juntando os dois empréstimos tomados em 2019 e 2024, nas duas gestões Elinaldo (2017/2024), aos precatórios, e ao parcelamento de atrasados com o INSS, Camaçari soma cerca de R$ 700 milhões em dívidas. Com limite técnico de endividamento superior aos R$ 2 bilhões e regras de financiamento flexíveis, município tem uma capacidade quase sem limites para tomar dinheiro emprestado.


Chave 5 O problema não é crédito, nem temor de endividamento. É o não uso desses recursos em obras planejadas, que não respeitem a legislação como o PDDU, que não aconteçam com transparência e prestação de contas. Que não atendam às necessidades reais da cidade, e que não sejam definidas e discutidas com a comunidade. Fora dessas regrinhas é gastança criminosa do dinheiro público.


Regador Depois de descumprir uma agenda prometida e assinada, lá em 2024, na sede da OAB, de implantação de uma política ambiental de referência, o agora alcaide Luiz Caetano (PT) segue sem cuidar do que ainda existe.


Regador 2 Sem a estrutura de meio ambiente prometida, e sequer exibindo ações firmes na proteção das áreas verdes e de preservação do município, Camaçari completa esse ciclo de atraso ao ignorar outro o importante debate. Os rios e sua importância para a água que bebemos e a sua contribuição para o ecossistema é outro tema fora da agenda na gestão 04 do petista.


Regador 3 O Joanes, com quase metade dos seus 75 quilômetros passando por Camaçari, junto com o Capivara, o Camaçari e o Pojuca, só para ficar nos maiores, viraram rios de problemas. Desmatamento de suas margens, ocupações irregulares e uso desses caminhos de vida para despejos de esgotos e outros resíduos poluentes são problemas que precisam de enfrentamento corajoso e necessário do poder público.


Regador 4 Graças ao trabalho e pressão da ONG Rio Limpo, Lauro de Freitas começou esse debate com a primeira audiência pública coordenada pela Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa. Agora é a vez da pasta do desenvolvimento urbano de Camaçari (Sedur), comandada pelo doutor Rodrigo Nogueira, se mexer e marcar a data. Iniciar esse debate, ainda que atrasado, é necessário.


Com camarão O cantor e compositor Danrlei Orrico, conhecido como “O Kannalha”, cedeu o direito de uso do refrão e do ritmo de um dos seus sucessos para a campanha do PT. Com sua voz, mas outra letra, o hit “O baiano tem o molho” agora fala em Jero e Lula como os políticos que têm essa mistura especial.


Com camarão 2 Como não existe recheio extra sem ajuste no preço, a autorização para uso do tempero do artista como peça de campanha política ganhou valor especial. Segundo apurou a Coluna, uso da peça artística gerou uma compensação de R$ 300 mil.  


Com camarão 3 Queridinho de Camaçari, sua terra natal, e famoso Brasil afora, depois do prêmio Multishow/Globo 2025, O Kannalha deve seguir na agenda do PT. Negocia, se num mesmo pacote, ou separado, o show de festejo do time de Jerônimo e Lula na emancipação de Camaçari, dia 28 de setembro.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


17agosto2026 Fechamento: 17h20


 

 







A Camaçari da contramão quer os títulos de cidade do “paredão” e do “grau”


Pastor Antonio assume vaga ´pelada` na Câmara de Vereadores


A professora Vitalina e a chef Rose Braga ampliam os holofotes de Camaçari 


Exemplos Piorar o que não está bom. Essa parece ser a regra no Legislativo de Camaçari. Depois de apoiarem o som “paredão” que hoje incomoda os moradores de vários bairros, com destaque para a Gleba B, os edis resolveram avalizar sugestão de realização de competições de “grau” no espaço 2000.


Exemplos 2 Mesmo regulamentada no país pela Confederação Brasileira de Motociclismo, o esporte radical conhecido mundialmente como Wheeling, ganhou popularidade, se desvirtuou e virou manobra radical nas ruas e atropelou o Código de Trânsito. Passou a ser realizado sem as técnicas e  segurança necessárias para a prática dessas acrobacias com apenas uma das rodas da motocicleta no chão.


Exemplos 3 Assim como o “paredão” com seu som acima dos limites e altamente prejudicial para a saúde, o “grau” vem ocupando as manchetes e debates nas redes sociais, não pela beleza dos movimentos das motos. Só é notícia pela tragédia das dezenas de acidentes, muitos fatais para praticantes e até para quem não tem nada com as manobras.


Exemplos 4 Cabe ao presidente do Legislativo, vereador Niltinho Maturino (PRD), e ao alcaide Luiz Caetano (PT) abrirem os ouvidos e colocarem a cidade com as duas rodas no chão. É o movimento sensato e equilibrado que se espera e seja exercido pelas principais autoridades do município.


Dedicados  Ao invés de duas, como manda o Regimento, Legislativo de Camaçari discute a redução para apenas uma sessão semanal, provavelmente às terças-feiras, durante o período eleitoral.


Dedicados 2 Se confirmada, medida suspende os trabalhos nas quintas-feiras, até o final de outubro, mas não gera abatimento no salário de R$ 15 mil. Aí não estão incluídos os penduricalhos e a verba de gabinete para contratação de assessoria que somam cerca de R$ 80 mil.


Dedicados 3 Justificativa é de que os vereadores precisam de mais tempo para a campanha dos aliados, já que apenas um dos seus 23 representantes é candidato nas eleições de 4 de outubro.


Finalmente Depois de muta dúvida, o vereador Tagner (PT) decidiu se licenciar para a disputa de uma das 63 cadeiras na Assembleia. Oficializa nesta terça-feira (11) seu pedido de afastamento por três meses, e elimina o risco de ser acusado de ganhar sem trabalhar.


Finalmente 2 De acordo com o Regimento da Casa, em caso de afastamento por “questões particulares” o vereador não terá direito ao salário mensal líquido de R$ 15 mil. O pastor Antonio Souza, terceiro suplente, que assume a cadeira, deve chegar ao Legislativo com mandato ´pelado`.


Finalmente 3 Pela regra informal da política para esses casos de suplência, ainda mais por tempo tão curto, Souza não vai poder mexer no time de assessores do gabinete do correligionário Tagner, que ultrapassa os R$ 70 mil em salários. Terá direito ao carro de representação, o combustível e outras miudezas.


Finalmente 4 A expectativa, segundo fontes da Coluna, é de que Pastor Antonio, que somou 1.503 votos nas eleições de 2024, receba como compensação o direito a indicar o substituto para o cargo de superintendente da pasta de ação social (Sedes), pelo mesmo prazo de afastamento. Função que ocupa desde o início da gestão 04 do alcaide Caetano (PT) rende uma remuneração mensal de cerca de R$ 10 mil.


Finalmente 5 Pela fila da eleição de 2024 no PT, a vaga aberta com a licença de Tagner é do 3º suplente. Com a ida do 1º suplente, Teo Ribeiro, para a pasta de esportes (Sedel), a cadeira do eleito Marcio Neves, indicado para a Secretaria de Educação (Seduc), ficou com Neidinha, a 2ª suplente do partido.


Receita O anúncio dos cerca de 8 mil atendimentos nos primeiros 30 dias da nova Policlínica de Camaçari bate com as contas feitas pela Coluna. O Camaçarico postado no dia 29 de junho previu, com base em fontes do setor, que nesta fase inicial os atendimentos somariam menos 20%, cerca de 10 mil da capacidade total do equipamento. Expectativa é chegar aos 54 mil beneficiados/mês até o final do ano, quando se espera o funcionamento de 100%.


Receita 2 Agora, é aguardar que as doutoras Rosângela Oliveira, titular da pasta municipal da saúde (Sesau); e Roberta Santana, comandante da estadual Sesab, consigam se entender e corrijam os erros desses primeiros 30 dias.


Receita 3 Garantir o cronograma de operação prometido com capacidade total de funcionamento do equipamento até o final do ano, em especial neste agosto e setembro com reflexos no humor do eleitor, é muito mais que estratégia de imagem. É compromisso de verdade com a saúde da população.  


Referências Camaçari foi destaque nos últimos dias com duas mulheres que orgulham a cidade com seus saberes e fazeres. A professora Vitalina Silva e a chef de cozinha Rose Braga.


Referências 2 Prêmio LED (Luz na Educação) em 2023, a professora Vitalina voltou aos holofotes como uma das debatedoras da edição 2026, ao lado do apresentador Serginho Groisman.


Referências 3 Eleita uma das embaixadoras do programa, a professora Vitalina ganhou projeção nacional e internacional ao vencer uma disputa com mais de 2 mil projetos com o trabalho “Educação Antirracista”, realizado entre seus alunos no Centro Educacional Maria Quitéria., escola pública da rede municipal.


Referências 4 O outro nome, não menos forte e importante, é Rose Braga. A chef de cozinha e empreendedora mostrou na África, do outro lado do Atlântico, em Maputo, capital de Moçambique), e Joanesburgo (África do Sul) a arte e a gastronomia das mulheres negras e afro-indígenas do Brasil. Projeto foi realizado em parceria com a musicista Lara Nunes e a empreendedora social Rafaela Azevedo.


Referências 5 Premiada Brasil afora, Rose desenvolve um trabalho diferenciado com comunidades quilombolas e na Aldeia Hippie de Arembepe, onde fundou e mantém a Casa Cria Restaurante e Hospedaria.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


10agosto2026 Fechamento: 17h40

 







Camaçari, o ponto eletrônico para servidor e o vespeiro da política


Município tem histórico de alojar apaniguados que ganham sem trabalhar


Mesmo com redução dos assassinatos Camaçari segue entre as mais violentas 


Analógica Quem segue longe da conta da política e gerando movimentos com resultados negativos para o grupo caetanista em Camaçari é a titular da Secretaria da Administração do Município. Primeiro deixou Camaçari, cidade-sede da chinesa BYD no Brasil, fora da tendência mundial dos combustíveis renováveis, ao licitar no ano passado o aluguel de veículos para a frota municipal sem incluir uma cota de elétricos. Agora, a titular da Secad, Fabiana Montenegro, assanha o vespeiro dos que ganham sem trabalhar e seus padrinhos.


Analógica 2 Conhecida por controlar com mão de ferro, a mando do alcaide Luiz Caetano (PT), as contratações de pessoal e serviços das secretarias, a doutora Fabiana faz mais um movimento considerado equivocado. Prepara a instalação de ponto eletrônico para servidores do município.


Analógica 3  Movimento às vésperas das eleições é visto por aliados e até adversários como ´toco eleitoral`, justamente por mexer com a base de governistas e seus apaniguados alojados na máquina municipal. A avaliação é de que, se virar realidade, não será adotado antes do fechamento das urnas de outubro. Mesmo assim o estrago já está feito.


Analógica 4 Corretíssima e necessária para o serviço público, medida publicada no Diário Oficial de 21 de julho chega com atraso. Deveria ter sido adotada no ano passado como sinalizador da ´virada de chave` no serviço municipal da gestão 04 do alcaide Caetano.


Analógica 5  Cobrar marcação de presença sempre foi tabu na gestão de Camaçari. Estudado, anunciado e esquecido nos últimos 12 anos, nos governos Antonio Elinaldo (União) e Ademar Delgado (PT e depois sem partido), quando a gestão municipal ganhou mais exigência por eficiência, o ponto eletrônico sempre foi um grande ´calo` para os alcaides do município.


Analógica 6 Tradição da construção equivocada e clientelista da máquina administrativa de Camaçari vai mais além. Vem desde o período em que experimentava a excepcionalidade da condição de município “área de segurança nacional”, no início dos anos 1970.


Analógica 7 A senha ´primeiro os meus`, até hoje é seguida à risca. Com um orçamento alimentado pela alta arrecadação de impostos do seu polo industrial e listado entre os mais ricos do país, aleijão permitiu a essa elite que se reveza no poder fazer essas e outras vontades. O resultado são milhões de reais em prejuízos para os cofres municipais com salários, vantagens e outras cositas.


Analógica 8 Estimativas da Coluna mostram que dos cerca de 6 mil do total, algo em torno de 10%, cerca de 600, entre efetivos, comissionados e terceirizados possuem problemas com frequência nos locais onde são lotados para trabalhar. Dentro desse grupo, e de medição ainda mais difícil, justamente pela blindagem desses ´colaboradores` e seus históricos políticos, uma parcela é ainda mais daninha. São os sem mesa, sem sala, e de atuação remota e produção imensurável: os famosos fantasmas.


Analógica 9 Mudar esse quadro exige coragem e vontade política. Mas, aí é outra repartição pública.


Feudos O vereador e candidato a deputado estadual Tagner Cerqueira (PT) levou a melhor na queda de braço com o deputado Junior Muniz. Vai herdar o apoio integral do grupo do professor, vereador licenciado e atual secretário de educação do município, Marcio Neves (PT). Prevaleceu a proposta da deputada federal e candidata a reeleição Ivoneide Caetano (PT), de concentrar no seu pupilo os votos do grupo do educador.


feudos 2 Como registrou o último Camaçarico, que citou as duas alternativas, o entendimento do alcaide, de dividir os votos entre Tagner e Muniz terminou sendo vencido. Não foi decisão fácil. O deputado Junior Muniz segue ´inconformado`, diz uma fonte da Coluna.


Feudos 3 Apesar de contar com o apoio dos companheiros de legenda, os vereadores Dentinho do Sindicato, Neidinha e Paulinho do Som, o petista Muniz perde preciosos apoios. Com a divisão, deve ficar longe dos quase 16 mil votos obtidos na eleição passada em Camaçari. Mesmo com o baque, aparece na lista dos petistas reeleitos para a Assembleia Legislativa.


Feudos 4 Já o vereador Tagner, ainda uma incógnita na lista estadual do partido, amplia sua presença num importante segmento. Com potencial superior a 3 mil votos e capacidade de ampliar esse apoio em cidades vizinhas, graças a capilaridade do seu projeto de educação, os votos do grupo do professor Marcio se somam aos dos colegas de Legislativo kaique Ara, (PT), Ivandel (Sem partido), João Dão e Wagner Bispo (PSB) e Dilson Magalhães (PP).


Calibre Camaçari fechou julho com 5 assassinatos, sendo 4 homens e uma mulher. Segundo levantamento realizado pela Coluna, com base em informações postadas na imprensa local, houve uma pequena queda no número de crimes violentos letais intencionais (CVLIs) em relação a junho, com 6 assassinatos. 


Calibre 2 Julho deste ano aparece como o sexto mês do ano com menor número de assassinatos desde 2017. Na conta geral (todos os 12 meses) nos últimos 10 anos julho fica atrás apenas de abril deste ano, com 4 registros.


Calibre 3 Ainda de acordo com levantamento da Coluna, Camaçari registrou nos 7 primeiros meses do ano 52 assassinatos, também o menor número de CLVIs no período desde 2017. Esses números estão sujeitos a alterações com a divulgação dos números oficiais pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA).


Calibre 4 Levantamento do Instituto Fogo Cruzado mostra que o número de tiroteios com mortes e feridos em Camaçari caiu no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2025. O Instituto contou 53 tiroteios com 36 mortes e 12 feridos. No ano passado o Fogo Cruzado contou no mesmo período 76 tiroteios, 76 mortes e 16 feridos.


Calibre 5 Ainda de acordo com o Fogo Cruzado, Camaçari segue atrás de Salvador, com 473 tiroteios, 338 mortes e 126 baleados. Segundo o estudo sobre a Região Metropolitana de Salvador, mais da metade (56%) dos 656 tiroteios na RMS ocorreram durante ações das forças de segurança. Percentual é maior que os registrados nas regiões metropolitanas do Rio, Belém e Recife.


Calibre 6 Apesar da queda nos números de assassinatos, Camaçari segue entre as mais violentas do país. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Camaçlari sai da lista das 10 mais violentas do país . dados de 2025 mostram que o município ocupa agora a posição 14, com 52,2  mortes violentas intencionais (MVIs) por cada 100 mil habitantes. Em 2024 Camaçari era a número 4 no ranking com taxa 74,8.


Calibre 7 O estudo mostra que mesmo fora da lista geral das 10 cidades mais violentas, Camaçari aparece na posição 14 quando o ranking é dos 338 municípios com população superior a 100 mil habitantes.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


3agosto2026 Fechamento: 17h30


 

 







Os votos do grupo do professor Marcio e o leilão entre Tagner e Muniz


O ex-alcaide Elinaldo e o time de candidatos pró-forma


O PT e o seu PGP que não passou de um comício fora do prazo 


Deadline Para desagrado do governador Jerônimo  e tristeza do secretário de educação e vereador licenciado de Camaçari, Marcio Neves, a professora e também petista Rowenna Brito não terá o apoio esperado do grupo caetanista na sua campanha de deputada estadual no município.


Deadline 2 O destino do consistente apoio do grupo do professor Marcio deve ser definido nos próximos dias. Depende do consenso entre o alcaide Luiz Caetano e sua esposa, a deputada federal Ivoneide (PT), com grande influência no poder local.


Deadline 3 Segundo apurou a Coluna, uma opção é a divisão dos votos entre o vereador e candidato a deputado estadual Tagner Cerqueira, e o estadual em disputa pela reeleição, Junior Muniz, ambos do PT. A outra alternativa é o descarte de Muniz com a concentração de todos os votos do grupo do professor Neves em Tanger.


Deadline 4 Decisão de excluir a ex-secretária estadual de educação e escolha pessoal de Jerônimo vai além do desagrado com o ´gov`. Cria um problema paroquial com reflexos nas eleições de 2028. O professor Marcio vai para a natural renovação do mandato, mas não deixa de ser um nome no tabuleiro petista, caso Caetano não dispute a quinta gestão.


Deadline 5 Tanger, por sua vez, sonha com o mandato na Assembleia Legislativa e o consequente aumento de cacife para a mesma missão, também em caso de desistência do chefe.


Deadline 6 Quem está fora desse cenário é a deputada Ivoneide. Por ser esposa do alcaide está impedida por lei de ser sua candidata à sucessão em Camaçari. A Coluna apurou que a alternativa de fortalecimento do grupo caetanista na região passa pelo plano B: a candidatura Ivoneide a prefeita da vizinha de Dias D`Àvila.


Retratinho na urna Quando o eleitor pensa que já viu tudo, eis que aparecem novas surpresas. Nesse festival sustos e estratégias, as novidades são as candidaturas a deputado federal de Renoildes Oliveira e Adriel Maturino.


Retratinho na urna 2 Anunciadas no apagar das luzes do prazo de montagem das chapas proporcionais, as candidaturas têm dupla função, mas “não é para ganhar”, como alertava o médico e ex-vereador Zé Ellis.


Retratinho na urna 3 A ex-secretária de desenvolvimento e ação social do governo Elinaldo, agora batizada de Reni do social, entra com missão específica de extrair votos da base de assistidos no município pelos programas sociais do governo, como distribuição de cestas básicas e outros benefícios.


Retratinho na urna 4 Além de ajudar a compor a cota de mulheres do União para a disputa da Câmara Federal, e expectativa é somar em torno de 1,5 mil votos, segundo contas ouvidas pela Coluna. Sua missão maior é cutucar importante base da deputada federal e candidata a reeleição, Ivoneide Caetano (PT). A esposa do alcaide Caetano é a madrinha da atual titular da Sedes, Jeane Gleide, comandante e com acesso ilimitado a esse cadastro de eleitores carentes.


Retratinho na urna 5 O outro que vai para a disputa sem chances de eleição, apenas para compor a lista de candidatos de 4 de outubro é advogado, jornalista e empreendedor Adriel Maturino. É sobrinho do vereador Niltinho Maturino (PRD), presidente do Legislativo de Camaçari, e filho de Adailton Maturino, um dos envolvidos na “Operação Faroeste”.


Retratinho na urna 6 Nessa conta de somar e subtrair votos, também aparecem como nomes a federal, em dobradinha com o estadual Elinaldo, a empresária Sineide Lopes (PL) e a ex-vereadora Professora Angélica (PP). Com missão específica de fortalecer o seu partido no município, o Novo, o servidor da municipal Cleiton Pereira fecha a lista.


Retratinho na urna 7 Para valer nessa disputa na base oposicionista de Camaçari, apenas dois nomes. O deputado federal e candidato a reeleição Paulo Azi. O outro é Manoel Rocha. Também do União, o hoje deputado estadual aposta na substituição do pai, o deputado federal com 6 mandatos consecutivos, Zé Rocha.


Tiro no pé  As vaias sofridas pelo  ex-vereador, ex-candidato a prefeito e candidato a deputado federal, Flavio Matos (PSDB), não somam. Só atrapalham. Festa de quinta-feira (23), do União Brasil e partidos aliados, em Camaçari, terminou manchada pelo equívoco de alguns elinaldistas mais exaltados. Segundo apurou a Coluna, movimento contrariou o chefe, grande homenageado da festa e candidato a governador do grupo, ACM Neto (União).


Tiro no pé 2  A claque anti-Flavio esqueceu, ou não foi devidamente alertada, de que esse tipo de reação não soma. Mesmo sem votos para se eleger, o agora desafeto dos elinaldistas mais radicais segue no grupo de oposição e dá sua contribuição na disputa contra o governador e candidato a reeleição Jerônimo Rodrigues (PT).


Tiro no pé 3  Gostando ou não, Flavio vai somar votos. Até o próprio ex-alcaide e candidato a deputado estadual vai se beneficiar desse movimento. Alguém duvida que sairão das urnas muitos votos casados Elinaldo/Flavio ?


Desejos Foi uma mera peça secundária o Programa de Governo Participativo do PT para a Região Metropolitana. O que deveria ser a apresentação de propostas para o segundo governo Jerônimo, o PGP realizado na noite de sexta-feira (24), em Camaçari, não passou de uma grande festa da militância.


Desejos 2 Com o Clube Social lotado por militantes, apoiadores e aderentes, o que se viu foram demonstrações de força dos candidatos e grupos políticos, com suas ruidosas turmas e aparatos midiáticos.


Desejos 3 Com um formato questionável, o PGP da RMS deixou lacunas para justificar o nome do evento. O sistema de coleta de sugestões de forma digital, realizado por jovens que circulavam com tablets, se tornou inviável num espaço barulhento e de pouca concentração.


Desejos 4 Se a ideia era recolher propostas e sugestões, passou atestado de ineficiência. Mas, se o objetivo real era apenas reunir a base governista num comício antes do prazo legal exigido pela legislação, a missão foi cumprida.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


27julho2026 Fechamento: 17h01


 

 







O alcaide Caetano e o controle remoto da gestão


Falta de autonomia dos secretários é queixa geral


O pastor suplente e os votinhos para estadual


O PSOL de Camaçari não consegue sair da sombra


Igreja resgata cerimônia que marcou lutas pela Independência


Comando Os quase 19 meses da gestão 04 do alcaide Luiz Caetano (PT) seguem abaixo das expectativas esperadas pela população e sem somar tranquilidade e perspectivas de resultados políticos positivos. Mesmo com um orçamento anual de cerca de R$ 2,1 bilhões, algo em torno de R$ 175 milhões mês, governo exibe problemas nas principais secretarias.


Comando 2 São essas estruturas as peças de importância fundamental na política de entregas de obras e serviços para a cidade. Confusão na conexão entre necessidade e realização tem mostrado sinais nada animadores para a colheita de resultados eleitorais para o grupo do petista no pleito de outubro.


Comando 3 Oficialmente, gestores, secretários e aliados do primeiro time no Legislativo exibem a mesma queixa. Falam em herança maldita deixada pelo antecessor, o alcaide Antonio Elinaldo (União), incerteza de receitas futuras e até das dificuldades no Legislativo com maioria oposicionista, como os entraves.


Comando 4 Mas, na real, o problema está no alcaide Caetano e o seu excessivo uso do controle remoto. Parte significativa dessa rede do poder de fazer a máquina andar segue concentrada nas pastas da Administração (Secad), de Obras (Seinfra), e dos Serviços Públicos (Sesp).


Comando 5 São essas peças, de um circuito maior, que praticamente operam sob o comando do chefe. Essa concentração de poder em torno do petista, uma de suas marcas, mas incompatível para uma cidade do tamanho e importância de Camaçari, termina travando a gestão. O resultado são as poucas respostas das secretarias que exigem e precisam de mais mobilidade e velocidade de ação.


Comando 6 A queixa na Secad, é o freio de mão na contratação de terceirizados. Porteiro, vigilante, auxiliar de serviços gerais só com o aval da titular, a doutora Fabiana Montenegro.


Comando 7 Outra estrutura é a Sesp do doutor Hidemburgo Teles, o TT. O chefe dos serviços de limpeza das ruas e sistema de iluminação pública só atende o comando do alcaide. dizem fontes da Coluna.


Comando 8 A Seinfra, do doutor José Mario Lima,  por onde passam e são executados os cronogramas de obras e reformas na estrutura municipal, fecha o cerco dessa rede de controle da máquina municipal.


Comando 9 Uma simples roçadeira é o exemplo simbólico desse desconforto com a falta de respostas rápidas para essas demandas na saúde, esportes, educação, cultura e desenvolvimento social, para ficar nas grandes estruturas. Sem respostas, solução encontrada pela Secult foi adquirir o equipamento, de valor inferior a R$ 1 mil, para fazer a poda da grama do complexo Cidade do Saber.


No banco Afinal, o suplente Pastor Antonio Souza assume ou não a vaga do vereador e candidato a deputado estadual, Tagner Cerqueira (PT). Indefinição sobre a licença das atividades legislativa para se dedicar de forma mais intensa à campanha anda angustiando o beneficiado.


No banco 2 Terceiro suplente, com 1.503 votos nas urnas de 2024, o pastor Antonio chegou a sonhar com o cargo de titular da pasta do desenvolvimento social e cidadania. Teve que se contentar com uma assessoria sem poderes na própria Sedes.


No banco 3 Movimento só beneficia Tanger, que passa a ter a certeza de um soldado dedicado na sua campanha para a Assembleia Legislativa. Além de cumprir um velho acordo, quando negociou sua entrada no PT, ascensão acaricia o ego do Pastor Antonio com um mandato, ainda que curto e com pouca ou quase nenhuma mobilidade.


No banco 4 Confirmada a operação, o pastor será o terceiro suplente a assumir o mandato. Com a ida do eleito Marcio Neves para a pasta da educação (Seduc), o primeiro suplente do PT, Teo Ribeiro assumiu de forma relâmpago e imediatamente foi para a pasta do esportes (Sedel), de onde não deve sair, apesar  da bola murcha que recebeu. Vaga no Legislativo ficou com a segunda suplente Neidinha Muniz.


No banco 5 Caso Tagner seja eleito para a Assembleia Legislativa, o jogo muda e cria um novo processo de ocupação da vaga.


Eclipse E o PSOL em Camaçari segue sem gerar luz no processo eleitoral. Ausente dos debates e longe de exibir qualquer formulação ou crítica à gestão do alcaide Luiz Caetano (PT), legenda parece tomada por um estranho bloqueio.


Eclipse 2  A exatos 75 dias do pleito de 4 de outubro legenda em Camaçari segue sem nomes  e sem perspectiva de sair do sombreamento do PT em que vive desde o pleito passado.


Tradição Camaçari resgata uma das mais importantes solenidades religiosas da sua história com a volta do Te Deum Laudamus (A Vós, ó Deus, louvamos).  Ato revive 203 anos depois a solenidade original, na histórica Igreja do Espírito Santo de Abrantes, o reconhecimento pela Igreja de Dom Pedro como primeiro imperador do Brasil.


Tradição 2 Retomada de importante manifestação católica acontece graças ao interesse especial do bispo da Diocese de Camaçari, Dom Dirceu e do padre Fabricio, outro preocupado com o resgate da história da cidade. Ato amplia e reforça as comemorações pela importância de Camaçari, nascida em Vila de Abrantes, no século 16, como importante ponto de resistência e luta pela Independência do Brasil na Bahia, no 2 de julho de 1823.


Tradição 3 Agora, incluído no “Livro do Tombo”, o Te Deum realizado no último sábado (18), dentro do mês da Independência da Bahia, volta a integrar o calendário da Igreja Católica. Será comemorado a partir de 2027, provavelmente na sua data original, 20 de fevereiro de 1823. 


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


20julho2026 Fechamento: 17h01


 

 







O alcaide Caetano e o controle remoto da gestão


Falta de autonomia dos secretários é queixa geral


O pastor suplente e os votinhos para estadual


O PSOL de Camaçari não consegue sair da sombra


Igreja resgata cerimônia que marcou lutas pela Independência


Comando Os quase 19 meses da gestão 04 do alcaide Luiz Caetano (PT) seguem abaixo das expectativas esperadas pela população e sem somar tranquilidade e perspectivas de resultados políticos positivos. Mesmo com um orçamento anual de cerca de R$ 2,1 bilhões, algo em torno de R$ 175 milhões mês, governo exibe problemas nas principais secretarias.


Comando 2 São essas estruturas as peças de importância fundamental na política de entregas de obras e serviços para a cidade. Confusão na conexão entre necessidade e realização tem mostrado sinais nada animadores para a colheita de resultados eleitorais para o grupo do petista no pleito de outubro.


Comando 3 Oficialmente, gestores, secretários e aliados do primeiro time no Legislativo exibem a mesma queixa. Falam em herança maldita deixada pelo antecessor, o alcaide Antonio Elinaldo (União), incerteza de receitas futuras e até das dificuldades no Legislativo com maioria oposicionista, como os entraves.


Comando 4 Mas, na real, o problema está no alcaide Caetano e o seu excessivo uso do controle remoto. Parte significativa dessa rede do poder de fazer a máquina andar segue concentrada nas pastas da Administração (Secad), de Obras (Seinfra), e dos Serviços Públicos (Sesp).


Comando 5 São essas peças, de um circuito maior, que praticamente operam sob o comando do chefe. Essa concentração de poder em torno do petista, uma de suas marcas, mas incompatível para uma cidade do tamanho e importância de Camaçari, termina travando a gestão. O resultado são as poucas respostas das secretarias que exigem e precisam de mais mobilidade e velocidade de ação.


Comando 6 A queixa na Secad, é o freio de mão na contratação de terceirizados. Porteiro, vigilante, auxiliar de serviços gerais só com o aval da titular, a doutora Fabiana Montenegro.


Comando 7 Outra estrutura é a Sesp do doutor Hidemburgo Teles, o TT. O chefe dos serviços de limpeza das ruas e sistema de iluminação pública só atende o comando do alcaide. dizem fontes da Coluna.


Comando 8 A Seinfra, do doutor José Mario Lima,  por onde passam e são executados os cronogramas de obras e reformas na estrutura municipal, fecha o cerco dessa rede de controle da máquina municipal.


Comando 9 Uma simples roçadeira é o exemplo simbólico desse desconforto com a falta de respostas rápidas para essas demandas na saúde, esportes, educação, cultura e desenvolvimento social, para ficar nas grandes estruturas. Sem respostas, solução encontrada pela Secult foi adquirir o equipamento, de valor inferior a R$ 1 mil, para fazer a poda da grama do complexo Cidade do Saber.


No banco Afinal, o suplente Pastor Antonio Souza assume ou não a vaga do vereador e candidato a deputado estadual, Tagner Cerqueira (PT). Indefinição sobre a licença das atividades legislativa para se dedicar de forma mais intensa à campanha anda angustiando o beneficiado.


No banco 2 Terceiro suplente, com 1.503 votos nas urnas de 2024, o pastor Antonio chegou a sonhar com o cargo de titular da pasta do desenvolvimento social e cidadania. Teve que se contentar com uma assessoria sem poderes na própria Sedes.


No banco 3 Movimento só beneficia Tanger, que passa a ter a certeza de um soldado dedicado na sua campanha para a Assembleia Legislativa. Além de cumprir um velho acordo, quando negociou sua entrada no PT, ascensão acaricia o ego do Pastor Antonio com um mandato, ainda que curto e com pouca ou quase nenhuma mobilidade.


No banco 4 Confirmada a operação, o pastor será o terceiro suplente a assumir o mandato. Com a ida do eleito Marcio Neves para a pasta da educação (Seduc), o primeiro suplente do PT, Teo Ribeiro assumiu de forma relâmpago e imediatamente foi para a pasta do esportes (Sedel), de onde não deve sair, apesar  da bola murcha que recebeu. Vaga no Legislativo ficou com a segunda suplente Neidinha Muniz.


No banco 5 Caso Tagner seja eleito para a Assembleia Legislativa, o jogo muda e cria um novo processo de ocupação da vaga.


Eclipse E o PSOL em Camaçari segue sem gerar luz no processo eleitoral. Ausente dos debates e longe de exibir qualquer formulação ou crítica à gestão do alcaide Luiz Caetano (PT), legenda parece tomada por um estranho bloqueio.


Eclipse 2  A exatos 75 dias do pleito de 4 de outubro legenda em Camaçari segue sem nomes  e sem perspectiva de sair do sombreamento do PT em que vive desde o pleito passado.


Tradição Camaçari resgata uma das mais importantes solenidades religiosas da sua história com a volta do Te Deum Laudamus (A Vós, ó Deus, louvamos).  Ato revive 203 anos depois a solenidade original, na histórica Igreja do Espírito Santo de Abrantes, o reconhecimento pela Igreja de Dom Pedro como primeiro imperador do Brasil.


Tradição 2 Retomada de importante manifestação católica acontece graças ao interesse especial do bispo da Diocese de Camaçari, Dom Dirceu e do padre Fabricio, outro preocupado com o resgate da história da cidade. Ato amplia e reforça as comemorações pela importância de Camaçari, nascida em Vila de Abrantes, no século 16, como importante ponto de resistência e luta pela Independência do Brasil na Bahia, no 2 de julho de 1823.


Tradição 3 Agora, incluído no “Livro do Tombo”, o Te Deum realizado no último sábado (18), dentro do mês da Independência da Bahia, volta a integrar o calendário da Igreja Católica. Será comemorado a partir de 2027, provavelmente na sua data original, 20 de fevereiro de 1823. 


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


20julho2026 Fechamento: 17h01


 

 







As candidaturas dissidentes do grupo de Cleber Alves e os desafios da gestão 04 do alcaide Caetano   


Mug, Lindu e Tote e as referências de pontos tradicionais de conversas sobre política em Camaçari 


Marcas Camaçari perdeu na quinta-feira passada (9) mais uma de suas referências. Nilson Almeida Leite, 82 anos, dono do Mug bar era mais que um comerciante. Conseguiu transformar seu modesto espaço na avenida Eixo Urbano em um centro de conversa e acolhimento num dos terrenos que Camaçari mais gosta e sabe fazer e viver: a política.  Seu estabelecimento, conhecido pelas bebidas de infusão, reunia políticos de todos os matizes, com suas análises, especulações e paixões comuns na disputa paroquial.


Marcas 2 Mug, como ficou conhecido, se junta ao mestre Arlindo Lindu, 76 anos, dono do feijão do Lindu, falecido em junho. Trio de comandantes de espaços ecumênicos de debates e encontros da política fecha com ´Seu` Tote. Manoel Ferreira Gomes, 87 anos, deixou de comandar o seu famoso tira-gosto de charque, localizado no bairro Lama Preta, em 2023.


Marcas 3 Entre os que estão entre nós, não dá para esquecer o bar de Regis, Reginaldo Encarnação, na antiga estação de trens. Localizado no coração da cidade, espaço fechado em 2013, por decisão judicial, era parada obrigatória, em especial aos sábados. Regis terminou transferindo seu ponto para uma das transversais das avenidas Radial A e B.


Marcas 4 Outra referência que deixou de existir foi o bar Jaci, na avenida Francisco Drumond, também no centro. Seu dono mudou de ramo. Já Eduardo do bar do Pirão, João Marcelo, e Waldir simpatia (filho de ´Seu` Tote), todos no conhecido bairro da Bomba, seguem segurando o rojão.


Marcas 5 Essas figuras, com seus estilos e gestão de negócio singulares e nada ortodoxas, têm em comum a capacidade de manter seus espaços de conversa sem os algoritmos que hoje tomam conta e impõem regras nas mesas e balcões.


Marcas 6 Como os demais e no velho modelo analógico, ´Seu` Tote, Lindu e Mug conseguiram com paladar e sabedoria quebrar a lógica desses tempos de distância e frieza das interações online das redes sociais. 


Efeitos  Depois do inegável impacto negativo provocado pela saída, ainda que parcial, do grupo do ex-vereador Cleber Alves, o governo 04 do petista Luiz Caetano e até os adversários fazem as contas.


Efeitos 2 Segundo fontes da Coluna, na calculadora da deputada federal e candidata à reeleição Ivoneide Caetano (PT), a esposa de Alves e sua concorrente pelo MDB, a empresária Marcia Guimarães, é vista como ´pouca alteração` do ponto de vista numérico. Com logística forte em todo estado, justamente para compensar Camaçari, que na primeira eleição somou quase 39 mil votos de um total de 105.885 apoios, Ivoneide segue na lista dos petistas com reeleição assegurada.


Efeitos 3 Decisão do grupo de Alves de fechar a chapa com o apoio ao deputado estadual Matheus de Oliveira Ferreira, filho do vice governador e também na urna pela reeleição, Geraldo Junior (MDB), afeta de forma significativa outro nome local.  


Efeitos 4 Com número menor de apoios fora de Camaçari, o companheiro de legenda e principal parceiro de urna de Ivoneide no município, sua principal base, o vereador e candidato a uma das 63 vagas da Assembleia Legislativa, Tagner Cerqueira, é mais atingido pela equação emedebista.


Efeitos 5 Quase que em consenso, oposicionistas e governistas estimam números parecidos para as candidaturas da dobradinha emedebista. De acordo com apuração da Coluna, o nome de Marcia Guimarães não ajuda apenas a legenda comandada pelos irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima no preenchimento da cota de mulheres na lista de candidatas.  


Efeitos 6 Ainda segundo essas mesmas fontes, numa conta mais otimista a esposa de Alves pode chegar a até 3 mil votos em Camaçari. A postulação de Marcia Guimarães, que não se sabe sobre bases eleitorais e apoios fora do município, na verdade mira um projeto municipal para 2028.  “É candidata, mas não é para ganhar”, como dizia o ex-vereador Zé Ellis.


Efeitos 7 Na lógica de que todo voto é valido e soma, candidatura ajuda no projeto de ampliação do número de vagas do MDB na Câmara Federal, hoje com apenas uma das 39 cadeiras da bancada baiana. O partido precisa de mais de 130 mil votos por candidato para garantir ampliar presença e sair da única vaga baiana no Congresso.


Efeitos 8 Já a candidatura Matheus de Geraldinho deve extrair cerca de mil votos, ainda segundo as mesmas fontes. Nada mal se comparado aos 407 votos obtidos em 2022 em Camaçari. Na época o emedebista contou com o apoio do grupo do então vereador Ednaldo Junior Borges. Sexto suplente de vereador pelo União, nas eleições de 2024, o atual gestor do aterro sanitário e presidente da Limpec agora é caetanista e está comprometido com a candidatura Tagner. 


Efeitos 9 Na real, perdas de lideranças como o grupo de Alves, não provoca apenas um efeito psicológico na militância e nos próprios dirigentes, que sempre esperam nessa reta final o crescimento de adesões. Movimento do ex-vereador conhecido pela sua rebeldia não foi bom para um governo que ainda não deslanchou como deveria e esperavam figuras graúdas do governo de Camaçari ouvidas pela Coluna. Iniciada no ao passado, gestão Caetano 04 entra no 19º mês sem as entregas que imaginavam. Isso não é bom, dizem essas mesmas fontes.   


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


13julho2026 Fechamento: 17h50


 

 







Insatisfação com a gestão do alcaide Caetano empurra lideranças para a troca de times


Mesmo sem sair da base governista movimento reduz duplas eleitorais 


Candidaturas Ivoneide e Tagner são as mais prejudicadas


 


Jogada A gestão do alcaide petista Luiz Caetano segue usando táticas ineficientes e perdendo jogadores. Passes errados e jogadas sem gol podem conduzir sua seleção para um desfecho parecido com o da equipe verde-amarelo comandada pelo italiano Carlo Ancelotti. O primeiro teste será daqui a exatos 90 dias, nas urnas de outubro, quando precisa assegurar vantagem para seu grupo. 


Jogada 2 Esse movimento vem se caracterizando pelas críticas de aliados à gestão. Desempenho tem gerado reflexos ainda mais duros com a saída de apoiadores históricos, e nem tanto, da estrutura do governo municipal.


Jogada 3 Esse jogo começou a ganhar corpo já com os primeiros seis meses da gestão, considerados muito aquém. Aliados e até adversários diziam que era pouco para um experiente Caetano com 3 mandatos no comando de Camaçari, passagens pelo primeiro escalão do governo estadual, e experiências nos legislativos municipal, estadual e federal.


Jogada 4 Praticamente sem gols no segundo semestre, movimento de desconforto ganhou tração em setembro com a primeira saída. Candidata a vereadora que somou 1.285 votos e a quarta suplente do partido, Ara Brasil deixou o cargo na gestão municipal reclamando da falta de apoio político e total ausência de estrutura para “virar a chave”.


Jogada 5 Casada com o presidente do PT estadual e com fortes ligações com o partido que tem seu pai, Carlos Silveira, como um dos fundadores da legenda em Camaçari, Ara não deixou a base governista, apenas trocou de missão, agora no governo federal. 


Jogada 6 Outro que deixou o governo no ano passado foi Tata Ricardo, que ocupava a direção do Arquivo Público. Liderança do terreiro de Candomblé Lembá, mesmo sem trajetória política, o sacerdote tem peso no complexo universo da política em Camaçari.


Jogada 7 Pelos mesmos motivos: falta de espaço e apoio para desenvolver projetos e fortalecer a gestão, lista engordou neste ano com a professora Estelita de Cristo (Avante), Bispo da Cultura e Marcia Guimarães. 


Jogada 8 Produtor, diretor de teatro e agitador cultural, Bispo era gestor do Teatro Alberto Martins (TAM) desde o começo do governo 04 de Caetano. Sem meias palavras anunciou nas redes sociais que estava cansado. Não era reconhecido e até ´desrespeitado` completa uma fonte da Coluna.


Jogada 9 Com trajetória de 20 anos no PT, o agora ex-petista era muito mais que um simples militante. Tem história no partido, onde ocupou a vice e a presidência municipal, com a conquista de espaços na formulação de políticas públicas.


Jogada 10 Falta de estrutura para fazer o que mais gosta e sabe, a produção cultural, ganhou reforço com a renumeração de pouco mais de R$ 3,4 mil. Seu esforço destoava de outras figuras do governo, sem os resultados esperados, mas com um passe mensal 3,4 vezes mais gordo.


Jogada 11 Nesse gramado de insatisfações com raízes e nuances diferentes, o mais novo desfalque é Marcia Guimarães. Esposa do ex-vereador e liderança na região de Abrantes, segundo colégio eleitoral do município, Cleber Alves, também com cargo na gestão, Marcia foi a última a sair. Entregou o cargo de assessora especial com salário de R$ 10 mil. Assim como Ara e Estelita, Marcia Guimarães sai do governo mas não deixa a base situacionista.


Jogada 12 Filiada ao MDB, partido do conjunto de forças lideradas pelo governador e candidato a reeleição Jerônimo Rodrigues (PT), Marcia Guimarães deve sair candidata a deputada federal. Ainda segundo fontes da Coluna, que tentou falar com a pré-candidata até o fechamento desta edição, Marcia Guimarães faz dobradinha com um estadual da legenda comandada pelos irmãos Geddel e Lucio Vieira Lima.


Jogada 13 Saída de lideranças de cargos da máquina e queixas sobre a gestão tem gerado muito mais que desconforto na base. Reduz a confiança no governo e, por tabela, influencia no humor do eleitor.


Jogada 14 A troca de times dessas lideranças implica na formação de novas duplas de atuação nas disputas para a Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa.  


Jogada 15 Perdem votos sem essas tabelinhas a deputada federal e candidata a reeleição Ivoneide Caetano e o também petista, vereador Tagner Cerqueira, que tenta pela primeira vez uma vaga no Legislativo Estadual.


Calibre Camaçari fechou junho com 6 assassinatos. Segundo levantamento realizado pela Coluna, com base em informações postadas na imprensa local, não houve alteração no número de crimes violentos letais intencionais (CVLIs) em relação a maio, também com 6 assassinatos. 


Calibre 2 Nesse processo de violência, apesar dos números mostrarem queda nos últimos anos, a Coluna destaca em junho a morte de um bebê.  Gael Almeida, de 1 ano, foi atingido por disparo de arma de fogo durante um suposto ataque a seus familiares, na noite do dia 5 de junho, no bairro Gleba A, sede do município. Ainda segundo relatos da polícia, os disparos teriam sido realizados por um homem encapuzado. 


Calibre 3 O mês de junho deste ano também aparece como o segundo com o menor número de assassinatos desde 2017. Fica atrás apenas de abril deste ano, com 4 registros.


Calibre 4 Camaçari registrou 47 assassinatos nos seis primeiros meses do ano. Soma da Coluna, entre janeiro e junho deste ano, comparada com o mesmo período de 2025 mostra que 2026 registrou queda de 30 assassinatos e distante dos 77 contados no ano passado. Junho repete maio e segue com o menor número de assassinatos se comparado com todos os seis primeiros meses do ano desde 2017. 


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


6julho2026 Fechamento: 17h40


 

 







A inauguração da nova Policlínica e o Fogo Simbólico da Independência


Dois momentos que atestam o descuido de Camaçari com a coisa pública 


Modelo Terça-feira, 30 de junho, é dia de dupla comemoração em Camaçari. Uma festeja o pertencimento e a identidade. A outra, apesar da sua indiscutível importância e prioridade para a saúde da população, ganha conotação político eleitoral. A passagem do Fogo Simbólico da Independência e a inauguração da nova Policlínica têm em comum a marca do descuido com a coisa pública. 


Modelo 2 Inaugurada às pressas para cumprir o calendário da política, a Policlínica busca reduzir um grave déficit na saúde municipal. Estrutura que deveria ter sido entregue no ano passado, e sob total responsabilidade do Governo do Estado, começa a funcionar a partir de segunda-feira (6), mesmo assim de forma parcial. Segundo apurou a Coluna, equipamento, o maior do país, o primeiro com verba federal do PAC, e custo estimado em cerca de R$ 50 milhões, abre suas portas com menos de 20% da sua capacidade total de atendimento. 


Modelo 3 Material distribuído pela própria prefeitura de Camaçari reforça esse atraso. Informa sobre a estrutura do equipamento e a futura “fase de completo funcionamento”, o que só deve ocorrer no final do ano, segundo fontes governistas ouvidas pelo Camaçarico. 


Modelo 4 Ainda segundo a prefeitura, a Policlínica “terá a atuação de 300 profissionais, sendo 130 médicos especialistas em 28 áreas e capacidade para realização de 54 mil exames por mês”. Na verdade, o número deve superar os 600 colaboradores e representar um custo mensal de manutenção da estrutura em R$ 5 milhões. 


Modelo 5 Esse descuido com o cronograma fica claro com o enxugamento de estruturas, quando a receita deveria ser de soma. A atual Policlínica do município deve ser fechada, confirmando as dúvidas exibidas na Coluna de 15 de junho. Considerada ´desnecessária` com a nova estrutura, unidade da avenida 28 de Setembro terá seu pessoal deslocado. O mesmo roteiro, fruto de uma sucessão de equívocos e falta de planejamento das duas estruturas da saúde, estadual e municipal, deve ser seguido com a unidade de atendimento à criança, atualmente funcionando no PHOC. 


Modelo 6 O Centro de Atenção à Saúde da Mulher (CASM), é exemplo ainda mais emblemático. Transferência dessa estrutura, com sede própria na Gleba-B, para a nova Policlínica tem gerado protestos e dúvidas. Sua condição singular de centro de referência, atendimento exclusivo por especialistas e cuidados especiais para um público específico, inclusive mulheres que sofrem violência, contraria a sua proposta de funcionamento num espaço como a Policlínica. 


Modelo 7 Números e cronograma deixam claro de que governo e oposição não fizeram o dever de casa. A pressão governista sobre o Legislativo, quando a regra era negociar com a maioria oposicionista, o descuido com a análise do contrato de gestão entre Estado e Município, e a falta de transparência, como mostrou a Coluna de 25 de maio, só atestam o festival de equívocos de ambos os lados. 


Modelo 8 Já na outra festa, prevista para às 13h, na praça Desembargador Montenegro, sede do município, Camaçari lembra a participação dos seus antepassados nas lutas e processo que resultou na Independência da Bahia. Desde a criação do roteiro de passagem do Fogo Simbólico no chamado Recôncavo Norte, em 2023, com a inclusão de Camaçari, Mata de São João, Dias D´Ávila e Lauro de Freitas, que o ato segue aquém do merecido para a sua importância histórica.   


Modelo 9 Reconhecer e fortalecer a história de Camaçari e sua contribuição na formação do Brasil como elemento de construção de um sentimento de pertencimento parece ser uma das fragilidades da Camaçari que se reveza no poder nas últimas quatro décadas. Descuido tem destaque na pasta da educação, que insiste em fugir dessa lição básica na sala de aula, onde tudo começa. Reprovação também passa pelo Legislativo de Camaçari que sequer conhece sua história. 


Modelo 10 Baixo desempenho é antigo, mas ganha protagonismo nas últimas gestões. José Tude e Helder Almeida (União), Ademar Delgado (ex-PT), seu sucessor Antonio Elinaldo (União) e o atual alcaide Luiz Caetano (PT) que governa a cidade pela 4ª vez. Todos pularam essa página. 


Modelo 11 Não é por falta de aviso, muito menos de material que fundamente essa construção de identidade. A passagem do Fogo Simbólico em Camaçari, parte de uma agenda encerrada com o grande desfile no 2 de Julho, pelas ruas do centro antigo de Salvador, tem um personagem que o poder político de Camaçari insiste em ignorar. Sem os estudos e esforço do professor, historiador e pesquisados Diego Copque, Camaçari provavelmente seguiria com essa identidade perdida. 


Modelo 12 A presença e importância dos povos originários, os tupinambás, o processo de chegada dos ´colonizadores` estrangeiros, a formação da Vila de Abrantes, primeiro núcleo urbano da região e um dos mais antigos do Brasil, não é pouca coisa. A dimensão da importância histórica do município, que tem como marco a primeira metade do século 16, continua sendo uma lição difícil de entendimento pela elite política que controla o poder em Camaçari. 


Modelo 13 Uma das marcas registradas desse descuido é a ausência do município nos festejos da Independência da Bahia. Contar com orgulho e alegria seus personagens, como o indígena Joaquim Eusébio de Santana, que chegou a capitão-mor da tropa nas lutas de 1823, é obrigação constitucional. Diferente de cidades distantes centenas de quilômetros da capital, Camaçari a apenas 40 quilômetros do desfile, sequer se faz representar com seus colégios, bandas e fanfarras campeãs. 


Modelo 14 Infelizmente, Camaçari prefere o caminho do apagamento. De forma solta e apenas como peça agregadora dos seus respectivos grupos políticos, caetanistas e elinaldistas desfilam no 2 de Julho como elementos secundários para fotos e discursos paroquiais nas redes sociais. Mesmo em ano eleitoral, onde vale tudo, Camaçari se mostra totalmente desconectada da sua história e da grande festa cívica puxada pelos carros do Caboclo e da Cabocla, símbolos máximos da Bahia liberta. 


Modelo 15 Infelizmente, os festejos do Fogo Simbólico e da nova Policlínica dão bem a dimensão do entendimento da coisa pública e do interesse coletivo. O resto é pura narrativa. 


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


29junho2026 Fechamento: 18h20

 







O Mestre Arlindo Lindu e o exemplo de respeito, cidadania e pertencimento 


Valeu, Mestre Camaçari perdeu na quarta-feira (17) uma figura emblemática: Arlindo Santana Santos, conhecido como Arlindo Lindu. O ´mestre Lindu`, título que ganhou por conta de sua rica trajetória, deixa exemplos e um importante legado para a cidade que acolheu esse soteropolitano de Itapagipe, nos anos 1960.


Valeu, Mestre 2 Em Camaçari construiu não apenas uma família formal. Seu jeito leve de ser e de acolher sem preconceitos ampliou esse time de filhos, agregados e amigos. Desde jovem, como anotador de obras, um dos seus primeiros empregos, que Lindu constrói.


Valeu, Mestre 3 Dono de um sentimento de pertencimento singular, Lindu seguiu avançando. Na antiga Decasa, empresa pública responsável pela construção de casas populares em regime de mutirão, nos anos 1980, ganhou mais traquejo e consciência da complexa cidade que adotou.


Valeu, Mestre 4 Lindu era uma figura com características especiais. Construiu vínculos e soube trafegar de forma elegante e sempre enriquecedora, tanto para seu currículo, como na construção positiva em todos os muitos espaços públicos em que atuou.


Valeu, Mestre 5 Construiu caminhos e deixou lições na cultura, na gastronomia, no esporte. Até no árido terreno da política, onde tudo pode, desde que seja em benefício próprio, Lindu soube contribuir de forma positiva e ensinar lições.


Valeu, Mestre 6 Referência nessa trajetória de 76 anos é o restaurante Feijão do Lindu. Nasceu como um encontro de amigos. A panela cresceu,  foi inaugurado oficialmente em 2000 e virou marca de boa comida. Ao lado da esposa e companheira de uma vida toda, d. Eliana, falecida em 2018, conquistou espaços privilegiados no mapa da culinária baiana, como cita o jornalista Tasso Franco no seu livro ‘Dom Franquito 96 restaurantes ao redor do mundo”. O restaurante era apenas um ingrediente na receita mais ampla do mestre.


Valeu, Mestre 7 Repertório amplo, bom de conversa, festeiro, cantava, fazia música, gostava de uma cerveja e uma pinga para coroar. Lindu era homem que não brincava e dava conta do serviço. Sincrético, era devoto de Santo Antonio, mas mantinha os pés firmes nas suas raízes africanas.


Valeu, Mestre 8 Foi um dos responsáveis pela criação da Micareta de Camaçari. Nesse compasso criou, junto com o amigo Ademar Josué, o Madruga, o afoxé Filhos de Eulina, em homenagem uma das mais importantes ialorixás da cidade e destaque dos desfiles. Era mais um passo na preservação da identidade e raízes de Camaçari.


Valeu, Mestre 9 Sua grande paixão na música, o samba, foi semente para o fortalecimento e preservação de uma das nossas raízes numa Camaçari multifacetada e cheia de influências. Lição cadenciada pelo toque do pandeiro começou em casa, com os 5 filhos e seguiu herdada pelos 4 netos, parentes e amigos.


Valeu, Mestre 10 Na sua cozinha surgiram cantores, compositores, grupos musicais, e a “Turma do Samba”, formada por filhos e filhos de amigos. Essa letra com melodia é antiga e vem sendo afinada desde a criação de projetos musicais no antigo Teatro Magalhães Neto, rebatizado Alberto Martins.


Valeu, Mestre 11 Samba, música e boa comida casam com futebol, outra marca do mestre. Foi sob sua cartola, na verdade um filá, que o Camaçari Futebol Clube subiu para a primeira divisão e venceu o primeiro dos três turnos do Campeonato Baiano de 1998. No currículo do “peixe guarajuba”, símbolo da equipe, está o histórico 2x1 sobre sua outra paixão, o rubro-negro Vitória.


Valeu, Mestre 12 Gols e títulos, muitos conquistados no então estádio Waldeck Ornélas, depois mudado para Armando Oliveira, e mais recentemente rebatizado de Fernando Lopes, outro ex-presidente do clube, transformaram Arlindo Lindu no mais importante dirigente da história do futebol camaçariense.


Valeu, Mestre 13 Multifacetado, Lindu não poderia deixar de dar sua contribuição na política. Presença intensa nas articulações da política camaçariense desde os anos 1980, foi presidente do PSB e chegou a cumprir missão partidária ao arriscar sem sucesso um mandato de vereador.


Valeu, Mestre 14  De memória privilegiada, deu grande contribuição a esse repórter, com momentos do folclore político local.  O ´estrogonofe de Pinheiro”, ´o litro da água sanitária de Caetano` e a celebre máxima do médico e vereador Zé Ellis: “É candidato, mas não é para ganhar” foram histórias que enriqueceram as colunas Política e Políticos  e Camaçarico.  


Valeu, Mestre 15  Mesmo fazendo da máxima “me tire dos seus exemplos” seu mantra, quando era citado, não dá para negar sua rica e positiva trajetória. Com todos os defeitos e virtudes, Lindu é exemplo para quem sonha e aposta numa Camaçari e num país melhor e mais leve para todos. Obrigado, Amigo. 


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


22junho2026 Fechamento: 16h05


 

 







População paga a conta pelo atraso na Policlínica de Camaçari


Equipamento previsto para ser inaugurado em 2025 vira ringue para caetanistas e elinaldistas


A Sedes e o festejo do descaso com a Casa da Criança de Camaçari 


Retrato A “novela” que virou a Policlínica de Camaçari segue com novos capítulos e movimentos surpreendentes e fora do que seria a lógica original do roteiro. O mais novo ato dessa trama é a decisão do alcaide Luiz Caetano (PT) de botar para funcionar a unidade sem o aval legal da Câmara de Vereadores. Legislativo precisa aprovar o contrato de gestão do equipamento entre o Município e o Governo do Estado.


Retrato 2 Como mostrou a Coluna de 25 de maio, o contrato original assegurava a subtração de receitas do ICMS do município como pagamento da compensação das obrigações municipais pactuadas com o Consórcio.


Retrato 3 O Camaçarico também alertou para o comprometimento da autonomia do município, que contraria o SUS com sua política de ampliação do poder de gestão local. Documento, como foi enviado no começo de maio ao Legislativo, dá poderes à Secretaria de Saúde do Estado (SESAB) para contratar pessoal e até interferir em outras estruturas da saúde do município.


Retrato 4 Descuido na construção do contrato terminou dando munição aos antigovernistas, com maioria dos 23 votos da Casa. Segundo apurou a Coluna, as modificações discutidas entre a Sesab, município e vereadores já estão no Legislativo.


Retrato 5 Desgaste que parecia resolvido com a revisão dos termos do contrato, evoluíram para novas cobranças da base oposicionista. Laudos de segurança e outros penduricalhos sugeridos pelos vereadores antigovernistas sinalizam mais atraso.


Retrato 6 Só após a aprovação das comissões de finanças e saúde o contrato vai para votação em plenário. Com o recesso de meio de ano, Legislativo tem três sessões até dia 30, com o intervalo da próxima semana (São João). Sem esse período normal, a votação e aprovação vai precisar de sessões extraordinárias.


Retrato 7 No receituário da política, inaugurar com parte dos serviços da Policlínica, como vem admitindo o alcaide, é melhor que nada, ainda mais em ano eleitoral.


Retrato 8 Pressionada por resultados positivos, a gestão 04 do petista precisa fazer entregas para a população, sem esquecer o benefício direto ao governador Jerônimo Rodrigues, seu candidato a reeleição. Daí a pressa de Caetano entregar a Policlínica até o dia 3 de julho, data limite da Lei Eleitoral para a presença de políticos que vão disputar o pleito de outubro.


Retrato 9 Beneficiário direto e muito mais carente desse resultado positivo que o também companheiro de partido, o presidente Lula, em outro patamar de aceitação no município, Jerônimo e sua Sesab têm total culpa nesse atraso. Afinal, as obras e a montagem de toda a estrutura são de responsabilidade do estado. Prometida para setembro, Policlínica completa 9 meses de atraso no final de junho.


Retrato 10 Nesse pacote de beneficiários diretos também estão a federal e candidata a reeleição Ivoneide Caetano, e seus candidatos a estadual, com destaque para o vereador Tanger, anda mais carente do voto nativo.


Retrato 11 Mas, a Policlínica exibe um quadro muito mais complexo. É aí que entram as ações quase invisíveis, mas fundamentais para o andamento do roteiro e seu resultado positivo, no caso o atendimento da população, já a partir de julho, portanto antes das eleições.


Retrato 12 Sem contrato formal entre prefeitura e estado, de quem será a responsabilidade pela montagem da estrutura de pessoal? O estado cede provisoriamente médicos e técnicos? A prefeitura desloca parte do pessoal da atual Policlínica, localizada na avenida 28 de Setembro, desfalcando assim um serviço que já enfrenta dificuldades?


Retrato 13 As dúvidas não são poucas. O município vai recorrer às OS (organizações socais), que hoje respondem por parte do pessoal em atuação nas unidades de saúde do município? Essas terceirizadas ampliariam seus contratos com aumento de pessoal para suprir as necessidades da Policlínica? E os custos extras para os cofres públicos gerados por essa situação emergencial?


Retrato 14 Do outro lado e também priorizando a receita da política, a Câmara de Vereadores, com sua demora, ineficiência, como mostrou a Coluna, com o alerta sobre as cláusulas do contrato, nocivas ao município, ajuda a piorar o quadro.


Retrato 15 Ao acirrar por mera estratégia eleitoral, cai no mesmo pecado do governo municipal que tenta atropelar uma situação que deveria ter sido resolvida com menos prejuízo para a população.


Retrato 16 Camaçari tem orçamento e peso político. É território referência mundial na produção industrial. Com esse tamanho não pode ter um serviço público tocado na base do improviso apenas para atender interesses eleitorais.


Fake A Secretaria do Desenvolvimento Social e Cidadania (Sedes) segue se superando. A última da pasta comandada pela ´imexível` doutora Jeane Gleide é a festa de encerramento das atividades do semestre da Casa da Criança e do Adolescente, na manhã desta terça-feira (16).


Fake 2 Equipamento, como vem denunciando a Coluna, está praticamente fechado, com a demissão dos educadores desde o final do ano passado. Num arranjo nada responsável e distante da política pública definida e bancada com recursos do SUAS (sistema único da assistência social) a Casa da Criança segue funcionando apenas com “oficinas”.


Fake 3 Infelizmente, a Sedes trata essas atividades precárias como se fossem suficientes e se equiparassem às ações desse importante e fundamental serviço de convivência e fortalecimento de vínculos.


Fake 4 Estrutura, em proposital e acelerado declínio, chegou a atender cerca de 500 jovens por semestre, com cursos de artes plásticas, capoeira, dança e música, complementada com o apoio psicossocial a alunos e seus responsáveis.


Fake 5 Com foco diferenciado, a Casa da Criança e do Adolescente de Camaçari tem em boa parte do seu público justamente quem maios precisa. São jovens em situação de vulnerabilidade social, incluindo aí nesse grupo uma significativa parcela de alunos especiais.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


15junho2026 Fechamento: 17h35


 

 







Bastidores Tanto na política, como no entretimento, não existe cortesia, prática conhecida popularmente como “almoço grátis”. Na lógica dos dois segmentos, o lucro no sentido mais amplo é a razão e mola mestra.


Bastidores 2 Na política esse benefício vem com o fortalecimento de imagem e consequente resposta eleitoral. Também entra nessa conta as demais vantagens que se agregam ao movimento desse conjunto de ações. A história da política, dos políticos e suas conexões com a artistagem no Brasil está aí para confirmar.


Bastidores 3 No mundo artístico, o importante e vital reconhecimento público da mensagem se completa com a necessária monetização. Essa é a lógica do showbiz, abreviatura do “show business”, palavra inglesa que traduz arte com negócio lucrativo. O resto é poesia.


Bastidores 4 Justíssimo e necessário, como todos os movimentos nesse caminho, o “Buzinaço, Mulheres Vivas”, realizado sexta-feira (5), pelo centro de Camaçari, reuniu esses dois polos sempre muito próximos: a política e o entretenimento.


Bastidores 5 De um lado a deputada federal Ivoneide Caetano (PT), responsável e beneficiária direta da ação em defesa e pelo fortalecimento da luta contra a violência contra a mulher. No mesmo cenário, também com os mesmos objetivos de apoio às mulheres livres e donas de si, o ato teve como estrela e chamariz o cantor e compositor Danrlei Orrico, 28 anos, conhecido pelo nome artístico “O kanalha”.


Bastidores 6 Encontro foi bom para todos. Gerou festa, alegria e engajamento para o movimento de reforço e sinalização para o combate e vigilância contra a inadmissível violência que sofrem as mulheres.


Bastidores 7 Com esse movimento, a deputada e candidata à reeleição não deixa de ampliar seu capital político. Afinal, tem seu nome atrelado a um artista com quase 2 milhões de seguidores nas redes sociais.


Bastidores 8 O agora queridinho Danrlei também lucra avançando, em proporção seguramente menor, seu espaço de visibilidade num segmento que já tem bom público, em especial sua terra natal. Artista premiado nacionalmente, “O Kanalha” já soma apoios e crescimento profissional, independente de ideologia e do reforço de uma candidatura ou suporte de grupo político.


Bastidores 9 Desde abril, quando lançou a música “Mulheres merecem respeito”, que o artista camaçariense vem dando essa guinada na carreira ao se destacar como diferencial com a letra forte e necessária no universo machista do pagode baiano.


Bastidores 10 Música chegou a enfrentar reações contrárias num mercado conhecido por construções pouco respeitosas com as mulheres. A própria Coluna, postada em 23 de fevereiro, destacou a ausência de Danrlei na grade de programação. Já o Camaçarico de 16 de março pontuou a equivocada contratação de artista da velha linha para o Festival de Arembepe.


Bastidores 11 Os próximos capítulos vão mostrar como vai fechar esse encontro de contas da política com o showbiz. Afinal, a regra diz que todos precisam potencializar seus lucros.


Lições O sincericídio do verador kaique Ara (PT), cobrando nas redes sociais mais ação do governo do seu aliado e correligionário, o alcaide Luiz Caetano, de Camaçari, mexeu com o sistema neurológico do governo.


Lições 2 A repercussão do ato e seus reflexos políticos para o governo já nas eleições de outubro, como analisou a Coluna, deixou o petista ainda mais zangado e preocupado.


Lições 3 Caetano sabe que, no fundo, o seu jovem e impulsivo aliado tem razão. Fazendo política há mais de 40 anos, não tem como esquecer que a ousadia de Kaique é a mesma que lhe guiou em situações que precisou definir entre o risco do avanço ou recuo com perda.


Calibre Camaçari fechou maio com 6 assassinatos. Segundo levantamento realizado pela Coluna, com base em informações postadas na imprensa local, o número de crimes violentos letais intencionais (CVLIs) registrou uma queda de pouco mais de 50% em relação ao mesmo mês de maio do ano passado, com 13 registros.


Calibre 2 O mês de maio deste ano também aparece como o segundo com o menor número de assassinatos desde 2017. Pelas contas da Coluna fica atrás apenas de abril deste ano, com 4 registros.


Calibre 3 Levantamento mostra que Camaçari registrou 44 assassinatos nos cinco primeiros meses do ano. Soma da Coluna, entre janeiro e maio, comparada com o mesmo período do ano de 2025, mostra que 2026 ficou apenas 1 assassinato abaixo dos 45 contados no ano passado. Período soma o menor número de assassinatos se comparado com todos os cinco primeiros meses do ano desde 2017.


A conferir O candidato ACM Neto (União) segue com perspectiva de repetir a vantagem eleitoral nas eleições de outubro em Camaçari. Levantamentos mostram que o candidato oposicionista a governador vai além do desempenho de 2022. 


A conferir 2  O ex-alcaide da capital (2013/2020) aparece com números melhores que o adversário, o governador e candidato a reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT). 


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


8junho2026 Fechamento: 17h45

 







Crítica pública de vereador governista confirma necessidade de ajuste na gestão do petista Caetano


Governo de Camaçari completa 17 meses com secretariado ineficaz e poucas entregas


Quadro compromete capacidade de votação dos candidatos da base no município


 


Espelho O desconforto da base de apoio da gestão do alcaide Luiz Caetano (PT) com a falta de respostas para as demandas básicas de Camaçari não é mais um problema compartilhado apenas em reuniões fechadas, ou queixas em “off”. Críticas sobre limpeza, manutenção das vias e espaço públicos da cidade, agora cobrados nas redes sociais, exibem na verdade um sentimento mais profundo de insatisfação.


Espelho 2  Quem inaugura esse canal de cobranças de forma clara e direta no campo governista é justamente um dos vereadores mais atuantes e comprometidos com a gestão 04 do petista.


Espelho 3 O ´sincericídio` do vereador Kaíque Ara, líder dos cinco petistas no Legislativo, a maior bancada da Casa, acende a luz vermelha, porque a amarela vem sendo ignorada há muito tempo.


Espelho 4  Vídeo, onde mostra problemas básicos sem solução, expõe de forma mais profunda as dificuldades políticas da gestão em se encontrar e mostrar serviço em 17 meses de governo.


Espelho 5 Queixas não são apenas de Kaíque, nem se resumem a lâmpadas queimadas, mato, equipamentos destruídos e buracos. Secretários ineficientes, ausência de projetos e problemas na coordenação política resultam num bate-cabeça, dizem parte da bancada de 12 vereadores governistas ouvidos pela Coluna.


Espelho 6 Quadro fica ainda mais grave com a minoria dos 23 assentos do Legislativo. Sem reverter um voto sequer, para garantir maioria simples, como muitos apostavam, o governo Caetano segue refém do Legislativo e precisa negociar tudo.


Espelho 7   Muito mais que uma queixa, manifestação do vereador serve de alerta de que, não alguma, mas muita coisa está fora de ordem. A grita não foi uma cobrança de um vereador movido apenas por interesses eleitoreiros.


Espelho 8  Com trajetória política construída na militância petista e reconhecido como representante legítimo de movimentos populares que transpõem o seu próprio partido, Kaíque Ara sai do silêncio. Ousa e usa o recurso que nenhum político deve abrir mão se quiser sobreviver: a obediência ao eleitor, seu verdadeiro chefe.


Espelho 9  Cabe ao experiente Luiz Caetano reconhecer os erros e dar rumo à gestão. O tempo conspira contra. A exatos 125 dias das eleições, o governo do alcaide precisa se mexer. Ao não realizar a necessária reforma do secretariado, esperada desde o começo do ano, fragilizou ainda mais a gestão. Sem grandes projetos, espera pela Policlínica como se fosse o remédio para todos os males da gestão.


Espelho 10   O prejuízo está instalado. Cabe agora reduzir esse dano para não respingar de forma mais intensa em projetos prioritários do seu grupo político, como uma votação significativa no município para a reeleição do governador Jerônimo (PT).


Espelho 11   Nas eleições passadas (2022) o atual governador perdeu no primeiro turno, e viu a desvantagem se ampliar no segundo turno em Camaçari para 22 mil votos para ACM Neto (União), novamente candidato nestas eleições.


Espelho 12  Na base paroquial, processo de desgaste da gestão e seus reflexos diretos no humor do eleitor, dia 4 de outubro, tem a deputada federal Ivoneide Caetano (PT), como vítima e, ao mesmo tempo, corresponsável. Não dá para negar a sua grande influência nos rumos do governo municipal.


Espelho 13  Com o quadro atual, de complicada reversão e diante do exíguo tempo da política que transforma obras e serviços em votos, a esposa do alcaide vem intensificando sua votação fora de Camaçari. Na sua principal base, onde disputou eleição majoritária em 2020 e somou pouco mais de 52 mil votos, a deputada Ivoneide vai precisar superar sua última votação. Agora, com a máquina do governo municipal, vai precisar avançar para além dos quase 39 mil apoios da cidade, de um total de 105 mil votos em todo estado conquistados na sua primeira eleição parlamentar em 2022.


Espelho 14 Já a candidatura a deputado estadual do vereador Tagner Cerqueira enfrenta sérios problemas. O petista, que já apareceu melhor posicionado e hoje integra a lista dos azarões, precisa muito mais de uma votação significativa na cidade que a deputada Ivoneide.


Espelho 15 Sem a intensa e volumosa ação do alcaide Caetano, tanto em Camaçari, como nos demais colégios do estado, vai ser difícil assegurar para o fidelíssimo e disciplinado Tagner uma das 63 cadeiras do Legislativo Estadual.


Espelho 16  Sem essas respostas da gestão, capazes de influenciar a população e transformar em crédito com o voto, vai ser difícil reverter a conjuntura de hoje que é de um quadro desfavorável para o governo. 


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


1ºjunho2026 Fechamento: 17h50

 







Projeto da Policlínica de Camaçari amplia poder da Sesab nas ações de saúde do município


Consórcio criado para gerir equipamento reforça terceirização e pode reduzir receita de Camaçari


Debate exige emergência e consenso para que população não fique prejudicada sem a Policlínica


Diagnóstico Enquanto a população de Camaçari espera por atendimento digno em saúde, em alguns casos com final trágico que poderia ter sido evitado, governistas e oposicionistas buscam tirar proveito com a disputa política do “inaugura/não inaugura” a Policlínica do município.


Diagnóstico 2 É nesse receituário pouco claro que entra o Projeto de Lei que institui o Consórcio Público Interfederativo de Saúde de Camaçari, gestor da Policlínica. Estrutura complexa e considerada a maior do país, está em fase final de conclusão. Informações obtidas pela Coluna atestam que tal a sua complexidade não fica pronta antes do segundo semestre.


Diagnóstico 3 De acordo com a proposta em tramitação no Legislativo, que a Coluna teve acesso, essa nova estrutura dá um ganho ao sistema de saúde municipal, mas tem um preço. Amplia ainda mais o poder da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) nas ações no município com a consequente redução da autonomia da gestão da cidade. 


Diagnóstico 4 Enviado ao Legislativo pelo Executivo no dia 8 de maio, o texto que vem sob a pressão da necessidade do equipamento para a saúde em Camaçari, sinaliza um perigoso avanço sob as receitas do município. O Art. 5º do Projeto de Lei diz que o Governo do Estado tem o direito de reter valores dos recursos do ICMS, “a que faz jus o Município”. Está “disciplinado no Contrato de Rateio a ser celebrado entre os consorciados, para o pagamento das obrigações Municipais pactuadas com o Consórcio”, completa a proposta. 


Diagnóstico 5 Também chama a atenção nesse processo de fortalecimento das ações da Sesab no município o risco de terceirização de boa parte da rede de saúde de Camaçari. Na sua cláusula oitava sobre “Gestão de Pessoas” do Protocolo de Intenções, entre Estado e Prefeitura, o Consórcio Público Interfederativo de Saúde de Camaçari ganha o direito de contratar pessoal sem concurso para atendimento de “excepcional interesse público”. 


Diagnóstico 6 Lista não inclui apenas médicos especialistas. Avança sobre as funções de assistente social, enfermeiro, até atividades auxiliares de saúde, o que equivale a toda a estrutura da Secretaria de Saúde de Camaçari (Sesau). 


Diagnóstico 7 Essa preocupante sinalização volta a aparecer na cláusula segunda  “Dos Objetivos e das Finalidades” do Consórcio. Texto fala em “cooperação técnica e financeira na área de saúde entre os entes federados”. Cita “serviços especializados de média e alta complexidade, em especial: serviços de urgência e de emergência hospitalar e extra-hospitalar; ambulatórios especializados; policlínicas; Centros de Especialidades Odontológicas - CEOs; assistência farmacêutica, entre outros serviços relacionados à saúde” embutidos na proposta. 


Diagnóstico  8 Ainda de acordo com o documento, estrutura com 315 profissionais tem quase metade formada por 148 médicos, sendo que perto de 50% desse total  são doutores com especialização, alta procura e consequente difícil contratação. A Coluna apurou que a Policlínica de Camaçari terá um custo mensal de cerca de R$ 5 milhões.


Diagnóstico 9 Acima do movimento contrário e puramente político da oposição, com maioria de 12 dos 23 votos no Legislativo e controle das comissões de finanças, saúde, e constituição e justiça, estão dúvidas e possíveis prejuízos num projeto ainda não devidamente mensurado.


Diagnóstico  10 A proposta exige leitura mais aguçada e um debate consistente, mas rápido. Os governistas precisam abandonar a lógica do poder pelo poder, muitas vezes distante de objetivos reais da cidade, enquanto os oposicionistas, com o controle da cidade até a gestão passada, e também regidos pela mesma lógica, não podem insistir em aviar receitas diferentes ou inaplicáveis.


Diagnóstico 11 A construção do consenso, sem prejuízo para a cidade e sua população é um caso de emergência. Camaçari precisa da Policlínica, mas não pode continuar recebendo e pagando por uma receita cara e ineficaz. 


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


25maio2026 Fechamento: 17h55

 







Prefeitura de Camaçari amplia precarização do trabalho, achata salário e ainda atrasa pagamento


Terceirização já na Cidade do Saber deve atingir a Casa da Criança e o Conviver de apoio a idosos 


Senador Wagner sugere taxa de condomínio no Minha Casa que sequer possui programa de construção de vínculos básicos


 


Teoria e prática A gestão do alcaide de Camaçari, Luiz Caetano (PT), segue desconstruindo seu discurso de palanque de defesa dos trabalhadores e seus direitos. Movimento de ampla terceirização e precarização de vínculos na estrutura municipal já começa a exibir sinais negativos graves.  


Teoria e prática 2 Nesse processo de pejotização, que transforma o trabalhador num mero prestador de serviço, sem praticamente nenhuma garantia trabalhista, a prefeitura completa o ciclo com o atraso dos salários desses terceirizados. Segundo apurou a Coluna, os educadores da Cidade do Saber (CDS), seguem com salários atrasados. Apenas um dos dois meses trabalhados e não pagos foi quitado no final da semana passada, portanto mais de 70 dias de atraso.


Teoria e prática 3  O salário e a carga horária incompatíveis com a atividade de educador completam esse quadro de injustiça deliberada. Modelo obriga o trabalhador a emitir nota fiscal e pagar imposto de forma antecipada sobre uma remuneração mensal de pouco mais de 1,5 salário mínimo por uma jornada de trabalho de 40 horas semanais.


Teoria e prática 4 Paradoxalmente, a CDS inaugurada na segunda gestão do petista (2005/2008) e anunciada como ´farol` da inclusão pela cultura, esporte e conhecimento, inaugura esse modelo que começa a se espalhar por outras estruturas antes preservadas desse processo tão criticado por Caetano e seu grupo político.


Teoria e prática 5 Modelagem já em vigor na CDS, gerida pela Secretaria de Cultura (Secult), avança e tem previsão de terceirização da mão de obra em outras importantes estruturas de apoio à população carente do município.


Teoria e prática 6 A Casa da Criança e o Conviver, sob a responsabilidade da Secretaria de Desenvolvimento Ação Social e Cidadania (Sedes) são os próximos a adotar o formato. A Casa da Criança está com as atividades regulares suspensas desde o começo do ano. São cerca de 300 jovens, boa parte deles especiais, sem aulas de música, coral e dança, com a demissão de todos os seus educadores.


Teoria e prática 7 Já o Conviver, espaço de acolhimento de idosos, fechado desde o ano passado e reaberto em abril de forma precária e sem sua equipe de profissionais, também adotará o mesmo processo de desmonte das conquistas dos trabalhadores.


Teoria e prática 8 Destaque negativo da gestão 04 do alcaide Caetano, a Sedes virou um foco de problemas. Supera com folga a não menos confusa gestão da antecessora, a doutora Renoildes Oliveira, última titular da pasta em todo o segundo governo (2021/2024) do alcaide Antonio Elinaldo (União).  


Teoria e prática 9 Comandada pela doutora Jeane Gleide, pasta também exibe recuos significativos no Centro Pop, unidade de apoio e acolhimento à população em situação de rua.


Teoria e prática 10 Sem ´tomar pé` desde o começo da gestão, e com permanência assegurada, ao menos até as eleições, a secretária fecha seu ciclo de retrocesso com problemas de gestão no Cras e Creas.


Teoria e prática 11 Sem estabelecer uma conexão com os experimentados técnicos da pasta, a secretária termina comprometendo toda a estrutura que forma a espinha dorsal da Sedes.


Teoria e prática 12 O resultado são falhas nos programas de apoio e acompanhamento a indivíduos e famílias com direitos violados por violência física, psicológica, sexual, abandono ou trabalho infantil, responsabilidades dos Creas. 


Teoria e prática 13 Gestão confusa também penaliza famílias em situação de vulnerabilidade atendidas com cestas básicas e outros benefícios distribuídos pelos Cras. 


Teoria e prática 14 A imexível secretária se aproxima dos 17 meses de gestão com resultados muito aquém das metas de implementação das políticas públicas obrigatórias do Sistema Único da Assistência social (Suas), mantido com recursos federais. É com esse “conjunto da obra” que atinge de forma certeira seu grupo político com naturais reflexos no humor do eleitor nas urnas de 4 de outubro.


Olhar O senador Jaques Wagner (PT) foi longe, durante a entrega de imóveis do Minha Casa, na última quinta-feira (14), em Camaçari. Testemunhado pelo presidente Lula, o ex-governador da Bahia (2007/2015) defendeu a criação de um “condomínio” para que os moradores do Residencial Verdes Horizontes I e II assegurem benefícios mínimos com a formação de um reserva de recursos para a realização de eventos e serviços.


Olhar 2 Mesmo com a maioria da população sem conseguir fechar as contas do mês, como mostram todas as pesquisas sobre o endividamento do brasileiro, o senador até citou o “rico” e “o pessoal da classe média”, outro segmento alojado no mapa da inadimplência, como exemplos de organização. 


Olhar 3 Wagner arriscou até um valor: “20 paus, 30 paus, 40 paus” mensais por morador para formar esse caixa que bancaria a ´festa de Natal` e  outras atividades como um  ´campeonato de dominó`.


Olhar 4 Ainda sob o olhar atento de Lula, Wagner completou sua sugestão lembrando que essa reserva poderia garantir a troca de uma lâmpada queimada na rua, ou o plantio de uma árvore. Ainda segundo ele, esse fundo gerido por um CNPJ (pessoa jurídica) evitaria o desgaste de ficar “toda hora pedindo ao prefeito” a realização do serviço. 


Olhar 5  O Residencial Verdes Horizontes I e II não deve seguir realidade diferente dos demais conjuntos do programa federal de moradias populares existentes em Camaçari. 


Olhar 6  Faltam transporte, escola perto, segurança, posto de saúde, e um programa de apoio a esses moradores, muitos vindos de comunidades distintas e moradias diferentes das casas germinadas e apartamentos que exigem conservação e novas formas de convivência.


Olhar 7 O poderoso líder do governo no Senado, confidente e conselheiro do presidente Lula pode dar importante ajudinha antes da sua sugestão no campo da teoria econômica. A ideia da cotização condominial precisa ser precedida pela construção de vínculos básicos, sentimento de pertencimento e de coletividade nessa nova moradia. Sem um programa de apoio nessa construção, com o aproveitamento de moradores, independente de faixa etária e seus saberes, não tem conta que feche. 


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


18maio2026 Fechamento: 17h55

 







Camaçari segue com sistema de transporte precário e sem projeto de mobilidade urbana


Projeto de cidade está aquém das potencialidades geradas pela presença da maior fabricante mundial de carros elétricos no município   


Carburador A presença do titular da Superintendência de Trânsito e Transportes de Camaçari (STT), na Câmara de Vereadores, quinta-feira (7), pouco ajudou a esclarecer sobre o sistema de mobilidade na cidade. Convocado pelo Legislativo, o doutor Edmilson Souza atestou que a prefeitura não apenas passou longe de um dos programas que deveria avançar. O mais grave é que  insiste em descuidar. 


Carburador 2 Município com área territorial de quase 790 quilômetros quadrados, Camaçari segue sem saber como transportar sua população de pouco mais de 300 mil habitantes espalhados pela sede, zona rural e pelos seus 42 quilômetros de orla.


Carburador 3 Mesmo sendo sede de um dos maiores complexos industriais integrados do planeta e com ampla circulação de pessoas/trabalhadores, Camaçari não possui sistema de transporte por trem, apesar da ferrovia que corta a sede do município e o histórico de transporte de passageiros até os anos 1970. Projetos de modernização dessa malha com ligação a Salvador, passando por Simões Filho, voltou a ser notícia no começo dos anos 2000, mas continua descarrilhado.


Carburador 4 Nesse festival de propostas nunca cumpridas aparece o prolongamento da linha do metrô de Salvador.  Também com o aval do Governo do Estrado surge a alternativa de um outro sistema com o VLT (veículo leve sobre trilhos) ligando a sede do município pela via Cascalheira (BA-531).


Carburador 5 A única viagem real é a realizada pelo sistema precário e inseguro de transporte por ônibus entre Camaçari e Salvador. Apesar da conectividade política entre estado e município, trajeto já poderia estar sendo oferecido por ônibus elétricos.   


Carburador 6 Numa inexplicável distância,  Camaçari seque sem aproveitar a sombra da BYD, gigante mundial na fabricação de uma ampla gama de soluções de mobilidade. É essa mesma corporação que instala no município a sua maior unidade de produção de elétricos fora da China. Festejo se resume a geração de empregos, como se a cidade precisasse apenas de carteira de trabalho carimbada.


Carburador 7 Condição de sede da montadora e maior fabricante mundial de veículos elétricos e equipamentos para esses veículos, como baterias e outros componentes, não sensibilizaram a gestão passada. O alcaide Antonio Elinaldo (União), perdeu a viagem ao usar a distância do governo do PT, intermediador da vinda da unidade para a Bahia, para justificar dificuldades para essa construção.


Carburador 8 Paralisia segue com a gestão atual, que atua no varejo e de forma clara sem projetos, quando poderia agregar mais vantagens para a cidade. Seguramente ganharia frutos políticos para seu grupo com a ampliação dessa parceria.


Carburador 9 Esse descuido, fruto da falta de projeto apareceu em meados do ano passado. Em outubro a Coluna registrou a desistência da BYD de instalar na Bahia um centro P&D (pesquisa e desenvolvimento). Nota com o título “Cabeça e braços” lembrou o projeto, que a propaganda oficial chamava de ´novo vale do silício brasileiro`, terminou indo para o Rio de Janeiro. 


Carburador 10 Essa ausência de um projeto mais amplo na área de eletrificação e mobilidade urbana já foi tema de outro Camaçarico. A Coluna comentou em 8 de setembro do ano passado o descuido da gestão do alcaide Luiz Caetano (PT) ao não iniciar a necessária transição da sua frota de serviços com a troca do modelo a combustão por novas tecnologias com os modelos híbridos/elétricos.


Carburador 11 Licitou por cerca de R$ 47 milhões/ano o aluguel de 251 veículos, sendo que apenas dois eram elétricos. Perdeu velocidade ao deixar de definir um cronograma de transição da frota convencional para a nova matriz. Movimento que já vem sendo realizado por outras cidades ampliou a distância de Camaçari do debate nacional e mundial sobre a crise climática e opções limpas de mobilidade e desenvolvimento urbano.


Carburador 12 Nessa marcha lenta a prefeitura não consegue botar para andar a verba federal de R$ 95 milhões do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) liberado desde o ano passado para aquisição subsidiada de 30 ônibus elétricos. Alega que faltam estudos, mas quadro fabricantes diferentes, inclusive a BYD, testaram seus ônibus em Camaçari.


Carburador 13 Outro roteiro sem destino e parada, a pouco mais de 16 meses da gestão 04 do alcaide Caetano, é a “tarifa zero”. Mesmo com dois estudos realizados pelo governo anterior e um já na atual gestão, promovido inclusive por uma empresa responsável por um dos levantamentos feitos pelo antecessor, nada se sabe. Concreto apenas os R$ 40 milhões de subsídios oriundos dos cofres municipais, aprovados pelo Legislativo e avalizado pelo Ministério Público.


Carburador 14 Numa conta rápida, basta dividir esses R$ 40 milhões por 12 meses (emergencial 6+6 meses vencendo agora em junho), para achar uma média de cerca de R$ 3,3 milhões mensais.


Carburador 15 Só que o valor repassado pelo município para a empresa garantir a operação dos cerca de 40 ônibus é inferior a R$ 2 milhões, já que parte dessa receita é assegurada com o pagamento de passagens. Subtração mostra que o saldo de cerca de R$ 1,5 milhão/mês do subsídio que não é gasto poderia bancar a gratuidade do sistema, ao menos nos finais de semana e feriados.


Carburador 16 Apesar da gorda receita e importância estratégica, Camaçari segue ano após ano ignorando sua história e sem discutir seu presente e futuro. Descompromisso do Executivo e do Legislativo, eleitos e bem remunerados para liderar esse debate e encontrar caminhos para uma cidade justa e menos desigual, pode ser exemplificado pela ausência de um plano de mobilidade urbana (Plamob). O resultado dessa barbeiragem geral vira uma conta cara e perversa paga pela população. 


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


11maio2026 Fechamento: 18h01


 

 







A Camaçari do emprego e da inovação esquece a reflexão e o Dia do Trabalhador


Sindicatos deixam data passar sem manifestações consistentes


Já a Prefeitura avança na fórmula de precarização do emprego


Retrocesso O que parecia um equívoco que deveria ser corrigido no ano seguinte virou tradição e mudou completamente o formato de comemoração do 1º de Maio em Camaçari. Data dedicada ao trabalhador foi festejada pelo segundo ano consecutivo sem mobilizações consistentes e longe dos discursos e ações em defesa das lutas dos trabalhadores e trabalhadoras.


Retrocesso 2 Nesse processo de apagamento e desconstrução a contribuição das centrais sindicais e seus sindicatos têm papel crucial. Como não debater e fortalecer o 1º de Maio como referência de pauta na luta e discussão sobre esse novo mercado de trabalho, a precarização das relações, a uberização e as novas tecnologias.


Retrocesso 3  Não dá para esquecer que Camaçari é uma cidade de trabalhadores e sede de um dos maiores complexos industriais integrados do planeta.


Retrocesso 4  Polo de empregos e em constante efervescência com o embate mão de obra e novas tecnologias com redução dos postos de trabalho, Camaçari perde o protagonismo e termina enfraquecendo o movimento geral dos trabalhadores. Ficou no passado a Camaçari das grandes manifestações no 1º de Maio dos anos 1980/1990 e início dos anos 2000.   


Retrocesso 5  A gestão 04 do alcaide Luiz Caetano (PT),  que deveria ser um dos impulsionadores desse processo, preferiu repetir o formato de 2025, trocando a reflexão sobre as relações de trabalho e fortalecimento da luta dos trabalhadores pela flexão muscular com uma corrida pelas ruas da cidade. Para piorar, praticamente esqueceu o 1º de Maio, data lembrada apenas com um ´treinão` para a corrida que passa longe de uma manifestação, ainda que em movimento, marcada para o próximo dia 16.


Retrocesso 6  Pressionado pelos professores do município, insatisfeitos com o cumprimento parcial da sua pauta, e sofrendo a desconfiança dos demais servidores, que também aguardam melhorias salariais, Caetano enfrenta dificuldades na sua principal base, justamente por descuido com sua velha bandeira de luta.


Retrocesso 7 A desconstrução de um discurso de defesa dos trabalhadores e da população mais carente só avança com ações como a pejotização da mão de obra contratada pelo município.


Retrocesso 8 Nesse processo de desmonte das conquistas dos trabalhadores patrocinado pela prefeitura de Camaçari estão a Casa da Criança, desde o começo do ano sem atividades regulares e com seus educadores demitidos.


Retrocesso 9 Outro exemplo desse modelo de gestão que só retira vantagem do trabalhador vem sendo aplicado no Conviver. Serviço de fortalecimento de vínculos comunitários de idosos, desativado desde o começo de 2025, foi reaberto de forma precária em abril, e ainda sem equipe de educadores formada.


Retrocesso 10 Essas estruturas, apesar de amparadas e financiadas em parte ou totalmente por verba federal do Sistema Único da Assistência Social (SUAS), sofrem com esse novo formato de contratação de profissionais. Modelo avança com o fim das contratações formais, com consequente perdas de direitos trabalhistas para as futuras equipes da Casa da Criança e Conviver.


Retrocesso 11 Segundo apurou a Coluna, modelo já está em execução na Cidade do Saber. A CDS é a primeira a adotar a contratação como MEI ou emissor de nota avulsa seus novos profissionais. Como se não bastassem as perdas de direitos, média salarial é outro desrespeito. Os salários desses profissionais ficam em torno de R$ 2,4 mil, o equivalente a 1,5 salário mínimo.


Retrocesso 12 Talvez, estejam aí as razões para governo municipal e sindicatos evitarem as manifestações. 


Catraca A escuta do chefe da Superintendência de Trânsito e Transportes (STT), Edmilson Souza, no Legislativo de Camaçari, não pode repetir a inconsistente sessão para esclarecimentos ocorrida com o titular da pasta da Educação (Seduc), vereador licenciado Márcio Neves (PT), no final de março.


Catraca 2  Convocado para a próxima quinta-feira (7), se não mudarem a data, o comandante da STT vai precisar esclarecer, não apenas um ônibus, mas uma frota de dúvidas.


Catraca 3 Como fica a Tarifa Zero, prometida pelo alcaide Caetano? Os R$ 2,2 milhões do município para o sistema não pagam essa conta da gratuidade? Segundo apurou a Coluna, a empresa Atlântico  recebe cerca de R$1,7 milhão mês de repasse da prefeitura. Conta total fecha com os cerca de R$ 500 mil obtidos com a bilhetagem nos seus 45 ônibus.


Catraca 4 E a licitação definitiva para contratação do sistema de transporte por ônibus. A emergencial de 6 meses, renovada por igual período e sem poder sofrer nova ampliação, vence em junho. Como anda esse processo?


Catraca 5 Outra dúvida que o superintendente da STT precisa esclarecer é o destino dos cerca de 30 ônibus elétricos assegurados pelos R$ 96 milhões do PAC? Freio de mão para gestão e vereadores, todos preocupados com os reflexos eleitorais, o sistema de transporte alternativo, o Ligeirinho, embarca nessa sessão, ou fica de fora?


Catraca 6 Tanto o doutor Edmilson, como os vereadores vão ter muito o que explicar. Um respondendo com transparência, e os outros com abordagens fundamentadas para que a sessão não seja uma viagem de balde... uma viagem sem destino. 


Calibre O mês de abril em Camaçari registrou 4 assassinatos. Segundo levantamento realizado pela Coluna, com base em informações postadas na imprensa local, o quarto mês de 2026 somou um dos menores números de crimes violentos letais intencionais (CVLIs) apurados mensalmente, desde 2017, pelo Camaçari Agora.


Calibre 2 Os quatro assassinatos contados em abril deste ano pela Coluna empatam com outubro e novembro do ano passado. O mês com menor número desde 2017 foi setembro, também de 2025, com 2 registros.


Calibre 3 Comparado com o mesmo período de 2025, os 35 assassinatos contados pela Coluna nos quatro meses deste ano apresentam uma redução de 9 registros (20%) em relação aos 44 do período janeiro/abril do ano passado.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


4maio2026 Fechamento: 18h10


 

 







Escuta ativa A data de inauguração da Policlínica de Camaçari, na primeira semana de junho, não parece ser a única informação que precisa ser confirmada. As dúvidas sobre essa estrutura em fase final das obras físicas e considerada a maior do estado, não são poucas e precisam de esclarecimentos por parte da secretaria Rosângela Almeida.


Escuta ativa 2 O funcionamento dessa unidade de média complexidade será exclusivo para pacientes de Camaçari. A população do município vai continuar usando os serviços da Policlínica Regional de Simões Filho. Com a nova Policlínica da avenida Concêntrica, a unidade similar localizada na avenida 28 de Setembro, segue em funcionamento ou fecha.


Escuta ativa 3 Não pode ficar de fora desse rol de dúvidas, que precisam ser esclarecidas pela titular da Secretaria de Saúde de Camaçari (Sesau), a capacidade real de atendimentos e/ou procedimentos dia dessa nova unidade. Ainda em nome da transparência, marca do SUS, essa nova policlínica inaugura oferecendo todos os serviços e especialidades, ou terá um cronograma de operação por etapas.


Escuta ativa 4 Segundo apurou a Coluna, a inauguração com a presença do presidente Lula da Silva (PT) não acontece antes da primeira quinzena de 15 de junho e tem o dia 3 de julho como data limite. A partir do dia 4 os candidatos ficam proibidos por Lei de comparecerem a inaugurações.


Funil A pouco mais de seis meses para as eleições de 4 de outubro a política não para de fazer contas. No PT, a disputa pelas 39 cadeiras da representação da Bahia na Câmara dos Deputados tem linha de corte de 110 mil votos para assegurar vaga. Avaliação do próprio partido mostra que não conquista uma das 63 cadeiras da Assembleia Legislativa pelo PT o candidato que somar menos de 60 mil votos.


Funil 2 Na base de Camaçari, que no pleito de 2022 somou 135,9 mil votos válidos, a deputada Ivoneide Caetano, eleita com quase 106 mil votos no total, segue com relativa tranquilidade no quadro geral da disputa no estado. Levantamentos reforçados por projeções feitas por adversários mostram que ela perdeu lideranças em pequenas cidades, mas compensa com o avanço em colégios eleitorais maiores.


Funil 3 Sem o discurso de aposição, que lhe ajudou a conquistar quase 39 mil em Camaçari, a deputada Ivoneide vai precisar contrabalançar essa conta com a ajuda da estrutura de cargos e de todos os penduricalhos do município. Apesar das dificuldades da gestão do marido, a máquina de Camaçari continua com relativa força e deve ajudar nessa conta.


Funil 4 Outros dois nomes que precisam de boas votações em Camaçari são: o candidato a reeleição Junior Muniz e o vereador e postulante de primeira viagem Tagner Cerqueira. Muniz, que colheu quase 16 mil votos na eleições de 2022 no município, cerca de 25% dos seus 67 mil apoios em todo o estado, não deve repetir a performance.


Funil 5 No mapa do Legislativo de Camaçari, o deputado Muniz tem como cabos eleitorais os vereadores Paulinho do Som, Neidinha e Dentinho do Sindicato, todos do PT. Tanger conta com o apoio do petista Kaique Ara. Também são tidos como certos os colegas João Dão e Wagner (PSB), Dilson Magalhães (PP) e Ivandel (sem partido). A vereadora Sales Brito (PSD) está em negociações avançadas. Dos 11 governistas, Luizão (Republicanos), filho do ex-vereador Bispo Jair, apoia os candidatos da Igreja Universal.


Funil 6 Seu concorrente direto na mesma base, o vereador Tagner, vai precisar sair de Camaçari com cerca de 30 mil para se habilitar na disputa. Diferente de Muniz, com base em todo o estado, Tagner busca construir esses apoios. Fechar essa conta de forma satisfatória vai depender da disposição do alcaide Caetano, sempre e naturalmente envolvido em contas do presente e suas arrumações futuras.


Funil 7 A educadora Estelita de Cristo é o mais novo nome no tabuleiro de Camaçari na disputa por uma das 63 vagas na Assembleia Legislativa. Filiada ao Avante, partido da base do governador Jerônimo (PT), a professora Estelita se coloca na mesma faixa de votos do vereador Tagner Cerqueira (PT), também candidato a estadual. Segundo apurou a Coluna, sua candidatura, apadrinhada pelo presidente estadual da legenda, o ex-deputado Ronaldo Carleto, é para valer e não deve fazer dobradinha para federal com a deputada Ivoneide Caetano (PT).


Arrasta o pé  A menos de 60 dias para a realização do São João de Camaçari, nada se sabe oficialmente sobre a programação do Camaforró. A dula Matheus e Kauan e Márcia Felipe, com seu forró eletrônico, são nomes listados, segundo apurou a Coluna.


Arrasta o pé 2 O problema para tanta demora é a fonte pagadora. Pagador dos cachês, o Governo do Estado anda no “Serasa” dos empresários por atraso nos pagamentos.


Arrasta o pé 3 Na concorrência, de olho no movimento financeiro de visitantes para o município, cidades como Cruz das Almas, Santo Antonio de Jesus e Jequié já anunciaram parte de suas atrações. Até a vizinha Dias Dávila está com a grade de atrações fechada. 


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


27abril2026 Fechamento: 17h50


 

 







Cartilha O avanço de Camaçari no Indicador de Criança Alfabetizada (ICA) em 2025, precisa ser visto de forma mais ampla e não apenas no festejo da estatística, como fez a prefeitura na semana passada.  


Cartilha 2 Ao anunciar o salto de 36% em 2024 para 49% no ano passado, a Secretaria de Educação (Seduc) só exibiu uma parte de uma realidade nada animadora no universo de estudantes do 2º ano do Ensino Fundamental, portanto até 7 anos.


Cartilha 3 Por esses mesmos números, mais a metade (51%), o que representa mais de 1.300 alunos dos cerca de 2,6 mil matriculados nesta etapa nas escolas da rede municipal de Camaçari não são considerados alfabetizados. Os números estão no portal do Ministério da Educação (MEC).


Cartilha 4 Histórico no governo anterior, do alcaide Antonio Elinaldo (União), é ainda mais desanimador e denunciador do descaso dos 8 anos (2017/2024) com a educação e em especial, os anos iniciais e fundamentais para a formação do jovem na rica e cada vez mais globalizada Camaçari.  


Cartilha 5 É esse município, com orçamento na educação para esse 2026, estimado em R$ 551 milhões, cerca de 30% do total de R$ 1,7 bilhão, que segue atrás de cidades com menor volume proporcional recursos/estudante.


Cartilha 6 Qual a estratégia para avançar além das metas que Camaçari prevê: 55% neste ano, 62% em 2027 e 69% no último ano do governo 04 do alcaide Luiz Caetano (PT). Esperar 2030 para alcançar os 80%, índice que a cidade de Licínio de Almeida já ultrapassou e atingiu no ano passado 99% de alfabetização dos seus alunos nessa mesma faixa etária.


Cartilha 7 Quem são esses alunos com déficit, seguramente na sua maioria pretos e pardos, como mostram todas as estatísticas da desigualdade. Onde moram, estudam em quais escolas, quais as condições de funcionamento dessas unidades.


Cartilha 8 São perguntas que precisam de respostas para virar esse quadro de forma significativa. É obrigação ir além das metas modestas de Camaçari para os próximos anos, exibidas no levantamento do próprio ICA. Além do compromisso universal,  Camaçari tem características econômicas diferenciadas que exigem formação de novas gerações para seus novos e constantes desafios de posicionamento no futuro.


Cartilha 9 Essa diferença desvantajosa fica bem clara na comparação de Camaçari com seus 12 vizinhos da Região Metropolitana. Com 49% de alfabetizados, Camaçari só não fica atrás de Lauro de Freitas (39%), Dias Dávila (46%). São Francisco do Conde, outro município com orçamento diferenciado, aparece com o vergonhoso índice de 43% de crianças alfabetizadas até 7 anos na rede pública municipal.


Cartilha 10 Nesse mapa da desigualdade e pouco compromisso  em toda a RMS, Camaçari fica atrás de Mata de São João (77%), Pojuca (69%), São Sebastião do Passé (67%), Vera Cruz (63%), Madre de Deus (60%), Simões Filho (57%), Itaparica (54%) e Salvador (50%). Empata com Candeias (49%).


Sinal  A manifestação do alcaide Luiz Caetano (PT), sexta-feira (17), durante a reinauguração do Conviver, equipamento de apoio a idosos, fechado desde o começo do seu governo 04, só pode ser levada a sério se resultar em correção de rumo da gestão com a troca de peças chaves do seu governo.


Sinal 2 “Eu também tô retado com muita coisa”, “tira, tira, bota quem atenda bem ao povo”, desabafou o alcaide. Fala de Caetano, experimentado e conhecedor do ´time` da política, aconteceu justamente num dos espaços sob a responsabilidade da pasta do Desenvolvimento Social (Sedes), comandada pela doutora Jeane Gleide, uma das campeãs em reclamações.


Sinal 3 É aguardar os próximos dias para saber se manifestação foi apenas mais uma peça de campanha para as redes sociais, ou vai virar real no Diário Oficial.


Caminhos Colunista do Camaçari Agora, Waldeck Ornélas lança na próxima quinta-feira (23), a partir das 17h30, na Livraria Leitura, Salvador Shopping, o seu mais recente livro. “Bahia Urgências do Presente” reúne artigos onde o especialista em planejamento urbano, ex-deputado federal, ex-senador e ex-secretário de planejamento da Bahia  cita os gargalos da nossa infraestrutura de  interligação e escoamento de nossas riquezas com o resto do país. 


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


20abril2026 Fechamento: 18h01


 

 



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