Algo próximo dos R$ 300 bilhões é a estimativa de movimento da Black Friday, oficialmente a última sexta-feira do mês (27). Tradicional período de comprars com descontos movimenta o varejo, com destaque nos segmentos de supermercados, vestuário, calçados, móveis, eletrodomésticos e outros. Mesmo com cifra tão alta, representa uma queda de 2,5% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o volume financeiro alcançou R$ 304,4 bilhões.
Pesquisa da Rede Globo mostra que a expectativa dos consumidores brasileiros por ofertas melhores aumentou, mas a disposição para comprar diminuiu. Na comparação com o levantamento anterior, feito em junho, a parcela de consumidores que espera encontrar descontos melhores do que no ano passado passou de 53% para 65%.
Levantamento feito com 2 mil pessoas, entre 6 e 9 de outubro, mostra que 84% afirmam que só compram se encontrarem preços realmente menores do que em outros períodos.
Apesar da queda na intenção declarada de compra, de 47% para 36%, há espaço para atrair consumidores que ainda não decidiram se vão às compras: 75% dos indecisos ou daqueles que não pretendem comprar admitem que podem fazer uma compra não planejada durante a data.
Para a Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX), mercado de moda nacional terá concorrência extra com o fim da “taxa das blusinhas”. A tributação federal incidia sobre compras internacionais em sites do exterior em até US$ 50, cerca de R$ 250. A taxa começou a valer em agosto de 2024, mas em setembro deste ano o presidente Lula decretou o fim da taxa. Com a medida, esses produtos são sujeitos somente a tributos estaduais, como o ICMS.
Já o varejo eletrônico brasileiro, que deve movimentar R$ 13,3 bilhões durante a data de descontos, tem expectativa de crescimento de 20,7% em relação ao mesmo período do ano passado.