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COLUNA CAMAÇARICO


A viagem do alcaide Caetano e a distância do poder sem turbulências


Os dois PTs e a eleição no Sindicato dos Professores


Polícia investiga assassinato de filho de santo do terreiro de Jauá


Camaçari volta a registrar crescimento de crimes violentos 


Sustos O alcaide Luiz Caetano (PT) está na China, onde participa de um programa de visitas a industrias e conhece projetos que podem entrar na agenda de negócios de Camaçari. Comando da cidade está com a vice Déa Santos (PSD) que não deve realizar nenhum movimento brusco. Só cumprir a agenda.


Sustos 2  Substituição nesses 11 dias seguramente será diferente da traumática interinidade da vice Tereza Giffoni (PSDB), durante o terceiro mandato (2009/2012) do petista.


Sustos 3 Médica pediatra acostumada com o sistema de saúde pública, se mostrava inconformada com as dificuldades na área sob a gestão municipal. Pressionada por resultados que já perseguiam a gestão  do titular, a doutora Tereza demitiu em 26 agosto 2011 o secretário de saúde, Camilo Pinto.


Sustos 4  Enquanto o alcaide Caetano seguia  em viagem  de quase duas semanas entre os Estados Unidos, Europa e Japão, Tereza nomeou para o posto Sandra Pelegrino, espécie de 02 da Sesau e irmã do então deputado federal Nelson Pelegrino (PT), hoje presidente do Tribunal de Contas dos Municípios.


Sustos 5  Importante liderança da região de Monte Gordo, orla norte do município, a doutora Tereza estava no seu segundo mandato de vice. Se cacifou para a nova missão depois do comportamento solidário e fiel com Caetano, durante sua prisão do alcaide, entre a manhã do dia 17 e a noite do dia 22 de maio de 2007, na Operação Navalha, da Polícia Federal. Foi acusado e depois provou que não tinha nenhum envolvimento num esquema de fraudes em licitações públicas.


Sustos 6  Com a volta de Caetano ao cargo, Camilo permaneceu fora e o comando da Sesau sofreu rearrumação nos meses seguintes com a ida do ex-vereador Vital Sampaio para o posto, que ocupou até o final da gestão 03 do petista.


Sustos 7 A doutora Tereza voltou para seu cargo de vice até o final do mandato, em 2012. Se já não tinha poder, depois desse desgaste, ficou ainda mais isolada.    


Ajuste  Por falar em mudanças e traumas, o alcaide petista segue sem dizer o que vai fazer a partir de 2027. Depois das dificuldades nos dois primeiros anos da sua gestão 04, expectativa de mudanças no primeiro escalão volta à agenda. Com um primeiro ano confuso e muito pouco produtivo, a mexida no secretariado parecia inevitável. Não aconteceu.


Ajuste 2  Nessa conjuntura de ajuste da máquina municipal, tracionada pelos mais 4 anos de Jerônimo e Lula, e com a sucessão logo alí, em 2028, Caetano não tem mais como atrasar.


Ajuste 3  Certa só a definição do nome para a pasta de esportes (Sejuv), hoje ocupada pelo primeiro suplente de vereador Teo Ribeiro (PT), que conta os dias para assumir a titularidade do mandato com a ida do companheiro de legenda Tagner Cerqueira para a Assembleia Legislativa (ALBA).


Ajuste 4  Um nome lembrado para a Sejuv é o vereador João Dão (PSB). Indo para a missão de pouco mais de 18 meses, já que terá de se desincompatibilizar em meados de 2028 para disputar a reeleição no Legislativo, assume a vaga na Câmara de Vereadores o suplente do partido e ex-vereador Binho do Dois de Julho.


Ajuste 5  Dúvida sobre o caso Teo Ribeiro é o calendário. A diplomação dos eleitos para a ALBA pode acontecer entre o final de novembro e meados de dezembro. Caetano tem, em tese, até janeiro para definir esse ajuste. Em fevereiro Tagner toma posse numa das 63 cadeiras da ALBA.


Ajuste 6 Na bolsa de apostas de quem fica e quem sai, o que parecia certeza vira nuvem diante das dúvidas e inseguranças exibidas pelo alcaide. Nessa nebulosa, um nome emerge no consenso entre figuras do governo que não se furtam em falar de mudanças sob a condição de anonimato.


Ajuste 7 A doutora Jeane Gleide, titular da secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania (Sedes) não exibe condições e estourou todos os prazos para continuar no comando de uma pasta tão importante e estratégica, dizem essas mesmas fontes ouvidas pela Coluna. Amiga e indicação da reeleita deputada federal Ivoneide Caetano (PT), a doutora Jeane não deve ficar desamparada, completam.


Lousa dividida Imprevisível é como se apesenta hoje a disputa pelo comando do sindicato dos professores da rede pública municipal de Camaçari (Sispec), para os próximos 4 anos (2027/2030). Marcada para os dias 10 e 11, eleição vai testar o poder do vereador licenciado e atual titular da pasta da educação (Seduc), Marcio Neves (PT), que busca reeleger a professora Sara Santiago.


Lousa dividida 2 Na outra cédula de votação, com a chapa 2 de aposição, a professora Ana Carla Fagundes, também filiada ao PT, aposta num novo formato de gestão. A atual diretora financeira do Sispec acredita que a categoria tem somado mais perdas que vitórias com o ´atrelamento` da diretoria ao comando da Seduc.


Lousa dividida 3 Apesar de um universo de cerca de 2 mil professores, entre ativos e aposentados, disputa na terça e quarta da próxima semana terá menos da metade desses votos. São cerca de 700 professores em atuação e outros 200 aposentados e filiados aptos a votar.


Calibre Camaçari fechou outubro com 8 assassinatos, segundo levantamento realizado pela Coluna, com base em informações postadas na imprensa local. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, com 4 registros, houve um aumento de 100% nos chamados crimes violentos letais intencionais (CVLIs) no município.


Calibre 2 Com esse salto nos assassinatos em outubro, mês volta a interromper a queda que se registrou em setembro e agosto, cada um com 3 CVLIs. Os 9 assassinatos de outubro  ficam atrás apenas dos 13 contados em fevereiro, e iguala aos 9 nos meses de janeiro e março.


Calibre 3 Entre janeiro e outubro Camaçari registrou 66 assassinatos. Mesmo com avanço de outubro, município registra o menor número para o período desde 2017.


Calibre 4 Nesse mapa nada positivo, chama a atenção o assassinato de Jonathan Lopez Mayhua, 39 anos, na tarde do dia 23, na região da Via Cascalheira.  Segundo apurou a Coluna, Jonathan que era peruano e estava com documentação legalizada no Brasil, era iniciado no candomblé e residia no Terreiro de Jauá, próximo ao local onde foi assassinado.


Calibre 5 As circunstâncias da morte de uma pessoa sem histórico de violência e envolvimento com drogas estão sendo investigadas pela polícia. A 4ª Delegacia de Homicídios de Camaçari começa a ouvir testemunhas nesta semana.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


2novembro2026 Fechamento: 17h25

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