A taxa de desemprego no Brasil ficou em 6,2% no quarto trimestre de 2024. No período outubro/dezembro de 2024, havia 103,818 milhões de trabalhadores ocupados, 789 mil vagas a mais que no terceiro trimestre. Já a população desocupada diminuiu em 178 mil pessoas em um trimestre, para um total de 6,823 milhões de desempregados. O avanço no emprego foi puxado pela formalidade. O total de pessoas com carteira assinada no setor privado subiu a um recorde de 39,237 milhões de trabalhadores, 274 mil vagas a mais em apenas um trimestre.
Já o mercado formal de trabalho do Brasil abriu 1.693.673 novas vagas de emprego em 2024. Ainda de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a criação líquida de vagas em 2024 superou a de 2023, quando foram abertos 1,454 milhão de postos formais, segundo a série ajustada do Caged. Ao todo, foram 25.567.248 admissões e 23.873.575 demissões no ano passado.
A massa de salários em circulação na economia aumentou a um novo pico de R$ 339,451 bilhões no quarto trimestre de 2024, graças ao crescimento do número de ocupados e também pela alta dos rendimentos. A renda média dos trabalhadores ocupados teve uma alta real de 1,4% em um trimestre, R$ 47 a mais, para R$ 3.315 no quarto trimestre, próximo aos maiores níveis já vistos.
Segundo o IBGE, a renda vem subindo devido a uma soma de fatores, entre eles o avanço na ocupação com carteira assinada e no setor público, mas também via valorização do rendimento dos informais, em meio a uma maior demanda por mão-de-obra.