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ADELMO BORGES NO COLUNISTAS: O eleitor e o engajamento digital


Adelmo Borges dos Santos

Influência das redes sociais nas campanhas eleitorais


No Brasil, os meios tradicionais de campanha política (rádio, TV, comícios, panfletagens, adesivações, carros de som) ainda têm peso, mas perderam protagonismo diante da força das redes sociais e da comunicação digital direta com o eleitor. Desde 2018, a realidade eleitoral mostra que candidatos com pouca estrutura tradicional podem vencer ao explorar estratégias digitais eficazes.


As redes sociais (Facebook, Instagram, TikTok, WhatsApp, X) tornaram-se centrais para engajamento rápido e direto, permitindo linguagem simples e interação constante. A estratégia digital profissionalizada investem em equipes de marketing digital, análise de dados e uso de algoritmos para segmentar os públicos alvos, com custos reduzidos que permite a candidatos com menor capacidade financeira concorrerem com candidatos milionários, ao considerar que as veiculações na TV e rádio tem um custo elevado de produção, uma assimilação da mensagem lenta (além de exigir presença no momento da veiculação) e uma credibilidade relativa ao segmento responsável pela publicação. 


No entanto, as redes sociais são instantâneas e virais, de livre criatividade, aparentando um direcionamento específico mesmo em condições bidirecionais.


As redes sociais possibilitam, também, ampliam a circulação de informações falsas, exigindo regulação e monitoramento, além de tenderem a reforçar grupos já engajados, dificultando o alcance de públicos neutros, no entanto estabelece dependência tecnológica com algoritmos e plataformas privadas controlam a visibilidade das mensagens, criando vulnerabilidade política.


Os canais de comunicação das redes sociais mais utilizados são: WhatsApp foi decisivo em 2018, mas continua sendo monitorado por risco de desinformação. Dispõe da possibilidade da formação de grupos e listas no sentido de mobilizar apoiadores e espalhar mensagens rápidas com conteúdos curtos, diretos muitas vezes em formato de áudio, memes e vídeos. Tem um altíssimo alcance. 


O Facebook apresenta páginas oficiais e de grupos de apoio impulsionamento pagos e relevantes, permitindo a postagem de textos relativamente longos, livres vídeos explicativos buscando atingir o público na faixa de 25 anos acima, uma vez que. perdeu força entre os mais jovens, mas ainda é relevante em comunidades locais e eleitores na faixa entre 25 a 55 anos.


O Instagram utiliza Stories e reels para proximidade com o eleitor em linguagem visual, humanização e popularização do candidato buscando primordialmente o engajamento de jovens dos sítios urbanos. É hoje o principal canal para engajar pessoas na faixa entre 12 a 20 anos e criar proximidade emocional.


Assim, os especialistas cravam que o Brasil vive uma transição. Os meios tradicionais ainda são relevantes, especialmente para atingir públicos fora das redes sociais, mas o centro da disputa eleitoral migrou para o ambiente digital. Desde as eleições de 2018, vencer uma eleição depende menos de tempo de TV e mais da capacidade de engajar e mobilizar eleitores online.


Que DEUS e os Orixás nos protejam


Adelmo Borges dos Santos adelmook@gmail.com


Opiniões e conceitos expressos nos artigos são de responsabilidade do autor

12setembro2026

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