Intitulado "Pela Lei e pelo Brasil”, documento com 157 assinaturas reúne apoios de representantes da sociedade civil, juristas e acadêmicos. O texto é acompanhado de uma petição pública aberta à adesão de qualquer cidadão e tem como objetivo cobrar apuração completa do Supremo Tribunal Federal (STF) diante da crise institucional.
“As notícias que vieram a público nos últimos dias não constituem um episódio isolado. São a consequência de um sistema doente, que deixou de aplicar a si mesmo os freios que impõe a todos os demais”, cita o manifesto.
A iniciativa dá continuidade à manifestação tornada pública em 16 de dezembro de 2025, quando um grupo semelhante defendeu a adoção de um código de conduta para a Corte e concluiu com três afirmações: “É oportuno, é necessário e não se pode mais esperar”.
Documento pede urgência às instituições para apurar os fatos, lembra a proximidade das eleições e destaca que a situação alcança ministros do Supremo e as cúpulas da Polícia Federal e do Ministério Público, do Congresso Nacional, o núcleo próximo do ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) e do atual Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O manifesto ressalta que os signatários não são contra pessoas, mas a favor das instituições. Pede, então, a apuração completa, célere e independente dos fatos e responsabilidades, o afastamento cautelar de quem for formalmente investigado e, novamente, a adoção de código de conduta vinculante para as cortes superiores e os órgãos de investigação e acusação.
Em outro trecho, o documento destaca a indignação da população e a preocupação com a confiança do brasileiro com a Justiça. “O que já se tornou público em relação à investigação do caso Master indigna os brasileiros e mina a confiança da população na Justiça. Quando se instala a suspeita de que decisões dos sistemas judiciário, policial e de controle possam ser afetadas pela proximidade, interesses ou possam ser objeto de negociação, não é a reputação de um ou outro nome que está em jogo. É a garantia de que a lei vale igualmente para todos.”
Lista de adesões inclui a empresária Luiza Trajano, do Magazine Luiza; o apresentador de Tv Luciano Huck, o jornalista Nelson Mota, os ex-presidentes do Banco Central, Armínio Fraga e Gustavo Franco e o ex-ministro da Fazenda Mailson da Nóbrega.