As contas dos caetanistas e elinaldistas para as eleições de outubro
Camaçari fecha agosto com o menor número de assassinatos desde 2017
Calculadoras O ex-alcaide de Camaçari, Antonio Elinaldo (União), não esconde mais que será um dos mais votados na disputa por uma das 63 cadeiras para a Assembleia Legislativa.
Calculadoras 2 Com presença em mais de 120 municípios, Elinaldo já fala em bater os 100 mil votos nas urnas de 4 de outubro. Confirmada essa conta, coisa que sabe fazer como poucos, o ex-alcaide pode ser o mais votado do seu partido e disputar o posto de 01 entre os mais de 643 candidatos registrados para a ALBA.
Calculadoras 3 Mesmo com previsão de votação recorde, Elinaldo economiza na conta paroquial. Estima cerca de 20 mil votos em Camaçari.
Calculadoras 4 Número fica longe dos 30 mil a 40 mil apoios estimado por aliados na sua principal base eleitoral e cidade que comandou por dois mandatos (2017/2024).
Calculadoras 5 Nessa conta de chegada, a exatos 26 dias do encontro do eleitor com a urna, a base caetanista também exibe suas projeções e não economiza no otimismo.
Calculadoras 6 De acordo com o próprio alcaide Luiz Caetano (PT), seu time deve exibir as melhores votações no município. Diz que o seu pupilo e candidato a estadual, o vereador Tagner Cerqueira (PT), se elege para a ALBA impulsionado pelos cerca de 40 mil votos conquistados em Camaçari.
Calculadoras 7 Ainda durante conversa com a Coluna, no desfile de 7 de Setembro, na Gleba E, Caetano aposta num número também grande para o seu outro estadual e candidato a reeleição, o companheiro de legenda Junior Muniz. Confirmada essa cesta de votos, Muniz dobraria os quase 16 mil obtidos nas urnas municipais em 2022.
Calculadoras 8 Sobre a reeleição da deputada federal e sua esposa, Ivoneide Caetano, o alcaide mostra especial otimismo e acredita que a petista avança dos quase 39 mil de 2022 para além dos 40 mil apoios na votação deste ano.
No corredor O cumprimento da pena de 4 anos e 8 meses de prisão no regime semiaberto com aplicação de multa, parece ser irreversível para o vereador Dentinho do Sindicato (PT). Decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em sessão realizada quinta-feira passada (27/8), confirmou a punição por prática de crimes de “violência política de gênero” e “importunação sexual”, contra a ex-vereadora e candidata a deputada federal Professora Angelica (PP).
No corredor 2 Segundo apurou a Coluna, o caso ainda não está fechado. O vereador pode recorrer ao próprio TSE, com “embago de declaração”, onde pede esclarecimentos ou correção da decisão. Caso não seja vitorioso na ação, ainda pode ir ao Supremo Tribunal Federal. No STF deve alegar quebra de regra constitucional, dizem advogados ouvidos pela Coluna.
No corredor 3 Ainda de acordo com esses especialistas, é muito difícil que a decisão do TSE, oriunda do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), que acatou pedido da Justiça de Camaçari, seja revertida no STF.
No corredor 4 As estimativas são de que o caso só deve ter finalização em 2027 ou 2028, caso o vereador petista recorra da decisão.
No corredor 5 A dúvida é sobre o afastamento do vereador ainda neste mandato que se encerra em dezembro de 2028. Medida pode ou não acontecer após o “trânsito em julgado”, quando a decisão judicial vira definitiva e sem possibilidade de mais nenhum recurso.
No corredor 6 Recursos ganham tempo e podem empurrar o cumprimento da sentença para 2028. Com a condenação, Dentinho fica inelegível por 8 anos contados após o cumprimento da pena de pouco mais de 4 anos. Vai ser difícil voltar à vida política após 12 anos de afastamento, por volta de 2040.
No corredor 7 Condenação no primeiro caso de violência política de gênero na Bahia ganhou repercussão nacional, mas teve pouca movimentação na política de Camaçari, como reafirmou a Coluna de 31 de agosto.
No corredor 8 Sem comissão de ética instalada e ignorado pelos colegas de plenário, provavelmente por envolver dois vereadores no exercício do mandato, caso expôs a omissão do Legislativo de Camaçari.
No corredor 9 Caso também colocou em xeque o movimento de mulheres e sua bandeira contra a violência. As agressões ocorreram em junho de 2022, no plenário da Câmara de Vereadores de Camaçari.
Calibre Camaçari fechou agosto com 3 assassinatos, segundo levantamento realizado pela Coluna, com base em informações postadas na imprensa local. Na comparação com o mesmo mês do ano passado houve uma significativa queda com 6 registros a menos que os 9 crimes violentos letais intencionais (CVLIs) contados em agosto de 2025.
Calibre 2 Ainda segundo informações divulgadas na imprensa, das 3 mortes violentas contadas em agosto deste ano uma foi resultado de confronto com as forças policiais.
Calibre 3 Confirmado esse número pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), agosto parece como o mês com o menor número de assassinatos do ano de 2026. Também registra o mais baixo número de CLVIs por mês no período janeiro/agosto deste 2017.
Calibre 4 Levantamento também mostra que as 55 mortes violentas contadas nos primeiros 8 meses do ano é a mais baixo no período janeiro/agosto desde 2017.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
8setembro2026 Fechamento: 17h50