A política de ajuda às famílias de baixa renda para a compra de botijões de gás tem o apoio de 91% da população entre as classes A e B e a 95% entre C, D e E. Ainda de acordo com a pesquisa, para 88% dos brasileiros o gás de cozinha (GLP) ajuda o Brasil a funcionar todos os dias, enquanto 86% consideram o produto muito importante para o funcionamento da economia brasileira.
O levantamento realizado pelo instituto Locomotiva para o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) mostrou que, em média, os brasileiros afirmam conhecer oito aplicações do produto no dia a dia, sendo a produção de alimentos o com maior reconhecimento (96%).
O uso industrial é de conhecimento de 92%, percentual que cai para 68% na saúde e 66% no setor do agronegócio. A pesquisa indica ainda que, para 86%, pequenos negócios dependem do GLP para sobreviver, enquanto 88% dizem que muitos serviços essenciais seriam afetados sem o combustível.
Em relação ao uso doméstico, 90% dos entrevistados dizem que o gás de cozinha ajuda a ter uma alimentação adequada, enquanto 88% consideram o produto parte da segurança alimentar do País.
O entendimento de outros 85% é que as famílias podem acabar recorrendo a fontes menos seguras quando não conseguem comprar um botijão. Um porcentual semelhante considera que nenhuma família deveria precisar cozinhar com lenha, carvão ou materiais improvisados por falta de acesso ao GLP.
Desde 2025 que o acesso ao GLP ficou maior com a aprovação do Gás do Povo. O programa deve atender 17 milhões de famílias com renda per capita mensal igual ou inferior a meio salário mínimo, o que significa uma ampliação em três vezes do número de contemplados no antigo Auxílio Gás.
A estimativa do governo era de um custo de R$ 5,1 bilhões aos cofres públicos em 2026, mas, com a alta do petróleo e a guerra no Oriente a conta subiu em cerca de R$ 300 milhões.
A pesquisa ouviu 1.510 brasileiros maiores de 18 anos que utilizam gás de cozinha, de botijão ou encanado, e foi realizada de maneira online. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, em um intervalo de confiança de 95%.