A conta de energia de agosto permanecerá amarela, o que representa um adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh de consumo. Aplicada desde maio, a tarifa adicional compelta o quarto mês neste ano. A conta de luz fechou 2025 com reajustes que totalizaram 7%, para uma inflação no mesmo período de 4,26%, portanto acima da inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).
"A sinalização reflete condições menos favoráveis de geração de energia no País em razão do período seco, quando há redução nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas e necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo mais elevado", diz o comunicado da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
O setor elétrico vêm discutindo nos últimos meses medidas para conter os efeitos do El Niño no sistema de geração de energia brasileiro.
O sistema de cores sinaliza as condições de geração de energia. Se chove pouco e as hidrelétricas geram menos, é preciso acionar usinas termelétricas, que são mais caras. Segundo a Aneel, para pagar por essas usinas, o governo aciona as bandeiras amarela, vermelha 1 ou vermelha 2, com taxas extras na conta de luz.
Bandeira verde (condições favoráveis de geração de energia) – sem custo extra; Bandeira amarela (condições menos favoráveis) – R$ 18,85 por MWh (megawatt-hora) utilizado (ou R$ 1,88 a cada 100kWh); Bandeira vermelha patamar 1 (condições desfavoráveis) – R$ 44,63 por MWh utilizado (ou R$ 4,46 a cada 100 kWh); Bandeira vermelha patamar 2 (condições muito desfavoráveis) – R$ 78,77 por MWh utilizado (ou R$ 7,87 a cada 100 kWh).