A pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira(29) mostra que o presidente e candidato à reeleição, Lula da Silva (PT) segue com desaprovação mmaior que aprovação. De acordo com o levantamento, 47,6% dos entrevistados aprovam o desempenho do petista, enquanto 51,2% o desaprovam. Outros 1,2% não souberam responder. Na rodada anterior, a aprovação oscilou de 46% para 47,6%, enquanto a desaprovação passou de 52% para 51,2%.
A avaliação do governo também continua negativa. Na comparação com a rodada anterior, a avaliação ótima ou boa do governo caiu de 40% para 37,9%, enquanto a ruim ou péssima oscilou de 48% para 49,3%. A parcela dos que consideram a gestão regular passou de 12% para 12,7%.
Entre os homens, a avaliação ruim ou péssima chega a 56,2%, enquanto entre as mulheres é de 43%. Entre os eleitores com idade de 25 a 34 anos, a taxa é de 61,8%, enquanto cai para 36,8% entre aqueles com 60 anos ou mais. Nesse último grupo, 54,2% avaliam a administração como ótima ou boa.
Por região, o Nordeste é o único local em que a avaliação positiva supera a negativa: 60,6% consideram o governo ótimo ou bom, e 30,4%, ruim ou péssimo. No Sul, por outro lado, 67,7% classificam a gestão negativamente, ante 21,4% que fazem uma avaliação positiva. A avaliação ruim ou péssima também predomina no Norte, com 61,4%; no Centro-Oeste, com 56,7%; e no Sudeste, com 51,2%.
Entre os evangélicos, 73,7% consideram o governo ruim ou péssimo, enquanto 20,2% o avaliam como ótimo ou bom. Entre os católicos, a percepção negativa atinge 47,1%, e a positiva, 42,6%.
O levantamento também mostrou preocupação de parte significativa do eleitorado com a eleição de Flçavio Bolsonaro (PL) e de Lula (PT). A pesquisa perguntou: “Pensando no futuro do País no contexto das eleições presidenciais deste ano, qual dos seguintes resultados possíveis te causa mais medo ou preocupação?”. Para 46,6%, a maior preocupação é a eleição de Flávio Bolsonaro, enquanto que para 44,6% é a reeleição de Lula. Outros 8,7% disseram que ambos os resultados os preocupam igualmente, e 0,2% não souberam.
A pesquisa ouviu 5.021 eleitores entre os dias 22 e 27 de julho por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de um ponto porcentual para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.