Saúde X Renda e assistência universal
Esta semana meu filho foi atendido na nova Policlínica de Camaçari, assim como no Multicentro de Saúde de Monte Gordo em acompanhamento de rotina por questões neurológicas. Na Policlínica o atendimento, a conduta profissional dos servidores e a infraestrutura vai além da expectativa que nutria, assim como no Multicentro de Monte Gordo onde a atenção humanizada e o profissionalismo se repetiram.
O governo Federal, na gestão do presidente Luiz Inácio da Silva, demonstra entender que a relação entre o serviço público de saúde e a renda familiar dos brasileiros é profunda, estrutural e diretamente ligada à dependência econômica. No Brasil, o SUS funciona como uma rede de proteção social indispensável, onde o nível de renda determina o quanto uma família depende exclusivamente do Estado para não adoecer e/ou para se tratar. Famílias que recebem até 2 salários mínimos dependem quase que 100% do SUS para consultas, exames, internações e medicamentos gratuitos. Se caracterizando como a única barreira contra a vulnerabilidade extrema.
Os serviços regidos pelo SUS também funcionam no sentido de proteger a renda familiar. Quando um membro da família adoece e não tem acesso ao serviço público, ocorre que familiares precisam vender bens, contrair dívidas ou comprometer a alimentação para comprar remédios ou pagar consultas particulares. Assim, um serviço público de saúde eficiente funciona como um mecanismo de distribuição de renda indireta, impedindo que as famílias caiam e/ou permaneçam na linha da pobreza por motivos de doença.
O SUS atende, também, as famílias de renda mais alta, que possuem planos de saúde, e, utilizam e dependem do orçamento público de saúde. O Sistema Único de Saúde financia e opera serviços que o setor privado não cobre ou não tem interesse em cobrir, tais como a vacinação e imunização. vigilância sanitária e epidemiológica, qualidade da água e o controle de zoonoses, assim como, procedimentos de alta complexidade de alto custo, como transplantes de órgãos, tratamento de HIV/AIDS e grande parte dos tratamentos oncológicos, hemodiálise e atendimento de urgência pelo SAMU para qualquer cidadão em vias públicas, independentemente de sua renda ou de ter assistência de plano de saúde.
Nos últimos dois anos, a dinâmica econômico-financeira e social de Camaçari manteve o município em posição de destaque na Bahia e no Nordeste, impulsionada por investimentos em transição energética, robustez fiscal e transformações no perfil produtivo.
A população de Camaçari, segundo o IBGE é de 321.636 habitantes. Sendo 1.619 quilombolas, 4.837 indígenas. O salário médio mensal dos trabalhadores formais [2023] era de 3,2 salários mínimos. Pessoal ocupado em postos de trabalho formais [2023] era de 89.181. O percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010] era de 41,5%
O Produto Interno Bruto -PIB- se consolida como o 2º maior da Bahia (atrás apenas da capital, Salvador), atingindo cerca de R$ 27,4 bilhões. O PIB per capita ultrapassa a marca dos R$ 91 mil, expressivamente superior às médias do estado e da Região Metropolitana. Dos estabelecimentos ativos, mais de 55% correspondem a Microempreendedores Individuais (MEIs) e cerca de 32% a Microempresas (MEs), demonstrando diversificação nos setores de comércio e serviços.
Com receitas orçamentárias realizadas na casa dos R$ 2,5 bilhões anuais, o município sustenta grande capacidade de investimento e forte receita própria proveniente do ISS e do IPTU, além dos repasses do ICMS decorrentes da atividade industrial, assim mantém um contingente formal superior a 93 mil empregos diretos. O saldo entre admissões e demissões permanece positivo, colocando o município como um dos principais geradores de empregos formais na Região Metropolitana de Salvador.
O Censo do IBGE e estimativas recentes apontam uma população em torno de 300 a 320 mil habitantes, refletindo uma intensa atração populacional impulsionada pelas oportunidades de trabalho e desenvolvimento econômico das últimas décadas. Enquanto o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) histórico é considerado médio/alto em termos estaduais, indicadores recentes como o IDEB apontam a necessidade de atenção à recomposição da aprendizagem e à infraestrutura escolar.
Que DEUS e os Orixás nos protejam.
Adelmo Borges dos Santos adelmook@gmail.com
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25julho2026