O mês de junho terá conta de energia com bandeira amarela. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu mante a mesma tarifa de maio, o que representa um adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
No início deste mês, o acionamento da bandeira amarela foi feito após o volume de chuva ficar abaixo da média, com projeções que já apontavam nesse sentido. Agora, a reguladora informou que as condições de geração tiveram uma piora devido à redução das chuva em todo o País.
A bandeira vermelha patamar 1, chegou a ser uma possibilidade para junho. A tarifa corresponde a um custo adicional de R$ 4,463 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos.
De janeiro a abril deste ano, a bandeira tarifária permaneceu verde, tendo vista as condições favoráveis à geração de energia no País. A possibilidade de El Niño no segundo semestre deste ano, com seu efeito no aumento das temperaturas e redução da chuva no Norte e Nordeste do País, reforça essa perspectiva de bandeiras tarifárias mais caras ao longo do ano.
Além do risco hidrológico (GSF), gatilho para o acionamento das bandeiras mais caras, outro fator de peso é o aumento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) — valor calculado para a energia a ser produzida em determinado período.
Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias indica aos consumidores os custos da geração de energia no País e visa atenuar os impactos nos orçamentos das distribuidoras de energia. Antes, o custo da energia em momentos de mais dificuldades para geração era repassado às tarifas apenas no reajuste anual de cada empresa, com incidência de juros. No modelo atual, os recursos são cobrados e transferidos às distribuidoras mensalmente por meio da “conta Bandeiras”.