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O biribiri e o radialista



Vereador neófito, Téo Ribeiro, eleito pelo PDT, retoma a veia política da família e chega fazendo barulho na Câmara de Camaçari. Microfone para criticar o governo, só o do plenário. Fortalecido com a volta ao poder, depois do 1º e único mandato pelo voto direto do ex-prefeito biônico e ex-aliado, Humberto Ellery, e do desgaste de Luiz Caetano com o seu “povo no poder”, Tude assume o seu 2º mandato com a corda toda. O ano era 1997 e os apoios, na Câmara, na rua e na imprensa não faltavam. Um dos microfones aliados era o do radialista João Pinho.


Polêmico, Pinho não perdia a oportunidade para dar uma sapecada no único oposicionista dos 17 edis da Casa. O novato Téo, herdeiro do pai, vereador na década de 1970, Diosdete Ribeiro, apanhava todos os dias, na rádio Metropolitana AM e na TV Camaçari. João Pinho não economizava ‘elogios’ ao vereador. Sempre que podia ou o gancho da notícia permitia, ‘festejava’ o vereador, grande consumidor de “biribiri com 51”. A frutinha, azeda e boa para baixar a pressão arterial, fazia a dobradinha com uma cachacinha, coquetel nunca escondido e preferido pelo oposicionista.


Encontrar amigo e adversário em bar de cidade pequena é mais fácil que comprar mangaba na feira. E, não deu outra. Numa destes começos de tarde, Téo cruza com João Pinho. Mesmo famoso e querido, Pinho é alertado por colegas que o desafeto estava no restaurante. O clima muda quando é informado que o vereador foi pegar algo no carro. Sem alternativa só restava esperar. Para espanto de Pinho, Téo, com seu estilo bonachão, volta com um saco e coloca sobre a mesa do radialista. O susto logo vira alívio e a pressão do radialista volta a se estabilizar. Eram apenas verdinhos e suculentos biribiris.


Quem conhece e compartilhou o momento com o vereador, sabe que ele não entregou toda cota. Reservou uma parte para ‘temperar’ a  comemoração do susto no inimigo.


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