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O ofício e o atestado



O ano era 1986. Caetano eleito prefeito é o “povo no poder”. O slogan da campanha era a senha para mudar e impor a moralidade.  Rangel Filho chegou com os novos ventos que varreram o “capitão Ellery”, como a oposição gostava de chamar o ex-prefeito biônico que ficou 11 anos no poder. Nomeado chefe do setor dos transportes, chegou querendo botar “ordem na casa”. Uma das primeiras medidas foi fazer o levantamento do “patrimônio do povo”.


Chefe novo, novos aliados e muita gente para entregar o serviço do morto. A conta apontava a falta de 2 máquinas datilográficas, deslocadas para o Cartório. Fogoso, Rangel manda ofício cobrando a devolução dos equipamentos.


O juiz Clésio Rosa, velho conhecido da turma que agora dava as cartas, não perdeu a oportunidade para reavivar que magistrado é magistrado. Mandou ofício de volta, só que para o prefeito. Quis saber o que estava acontecendo, quem era o prefeito de fato. O documento fechava lembrando  que a cobrança do diligente Rangel não passava de um atestado da bagunça administrativa daqueles novos tempos.


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