A taxa de desocupação no trimestre abril/junho na Bahia foi de 9,1%, praticamente o mesmo percentual do primeiro período janeiro/março (9,2%). Mesmo sendo a menor para um 2º trimestre no estado nos 14 anos, segundo o IBGE, a Bahia aparece em 2ª entre as unidades da Federação com mais desempregos, abaixo apenas do Amapá (9,8%). Bahia segue com taxa bem acima dos 5,4% da taxa média nacional.
Já em Salvador e na Região Meteropolitana batera,m o recorde nacional de desemprego. A capital registrou taxa de 11,4%, enquanto na RMS foi de 12,5%, as mais altas do país. Taxa no segundo trimestre na capital de RMS também foi maior que os três primeiros meses de 2026 .
Ainda segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) Trimestral, entre abril e junho, 6,557 milhões de pessoas trabalhavam na Bahia, 1,6% maior (+106 mil ocupados) do que o do trimestre anterior e 1,5% acima (+98 mil) do 2º trimestre de 2025.
O aumento da população ocupada na Bahia, do 1º para o 2º trimestre de 2026, foi puxado pelos saldos positivos nos trabalhadores por conta própria (+58 mil) e empregados do setor público (+35 mil).
Já as pessoas procurando trabalho (desocupadas ou desempregadas) somavam 656 mil, na Bahia, no 2º trimestre. Esse grupo permaneceu estável (0,0%) frente ao 1º trimestre e cresceu 1,2% (mais 8 mil) em relação ao 2º trimestre de 2025.
O rendimento médio real mensal habitualmente recebido pelos trabalhos em Salvador ficou em R$ 3.514, 3,6% abaixo (menos R$ 131) do que o do trimestre anterior (R$ 3.645), mas superior (+7,7%) do que o valor do 2º trimestre de 2025 (mais R$ 251). Foi o 5º menor rendimento de trabalho entre as capitais.
Na Região Metropolitana o rendimento médio mensal foi de R$ 3.355 no 2º trimestre, também inferior (-0,9% ou menos R$ 29) ao do 1º trimestre (R$ 3.384), mas 9,9% maior do que o do 2º trimestre de 2025 (mais R$ 301). É o 7º rendimento médio de trabalho mais baixo entre as 21 regiões metropolitanas investigadas.
Na Bahia como um todo, a massa de rendimento real habitual de todos os trabalhos chegou a R$ 16,427 bilhões no 2º trimestre de 2026. Ela aumentou nas duas comparações: +2,4% frente ao 1º trimestre e +12,7% frente ao 2º trimestre de 2025.