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Outra Camaçari  Mais uma vez o prefeito Antonio Elinaldo (DEM) perde uma grande oportunidade de fazer um discurso afirmativo, se posicionar sobre a violência no município e cobrar mais ações e investimentos do governo do estado.


Outra Camaçari 2 As 13 mortes registradas no município após o assassinato do PM, na noite de sexta-feira (15), e a noite de terça-feira (19), é mais que um sinal de alarme. Independente das conexões com a morte do soldado, número em menos de 100 horas é gritante. Mesmo assim o alcaide segue como se os assassinatos fossem registros normais.


Outra Bahia  A Bahia ficou de fora da lista dos estados  que conseguiram manter as contas sob controle e ainda promover melhorias no atendimento aos cidadãos, na infraestrutura e no ambiente de negócios.  É o que mostra a edição 2017 do Ranking Competitividade dos Estados (Confira) que coloca  a Bahia estacionada no 20º lugar com média geral de 37,1.


Outra Bahia 2   O estado comandado pelo governador Rui Costa (PT), conhecido pelas obras tamanho ‘G’, aparece apenas bem posicionado em  ‘solidez fiscal’. Saltou  do 12º lugar no ano passado para 3º em 2017. Estudo, idealizado e produzido pelo Centro de Liderança Pública (CLP), com base em 66 indicadores apurados por instituições de referência, como o IBGE, Instituto de Planejamento de Economia Aplicada (Ipea) e Secretaria do Tesouro Nacional, avalia outros 9 itens: capital humano, educação, eficiência da máquina pública, infraestrutura, inovação, potencial de mercado, segurança pública, sustentabilidade ambiental e sustentabilidade social.


Parecidos O vereador Adalto Santos (PSD) se movimenta como se vivesse em contagem regressiva para o fim do mandato. Mesmo com 39 meses pela frente, as ações, ou falta delas, não sinalizam futuro político para o representante das comunidades católicas de Camaçari. Depois de marcar lugar na bancada  oposicionista, no começo da gestão, Adauto pulou para cima do muro. Sem convicção, como um pagão, volta para a oposição com o voto contra o projeto que acabou com a lei que apoiava pescadores com ajuda financeira em tempos de pescaria difícil e perigosa.


Parecidos 2 Fragilizado politicamente, sem assessoria e sem prestígio no PSD, chefiado no estado pelo do senador Otto Alencar, Adalto agora enfrenta até pressão do comando regional da legenda e do seu suplente. A Coluna apurou que Sinho do Boxe, eleito 1º suplente com 766 votos, 51 a menos que Adalto, ameaça tomar o mandato do companheiro de legenda.  


Parecidos 3 Num partido onde o deputado e presidente da Assembleia Legislativa do estado, Angelo Coronel, flerta e até compõe com o demista ACM Neto; Otto Alencar atira em Temer, enquanto o correligionário e co-fundador do partido, Gilberto kassab comanda o ministério da ciência e tecnologia do mesmo governo, fidelidade partidária não parece ser dogma no PSD.  


Varre, varre Quem completa 39 anos neste setembro é a empresa de Limpeza Pública de Camaçari. Criada para  resolver o problema do lixo e dos resíduos industriais e urbanos da cidade e região, a Limpec só fez acumular lixo e entupir com irregularidades o rio das contas públicas.


Varre, varre 2 Mesmo sem varrer 1 metro quadrado de rua, a Limpec, consumiu R$ 21 milhões dos cofres públicos só em 2016. Anunciada como ineficaz e desnecessária pelo atual governo, empresa segue gerenciando o aterro sanitário, a coleta de entulho e o precário programa de educação ambiental. Parte destas missões devem  ser repassadas pela empresa vencedora da milionária licitação do lixo que se arrasta desde o começo de 2015 e ganhou caçamba nova com mais um atraso, na gestão Elinaldo, como antecipou a Coluna em janeiro (Confira).


Varre, varre 3 Outra especialidade da Limpec foi o acúmulo de ‘containers’  de empregos de fantasmas. Um desses personagens, como denunciou o Camaçarico no começo de 2015 (Confira), terminou sendo demitida, mesmo contrariado, pelo então alcaide, Ademar Delgado.


Axé  Camaçari realiza neste sábado (23) o seu 4º Xirê de Rua. Manifestação organizada pelos terreiros de Candomblé do município com o apoio de outras casas da Grande Salvador, busca celebrar as religiões de matriz africana, a ancestralidade e combater a intolerância religiosa. O Xiré, ritual realizado em ambiente fechado nos terreiros, ganhou versão de rua como forma de difundir e reforçar a luta contra o preconceito. Festa religiosa, aberta e reconhecida no calendário oficial do município, acontece a partir das 14h, na praça Montenegro, região central de Camaçari.  


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João Leite – Editor 


21/9/2017

 





Paradoxal

Paradoxal  A Casa da Criança e do Adolescente de Camaçari segue cheia de indefinições e poucas certezas. Sem equipamentos e com a qualificada equipe de educadores pendurada pelo contrato Reda, vencido e prorrogado provavelmente até novembro, único espaço de inclusão e acolhimento de crianças carentes do município com atividades de cultura e artes, perigas acabar ou virar um anexo do ‘escolão’ e vizinha Cidade do Saber.


Paradoxal 2 O que deveria ser rápido, se arrasta graças as dificuldades de entendimento do ex-menino pobre e hoje alcaide de Camaçari. Atraso, seguramente é filho do desconhecimento de quem teve quase 8 anos de mandato como vereador para  andar, ouvir, compreender e construir soluções.


Paradoxal 3  Movido, não se sabe por quais energias, Antonio Elinaldo (DEM) completa 9 meses a frente do município alimentando e ampliando a velha fórmula praticada pelos adversários, que tanto condenou nos discursos inflamados no plenário do Legislativo e nos comícios. O agora  prefeito exibe outra faceta ao priorizar o preenchimento dos cargos com apadrinhados e aliados políticos. Atropelo aos princípios técnicos e às pessoas habilitadas para a função está virando marca da atual gestão. Política que mira apenas o suposto resultado eleitoral do seu grupo avança com transferências de pessoal, mesmo que mudança implique em prejuízo para o trabalho da secretaria cedente.


Paradoxal 4  Ao desrespeitar o Estatuto da Criança e do Adolescente e relegar a 2º plano as ações de um programa respaldado por Lei Federal, o alcaide vai além da desastrada copia de seus antecessores, como mostrou o Camaçarico em março de 2015 (Confira). Descuido com programas como a Casa da Criança reforça a desigualdade e expõe uma contradição do 1º prefeito dos últimos 30 anos vindo de origem humilde e que jurou combater essa perversa realidade no seu discurso de posse.


Paradoxal 5 Sem equipamentos, educadores insatisfeitos e o acompanhamento psicossocial de centenas de crianças e adolescentes carentes, suspenso desde o ano passado, a Casa da Criança segue na contramão do seu destino de inclusão. Persistência no erro talvez reflita um outro projeto que, hoje e agora, se mostra sem futuro.

 







Depenada  A belíssima Jauá, litoral de Camaçari, é o melhor exemplo do abandono da orla do município. Sua marca principal, a escultura metálica do papagaio que batiza o povoado, segue sem manutenção e pode despencar e se ‘afogar’ na lagoa onde está instalada. As dunas, outra beleza e importante ecossistema da região, segue degradada e insegura. 


Depenada 2 Na faixa de praia a realidade é ainda mais grave. A requalificação equivocada da gestão passada com a aplicação de revestimento asfáltico na via da orla, como denunciou o Camaçarico em janeiro de 2014 (Confira), é apenas um detalhe no processo que tem deixado Jauá quase sem pena.


Depenada 3 Na praia do Sonho a desordem é total e o pesadelo é real. Sobra sujeira provocada por barracas e acumulada pela ausência de um serviço eficaz de limpeza e fiscalização. O trânsito, sem  controle das vias e dificuldades para estacionar, reforça o caos nos finais de semana. Quadro de degradação, como mostra a imagem ao lado, se completa com a criminosa invasão de áreas de Marinha, por bares e residências. 


Parecidas As cidades de Camaçari e Alagoinhas não são irmãs, mas andam sofrendo de mal  parecido. Comandada pelo alcaide Joaquin Neto, companheiro de partido de Elinaldo, Alagoinhas, como Camaçari, experimenta indefinições e falta de sintonia na gestão da cidade.


Parecidas 2  Destacada fonte ouvida pela Coluna assegura que um desses sintomas é a movimentação em torno do atual secretário de finanças de Camaçari. Garante que o doutor Renato Almeida pode voltar para a Sefaz de Alagoinhas, onde comandou a calculadora por 7 anos.


Parecidas 3  Dificuldades políticas em Camaçari e problemas na gestão financeira da cidade sede do maior polo de bebidas do Nordeste não estão fora das contas de rearrumação do deputado federal Paulo Azi (DEM), padrinho político de Almeida. Pacote pode incluir Reginaldo Paiva, atual gestor da pasta da administração (Secad), outro fiel escudeiro de Azi e colaborador da gestão da outrora terra das laranjas.


Parecidas 4  Distante apenas 78 quilômetros de Camaçari, a cidade entreposto comercial dos bons tempos da ferrovia mudou seu perfil econômico com fábricas de bebidas. Hoje exibe orçamento equivalente a quase 30% de Camaçari e metade da população da cidade sede do maior complexo industrial integrado do Hemisfério Sul.


Fora do ar  Mesmo com a massificação nos meios de comunicação, quase 10 mil das cerca de 24 mil famílias cadastradas no Bolsa Família em Camaçari ainda não retiraram os kits de conversão para TV digital, como registrou o site Camaçari Notícias. A menos de 15 dias para o desligamento do sinal analógico número mostra um descontrole dos governos federal e municipal nos cadastros dos atendidos pelo programa de renda mínima.


Fora do ar 2  Sem visitas a essas famílias, município não sabe quem precisa ou não do conjunto formado por conversor, antena e cabo, para continuar assistindo TV a partir do dia 28 de setembro. A Coluna apurou que o kit digital, com preço de mercado em torno de R$ 200,00, vem sendo comercializado de forma irregular por quem tem direito, recebeu, mas não precisa do equipamento.


Novidade Será na próxima terça-feira (19), a partir das 19h30, na sede da Associação Comercial e Empresarial de Camaçari (ACEC), o lançamento do partido Novo. Autorizado a funcionar em 2015, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Novo-30 promete trafegar pela centro-direita. Legenda em Camaçari nasce gerida por um  colegiado formado por Adson Santana, Angelo Ferreira e Rodrigo Nepomuceno. No estado o Novo está sob o comando do empresário Gabriel Venturoli.  


Aleijão  A apreensão, reboque e multa do veículo oficial modelo Cobalt, placa PZW- 9528, a serviço do vereador Junior Borges (DEM), na manhã desta  sexta-feira (15), é apenas um exemplo do descontrole e descompromisso dos legisladores de Camaçari com o dinheiro do contribuinte. Mais grave que estacionar em local proibido é o uso de veículo, que deveria ser de representação do parlamentar, por pessoas alheias ao mandato e sequer habilitadas para tal função. No caso do vereador o veículo estava sendo dirigido por seu filho. O vereador Junior Borges não é o único a cometer essa grave infração  com o bolso do contribuinte. Uso indevido  de carro alugado e bancado pela Câmara de Vereadores é comum. Existe até membro do Executivo que usa veículo do Legislativo, como se ainda fosse assessor parlamentar.


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João Leite – Editor 


15/9/2017

 

Praia de Jauá. Clique na imagem para ampliar




Nota baixa

Nota baixa A ação dos grupos políticos de oposição com grande influência no movimento dos professores foi fundamental para o insucesso do desfile de 7 de Setembro na Gleba E. Depois de uma greve de 26 dias sem resultados positivos para a categoria, prejuízo avançou sobre a festa cívica que contou com apenas 2 das 8 estabelecimentos de ensino municipal que costumam desfilar na avenida das Flores.


Nota baixa 2  Com poucos alunos, festa não perdeu apenas público e alegria das centenas de famílias ávidas pela alegria de ver e registrar seus representantes  numa festa que simboliza sonho e aposta de mudança num país envergonhado pelos políticos e suas negociatas com o dinheiro público.


Nota baixa 3  A reprovação foi geral. Perdeu a prefeitura que não foi capaz de entender a importância de respeitar a lei e negociar de forma transparente com os educadores. Perderam os alunos que agora enfrentarão uma reposição que nunca atende as verdadeiras necessidades pedagógicas. Fecha essa caderneta de notas vermelhas os professores com contracheque congelado e desgaste perante a comunidade.


Aulinha  Diferente do desfile sem gás da Gleba E, por conta do desconforto dos educadores, derrotados na queda de braço com o governo, festa cívica em Parafuso foi só alegria e alto astral.


Aulinha 2  Independente das  dificuldades geradas  pela greve sem vitória dos professores, o desfile em Parafuso, na tarde de quinta-feira (7), mostrou que o histórico distrito tem cultura e sabe mostrar suas raízes.  Ao colocar  5 escolas, 4 fanfarras e grupos culturais, com destaque para o importantíssimo Boi Janeiro comandado pelo Mestre Miro, Parafuso deu um aperto nos burocratas da cultura municipal.


Aulinha 3 Num misto de alegria, êxtase e, seguramente, decepção não visualizada, o prefeito, seu vice e gestor municipal por 3 mandatos, suas  secretárias de cultura e educação, e vereadores com votos na região assistiram uma aula de resistência e compromisso de um povo com sua história e suas tradições.


Aulinha 4  O desfile na avenida Marechal Floriano serve de alerta para um governo que busca seu caminho, mas segue distante  da construção desse resgate e fortalecimento. Parafuso da cultura popular, da prainha do rio Joanes, da Fanesp e da antiga estação de trens que começa a desmoronar, como mostra a foto ao lado, precisa ser respeitada. Distrito nada mais quer que seu direito.


Bandeirinhas Mesmo com todo o aparato, o alcaide Antonio Elinaldo (DEM) não escapou das vaias,  como  antecipou o  Camaçarico (Confira). Ao ser apresentado pelo locutor oficial, no início das solenidades  do 7 de Setembro no bairro da Gleba E, Elinaldo foi saudado com vaias por populares acomodados na arquibancada armada em frente ao camarote oficial. Partidários do ‘time azul’ ainda tentaram sufocar com gritos de apoio os apupos dos manifestantes, alguns portando cartazes pedindo melhorias nas escolas municipais.


Bandeirinhas 2  Desgaste e tensão  seguiu durante todos os cerca de 120 minutos da festa. Diferente dos antecessores, o alcaide não desfilou após o fim da solenidade. Preferiu sair pelos fundos do palanque instalado próximo à rua 22, mais conhecida como Caminho Lindoia. Drible frustrou professores, servidores e militantes de partidos adversários ansiosos em ‘homenagear’ o alcaide.


Bandeirinhas 3  Outro que recebeu ‘homenagens’ foi o 3 vezes alcaide de Camaçari e hoje deputado federal Luiz Caetano. O petista, que voltou a usar camisa vermelha,  cumpriu o roteiro ouvindo vaias e festejos. Puxando um grupo de aproximadamente 50 militantes e aliados, entre eles os deputados Bira Coroa e Luiza Maia, Caetano seguiu pela avenida das Flores experimentando o gosto amargo da distância do poder.


Marquetingue A capacidade do alcaide Elinaldo de acertar o próprio pé com ações desastradas de reforço na desconstrução da sua imagem caminha para virar tese de comunicação. A última joia foi lançada durante o desfile de quinta-feira (7).


Marquetingue 2  Partidários do demista apareceram usando camisetas azuis com o slogan ‘Agora vai’. Ao anunciar o começo de uma gestão que deveria  estar festejando 8 meses de sucesso, manifestação atesta a total falta de uma estrutura profissional de marketing político.


Burocrática  Chamou a atenção o desfile pouco empolgado, realizado pela Bamuca no 7 de Setembro na Gleba E. Mesmo sem assumir, a direção da campeoníssima anda meio zangada com o governo municipal por conta dos cortes no seu orçamento. Prefeitura fala em ajustes e mais  transparência nas prestações de contas. 


Burocrática 2  Descompasso entre gestão da entidade e município ganhou reforço com a ausência da Banda Municipal de Camaçari no desfile vespertino em Parafuso. A Bamuca foi tocar na festa de São Gonçalo, segundo apurou a Coluna, atraída por cachê mais generoso que o oferecido pelo município.   


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João Leite – Editor 


8/9/2017

 

Estudantes de Parafuso e o simbólico trenzinho da cultura




Vidraça

Vidraça O alcaide Antonio Elinaldo experimenta pela 1ª vez, nos desfiles de 7 de Setembro (Gleba E e Parafuso), o gosto amargo do poder. Acostumado a atirar pedras, o demista agora vai conhecer as primeiras vaias. Inevitáveis e previsíveis, manifestações são naturais e legítimas para uma gestão que insiste em fazer do erro sua caminhada no comando da rica e desigual Camaçari.


Vidraça 2  Com dificuldade para se posicionar de forma firme e necessária diante da gestão da cidade e de seus eleitores, Elinaldo coleciona adversários até entre aliados. Não mostrou a ‘herança maldita’, não diz de forma eficiente o que está fazendo, nem como está gastando o dinheiro do contribuite. Com um presente desarrumado, gestão segue sem detalhar o que pretende fazer no futuro para mudar a realidade de um município que apostou no seu estilingue como arma para acabar com os desmandos e a incompetência dos seus antecessores.


Vidraça 3 A falta de um projeto amplo para a requalificação da Feira de Camaçari, a lentidão na melhoria do centro da cidade, pleito antigo do comércio e fundamental para uma cidade que aposta na arrumação como peça fundamental no resgate da sua autoestima, são exemplos.


Vidraça 4 O sistema de transporte coletivo é outra poderosa pedra que segue em direção à sua vidraça. Esticada desde a ‘gestão’ Ademar Delgado, cobrança através de Termo de Ajuste e Conduta (TAC) segue viva, na mesa do Ministério Público (MP), e pronta para ser arremessada a qualquer momento.  


Vidraça 5  Nesse processo de desgaste que será exibido com toda força durante os desfiles de quinta-feira (7), os professores aparecem como pedra fundamental. Independente do apoio e da carona do grupo político do ex-prefeito Caetano, responsável direto por parte desse péssimo aluno que virou a educação de Camaçari, manifestação dos educadores e de outros segmentos, como servidores em greve, é justa e legítima. Caso não corra rápido para apagar a nota vermelha na caderneta, festival de apupos se repetirá nos desfiles de 259 anos da cidade, em Monte Gordo, Vila de Abrantes, e no tradicional encerramento dos festejos cívicos do dia 28 de Setembro. Marca negativa num evento de grande e diversificado público vira arma poderosa.


Vidraça 6 Mesmo com o retorno aos postos de trabalho, os educadores sabem que foram derrotados pela sua falta de habilidade. Erraram na metodologia  de cobrança de lições atrasadas, mesmo sabendo que o aluno era novato. Dificuldade dos professores e do governo, que sequer sabe exibir sua condição de recém matriculado, só tem um reprovado. Os cerca de 50 mil alunos do município, aí incluídos os estudantes da rede estadual, merecem um ensino melhor.


Vidraça 7 A chegada da UFBA, com seus cursos de engenharia, vai expor outra face que muitos sabem, mas evitam comentar. Educadores ouvidos pela Coluna não têm dúvidas de que um altíssimo percentual de selecionados através do Enem para as 400 vagas será ocupado pelos chamados alunos de fora. Estrutura física das unidades, recursos e capacidade de mobilização política junto aos governos federais e estadual nunca faltaram. 


Vidraça 8 Camaçari carece de uma definição de política educacional de ensino público de qualidade com democratização das novas tecnologias e formação de uma geração competitiva para atuar no polo industrial e toda a sua cadeia de atividades socioeconômicas.


Vidraça 9 Agora é sentar na mesma mesa sem cabeceira. Construir esse novo momento vai muito além da quadra coberta e da sala novinha. Passa por condições de trabalho, salários justos, e uma gestão da educação sem fórmulas importadas e capaz de buscar conhecer para entender Camaçari.


Vidraça 10 A UFBA é imprescindível nesse processo. Município singular com um riquíssimo ecossistema, Camaçari carece de um estudo amplo sobre seu redesenho econômico, com a implantação da sofisticada indústria petroquímica a partir dos anos 1970. A nova fase não menos vanguardista com a instalação de uma das mais modernas montadoras de automóveis do mundo reforça esse caminho de identificação e contribuição dessas novas plataformas e seus reflexos sociais na construção desse novo cidadão camaçariense.  


Medianos  Os deputados federais João Bacelar (Podemos), Luiz Caetano (PT) e Paulo Azi (DEM) continuam longe da lista dos 100 melhores parlamentares do Congresso Nacional. Agraciado com metade dos 103 mil votos válidos dos eleitores de Camaçari, no pleito de 2014, 'trio cabeça de urna' passou longe da lista dos chamados parlamentares ‘cabeças’ do Parlamento Brasileiro.  


Medianos 2 Realizada há 24 anos pelo Departamento Intersindical de Assessoria (Diap), a partir de entrevistas com deputados e senadores, assessores da Câmara e do Senado, jornalistas, cientistas e analistas políticos, escolha lista os parlamentares classificados como ‘formulador’, ‘debatedor’ e ‘negociador’. 


Medianos 3 Independente do tamanho da bancada de cada estado, da Bahia foram escolhidos Afonso Florence (PT), Alice Portugal (PCdoB), Arthur Maia (PPS), Daniel Almeida (PCdoB), José Carlos Aleluia ( DEM), José Rocha (PR) e o senador Otto Alencar (PSD). 


Ferrugem O desfile de 7 de Setembro, em Parafuso, mais uma vez vai expor um quadro antigo de abandono da histórica e bela comunidade  banhada pelo rio Joanes. Conhecido pelas promessas nunca realizadas pelo poder municipal, distrito segue seu destino de corrosão social e da paisagem com aumento da violência e precariedade dos serviços municipais nas áreas de saúde, educação e lazer.


Ferrugem 2 Na locomotiva do descaso com a história do distrito, a antiga estação de trens é parada obrigatória. Igual no abandono e diferente nas promessas de revitalização e transformação da antiga estação da sede em espaço de arte e memória, a velha parada de Parafuso segue longe dos olhos do alcaide e da sua secretária de cultura, Márcia Tude. 


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João Leite – Editor 


6/9/2017

 





Vestibular

Vestibular Depois de 6 anos e 2 reitores, o campus da UFBA em Camaçari parece que sai do papel e começa a funcionar  no 1º semestre de 2018. Promessa antiga, desde os tempos do alcaide Luiz Caetano (PT), em 2011, unidade  de Camaçari teve vários endereços e cursos dos mais diversos. Nos 4 anos da gestão do ex-petista e hoje sem abrigo partidário, Ademar Delgado, as ações pouco avançaram e ficaram mais no campo midiático com anúncios e reuniões.


Vestibular 2 Até o uso da estrutura do Hospital Geral de Camaçari (HGC) para instalação do curso de medicina chegou a ser discutida como uma das  alternativas. Mas o projeto de formação de mão de obra para atender as necessidades das indústrias do maior complexo industrial do Hemisfério Sul logo retomou a supremacia do debate.


Vestibular 3 Com o alinhamento, propostas de cursos nas áreas de saúde e até humanas, necessários para entender passado, o presente, como se mexe e para aonde vai essa cidade que cresce de forma  disparada, com reflexos na economia, na ocupação desordenada do solo e suas nefastas consequências sociais, perderam esse vestibular. Outra proposta de aproveitar o pique da cidade com o programa Cidade do Saber e implantar cursos na área de artes também ficou no passado.


Vestibular 4 Com o martelo batido, ainda no governo Dilma Rousseff, o Ministério da Educação e a UFBA confirmaram o foco exclusivo na área de ciência e tecnologia. Daí até esse fim de agosto de 2017 as discussões giraram em torno do local de instalação do campus. Propostas iniciais mostraram a Cidade do Saber como alternativa provisória diante da sua estrutura pronta. Logo veio a área  próxima ao Instituto Federal da Bahia (IFBA), nas proximidades do HGC. Debate avançou para o outro lado da cidade, numa área vizinha ao Centro de Pesquisas e Desenvolvimento (Ceped), na BA-512.


Vestibular 5 Graças a confusão da gestão Ademar, dividida pela  disputa  de poder com o ex-alcaide e criador de  sua candidatura e condutor  do processo que resultou na sua eleição em 2012, muito pouco andou. Não foram feitos os investimentos pelo município como contrapartida, muito menos obtidas garantias para viabilizarem o projeto na área vizinha ao Ceped. Essa reprovação no vestibular da competência e  do compromisso com a cidade foi comentada no Camaçarico de abril de 2015 (Confira).


Vestibular 6 Alojado provisoriamente, não se sabe até quando, num andar do prédio do Teatro Cidade do Saber, ‘campus’ da UFBA é aluno que vai precisar estudar muito para passar no vestibular e seguir trajetória de combate aos maus gestores. Prefeitura precisa fazer  sua parte de forma rápida. Município com cerca de 300 mil habitantes e um dos maiores orçamentos do país não pode continuar se apresentando como um aluno que não estuda, pesca a prova alheia e ganha fama de relapso.

 

Brasões do município de Camaçari e da UFBA. Clique na imagem para ampliar






Vestibulando O deputado federal Paulo Azi (DEM) deu mais uma desnecessária e equivocada demonstração de poder durante a audiência com o ministro da educação, Mendonça Filho. Num gesto que remete aos chefes políticos dos tempos da velha Alagoinhas, só para ficar num exemplo, Azi sentou à direita do anfitrião, deixando o alcaide Antonio Elinaldo num lugar secundário. Longe da regra, lugar deveria ser ocupado pelo prefeito de Camaçari, Antonio Elinaldo, tal a importância do município.


Vestibulando 2 Encontro na tarde de terça-feira (29), em Brasília, para reforçar as tramitações financeiras necessárias ao início das aulas no campus da UFBA em Camaçari,  a partir do 1º semestre de 2018, teve as presenças do reitor da UFBA, João Carlos Salles, que ocupou a cadeira posicionada à esquerda do ministro. A secretária de educação do município, Neurilene Martins também participou da audiência.


Vestibulando 3 A definição dos lugares durante a audiência com o também demista Mendoncinha, como é conhecido o deputado federal licenciado por Pernambuco, seguramente não influenciou nos rumos da conversa. Atitude pouco preocupada do deputado Azi, eternizada pela imagem distribuída pela própria assessoria do prefeito de Camaçari, apenas colocou mais uma história no já carregado antiálbum do alcaide, constantemente acusado pelos adversários como pouco qualificado para o cargo e dependente da sapiência dos seus aliados.

 

Reunião com o ministro da educação. Clique na imagem para ampliar






Apito Diferente da versão apresentada pela prefeitura, o  município de Camaçari já está autorizado a promover melhorias na antiga estação de trens de Camaçari. Informação divulgada pela assessoria da prefeitura cita a assinatura de termo de cessão do imóvel entre o município e o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT), na tarde de quarta-feira (30), como sendo a autorização que faltava.


Apito 2 Como mostrou a Coluna em maio de 2016, o  ‘marco zero’ da cidade, está sob a responsabilidade do município desde o 1º semestre de 2015 (Confira). A prefeitura tem até projeto de requalificação com a transformação em espaço em centro de cultura e memória. Com o novo termo de cessão também acabam as desculpas para apresentar o projeto ( estimado em R$ 300 mil) para debate público e início das obras. 


Militância O deputado federal Daniel Almeida e o dirigente nacional do PCdoB e ex-diretor da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Haroldo Lima, participam sábado (2/9), a partir das 9h, na Câmara de Vereadores de Camaçari, do ato de lançamento das teses do encontro nacional da legenda. O 14º congresso que terá como tema a ‘defesa da nação, da democracia, do desenvolvimento e dos direitos sociais’ acontece de 17 a 19 de novembro em Brasília.


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João Leite – Editor 


31/8/2017

 

Antiga estação de trens de Camaçari. Clique na imagem para ampliar




Sem palco

Sem palco Continua incerta a 6ª edição do Festival de Cultura e Arte de Camaçari. Com o cofrinho do Conselho de Cultura de Camaçari (CCC) quase vazio, a secretaria de cultura (Secult) corre atrás  de outro padrinho. Responsável por boa parte do financiamento das atividades culturais no município, o CCC é o gestor do Fundo de Cultura de Camaçari (FCC), que desde 2012 já recebeu dos cofres públicos cerca de R$ 6 milhões.


Sem palco 2 Sempre realizado  entre os meses de setembro e outubro, festival chega ao final de agosto sem grade de shows e atividades paralelas definidas. Conhecido pela generosa movimentação de dinheiro público, festival tem histórico nada abonador, como mostrou a Coluna em abril de 2016 (Confira).


Sem saber E a Cidade do Saber segue seu destino de descontrole e pouca eficiência. Com o fim do ‘Contrato de Gestão’ e o consequente repasse de generosos recursos do município para o programa, o belo conjunto de prédios da Rua do Telégrafo só ampliou seus problemas.


Sem saber 2 Filha da falta de projeto e baixo conhecimento da realidade local, nova gestão do programa segue tropeçando desde a posse do novo governo. Marca desse novo momento de quase nenhuma clareza se consolida logo nos primeiros dias de janeiro, com a intervenção trapalhona que nada resolveu.


Sem saber 3 Longe dos R$ 40 milhões repassados  pelo município nos últimos 4 anos, cerca de R$ 70 milhões, desde 2007, para a ONG Instituto Professor Raimundo Pinheiro, ex-gestora do programa, novo governo aposta no improviso. Tropeço seguiu com a proposta, nunca assumida pelo governo, de transferência da gestão do programa para uma ONG amiga, como informou a Coluna (Confira). Nova investida, já com aproveitamento de outra ONG, ligada a titular da pasta de educação, também chegou a ser sinalizada como mostrou o Camaçarico (Confira).


Sem saber 4 Sem projetos e com os cofres municipais apertados, a disputa só se acirrou. O que seria uma gestão tripartite, entre as secretaria de cultura (secult), educação (Sedeuc) e esportes (Sedel), acabou virando uma disputa de poder e egos entre as secretárias  Márcia Tude (Secult) e Neurilene Martins (Seduc), garantem fontes ouvidas pela Coluna. Boicotes e manobras terminaram trazendo reflexos diretos nos já precários serviços prestados à comunidade.


Sem saber 5  Anúncio da retomada das atividades no final de maio não detalhava os cursos que seriam ministrados. Como mostrou a Coluna, não existiam  planos de aula, muito menos quem seriam os professores e educadores que iriam aplicar esses conhecimentos (Confira).


Sem saber 6  O mais recente exemplo desse processo confuso e ineficiente é o arranjo que empurra gestores do programa para dupla função, coordenando e ministrando aulas. Descontrole  ameaça até a saúde dos alunos, com enfermaria sem profissional e condições mínimas de atendimento, como medidor de pressão arterial e kits para teste de glicemia. Precariedade avança com a manutenção das piscinas, rede de iluminação do teatro e sistema de ar condicionado do complexo.


Sem saber 7 A caminho dos 9 meses, governo sequer fala em auditoria, promessa do então prefeito eleito, Antonio Elinaldo (DEM), uma semana após o pleito de outubro (Confira). Mas o histórico mostra caminho inverso. Grupo do alcaide já sinalizava essa pouca vontade de apurar  os desmandos no programa desde o ano passado com o teatrinho da ‘CPI da Cidade do Saber’, na Câmara de Vereadores.


Sem saber 8 Mesmo com irregularidades denunciadas pelo Camaçarico, comprovadas pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), e em apuração pelos Ministérios Público Estadual e Federal, novo governo segue deletando páginas que precisariam ser exibidas como mandam os princípios de legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da publicidade e da eficiência com a coisa pública.


Ciumeira O ex-prefeito e deputado federal Luiz Caetano (PT) segue a regra e também apresenta  seu candidato ‘forasteiro’. No caso a deputada estadual Mirela Macedo (PSD). O casamento começa a se desenhar na noite desta quinta-feira (24), durante jantar num restaurante do município. Encontro que terá como pretexto um debate sobre a ‘política nacional’ é o 1º movimento  do petista na busca pela sua reeleição em 2018.


Ciumeira 2 Ato político põe na geladeira as pretensões dos vereadores petistas  Jackson Josué  e Téo Ribeiro, e do empresário Raimundinho da JR (PRB). Suplente de deputada e eleita em 2016 vice-prefeita de Lauro de Freitas, Mirela renunciou à companhia da prefeita Moema Gramacho (PT) até 2020, para assumir em janeiro a vaga na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).


Carreira solo Quem andou ensaiando embarcar no PSD do senador Otto Alencar foi o vereador Junior Borges (DEM). A Coluna apurou que o demista chegou a se encontrar com o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações  do governo Temer, Gilberto  Kassab, outro cacique da legenda. Com o aborto do projeto de mudança partidária, o filho do senador Otto Alencar e candidato a deputado federal, Otto Filho perde a possível dobradinha com Borges, ainda candidato a uma das 63 cadeiras da ALBA.


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João Leite – Editor 


24/8/2017

 





Passageiros

Passageiros O ato de vandalismo contra a antiga estação de trens de Camaçari, praticado na madrugada de domingo (20), é apenas mais um capítulo do descompromisso da elite política de Camaçari com sua história. Abandonada oficialmente no 1º ano da gestão do ex-petista Ademar Delgado, marco zero da cidade vem recebendo todo tipo de agressão muito antes, desde os antecessores Luiz Caetano (PT), Helder Almeida (DEM) e José Tude (PMDB).


Passageiros 2  De nada valeu o compromisso de recuperação e manutenção de importante patrimônio. Assinado entre a gestão Ademar Delgado e a Ferrovia Centro Atlântica (FCA), no 1º semestre de 2015, ‘Termo de Compromisso’ nunca foi cumprido, como denunciou a Coluna (Confira).  


Passageiros 3 Com o fechamento do Bar do Regis, espécie de guardião do espaço, em meados de 2013, a simbólica estação da cidade viu seu processo de decadência acelerar. Espaço foi invadido, depredado e logo se transformou em ponto de usuários de drogas e abrigo de pessoas em situação de rua. De parada de trens com destino a capital, Alagoinhas e Aracaju, até os anos 1980, estação virou cenário de assassinato. Chegou a ser utilizada como suporte para uma intervenção artística que só ampliou a sua descaracterização, como mostrou a Coluna (Confira).


Passageiros 4 Orçado em R$ 340 mil, segundo apurou o Camaçarico em maio deste ano (Confira),projeto de requalificação continua desconhecido, nunca foi debatido  e não tem data para início de sua execução. O atual governo, através da sua secretaria de cultura (Secult), promete recuperar o espaço que completa 75 anos em abril do próximo ano. Informa que já dispõe de R$ 1 milhão para começar as intervenções no conjunto formado pela antiga estação, cinema e prédio que abrigou as sedes dos poderes Executivos e Legislativo.


Passageiros 5  Mesmo sem gastar uma demão de tinta com a limpeza e manutenção de importante monumento nesses 8 meses de governo, gestão do alcaide Antonio Elinaldo (DEM) agora se incomoda com a agressão ao patrimônio. Reclama e promete processar criminalmente os responsáveis pela ‘Frente Brasil Popular’, autora da colagem de cartazes apócrifos, coincidentemente contra seus aliados, o prefeito de Salvador, ACM Neto, e o presidente Michel Temer.


Passageiros 6 Mais devagar que os velhos trens Pirulito e Marta Rocha, ações do atual governo na área de recuperação de importantes monumentos não passaram de uma midiática coleta de lixo acumulado no interior do velho cinema e o seu fechamento com tapumes, em fevereiro deste ano. Sob o guarda-chuva do tombamento, que não impede as reformas, governo não bota o trem para andar.


Passageiros 7 Não foi por falta de aviso da Coluna. Caso tivesse iniciado os trabalhos de preservação de forma efetiva, mandando limpar, protegendo e informando à população sobre a importância daquele marco histórico instalado no coração da cidade, seguramente seus adversários e responsáveis pela sujismunda manifestação não teriam ousado atacar tão importante peça da memória de Camaçari.


Generosa A escola de Barra do Jacuípe anda com estoque de TV de fazer inveja a qualquer loja de eletroeletrônico da cidade. Essa é a única explicação para a unidade ceder 2 aparelhos com acesso a internet (smart) para a Cidade do Saber. A Coluna se recusa a interpretar a gentileza como um velho arranjo de despir um santo para vestir outro. Prefere acreditar que a ‘cessão’, festejada nas redes sociais, não irá interferir no trabalho didático da unidade instalada na orla do município.


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João Leite – Editor 


21/8/2017

 





Contaminada

Contaminada O ‘fecha e abre’ da Feira de Camaçari precisa ser visto pelo alcaide Antonio Elinaldo (DEM) como um caminho de aprendizado definitivo. Não dá mais para continuar errando com medidas paliativas, adotadas apenas para garantir as exigências mínimas que afaste a interdição pela Justiça do maior centro de compras de Camaçari e região.


Contaminada 2 O fechamento da Feira de Camaçari, a partir desta sexta-feira (18), e a posterior decisão anulando determinação do juiz César Borges, não pode ser vista como uma medida desumana ou desprovida de base legal. Decisão do titular da 1ª Vara da Fazenda Pública, suspensa por corte superior, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), aponta o risco de funcionamento precário de importante equipamento, fruto da política miúda e oportunista dos últimos governos.


Contaminada 3 História de descuido não começa com o alcaide Antonio Elinaldo (DEM). Vem dos governos Luiz Caetano (PT) e do seu sucessor e criatura, o ex-petista e agora sem pouso partidário, Ademar Delgado. De olho no potencial de votos da categoria, não realizaram a modernização necessária do equipamento com a realização de serviços e a consequente cobrança da contrapartida, como faz a municipalidade com os demais contribuintes do município.


Contaminada 4 Ao apostar em soluções paliativas o atual gestor municipal abre espaço para manifestações legítimas dentro do jogo democrático, mas descabidas por partir de ex-alcaide que não  fez o dever de casa. Esses erros continuaram com o seu sucessor e escolha pessoal, que apesar dos reclames do MPE, desde 2013, foi decisivo para o projeto de desmonte do equipamento. 


Contaminada 5 Com custos mensais estimados em R$ 400 mil gerados por despesas de água, luz, segurança, limpeza e manutenção, feira terminou se transformando num espaço condenado pela falta de manutenção. Nessa receita de aparente inviabilidade não faltaram propostas de mudança do centro de compras para outro local, cedendo assim o precioso espaço para algum equipamento ‘mais vistoso’ e economicamente promissor.


Contaminada 6  Não se pode deixar de reconhecer que a feira melhorou com as obras de adequação exigidas no começo deste ano pelo Ministério Público Estadual (MPE). A feira de Camaçari está mais segura em todos os aspectos, é inegável. Mas continua feia e causando a mesma impressão do passado.


Contaminada 7 O Camaçarico cobra desde o começo da gestão Elinaldo um projeto amplo de reforma da feira (Confira). Eleito no começo de outubro, o alcaide teve 3 meses antes da posse para construir esse projeto, mas nada fez. Possíveis parceiros não faltaram. A Coluna cita apenas o aliado e correligionário ACM Neto, alcaide da capital, como canal capaz de viabilizar esse projeto.


Contaminada 8  Com quase 8 meses, gestão do demista segue sem apresentar um projeto amplo e detalhando, com definição de etapas e custos. Se esse trabalho existe, nunca foi mostrado. No poder público o que não é mostrado para os patrões, no caso o contribuinte, não passa de fruta prometida, mas ainda no pé.


Contaminada 9  A população quer um gestor firme no controle do seu dinheiro. Quer um alcaide que mande fazer e cobre de seus auxiliares. O risco de fechamento da Feira de Camaçari não mexe apenas no bolso dos cerca de 1.500 empregos diretos, entre permissionários e funcionários. Abala toda uma estrutura econômica que movimenta qualquer coisa perto de R$ 10 milhões por mês com o entra e sai de mercadorias. Seu funcionamento saudável também traz reflexo direto no comércio localizado no entorno da grande feira.


Contaminada 10 Elinaldo precisa entender que ele agora é o gestor de todos os camaçarienses. Ao manter os vícios dos antecessores que tinham alergia a planejar e executar o planejado, Elinaldo se afasta do necessário e fundamental roteiro de gestor público eficiente com o dinheiro público.


Parabéns O Hospital Geral de Camaçari completa 29 anos nesta sexta-feira (18). Desde sua construção, em 1987, no governo João Durval, que o HGC espera um presente que lhe assegure uma estrutura decente e humanizada para as centenas de pacientes que atende todos os dias. Mesmo com instalações abaixo dos padrões e superlotado, o HGC continua salvado vidas. Os parabéns são para os seus médicos, enfermeiras, maqueiros e todos os profissionais envolvidos na missão de salvar vidas do velho nosocômio.


Sintomático  O alcaide de Camaçari precisa ter mais cuidado com as normas cívicas. Desconcentração de Elinaldo, durante a execução dos hinos Nacional e de Camaçari, foi comentário geral durante a abertura da Conferência  Municipal de Assistências Social, na manhã de quarta-feira (16), no Teatro Cidade do Saber.


Sintomático 2 Visto com desconfiança pelos técnicos da secretaria de desenvolvimento social (Sedes), graças a sua falta de apoio a programas como a Casa da Criança e do Adolescente, alcaide só reforçou essa imagem de descuido com a assistência social. Além do discurso sem novidades e a falta de anúncio de melhorias para o setor, passou boa parte do tempo preocupado com o celular e o relógio.


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João Leite – Editor 


18/8/2017

 





Figurino

Figurino  A precoce aposentadoria política do deputado federal Luiz Caetano (PT), pode chegar aos 64 anos com o fim do seu atual mandato parlamentar, em 2018. Conhecido pela sua capacidade de articulação e movimentação, sempre muito além do cenário político da gestão e do parlamento, o 3 vezes alcaide de Camaçari (1986/1988 e 2005/2012) começa a viver uma realidade nada confortável com a decisão Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). 


Figurino 2 Condenado pela 1ª vez em 2º grau, colegiado formado por 3 juízes do TJ-BA,  Caetano passa a ter todos os pré-requisitos para ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa. Pela decisão de 11 de outubro do ano passado, o ex-gestor fica impedido de disputar qualquer cargo eletivo ou exercer função pública pelos próximos 5 anos.


Figurino 3 Ao contrário das outras ações, ainda em tramitação em 1ª Instância, essa condenação de órgão colegiado, por dano aos cofres públicos, com aplicação de multa de pouco mais de R$ 304 mil e ressarcimento de valor igual ao estado,  é ameaça real ao futuro político do deputado que sonha voltar a comandar Camaçari, ou até realizar voos mais altos.


Figurino 4  Caetano foi julgado e condenado pela 1ª Vara da Justiça de Camaçari, em maio de 2014. Ação Civil Pública de 2007, movida pelo Ministério Público Estadual, considerou ilegal a contratação da fundação Humanidade Amiga para a implantação do projeto ‘Mochila Amiga’. Processo teve seu último desfecho no final de julho desse ano, quando o TJ-BA rejeitou  todos os Embargos de Declaração, instrumento jurídico que busca tirar dúvidas sobre decisões da Justiça, ganhando assim mais tempo.


Figurino 5 Com o jogo desfavorável, Caetano corre contra o calendário. Sem mais como recorrer ao Tribunal de Justiça da Bahia, o ex-prefeito apresentou recursos ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ), no último mês de julho. Segundo advogados ouvidos pela Coluna, a decisão do TJ-BA não permite mais a discussão das provas de prática de improbidade, consideradas irrefutáveis pela Justiça. Cabe agora ao ex-alcaide tentar anular a decisão do TJ-BA, ou ganhar tempo em instâncias superiores para que não fique impedido de registrar sua candidatura a reeleição até agosto de 2018.


Figurino 6 Com uma nada confortável lista de condenações e ações por improbidade em andamento, Caetano juntou mais uma reprovação na semana passada, na Justiça Federal. Foi condenado a perda dos direitos políticos por 5 anos e pagamento de multa que pode chegar a R$ 2 milhões, pela da 14ª Vara da Justiça Federal. Ação Civil Pública, aberta em 2013 pelo Ministério Público Federal (MPF), acusa o ex-gestor de contratação de fundação para realizar projeto ferroviário considerado lesivo ao erário público (Confira).


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João Leite – Editor 


13/8/2017

 





Atolada

Atolada A reurbanização da Bacia do Rio Camaçari, parada desde o começo de 2016, na gestão do alcaide Ademar Delgado (2013/2016), não deve recomeçar antes de 2018. Suspensas por determinação da Caixa, obras que estão com as contas sem fechar, deve sofrer modificações no projeto original para que não se transforme num elefante branco. 


Atolada 2 O prejuízo, ainda não medido totalmente, pode comprometer  a construção de novas vias paralelas ao rio e outros equipamentos. Os cerca de R$ 38 milhões que ainda faltam não contemplam  todo esse volume, garante fonte ouvida pela Coluna.


Atolada 3 Segundo levantamento que a Coluna teve acesso, dos cerca de R$ 100 milhões repassados para a obra, R$ 42 milhões não estão com os serviços identificados como determina o contrato com o governo federal. Já sob investigação da Polícia Federal, como mostrou o Camaçarico de 16 de novembro do ano passado (Confira), obra tem entre seus serviços questionados os famosos trabalhos de dragagem e terraplanagem.


Atolada 4 Estudos e medições da Caixa e do Ministério da Transparência e Controladoria Geral da União identificam diferenças entre os valores pagos e os serviços realizados de recolhimento de terras e em outros serviços como contenções. Para assegurar ainda mais transparência, os estudos estão sendo acompanhados pela Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia (UFBA), contratada pela prefeitura.   


Atolada 5 Como a responsabilidade pela diferença é da prefeitura, fiscal da obra, mesmo com punições futuras para o gestor municipal do período da irregularidade, município termina pagando a conta. Para receber esse sinal verde de retomada das obras, prefeitura terá de refazer o cronograma do projeto, readequando à nova realidade financeira gerada pelos atrasos e erros do projeto original. Burocracia exige ainda a realização de nova licitação para conclusão das obras.


Atolada 6 Tocado de forma considerada fora dos padrões, reurbanização da Bacia do Rio Camaçari  sequer tinha ‘projeto executivo’, etapa que define o que deve ser feito e como serão realizadas as etapas da obra. Lançada em janeiro de 2012, pela presidente Dilma Rousseff, obra estava sendo realizada apenas com o ‘projeto básico’, espécie de guia que se ajustava de acordo com as necessidades de correções, gerando assim mais custos e menos eficiência.


Atolada 7 Outro equívoco permitido, que poderia ter virado uma tragédia com alagamentos, foi a autorização para o início da obra pela região central da sede do município. Graças ao respaldo político do então gestor Luiz Caetano (PT), com o governo federal, cronograma desrespeitou o principio básico que exige início dos trabalhos pela ‘jusante’ (parte mais baixa do rio) que engloba a região dos PHOCs, Final da Gleba E, Lama Preta. Técnicos dizem que ao iniciar a obra pelo meio do rio, o risco de alagamentos nos trechos rio abaixo aumentam com o alargamento do canal que ganha mais força com o aumento do volume d’água.


Atolada 8 Prefeitura também busca assegurar a 2ª etapa das obras, estimada em R$ 60 milhões, para requalificação e reurbanização da área dos afluentes do Camaçari, como o riacho da Manoela. Projeto prevê dragagem,  canalizações, transferências de populações em áreas de risco, construção de pontes, vias, contenções e equipamentos de lazer.


Varejo  A demissão de Antonio Bitencourt, o Antonio da Feira, como é conhecido o ex-gestor do Centro Comercial de Camaçari, do cargo de assessor da secretaria de  serviços públicos (Sesp), não passou de uma ‘retaliação’ pela linha editorial do site Camaçari Alerta, de propriedade da sua esposa, a jornalista Carluze Barper. Em conversa com o editor da Coluna, na manhã desta quarta-feira (9), Antonio da Feira também acusa o alcaide de Camaçari, Antonio Elinaldo (DEM), de pressionar o vereador Bispo Jair (PRB), ‘em várias ocasiões’, para que cessassem as constantes reportagens contrarias ao seu governo, publicadas no mesmo veículo.


Varejo 2 Antonio da Feira, que diz não possuir qualquer interferência na linha editorial do site, criado em julho deste ano e editado pela sua esposa, também nega a acusação de ganhar sem receber durante os 4 meses que permaneceu no cargo. Identifica na acusação de ‘fantasma’, feita na imprensa e nas redes sociais, por uma assessora do alcaide, como um plano com o aval do próprio Elinaldo para justificar a sua exoneração.


Varejo 3 O ex-gestor da feira durante parte dos 2 últimos governos do petista Luiz Caetano (2005/2012) era quadro novo no esquema do atual governo. O presidente municipal do PRB foi nomeado em abril por indicação do vereador Bispo Jair, vice-presidente municipal, principal liderança da legenda no município e membro destacado da Igreja Universal.


Plugadinha O processo de cadastramento de moradores de Camaçari inscritos no Bolsa Família, para recebimento gratuito do kit de TV digital, no próximo sábado (12), na praça Abrantes, e dia 26 na praça Montenegro, parece tudo, menos um programa totalmente financiado pelo governo federal. Promovido por uma emissora de rádio, com o apoio da prefeitura, que já realiza esse cadastramento, evento sob o pretexto de  informar a população sobre o fim do sinal analógico das TVs, tem antena no marketing da audiência. Festa prevista para começar às 9h, terá shows e a chamada ação de mobilização social, com serviços gratuitos de aferição de pressão arterial, medição do nível de glicose, corte de cabelo, massagens e atividades recreativas para crianças. 


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João Leite – Editor 


10/8/2017

 





Maior infrator

Maior infrator Nada menos que R$ 4 milhões de recursos federais deixaram de ser aplicados pelo governo do ex-petista e depois sem partido, Ademar Delgado. Conta que a Coluna teve acesso atinge apenas repasses na área de desenvolvimento social, que apesar  de prometidos nunca foram cumpridos. O descaso impediu a implementação de programas de apoio a crianças e adolescentes em situação de risco, acompanhamento e apoio às populações de rua, e de combate ao trabalho infantil. 


Maior infrator 2 Responsável pela implantação dos programas, a secretaria de desenvolvimento social (Sedes) foi comandada por Hélio Santos, recentemente nomeado assessor do prefeito Antonio Elinaldo, e Mozart Vivas, ambos ligados ao PRB, que se revezaram na pasta durante todo o governo Delgado (2013/2016).  


Maior infrator 3  No Brasil são 17 milhões em situação de pobreza. Trocando em miúdos, 2 em cada 5 brasileirinhos vivem abaixo da linha das necessidades mínimas. Os números são da Fundação Abrinbq, Organização sem fins lucrativos que tem como missão promover a defesa dos direitos e o exercício da cidadania de crianças e adolescentes. Como tantas outras estatísticas municipais, a Camaçari que segue descuidando da Casa da Criança e de outros programas de  proteção aos seus pequenos, sequer conhece os números sobre suas crianças. Seguramente não deve exibir números melhores que a média nacional.


Registro Não passou despercebida a participação do deputado federal Luiz Caetano (PT), como coadjuvante em boa parte do processo de votação da denúncia por corrupção contra o presidente Temer. Movidos pela paixão ou pela razão, aliados, adversários e gente que não se enquadra nas categorias anteriores exibiram leituras distintas da atuação do 3 vezes prefeito de Camaçari e ex-deputado estadual, na noite de quarta-feira (2), em Brasília.


Registro 2  Para os caetanistas e aliados incondicionais, as intervenções durante a manifestação de voto dos colegas de Congresso, seja apoiando ou criticando com gestos, expressões, e até queixas contra falhas no sistema de som, não foram além de provas de posições firmes e corajosas  de um verdadeiro político destemido em defesa do Brasil.


Registro 3  Essa unanimidade é apenas uma face da moeda da política. Gente que não se atrela a nenhum lado, parte da imprensa, adversários, e até aliados lúcidos criticaram, em várias dosagens, o comportamento de Caetano.  ‘Papagaio de pirata’, ‘palhaço’,  ‘antimarketing’, 'equívoco' e ‘exagerado’ foram alguns rótulos anotados pela Coluna.


Registro 4  Longe das paixões, performance exibida ao vivo pela TV para todo o Brasil mostrou um Caetano acelerado, distante da regra civilizada e muito perto do burlesco. Muito mais que marcar sob pressão, normal no jogo do Parlamento, Caetano invadiu a liberdade do colega ao não respeitar o direito de livre expressão e voto dos seus pares. Felizmente, contidos pelo constrangimento da situação, ou conscientes da necessidade de manter a temperatura no limite, não houve reação.


Recheada O alcaide de Salvador, ACM Neto, assegura título de ‘Cidadão Camaçariense’ na sessão da próxima terça-feira (8). Proposta do companheiro de Democratas, Junior Borges, passa sem sustos. Data da entrega da honraria vai ser definida entre autor e homenageado, durante encontro agendado para a próxima semana.


Recheada 2 Título é tópico menos importante da pauta da agenda com o líder da oposição no estado e possível pré-candidato a governador em 2018. Junior Borges conversa com Neto sobre seu futuro no DEM. Aproveita e faz uma radiografia da gestão, num ângulo que Neto seguramente conhece pouco.


Recheada 3 Borges, que pleiteia apoio para sua candidatura a deputado estadual, vem sendo flertado pelo PSD do senador Otto Alencar. Considerada fiel da balança na sucessão estadual, tal sua força política com 83 prefeitos, PSD precisa fincar base segura e capaz de conduzir o debate num município estratégico como Camaçari. Atual representante da legenda na Câmara Municipal, vereador em 1º mandato, Adauto Santos, segue sem identidade e longe da representação que o PSD exige e precisa.


Recheada 4 Apesar dos aplausos públicos, veementes desmentidos e agendas em comum, Borges não anda nada satisfeito com o alcaide Elinaldo. Recentemente entregou os 11 cargos que indicou no governo municipal. Elinaldo, não só aceitou, como começou promovendo as substituições pelo filho de Borges, Leonardo, na coordenação do transporte universitário. O outro exonerado foi Sandro Rocha, fiel escudeiro do vereador.


Secular O padre Luiz Orlando é o que se poderia chamar de um religioso abençoado. Depois de passar pelos governos Tude, Helder, Caetano e Ademar, onde ocupou a secretaria  de agricultura e pesca, o pároco da secular Igreja de Abrantes chega ao governo do demista Antonio Elinaldo. Foi nomeado com salário de pouco mais de R$ 3.800. Remuneração como ‘assessor do executivo-1’  segue distante dos cerca de R$ 13 mil que recebia como integrante do 1º escalão da gestão passada. 


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João Leite – Editor 


4/8/2017

 





Conta de subtrair

Conta de subtrair Acabou a lua de mel entre o alcaide Elinaldo e os comerciantes da Feira de Camaçari. Acostumados com o lucro sem abatimento de despesas como água, luz, segurança, limpeza, ou qualquer tipo de taxação, comum em toda atividade comercial regular, feirantes do Centro Comercial de Camaçari partiram para a briga e viraram a banca.


Conta de subtrair 2 Ao pedirem na Justiça a anulação de decreto e a consequente suspensão da cobrança de taxa de manutenção (Confira a reportagem do Camaçari Agora), sob o argumento da ilegalidade os comerciantes nada mais querem que tratamento diferenciado. Acenando a tabuleta das vendas baixas provocadas pela recessão, os cerca de 500 permissionários do espaço, mesmo responspaveis  por cerca de 1.500 empregos, esquecem de colocar na calculadora que a crise também atinge a bolsa dos mais de 10 mil clientes que circulam diariamente entre seus pontos de vendas.


Conta de subtrair 3  Parecem ignorar que a cidade precisa gastar de forma equilibrada o dinheiro do contribuinte com outros programas como saúde e educação. Esse privilégio de anos e anos sem gastar sequer R$ 1,00 de custo, graças a demagogia e falta de coragem dos  gestores anteriores, representou para os cofres público, só em 2016, algo em torno de R$ 5 milhões com despesas de manutenção da feira, como mostrou a Coluna em fevereiro (Confira).  


Conta de subtrair 4 Os feirantes precisam entender e perdoar Elinaldo. Assim como seus antecessores, o atual alcaide também não gostaria de acabar com esse privilégio que rende bons dividendos eleitorais. Mas, entre a feira e o ex-feirante existe a Lei. A taxação da atividade na feira é irreversível. Se não for agora, por força de uma medida legal provisória, será mais adiante. O dinheiro público não é verdura podre.


Desafinados A pouco mais de 1 mês para os tradicionais desfiles de 7 de Setembro na Gleba E e em Parafuso, a Filarmônica 28 de Setembro segue muda e perigas ficar fora da festa, quebrando a tradição dos seus metais na abertura do desfile.


Desafinados 2 Sem o merecido apoio do governo passado, conjunto criado em 1991,  segue a mesma partitura de desprezo na gestão do alcaide Antonio Elinaldo (DEM). Numa estranha coincidência, a filarmônica criada na 1ª gestão (1989/1992) do hoje vice-prefeito José Tude (PMDB), não encontra apoio da nova secretaria de cultura, comandada pela titular da pasta e herdeira política do 3 vezes alcaide de Camaçari, Márcia Tude.


Desafinados 3  Com graves problemas  como falta de equipamento, fardamento e recursos para a sua manutenção, Filarmônica que tem no nome  a  data de emancipação política de Camaçari, volta a ficar muda. Conjunto sequer tem local e horário  assegurados para ensaiar. O uso do Teatro Alberto Martins (TAM) é irregular e depende da ausência de  espetáculos ou ensaios para que grupo se reúna.  


Desafinados 4  Apesar dos trombeteiros chapas-brancas alardearem avanços, insensibilidade da nova gestão com a música é composição pronta e acabada. Processo de desmonte vai além da Filarmônica 28 de Setembro. Com um currículo de mais de 14 apresentações em 2 anos de criada, a Orquestra Pró-Sinfônica de Camaçari está praticamente desativada.


Desafinados 5 O que era dificuldade com o alcaide Delgado e a perigosa gestão da Cidade do Saber, se transformaram num ensurdecedor silêncio com o governo do ex-menino pobre Elinaldo. Agora, sequer ensaios regulares a Pró-Sinfônica consegue realizar. Sem maestro e a fundamental bolsa que variava de R$ 380 a R$ 580 mensais, sempre paga com atraso, os mais de 40 jovens carentes do município não perdem apenas o direito de aprender música. Ganharam mais uma dificuldade para captarem os sons do futuro. 


Juntos Os deputados petistas Luiza Maia e Bira Coroa, com importantes bases eleitorais em Camaçari, estão fora a lista dos gazeteiros da Assembleia Legislativa. Balanço das 65 sessões realizadas no 1º semestre mostra que Luiza queimou 4, mas justificou ausência em duas, enquanto Bira não compareceu a 11 debates no plenário, sendo 9 justificados. No balanço final, Bira empata com Luiza. 


Quadro A gestora da Escola Municipal Caminho do Mar (EMCAM) nega que a merenda servida aos alunos da unidade localizada na Via Cetrel (BA-530) se resuma a mingau e sopa. Em correspondência eletrônica enviada ao Camaçarico, a Sra. Débora garante que o cardápio é amplo e variado. A gestora da EMCAM não comentou sobre o ‘gato’ de energia  para manter a escola funcionando, muito menos a falta de fardamento dos alunos e a precariedade do material de apoio didático, como mostrou a Coluna (Confira). 


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João Leite – Editor 


2/8/2017

 





Quadro

Quadro  Não existe nenhuma possibilidade de desmonte da Casa da Criança e do Adolescente. A garantia é da titular da secretaria desenvolvimento social (Sedes). Em conversa com o editor da Coluna, Simara Ellery também negou qualquer filtro ideológico na definição das equipes de pessoal para a sua pasta. Assegurou a estrutura de cursos e a consequente manutenção dos educadores da unidade, ameaçados com o vencimento dos contratos Reda (Regime Especial de Direito Administrativo). Disse que a fórmula está sendo estudada, mas que todos são competentes e vão ficar.


Quadro 2 A secretária também assegurou, durante entrevista na tarde de quinta-feira (27), que a merenda da Casa da Criança e do Adolescente será normalizada até o final de agosto e que a unidade sofrerá um processo de modernização da sua estrutura de atendimento. Os cerca de 600 alunos da unidade vão ganhar sala com computadores e internet, mas só a partir de 2018.


Quadro 3 Mesmo com promessas de melhorias na sua estrutura, a Casa da Criança e do Adolescente sofre significativas baixas na sua concepção de atendimento e acolhimento integral. Abandono iniciado na 3ª gestão  do alcaide do petista Luiz Caetano (2009/2012), e perversamente  ampliado no governo Ademar Delgado (2013/2016), espaço vem perdendo a briga no enfrentamento da violência quando deixa de executar de forma mais eficaz políticas públicas indispensáveis.


Quadro 4 O mais novo capítulo desse quadro atinge o trabalho de acompanhamento diário dos atendidos pela Casa da Criança e suas famílias. Mesmo respaldada por orientação do Governo Federal, decisão que tira os profissionais de psicologia, de assistente social e de pedagogia do acompanhamento direto no espaço, vira mais um dificultador do trabalho de convivência e fortalecimento de vínculos familiares.


Quadro 7 Diferente do procedimento anterior da proximidade, essas crianças e adolescentes, e seus familiares, passam a ter atendimento no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). Técnicos ouvidos pela Coluna acreditam que essa redução de custos com pessoal, pelo município, pode virar um passivo perigoso. Quem garante que essa criança e/ou sua família chegarão até uma das atuais 6 unidades, questionam.


Quadro 8 Números do próprio município mostram esse descaso. Só na gestão Ademar o município fechou 3 CRAS. A unidade instalada na Via Cetrel,  ‘inaugurada’ no ano passado, continua fechada.


Reprovada A Escola Municipal Caminho do Mar (EMCAM) segue funcionando de forma precária e nada pedagógica. Localizada na Via Cetrel (BA-530), unidade com cerca de 700 alunos, com idades que variam de 8 a 15 anos, está com o fornecimento de energia elétrica cortado desde a semana retrasada. Graças a um ‘gato’ puxado da creche localizada ao lado, parte da estrutura da unidade voltou a funcionar.


Reprovada 2 Para não prejudicar ainda mais o projeto de revolução pedagógica na educação de Camaçari, preconizado pela secretária de educação, Neurilene Martins, os 15 professores da unidade tiveram de improvisar um calendário com a realização de aulas em apenas parte dos períodos matutino e vespertino.


Reprovada 3 Mesmo antes do corte de energia, a Escola Municipal Caminho do Mar já era exemplo da deseducação. Pais de alunos e professores denunciam a falta de fardamento e a precariedade do material de apoio didático. Pais e professores  garantem que faltam livros na biblioteca, que sequer pode ser classificada como sala de leitura. A Coluna também apurou que a precariedade avançada sobre a dieta alimentar dos alunos, com merenda limitada a um cardápio que varia entre mingau e sopa.


‘Pés’ de orelha  A tarde de quinta-feira (27) do já complicado trânsito no centro de Camaçari ficou ainda pior com a decisão da prefeitura de realizar podas de árvores em pleno horário de pico. O serviço contou com as motosserras da Defesa Civil, e os apitos da Superintendência de Trânsito e Transporte (STT), que deveria sinalizar o domingo, dia com pouco trânsito na rua Costa Pinto, como melhor opção.


Empreendedorismo O empresário Jackson Alan Lima (Centro Educacional Carpendiem) é o novo presidente da  Associação Comercial e Empresarial de Camaçari (ACEC). Substitui. Jamilton Pereira (Rei da Pizza), comandante  da entidade  por 2 mandatos, desde 2013. Com mandato até 2019, nova diretoria tem como vice-presidente Jurandi Luz (Sistema Contábeis de Camaçari – SISCOM).


Empreendorismo 2 Também integram a nova diretoria da ACEC os empresários Luciano Sacramento (Camaçari Publicidade LTDA),  André Luis Garcia ( A.M Garcia Informática LTDA),  Jamilton da Silva (J.P Consultoria EPP),  Jorge Pinheiro ( Pinheiro Negócios Imobiliários LTDA),  Arthur Dantas (Posto Comercial Varejista e Derivados de Petróleo),  Laerte Muti (Supermercado Muti),  Durval Aguiar (Arborize Paisagismo & Meio Ambiente LTDA), Pedro dos Reis (Observatório SRG e Moda), Moises de Melo Junior (Bahialinck Technology LTDA), Joilma de Oliveira (O Boticário), Rita Santos (Estação da Gula Restaurante e Lanchonete) e Elba Andrade (Consulte Serviços Contábeis LTDA).


Descuido A Coluna do dia 20, notas ‘Nova frequência’ (Confira), trocou as consoantes e tirou o pastor Jailton Silva da legenda errada. O suplente de vereador não deixou o PRP. O pastor Jailton integrava o PRB e foi para o PP do vice-governador João Leão.


Atestado  A concessionária Bahia Norte continua sinalizando para os milhares de motoristas que utilizam o complexo de pistas da Via Parafuso (BA-535), sob sua responsabilidade, que as suas cabines de cobrança de pedágio são os gargalos do sistema. Quem passou por volta do meio dia de ontem (27) enfrentou grande fila por conta do funcionamento de apenas 2 guichês.


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João Leite – Editor 


28 /7/2017

 





Nem tanto

Nem tanto Com as presenças de Flávio Matos, Fafá de Senhorinho e Jorge Curvelo (presidente municipal), da bancada de 6 vereadores de Camaçari, e poucos militantes da ala jovem, o DEM realizou sábado (22), em Camaçari, o seu encontro regional da Juventude Democratas da Bahia (JDEM). Junior Borges, que anda estremecido com a gestão Elinaldo, Vaninho Lima e Jamelão não compareceram.


Nem tanto 2 Coluna apurou que baixa presença da JDEM-Camaçari não foi problema de agenda. Encontro sequer ocupou todos os 182 lugares do Teatro Alberto Martins (TAM). Desconforto com a direção da JDEM estadual, comandada desde o ano passado por Lucas Moreno, é antigo. Núcleos de Camaçari e de Simões Filho discordaram do processo de sucessão e da falta de espaço na direção estadual da JDEM.


Nem tanto 3 Mesmo com dificuldades com a direção estadual, militância jovem do DEM de Camaçari, primeira a formar núcleo da JDEM no estado e reconhecida pela sua capacidade de organização, garante apoio de 100% com a candidatura a governador do alcaide da capital, ACM Neto.


Foco O atual vice-prefeito de Camaçari, José Tude (PMDB), tem missão especial para cumprir na gestão. Foi ‘nomeado’ pelo alcaide Antonio Elinaldo (DEM), candidato a deputado estadual. Ato divulgado no último sábado (22), durante encontro do Democratas no município, também sinalizou a mudança do 3 vezes prefeito de Camaçari, deputado federal e estadual para a legenda comandada pelo  prefeito da capital e chefe político do grupo, ACM Neto. Mimo foi além do convite. O alcaide Elinaldo disponibilizou até o seu número 25123, usado no pleito de 2014, para que o seu vice exiba como candidato na disputa do próximo ano.


Foco 2 Se a função de vice, que historicamente apresenta pouca serventia, ‘nomeação’ com mais de 1 ano de antecedência das convenções que escolhem os candidatos deixa claro que ação de Tude será direcionada para construir sua eleição no pleito de novembro de 2018. Ato do alcaide Elinaldo só não permite colocação da placa ‘comitê eleitoral’ na sede da vice, instalada na Casa do Trabalho.


Nota baixa A Secretária de educação de Camaçari, Neurilene Martins, completa 6 meses e não apresenta melhora nas suas notas de avaliação. Depois da ajudinha à sua antiga ONG, o Instituto Chapara de Educação e Pesquisa (ICEP), como mostrou em abril o Camaçarico (Confira), a doutora Neurilene leva mais uma nota vermelha ao mostrar pouca transparência com sua situação financeira com o município. 


Nota baixa 2 Denunciada através do que chama de  ‘um card sensacionalista’, como rotulou a postagem no site Badogada e nas redes sociais (Confira), que a acusa de duplo e ilegal acúmulo de salários provenientes de Salvador e Camaçari, a doutora terminou por lançar mais dúvidas com sua resposta. Servidora de carreira da capital, a professora Neurilene fala em ‘cooperação técnica’ para justificar a publicação como remuneradas com supostos 2 salários (Salvador e Camaçari). 


Nota baixa 3 Documento de 3 parágrafos divulgado pela imprensa cita processo em andamento ‘para que sejam feitos os devidos cruzamentos de proventos e ajustes retroativos necessários, por Camaçari’. Além de não esclarecer, nota fomenta dúvidas ao apresentar um suposto crédito de 5 meses. O que a secretária quis dizer com ‘Disponho ainda de licença prêmio de 3 meses e duas férias para compor o processo’. 


Leia abaixo a íntegra da nota 


"Estou submetida a um processo de Cooperação Técnica entre Camaçari /Salvador com ressarcimento entre os entes, portanto não saio de folha. O prefeito Elinaldo fez a devida solicitação e o processo está em andamento na pessoa de Gama para que sejam feitos os devidos cruzamentos de proventos e ajustes retroativos necessários, por Camaçari . 


Disponho ainda de licença prêmio de 3 meses e duas férias para compor o processo. Tal encaminhamento é protocolar e transparente. Prezados, ontem eu e minha família fomos surpreendidos por um card sensacionalista que “denuncia” a permanência do meu nome na folha de pagamento da Smed-Salvador. 


Por uma questão ética e de respeito a nossa equipe, seguem esclarecimentos. Ressalvo que o convênio não é pessoal, mas institucional, os trâmites são portanto conhecidos." 


Nota baixa 4 Denúncia contra a doutora Neurilene é novo desgaste que a atual gestão inclui no seu álbum por falta de cuidado com a transparência e trato da informação. Recentemente foram os secretários Renato Almeida (fazenda) e Reginaldo Paiva (administração) listados como marajás por supostos acúmulos de salários pagos pela prefeitura e pelo estado, onde são servidores de carreira.


Nota baixa 5 Não é nenhum favor informar no ato da posse ou do anúncio dos nomes a situação funcional do novo nomeado. É apenas respeito ao  contribuinte e ao dinheiro público. 


Pressão  Depois da Feira de Camaçari, o novo governo municipal ganha mais uma dor de cabeça com o Ministério Público Estadual, herdada do governo Ademar Delgado. O MPE começa a pressionar o município para que busque de forma rápida uma ponte com a concessionária Bahia Norte, o shopping Boulevard e a rede de supermercados Atacadão, para a construção de uma passarela para pedestre na Via Parafuso. Falta de importante equipamento de segurança tem tirado vidas e é constante ameaça para centenas de moradores do Jardim Limoeiro, funcionários e clientes que precisam atravessar a pista para acessarem os centros de compras. 


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João Leite – Editor 


24 /7/2017

 





Know-how

know-how A chamada ‘Blitz Popular’, realizada quarta-feira (19), por vereadores da oposição, em unidades de saúde da Orla de Camaçari, é o caminho que os antigovernistas encontraram para mostrar serviço, ganhar mídia e manter a necessária pressão sobre a gestão do demista Antonio Elinaldo.


know-how 2 Ação não exibe apenas as carências do sistema de atendimento médico no município nesses 7 meses de governo. Sem  preocupação com o retrovisor, 'Blitz' expõe a herança dos antecessores Ademar Delgado, ex-PT e agora sem rumo partidário, e Luiz Caetano (PT), festejados e nunca cobrados pelos mesmos que hoje apontam o dedo contra o adversário.


know-how 3  Válida, necessária e legítima, ação dos 5 integrantes da bancada da oposição traz uma outra lição que a aposição, até o ano passado liderada pelo hoje alcaide, nunca aprendeu. A própria rede de saúde, o perdulário programa Cidade do Saber, o criminoso abandono da Casa da Criança e do Adolescente, a precariedade e os riscos de funcionamento da feira, e o perigoso sistema de transportes são exemplos de uma agenda negativa que os hoje governistas exploraram de forma envergonhada. Preferiram os discursos. São pouquíssimos os registros de visitas e inspeções a unidades mantidas ou gerenciadas com o apoio do município.


Conta de somar A distribuição das cerca de 20 toneladas de alimentos para entidades assistenciais de Camaçari, recolhidos durante o Camaforró-2017, e o início da campanha do agasalho é o começo de um projeto de posicionamento e empoderamento da esposa do prefeito Antonio Elinaldo (DEM).


Conta de somar  2  Lançado recentemente, e que tem com diretora-presidente Ivana Paula, o ‘Abrace Camaçari’ preenche um espaço deixado pelas primeiras-damas dos governos Ademar e Caetano. Enquanto Edyla Delgado não se envolvia oficialmente com a gestão, a deputada Luiza Maia exercia esse poder obtendo dividendos eleitorais fomentando a participação política. Vazio deixado no comando de ações não menos importantes e legítimas de voluntariado, agora começa a ser preenchido pela atual primeira-dama.


Conta de somar 3  O ‘Abrace Camaçari’, tem tudo para seguir os passos de outra superestrutura de atendimento à população carente através de doações e campanhas solidárias. Comandada pela esposa do presidente da Assembleia Legislativa, Ângelo Coronel (PSD), a também primeira-dama Eleusa Corone avança com sua ‘Assembleia de Carinho’, distribuindo alimentos, enxovais e buscando novos espaços na sociedade.  


Conta de somar 4  A distribuição de cestas básicas, enxovais para gestantes, vale gás, colchão e até auxílio aluguel, com frequência irregular durante quase todo o último ano da gestão Delgado, e suspenso totalmente desde janeiro com a posse de Elinaldo, continua sob a responsabilidade da secretaria de desenvolvimento social (Sedes). A Coluna apurou que as ações de assistência social que envolvem avaliação de necessidades e distribuição desses benefícios seguem sob o comando da Sedes e serão coordenadas por uma central de atendimento.


Nova frequência O radialista e ex-candidato a prefeito (2008) e vereador (2010) de Camaçari, Marco Antonio, troca o PRP pelo PP. Adesão ao projeto do vice-governador e secretário de planejamento do estado, João Leão, comandante da legenda na Bahia, deve acontecer nos próximos dias.


Nova frequência 2 Marco Antonio, que assume a secretaria geral do PP de Camaçari, chega com o pastor Jailton Silva. Ex-candidato a vereador e também vindo o PRP, Jailton deve herdar a presidência municipal da legenda. Gilberto D’Errico, braço-direito de Leão no município, segue sem abalos.


Prestigio Camaçari, sede do maior complexo industrial integrado do Hemisfério Sul, vai ficar de fora da visita que o ex-presidente Lula fará à Bahia em agosto. Roteiro do ônibus da caravana da pré-campanha pelo 3º mandato presidencial nas eleições de 2018 inclui apenas a capital, Feira de Santana, Cruz das Almas e São Francisco do Conde. 


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João Leite – Editor 


20/7/2017

 





Nevralgia

Nevralgia A decisão do vereador Junior Borges (DEM) de entregar os 11 cargos, que indicou na gestão municipal de Camaçari, é mais um incômodo para o alcaide e companheiro de legenda. Diferente da dor de dente que martela Antonio Elinaldo, desde a semana passada, mas com desfecho satisfatório nos próximos dias, o aborrecimento do vereador é ‘dente’ que pode lhe agoniar por muito tempo.


Nevralgia 2 Borges nega a agulhada no alcaide com a entrega dos cargos. Assegura ao editor do Camaçarico que está tudo azul, segue com Elinaldo, acredita no projeto do atual governo que ele ajudou a construir, e não vê motivos para rompimento. Diz que os cargos devolvidos, que Elinaldo não deve mexer, é apenas um sinal de  desprendimento. Mesmo evitando falar sobre sua postulação, a Coluna apurou que Borges é candidatíssimo a deputado estadual e vem somando apoios antes inimagináveis.


Nevralgia 3 Vereador em 2º mandato e listado entre os ‘puro sangue’ do time azul, Junior Borges não está sozinho no projeto de primazia da máquina e dos apoios na base governista de Camaçari para a conquista de uma das 63 cadeiras na Assembleia Legislativa. O atual vice-prefeito e 3 vezes alcaide de Camaçari, José Tude (PMDB), também candidato a deputado estadual, segue de olho no mesmo filão de votos. Acordo antigo, como mostrou a Coluna em julho do ano passado (Confira), é dente inexistente, segundo radiografia de gente grande do governo elinaldista.


Nevralgia 4  Se a disputa entre Junior e Tude já causava desconforto na base elinaldista, inflamação se ampliou com o compartilhamento, pelo vice-prefeito, de postagem de internauta acusando o vereador Junior Borges de ‘oportunista’. Dono do prejuízo, Borges minimizou reprodução de comentário num grupo de whatsApp, enquanto Tude, ao invés do curativo, preferiu deixar a ferida aberta com o seu silêncio.


Nevralgia 5 Nessa disputa, tanto o vereador, quanto o atual vice-prefeito falam em dobradinha com o deputado federal Paulo Azi. Candidato a reeleição com o apoio de toda a máquina municipal, Azi é o parceiro ideal para quem sonha sair de Camaçari com parte da eleição assegurada.


Nevralgia 6 Junior Borges aposta no seu histórico, enquanto Tude joga com seu raio-x eleitoral e a nova conjuntura política. Borges apoiou o companheiro de legenda e candidato a reeleição, Paulo Azi, e o atual prefeito Elinaldo para estadual em 2014. No mesmo pleito, Tude foi candidato a deputado estadual pelo PTN (atual Podemos) em dobradinha com o federal João Carlos Bacelar.


Nevralgia 7 As candidaturas do vereador aliado de 1ª hora e do vice-prefeito e também parceiro de governo, é boticão que seguramente abala a arcada governista e vai exigir cirurgia do ‘doutor’ Elinaldo.


Nevralgia 8 Longe da confusão da prefeitura o vereador e presidente do Legislativo Municipal, Oziel Araújo (PSDB), segue firme e com quase nenhum risco de extração do processo de disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa. Com consultório montado e operando em alta, graças ao comando de um orçamento anual de pouco mais de  R$ 47 milhões, Oziel só observa.


Nevralgia 9 Na arcada oposicionista, os vereadores petistas Téo Ribeiro e Jackson Josué aguardam anestesiados. Com a deputada Luiza Maia cumprindo o 2º e último mandato, e o deputado Bira Coroa correndo por fora, em outras bases, por total falta de vontade do ‘doutor’ Caetano em manter o companheiro de legenda empoderado para um 3º mandato, Téo e Jackson esperam na antessala. Jackson, agora presidente municipal do PT, anda jogando e anunciando até gol de cabeça, enquanto Téo segue discreto, mas predestinado. Sabem que os votos do eleitorado oposicionista existem e tendem a crescer com insatisfação natural de parte dos que votaram em Elinaldo. 


Nevralgia 10 Risco do boticão vem da vizinha Dias D’Avila, base do abonado empresário Raimundo Ramos de Andrade, o Raimundinho da JR, candidatíssimo e tido como a melhor alternativa do deputado federal e 3 vezes prefeito de Camaçari, Luiz Caetano, para reforçar o caixa da sua reeleição Bahia adentro.   


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João Leite – Editor 


18/7/2017

 





Chuvisco

Chuvisco  A programação da TV Câmara de Camaçari exibida até  fevereiro através do canal 53 da TV Litorânea, segue fora do ar e agora virou caso de Justiça. Briga entre o grupo RTVC Camaçari Ltda, controlador da transmissora do sinal, e a Câmara de Vereadores de Camaçari priva milhares de telespectadores dos debates no Plenário do Legislativo e de sua programação com noticiários e produções locais.


Chuvisco 2 Depois de tentativas de acordo que a presidência do Legislativo não detalha, muito menos a direção do grupo controlador da TV Litorânea evita comentar,  disputa foi para outro canal, o da Justiça. A Coluna apurou que a escolha pela Câmara, de uma outra empresa para realizar serviço de cabeamento da nova rede digital do canal 53 entre os estúdios da TV Câmara e a sede da transmissora, teria sido um dos motivos da briga. Nenhum dos 2 lados confirma, muito menos desmente a informação.


Chuvisco 3 Sem transmissão por TV e pressionado por outros vereadores e setores preocupados com suspensão da programação, o presidente da Câmara, vereador Oziel Araújo (PSDB), recorreu à Justiça. Decisão, ainda que em caráter liminar, manda que a programação do canal 53 volte ao ar até dia 22. De acordo com decisão do Juiz César Borges, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Camaçari, caso não normalize a programação a partir do dia 23, pagará multa diária de R$ 10 mil.


Chuvisco 4 A Câmara de Vereadores garante que todas as providências técnicas, com mudança de sistema de transmissão para digital, foram tomadas, mas a operadora não cumpriu sua parte do acordo.  Já a defesa da TV Litorânea evita comentar. Para o advogado da TV Litorânea, Emanoel Monteiro, a Câmara não tem razão para contestar a decisão. Segundo ele, uma audiência de conciliação foi marcada para 3 de agosto, mas a Justiça antecipou a decisão. O representante da TV Litorânea acredita que possui argumentos para reverter a decisão. Caso não consiga, vai recorrer para o Tribunal de Justiça.


Chuvisco 5 A concessão de canal para a TV Câmara é assegurada por Lei Federal. Ainda de acordo com a legislação, o poder Legislativo não terá nenhum custo com aluguel de horário, cabendo apenas as despesas de produção da programação.


Chuvisco 6 Briga não deixa apenas o telespectador sem as informações sobre a Câmara de Camaçari e  a cidade. Com a programação fora do ar, a própria rede  de canais pagos sofre perda de audiência. Segundo fonte da Coluna, o canal 33 tem boa penetração e ajuda a reforçar a programação da TV Litorânea.


Feriadão  Final de semana prolongado para cerca de 2 mil professores do município. Intransigência entre prefeitura e educadores deixa sem aula cerca de 40 mil alunos de 99 escolas do município, já brindados com uma educação nota vermelha.


Festim  A gestão do alcaide Antonio Elinaldo caminha para os 200 dias e segue livre do tiroteio do oposicionista Téo Ribeiro (PT). O experiente vereador e dono do título de decano, graças aos 5 mandatos consecutivos, prometeu trégua de 100 dias. Como mostrou a Coluna (Confira), prazo venceu em abril, mas o petista histórico que não esconde o desejo de disputar a sucessão municipal de 2020, segue com artilharia recolhida.


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João Leite – Editor 


14/7/2017

 



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