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O alcaide Caetano e a vitória que exige ajuste na gestão se quiser manter o poder
O deputado Elinaldo, o novo cenário para a oposição e a sombra de Flávio Bolsonaro
A bancada antigovernista e a difícil eleição para Mesa da Câmara de Vereadores
Roteiros Não foi uma vitória completa, mas foi um significativo avanço. Urnas deram tranquilidade para o alcaide Luiz Caetano (PT) concluir os dois anos restantes da sua gestão 04 sem o constante fantasma da derrota em 2028, como vinha se desenhando em muitos cenários até antes das eleições de domingo (5).
Roteiros 2 Mesmo sem conseguir fazer de Jerônimo o mais votado em Camaçari, derrota paroquial para ACM Neto (União) tem preço e vai ser cobrado. Na conta final o ex-alcaide de Salvador superou em apenas 61 votos o governador petista e candidato a reeleição por um placar de 75.413 votos X 75.352 votos nas urnas de Camaçari. Comparados aos 22 mil votos de frente de Neto sobre Jerônimo, nas urnas de 2022, foi uma guinada que terminou se esbarrando no que se poderia chamar de detalhe.
Roteiros 3 Compensação e fortalecimento do seu capital político junto ao grupo petista que segue no comando da Bahia por mais 4 anos vêm com a eleição do vereador Tagner para a Assembleia Legislativa.
Roteiros 4 A reeleição da sua esposa, a deputada federal Ivoneide Caetano (PT) é outro importante agregador nessa conta de poder e posição numa estrutura formada pelos senadores Rui Costa (eleito) e o reeleito Jaques Wagner; e pelo governador até 2030, Jerônimo Rodrigues.
Roteiros 5 O reconduzido deputado estadual Junior Muniz (PT) também entra nessa conta, ainda que com menor peso na balança de poder de Caetano. Mesmo se declarando liderado do alcaide Caetano, Muniz que sua somou 8.478 votos em Camaçari, de um total de 74.146 votos, é tido como membro da bancada do governador. Nesta disputa sai de Camaçari com metade dos votos obtidos em 2022.
Roteiros 6 A votação de Lula é um caso à parte. Não dá para ignorar o peso decisivo e único do líder nacional nas contas de somar dos demais cargos em jogo nas urnas deste domingo.
Roteiros 7 Com esses trunfos, mesmo em débito pelos 61 pirulitos com o governador, cabe a Caetano fazer o que deveria ter feito desde o ano passado. Mexer no time e colocar a gestão para funcionar num novo ritmo, se quiser manter o poder.
Roteiros 8 Só não pode trocar ´6 por meia dúzia` e apostar na mera estratégia política de ajustar a gestão visando apenas as eleições de 2028. Camaçari precisa e merece muito mais que dois anos de ações meramente eleitoreiras. As urnas estão aí para mostrar o poder do eleitor.
Roteiros 9 Nesse novo cenário, a estreia de Tagner, com significativos de 40.596 votos no município, de um total de 63.032 votos, coloca o jovem político na estrada da sucessão municipal de 2028. Será fundamental nessa equação o seu desempenho na ALBA e sua capacidade de articulação, inclusive junto ao governador e aos demais caciques do seu partido.
Roteiros 10 Outro aparentemente fora desse cenário é o primeiro suplente de vereador e atual titular da pasta de esportes e juventude (Sejuv), Teo Ribeiro. Seu nome pode emergir por conta da conjuntura sem Tagner nas eleições para a Mesa da Câmara de Vereadores, como aponta a Coluna mais abaixo. Lista de petistas que após as eleições de segundo turno precisa ser clareada, também exibe o nome do vereador licenciado e secretário de educação, Marcio Neves.
Roteiros 11 Já a parlamentar Ivoneide, com 51.861 votos em Camaçari, de um total de 163.058, vai precisar focar mais suas atividades no Congresso. Mesmo com um crescimento significativo em relação aos pouco mais de 38 mil em Camaçari, de um geral de 105.885 nas urnas de 2022, a deputada precisa lembrar que o gestor municipal é o seu marido. Exemplos nesses dois anos não faltam. Vai precisar construir protagonismo no Congresso se quiser cacifar seu grupo.
Roteiros 12 Na conta geral, o grupo petista também manteve a vantagem para o Senado, agora com duas cadeiras, na comparação com a eleição do representante na única vaga na votação de 2022. O presidente Lula seguiu acima dos 60% dos votos. Apesar do número maior de votantes (96.949), o petista registrou um percentual de votos menor de 62,18% em relação aos 64,77% de 2022.
Roteiros 13 Em situação nada confortável, apesar da sua vitória pessoal, o ex-alcaide Antonio Elinaldo (União) também vai precisar se reposicionar em Camaçari. Eleito deputado estadual com 101.314 votos, a 6ª maior pontuação geral, e o mais votado do seu partido, Elinaldo exibe um mapa pouco favorável na sua principal base.
Roteiros 14 Alcaide por dois mandatos seguidos (2017-2024), Elinaldo anunciava de forma oficial que somaria cerca de 20 mil na sua principal base. Reuniu 23.396 apoios em Camaçari, número muito abaixo potencial eleitoral.
Roteiros 15 Com 17.200 votos a menos que os recebidos por tanger, seu concorrente direto, com total de 40.596 votos no município, Elinaldo sabe que resultado é sinal de alerta.
Roteiros 16 Nessa conjuntura desfavorável, Elinaldo também terá aumento de riscos nos demais espaços municipais, confortáveis até antes das eleições e sob a expectativa de vitória do amigo e aliado ACM Neto (União). Assim como o líder do grupo oposicionista no estado, sai enfraquecido com a segunda derrota para o governo do estado.
Roteiros 17 Para ser o nome de oposição em 2028, ou exibir indicação competitiva terá de recompor suas bases e reagregar forças que o processo eleitoral deste ano separou. Essa conta de somar começa já nos próximos dias com a sua adesão à campanha de Flavio Bolsonaro (PL) na disputa do segundo turno, próximo dia 25.
Roteiros 18 Sem muro para subir e esperar passar a correnteza, Elinaldo vai ter que construir um complicado caminho de sobrevivência e apoio ao primogênito dos Bolsonaro numa Camaçari onde 6 em cada 10 eleitores votam em Lula.
Controle A reeleição de Jerônimo e a eleição do vereador Tagner Cerqueira para a Assembleia Legislativa (ALBA) deve mudar a correlação de forças no comando da Câmara de Vereadores de Camaçari no biênio 2027-2028.
Controle 2 Hoje com maioria apertada de um votinho do total de 23, os 12 oposicionistas liderados pelo deputado estadual eleito, o ex-alcaide Antonio Elinaldo (União), tende a perder o controle do Legislativo.
Controle 3 Na disputa prevista para dezembro, segundo a Lei Orgânica, mas com data móvel que pode ser antecipada, de acordo com o Regimento Interno, modificado no ano passado, um nome na base caetanista aparece como o ideal para a vaga.
Controle 4 O primeiro suplente de vereador Teo Ribeiro, atualmente alojado na Secretaria de Esportes e Juventude (Sejuv) é tido como a luva na medida para a missão de virar votos e vencer a disputa pelo comando do Legislativo. Lista tem outros nomes sem o peso de Teo.
Controle 5 Histórico de 4 mandatos, considerado decano da Casa e conhecido pelo jeito afável e capacidade de negociação, Teo tem bom trânsito entre todos os colegas. Não vai ser difícil para o petista convencer e trazer esses apoios para a confortável sombra do poder, agora maior e com mais possibilidades de benesses com o governador e aliado reeleito.
Controle 6 Para Teo se habilitar é necessário assumir de forma definitiva o mandato. Daí a necessidade de Tagner renunciar à vereança, o que só deve acontecer depois da diplomação prevista pela legislação para até 18 de dezembro.
Controle 7 Do lado elinaldista a lista tem três nomes para manter o comando do Legislativo. O médico Elias Natan (PSDB) aparece como o mais cotado. Nesse bloco sem consenso, outro vereador na disputa é Herbinho (União). O vereador Doutor Samuka é tido como a terceira via. Como registrou a última Coluna, basta conquistar um votinho dos 12 oposicionistas para o alcaide Caetano assegurar o controle das ações do Legislativo.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
5outubro2026 Fechamento: 17h02
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AS ELEIÇÕES DE DOMINGO E O FUTURO DE CAETANO E ELINALDO
OS 200 MIL VOTOS QUE DEFINEM OS RUMOS DAS PRINCIPAIS LIDERANÇAS DE CAMAÇARI
Cenários Sem avaliações seguras para medir o humor do eleitor a 6 dias do seu encontro com a urna, resta esperar o próximo domingo (4/10) para verificar o comportamento dos cerca de 210 mil aptos a votar de Camaçari.
Cenários 2 No principal desfile comemorativo pelos 268 anos de emancipação, nesta segunda-feira (28), na sede do município, o placar foi de equilíbrio. Os grupos do atual alcaide, o petista Luiz Caetano, e o antecessor Antonio Elinaldo (União) mantiveram a mesma régua exibida nas manifestações cívicas anteriores, no 7 de Setembro, e nos festejos emancipatórios em Barra do Pojuca e Vila de Abrantes.
Cenários 3 Só os números finais das urnas, na noite de domingo, vão definir os movimentos nos próximos 2, 4 anos no tabuleiro político municipal.
Cenários 4 São elementos nesse cálculo do time vermelho situacionista as votações de Jerônimo, dos senadores Wagner e Rui, a reeleição da deputada federal Ivoneide Caetano. Fecha essa equação na banda petista/caetanista a conquista de uma das 63 cadeiras da Assembleia Legislativa (ALBA) pelo companheiro de legenda, o vereador Tagner Cerqueira. Os números de Lula estão em outra órbita e ultrapassam a militância.
Cenários 5 Na matemática do time azul, comandada pelo ex-alcaide Antonio Elinaldo (União), o objetivo é somar votação consistente como deputado estadual no município, já que é consenso entre governistas e oposicionistas a sua vitória entre os mais votados para a ALBA. Fecha a parte mais significativa desse cálculo o número de apoios locais com a repetição da vantagem do seu candidato sobre o petista Jerônimo. E, mais importante, a eleição de ACM Neto para o governo do estado.
Cenários 6 Nessa medição de forças paroquiais também contam os números de votos dados aos senadores do grupo: Angelo Coronel (Republicanos) e João Roma (PL).
Cenários 7 Na conta do time azul, com menor peso no quadro local, mas com importante demonstração de força política do grupo, entram as votações dos federais Paulo Azi e Manoel Rocha, todos do União.
Cenários 8 Tanto para Caetano, como para Elinaldo, as vitórias dos seus candidatos a governador são de grande importância no desenho eleitoral da sucessão de 2028 e anos seguintes.
Cenários 9 Para Caetano, na condição de governista, a vitória de Jerônimo é fundamental para manter o fôlego, independente da manutenção de Lula no poder. Mesmo com o seu principal adversário sem o governador, o mandato de deputado estadual de Elinaldo cacifa e coloca o ex-alcaide em condição privilegiada na sucessão municipal.
Cenários 10 Criticada até por aliados, a gestão 04 de Caetano tem sido marcada por mais erros que acertos. Os mais 4 anos com um governador aliado, em caso de reeleição de Jerônimo, não coloca o petista no céu. Com dificuldades no crescimento de aprovações à sua gestão, Caetano vai ter que redesenhar seu governo se quiser chegar com seu grupo em condições reais de competitividade em 2028.
Cenários 11 Outro fator nessa equação é o tamanho da ajuda de Caetano a Jerônimo nas urnas de Camaçari. Mantidas as previsões de votação menor que ACM Neto, mesmo com a reeleição do governador, o petista vai ter que ceder espaço com ajuda externa para arrumar a casa e se preparar para 2028.
Cenários 12 Sem a reeleição de Jerônimo, principal responsável pela seu mandato-04, em 2022, e padrinho da gestão com a manutenção de parte da máquina municipal com recursos do estado nesses dois anos, a situação do alcaide Caetano entra em modo alarme.
Cenários 13 Quadro de fragilidade política se agrava e vai para a luz vermelha com a muito pouco provável, mas não impossível, derrota da sua esposa para o Congresso. Em menor peso, mas com significativa demonstração de perda de força é a não eleição do pupilo Tanger para a ALBA.
Cenários 14 Nesse ambiente adverso, Caetano terá os próximos dois anos de dificuldades e evaporação de parte de sua base de apoio. Na tradição de Camaçari, parte dessas ´lideranças` migra sempre em busca de sombra e água fresca. Nessa conjuntura terá disposição para disputar o quinto mandato aos 74 anos? Ou indica um sucessor que sequer existe sinalização de quem seja.
Cenários 15 Elinaldo também terá dificuldades sem Neto no governo. Apesar do discurso de oposição numa cidade dividida desde as eleições de 2024, deve experimentar recuo no seu grupo. Alianças com antigos e novos aliados ganham outra configuração.
Cenários 16 Sem o governador, encolhimento do oposicionista Elinaldo pode começar já neste ano com derrota do seu grupo na eleição da Mesa da Câmara de Vereadores, biênio 2027-2028.
Cenários 17 Dificilmente mantem a atual maioria de 12 dos 23 vereadores necessárias para seguir com o comando da presidência da Casa, segunda máquina em poder no município, depois da prefeitura.
Cenários 18 Perde, ao menos, um votinho necessário para virar o placar em favor de Caetano, na disputa prevista para depois das urnas de outubro. Já tem vereador pressionado que não vai resistir e deve se render ao poder da máquina do Governo do Estado.
Cenários 19 Falta pouco para esses agentes políticos conhecerem esse novo cenário e quais movimentos terão de adotar.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
29setembro2026 Fechamento: 12h35
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AS ELEIÇÕES DE DOMINGO E O FUTURO DE CAETANO E ELINALDO
OS 200 MIL VOTOS QUE DEFINEM OS RUMOS DAS PRINCIPAIS LIDERANÇAS DE CAMAÇARI
Cenários Sem avaliações seguras para medir o humor do eleitor a 6 dias do seu encontro com a urna, resta esperar o próximo domingo (4/10) para verificar o comportamento dos cerca de 210 mil aptos a votar de Camaçari.
Cenários 2 No principal desfile comemorativo pelos 268 anos de emancipação, nesta segunda-feira (28), na sede do município, o placar foi de equilíbrio. Os grupos do atual alcaide, o petista Luiz Caetano, e o antecessor Antonio Elinaldo (União) mantiveram a mesma régua exibida nas manifestações cívicas anteriores, no 7 de Setembro, e nos festejos emancipatórios em Barra do Pojuca e Vila de Abrantes.
Cenários 3 Só os números finais das urnas, na noite de domingo, vão definir os movimentos nos próximos 2, 4 anos no tabuleiro político municipal.
Cenários 4 São elementos nesse cálculo do time vermelho situacionista as votações de Jerônimo, dos senadores Wagner e Rui, a reeleição da deputada federal Ivoneide Caetano. Fecha essa equação na banda petista/caetanista a conquista de uma das 63 cadeiras da Assembleia Legislativa (ALBA) pelo companheiro de legenda, o vereador Tagner Cerqueira. Os números de Lula estão em outra órbita e ultrapassam a militância.
Cenários 5 Na matemática do time azul, comandada pelo ex-alcaide Antonio Elinaldo (União), o objetivo é somar votação consistente como deputado estadual no município, já que é consenso entre governistas e oposicionistas a sua vitória entre os mais votados para a ALBA. Fecha a parte mais significativa desse cálculo o número de apoios locais com a repetição da vantagem do seu candidato sobre o petista Jerônimo. E, mais importante, a eleição de ACM Neto para o governo do estado.
Cenários 6 Nessa medição de forças paroquiais também contam os números de votos dados aos senadores do grupo: Angelo Coronel (Republicanos) e João Roma (PL).
Cenários 7 Na conta do time azul, com menor peso no quadro local, mas com importante demonstração de força política do grupo, entram as votações dos federais Paulo Azi e Manoel Rocha, todos do União.
Cenários 8 Tanto para Caetano, como para Elinaldo, as vitórias dos seus candidatos a governador são de grande importância no desenho eleitoral da sucessão de 2028 e anos seguintes.
Cenários 9 Para Caetano, na condição de governista, a vitória de Jerônimo é fundamental para manter o fôlego, independente da manutenção de Lula no poder. Mesmo com o seu principal adversário sem o governador, o mandato de deputado estadual de Elinaldo cacifa e coloca o ex-alcaide em condição privilegiada na sucessão municipal.
Cenários 10 Criticada até por aliados, a gestão 04 de Caetano tem sido marcada por mais erros que acertos. Os mais 4 anos com um governador aliado, em caso de reeleição de Jerônimo, não coloca o petista no céu. Com dificuldades no crescimento de aprovações à sua gestão, Caetano vai ter que redesenhar seu governo se quiser chegar com seu grupo em condições reais de competitividade em 2028.
Cenários 11 Outro fator nessa equação é o tamanho da ajuda de Caetano a Jerônimo nas urnas de Camaçari. Mantidas as previsões de votação menor que ACM Neto, mesmo com a reeleição do governador, o petista vai ter que ceder espaço com ajuda externa para arrumar a casa e se preparar para 2028.
Cenários 12 Sem a reeleição de Jerônimo, principal responsável pela seu mandato-04, em 2022, e padrinho da gestão com a manutenção de parte da máquina municipal com recursos do estado nesses dois anos, a situação do alcaide Caetano entra em modo alarme.
Cenários 13 Quadro de fragilidade política se agrava e vai para a luz vermelha com a muito pouco provável, mas não impossível, derrota da sua esposa para o Congresso. Em menor peso, mas com significativa demonstração de perda de força é a não eleição do pupilo Tanger para a ALBA.
Cenários 14 Nesse ambiente adverso, Caetano terá os próximos dois anos de dificuldades e evaporação de parte de sua base de apoio. Na tradição de Camaçari, parte dessas ´lideranças` migra sempre em busca de sombra e água fresca. Nessa conjuntura terá disposição para disputar o quinto mandato aos 74 anos? Ou indica um sucessor que sequer existe sinalização de quem seja.
Cenários 15 Elinaldo também terá dificuldades sem Neto no governo. Apesar do discurso de oposição numa cidade dividida desde as eleições de 2024, deve experimentar recuo no seu grupo. Alianças com antigos e novos aliados ganham outra configuração.
Cenários 16 Sem o governador, encolhimento do oposicionista Elinaldo pode começar já neste ano com derrota do seu grupo na eleição da Mesa da Câmara de Vereadores, biênio 2027-2028.
Cenários 17 Dificilmente mantem a atual maioria de 12 dos 23 vereadores necessárias para seguir com o comando da presidência da Casa, segunda máquina em poder no município, depois da prefeitura.
Cenários 18 Perde, ao menos, um votinho necessário para virar o placar em favor de Caetano, na disputa prevista para depois das urnas de outubro. Já tem vereador pressionado que não vai resistir e deve se render ao poder da máquina do Governo do Estado.
Cenários 19 Falta pouco para esses agentes políticos conhecerem esse novo cenário e quais movimentos terão de adotar.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
29setembro2026 Fechamento: 12h35
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CAMAÇARI E A TEMPERATURA DA POLÍTICA NO DESFILE DE ANIVERSÁRIO DA CIDADE
A DISPUTA ELEITORAL E O ESVAZIAMENTO DA HOMENAGEM AO ALCAIDE CAETANO
O NAVEGADOR AMIR KLINK E A HISTÓRICA TRAVESSIA QUE A BAHIA INSISTE EM IGNORAR
Termômetro Próxima segunda-feira (28) tem teste de força na política de Camaçari. A seis dias das eleições de 4 de outubro os times vermelho e azul medem participação e animação no principal desfile, quando a cidade comemora 268 anos de emancipação.
Termômetro 2 O grupo liderado pelo alcaide petista Luiz Caetano promete presença forte, enquanto que o time do ex-alcaide e candidato a deputado estadual repete o mesmo discurso de superioridade numérica e de animação.
Termômetro 3 Certo mesmo, só o sucesso de público nos arrastões pós-desfile. Bell Marque e trio abrem a segunda parte dos festejos a partir das 3 da tarde. Em seguida, o mesmo percurso do centro administrativo até o espaço 2000 terá O Kanalha como atração.
Termômetro 4 Bancadas pela prefeitura, apresentações não vão custar menos que R$ 1 milhão. O chicleteiro deve receber algo em torno de R$ 800 mil, enquanto o jovem cantor e compositor filho da cidade embolsa cerca de R$ 250 mil.
Termômetro 5 Antes, na quarta-feira (23), o governador e candidato a reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), desembarca em Camaçari. Correndo para reduzir o prejuízo eleitoral no município para o concorrente ACM Neto (União), segundo levantamentos, Jerônimo vem comer o bolo de 72 anos do alcaide Caetano. Programação prevê caminhada no final da tarde, pelo centro da cidade, ao lado dos companheiros de partido Rui e Wagner, candidatos ao Senado.
Detalhes A disputa paroquial em Camaçari terminou interferindo e reduzindo o brilho da festa de entrega da Comenda 2 de Julho, dada pela Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), ao alcaide Luiz Caetano (PT). Realizada na manhã da última sexta-feira (18), no plenário da Casa, ato não contou com parte de seus mais importantes liderados.
Detalhes 2 O destaque nessa lista de ausentes carregadas de compromissos que impediram boa parte do primeiro escalão e de outras figuras carimbadas do governo, foi o vereador Tagner Cerqueira (PT), candidato a deputado estadual.
Detalhes 3 Também não compareceram os petistas Marcio Neves e Teo Ribeiro. Marcio, vereador licenciado e titular da pasta da educação (Seduc); e Teo, 1º suplente de vereador, mas na função de secretário de esportes (Sedel), coincidentemente são apoiadores de Tagner.
Detalhes 4 Ato que deveria ser uma homenagem ao chefe de todo o grupo virou manifestação de apenas uma banda dos caetanistas. O motivo para as ausênciuas não foi outro, senão o autor da comenda, o deputado estadual Junior Muniz (PT), candidato a reeleição e concorrente direto de Tagner na disputa pelos votos de Camaçari
Detalhes 5 Num sinal nada bom, sessão ficou aquém do tamanho proporcional à trajetória política de mais de 40 anos de Caetano. Foi pouco para quem tem um currículo com mandatos de vereador, deputado estadual e federal, secretaria de estado, e gestor de Camaçari pela quarta vez.
Detalhes 6 Comenda mais importante do Legislativo da Bahia terminou ganhando contexto raso também nos discursos. O deputado Muniz, autor da honraria, e o homenageado Caetano ficaram no básico sobre a importância da Independência da Bahia e suas heroínas do 2 de Julho de 1823.
Detalhes 7 Esqueceram de citar as raízes de Camaçari, nascida em 1558 como Aldeamento do Espírito Santo, justamente um dos territórios de resistência e luta pela Independência.
Ciar A histórica chegada do navegador brasileiro Amir Klink, em Itacimirim, orla Norte de Camaçari, completou 42 anos no último dia 18, mas segue ignorada e sem o devido reconhecimento pelas autoridades.
Ciar 2 Festejada mundialmente pela singularidade, travessia de quase sete mil quilômetros num barco de 6 metros sem motor, entre a África e a Praia da Espera, sequer tem um marco como homenagem.
Ciar 3 Desde o histórico 18 de setembro de 1984 o município viu passar 6 alcaides. Pelo visto, nenhum conseguiu entender a importância da travessia, muito menos o exemplo deixado por Klink: sempre remar para frente com foco, compromisso e capacidade de superação.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
21setembro2026 Fechamento: 17h25
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GOVERNO, OPOSIÇÃO E OS GUARDA-CHUVAS DA CONVENIÊNCIA DO VOTO
OS DESFILES SEM HISTÓRIA E O AFASTAMENTO DA POPULAÇÃO PELA AGENDA DA POLÍTICA
Passarela Sem atrativos para a população, os desfiles cívicos em Camaçari estão virando festas de militantes. Foi assim nos festejos pelo 7 de Setembro na Gleba E, e no distrito de Parafuso.
Passarela 2 Fórmula se repetiu nas comemorações dos 268 anos de emancipação politica do município, no último domingo (13), em Monte Gordo e Vila de Abrantes. Não vai ser diferente, mas com maior intensidade no desfile principal do dia 28, seis dias antes das eleições.
Passarela 3 O problema não é a política, parte inseparável da festa e necessária para visualização e até avaliação da população. Ao protagonizar as festas, esse movimento puramente eleitoral gera apagamento dos verdadeiros motivos das datas e termina abrindo espaço para disputas, muitas vezes com confrontos físicos entre os apoiadores dos times azul e vermelho, representados respectivamente pelos líderes Antonio Elinaldo (União) e Luiz Caetano (PT).
Passarela 4 Apesar do esforço dos professores com suas escolas, alunos e pais, esvaziamento tem raiz mais profunda. Sem trabalhar a sua história e identidade, Camaçari segue desfilando para longe do sentimento de pertencimento de deveria lembrar, festejar e reforçar.
Passarela 5 Não faz muito tempo que Camaçari confundia emancipação com fundação. Município nascido em 1558 como Aldeamento do Espirito Santo não é apenas um dos mais antigos do país, como segue ignorando essas marcas.
Passarela 6 É justamente essa bagagem histórica e ancestral, que vem de antes do achamento/ocupação de Pindorama/Brasil pelos portugueses em 1500, que segue pouco conhecida por pura falta de vontade política dos governos municipais.
Passarela 7 Apesar dos 468 anos de história comprovados com documentos por historiados e pesquisadores, Camaçari continua descuidada. Reconhecido como um dos mais importantes núcleos de resistência e luta pela Independência da Bahia, em 1823, Camaçari não festeja e nem se movimenta para mudar essa agenda que ultrapassa os quatro séculos.
Passarela 8 Essa negação termina se transformando no principal elemento da festa organizada por essa mesma elite política local. Sem entender a importância e apartados do seu passado, esses grupos exibem justamente o vazio que a população condena e não gostaria de ver.
Memória Lembranças, histórias, casos, e até situações engraçadas, ou nem tanto. O trem, o antigo cinema e a Camaçari mais recente com seu novo desenho econômico. Esse é o tom do “Camaçari das Antigas”, encontro de amigos da cidade que chega a sua quinta edição, sábado 26, a partir das 12h, no Clube Social.
Memória 2 Outro importante sinal dessa necessidade de resgate e fortalecimento aconteceu domingo (13). O tradicional Umuarama completa a sua 18ª edição revigorado. Organizado pela Associação Amigos da Memória e da História de Camaçari, encontro aconteceu no Clube Social.
Tempo, tempo Depois da tempestade, parece que a calmaria chegou aos núcleos do ex-alacaide e candidato a deputado estadual Elinaldo (União), e do seu ex-pupilo Flavio Matos (PSDB), candidato a federal.
Tempo, tempo 2 O movimento para conter qualquer intempérie nessa reta final de campanha é lei da política. Evita a formação de ventos contrários à candidatura a governador do aliado de ambos, ACM Neto (União).
Tempo, tempo 3 Apesar do discurso de mágoa e rancor, Elinaldo e Flavio seguem separados, mas juntos num guarda-chuva maior do grupo oposicionista.
Tempo, tempo 4 Movimento só reforça o registro da Coluna de 29 de setembro do ano passado, quando no auge da crise, Flavio, ex-União e na época alojado no PL, já pregava calmaria.
Tempo, tempo 5 Um ano depois e a exatos 18 dias para as urnas, apesar dos acenos públicos sinalizarem o contrário, a casadinha estadual/federal segue como opção de parte do eleitorado antipetista de Camaçari.
Tempo, tempo 6 Essa capacidade de usar mais de um guarda-chuva, ou usar o mesmo abrigo, a depender do clima, é marca sem exclusividade partidária.
Tempo, tempo 7 De forma não menos intensa e dentro do seu principal feudo eleitoral, a petista e candidata à reeleição para a Câmara dos Deputados, Ivoneide Caetano, faz dobradinha em bases específicas locais com o deputado estadual Jurailton Santos.
Tempo, tempo 8 Filiado ao Republicanos, Jurailton, que busca a renovação do mandato, está do outro lado. Ivoneide, apoiadora radical de Jerônimo, não briga e só quer dobrar com Juranilton, eleitor convicto de ACM Neto.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
14setembro2026 Fechamento: 17h55
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As contas dos caetanistas e elinaldistas para as eleições de outubro
Camaçari fecha agosto com o menor número de assassinatos desde 2017
Calculadoras O ex-alcaide de Camaçari, Antonio Elinaldo (União), não esconde mais que será um dos mais votados na disputa por uma das 63 cadeiras para a Assembleia Legislativa.
Calculadoras 2 Com presença em mais de 120 municípios, Elinaldo já fala em bater os 100 mil votos nas urnas de 4 de outubro. Confirmada essa conta, coisa que sabe fazer como poucos, o ex-alcaide pode ser o mais votado do seu partido e disputar o posto de 01 entre os mais de 643 candidatos registrados para a ALBA.
Calculadoras 3 Mesmo com previsão de votação recorde, Elinaldo economiza na conta paroquial. Estima cerca de 20 mil votos em Camaçari.
Calculadoras 4 Número fica longe dos 30 mil a 40 mil apoios estimado por aliados na sua principal base eleitoral e cidade que comandou por dois mandatos (2017/2024).
Calculadoras 5 Nessa conta de chegada, a exatos 26 dias do encontro do eleitor com a urna, a base caetanista também exibe suas projeções e não economiza no otimismo.
Calculadoras 6 De acordo com o próprio alcaide Luiz Caetano (PT), seu time deve exibir as melhores votações no município. Diz que o seu pupilo e candidato a estadual, o vereador Tagner Cerqueira (PT), se elege para a ALBA impulsionado pelos cerca de 40 mil votos conquistados em Camaçari.
Calculadoras 7 Ainda durante conversa com a Coluna, no desfile de 7 de Setembro, na Gleba E, Caetano aposta num número também grande para o seu outro estadual e candidato a reeleição, o companheiro de legenda Junior Muniz. Confirmada essa cesta de votos, Muniz dobraria os quase 16 mil obtidos nas urnas municipais em 2022.
Calculadoras 8 Sobre a reeleição da deputada federal e sua esposa, Ivoneide Caetano, o alcaide mostra especial otimismo e acredita que a petista avança dos quase 39 mil de 2022 para além dos 40 mil apoios na votação deste ano.
No corredor O cumprimento da pena de 4 anos e 8 meses de prisão no regime semiaberto com aplicação de multa, parece ser irreversível para o vereador Dentinho do Sindicato (PT). Decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em sessão realizada quinta-feira passada (27/8), confirmou a punição por prática de crimes de “violência política de gênero” e “importunação sexual”, contra a ex-vereadora e candidata a deputada federal Professora Angelica (PP).
No corredor 2 Segundo apurou a Coluna, o caso ainda não está fechado. O vereador pode recorrer ao próprio TSE, com “embago de declaração”, onde pede esclarecimentos ou correção da decisão. Caso não seja vitorioso na ação, ainda pode ir ao Supremo Tribunal Federal. No STF deve alegar quebra de regra constitucional, dizem advogados ouvidos pela Coluna.
No corredor 3 Ainda de acordo com esses especialistas, é muito difícil que a decisão do TSE, oriunda do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), que acatou pedido da Justiça de Camaçari, seja revertida no STF.
No corredor 4 As estimativas são de que o caso só deve ter finalização em 2027 ou 2028, caso o vereador petista recorra da decisão.
No corredor 5 A dúvida é sobre o afastamento do vereador ainda neste mandato que se encerra em dezembro de 2028. Medida pode ou não acontecer após o “trânsito em julgado”, quando a decisão judicial vira definitiva e sem possibilidade de mais nenhum recurso.
No corredor 6 Recursos ganham tempo e podem empurrar o cumprimento da sentença para 2028. Com a condenação, Dentinho fica inelegível por 8 anos contados após o cumprimento da pena de pouco mais de 4 anos. Vai ser difícil voltar à vida política após 12 anos de afastamento, por volta de 2040.
No corredor 7 Condenação no primeiro caso de violência política de gênero na Bahia ganhou repercussão nacional, mas teve pouca movimentação na política de Camaçari, como reafirmou a Coluna de 31 de agosto.
No corredor 8 Sem comissão de ética instalada e ignorado pelos colegas de plenário, provavelmente por envolver dois vereadores no exercício do mandato, caso expôs a omissão do Legislativo de Camaçari.
No corredor 9 Caso também colocou em xeque o movimento de mulheres e sua bandeira contra a violência. As agressões ocorreram em junho de 2022, no plenário da Câmara de Vereadores de Camaçari.
Calibre Camaçari fechou agosto com 3 assassinatos, segundo levantamento realizado pela Coluna, com base em informações postadas na imprensa local. Na comparação com o mesmo mês do ano passado houve uma significativa queda com 6 registros a menos que os 9 crimes violentos letais intencionais (CVLIs) contados em agosto de 2025.
Calibre 2 Ainda segundo informações divulgadas na imprensa, das 3 mortes violentas contadas em agosto deste ano uma foi resultado de confronto com as forças policiais.
Calibre 3 Confirmado esse número pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), agosto parece como o mês com o menor número de assassinatos do ano de 2026. Também registra o mais baixo número de CLVIs por mês no período janeiro/agosto deste 2017.
Calibre 4 Levantamento também mostra que as 55 mortes violentas contadas nos primeiros 8 meses do ano é a mais baixo no período janeiro/agosto desde 2017.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
8setembro2026 Fechamento: 17h50
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Os ´comícios andantes` fazem a diferença na reta final da campanha política em Camaçari
O julgamento do vereador agressor e a contradição dos discursos de conveniência
Palanques Em ano de voto na urna, e aos 45 minutos do segundo tempo sem prorrogação, a disputa eleitoral em Camaçari tem formato diferenciado. Com um amplo calendário de desfiles cívicos em setembro, município tem o último mês de caça ao voto do eleitor com nada menos 5 ´comícios andantes`.
Palanques 2 Não dá para aplicar outra definição aos desfiles que acontecem nos próximos 30 dias em todo o município. Começa com o 7 de Setembro pela manhã no bairro Gleba-E, na sede. À tarde, no distrito de Parafuso, mais festa da Independência com candidatos e seus apoiadores dominando a cena.
Palanque 3 Acostumada com o debate político em todos os espaços e sem medidas, apresentações de escolas, grupos culturais e das famosas fanfarras de Camaçari viram coadjuvante nessas festas de pura disputa de poder.
Palanques 4 A fórmula das camisetas, peças alegóricas e outros engenhos com ampla repercussão nas redes sociais se repete no dia 13, com mais desfiles cívicos, dessa vez em homenagem aos 268 anos de emancipação do município. Pela manhã a movimentação ocupa Monte Gordo, orla norte.
Palanques 5 A histórica Vila de Abrantes, no outro extremo da costa de Camaçari, primeiro povoado e origem do município, em 1558, repete a fórmula do palanque dos políticos e seus grupos.
Palanques 6 Distantes de temas e do conhecimento sobre os mais de 400 anos de história de Vila de Abrantes, até as lutas pela Independência do Brasil que se consolidou na Bahia, em 1823, estudantada da região só desfila. Mais uma vez, como em todo o município, engrossa o coro e forma o cenário para a representação dos grupos partidários e suas militâncias.
Palanques 7 Auge desse momento da campanha eleitoral acontece no dia 28, com o grande desfile na sede do município. A exatos 4 dias das eleições, festa na avenida 28 de Setembro deve bater todos os recordes de público e presenças de autoridades. Segundo apurou a Coluna, as grandes estrelas da disputa para governador: Jerônimo Rodrigues (PT), que busca a reeleição; e o ex-alcaide de Salvador, ACM Neto (União), são aguardadas.
Simbólico O julgamento do vereador Dentinho do Sindicato (PT), pelos crimes de “violência política de gênero” e “importunação sexual”, contra a vereadora Professora Angelica (PP), segue longe de decisão final no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Simbólico 2 Depois do pedido de vistas do processo, pelo presidente do TSE, ministro Nunes Marques, na sessão da última quinta-feira (27), julgamento deve prosseguir provavelmente nesta semana. Resultado final ainda depende do final do julgamento, da publicação da sentença e dos pedidos de contestação, os famosos embargos.
Simbólico 3 O Placar do TSE, já com maioria de 5X1 pela manutenção da condenação pedida pelo Ministério Público Eleitoral e aplicada pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE) é complicador e inviabiliza o futuro político de Dentinho, reconhecem fontes ouvidas pela Coluna.
Simbólico 4 A agressão, que se transformou no primeiro caso de violência política de gênero na Bahia, reconhecida pela Justiça, aconteceu em junho de 2022, no plenário da Câmara de Vereadores de Camaçari. O vereador foi condenado pela Justiça de Camaçari, teve a punição confirmada pelo TRE-BA e recorreu ao TSE da condenação a até 5 anos de prisão e multa pelos crimes.
Simbólico 5 Apesar da singularidade e gravidade do caso, a atitude do vereador petista terminou sendo protegida pela conveniência da política. Mesmo integrante da base oposicionista e em minoria no Legislativo, Dentinho não recebeu nenhuma punição.
Simbólico 6 Na época a Câmara era presidida pelo vereador e elinaldista juramentado Ednaldo Junior Borges (União). Derrotado nas urnas de 2024, Borges mudou de lado e hoje ocupa o cargo de presidente da Limpec e chefe do aterro sanitário municipal na gestão 04 do alcaide Luiz Caetano (PT).
Simbólico 7 A omissão no caso da agressão à vereadora, hoje sem mandato e disputando uma cadeira na Câmara Federal pelo PP, prosseguiu com o presidente do biênio seguinte (2023/2024), Flávio Matos, também do União.
Simbólico 8 Mesmo sem apoios, dentro e fora do governo, a vereadora terminou virando vice na chapa governista à prefeitura, encabeçada pelo mesmo Flavio. Ignorada na sua luta por justiça, iniciada um ano antes, a Professora Angelica passou a ser festejada na disputa de 2024 como símbolo do empoderamento da mulher na política.
Simbólico 9 No jogo da conveniência política e do total descompromisso com o debate real, agressão à vereadora também não recebeu o tratamento esperado da deputada federal e candidata a reeleição Ivoneide Caetano (PT). Assim como outras com histórico de luta em defesa das mulheres, como a ex-deputada Luiza Maia, a parlamentar no exercício do mandato e conhecida pelo discurso antiviolência preferiu o silêncio a condenar o aliado e companheiro de partido.
Simbólico 10 Caso expõe de forma clara as dúvidas sobre violência contra a mulher e os valores que mudam de acordo com o jogo da política.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
31agosto2026 Fechamento: 17h30 |
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Os 37 anos da Casa da Criança de Camaçari tem bolo e velinha de abandono e desrespeito
Prefeitura desmonta o único serviço de convivência e fortalecimento de vínculos do município
O bispo, a Igreja Católica, e os candidatos preferenciais nas eleições
Bênção Não foi um ato formal de apoio, não se falou em votos ou coisas similares, mas sinalizou que segmentos importantes da Igreja Católica em Camaçari vão marchar com as candidaturas a deputado estadual do vereador Tagner Cerqueira, e ajudar na reeleição da deputada federal Ivoneide Caetano, ambos do PT.
Bênção 2 Segundo apurou a Coluna, o encontro que, digamos sacramentou esse apoio, aconteceu na manhã da última sexta-feira (21), na sede da Cúria Diocesana. Na cabeceira da mesa o bispo da Arquidiocese, Dom Dirceu, ladeados pelos candidatos, o alcaide Caetano, padres e lideranças religiosas.
Bênção 3 A relação do bispo com o grupo do alcaide Luiz Caetano (PT), não é recente e vem gerando bons frutos para a Dioceses que congrega 8 cidades. O apoio da prefeitura às ações da Igreja, a ajuda da deputada com emenda parlamentar para projetos de interesse dos católicos, e o histórico de bom trânsito do alcaide reforçam esse caminho.
Bênção 4 Diferencial nessa construção é a relação de amizade do vereador com o bispo. Católico e sempre colaborativo com a Igreja, Tanger foi o único representante de Camaçari a comparecer em 2021 ao ato de ordenação episcopal de Dom Dirceu. Solenidade na catedral de São João del-Rei, em Minas, seu estado natal, antecedeu a posse do religioso no comando da Diocese de Camaçari.
Bênção 5 Não se tem números e tamanho desse apoio de medição difícil. Outros segmentos católicos se identificam com a oposição e setores governistas fora das candidaturas Tagner e Ivoneide também pescam nesse cardume de votos.
Bênção 6 Proximidade e distanciamento marcam essa relação da Igreja Católica com o poder municipal. Desde antes de Dom Dirceu, já com o bispo Dom Petrini, que a relação da Igreja com o grupo que comandou a cidade, liderado pelo ex-alcaide Antonio Elinaldo (União) se destaca pelo distanciamento.
Bênção 7 Apesar da relação mais próxima com o segmento evangélico, os 8 anos (2017-2024) do antecessor não conseguiram construir as pontes para uma convivência mais ampla, necessária e fundamental do poder público com a Igreja Católica.
Bênção 8 Relação da Igreja Católica com Caetano e os partidos de esquerda e da chamada ala progressista vem desde o início dos anos 1980, quando Camaçari tinha no padre Paulo Tonucci seu grande farol em defesa, construção e orientação dos movimentos populares no município.
Bênção 9 Distante dessa linha, que hoje gera fortes críticas de parte dessa igreja que resiste e não perdeu a trilha da justiça social, Caetano segue fraquejando e pecando. Mesmo assim, busca ao seu novo modo não abandonar o caminho.
Comunhão Outro sacramento, ainda que parcial, aos nomes alinhados ao petista Caetano vem do PSD de Camaçari. Em nota distribuída para a imprensa na tarde desta segunda-feira (24), a legenda comandada no município pelo médico e ex-vereador Vital Sampaio aponta a deputada petista federal Ivoneide como o nome oficial na base sua paroquial.
Comunhão 2 O partido, que nas eleições passadas priorizou o federal Antonio Britto, redefine caminhos, mas reforça a necessidade de apoio incondicional ao candidato a deputado estadual da legenda. Mesmo sem definir um nome específico para a Assembleia Legislativa, tendência majoritária do PSD de Camaçari é trabalhar para a reeleição do deputado estadual e pessedista puro-sangue Alex da Piatã.
Pecadores Sábado passado (22) a Casa da Criança e do Adolescente de Camaçari (Cica) deveria ter festejado 37 anos. A data sequer foi lembrada. Não tinha como ser diferente. Não existem mais alunos e educadores para que ela continue sendo real e possa funcionar.
Pecadores 2 Em processo acelerado de desmonte, o outrora espaço que já atendeu até cerca de 500 crianças e adolescentes por semestre, e seus familiares, com cursos e oficinas de música, dança, teatro, artes plásticas, e acompanhamento psicossocial não existe mais. Infelizmente vrou exemplo de desrespeito ao direito elementar definido no Estatuto da Criança e do Adolescente.
Pecadores 3 Com a não renovação dos contratos dos seus educadores, no final de 2025, a Casa da Criança, gerida pela pasta do desenvolvimento social e cidadania (Sedes) virou passado. Graças a sua baixa capacidade de entendimento das políticas públicas para o setor, a doutora Jeane Gleide, titular da Sedes, ignora o compromisso da Cica com o serviço de convivência e fortalecimento de vínculos.
Pecadores 4 Bancado em boa parte por dinheiro federal do SUAS, o sistema único da assistência social, a Casa da Criança de Camaçari simplesmente descumpre seu papel. Sem cursos e equipes, deixa de realizar o importante elo de interligação com toda a rede Suas e assim realizar o trabalho de apoio à população em vulnerabilidade social.
Pecadores 5 A Camaçari rica em arrecadação de impostos, da burocracia com seus altos salários, histórico de alojamento dos apaniguados da política, e renda per capta equivalente pouco mais de R$ 7 mil/mês na frieza dss estatísticas é diferente da Camaçari real. Nessa a população é predominantemente necessitada e com renda familiar de até dois salários mínimos/mês. É nesse universo com conflitos familiares e questões socioeconômicas que deveria operar a Casa da Criança.
Pecadores 6 Essa é a Casa da Criança. Indefesa e ignorada até por quem tanto fala em igualdade, fraternidade, paz, amor ao próximo, e um mundo melhor para todos.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
24agosto2026 Fechamento: 17h15 |
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Caetano esquece as críticas e prepara pedido de empréstimo
Camaçari e o debate esquecido sobre poluição e destruição dos rios
O cantor O Kannalha e o tempero na campanha do PT da Bahia
Chave Depois de acusar o antecessor, Antonio Elinaldo (União), de contrair cerca de R$ 500 milhões em empréstimos e comprometer o orçamento de Camaçari, o alcaide Luiz Caetano (PT) resolve calibrar o discurso e adotar a mesma prática do adversário.
Chave 2 Segundo apurou a Coluna, o petista prepara um pedido de empréstimo para obras de infraestrutura e serviços. O valor segue em estudo, mas não será menor que R$ 300 milhões (US$ 60 milhões).
Chave 3 Mesmo pagando cerca de R$ 40 milhões/ano pelos empréstimos de US$ 80 milhões, o equivalente a 400 milhões de reais a dinheiro de hoje, junto à Corporação Andina de Fomento (CAF); e outros R$ 75 milhões da Caixa/Finisa, Camaçari segue com crédito e alta capacidade de endividamento.
Chave 4 Juntando os dois empréstimos tomados em 2019 e 2024, nas duas gestões Elinaldo (2017/2024), aos precatórios, e ao parcelamento de atrasados com o INSS, Camaçari soma cerca de R$ 700 milhões em dívidas. Com limite técnico de endividamento superior aos R$ 2 bilhões e regras de financiamento flexíveis, município tem uma capacidade quase sem limites para tomar dinheiro emprestado.
Chave 5 O problema não é crédito, nem temor de endividamento. É o não uso desses recursos em obras planejadas, que não respeitem a legislação como o PDDU, que não aconteçam com transparência e prestação de contas. Que não atendam às necessidades reais da cidade, e que não sejam definidas e discutidas com a comunidade. Fora dessas regrinhas é gastança criminosa do dinheiro público.
Regador Depois de descumprir uma agenda prometida e assinada, lá em 2024, na sede da OAB, de implantação de uma política ambiental de referência, o agora alcaide Luiz Caetano (PT) segue sem cuidar do que ainda existe.
Regador 2 Sem a estrutura de meio ambiente prometida, e sequer exibindo ações firmes na proteção das áreas verdes e de preservação do município, Camaçari completa esse ciclo de atraso ao ignorar outro o importante debate. Os rios e sua importância para a água que bebemos e a sua contribuição para o ecossistema é outro tema fora da agenda na gestão 04 do petista.
Regador 3 O Joanes, com quase metade dos seus 75 quilômetros passando por Camaçari, junto com o Capivara, o Camaçari e o Pojuca, só para ficar nos maiores, viraram rios de problemas. Desmatamento de suas margens, ocupações irregulares e uso desses caminhos de vida para despejos de esgotos e outros resíduos poluentes são problemas que precisam de enfrentamento corajoso e necessário do poder público.
Regador 4 Graças ao trabalho e pressão da ONG Rio Limpo, Lauro de Freitas começou esse debate com a primeira audiência pública coordenada pela Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa. Agora é a vez da pasta do desenvolvimento urbano de Camaçari (Sedur), comandada pelo doutor Rodrigo Nogueira, se mexer e marcar a data. Iniciar esse debate, ainda que atrasado, é necessário.
Com camarão O cantor e compositor Danrlei Orrico, conhecido como “O Kannalha”, cedeu o direito de uso do refrão e do ritmo de um dos seus sucessos para a campanha do PT. Com sua voz, mas outra letra, o hit “O baiano tem o molho” agora fala em Jero e Lula como os políticos que têm essa mistura especial.
Com camarão 2 Como não existe recheio extra sem ajuste no preço, a autorização para uso do tempero do artista como peça de campanha política ganhou valor especial. Segundo apurou a Coluna, uso da peça artística gerou uma compensação de R$ 300 mil.
Com camarão 3 Queridinho de Camaçari, sua terra natal, e famoso Brasil afora, depois do prêmio Multishow/Globo 2025, O Kannalha deve seguir na agenda do PT. Negocia, se num mesmo pacote, ou separado, o show de festejo do time de Jerônimo e Lula na emancipação de Camaçari, dia 28 de setembro.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
17agosto2026 Fechamento: 17h20
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Caetano esquece as críticas e prepara pedido de empréstimo
Camaçari e o debate esquecido sobre poluição e destruição dos rios
O cantor O Kannalha e o tempero na campanha do PT da Bahia
Chave Depois de acusar o antecessor, Antonio Elinaldo (União), de contrair cerca de R$ 500 milhões em empréstimos e comprometer o orçamento de Camaçari, o alcaide Luiz Caetano (PT) resolve calibrar o discurso e adotar a mesma prática do adversário.
Chave 2 Segundo apurou a Coluna, o petista prepara um pedido de empréstimo para obras de infraestrutura e serviços. O valor segue em estudo, mas não será menor que R$ 300 milhões (US$ 60 milhões).
Chave 3 Mesmo pagando cerca de R$ 40 milhões/ano pelos empréstimos de US$ 80 milhões, o equivalente a 400 milhões de reais a dinheiro de hoje, junto à Corporação Andina de Fomento (CAF); e outros R$ 75 milhões da Caixa/Finisa, Camaçari segue com crédito e alta capacidade de endividamento.
Chave 4 Juntando os dois empréstimos tomados em 2019 e 2024, nas duas gestões Elinaldo (2017/2024), aos precatórios, e ao parcelamento de atrasados com o INSS, Camaçari soma cerca de R$ 700 milhões em dívidas. Com limite técnico de endividamento superior aos R$ 2 bilhões e regras de financiamento flexíveis, município tem uma capacidade quase sem limites para tomar dinheiro emprestado.
Chave 5 O problema não é crédito, nem temor de endividamento. É o não uso desses recursos em obras planejadas, que não respeitem a legislação como o PDDU, que não aconteçam com transparência e prestação de contas. Que não atendam às necessidades reais da cidade, e que não sejam definidas e discutidas com a comunidade. Fora dessas regrinhas é gastança criminosa do dinheiro público.
Regador Depois de descumprir uma agenda prometida e assinada, lá em 2024, na sede da OAB, de implantação de uma política ambiental de referência, o agora alcaide Luiz Caetano (PT) segue sem cuidar do que ainda existe.
Regador 2 Sem a estrutura de meio ambiente prometida, e sequer exibindo ações firmes na proteção das áreas verdes e de preservação do município, Camaçari completa esse ciclo de atraso ao ignorar outro o importante debate. Os rios e sua importância para a água que bebemos e a sua contribuição para o ecossistema é outro tema fora da agenda na gestão 04 do petista.
Regador 3 O Joanes, com quase metade dos seus 75 quilômetros passando por Camaçari, junto com o Capivara, o Camaçari e o Pojuca, só para ficar nos maiores, viraram rios de problemas. Desmatamento de suas margens, ocupações irregulares e uso desses caminhos de vida para despejos de esgotos e outros resíduos poluentes são problemas que precisam de enfrentamento corajoso e necessário do poder público.
Regador 4 Graças ao trabalho e pressão da ONG Rio Limpo, Lauro de Freitas começou esse debate com a primeira audiência pública coordenada pela Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa. Agora é a vez da pasta do desenvolvimento urbano de Camaçari (Sedur), comandada pelo doutor Rodrigo Nogueira, se mexer e marcar a data. Iniciar esse debate, ainda que atrasado, é necessário.
Com camarão O cantor e compositor Danrlei Orrico, conhecido como “O Kannalha”, cedeu o direito de uso do refrão e do ritmo de um dos seus sucessos para a campanha do PT. Com sua voz, mas outra letra, o hit “O baiano tem o molho” agora fala em Jero e Lula como os políticos que têm essa mistura especial.
Com camarão 2 Como não existe recheio extra sem ajuste no preço, a autorização para uso do tempero do artista como peça de campanha política ganhou valor especial. Segundo apurou a Coluna, uso da peça artística gerou uma compensação de R$ 300 mil.
Com camarão 3 Queridinho de Camaçari, sua terra natal, e famoso Brasil afora, depois do prêmio Multishow/Globo 2025, O Kannalha deve seguir na agenda do PT. Negocia, se num mesmo pacote, ou separado, o show de festejo do time de Jerônimo e Lula na emancipação de Camaçari, dia 28 de setembro.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
17agosto2026 Fechamento: 17h20
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A Camaçari da contramão quer os títulos de cidade do “paredão” e do “grau”
Pastor Antonio assume vaga ´pelada` na Câmara de Vereadores
A professora Vitalina e a chef Rose Braga ampliam os holofotes de Camaçari
Exemplos Piorar o que não está bom. Essa parece ser a regra no Legislativo de Camaçari. Depois de apoiarem o som “paredão” que hoje incomoda os moradores de vários bairros, com destaque para a Gleba B, os edis resolveram avalizar sugestão de realização de competições de “grau” no espaço 2000.
Exemplos 2 Mesmo regulamentada no país pela Confederação Brasileira de Motociclismo, o esporte radical conhecido mundialmente como Wheeling, ganhou popularidade, se desvirtuou e virou manobra radical nas ruas e atropelou o Código de Trânsito. Passou a ser realizado sem as técnicas e segurança necessárias para a prática dessas acrobacias com apenas uma das rodas da motocicleta no chão.
Exemplos 3 Assim como o “paredão” com seu som acima dos limites e altamente prejudicial para a saúde, o “grau” vem ocupando as manchetes e debates nas redes sociais, não pela beleza dos movimentos das motos. Só é notícia pela tragédia das dezenas de acidentes, muitos fatais para praticantes e até para quem não tem nada com as manobras.
Exemplos 4 Cabe ao presidente do Legislativo, vereador Niltinho Maturino (PRD), e ao alcaide Luiz Caetano (PT) abrirem os ouvidos e colocarem a cidade com as duas rodas no chão. É o movimento sensato e equilibrado que se espera e seja exercido pelas principais autoridades do município.
Dedicados Ao invés de duas, como manda o Regimento, Legislativo de Camaçari discute a redução para apenas uma sessão semanal, provavelmente às terças-feiras, durante o período eleitoral.
Dedicados 2 Se confirmada, medida suspende os trabalhos nas quintas-feiras, até o final de outubro, mas não gera abatimento no salário de R$ 15 mil. Aí não estão incluídos os penduricalhos e a verba de gabinete para contratação de assessoria que somam cerca de R$ 80 mil.
Dedicados 3 Justificativa é de que os vereadores precisam de mais tempo para a campanha dos aliados, já que apenas um dos seus 23 representantes é candidato nas eleições de 4 de outubro.
Finalmente Depois de muta dúvida, o vereador Tagner (PT) decidiu se licenciar para a disputa de uma das 63 cadeiras na Assembleia. Oficializa nesta terça-feira (11) seu pedido de afastamento por três meses, e elimina o risco de ser acusado de ganhar sem trabalhar.
Finalmente 2 De acordo com o Regimento da Casa, em caso de afastamento por “questões particulares” o vereador não terá direito ao salário mensal líquido de R$ 15 mil. O pastor Antonio Souza, terceiro suplente, que assume a cadeira, deve chegar ao Legislativo com mandato ´pelado`.
Finalmente 3 Pela regra informal da política para esses casos de suplência, ainda mais por tempo tão curto, Souza não vai poder mexer no time de assessores do gabinete do correligionário Tagner, que ultrapassa os R$ 70 mil em salários. Terá direito ao carro de representação, o combustível e outras miudezas.
Finalmente 4 A expectativa, segundo fontes da Coluna, é de que Pastor Antonio, que somou 1.503 votos nas eleições de 2024, receba como compensação o direito a indicar o substituto para o cargo de superintendente da pasta de ação social (Sedes), pelo mesmo prazo de afastamento. Função que ocupa desde o início da gestão 04 do alcaide Caetano (PT) rende uma remuneração mensal de cerca de R$ 10 mil.
Finalmente 5 Pela fila da eleição de 2024 no PT, a vaga aberta com a licença de Tagner é do 3º suplente. Com a ida do 1º suplente, Teo Ribeiro, para a pasta de esportes (Sedel), a cadeira do eleito Marcio Neves, indicado para a Secretaria de Educação (Seduc), ficou com Neidinha, a 2ª suplente do partido.
Receita O anúncio dos cerca de 8 mil atendimentos nos primeiros 30 dias da nova Policlínica de Camaçari bate com as contas feitas pela Coluna. O Camaçarico postado no dia 29 de junho previu, com base em fontes do setor, que nesta fase inicial os atendimentos somariam menos 20%, cerca de 10 mil da capacidade total do equipamento. Expectativa é chegar aos 54 mil beneficiados/mês até o final do ano, quando se espera o funcionamento de 100%.
Receita 2 Agora, é aguardar que as doutoras Rosângela Oliveira, titular da pasta municipal da saúde (Sesau); e Roberta Santana, comandante da estadual Sesab, consigam se entender e corrijam os erros desses primeiros 30 dias.
Receita 3 Garantir o cronograma de operação prometido com capacidade total de funcionamento do equipamento até o final do ano, em especial neste agosto e setembro com reflexos no humor do eleitor, é muito mais que estratégia de imagem. É compromisso de verdade com a saúde da população.
Referências Camaçari foi destaque nos últimos dias com duas mulheres que orgulham a cidade com seus saberes e fazeres. A professora Vitalina Silva e a chef de cozinha Rose Braga.
Referências 2 Prêmio LED (Luz na Educação) em 2023, a professora Vitalina voltou aos holofotes como uma das debatedoras da edição 2026, ao lado do apresentador Serginho Groisman.
Referências 3 Eleita uma das embaixadoras do programa, a professora Vitalina ganhou projeção nacional e internacional ao vencer uma disputa com mais de 2 mil projetos com o trabalho “Educação Antirracista”, realizado entre seus alunos no Centro Educacional Maria Quitéria., escola pública da rede municipal.
Referências 4 O outro nome, não menos forte e importante, é Rose Braga. A chef de cozinha e empreendedora mostrou na África, do outro lado do Atlântico, em Maputo, capital de Moçambique), e Joanesburgo (África do Sul) a arte e a gastronomia das mulheres negras e afro-indígenas do Brasil. Projeto foi realizado em parceria com a musicista Lara Nunes e a empreendedora social Rafaela Azevedo.
Referências 5 Premiada Brasil afora, Rose desenvolve um trabalho diferenciado com comunidades quilombolas e na Aldeia Hippie de Arembepe, onde fundou e mantém a Casa Cria Restaurante e Hospedaria.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
10agosto2026 Fechamento: 17h40 |
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Camaçari, o ponto eletrônico para servidor e o vespeiro da política
Município tem histórico de alojar apaniguados que ganham sem trabalhar
Mesmo com redução dos assassinatos Camaçari segue entre as mais violentas
Analógica Quem segue longe da conta da política e gerando movimentos com resultados negativos para o grupo caetanista em Camaçari é a titular da Secretaria da Administração do Município. Primeiro deixou Camaçari, cidade-sede da chinesa BYD no Brasil, fora da tendência mundial dos combustíveis renováveis, ao licitar no ano passado o aluguel de veículos para a frota municipal sem incluir uma cota de elétricos. Agora, a titular da Secad, Fabiana Montenegro, assanha o vespeiro dos que ganham sem trabalhar e seus padrinhos.
Analógica 2 Conhecida por controlar com mão de ferro, a mando do alcaide Luiz Caetano (PT), as contratações de pessoal e serviços das secretarias, a doutora Fabiana faz mais um movimento considerado equivocado. Prepara a instalação de ponto eletrônico para servidores do município.
Analógica 3 Movimento às vésperas das eleições é visto por aliados e até adversários como ´toco eleitoral`, justamente por mexer com a base de governistas e seus apaniguados alojados na máquina municipal. A avaliação é de que, se virar realidade, não será adotado antes do fechamento das urnas de outubro. Mesmo assim o estrago já está feito.
Analógica 4 Corretíssima e necessária para o serviço público, medida publicada no Diário Oficial de 21 de julho chega com atraso. Deveria ter sido adotada no ano passado como sinalizador da ´virada de chave` no serviço municipal da gestão 04 do alcaide Caetano.
Analógica 5 Cobrar marcação de presença sempre foi tabu na gestão de Camaçari. Estudado, anunciado e esquecido nos últimos 12 anos, nos governos Antonio Elinaldo (União) e Ademar Delgado (PT e depois sem partido), quando a gestão municipal ganhou mais exigência por eficiência, o ponto eletrônico sempre foi um grande ´calo` para os alcaides do município.
Analógica 6 Tradição da construção equivocada e clientelista da máquina administrativa de Camaçari vai mais além. Vem desde o período em que experimentava a excepcionalidade da condição de município “área de segurança nacional”, no início dos anos 1970.
Analógica 7 A senha ´primeiro os meus`, até hoje é seguida à risca. Com um orçamento alimentado pela alta arrecadação de impostos do seu polo industrial e listado entre os mais ricos do país, aleijão permitiu a essa elite que se reveza no poder fazer essas e outras vontades. O resultado são milhões de reais em prejuízos para os cofres municipais com salários, vantagens e outras cositas.
Analógica 8 Estimativas da Coluna mostram que dos cerca de 6 mil do total, algo em torno de 10%, cerca de 600, entre efetivos, comissionados e terceirizados possuem problemas com frequência nos locais onde são lotados para trabalhar. Dentro desse grupo, e de medição ainda mais difícil, justamente pela blindagem desses ´colaboradores` e seus históricos políticos, uma parcela é ainda mais daninha. São os sem mesa, sem sala, e de atuação remota e produção imensurável: os famosos fantasmas.
Analógica 9 Mudar esse quadro exige coragem e vontade política. Mas, aí é outra repartição pública.
Feudos O vereador e candidato a deputado estadual Tagner Cerqueira (PT) levou a melhor na queda de braço com o deputado Junior Muniz. Vai herdar o apoio integral do grupo do professor, vereador licenciado e atual secretário de educação do município, Marcio Neves (PT). Prevaleceu a proposta da deputada federal e candidata a reeleição Ivoneide Caetano (PT), de concentrar no seu pupilo os votos do grupo do educador.
feudos 2 Como registrou o último Camaçarico, que citou as duas alternativas, o entendimento do alcaide, de dividir os votos entre Tagner e Muniz terminou sendo vencido. Não foi decisão fácil. O deputado Junior Muniz segue ´inconformado`, diz uma fonte da Coluna.
Feudos 3 Apesar de contar com o apoio dos companheiros de legenda, os vereadores Dentinho do Sindicato, Neidinha e Paulinho do Som, o petista Muniz perde preciosos apoios. Com a divisão, deve ficar longe dos quase 16 mil votos obtidos na eleição passada em Camaçari. Mesmo com o baque, aparece na lista dos petistas reeleitos para a Assembleia Legislativa.
Feudos 4 Já o vereador Tagner, ainda uma incógnita na lista estadual do partido, amplia sua presença num importante segmento. Com potencial superior a 3 mil votos e capacidade de ampliar esse apoio em cidades vizinhas, graças a capilaridade do seu projeto de educação, os votos do grupo do professor Marcio se somam aos dos colegas de Legislativo kaique Ara, (PT), Ivandel (Sem partido), João Dão e Wagner Bispo (PSB) e Dilson Magalhães (PP).
Calibre Camaçari fechou julho com 5 assassinatos, sendo 4 homens e uma mulher. Segundo levantamento realizado pela Coluna, com base em informações postadas na imprensa local, houve uma pequena queda no número de crimes violentos letais intencionais (CVLIs) em relação a junho, com 6 assassinatos.
Calibre 2 Julho deste ano aparece como o sexto mês do ano com menor número de assassinatos desde 2017. Na conta geral (todos os 12 meses) nos últimos 10 anos julho fica atrás apenas de abril deste ano, com 4 registros.
Calibre 3 Ainda de acordo com levantamento da Coluna, Camaçari registrou nos 7 primeiros meses do ano 52 assassinatos, também o menor número de CLVIs no período desde 2017. Esses números estão sujeitos a alterações com a divulgação dos números oficiais pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA).
Calibre 4 Levantamento do Instituto Fogo Cruzado mostra que o número de tiroteios com mortes e feridos em Camaçari caiu no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2025. O Instituto contou 53 tiroteios com 36 mortes e 12 feridos. No ano passado o Fogo Cruzado contou no mesmo período 76 tiroteios, 76 mortes e 16 feridos.
Calibre 5 Ainda de acordo com o Fogo Cruzado, Camaçari segue atrás de Salvador, com 473 tiroteios, 338 mortes e 126 baleados. Segundo o estudo sobre a Região Metropolitana de Salvador, mais da metade (56%) dos 656 tiroteios na RMS ocorreram durante ações das forças de segurança. Percentual é maior que os registrados nas regiões metropolitanas do Rio, Belém e Recife.
Calibre 6 Apesar da queda nos números de assassinatos, Camaçari segue entre as mais violentas do país. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Camaçlari sai da lista das 10 mais violentas do país . dados de 2025 mostram que o município ocupa agora a posição 14, com 52,2 mortes violentas intencionais (MVIs) por cada 100 mil habitantes. Em 2024 Camaçari era a número 4 no ranking com taxa 74,8.
Calibre 7 O estudo mostra que mesmo fora da lista geral das 10 cidades mais violentas, Camaçari aparece na posição 14 quando o ranking é dos 338 municípios com população superior a 100 mil habitantes.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
3agosto2026 Fechamento: 17h30
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Os votos do grupo do professor Marcio e o leilão entre Tagner e Muniz
O ex-alcaide Elinaldo e o time de candidatos pró-forma
O PT e o seu PGP que não passou de um comício fora do prazo
Deadline Para desagrado do governador Jerônimo e tristeza do secretário de educação e vereador licenciado de Camaçari, Marcio Neves, a professora e também petista Rowenna Brito não terá o apoio esperado do grupo caetanista na sua campanha de deputada estadual no município.
Deadline 2 O destino do consistente apoio do grupo do professor Marcio deve ser definido nos próximos dias. Depende do consenso entre o alcaide Luiz Caetano e sua esposa, a deputada federal Ivoneide (PT), com grande influência no poder local.
Deadline 3 Segundo apurou a Coluna, uma opção é a divisão dos votos entre o vereador e candidato a deputado estadual Tagner Cerqueira, e o estadual em disputa pela reeleição, Junior Muniz, ambos do PT. A outra alternativa é o descarte de Muniz com a concentração de todos os votos do grupo do professor Neves em Tanger.
Deadline 4 Decisão de excluir a ex-secretária estadual de educação e escolha pessoal de Jerônimo vai além do desagrado com o ´gov`. Cria um problema paroquial com reflexos nas eleições de 2028. O professor Marcio vai para a natural renovação do mandato, mas não deixa de ser um nome no tabuleiro petista, caso Caetano não dispute a quinta gestão.
Deadline 5 Tanger, por sua vez, sonha com o mandato na Assembleia Legislativa e o consequente aumento de cacife para a mesma missão, também em caso de desistência do chefe.
Deadline 6 Quem está fora desse cenário é a deputada Ivoneide. Por ser esposa do alcaide está impedida por lei de ser sua candidata à sucessão em Camaçari. A Coluna apurou que a alternativa de fortalecimento do grupo caetanista na região passa pelo plano B: a candidatura Ivoneide a prefeita da vizinha de Dias D`Àvila.
Retratinho na urna Quando o eleitor pensa que já viu tudo, eis que aparecem novas surpresas. Nesse festival sustos e estratégias, as novidades são as candidaturas a deputado federal de Renoildes Oliveira e Adriel Maturino.
Retratinho na urna 2 Anunciadas no apagar das luzes do prazo de montagem das chapas proporcionais, as candidaturas têm dupla função, mas “não é para ganhar”, como alertava o médico e ex-vereador Zé Ellis.
Retratinho na urna 3 A ex-secretária de desenvolvimento e ação social do governo Elinaldo, agora batizada de Reni do social, entra com missão específica de extrair votos da base de assistidos no município pelos programas sociais do governo, como distribuição de cestas básicas e outros benefícios.
Retratinho na urna 4 Além de ajudar a compor a cota de mulheres do União para a disputa da Câmara Federal, e expectativa é somar em torno de 1,5 mil votos, segundo contas ouvidas pela Coluna. Sua missão maior é cutucar importante base da deputada federal e candidata a reeleição, Ivoneide Caetano (PT). A esposa do alcaide Caetano é a madrinha da atual titular da Sedes, Jeane Gleide, comandante e com acesso ilimitado a esse cadastro de eleitores carentes.
Retratinho na urna 5 O outro que vai para a disputa sem chances de eleição, apenas para compor a lista de candidatos de 4 de outubro é advogado, jornalista e empreendedor Adriel Maturino. É sobrinho do vereador Niltinho Maturino (PRD), presidente do Legislativo de Camaçari, e filho de Adailton Maturino, um dos envolvidos na “Operação Faroeste”.
Retratinho na urna 6 Nessa conta de somar e subtrair votos, também aparecem como nomes a federal, em dobradinha com o estadual Elinaldo, a empresária Sineide Lopes (PL) e a ex-vereadora Professora Angélica (PP). Com missão específica de fortalecer o seu partido no município, o Novo, o servidor da municipal Cleiton Pereira fecha a lista.
Retratinho na urna 7 Para valer nessa disputa na base oposicionista de Camaçari, apenas dois nomes. O deputado federal e candidato a reeleição Paulo Azi. O outro é Manoel Rocha. Também do União, o hoje deputado estadual aposta na substituição do pai, o deputado federal com 6 mandatos consecutivos, Zé Rocha.
Tiro no pé As vaias sofridas pelo ex-vereador, ex-candidato a prefeito e candidato a deputado federal, Flavio Matos (PSDB), não somam. Só atrapalham. Festa de quinta-feira (23), do União Brasil e partidos aliados, em Camaçari, terminou manchada pelo equívoco de alguns elinaldistas mais exaltados. Segundo apurou a Coluna, movimento contrariou o chefe, grande homenageado da festa e candidato a governador do grupo, ACM Neto (União).
Tiro no pé 2 A claque anti-Flavio esqueceu, ou não foi devidamente alertada, de que esse tipo de reação não soma. Mesmo sem votos para se eleger, o agora desafeto dos elinaldistas mais radicais segue no grupo de oposição e dá sua contribuição na disputa contra o governador e candidato a reeleição Jerônimo Rodrigues (PT).
Tiro no pé 3 Gostando ou não, Flavio vai somar votos. Até o próprio ex-alcaide e candidato a deputado estadual vai se beneficiar desse movimento. Alguém duvida que sairão das urnas muitos votos casados Elinaldo/Flavio ?
Desejos Foi uma mera peça secundária o Programa de Governo Participativo do PT para a Região Metropolitana. O que deveria ser a apresentação de propostas para o segundo governo Jerônimo, o PGP realizado na noite de sexta-feira (24), em Camaçari, não passou de uma grande festa da militância.
Desejos 2 Com o Clube Social lotado por militantes, apoiadores e aderentes, o que se viu foram demonstrações de força dos candidatos e grupos políticos, com suas ruidosas turmas e aparatos midiáticos.
Desejos 3 Com um formato questionável, o PGP da RMS deixou lacunas para justificar o nome do evento. O sistema de coleta de sugestões de forma digital, realizado por jovens que circulavam com tablets, se tornou inviável num espaço barulhento e de pouca concentração.
Desejos 4 Se a ideia era recolher propostas e sugestões, passou atestado de ineficiência. Mas, se o objetivo real era apenas reunir a base governista num comício antes do prazo legal exigido pela legislação, a missão foi cumprida.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
27julho2026 Fechamento: 17h01
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O alcaide Caetano e o controle remoto da gestão
Falta de autonomia dos secretários é queixa geral
O pastor suplente e os votinhos para estadual
O PSOL de Camaçari não consegue sair da sombra
Igreja resgata cerimônia que marcou lutas pela Independência
Comando Os quase 19 meses da gestão 04 do alcaide Luiz Caetano (PT) seguem abaixo das expectativas esperadas pela população e sem somar tranquilidade e perspectivas de resultados políticos positivos. Mesmo com um orçamento anual de cerca de R$ 2,1 bilhões, algo em torno de R$ 175 milhões mês, governo exibe problemas nas principais secretarias.
Comando 2 São essas estruturas as peças de importância fundamental na política de entregas de obras e serviços para a cidade. Confusão na conexão entre necessidade e realização tem mostrado sinais nada animadores para a colheita de resultados eleitorais para o grupo do petista no pleito de outubro.
Comando 3 Oficialmente, gestores, secretários e aliados do primeiro time no Legislativo exibem a mesma queixa. Falam em herança maldita deixada pelo antecessor, o alcaide Antonio Elinaldo (União), incerteza de receitas futuras e até das dificuldades no Legislativo com maioria oposicionista, como os entraves.
Comando 4 Mas, na real, o problema está no alcaide Caetano e o seu excessivo uso do controle remoto. Parte significativa dessa rede do poder de fazer a máquina andar segue concentrada nas pastas da Administração (Secad), de Obras (Seinfra), e dos Serviços Públicos (Sesp).
Comando 5 São essas peças, de um circuito maior, que praticamente operam sob o comando do chefe. Essa concentração de poder em torno do petista, uma de suas marcas, mas incompatível para uma cidade do tamanho e importância de Camaçari, termina travando a gestão. O resultado são as poucas respostas das secretarias que exigem e precisam de mais mobilidade e velocidade de ação.
Comando 6 A queixa na Secad, é o freio de mão na contratação de terceirizados. Porteiro, vigilante, auxiliar de serviços gerais só com o aval da titular, a doutora Fabiana Montenegro.
Comando 7 Outra estrutura é a Sesp do doutor Hidemburgo Teles, o TT. O chefe dos serviços de limpeza das ruas e sistema de iluminação pública só atende o comando do alcaide. dizem fontes da Coluna.
Comando 8 A Seinfra, do doutor José Mario Lima, por onde passam e são executados os cronogramas de obras e reformas na estrutura municipal, fecha o cerco dessa rede de controle da máquina municipal.
Comando 9 Uma simples roçadeira é o exemplo simbólico desse desconforto com a falta de respostas rápidas para essas demandas na saúde, esportes, educação, cultura e desenvolvimento social, para ficar nas grandes estruturas. Sem respostas, solução encontrada pela Secult foi adquirir o equipamento, de valor inferior a R$ 1 mil, para fazer a poda da grama do complexo Cidade do Saber.
No banco Afinal, o suplente Pastor Antonio Souza assume ou não a vaga do vereador e candidato a deputado estadual, Tagner Cerqueira (PT). Indefinição sobre a licença das atividades legislativa para se dedicar de forma mais intensa à campanha anda angustiando o beneficiado.
No banco 2 Terceiro suplente, com 1.503 votos nas urnas de 2024, o pastor Antonio chegou a sonhar com o cargo de titular da pasta do desenvolvimento social e cidadania. Teve que se contentar com uma assessoria sem poderes na própria Sedes.
No banco 3 Movimento só beneficia Tanger, que passa a ter a certeza de um soldado dedicado na sua campanha para a Assembleia Legislativa. Além de cumprir um velho acordo, quando negociou sua entrada no PT, ascensão acaricia o ego do Pastor Antonio com um mandato, ainda que curto e com pouca ou quase nenhuma mobilidade.
No banco 4 Confirmada a operação, o pastor será o terceiro suplente a assumir o mandato. Com a ida do eleito Marcio Neves para a pasta da educação (Seduc), o primeiro suplente do PT, Teo Ribeiro assumiu de forma relâmpago e imediatamente foi para a pasta do esportes (Sedel), de onde não deve sair, apesar da bola murcha que recebeu. Vaga no Legislativo ficou com a segunda suplente Neidinha Muniz.
No banco 5 Caso Tagner seja eleito para a Assembleia Legislativa, o jogo muda e cria um novo processo de ocupação da vaga.
Eclipse E o PSOL em Camaçari segue sem gerar luz no processo eleitoral. Ausente dos debates e longe de exibir qualquer formulação ou crítica à gestão do alcaide Luiz Caetano (PT), legenda parece tomada por um estranho bloqueio.
Eclipse 2 A exatos 75 dias do pleito de 4 de outubro legenda em Camaçari segue sem nomes e sem perspectiva de sair do sombreamento do PT em que vive desde o pleito passado.
Tradição Camaçari resgata uma das mais importantes solenidades religiosas da sua história com a volta do Te Deum Laudamus (A Vós, ó Deus, louvamos). Ato revive 203 anos depois a solenidade original, na histórica Igreja do Espírito Santo de Abrantes, o reconhecimento pela Igreja de Dom Pedro como primeiro imperador do Brasil.
Tradição 2 Retomada de importante manifestação católica acontece graças ao interesse especial do bispo da Diocese de Camaçari, Dom Dirceu e do padre Fabricio, outro preocupado com o resgate da história da cidade. Ato amplia e reforça as comemorações pela importância de Camaçari, nascida em Vila de Abrantes, no século 16, como importante ponto de resistência e luta pela Independência do Brasil na Bahia, no 2 de julho de 1823.
Tradição 3 Agora, incluído no “Livro do Tombo”, o Te Deum realizado no último sábado (18), dentro do mês da Independência da Bahia, volta a integrar o calendário da Igreja Católica. Será comemorado a partir de 2027, provavelmente na sua data original, 20 de fevereiro de 1823.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
20julho2026 Fechamento: 17h01
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O alcaide Caetano e o controle remoto da gestão
Falta de autonomia dos secretários é queixa geral
O pastor suplente e os votinhos para estadual
O PSOL de Camaçari não consegue sair da sombra
Igreja resgata cerimônia que marcou lutas pela Independência
Comando Os quase 19 meses da gestão 04 do alcaide Luiz Caetano (PT) seguem abaixo das expectativas esperadas pela população e sem somar tranquilidade e perspectivas de resultados políticos positivos. Mesmo com um orçamento anual de cerca de R$ 2,1 bilhões, algo em torno de R$ 175 milhões mês, governo exibe problemas nas principais secretarias.
Comando 2 São essas estruturas as peças de importância fundamental na política de entregas de obras e serviços para a cidade. Confusão na conexão entre necessidade e realização tem mostrado sinais nada animadores para a colheita de resultados eleitorais para o grupo do petista no pleito de outubro.
Comando 3 Oficialmente, gestores, secretários e aliados do primeiro time no Legislativo exibem a mesma queixa. Falam em herança maldita deixada pelo antecessor, o alcaide Antonio Elinaldo (União), incerteza de receitas futuras e até das dificuldades no Legislativo com maioria oposicionista, como os entraves.
Comando 4 Mas, na real, o problema está no alcaide Caetano e o seu excessivo uso do controle remoto. Parte significativa dessa rede do poder de fazer a máquina andar segue concentrada nas pastas da Administração (Secad), de Obras (Seinfra), e dos Serviços Públicos (Sesp).
Comando 5 São essas peças, de um circuito maior, que praticamente operam sob o comando do chefe. Essa concentração de poder em torno do petista, uma de suas marcas, mas incompatível para uma cidade do tamanho e importância de Camaçari, termina travando a gestão. O resultado são as poucas respostas das secretarias que exigem e precisam de mais mobilidade e velocidade de ação.
Comando 6 A queixa na Secad, é o freio de mão na contratação de terceirizados. Porteiro, vigilante, auxiliar de serviços gerais só com o aval da titular, a doutora Fabiana Montenegro.
Comando 7 Outra estrutura é a Sesp do doutor Hidemburgo Teles, o TT. O chefe dos serviços de limpeza das ruas e sistema de iluminação pública só atende o comando do alcaide. dizem fontes da Coluna.
Comando 8 A Seinfra, do doutor José Mario Lima, por onde passam e são executados os cronogramas de obras e reformas na estrutura municipal, fecha o cerco dessa rede de controle da máquina municipal.
Comando 9 Uma simples roçadeira é o exemplo simbólico desse desconforto com a falta de respostas rápidas para essas demandas na saúde, esportes, educação, cultura e desenvolvimento social, para ficar nas grandes estruturas. Sem respostas, solução encontrada pela Secult foi adquirir o equipamento, de valor inferior a R$ 1 mil, para fazer a poda da grama do complexo Cidade do Saber.
No banco Afinal, o suplente Pastor Antonio Souza assume ou não a vaga do vereador e candidato a deputado estadual, Tagner Cerqueira (PT). Indefinição sobre a licença das atividades legislativa para se dedicar de forma mais intensa à campanha anda angustiando o beneficiado.
No banco 2 Terceiro suplente, com 1.503 votos nas urnas de 2024, o pastor Antonio chegou a sonhar com o cargo de titular da pasta do desenvolvimento social e cidadania. Teve que se contentar com uma assessoria sem poderes na própria Sedes.
No banco 3 Movimento só beneficia Tanger, que passa a ter a certeza de um soldado dedicado na sua campanha para a Assembleia Legislativa. Além de cumprir um velho acordo, quando negociou sua entrada no PT, ascensão acaricia o ego do Pastor Antonio com um mandato, ainda que curto e com pouca ou quase nenhuma mobilidade.
No banco 4 Confirmada a operação, o pastor será o terceiro suplente a assumir o mandato. Com a ida do eleito Marcio Neves para a pasta da educação (Seduc), o primeiro suplente do PT, Teo Ribeiro assumiu de forma relâmpago e imediatamente foi para a pasta do esportes (Sedel), de onde não deve sair, apesar da bola murcha que recebeu. Vaga no Legislativo ficou com a segunda suplente Neidinha Muniz.
No banco 5 Caso Tagner seja eleito para a Assembleia Legislativa, o jogo muda e cria um novo processo de ocupação da vaga.
Eclipse E o PSOL em Camaçari segue sem gerar luz no processo eleitoral. Ausente dos debates e longe de exibir qualquer formulação ou crítica à gestão do alcaide Luiz Caetano (PT), legenda parece tomada por um estranho bloqueio.
Eclipse 2 A exatos 75 dias do pleito de 4 de outubro legenda em Camaçari segue sem nomes e sem perspectiva de sair do sombreamento do PT em que vive desde o pleito passado.
Tradição Camaçari resgata uma das mais importantes solenidades religiosas da sua história com a volta do Te Deum Laudamus (A Vós, ó Deus, louvamos). Ato revive 203 anos depois a solenidade original, na histórica Igreja do Espírito Santo de Abrantes, o reconhecimento pela Igreja de Dom Pedro como primeiro imperador do Brasil.
Tradição 2 Retomada de importante manifestação católica acontece graças ao interesse especial do bispo da Diocese de Camaçari, Dom Dirceu e do padre Fabricio, outro preocupado com o resgate da história da cidade. Ato amplia e reforça as comemorações pela importância de Camaçari, nascida em Vila de Abrantes, no século 16, como importante ponto de resistência e luta pela Independência do Brasil na Bahia, no 2 de julho de 1823.
Tradição 3 Agora, incluído no “Livro do Tombo”, o Te Deum realizado no último sábado (18), dentro do mês da Independência da Bahia, volta a integrar o calendário da Igreja Católica. Será comemorado a partir de 2027, provavelmente na sua data original, 20 de fevereiro de 1823.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
20julho2026 Fechamento: 17h01
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As candidaturas dissidentes do grupo de Cleber Alves e os desafios da gestão 04 do alcaide Caetano
Mug, Lindu e Tote e as referências de pontos tradicionais de conversas sobre política em Camaçari
Marcas Camaçari perdeu na quinta-feira passada (9) mais uma de suas referências. Nilson Almeida Leite, 82 anos, dono do Mug bar era mais que um comerciante. Conseguiu transformar seu modesto espaço na avenida Eixo Urbano em um centro de conversa e acolhimento num dos terrenos que Camaçari mais gosta e sabe fazer e viver: a política. Seu estabelecimento, conhecido pelas bebidas de infusão, reunia políticos de todos os matizes, com suas análises, especulações e paixões comuns na disputa paroquial.
Marcas 2 Mug, como ficou conhecido, se junta ao mestre Arlindo Lindu, 76 anos, dono do feijão do Lindu, falecido em junho. Trio de comandantes de espaços ecumênicos de debates e encontros da política fecha com ´Seu` Tote. Manoel Ferreira Gomes, 87 anos, deixou de comandar o seu famoso tira-gosto de charque, localizado no bairro Lama Preta, em 2023.
Marcas 3 Entre os que estão entre nós, não dá para esquecer o bar de Regis, Reginaldo Encarnação, na antiga estação de trens. Localizado no coração da cidade, espaço fechado em 2013, por decisão judicial, era parada obrigatória, em especial aos sábados. Regis terminou transferindo seu ponto para uma das transversais das avenidas Radial A e B.
Marcas 4 Outra referência que deixou de existir foi o bar Jaci, na avenida Francisco Drumond, também no centro. Seu dono mudou de ramo. Já Eduardo do bar do Pirão, João Marcelo, e Waldir simpatia (filho de ´Seu` Tote), todos no conhecido bairro da Bomba, seguem segurando o rojão.
Marcas 5 Essas figuras, com seus estilos e gestão de negócio singulares e nada ortodoxas, têm em comum a capacidade de manter seus espaços de conversa sem os algoritmos que hoje tomam conta e impõem regras nas mesas e balcões.
Marcas 6 Como os demais e no velho modelo analógico, ´Seu` Tote, Lindu e Mug conseguiram com paladar e sabedoria quebrar a lógica desses tempos de distância e frieza das interações online das redes sociais.
Efeitos Depois do inegável impacto negativo provocado pela saída, ainda que parcial, do grupo do ex-vereador Cleber Alves, o governo 04 do petista Luiz Caetano e até os adversários fazem as contas.
Efeitos 2 Segundo fontes da Coluna, na calculadora da deputada federal e candidata à reeleição Ivoneide Caetano (PT), a esposa de Alves e sua concorrente pelo MDB, a empresária Marcia Guimarães, é vista como ´pouca alteração` do ponto de vista numérico. Com logística forte em todo estado, justamente para compensar Camaçari, que na primeira eleição somou quase 39 mil votos de um total de 105.885 apoios, Ivoneide segue na lista dos petistas com reeleição assegurada.
Efeitos 3 Decisão do grupo de Alves de fechar a chapa com o apoio ao deputado estadual Matheus de Oliveira Ferreira, filho do vice governador e também na urna pela reeleição, Geraldo Junior (MDB), afeta de forma significativa outro nome local.
Efeitos 4 Com número menor de apoios fora de Camaçari, o companheiro de legenda e principal parceiro de urna de Ivoneide no município, sua principal base, o vereador e candidato a uma das 63 vagas da Assembleia Legislativa, Tagner Cerqueira, é mais atingido pela equação emedebista.
Efeitos 5 Quase que em consenso, oposicionistas e governistas estimam números parecidos para as candidaturas da dobradinha emedebista. De acordo com apuração da Coluna, o nome de Marcia Guimarães não ajuda apenas a legenda comandada pelos irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima no preenchimento da cota de mulheres na lista de candidatas.
Efeitos 6 Ainda segundo essas mesmas fontes, numa conta mais otimista a esposa de Alves pode chegar a até 3 mil votos em Camaçari. A postulação de Marcia Guimarães, que não se sabe sobre bases eleitorais e apoios fora do município, na verdade mira um projeto municipal para 2028. “É candidata, mas não é para ganhar”, como dizia o ex-vereador Zé Ellis.
Efeitos 7 Na lógica de que todo voto é valido e soma, candidatura ajuda no projeto de ampliação do número de vagas do MDB na Câmara Federal, hoje com apenas uma das 39 cadeiras da bancada baiana. O partido precisa de mais de 130 mil votos por candidato para garantir ampliar presença e sair da única vaga baiana no Congresso.
Efeitos 8 Já a candidatura Matheus de Geraldinho deve extrair cerca de mil votos, ainda segundo as mesmas fontes. Nada mal se comparado aos 407 votos obtidos em 2022 em Camaçari. Na época o emedebista contou com o apoio do grupo do então vereador Ednaldo Junior Borges. Sexto suplente de vereador pelo União, nas eleições de 2024, o atual gestor do aterro sanitário e presidente da Limpec agora é caetanista e está comprometido com a candidatura Tagner.
Efeitos 9 Na real, perdas de lideranças como o grupo de Alves, não provoca apenas um efeito psicológico na militância e nos próprios dirigentes, que sempre esperam nessa reta final o crescimento de adesões. Movimento do ex-vereador conhecido pela sua rebeldia não foi bom para um governo que ainda não deslanchou como deveria e esperavam figuras graúdas do governo de Camaçari ouvidas pela Coluna. Iniciada no ao passado, gestão Caetano 04 entra no 19º mês sem as entregas que imaginavam. Isso não é bom, dizem essas mesmas fontes.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
13julho2026 Fechamento: 17h50
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Insatisfação com a gestão do alcaide Caetano empurra lideranças para a troca de times
Mesmo sem sair da base governista movimento reduz duplas eleitorais
Candidaturas Ivoneide e Tagner são as mais prejudicadas
Jogada A gestão do alcaide petista Luiz Caetano segue usando táticas ineficientes e perdendo jogadores. Passes errados e jogadas sem gol podem conduzir sua seleção para um desfecho parecido com o da equipe verde-amarelo comandada pelo italiano Carlo Ancelotti. O primeiro teste será daqui a exatos 90 dias, nas urnas de outubro, quando precisa assegurar vantagem para seu grupo.
Jogada 2 Esse movimento vem se caracterizando pelas críticas de aliados à gestão. Desempenho tem gerado reflexos ainda mais duros com a saída de apoiadores históricos, e nem tanto, da estrutura do governo municipal.
Jogada 3 Esse jogo começou a ganhar corpo já com os primeiros seis meses da gestão, considerados muito aquém. Aliados e até adversários diziam que era pouco para um experiente Caetano com 3 mandatos no comando de Camaçari, passagens pelo primeiro escalão do governo estadual, e experiências nos legislativos municipal, estadual e federal.
Jogada 4 Praticamente sem gols no segundo semestre, movimento de desconforto ganhou tração em setembro com a primeira saída. Candidata a vereadora que somou 1.285 votos e a quarta suplente do partido, Ara Brasil deixou o cargo na gestão municipal reclamando da falta de apoio político e total ausência de estrutura para “virar a chave”.
Jogada 5 Casada com o presidente do PT estadual e com fortes ligações com o partido que tem seu pai, Carlos Silveira, como um dos fundadores da legenda em Camaçari, Ara não deixou a base governista, apenas trocou de missão, agora no governo federal.
Jogada 6 Outro que deixou o governo no ano passado foi Tata Ricardo, que ocupava a direção do Arquivo Público. Liderança do terreiro de Candomblé Lembá, mesmo sem trajetória política, o sacerdote tem peso no complexo universo da política em Camaçari.
Jogada 7 Pelos mesmos motivos: falta de espaço e apoio para desenvolver projetos e fortalecer a gestão, lista engordou neste ano com a professora Estelita de Cristo (Avante), Bispo da Cultura e Marcia Guimarães.
Jogada 8 Produtor, diretor de teatro e agitador cultural, Bispo era gestor do Teatro Alberto Martins (TAM) desde o começo do governo 04 de Caetano. Sem meias palavras anunciou nas redes sociais que estava cansado. Não era reconhecido e até ´desrespeitado` completa uma fonte da Coluna.
Jogada 9 Com trajetória de 20 anos no PT, o agora ex-petista era muito mais que um simples militante. Tem história no partido, onde ocupou a vice e a presidência municipal, com a conquista de espaços na formulação de políticas públicas.
Jogada 10 Falta de estrutura para fazer o que mais gosta e sabe, a produção cultural, ganhou reforço com a renumeração de pouco mais de R$ 3,4 mil. Seu esforço destoava de outras figuras do governo, sem os resultados esperados, mas com um passe mensal 3,4 vezes mais gordo.
Jogada 11 Nesse gramado de insatisfações com raízes e nuances diferentes, o mais novo desfalque é Marcia Guimarães. Esposa do ex-vereador e liderança na região de Abrantes, segundo colégio eleitoral do município, Cleber Alves, também com cargo na gestão, Marcia foi a última a sair. Entregou o cargo de assessora especial com salário de R$ 10 mil. Assim como Ara e Estelita, Marcia Guimarães sai do governo mas não deixa a base situacionista.
Jogada 12 Filiada ao MDB, partido do conjunto de forças lideradas pelo governador e candidato a reeleição Jerônimo Rodrigues (PT), Marcia Guimarães deve sair candidata a deputada federal. Ainda segundo fontes da Coluna, que tentou falar com a pré-candidata até o fechamento desta edição, Marcia Guimarães faz dobradinha com um estadual da legenda comandada pelos irmãos Geddel e Lucio Vieira Lima.
Jogada 13 Saída de lideranças de cargos da máquina e queixas sobre a gestão tem gerado muito mais que desconforto na base. Reduz a confiança no governo e, por tabela, influencia no humor do eleitor.
Jogada 14 A troca de times dessas lideranças implica na formação de novas duplas de atuação nas disputas para a Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa.
Jogada 15 Perdem votos sem essas tabelinhas a deputada federal e candidata a reeleição Ivoneide Caetano e o também petista, vereador Tagner Cerqueira, que tenta pela primeira vez uma vaga no Legislativo Estadual.
Calibre Camaçari fechou junho com 6 assassinatos. Segundo levantamento realizado pela Coluna, com base em informações postadas na imprensa local, não houve alteração no número de crimes violentos letais intencionais (CVLIs) em relação a maio, também com 6 assassinatos.
Calibre 2 Nesse processo de violência, apesar dos números mostrarem queda nos últimos anos, a Coluna destaca em junho a morte de um bebê. Gael Almeida, de 1 ano, foi atingido por disparo de arma de fogo durante um suposto ataque a seus familiares, na noite do dia 5 de junho, no bairro Gleba A, sede do município. Ainda segundo relatos da polícia, os disparos teriam sido realizados por um homem encapuzado.
Calibre 3 O mês de junho deste ano também aparece como o segundo com o menor número de assassinatos desde 2017. Fica atrás apenas de abril deste ano, com 4 registros.
Calibre 4 Camaçari registrou 47 assassinatos nos seis primeiros meses do ano. Soma da Coluna, entre janeiro e junho deste ano, comparada com o mesmo período de 2025 mostra que 2026 registrou queda de 30 assassinatos e distante dos 77 contados no ano passado. Junho repete maio e segue com o menor número de assassinatos se comparado com todos os seis primeiros meses do ano desde 2017.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
6julho2026 Fechamento: 17h40
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A inauguração da nova Policlínica e o Fogo Simbólico da Independência
Dois momentos que atestam o descuido de Camaçari com a coisa pública
Modelo Terça-feira, 30 de junho, é dia de dupla comemoração em Camaçari. Uma festeja o pertencimento e a identidade. A outra, apesar da sua indiscutível importância e prioridade para a saúde da população, ganha conotação político eleitoral. A passagem do Fogo Simbólico da Independência e a inauguração da nova Policlínica têm em comum a marca do descuido com a coisa pública.
Modelo 2 Inaugurada às pressas para cumprir o calendário da política, a Policlínica busca reduzir um grave déficit na saúde municipal. Estrutura que deveria ter sido entregue no ano passado, e sob total responsabilidade do Governo do Estado, começa a funcionar a partir de segunda-feira (6), mesmo assim de forma parcial. Segundo apurou a Coluna, equipamento, o maior do país, o primeiro com verba federal do PAC, e custo estimado em cerca de R$ 50 milhões, abre suas portas com menos de 20% da sua capacidade total de atendimento.
Modelo 3 Material distribuído pela própria prefeitura de Camaçari reforça esse atraso. Informa sobre a estrutura do equipamento e a futura “fase de completo funcionamento”, o que só deve ocorrer no final do ano, segundo fontes governistas ouvidas pelo Camaçarico.
Modelo 4 Ainda segundo a prefeitura, a Policlínica “terá a atuação de 300 profissionais, sendo 130 médicos especialistas em 28 áreas e capacidade para realização de 54 mil exames por mês”. Na verdade, o número deve superar os 600 colaboradores e representar um custo mensal de manutenção da estrutura em R$ 5 milhões.
Modelo 5 Esse descuido com o cronograma fica claro com o enxugamento de estruturas, quando a receita deveria ser de soma. A atual Policlínica do município deve ser fechada, confirmando as dúvidas exibidas na Coluna de 15 de junho. Considerada ´desnecessária` com a nova estrutura, unidade da avenida 28 de Setembro terá seu pessoal deslocado. O mesmo roteiro, fruto de uma sucessão de equívocos e falta de planejamento das duas estruturas da saúde, estadual e municipal, deve ser seguido com a unidade de atendimento à criança, atualmente funcionando no PHOC.
Modelo 6 O Centro de Atenção à Saúde da Mulher (CASM), é exemplo ainda mais emblemático. Transferência dessa estrutura, com sede própria na Gleba-B, para a nova Policlínica tem gerado protestos e dúvidas. Sua condição singular de centro de referência, atendimento exclusivo por especialistas e cuidados especiais para um público específico, inclusive mulheres que sofrem violência, contraria a sua proposta de funcionamento num espaço como a Policlínica.
Modelo 7 Números e cronograma deixam claro de que governo e oposição não fizeram o dever de casa. A pressão governista sobre o Legislativo, quando a regra era negociar com a maioria oposicionista, o descuido com a análise do contrato de gestão entre Estado e Município, e a falta de transparência, como mostrou a Coluna de 25 de maio, só atestam o festival de equívocos de ambos os lados.
Modelo 8 Já na outra festa, prevista para às 13h, na praça Desembargador Montenegro, sede do município, Camaçari lembra a participação dos seus antepassados nas lutas e processo que resultou na Independência da Bahia. Desde a criação do roteiro de passagem do Fogo Simbólico no chamado Recôncavo Norte, em 2023, com a inclusão de Camaçari, Mata de São João, Dias D´Ávila e Lauro de Freitas, que o ato segue aquém do merecido para a sua importância histórica.
Modelo 9 Reconhecer e fortalecer a história de Camaçari e sua contribuição na formação do Brasil como elemento de construção de um sentimento de pertencimento parece ser uma das fragilidades da Camaçari que se reveza no poder nas últimas quatro décadas. Descuido tem destaque na pasta da educação, que insiste em fugir dessa lição básica na sala de aula, onde tudo começa. Reprovação também passa pelo Legislativo de Camaçari que sequer conhece sua história.
Modelo 10 Baixo desempenho é antigo, mas ganha protagonismo nas últimas gestões. José Tude e Helder Almeida (União), Ademar Delgado (ex-PT), seu sucessor Antonio Elinaldo (União) e o atual alcaide Luiz Caetano (PT) que governa a cidade pela 4ª vez. Todos pularam essa página.
Modelo 11 Não é por falta de aviso, muito menos de material que fundamente essa construção de identidade. A passagem do Fogo Simbólico em Camaçari, parte de uma agenda encerrada com o grande desfile no 2 de Julho, pelas ruas do centro antigo de Salvador, tem um personagem que o poder político de Camaçari insiste em ignorar. Sem os estudos e esforço do professor, historiador e pesquisados Diego Copque, Camaçari provavelmente seguiria com essa identidade perdida.
Modelo 12 A presença e importância dos povos originários, os tupinambás, o processo de chegada dos ´colonizadores` estrangeiros, a formação da Vila de Abrantes, primeiro núcleo urbano da região e um dos mais antigos do Brasil, não é pouca coisa. A dimensão da importância histórica do município, que tem como marco a primeira metade do século 16, continua sendo uma lição difícil de entendimento pela elite política que controla o poder em Camaçari.
Modelo 13 Uma das marcas registradas desse descuido é a ausência do município nos festejos da Independência da Bahia. Contar com orgulho e alegria seus personagens, como o indígena Joaquim Eusébio de Santana, que chegou a capitão-mor da tropa nas lutas de 1823, é obrigação constitucional. Diferente de cidades distantes centenas de quilômetros da capital, Camaçari a apenas 40 quilômetros do desfile, sequer se faz representar com seus colégios, bandas e fanfarras campeãs.
Modelo 14 Infelizmente, Camaçari prefere o caminho do apagamento. De forma solta e apenas como peça agregadora dos seus respectivos grupos políticos, caetanistas e elinaldistas desfilam no 2 de Julho como elementos secundários para fotos e discursos paroquiais nas redes sociais. Mesmo em ano eleitoral, onde vale tudo, Camaçari se mostra totalmente desconectada da sua história e da grande festa cívica puxada pelos carros do Caboclo e da Cabocla, símbolos máximos da Bahia liberta.
Modelo 15 Infelizmente, os festejos do Fogo Simbólico e da nova Policlínica dão bem a dimensão do entendimento da coisa pública e do interesse coletivo. O resto é pura narrativa.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
29junho2026 Fechamento: 18h20 |
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O Mestre Arlindo Lindu e o exemplo de respeito, cidadania e pertencimento
Valeu, Mestre Camaçari perdeu na quarta-feira (17) uma figura emblemática: Arlindo Santana Santos, conhecido como Arlindo Lindu. O ´mestre Lindu`, título que ganhou por conta de sua rica trajetória, deixa exemplos e um importante legado para a cidade que acolheu esse soteropolitano de Itapagipe, nos anos 1960.
Valeu, Mestre 2 Em Camaçari construiu não apenas uma família formal. Seu jeito leve de ser e de acolher sem preconceitos ampliou esse time de filhos, agregados e amigos. Desde jovem, como anotador de obras, um dos seus primeiros empregos, que Lindu constrói.
Valeu, Mestre 3 Dono de um sentimento de pertencimento singular, Lindu seguiu avançando. Na antiga Decasa, empresa pública responsável pela construção de casas populares em regime de mutirão, nos anos 1980, ganhou mais traquejo e consciência da complexa cidade que adotou.
Valeu, Mestre 4 Lindu era uma figura com características especiais. Construiu vínculos e soube trafegar de forma elegante e sempre enriquecedora, tanto para seu currículo, como na construção positiva em todos os muitos espaços públicos em que atuou.
Valeu, Mestre 5 Construiu caminhos e deixou lições na cultura, na gastronomia, no esporte. Até no árido terreno da política, onde tudo pode, desde que seja em benefício próprio, Lindu soube contribuir de forma positiva e ensinar lições.
Valeu, Mestre 6 Referência nessa trajetória de 76 anos é o restaurante Feijão do Lindu. Nasceu como um encontro de amigos. A panela cresceu, foi inaugurado oficialmente em 2000 e virou marca de boa comida. Ao lado da esposa e companheira de uma vida toda, d. Eliana, falecida em 2018, conquistou espaços privilegiados no mapa da culinária baiana, como cita o jornalista Tasso Franco no seu livro ‘Dom Franquito 96 restaurantes ao redor do mundo”. O restaurante era apenas um ingrediente na receita mais ampla do mestre.
Valeu, Mestre 7 Repertório amplo, bom de conversa, festeiro, cantava, fazia música, gostava de uma cerveja e uma pinga para coroar. Lindu era homem que não brincava e dava conta do serviço. Sincrético, era devoto de Santo Antonio, mas mantinha os pés firmes nas suas raízes africanas.
Valeu, Mestre 8 Foi um dos responsáveis pela criação da Micareta de Camaçari. Nesse compasso criou, junto com o amigo Ademar Josué, o Madruga, o afoxé Filhos de Eulina, em homenagem uma das mais importantes ialorixás da cidade e destaque dos desfiles. Era mais um passo na preservação da identidade e raízes de Camaçari.
Valeu, Mestre 9 Sua grande paixão na música, o samba, foi semente para o fortalecimento e preservação de uma das nossas raízes numa Camaçari multifacetada e cheia de influências. Lição cadenciada pelo toque do pandeiro começou em casa, com os 5 filhos e seguiu herdada pelos 4 netos, parentes e amigos.
Valeu, Mestre 10 Na sua cozinha surgiram cantores, compositores, grupos musicais, e a “Turma do Samba”, formada por filhos e filhos de amigos. Essa letra com melodia é antiga e vem sendo afinada desde a criação de projetos musicais no antigo Teatro Magalhães Neto, rebatizado Alberto Martins.
Valeu, Mestre 11 Samba, música e boa comida casam com futebol, outra marca do mestre. Foi sob sua cartola, na verdade um filá, que o Camaçari Futebol Clube subiu para a primeira divisão e venceu o primeiro dos três turnos do Campeonato Baiano de 1998. No currículo do “peixe guarajuba”, símbolo da equipe, está o histórico 2x1 sobre sua outra paixão, o rubro-negro Vitória.
Valeu, Mestre 12 Gols e títulos, muitos conquistados no então estádio Waldeck Ornélas, depois mudado para Armando Oliveira, e mais recentemente rebatizado de Fernando Lopes, outro ex-presidente do clube, transformaram Arlindo Lindu no mais importante dirigente da história do futebol camaçariense.
Valeu, Mestre 13 Multifacetado, Lindu não poderia deixar de dar sua contribuição na política. Presença intensa nas articulações da política camaçariense desde os anos 1980, foi presidente do PSB e chegou a cumprir missão partidária ao arriscar sem sucesso um mandato de vereador.
Valeu, Mestre 14 De memória privilegiada, deu grande contribuição a esse repórter, com momentos do folclore político local. O ´estrogonofe de Pinheiro”, ´o litro da água sanitária de Caetano` e a celebre máxima do médico e vereador Zé Ellis: “É candidato, mas não é para ganhar” foram histórias que enriqueceram as colunas Política e Políticos e Camaçarico.
Valeu, Mestre 15 Mesmo fazendo da máxima “me tire dos seus exemplos” seu mantra, quando era citado, não dá para negar sua rica e positiva trajetória. Com todos os defeitos e virtudes, Lindu é exemplo para quem sonha e aposta numa Camaçari e num país melhor e mais leve para todos. Obrigado, Amigo.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
22junho2026 Fechamento: 16h05
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População paga a conta pelo atraso na Policlínica de Camaçari
Equipamento previsto para ser inaugurado em 2025 vira ringue para caetanistas e elinaldistas
A Sedes e o festejo do descaso com a Casa da Criança de Camaçari
Retrato A “novela” que virou a Policlínica de Camaçari segue com novos capítulos e movimentos surpreendentes e fora do que seria a lógica original do roteiro. O mais novo ato dessa trama é a decisão do alcaide Luiz Caetano (PT) de botar para funcionar a unidade sem o aval legal da Câmara de Vereadores. Legislativo precisa aprovar o contrato de gestão do equipamento entre o Município e o Governo do Estado.
Retrato 2 Como mostrou a Coluna de 25 de maio, o contrato original assegurava a subtração de receitas do ICMS do município como pagamento da compensação das obrigações municipais pactuadas com o Consórcio.
Retrato 3 O Camaçarico também alertou para o comprometimento da autonomia do município, que contraria o SUS com sua política de ampliação do poder de gestão local. Documento, como foi enviado no começo de maio ao Legislativo, dá poderes à Secretaria de Saúde do Estado (SESAB) para contratar pessoal e até interferir em outras estruturas da saúde do município.
Retrato 4 Descuido na construção do contrato terminou dando munição aos antigovernistas, com maioria dos 23 votos da Casa. Segundo apurou a Coluna, as modificações discutidas entre a Sesab, município e vereadores já estão no Legislativo.
Retrato 5 Desgaste que parecia resolvido com a revisão dos termos do contrato, evoluíram para novas cobranças da base oposicionista. Laudos de segurança e outros penduricalhos sugeridos pelos vereadores antigovernistas sinalizam mais atraso.
Retrato 6 Só após a aprovação das comissões de finanças e saúde o contrato vai para votação em plenário. Com o recesso de meio de ano, Legislativo tem três sessões até dia 30, com o intervalo da próxima semana (São João). Sem esse período normal, a votação e aprovação vai precisar de sessões extraordinárias.
Retrato 7 No receituário da política, inaugurar com parte dos serviços da Policlínica, como vem admitindo o alcaide, é melhor que nada, ainda mais em ano eleitoral.
Retrato 8 Pressionada por resultados positivos, a gestão 04 do petista precisa fazer entregas para a população, sem esquecer o benefício direto ao governador Jerônimo Rodrigues, seu candidato a reeleição. Daí a pressa de Caetano entregar a Policlínica até o dia 3 de julho, data limite da Lei Eleitoral para a presença de políticos que vão disputar o pleito de outubro.
Retrato 9 Beneficiário direto e muito mais carente desse resultado positivo que o também companheiro de partido, o presidente Lula, em outro patamar de aceitação no município, Jerônimo e sua Sesab têm total culpa nesse atraso. Afinal, as obras e a montagem de toda a estrutura são de responsabilidade do estado. Prometida para setembro, Policlínica completa 9 meses de atraso no final de junho.
Retrato 10 Nesse pacote de beneficiários diretos também estão a federal e candidata a reeleição Ivoneide Caetano, e seus candidatos a estadual, com destaque para o vereador Tanger, anda mais carente do voto nativo.
Retrato 11 Mas, a Policlínica exibe um quadro muito mais complexo. É aí que entram as ações quase invisíveis, mas fundamentais para o andamento do roteiro e seu resultado positivo, no caso o atendimento da população, já a partir de julho, portanto antes das eleições.
Retrato 12 Sem contrato formal entre prefeitura e estado, de quem será a responsabilidade pela montagem da estrutura de pessoal? O estado cede provisoriamente médicos e técnicos? A prefeitura desloca parte do pessoal da atual Policlínica, localizada na avenida 28 de Setembro, desfalcando assim um serviço que já enfrenta dificuldades?
Retrato 13 As dúvidas não são poucas. O município vai recorrer às OS (organizações socais), que hoje respondem por parte do pessoal em atuação nas unidades de saúde do município? Essas terceirizadas ampliariam seus contratos com aumento de pessoal para suprir as necessidades da Policlínica? E os custos extras para os cofres públicos gerados por essa situação emergencial?
Retrato 14 Do outro lado e também priorizando a receita da política, a Câmara de Vereadores, com sua demora, ineficiência, como mostrou a Coluna, com o alerta sobre as cláusulas do contrato, nocivas ao município, ajuda a piorar o quadro.
Retrato 15 Ao acirrar por mera estratégia eleitoral, cai no mesmo pecado do governo municipal que tenta atropelar uma situação que deveria ter sido resolvida com menos prejuízo para a população.
Retrato 16 Camaçari tem orçamento e peso político. É território referência mundial na produção industrial. Com esse tamanho não pode ter um serviço público tocado na base do improviso apenas para atender interesses eleitorais.
Fake A Secretaria do Desenvolvimento Social e Cidadania (Sedes) segue se superando. A última da pasta comandada pela ´imexível` doutora Jeane Gleide é a festa de encerramento das atividades do semestre da Casa da Criança e do Adolescente, na manhã desta terça-feira (16).
Fake 2 Equipamento, como vem denunciando a Coluna, está praticamente fechado, com a demissão dos educadores desde o final do ano passado. Num arranjo nada responsável e distante da política pública definida e bancada com recursos do SUAS (sistema único da assistência social) a Casa da Criança segue funcionando apenas com “oficinas”.
Fake 3 Infelizmente, a Sedes trata essas atividades precárias como se fossem suficientes e se equiparassem às ações desse importante e fundamental serviço de convivência e fortalecimento de vínculos.
Fake 4 Estrutura, em proposital e acelerado declínio, chegou a atender cerca de 500 jovens por semestre, com cursos de artes plásticas, capoeira, dança e música, complementada com o apoio psicossocial a alunos e seus responsáveis.
Fake 5 Com foco diferenciado, a Casa da Criança e do Adolescente de Camaçari tem em boa parte do seu público justamente quem maios precisa. São jovens em situação de vulnerabilidade social, incluindo aí nesse grupo uma significativa parcela de alunos especiais.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
15junho2026 Fechamento: 17h35
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