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Pressão

Pressão  O PSL vai mesmo disputar as eleições municipais em Camaçari com uma chapa formada apenas por novas lideranças, todas sem mandato de vereador ou que nunca exerceram a função, ainda que na condição de suplente. A certeza foi dada nesta sexta-feira (6) pela presidente da legenda na Bahia, a deputada federal Professora Dayane Pimentel.


Pressão 2 Durante encontro com os pré-candidatos, no escritório político da deputada, em Salvador, a parlamentar reafirmou seu apoio e obteve  a certeza de que todo o grupo vai apoiar a postulação do atual alcaide e candidato a reeleição, Antonio Elinaldo (DEM). Com a confirmação, antecipada pelo Camaçarico (Confira), a base de apoio ao prefeito será formada pelo DEM, PSDB, PRB, Cidadania e PSL.


Pressão 3 Nas quase duas horas de conversa, a deputada Dayane assegurou que esse apoio não passaria por acordo que interferisse no projeto de construção da legenda no município a partir de novas e jovens lideranças. A Coluna apurou que o alcaide Elinaldo e seus representantes, em especial vereadores,  tentaram dificultar essa composição, inclusive  atraindo com generosas ofertas parte dessas jovens lideranças para as 4 legendas da base governista.


Pressão 4 A decisão de excluir velhas as raposas da política e suplentes que já exerceram o mandato de vereador tornou o projeto do PSL ainda mais apetitoso. Não é por acaso que a legenda deve disputar as eleições municipais com chapa completa. Graças a essa certeza de assegurar a disputa de “forma justa”, como disse a deputada Dayane, que o PSL terá 32 nomes, sendo 10 mulheres.   


Pressão 5 Um grande ato de filiação está marcado para o próximo dia 16 em Camaçari. Festa presidida pela deputada Dayane terá as presenças do alcaide Elinaldo e de outras lideranças do partido no estado. Participaram da reunião os pré-candidatos: Binho da Pizza, Daniela, Diih Passarinho, Dudu do Povo, Edmilson do Esporte, Gil Eventos, Herbinho, Ivandel, Jamesson, Mauricio Qualidade, Ninho do Ligeirinho, Pastor Rocha, Doutor Roberto Moacir, Sargento Ramos, Tiago Peixoto, Vagner, Verbenia, Vini da Gleba E e Zinho Desafio. Número deve crescer  nos próximos dias com a adesão de novas lideranças, agora tranquilizadas pelas regras do partido que excluem políticos com mandato.


No palco  Não passa de fake News a informação de que o cantor Ninha, ex-Timbalada, fere a legislação eleitoral e pode perder o direito a disputar um mandato de vereador por Camaçari, ao se apresentar no Festival de Arembepe.  A informação sobre a candidatura do artista foi antecipada pelo Camaçarico (Confira). Ninha, morador de Vila de Abrantes desde o começo dos anos 2000, é uma das atrações da grade de shows da festa, domingo (22) à noite na praça das Amendoeiras.


No palco 2  Ninha só vai ficar impedido de ser contratado pela prefeitura de Camaçari a partir de junho, quando sua candidatura pelo Cidadania,  comando no município pelo vizinho  e ex-vereador Cleber Alves, estiver oficializada. Até lá, o ex-timbaleiro pode soltar seu vozeirão. Ninha, que tem como padrinho o advogado Ademir Ismerim, um dos maiores especialistas em Direito Eleitoral do país, pode inclusive continuar cantando e faturando seus cachês em outras cidades do estado, mesmo depois de ter seu nome confirmado como candidato.     


Guerra Não é só em Camaçari que a disputa está peando fogo. A temperatura anda altíssima na vizinha Itanagra, cidade com cerca de 5 mil eleitores. O pré-candidato a prefeito, o empresário Marcus Sarmento (sem partido) pediu à polícia que investigue a falsificação de seu perfil no Facebook. 


Guerra 2  Segundo a queixa que registrou na polícia, criminosos usaram o nome do empresário para anunciar a venda de armas. Marcus, que teve dados pessoais e fotografias copiados e usados no perfil fake, não descarta nenhuma possibilidade sobre os possíveis culpados pelo crime. Apoiado por uma frente de oposição, formada pelo DEM, PRB e MDB, o empresário Marcus Sarmento vai enfrentar nas urnas a atual prefeita, Dânia Silva, que era do PT, se elegeu pelo PSL e agora ensaia voltar ao ninho petista.


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João Leite Filho joaoleite01@gmail.com (Editor)


6/ 3/2020

 





Só alegria

Só alegria O festival de Arembepe, que acontece de 20 a 23 deste mês, na hoje não tão paradisíaca localidade da orla de Camaçari, vai custar cerca de R$ 3 milhões. Desse total de gastos, cerca de R$ 1 milhão serão consumidos com o pagamento das 54 atrações, sendo que 80% dos contratados são artistas do município.


Só alegria 2 Na lista dos 3 Tops, que ficam com cerca de R$ 250 mil dos 30%  destinados aos cachês, o elétrico Márcio Victor, comanda o arrastão na sexta-feira (20), após o cortejo das baianas. Fecham o trio os cantores Jau e Tayrone, atrações principais do sábado (21), no palco principal. Os cerca de R$ 2 milhões restantes serão consumidos com montagem das estruturas da festa que terá outros 3 espaços para shows e apresentações culturais nas praças das Amendoeiras, dos Coqueiros e do campo de futebol.


Só alegria 3 Completam a programação da festa, que neste ano terá como tema “Deixe fluir a positividade”, o desfile de 22 blocos de camisa. Os Brochas abrem o desfile na sexta-feira. No sábado, o Abrace, puxado pelo cantor Lincoln e a banda Duas Medidas, troca camisas por lata de leite que serão distribuídas pelo programa de voluntariado comandado pela primeira-dama Ivana Paula. As Abelhinhas fecham a festa na segunda-feira. Segundo cálculos da prefeitura, cerca de 120 mil pessoas devem circular no povoado durante os 4 dias da festa.


Mais cadeiras A rede municipal de Camaçari deve registrar em 2020 um crescimento de 30% no número de novos alunos, o equivalente a cerca de 1.100 matriculados a mais que os 3.500 mil novos educandos que ingressaram em 2019.De acordo com números que a Coluna teve acesso, o sistema mantido pela prefeitura terá um total de cerca de 37 mil alunos em 2020, 4 mil a mais que em 2019.


Mais cadeiras 2 Levantamentos preliminares mostram que cerca de 2.500 novos alunos já estão matriculados, mas esse número tradicionalmente aumenta até o final de março, com a matrícula de estudantes vindos da rede particular e oriundos de famílias que se mudaram recentemente para o município.  


Mais cadeiras 3 Esse aumento na rede também é gerado pela regularização do calendário letivo que este ano começa na proxima terça-feira (10), o que não ocorria desde 2016 devido às greves dos professores que terminavam empurrando o início das aulas para abril. Conta ainda nesse pacote de atrativos de novos alunos o kit escolar com fardamento e material didático.


Mais cadeiras 4 Rede mantida pela prefeitura tem 1.800 professores, 800 auxiliares, entre porteiros, merendeiras e assistentes de ensino. Fecham essa estrutura os cerca de 1 mil prestadores terceirizados no serviço de limpeza das unidades.


Pecado A praça Montenegro está para Camaçari como estão a Sé de Salvador, e sua congênere de São Paulo. Guardando as proporções, todos os 3 espaços públicos se tornaram marcos justamente por abrigarem representações da Igreja Católica.


Pecado 2 Em Camaçari, praça onde está localizada a catedral de São Thomaz de Cantuária, padroeiro da cidade, as marcas do descaso são antigas e parecem não sensibilizar a atual gestão municipal.


Pecado 3 Não foram poucos os alertas feitos pelo Camaçarico. Recuperação do espaço, melhoria da iluminação e limpeza são agrados que o alcaide Antonio Elinaldo (DEM) insiste em ignorar. Em ano de eleições, contrariar esses preceitos com o santo, com o padre e com os fiéis só ajuda a jogar água no turíbulo.


Pole position Camaçari segue sem ameaças sua trajetória de recordes de assassinatos. Durante o mês de fevereiro deste ano foram 15 pessoas. Número é quase 40% maior que o registrado no mesmo mês de 2019, com 11 assassinatos. Em janeiro foram 19 homicídios. Ainda de acordo com dados oficiais da secretaria de segurança pública da Bahia (SSP-BA), aumento foi de 50% em relação aos 13 assassinatos registrados no mesmo mês de 2019.


Empoderamento  Sem descuidar da agenda com o eleitorado feminino, o PT capitaneado pelo ex-alcaide Luiz Caetano realiza sábado (7), a partir das 14h, um encontro de mulheres no Clube Social. Reunião do chamado coletivo “Mulheres em Defesa de Camaçari” é mais um movimento das oposições para reforçar a candidatura da advogada Ivoneide Caetano, esposa do 3 vezes gestor do município, como a melhor opção para governar Camaçari a partir de 2021. 


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João Leite Filho joaoleite01@gmail.com (Editor)


5/3/2020

 





Sagrado e Profano

Sagrado e Profano O prazo de 4 de abril pode até ser o último dia no calendário do pula-pula partidário. Mas, outra data, duas semanas antes do fechamento da janela eleitoral definida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deve exibir o novo desenho da disputa em Camaçari.


Sagrado e Profano 2 Aberta com o tradicional cortejo das baianas, seguida da lavagem da igreja do padroeiro São Francisco, festa de Arembepe, próximo dia 20, seguramente vai exibir velhas e novas caras e seus novos rótulos partidários envolvidos na disputa de outubro.


Hipertensão A inclusão de um 5º partido na base do alcaide Antonio Elinaldo, agora formada pelo DEM, PSDB, Cidadania, PRB e PSL, antecipada pelo Camaçarico (Confira), é só mais um sinal dos picos de pressão que os 21 atuais detentores de mandato legislativo vão enfrentar nos próximos 7 meses.


Hipertensão 2 O fechamento das portas do PSL para vereadores com mandato animou as novas lideranças na disputa e pode assegurar até duas das 21 cadeiras do Legislativo de Camaçari. Time se reúne na próxima sexta-feira (6) com a presidente estadual da legenda e deputada federal Professora Dayane Pimentel. Pelo último desenho, o PSL vai para as urnas com os candidatos, por ordem alfabética, Binho da Pizza, Dr. Roberto Moacir, Dudu do Povo, Gil Eventos, Herbinho Herbert, Ivandel Pires, Jamesson Silva, Maurício Qualidade, Tiago Peixoto (presidente municipal da legenda), Val Cabeleireiro, Vini da Gleba E, entre outros.


Hipertensão 3 Confirmados os números, hoje uma tendência, tal o tamanho da nova geração que deve se abrigar na legenda, só o PSL será responsável pela renovação de 10% da Câmara. Número sinaliza e reforça que disputa para os atuais detentores de mandato não será fácil e pode chegar a até 50%, o equivalente a 10 das 21 cadeiras, como mostrou o Camaçarico (Confira). 


Com Ph O atual diretor da Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Adab), Maurício Bacelar, não parece preocupado com o outro rebanho, o de apoiadores e filiados ao seu partido, o Podemos em Camaçari. A legenda se movimenta com dificuldade na conjuntura municipal e deve ficar de fora das eleições de 4 de outubro. 


Com Ph 2 Mesmo integrando a base do governador Rui Costa (PT), o Podemos dificilmente terá espaço para apresentar candidatos a vereador. Segundo apurou a Coluna, o PT, o PSB e o PCdoB são os partidos mais prováveis para formar o arco oposicionista encabeçado pela candidata Ivoneide Caetano (PT).  


Com Ph 3 Fragilização da legenda no município, em parte fruto da sua desorganização, o Podemos também enfrenta intenso bombardeio da máquina municipal que tenta atrair importantes lideranças para partidos da base de apoio ao projeto de reeleição do alcaide Antonio Elinaldo (DEM). Reunião marcada para a próxima terça-feira (3), com o presidente Maurício Bacelar, deve clarear a situação no 19.


Com Ph 4 Outra legenda que é tida como morta no município é o PSD. Comandado pelo empresário Roquinei Cabeceira, partido do senador Otto Alencar deve ter seus candidatos redistribuídos pela base oposicionista, coordenada pelo ex-alcaide Luiz Caetano (PT), e formada pelo PT, PSB e PCdoB. 


Perdão No PDT, no comando do vereador e ex-tucano Oziel Araújo, e que jura não estar em nenhum dos lados, segue pregando a união do rebanho. Como bom pastor e cristão, Oziel continua de braços aberto à espera de Antonio Carlos Soares. Segundo apurou a Coluna, o acolhimento tem limites, portanto sem possibilidades de ACS ser vice na chapa que Oziel, hoje e agora, assegura que vai encabeçar.


Perdão 2 A alternativa para Antonio Carlos Soares é a vaga para vereador, onde ele tem grandes chances de se eleger, avaliam fontes ligadas ao ex-tucano. Engordam essa lista de nomes com potencial a professora Cleide Araújo, que herdaria os votos do mano Oziel.    


Teoria e prática O PSOL foi o primeiro partido a anunciar seu vice na disputa da prefeitura de Camaçari. Negra Magna, microempresária e militante dos direitos dos negros e mulheres será a companheira na chapa encabeçada pelo educador Sócrates Magno. 


Teoria e prática 2 Apesar de avançado na montagem da chapa, o PSOL segue com dificuldades na prática política de atuação no dia a dia. Com discurso frio e parecido com o restante da oposição, que já foi governo, a candidatura Sócrates/Negra Magna precisa sair do casulo da organização, perder o medo e botar o bloco na rua. Festa de Arembepe será o palanque para o PSOL mostrar que possui um projeto de poder diferente, que age diferente, e que possui condições de fazer a diferença que tanto prega nos discursos. 


Vistas grossas Dois acidentes envolvendo veículos de transporte de passageiros exibem de forma clara e inequívoca o descuido da atual gestão com o sistema de transporte público em Camaçari.


Vistas grossas 2 No sábado (29), um ônibus amarelinho escolar, portanto que conduz estudantes, sofreu uma pane mecânica com um princípio de incêndio. O veículo transportava cerca de 20 passageiros, entre cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção que participariam do projeto "Para Praia", de banho de mar assistido na praia de Guarajuba. Acidente, felizmente sem vítimas, mostra que a frota escolar não possui fiscalização.


Vistas grossas 3 Mais grave foi o assassinato de um motorista do sistema de transporte alternativo conhecido como ´ligeirinho`, na sexta-feira (28). Um homem de 47 anos foi morto com 2 tiros quando transportava passageiros nas proximidades do Viaduto da Cascalheira. E, se um passageiro ficasse ferido? De quem seria a responsabilidade.


Vistas grossas 4 Mesmo ilegal e sem nenhuma fiscalização sobre suas condições de funcionamento e habilitação de seus motoristas, por parte da superintendência de trânsito e transportes (STT), serviço que já conta com cerca de 300 veículos, virou uma unanimidade. Sob o pretexto de combater o desemprego e atender uma demanda de passageiros esquecidos pelo sistema de transporte por ônibus, serviço ganhou blindagem política. Lista inclui figurões da prefeitura e gente graúda das oposições, todos interessados apenas nos dividendos políticos.


Vistas grossas 5 Enquanto isso, milhares de passageiros, na sua maioria trabalhadores e seus familiares residentes na Camaçari, sede do maior complexo industrial integrado do Hemisfério Sul, seguem sofrendo com a falta de um sistema de mobilidade urbana. 


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João Leite Filho joaoleite01@gmail.com (Editor)


2/3/2020

 





Pagamento em dobro

Prática considerada anti-republicana, condenada e negada por todos na política brasileira, o atendimento de pequenos favores com dinheiro, era ainda mais comum e aceita, diferente dos nos novos tempos de legislação rígida, onde as imagens e áudios feitos por equipamentos e celulares podem derrubar um candidato.


A fórmula é simples e universal, independente da matiz ideológica do político. O candidato está sempre “sem dinheiro no bolso”.  Na campanha de 1992, quando Ellery disputa e vence sua 1º eleição direta, depois de 11 anos de mandato biônico, não foi diferente. Agenda apertada, o chefe descuida da presença inseparável e sempre decisiva de Ernani Pio.


Ernani Pio da Costa Nunes era o que se poderia chamar de super-assessor do prefeito Humberto Ellery. Fiel escudeiro, pau para toda obra, Ernani Pio, como era conhecido, resolvia tudo, até pagar as contas dos eleitores. Pio, que faleceu em 2010, já como assessor do vereador Dilson Magalhães (1949/2015), começou colaborando com o governo Ellery na área de finanças e orçamento. Tal a sua desenvoltura no trato com eleitor e com os políticos que gravitavam na órbita do poder municipal, logo foi guinado à condição de assessor político.


E, foi a ausência de Ernani Pio que fez o diferencial numa visita de “Doutor Humberto”, como era chamado, a eleitores de Areias, pequena comunidade próxima a Jauá (Estrada do Coco), na contra costa de Camaçari.


Sozinho, sem o seu super-assessor, passa pela porta de um bar. Logo é reconhecido, saudado e convidado. Entra, conversa sobre seus planos de governo, distribui santinho e agradece a atenção. Antes de deixar o estabelecimento, recebe a convocação de praxe: ´Doutor Humberto, pague aí, umas cervejas`. Sem a sombra sempre providencial do experiente Ernani Pio, Ellery quebra a regra e saca do bolso uma quantia generosa para a despesa.


No dia seguinte o dono do bar aparece para cobrar a conta. “Que conta?”, responde Ellery, emendando um ríspido, mas sempre educado, como de seu feitio: “Deixei na mesa o dinheiro das cervejas”. “É, doutor Humberto, a conta foi paga, só que eles começaram uma confusão por causa do troco e me deixaram um prejuízo, com a destruição de algumas cadeiras”, emendou o dono da biboca. Sem alternativa, só restou ao Doutor Humberto pagar a conta da conta.


25/2/2020


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com (Editor)


 

 





A profecia do B

 A profecia do B


Até final da década de 1980, o discurso contra o então prefeito biônico, Humberto Ellery, era sempre o mesmo. "Corrupto", "ditador", "capacho dos militares", até de “ladrão”, o alcaide que ficou 11 anos comandando o município, era chamado pelos adversários, independente  da patente de poder na estrutura oposicionista.


Em 1985, o então vereador de primeiro mandato, Luiz Caetano, PCdoB de coração, mas PMDB de carteirinha oficial, vence José Eudoro Reis Tude (PDS), capitão do Exército e candidato a prefeito apoiado por Ellery, também militar da mesma patente e da força armada do seu pupilo.  
 
Novo governo, projetos, propostas e muitos sonhos para a Camaçari onde o povo estaria no poder. Fino observador da cena política camaçariense, o então companheiro Antonio Cotrim, até recentemente comunista convicto, fez uma previsão: "Não dou 10 anos para Caetano e Ellery subirem no mesmo palanque”.  A companheirada, e muita gente, inclusive adversários dos dois lados, riram da profecia. Ninguém quis apostar por entender que tal cenário seria impossível.
 
A premonição de Cotrim se concretizou em 1992, com a montagem do palanque que  garantiu a 1ª e única eleição pelo voto popular do ex-prefeito Humberto Ellery (PMDB), que apesar do cargo biônico, sempre foi muito querido pela população.


A aliança não apenas assegurou a participação de Caetano no 1º escalão, inicialmente como presidente da Decom, empresa encarregada da construção de habitações populares, e depois como secretário de governo do outrora adversário mortal.


A aproximação também queimou a língua e desconstruiu de vez o discurso político de pureza e impossibilidade de aliança com a chamada direita, defendida na época por Caetano. Longe da ortodoxia, o Caetano que passou pelo PSB e PSDB, voltou sob a estrela do PT ao poder municipal em mais duas eleições de prefeito (2004 e 2008).


24/2/2020


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com (Editor)


 

 





O Ofício e o atestado

O ano era 1986.  O farmacêutico ligado ao PCdoB, mas filiado ao MDB, Luiz Caetano é eleito prefeito de Camaçari. O slogan “O povo no poder”, usado na campanha, e que virou marca da gestão, era a senha para mudar e impor a moralidade. Rangel Filho, correligionário e um dos importantes cabos eleitoras da campanha que derrotou o capitão do Exército, José Tude, candidato do prefeito Humberto Ellery,  era representante desses novos tempos. 


Com sangue no olho, grupo chegou com os chamados novos ventos que varreram o “capitão Ellery”, como a oposição gostava de chamar o ex-prefeito biônico que ficou 11 anos no poder. Nomeado chefe do setor dos transportes,  o jovem e inexperiente Rangel chegou querendo botar “ordem na casa”. Uma das primeiras medidas foi fazer o levantamento do “patrimônio do povo”.


Chefe novo, novos aliados e muita gente para entregar o serviço do governo falecido. A conta apontava a falta de 2 máquinas datilográficas, deslocadas para o Cartório. Fogoso, Rangel manda ofício cobrando a devolução dos equipamentos.


O juiz Clésio Rosa, velho conhecido da turma que agora dava as cartas, não perdeu a oportunidade para reavivar que magistrado é magistrado. Mandou ofício de volta, só que para o prefeito Caetano. Quis saber o que estava acontecendo, quem era o prefeito de fato. O documento fechava lembrando que a cobrança do diligente servidor nomeado não passava de um atestado da bagunça administrativa daqueles novos tempos. Sobre as máquinas ningem sabe uma tecla sequer do final dessa história.

 





O Cardápio banido

O Cardápio banido


Último ano do 1º governo Tude (1992).  A política fervilhava em Camaçari.  Ellery costurava sua volta ao poder, desta vez pelo voto direto nas eleições de 3 de outubro.  Queria e precisava incluir na sua biografia os braços do povo. Nos 11 anos de poder biônico, o máximo que conseguiu foi temperar o gosto do eleitorado com a tinta da caneta.  


Incapaz de desagradar um aliado sequer, quando governou os destinos da cidade (1974/1984), “Dr. Humberto”, como até hoje é chamado, já sob o guarda-chuva do PMDB, formou junto com o PSB e o PV, o “Movimento Mãos Dadas”. O arco, logo ganhou o “apoio crítico’ do PT e do PCdoB. A mistura parecia indigesta, mas o ex-carlista era o único ingrediente capaz de completar um cardápio possível para derrotar a cozinha de ACM no município.   


Reuniões não faltavam. Conversas, discussões e todo tipo de estratégia. Num desses encontros bafejados pela brisa salitrosa do restaurante/pousada de Missival, em Arembepe, surgiu a idéia de um almoço para arrecadação de fundos para a campanha. O cardápio tinha que ser barato, prático e capaz de render um dinheirinho. Feijoada, dobradinha, caruru, mariscada...


Em meio a salada de propostas, Zitomir Souza, representante do PSB de Salvador, mas com atuação em Camaçari, sugeriu estrogonofe de frango. O espanto foi geral. Arlindo Santana, o mestre Lindú, na época presidente regional do PSB, pede a palavra e pergunta: “Perdoem a minha ignorância. Que porra é estrogonofe?”.


Raimundo Pinheiro, diretor da Limpec no governo Caetano, sempre falando o que achava, reprovou a sugestão de Zitomir. Gesticulando as mãos, bem ao seu estilo ´bateu, levou`, disparou. “É um ensopadinho de galinha metido a besta”. A sugestão não só foi rejeitada, como o estrogonofe nunca mais participou de nenhuma campanha em Camaçari.


22/2/2020


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com (Editor)

 





O Biribiri e o radialista

O Biribiri e o radialista


Vereador neófito, Téo Ribeiro, eleito pelo PDT, retoma a veia política da família e chega fazendo barulho na Câmara de Camaçari. Microfone para criticar o governo, só o do plenário. Fortalecido com a volta ao poder, depois do 1º e único mandato pelo voto direto do ex-prefeito biônico e ex-aliado, Humberto Ellery, e do desgaste da 1ª gestão Luiz Caetano (1986/1988) com o seu “povo no poder”, o prefeito José Tude assume o seu 2º mandato com a corda toda. O ano era 1997, e  não  faltavam apoios na Câmara, na rua e na imprensa. Um dos microfones aliados era o do radialista João Pinho. 


Polêmico e tido como destemido, Pinho não perdia a oportunidade para dar uma sapecada no único oposicionista dos 17 edis da Casa. O novato Téo, herdeiro do pai, vereador na década de 1970, Diosdete Ribeiro, apanhava todos os dias, na rádio Metropolitana AM e na TV Camaçari, controlada e patrocinada pelo poder municipal de plantão. João Pinho não economizava ‘elogios’ ao vereador. Sempre que podia ou o gancho da notícia permitia, ´festejava` o vereador como grande consumidor de “biribiri com 51”, dizia. A frutinha, azeda e boa para baixar a pressão arterial, fazia a dobradinha com uma cachacinha, coquetel nunca escondido e preferido pelo oposicionista.


Encontrar amigo e adversário em bar na tão grande Camaçari de hoje, era mais fácil que comprar mangaba na feira. E, não deu outra. Numa destes começos de tarde, Téo cruza com João Pinho. Mesmo famoso e querido, Pinho é alertado por colegas que o desafeto estava no restaurante. O clima muda quando o éradialista é informado que o vereador foi pegar algo no carro.


Sem alternativa, só restava ao famoso comunicador esperar. Para espanto de João Pinho, Téo, com seu estilo bonachão, volta com um saco e coloca sobre a mesa do radialista. O susto logo vira alívio e a pressão do comunicador volta a se estabilizar. Eram apenas verdinhos e suculentos biribiris.


Quem conhece e compartilhou o momento com o vereador,  hoje no quinto mandato, e filiado ao PT, sabe que ele não entregou toda cota. Reservou uma parte para ‘temperar’ a comemoração do susto no inimigo.


21/2/2020


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com (Editor)

 





Losartana

Losartana  Não é por acaso que parte significativa da bancada governista de vereadores anda fazendo coro para que o alcaide Antonio Elinaldo (DEM) radicalize e desmonte o projeto de uma legenda para abrigar exclusivamente jovens lideranças sem mandato. Mesmo com toda pressão dos medrosos, as negociações seguem e podem terminar com a inclusão do 5º partido. Como antecipou o Camaçarico, essa legenda poderá ser o PSL ou o PSC que se juntaria ao DEM, PSDB, PRB e Cidadania.


Losartana 2 Com 19 potenciais pretendentes para as 21 cadeiras da Câmara de Camaçari, vereadores candidatos à reeleição e suplentes que já experimentaram o gostinho bom do mandato, não param a sessão chororô. Entre um soluço e outro, a olhada na calculadora e na lista de quem entra, e em qual legenda se abrigar seu potencial concorrente para a disputa, é regra obrigatória até o final de março, quando a janela eleitoral permite a troca de partidos.


Losartana 3 A pouco mais de 7 meses do pleito de 4 de outubro, as contas ainda são imprecisas, mas sinalizam que parte da bancada dos atuais vereadores vai voltar para casa. Projeções pessimistas para a classe política mostram que a renovação geral pode chegar a até 50%. Nas eleições de 2016 a renovação foi de 25%, com a não reeleição de 5 dos 19 vereadores consagrados em 2012.


Losartana 4 Na bancada governista, agora com 15 nomes, depois da saída do vereador Oziel Araújo, esse percentual de metade pode representar entre 7 e 8 vereadores. Já no time oposicionista liderado pelo ex-alcaide Luiz Caetano (PT), e atualmente com 6 nomes, somado Oziel, já sem a plumagem tucana, e de malas prontas para o PDT, a conta fica em 3 rifados. Numa conta mais otimista, de renovação de 30%, bancada do alcaide Elinaldo perde 5, enquanto no time oposicionista, 2 vereadores ´mordem a boca`, como se diz na gíria. Conta não inclui os suplentes.


Losartana 5 Discurso de renovação, muito mais intenso, que em 2016, agora reforçado pelas redes sociais, desgaste do Legislativo, sacudido pelos escândalos dos combustíveis e pelas denúncias de repasse, ou ´rachadinha`, termo agora muito em moda, de parte da verba de gabinete dos vereadores através do salário de assessores, ajudaram a jogar para baixo, perto do chão, a imagem da atual Câmara de Camaçari.


Losartana 6 É nesse contexto desfavorável que a ala jovem no campo governista, e puxada por Jamesson Silva, Herbinho Herbert, Ivandel Pires, Val Cabeleireiro, entre outros nomes com potencial de somar votos e assegurar a eleição, que os atuais vereadores se debatem e buscam caminhos para frear essa ameaça. Desassossego não é menor, mas tratado de outra forma, na base  oposicionista com as candidaturas petistas de Tagner Cerqueira, Márcio Neves e kaique Ara em contrapondo aos 4 atuais detentores de mandato na legenda.


Losartana 7 Mas, o jogo está apenas começando. Mesmo beneficiados pelas dificuldades de montar esse 5º partido para acomodar exclusivamente essa ala jovem e classificada como rebelde, os atuais vereadores governistas terão outros novos concorrentes dentro das legendas para deixar o jogo ainda mais embolado.


Losartana 8 O cantor Ninha, ex-Timbalada, morador antigo e muito querido em Vila de Abrantes, deve engrossar esse caldo de medo dos atuais representantes do povo de Camaçari. Outro nome que aparece com chances é o do sindicalista da categoria dos rodoviários, Daniel Mota.


Losartana 9 A expectativa é de que Ninha e Daniel dos rodoviários se filiem ao Cidadania, legenda presidida pelo articulado ex-vereador Cleber Alves. Por falar no sempre sagaz Alves, o político camaçariense não descarta a possibilidade de entrar na disputa da vereança. Mesmo presidindo o Cidadania, o ex-petista de 2 mandatos de vereador, e responsável pelo susto na estrutura tradicional do PT, quando organizou a leganda e elegeu 3 vereadores pelo PRTB em 2012, não esquece a regra da montaria. Quando o cavalo passa selado, independente de quem colocou a sela, é para montar.


Guarda-chuva O apoio do MDB ao projeto de eleição de Fábio Lima (PP), para prefeito de Camaçari, vai muito além de uma mera soma de legenda. Fábio, que sabe só ter um caminho no futuro, se mantiver a candidatura, ou sair como cabeça de chapa na oposição, com a petista Ivoneide Caetano de vice, precisa se assegurar na disputa. Perdendo o PP do vice-governador João Leão, numa provável composição com o ex-prefeito Luiz Caetano, Fábio Lima tem a alternativa do MDB, outrora poderoso, mas ainda uma grife no shopping da política.


Guarda-chuva 2 Mesmo perdendo a eleição, muito provável na atual conjuntura, segundo as pesquisas, a jovem liderança marca posição e se cacifa para uma disputa para a Assembleia Legislativa em 2022. Independente de ser um teste ou não, movimento faz sua liderança avançar enquanto 2024 não chega.


Sinal amarelo  Como mostrou pesquisa divulgada pelo Camaçari Agora (Confira), o alcaide Antonio Elinaldo segue com rejeição alta. Não serve de consolo empatar tecnicamente com a petista Ivoneide Caetano, na resposta do eleitorado que declara não votar em nenhum dos 2 principais candidatos. Rejeição de 37,2%, contra 38% da petista, só mostra que o marquetingue do demista exibe uma desaprovação ainda maior.


Aviso O Camaçarico entra em clima de Carnaval. Para não perder o passinho da política, durante o reinado dos trios, blocos e de outros fantasiados, o leitor será brindado com histórias da política camaçariense. “O Biribiri e o radialista” abre a série, nesta sexta-feira carnavalesca.


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João Leite Filho joaoleite01@gmail.com (Editor)


20/ 2/2020

 





Sintonia

Sintonia  Depois de muita conversa e acordos de arrumação, o alcaide de Camaçari e candidato a reeleição, Antonio Elinaldo (DEM), entra na fase final do desenho da sua base de partidos para a disputa das eleições de 4 de outubro. Com a inclusão do Cidadania, como antecipou no domingo (16) o Camaçari Agora (Confira), time ganha o 4º partido, ao lado do DEM, PSDB e PRB. Mas, esse número tende a aumentar com a entrada de mais uma legenda, que pode ser o PSL, ou o PSC.


Sintonia 2  Assim como o PR, depois rebatizado de PL, o PV é outra legenda que não exibe o grau de confiança necessário para se manter na base e assegurar a filiação de importantes lideranças municipais sob a orientação do alcaide Elinaldo. De acordo com fontes da Coluna, essas novas lideranças, ainda sem mandato, tendem a trocar o PV pelo PSL ou PSC. Nesse time está Jamesson da Silva, um dos defensores da formação de um partido com apenas candidatos sem mandato. A leitura de Jamesson é simples: com a nova legislação que impede coligação de partidos, como ocorreu até as eleieções passadas, cada legenda precisará ter um time forte para eleger vereador. Hoje o coeficiente eleitoral para puxar o 1º nome é estimado em 6,5 mil votos.


Sintonia 3  Um dos ex-cabeças da Juventude do DEM em Camaçari (JDEM),  estrutura de grande  importância na eleição de Elinaldo em 2016, e com intenso trabalho no segmento mais jovem, Jamesson vai precisar compor o partido com outras lideranças. Os também novos Herbinho Herbert e Ivandel Pires, além de outros nomes que exibiram boa votação no pleito passado, estão nessa lista.


Sintonia  4  Mas, existe a possibilidade de parte dessas lideranças jovens serem alojadas numa das legendas do chamado time principal, formado pelo quarteto DEM, PSDB, PRB e Cidadania. Gente acostumada com a matemática eleitoral  acredita que fora de uma legenda alternativa, sem caciques e formada apenas por novas lideranças sem mandato, as chances dessa ala jovem seriam mínimas e serviriam apenas como engorda no coeficiente eleitoral. Segundo apurou o Camaçarico, configuração deve ser fechada nos próximos dias.


Sintonia 5  Já definido está o Cidadania (23), com os  atuais vereadores Adauto Santos, sem partido e ex-PSD; Antonio Falcão e Jamelão, que deixam o DEM; e Zé do Pão, inviável no PTB pelo qual se elegeu em 2016.  A suplente e no exercício do mandato, Doutora Cristiane Bacelar,  troca o Republicanos, partido que está filiada desde o ano passado, pelo Cidadania.


Sintonia 6 Como antecipou o Camaçarico (Confira), o PSDB marcha com os eleitos pelo PR/PL e atualmente exercendo cargos de secretário, Elias Natan, na pasta da saúde; e Gilvan Souza, titular do turismo. O vereador Pastor Neilton, hoje no PSB, também engorda o ninho tucano. 


Sintonia 7 A novidade é a entrada de Dilson Magalhães, que deixa o Patriotas e ganha plumagem tucana. O suplente do mesmo PR/PL e também no exercício do mandato, Niltinho Maturino, também vai para o PSDB. 


Sintonia 8  No Democratas seguem o presidente do Legislativo, Jorge Curvelo, o atual secretário de habitação e vereador licenciado até o final de março, Júnior Borges. Os vereadores Flávio Matos e Vaninho da Rádio também ficam na legenda. Fecha o time de lideranças com grande potencial os suplentes e atualmente no exercício do mandato, Fafá de Senhorinho e Rui Magno.


Sintonia 9  O Republicanos (PRB) segue sem novidades. Puxada pelo Bispo Jair, legenda terá o vereador Val Estilos, atual PPS. Dedel, suplente de vereador pelo PSDB e atualmente no exercício do mandato até o final de março, desistiu do Cidadania e vai se abrigar no Republicanos.


Sintonia 10 Confirmada essa arrumação, as 5 legendas da base governista terão 160 candidatos, 32 por partido, como manda a lei que define esse total pela soma das cadeiras no Legislativo (21) mais 50% (11).


Sintonia 11  Fontes da Coluna estimam que a base governista aposta na manutenção do número de vereadores de 2016, quando assegurou 16 das 21 cadeiras. Conta dos 4 partidos mostra que a disputa não será fácil. São 19 postulantes entre candidatos à reeleição e suplentes. Somados às lideranças sem mandato que sempre tomam parte das cadeiras, eleição de 4 de outubro promete.   


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João Leite Filho joaoleite01@gmail.com (Editor)


17/ 2/2020

 





Sinal amarelo

Sinal amarelo O ex-alcaide de Camaçari, o petista Luiz Caetano, parece que está desaprendendo as regras básicas de trafegabilidade na política. A última barbeiragem do também ex-deputado federal, estadual e vereador foi a exoneração de Ana Gomes, do Podemos, de uma das coordenações da 28ª Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito) no município. 


Sinal amarelo 2 Importante liderança feminina e com forte influência no voto de significativa parcela dos católicos do município, Ana foi afastada do cargo 45 dias antes do prazo legal para a sua desincompatibilização, já que é candidata a vereadora.  


Sinal amarelo 3 A exoneração, publicada no Diário Oficial do Estado de terça-feira (11) e anulada, conforme publicação no mesmo DO do dia seguinte, gerou trauma e abalroamento em um dos partidos da base oposicionista no município que hoje apoiam a candidata do PT e esposa de Caetano, a advogada Ivoneide Caetano. 


Sinal amarelo 4 Segundo apurou o Camaçarico,  a decisão avalizada pelo núcleo caetanista, dentro do acordo  de espaço na estrutura do governo estadual, põe em dúvidas a certeza de fidelidade e até de manutenção da aliança Podemos/PT. A exoneração de Ana Gomes teve repercussão negativa na base do partido comandado no município pelo ex-candidato a prefeito Maurício Bacelar. Ainda de acordo com essas mesmas fontes, a militância entendeu como um sinal de desprestígio do partido e já discute, ainda que sem autonomia, a possibilidade do Podemos seguir na base do governador Rui Costa (PT), mas sair com um candidato a prefeito próprio como forma de garantir sua unidade e  poder de briga por  representação no Legislativo a partir de 2021. 


Sinal amarelo 5 Nesse fatiamento de poder, outro cargo do Podemos é o comando geral da Ciretran, hoje com Chico Tur, outro que deve deixar o cargo no final de março para disputar uma das 21 vagas na Câmara de Vereadores. Manutenção do sucessor com a legenda é outra incógnita.


Canudo  Os estudantes da Faculdade Metropolitana de Camaçari (FAMEC) estão preocupados com os rumos que a unidade de ensino está tomando. Reclamam da falta de professores, da escassez de aulas e das mudanças sem a devida discussão com os alunos sobre o processo de aplicação das disciplinas com a modalidade semipresencial. 


Canudo 2 Mesmo autorizada pelo Ministério da Educação, dizem que parte dessas mudanças prejudicam a qualidade com resultados na precarização do ensino. Citam, como exemplo as aulas de Direito Civil 4. Com carga de 40 horas, e fundamental para o exame da OAB (Ordem dos Advogados), disciplina passa a ter metade da sua aplicação sem a presença do professor em sala de aula.


Canudo 3 Coluna apurou que as mudanças na Famec, que também oferece cursos nas áreas de administração, enfermagem, engenharia, fisioterapia e pedagogia não acontecem apenas no curso de direito. Cerca de 20 professores deixaram a faculdade só nos dois primeiros meses deste ano. Parte foi afastada pela implantação dessa nova metodologia de aplicação das aulas, que incluem videoconferências, atividades interativas, apesar de coordenadas e acompanhadas por um professor tutor.  


Proteína O shopping Boulevard Camaçari pode não ser um campeão em vendas, mas segue na liderança quando se trata de dificultar a vida de boa parte dos empregados das dezenas de lojas instaladas no seu espaço de comércio. Em circular datada de 4 a de fevereiro, a direção do shopping reafirma a proibição de comercialização de quentinhas fornecidas por microempresários. Medida atinge diretamente  dezenas de empregados das lojas que precisam  driblar a crise e os baixos salários.


Proteína 2 Sem preço diferenciado para os trabalhadores  das lojas, empregados garantem que  não podem pagar pelo cardápio cobrado na praça de alimentação e em outros espaços onde são comercializados lanches e refeições no shopping.


Proteína 3 Em contato com o Camaçarico, trabalhadores reclamam da medida e dizem que estão sendo humilhados, pois estão sendo obrigados a buscarem e consumirem essas refeições na área externa do shopping.


Proteína 4 Numa conta simples fica claro que o trabalhador que ganha entre 1 e 2 salários mínimos não pode pagar por uma refeição onde o preço do quilo que pode chegar a R$ 70. Sem condições de trazer o alimento de casa, a alternativa é a quentinha fornecidas por microempresários externos, com preços que variam de R$ 5 a R$ 15.


Proteína 5 Segundo apurou a Coluna, essa política de impedimento de consumo de alimentos que não sejam produzidos ou comercializados por lojas do shopping começa a virar padrão em outros shoppings do estado. No shopping Salvador as restrições já começaram, mas o maior centro de compras da capital oferece um restaurante alternativo com preços populares. A pressão também começa a aumentar nos shoppings da Bahia e Barra. 


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João Leite Filho joaoleite01@gmail.com (Editor)


14/2/2020

 





Delay

Delay  A retomada dos trabalhos legislativos na Câmara de Vereadores de Camaçari só deve acontecer em março, depois do carnaval. A sessão de abertura do 1º período legislativo, com a leitura da mensagem do alcaide Antonio Elinaldo (DEM), estava prevista para o dia 18, de acordo com o Regimento Interno da Casa, como chegou a informar o Camaçarico, na nota Atmosfera (Confira).


Delay 2 Com o atraso nas obras de reforma do plenário vereador Osvaldo Nogueira, os 21 vereadores, capitaneados pelo presidente Jorge Curvelo (DEM), resolveram adiar mais um pouco a volta ao trabalho. Plenário está interditado desde o começo do ano passado, quando parte do teto desabou com as chuvas de abril. Sessões foram transferidas para o Teatro Alberto Martins (TAM).  


Delay 3 Movimento coloca o Legislativo de Camaçari na lista dos campeões, já que praticamente todas as casas legislativas do país iniciam regimentalmente seus trabalhos no começo de fevereiro.


Delay 4 Em Camaçari o recesso de final de ano vai de 15 de dezembro a 15 de fevereiro. Somados aos 30 dias do recesso de meio de ano, entre os dias 30 de junho a 1º de agosto, sem contar com a fogueira junina, são pouco mais de 3 meses, quase 100 dias.


Delay 5 Quem também anda sofrendo do mal do atraso e da falta de sintonia é a bancada oposicionista. Formada pelos vereadores petistas: Dentinho do Sindicato, Jackson Josué, José Marcelino e Téo Ribeiro, e pelo único representante do PCdoB, Binho do 2 de Julho, time que deveria ser ofensivo, anda sem coordenação e vive levando bola entre as pernas.


Delay 6 O último vacilo foi justamente o projeto que assegura incentivos fiscais para a montadora Ford. Votado a toque de caixa no dia 18 de dezembro, já no período extraordinário, projeto passou suave pelos 5 oposicionistas, que poderiam ter obstruído a votação, protestado, e etc, etc.


Delay 7 Projeto do Executivo, que permitiu que o município mantivesse a redução de impostos caso a montadora não demitisse mais de 25% dos seus postos de trabalho, ou decidisse encerrar suas atividades no município, só recebeu críticas semana passada, depois que o decreto foi publicado no Diário Oficial.


Perfume  Sobre a nota Rosa choque, postada no Camaçarico de 5 de fevereiro (Confira) a empresária Manuelina Ferreira nega que esteja prestes a fechar um acordo de apoio ao projeto de reeleição do alcaide de Camaçari, Antonio Elinaldo (DEM).  Segundo a candidata a vice-prefeita na chapa do petista Luiz Caetano, nas eleições de 2016, não existe nada fechado, mas esse apoio pode até acontecer.


Perfume 2 Garante que conversa com todas as correntes sobre sua bandeira do empreendedorismo, mas reconhece que o atual gestor municipal valoriza o setor. Manuelina também destaca o trabalho social da primeira dama, Ivana Paula.


Perfume 3 Ainda segundo a empresária, a saúde municipal comandada pelo médico e vereador licenciado, Elias Natan (PR), “ peca um pouco”. Manuelina também critica o governador Rui Costa (PT) pelo atraso na construção da maternidade de Camaçari. Na sua opinião “não é coisa de Deus, uma mulher ter que parir em outra cidade”.


Perfume 4 Em conversa com o editor da Coluna, na sexta-feira (7), Manuelina assegura que não vai se candidatar a vereadora nas próximas eleições, mas se mostra disposta a colaborar com o futuro governo do demista, caso seja reeleito. Quem sabe no comando de uma secretaria municipal que apoie e incentive o empreendedorismo, admite. 


Lay-Off O presidente do sindicato dos metalúrgicos de Camaçari, Julio Bonfim não é mais o locutor oficial da publicidade da entidade que dirige. O mais recente spot publicitário veiculado em emissora de rádio local agora tem narração de outro locutor.


Lay-Off  2 Provavelmente temendo ser acusado de abuso da estrutura do sindicato em benefício próprio, já que pode vir a ser candidato a vereador  pelo PCdoB, nas eleições de outubro, Bonfim preferiu recuar. Até o ano passado, o dirigente do sindicato e ´capa preta` do partido em Camaçari, tinha presença constante na mídia, com comentários sobre a realidade local e nacional da política, e nas peças patrocinadas pelo sindicato.


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João Leite Filho joaoleite01@gmail.com (Editor)


10/2/2020

 





Rifado

Rifado O ex-vereador Otaviano Maia será o novo presidente da comissão provisória do PSDB de Camaçari. Com a decisão do diretório estadual de extinguir o atual diretório municipal, o vereador e presidente da representação, Oziel Araújo, é praticamente expurgado da legenda. Seu caminho é o PDT, partido que hoje está sob seu controle no município, através do empresário Josenildo Gomes. 


Rifado 2 O troca-troca já estava acertado desde que Oziel lançou seu nome como pré-candidato a prefeito. Atitude contrária a orientação da base governista de seguir com o projeto de reeleição do alcaide Antonio Elinaldo (DEM), foi interpretada como um ato de distanciamento, quase um rompimento. Segundo apurou a Coluna, movimento de desidratação de Oziel deve prosseguir com a retirada dos seus cargos na máquina municiapl, ocupados por aliados que decidirem caminhar com seu projeto. 


Rifado 3 O tucano vinha contrariando e destoando na base governista. Mesmo sabendo que o vereador Jorge Curvelo (DEM) seria o sucessor no projeto, ensaiou candidatura a reeleição para a presidência do Legislativo, depois de ser guinado ao cargo para o biênio 2017/2018 com o apoio do alcaide Elinaldo. O último movimento midiático de Oziel foi contestar o Camaçarico que  informou seu caminho de saída da legenda (Confira). 


Rifado 4 Oziel, que foi eleito para o seu 1º mandato pelo PT, em 2012, antes de deixar o partido, se afatou da orientação do ex-prefeito Caetano, mas não do então gestor Ademar Delgado, petista e depois sem partido. Na sequência passou a apoiar o então candidato Elinaldo. Durante esse processo, o ex-petista Oziel recebeu a missão de comandar o PSDB, partido pelo qual foi eleito em 2016.  


Rifado 5 Rotulado de traidor pelo PT, quando deixou a legenda, Oziel agora começa a ser festejado justamente pelo mesmo grupo controlado pelo ex-alcaide e ex-deputado federal Luiz Caetano. No jogo do poder, Oziel  aparece como um bom ´noivo`para compor como vice na chapa encabeçada pela esposa de Caetano, a advogada Ivoneide, nome sacramentado, mas que falta apenas a oficialização como a candidata da frente das oposições. 


Rifado 6 Quem também vem do PT é o ex-vereador Otaviano Maia. Na base do prefeito demista desde meados do ano passado, o sobrinho da ex-deputada Luiza Maia (PT), e tido como um filho pelo ex-prefeito, vai comandar uma das legendas que farão parte da estrutura de partidos com vereadores com mandato que disputarão as eleições proporcionais em 4 de outubro.  


Rifado 7 Esse grupo, que ainda não tem tamanho definido, deve assinar ficha de filiação até março. Segundo apurou o Camaçarico, entre os nomes cotados como prováveis novos tucanos estão os vereadores filiados ao PR e atualmente exercendo cargos de secretário, Elias Natan, na pasta da saúde; e Gilvan Souza, titular do turismo. O suplente do mesmo partido e hoje no mandato, Niltinho Maturino, é outro nome cotado. O vereador Pastor Neilton, hoje no PSB, pode engordar o ninho tucano.


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João Leite Filho joaoleite01@gmail.com (Editor)


6/2/2020 Atualização às 12h24

 





No páreo

No páreo  O pré-candidato a prefeito de Camaçari, Fábio Lima (PP), garante que segue na disputa. Em nota enviada ao Camaçarico na tarde de segunda-feira (4), o pepista nega a possibilidade de ser vice na chapa da petista Ivoneide Caetano, ou que vá abrir mão da disputa majoritária para tentar uma vaga na Câmara de Vereadores. Diz ainda que sua caminhada tem o “aval” do presidente da legenda, o vice-governador João Leão, e dos deputados Cacá Leão (federal) e Niltinho Bastos (estadual). Leia a íntegra da nota. 


NOTA DE ESCLARECIMENTO

Diante da matéria publicada na data de hoje 04/02 neste veículo de comunicação Camaçari agora, a assessoria de comunicação do pré candidato a PREFEITO de Camaçari pelo Partido Progressista, Fabio Lima, vem por meio desta afirmar que não existe nenhuma possibilidade do pré candidato recuar a candidatura. Na oportunidade queremos esclarecer que nosso candidato respeita as conjunturas externas, mas, a candidatura de Fabio Lima pelo (PP) é uma candidatura legítima, com o aval do Presidente Estadual do Partido, o Vice Governador João Leão, e apoio do Deputado Estadual Niltinho Bastos e do Deputado Federal Cacá Leão.
“Irei até o final, rumo a vitória, essa é vontade do povo Camaçariense. Afirmo que não existe a mínima possibilidade de sermos vice em nenhuma chapa está totalmente descartado, e tão pouco candidato a Vereador. Estamos nas ruas ouvindo a vontade da população e nosso povo anseia por algo novo, E o povo chamou pelo nome de Fabio Lima. Ouvindo os clamores do povo nosso nome estará sim a disposição nessa disputa. E com a permissão de Deus iremos vencer essas eleições”.


Fábio Lima 


No páreo 2  Esse não parece ser o entendimento de fontes ouvidas pela Coluna, como mostrou o Camaçarico de terça-feira (Confira), que apostam na adesão de Lima ao projeto liderado pelo ex-prefeito Luiz Caetano. Garantem que esse alinhamento começa a ser costurado e que um desses sinais foi o encontro da candidata Ivoneide caetano com o governador Rui Costa, na tarde de terça-feira (4).


No páreo 3 Sem maiores detalhes e relatado apenas por material distribuído para a imprensa pela assessoria da pré-candidata, esse 1º encontro, depois de várias tentativas de aproximação, sinaliza o início da construção dessa inevitável e previsível unidade.


No páreo 4 Sem fala do governador, nota  diz que Rui “se colocou à disposição e afirmou que estará presente na campanha e na construção do plano de governo em Camaçari”. Segundo apurou a Coluna, Rui foi convidado para o lançamento, em março, do programa de governo participativo (PGP). Reunião também teria tratado de obras estaduais em Camaçari, e da união de todos os partidos da base em torno da petista.


No páreo 5  Reunião intermediada pelo ´dindo` da candidata, o senador Jaques Wagner, mostra que Rui Costa começa a rever seu grau de simpatia pela postulação, até agora praticamente sem sinalização desse desejo. Não deixa de ser um bom começo para a petista e um meio de caminho nada confortável para Fábio Lima.  


Rosa choque E o esquema do alcaide Antonio Elinaldo segue avançando sobre antigos grupos de apoio do petista Luiz Caetano. A empresária Manoelina Ferreira, que foi candidata a vice-prefeita na chapa do petista nas eleições de 2016, é a nova apoiadora do projeto de reeleição do demista. O acordo está nos finalmente e faz parte da estratégia de atrair novas lideranças femininas de todos os setores, em especial o empresarial, num contraponto à candidatura da esposa do ex-alcaide.


Campeã Camaçari segue se superando quando o quesito é violência. O mês de janeiro fechou com 19 homicídios. Número é 50% maior que o registrado no mesmo mês de 2019, com 13 assassinatos.


Campeã 2  Já o ano de 2019 fechou com um aumento de 13,5% nos registros oficiais, se comparado com 2018. Foram 188 assassinatos no ano passado, contra 173 mortes violentas em 2018. 


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João Leite Filho joaoleite01@gmail.com (Editor)


5/ 2 /2020

 





Quebra-cabeça

Quebra-cabeça A candidatura Ivoneide Caetano deve reunir um bloco de 4 ou 5 partidos (PT, PSB, PSD, PCdoB). O desenho que só deve ficar pronto no final de março, véspera do limite do 4 de abril, prazo final para o pula-pula de legenda, pode incluir o PP de Fábio Lima.


Quebra-cabeça 2 Segundo fontes da Coluna, a espera pela 5ª legenda depende da finalização do acordo com o vice-governador João Leão, o dono e bonitão do PP no estado, para trazer Lima para o ninho oposicionista, seja como vice na capa de Ivoneide, ou candidato a vereador.


Quebra-cabeça 3 Um desses sinais é a articulação do deputado estadual Niltinho (PP), defensor de uma candidatura única para representar o grupo aliado do governador Rui Costa (PT) nas eleições municipais da capital. Tudo bem, que cada caso é um caso, cada cidade tem as suas particularidades, mas a movimentação do principal padrinho da candidatura Fábio Lima não deixa de ter reflexos em Camaçari. 


Quebra-cabeça 4 Com o PT resolvido, o PSD comandado pelo empresário Roquinei Cabeceira caminhando sem traumas e consciente do seu tamanho, desenho avança com a confirmação do PSB, que deve perder oficialmente até março, o vereador Pastor Neilton para uma legenda da base do alcaide Elinaldo.


Quebra-cabeça 5 Ainda no partido da deputada federal Lídice da Mata os socialistas em Camaçari devem ter como puxadores de voto o suplente Vaval, o advogado Luiz Macedo e a dirigente Fátima Trabuco, atual assessora de Neilton.


Quebra-cabeça 6 Já no PCdoB, a conta parece ser mais complicada para manter seu atual representante, Binho do 2 de Julho, eleito em 2016 com 2.112 votos. Legenda que somou 4.809 votos no pleito de 2016, precisa engordar para conquistar cerca de 6,5 mil votos, agora que a lei acabou com as coligações partidárias na disputa  para vereador. Esse seria o número de votos (coeficiente eleitoral) que asseguraria a manutenção de 1 representante do ´B` no Legislativo. Segundo fontes da Coluna, Binho deseja e quer permanecer no PCdoB, mas não vai arriscar sua reeleição se sentir que não terá tranquilidade na legenda.


Quebra-cabeça 7 Legenda, que repete lista de candidatos das eleições passadas, não deve ganhar o reforço do atual presidente do sindicato dos metalúrgicos, Júlio Bonfim. Dirigente chegou a ser listado como pré-candidato a prefeito,  e que não descuidou da mídia usando de forma até desproporcional  a estrutura  do sindicato para reforçar sua imagem pessoal, como mostrou o Camaçarico (Confira), teve de recuar para atender o chamamento da sua base.


Quebra-cabeça 8 Diferente do quadro do começo do ano passado, Júlio Bonfim é hoje uma liderança com presença no cenário sindical nacional. Com o fechamento de uma das unidades da Ford em São Paulo, a fábrica da Bahia ganhou ainda mais protagonismo e empurrou Bonfim para uma nova estrada.


Quebra-cabeça 9 Viagens para São Paulo e até para a matriz da montadora, nos Estados Unidos, para discussões sobre a realidade e as lutas da categoria empurraram Bonfim para uma nova conjuntura incompatível com a disputa paroquial da política camaçariense.   


Quebra-cabeça 10 Mas,  quem esse desenho com Júlio Bonfim fora, pode mudar.  Acostumado com as entranhas da política, gostos, sonhos e desejos exibidos e muitas vezes escondidos, o ex-governador de Minas e ex-dono do banco Nacional, Magalhães Pinto (1909/1996), tinha uma máxima:” Política é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou.” 


Predadores O alcaide Elinaldo começa a acordar para o desgaste que vem sendo provocado na sua imagem pela movimentação dos chapas brancas e pela excessiva segurança no seu entorno, durante festas e eventos com grande público. Balbúrdia identificada pela imprensa e por governistas horrorizados com a o excessivo puxa-saquismo, que afasta e até constrange populares que desejam se aproximar do prefeito, virou até tema de alerta no grupo de WhatsApp formado por secretários e gente mais próxima do poder. 


Periquito envergonhado A festa de Jauá, realizada no último fional de semana de janeiro, foi destaque em todo o país. Não pela beleza da sua faixa de praia, muito menos pelo cortejo das baianas durante a lavagem da igreja do padroeiro Bom Jesus dos Navegantes. Localidade da orla de Camaçari foi notícia nas redes sociais pelo show de violência e pancadaria durante a passagem de trios elétricos. Imagens negativas podem servir de alerta para que a prefeitura e as autoridades policiais encontrarem um formato para essas apresentações artística/culturais na festa de Arembepe, marcada para a última semana de março. 


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João Leite Filho joaoleite01@gmail.com (Editor)


4/ 2 /2020

 





Configuração

Configuração  Se a candidatura a prefeito do educador Sócrates Magno (PSOL) é pra valer, precisa andar, e rápido. Tudo bem que hoje, com a internet, dá para recuperar significativa parcela do tempo perdido com a falta da conversa longa, do papo de casa em casa, de orelha em orelha. Mas, o tempo das redes sociais também tem outra velocidade, ainda mais para quem não dispõe de estrutura financeira para alimentar uma campanha numa cidade plural como Camaçari com seus cerca de 300 mil habitantes.


Configuração 2 Definir o conceito e ajustar o discurso da sua candidatura, formulados em parte pelo núcleo pensante oriundo e formado no PT e no PCdoB, são fundamentais para imprimir esse novo ritmo, principalmente nas redes sociais. Mesmo com apoios em diversos setores produtivos e de pensamento com influência na cidade, e sem ligações partidárias, Sócrates, que foi secretário na 2ª gestão do petista Caetano, não pode negar que sua postulação trafega numa velocidade e ocupa uma teia de conexões na cidade ainda aquém do necessário para enfrentar uma disputa daqui a exatos 246 dias. 


Configuração 3 Depois de perder o andor na procissão do padroeiro São Thomaz, e seguir muito discreto para um candidato, nas lavagens dos povoados, o psolista precisa cair nas ruas, becos, casas, e inundar os ´faces`, ´instagrams`, ´zaps` e ´ tweets` com propostas e discursos que sinalizem ser diferente do DEM de Elinaldo, do PT de Ivoneide, e do PP de Fábio Lima. 


Configuração 4 O tempo é curto e o calendário precisa ser aproveitado nos detalhes. Festa de Iemanjá, próximo domingo (2) em Arembepe, e o festival de março no antigo povoado underground, fechando o verão da Bahia, são apenas alguns territórios que não podem ser desprezados daqui pra frente. Como também não pode deixar de mostrar seus conceitos e propostas em todos os segmentos, independente da orientação religiosa.


Configuração 5 Exemplos dessa disposição e estratégia nos detalhes vêm sendo dados, ainda que em medidas diferentes, mas definidas, pelos demais candidatos, seja no PT liderado pelo ex-alcaide Luiz Caetano, no PP de Fábio Lima, ou DEM do atual gestor municipal, Antonio Elinaldo. 


Configuração 6 Se quer chegar ao Camaforró soltando fogos de adulto e assombrando a concorrência com tamanho para brigar no território oposicionista, ultrapassando Fábio Lima e fazendo frente à candidata Ivoneide, Sócrates não pode esquecer um dia, independente da folhinha marcar carnaval, quaresma, noivas, namorados. Não pode sequer desprezar batizado de boneca e festinha de pets, agora tão em moda. 


Configuração 7 Sem esse crescimento, candidatura Sócrates tende a seguir o mesmo destino das postulações nanicas de eleições passadas. Marca posição e começa lotando com facilidade uma kombi. Sem empolgar, emocionar e avançar para uma frota de vans, perde capacidade de mobilização e desidrata de forma fatal com o desembarque do passageiro que procura o roteiro tradicional do voto útil.    


Configuração 8 A candidatura do PSOL, até por conta dessa reconhecida e inquestionável conjuntura política de fadiga das atuais lideranças, e pela ampla liberdade de expressão assegurada pelas redes sociais, é a 1ª nas últimas eleições com chances reais no chamado campo progressista fora da disputa instalada até aqui e rotulada, a depender da vontade do eleitor, como o ´bem` contra  o ´mal`, ou time azul X time vermelho. 


Configuração 9 Romper esse processo, que caracteriza a política em Camaçari desde o final dos anos 1980, quando os rumos democráticos foram retomados no município com a volta das eleições diretas para prefeito, é missão de quem diz saber como fazer e querer construir uma nova realidade. 


Configuração 10 O experiente e sempre governista Zé Ellis, vereador e secretário de saúde de Camaçari, durante o governo Humberto Ellery, nos anos 1980, costumava brincar com certos postulantes, quando identificava frouxidão ou segundas intenções. Dizia: “Esse é candidato, mas não é para ganhar”.  


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30/1 /2020

 





Constelação

Constelação A disputa pelas vagas de vereador pelo PT, no Legislativo de Camaçari, a partir de 2021, segue acirrada e não tem previsão de esfriamento. Contas de petistas, ex-petistas e eternos adversários mostram que a legenda não faz mais que 4 vereadores, 5 numa situação extra.  


Constelação 2 Fora do poder, sem a máquina municipal e com sérios conflitos internos, partido exibe uma nova conjuntura política que está longe de assegurar a reeleição tranquila dos atuais 4 representantes. Para garantir o mesmo número da atual legislatura, o PT vai precisar somar cerca de 26 mil votos, caso se confirme o coeficiente eleitoral, hoje estimado em cerca de 6,5 mil votos.


Constelação 3 Ainda segundo essas mesmas fontes ouvidas pela Coluna, os vereadores Jackson Josué, com 2 mandatos, e Téo Ribeiro, disposto a bater o recorde com 6º mandato, são considerados os  petistas com mais chances de reeleição. Já Dentinho do Sindicato, que busca o 2º mandato, e José Marcelino, eleito pela 1ª vez em 2008, vivem conjunturas pouco favoráveis.


Constelação 4 Além da perda de parte de suas bases, mais agravado no caso Marcelino, vereadores enfrentam concorrentes de peso na disputa de 4 de outubro. Aparecem no páreo com grandes chances o professor e presidente municipal do partido, Márcio Neves; o atual diretor do Ceped (centro de pesquisas e desenvolvimento), Tagner Cerqueira; e a ex-secretária Soledade Caetano.


Constelação 5 Com grande inserção na categoria dos professores, Neves, ex-secretário  de educação em parte da gestão Ademar Delgado (2013/2016), e considerado um quadro qualificado até pelos adversários, busca seu legítimo espaço no topo. Tagner, militante experiente e agora com currículo engordado com o cargo de gestor na máquina estadual, quer e acredita que pode mais na história do seu partido. O 3º nome, a irmã do ex-alcaide Luiz Caetano, vem com a força da família e do seu trabalho como ex-secretária da mulher e liderança comunitária.


Constelação 6 Normal, no processo democrático, disputa que está apenas começando, passa pelos apoios à candidatura Ivoneide, a fidelidade ao chefe Caetano, e por outros acordos que vão selar esse firmamento e trajetória no mapa eleitoral. As estrelas, cadentes ou não, sempre existiram e continuarão a habitar o universo da política. 


Bala de festim  Como antecipou a Coluna no final de dezembro, ainda com números parciais (Confira), Camaçari segue líder no campeonato de assassinatos. O ano de 2019 fechou com um aumento de 13,5% nos registros oficiais. Foram 188 assassinatos em 2019, contra 173 em 2018. Os 2 últimos homicídios foram registrados na segunda-feira (30). Nesse mês de janeiro, até segunda-feira (27), município já havia registrado 9 assassinatos, 4 a menos que no mesmo mês de 2019..


Bala de festim 2  Números de 2019 não mostram apenas crescimento no número dos assassinatos. Sinalizam que esse tipo de crime cresce em toda a região que abrange a orla e a zona rural.


Bala de festim 3 Apesar de somar cerca de 30% dos 300 mil moradores do município, região representou 42% das mortes violentas em 2019. Já a sede, com 70 % da população total do município, algo em torno de 200 mil dos habitantes, foram registrados 58% dos assassinatos.


Bala de festim 4 Com a palavra o governo do estado, a prefeitura e a sociedade civil representada pelo midiático, mas nada eficiente Comitê Interinstitucional em Segurança Pública de Camaçari (Cisp), criado em 2015 e formado por 35 representantes.


Bala de festim 5 Coordenado pelo Ministério Público,  colegiado conta com representantes da prefeitura, Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), através das polícias Civil e Militar, Poder Judiciário, Câmara de Vereadores, empresariado, através do CDL, Defensoria Pública, Conselho Tutelar, Universidade do Estado da Bahia (UNEB), além de representantes da Igreja Católica, do conselho de ministros evangélicos de Camaçari (Comec), e de religiões de matriz africana. 


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João Leite Filho joaoleite01@gmail.com (Editor)


28/1 /2020


 

 





Enxaqueca

Enxaqueca  A eleição do ex-alcaide de Camaçari e ex-deputado Luiz Caetano, para cargo na Comissão Executiva Nacional do PT não sinaliza apenas apoio e prestígio. A escolha, confirmada durante o 7º Congresso Nacional do PT, realizada semana passada em São Paulo (Confira), resolve outro problema do petista, mas abre uma frente de questionamentos que pode terminar em nova derrota. 


Enxaqueca 2  Sem cargo eletivo desde o começo de 2019, quando perdeu o mandato de deputado federal e ficou inelegível, por condenação na Lei da Ficha Limpa, Caetano também perdeu sua fonte de renda. Segundo apurou a Coluna, o cargo de coordenador regional, com status de secretaria, abaixo apenas das vice-presidências, tem remuneração mensal que ultrapassa os R$ 25 mil.


Enxaqueca 3 Mas, a substancial ajudinha pode virar pesadelo e até sofrer revés com a anulação da sua indicação para a executiva petista. Fontes da Coluna acreditam que indicação é passível de questionamentos na Justiça.


Enxaqueca 4 Além, de ter seus direitos políticos suspensos, ficando impedido de ser votado, de votar, Caetano também não pode estar filiado a partido político. Mesmo com esse impedimento, dizem essas fontes, o ex-deputado federal participou como delegado da convenção nacional.


Enxaqueca 5 A decisão que lhe tirou o mandato e o direito ao retratinho na urna eletrônica também diz que ele não pode receber benefícios do poder público, seja de forma direta ou indireta. Para esses adversários, alojados dentro e fora do próprio PT, os recursos que remunerarão o petista são provenientes do Fundo Partidário, portanto dinheiro público.


Atmosfera O alcaide Antonio Elinaldo (DEM) aposta todas as fichas na recuperação do plenário vereador Osvaldo Nogueira, do Legislativo de Camaçari, até a 2ª semana de fevereiro. Segundo apurou a Coluna, o demista não quer ler sua mensagem de governo na sessão do dia 18 de fevereiro, no Teatro Alberto Martins, (TAM), quando os trabalhos legislativos de 2020 serão abertos.


Atmosfera 2 Desejo do alcaide coloca o aliado e amigo, o presidente do Legislativo, vereador Jorge Curvelo (DEM) na pressão para que conclua as obras nos próximos 20 dias. 


Atmosfera 3 Acostumado com a energia e a importância da Casa Legislativa, durante os 2 mandatos como vereador, até se eleger prefeito em 2016, o alcaide parece querer distância do palco do teatro, onde acontecem as sessões desde que as chuvas de 1º de abril do ano passado que  destruíram parcialmente o plenário do Legislativo.  


Jogada A isenção de 70% do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) que a prefeitura de Camaçari deu ao Esporte Clube Bahia não vai representar apenas cerca de R$ 350 mil anuais a menos para os cofres do município. Pela Lei de incentivo, aprovada no ano passado pelo Legislativo, outras entidades esportivas poderão obter o mesmo benefício. Conta feita pela Coluna mostra que o clube vai pagar cerca de 30%, algo em torno de R$ 150 mil pelo IPTU 2020. 


Jogada 2 A redução no imposto por 10 anos, um alívio em torno de R$ 3,5 milhões nas contas do tricolor algo, tem como contrapartidas a realização pelo clube de um programa de apoio ao esporte amador e acesso de suas dependências para a população de Camaçari. 


Jogada 3 Ex-cartolas do clube ouvidos pelo Camaçarico acreditam que a próxima etapa dessa parceria com o clube, dono da maior torcida da cidade, e proporcionalmente uma das maiores do estado, é a construção de uma entrada por Camaçari. Mesmo com sua área nos limites do município, acesso ao CT é feito pela vizinha Dias D`Àvila. Resta saber se o rubro-negro Elinaldo vai chutar essa bola e iniciar os estudos para a construção desse novo acesso com suas implicações técnicas e de crescimento e ocupação dessa região do município. 


Lamentável  A comunicação do alcaide Elinaldo precisa ter um entendimento da sua missão de informação pública, os seus limites impostos pelas políticas oficiais, e pela própria legislação. O último exemplo de como não se fazer propaganda oficial foi postado nas redes sociais e festejou a programação cultural de Vila de Abrantes, no último final de semana.


Lamentável  2  Vídeo de pouco mais de 3 minutos, que a Coluna não vai colocar link de acesso por uma questão de respeito e contribuição para que esse tipo de postagem não tenha ainda mais repercussão, exibe tudo que não se deve fazer em jornalismo. 


Lamentável  3  Num vídeo que se propôs a ser engraçado e descontraído, o ´repórter` atropela princípios como diversidade e respeito, com atitudes homofóbicas e até de desconhecimento do Estatuto da Criança e do Adolescente, com entrevistas de crianças durante o show da polêmica banda La Fúria.


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João Leite Filho joaoleite01@gmail.com (Editor)


23/1/2020


 

 





Sincronia

Sincronia A gestão do coronel PM, Alfredo Castro, no comando da superintendência de trânsito e transporte de Camaçari (STT) pode ser comparada a um semáforo desregulado, oscilando aleatoriamente entre o verde, o amarelo e o vermelho. O último susto com a mudança brusca de verde para vermelho foi o recuo na decisão de transformar em mão única as antigas avenidas radiais, batizadas de 28 de Setembro (Radial A), Dr. Manoel Mercês (Radial B) e Tupinambás (Radial C), e principais peças do sistema viário do centro de Camaçari. 


Sincronia 2 A justificativa para o recuo, que coloca a gestão no sinal vermelho, depois de mandar seguir com a mudança, acionando o verde, teve como base a “escuta ao comércio“. Ainda segundo a nota distribuída pela prefeitura, a mudança foi provocada pela necessidade de adotar medidas com “ aval da população”. E o estudo que a própria STT realizou? Ou não houve amparo técnico na decisão de uma estrutura que tem a engenharia e as leis de trânsito como sua mão única? 


Sincronia 3  Nessa confusa troca de sinais, o antigo comandante-geral da PM mostra que sua gestão segue sem saber se freia ou acelera. Outra manobra confusa e nunca explicada  foi a suspensão do sistema de multas com o recolhimento dos talões eletrônicos, como denunciou o Camaçarico (Confira). 


Sincronia 4 Nesse pisca-pisca intermitente, a Coluna lembra ainda o descuido com a fiscalização do sistema de transporte clandestino. Com sinal verde, quando a Lei manda acionar o vermelho, gestão segue blindando o famoso ´ligeirinho` com seus veículos sem fiscalização, inspeção, e deixando em constante risco os usuários. 


Sincronia 5 Quase uma unanimidade na base elinaldista, querido e festejado pelos hoje adversários caetanistas, o coronel segue sem saber usar o conjunto de sinaleiras. Fazer o sistema de trânsito andar dentro da Lei, com segurança e gerando todos os benefícios que a população precisa, seja motorista ou pedestre, é o acionamento que falta. 


Atestado A exibição do nome da doutora Ana Dortas como provável titular da secretaria de saúde de Camaçari (Sesau) não passou de mais uma estratégia para queimar de vez a postulação. A atual coordenadora da regulação, controle e avaliação da prefeitura de Salvador, a doutora também foi lembrada em 2016, na cota do DEM de ACM Neto. 


Atestado 2 Nesse receituário para o comando da Sesau, que inclui outros nomes, o médico Luiz Duplat segue imbatível e deve assumir o posto a partir de abril com a desincompatibilização do vereador doutor Elias Natan (PR), que vai tentar a reeleição. 


Atestado 3 Listado, ainda na transição do governo, Duplat terminou sendo escanteado por interesses políticos que precisavam colocar Natan no cargo, permitindo assim a ascensão do suplente Niltinho Maturino ao posto de titular de uma das 21 cadeiras do Legislativo.  


Fôlego  O professor Márcio Neves assume nesta terça-feira (21) a presidência do diretório municipal do Partido dos Trabalhadores. Festejada como ´oxigênio`num PT sufocado por derrotas, rachas e desentendimentos, nova diretoria vive a expectativa e tem como missão suprir de bom ar, inspirar, renovar, estimular e revigorar. 


Fôlego 2 Mesmo com toda essa vontade de oxigenar, o PT de Camaçari segue sem alternativa e, mais uma vez outorga ao ex-prefeito e ex-deputado Luiz Caetano o poder de controlar a válvula do cilindro de oxigênio. Foi assim com o atual presidente Jackson Josué, que por sua vez foi antecedido pelo também vereador José Marcelino.


Ouvido de mercador A associação comercial e empresarial de Camaçari (Acec) e a câmara de dirigentes lojistas (CDL) seguem mudas sobre a denúncia do Camaçarico (Confira). A coluna espera que as duas entidades se entendam e entendam seus papeis na Camaçari de hoje e do futuro, onde a improvisação não é mais permitida nem em banca de feira. 


Esquadro Ampliar o debate sobre grandes obras, como a ponte Salvador-Itaparica, e seus impacto na mobilidade urbana da capital e região. Essa é uma das metas da engenheira civil Rute Carvalhal, a nova coordenadora da câmara especializada  de engenharia  civil do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia (Crea-BA). Única mulher a ocupar este cargo pela terceira vez, Rute também é ex-presidente associação brasileira dos engenheiros civis (ABENC-BA). 


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João Leite Filho joaoleite01@gmail.com (Editor)


20/1/2020


 

 





Oferta e Procura

Oferta e Procura Diferente da maioria das cidades do mesmo porte, atividade comercial em Camaçari ganha um componente negativo que vai além da falta de dinheiro do consumidor gerada pela paradeira da economia.


Oferta e Procura 2 Segundo apurou o Camaçarico, o clima entre as diretorias da associação comercial e empresarial de Camaçari (Acec) e a câmara de dirigentes lojistas (CDL) é de beligerância. O desencontro de quem deveria se unir para defender a atividade comercial na cidade é tão grande que disputa caminha para uma ação judicial de despejo da Acec do imóvel inaugurado no começo de 2016, e que hoje abriga as duas entidades.


Oferta e Procura 3 Numa liquidação às avessas, disputa interna entre dirigentes dessas entidades deixa um segmento, formado por cerca de 10 mil micros e pequenos empresários, e outros cerca de 5 mil MEI (Microempreendedor Individual), ainda mais orfão e fragilizado. 


Oferta e Procura 4  Acec e CDL não parecem entenderem e se entenderem sobre a necessidade de fortalecer o segmento e ampliar esse potencial, inclusive com mais poder e influência sobre projetos patrocinados pelo poder público. Esse descuido não é recente, segundo empresários ouvidos pela Coluna, entidades seguem distantes da maioria dos comerciantes que cobram a construção de um canal onde o segmento, independente do tamanho, possa ser ouvido.


Oferta e Procura 5 O avanço dos grandes atacadões e suas políticas monopolistas, as obras de revitalização do centro antigo da cidade e seus reflexos no comércio da região, a reforma da Feira de Camaçari, e questões como estacionamento e mobilidade são pautas que mexem diretamente nas máquinas registradoras do comércio.


Oferta e Procura 6 Essa imagem de pouco conectadas e distantes do debate se reforça com a baixa representatividade dessas entidades. A Acec conta hoje com cerca de 200 associados, sendo que metade está com as mensalidades atrasadas, enquanto o CDL soma cerca de 100 parceiros. 


Oferta e Procura 7 Fortalecer o comércio de Camaçari passa por uma nova visão de gestão na ACEC e no CDL, dizem empresários preocupados e ansiosos pela construção dessa nova relação. 


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João Leite Filho joaoleite01@gmail.com (Editor)


14/1/2020 Atualização às 14h20

 



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