Os trabalhadores dos Correios iniciaram uma greve nacional por tempo indeterminado, enquanto que os empregados da Caixa Econômica rejeitam proposta e seguem com a paralisação. Nos Correios a queixa é o término das negociações da campanha salarial sem um acordo entre a empresa e a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect). O impasse principal envolve propostas de alterações no plano de saúde dos empregados.
Já os bancários da Caixa recusaram a proposta final apresentada pelo banco para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Uma das principais reivindicações é o plano de assistência à saúde dos funcionários, foi um dos principais pontos de discussão da campanha. O acordo também reúne cláusulas relacionadas à PLR (Participação nos Lucros e Resultados), vales-alimentação e refeição e outros direitos. A Caixa tem no total cerca de 84 mil funcionários e 4.300 agências e postos de atendimento.
Para conter o impacto das paralisações nas entregas e no atendimento aos clientes, os Correios iniciou o remanejamento de pessoal e o reforço das atividades operacionais. A paralisação ocorre em um cenário financeiro delicado para a estatal. Com cerca de 84 mil empregados, os Correios experimenta siutuação econômica diferente da Caixa. Estatal registrou prejuízo líquido de R$ 5,55 bilhões no primeiro semestre de 2026. Ja no segundo trimestre julho/setembro o prejuízo líquido foi de R$ 2,39 bilhões.