Apesar da produção industrial baiana registrar crescimento de 0,4% entre junho e julho, segundo resultado consecutivo positivo e levemente superior aos 0,2% da média nacional, resultado no período coloca a produção baiana na 3ª maior retração do país com queda de 4,9% no acumulado no ano de 2026. O índice está bem abaixo do nacional (1,1%) e é o 3º pior entre os 18 locais pesquisados, à frente apenas do Rio Grande do Norte (-12,4%) e Maranhão (-6,2%).
Número é bem inferior ao do Brasil como um todo (1,1%). Produção também cai (-2,9%) nos 12 meses encerrados em julho, abaixo do indicador nacional (0,6%).
Ainda segundo a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) Regional, do IBGE, retração foi provocada pela indústria de transformação, com queda de 4,7%, diferente das indústrias extrativas que registraram alta de 1,8%. Das 10 atividades da indústria de transformação investigadas na Bahia, 6 apresentaram redução frente a julho/25, e a queda geral do setor foi puxada, principalmente, pelos produtos químicos (-16,6%).
Das 10 atividades da indústria de transformação investigadas separadamente na Bahia, 6 tiveram quedas em julho, frente ao mesmo mês do ano anterior. A fabricação de produtos químicos (-16,6%) apresentou a maior queda e deu a maior contribuição para o resultado geral da indústria baiana em julho. A atividade cai há três meses e tem resultado negativo no acumulado em 2026 (-6,4%).
Segmento de maior peso na estrutura industrial do estado, a fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (-4,8%) registrou apenas a quarta maior retração entre as atividades, mas teve a segunda principal influência negativa no resultado geral da indústria da Bahia, em julho. A atividade apresentou o seu terceiro resultado negativo consecutivo e também tem importante queda acumulada no ano (-8,1%).
Por outro lado, entre os quatro segmentos com resultados positivos em julho, na Bahia, a fabricação de produtos alimentícios (1,9%), que teve o terceiro maior aumento, deu a principal contribuição para segurar a queda geral do setor no estado. A atividade cresce consecutivamente há 11 meses (desde setembro de 2025) e tem a maior alta acumulada em 2026 (6,3%).
A segunda principal influência positiva na indústria baiana, em julho, veio da fabricação de celulose, papel e produtos de papel (3,8%), que teve o segundo maior crescimento entre as atividades pesquisadas. O segmento mostrou o seu segundo aumento consecutivo, mas ainda tem queda acumulada no ano (-2,3%).
A maior alta entre as atividades foi registrada pela fabricação de produtos de minerais não metálicos (7,4%), que tem um peso menor na composição da indústria baiana. O segmento cresce seguidamente há três meses e tem aumento de produção acumulado em 2026 (2,6%).