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A caravana ladra e a boiada passa


José Américo é jornalista, publicitário, baiano radicado em Brasília

Tudo será possível fazer no próximo governo depois de Bolsonaro. Mesmo com todos os absurdos que estávamos acostumados a ver no Brasil, Jair Bolsonaro superou tudo e deixou boquiaberto até mesmo os mais incrédulos cidadãos. Espalha mentiras como se fossem verdades e na maior cara de pau ainda se justifica questionando: “Quem não mente?” 


Manipula as Forças Armadas, trazendo a público a figura do General paspalhão, figura que achávamos que só existia nos programas de humor, pois aqui no Brasil a reputação dos militares era de gente séria, apesar de todas as mazelas do período ditatorial. Hoje as Forças Armadas fazem o papel de um exército de Brancaleone. A expressão "exército de Brancaleone" faz referência a um filme italiano e é sinônimo de grupo improvisado e alquebrado tentando alcançar algum objetivo. 


Lamentavelmente, é esse o papel do atual ministro da defesa no governo Bolsonaro. Ao invés de garantir a estabilidade institucional, serve aos caprichos de um protótipo de déspota que sonha em se perpetuar no poder, custe o que custar, e fica de moleque de recado das ameaças do presidente. Bolsonaro se elegeu prometendo acabar com a reeleição para os cargos executivos e desde o primeiro dia do seu mandato faz campanha para permanecer mais quatro anos no poder. 


Para isto, faz tudo que jamais imaginaríamos que um presidente teria coragem de fazer. Além de mentir institucionalmente, Bolsonaro dá indulto para criminoso - caso do deputado Daniel Silveira - ataca o meio ambiente desmontando o IBAMA, nega a ciência e vira as costas para as centenas de milhares de mortos pela pandemia da Covid19, aém de colocar em dúvida o processo eleitoral que o elegeu. 


E o pior, se diz honesto quando pipocam denúncias e mais denúncias de corrupção no seu governo e todos sabem que tanto ele quanto sua família, sempre fizeram de parte dos salários dos seus assessores, uma fonte de renda extra, na modalidade conhecida como rachadinha. E mais: negou a velha política e se aliou ao Centrão - grupo político fisiológico de longa história e envolvimento em maracutaias políticas. 


Falso moralista de carteirinha, Bolsonaro usa o nome de Deus para justificar posturas discriminatórias e até a liberação de armas indiscriminadamente. Chegou a dizer que “Jesus não usava uma pistola porque na época não existia”. 


Portanto, caso não seja reeleito apesar de todas as pesquisas apontam para sua derrota, Bolsonaro terá aberto a porteira para qualquer um que venha a assumir a presidência da República faça igual ou pior que ele e transforme os absurdos que quiserem fazer em coisas normais. Afinal, se Bolsonaro fez e nada aconteceu, por que o outro não pode fazer?  Nesse governo Bolsonaro a caravana ladra e a boiada passa.


José Américo Moreira da Silva zamerico1961@gmail.com é jornalista, publicitário, baiano radicado em Brasília 


Opiniões e conceitos expressos nos artigos são de responsabilidade do autor

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