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Sindicato cobra pagamento de indenização de parceiras da Ford


O Sindicato dos Metalúrgios de Camaçari voltou a cobrar das  empresas que produziam peças para o complexo Ford o cumprimento do acordo que assegura as compensações, além dos direitos trabalhistas. Os cerca de 1.500 trabalhadores das empresas Magna City, Magna Cosmo, Sian e Tenneco, que também integravam o complexo, ainda não indenizaram seus empregados. Outras duas  fábricas, a TPC e Autometal também estão sendo acionadas pelo sindicato, junto ao Ministério Público do Trabalho, para que  paguem os direitos dos trabalhadores. 


Apenas a  Sodecia 2 já firmou um acordo de indenização com o sindicato. Chamadas de empresas satélites,  apesar de não integrarem o conjunto das 16 sistemistas, essas fábricas em Camaçari e Dias D`Àvila produziam e forneciam peças como parte de bancos e sistemas de iluminação, entre outros.


Em nota distribuída para a imprensa, nesta  sexta-feira (14), publicada na íntegra abaixo, o sindicato lembra  a necessidade de  contemplar todos os trabalhadores e o seu compromisso com  a garantia dos direitos de todos que  prestavam serviços à montadora america, fechada em janeiro do ano passado. 


NOTA À IMPRENSA 


Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari segue incansável em busca de indenização complementar em favor dos metalúrgicos das empresas satélite do CIFN.


Tendo em vista a manifestação organizada nesta sexta-feira (14), por parte de ex-funcionários de empresas de autopeças de Camaçari, o Sindicato dos Metalúrgicos esclarece que após o fechamento do Complexo Ford, há um ano,  empresas satélites instaladas na região que forneciam peças para a montadora americana também fecharam as portas, mas sem negociar um acordo de indenização. O Sindicato dos Metalúrgicos, desde o primeiro momento, buscou, insistentemente, contemplar esses trabalhadores no bojo da negociação coletiva junto a empresa FORD, o que se tornou impossível por absoluta intransigência da empresa em relação a este ponto da negociação. De forma contemporânea, o Sindicato buscou negociar diretamente com as empresas de autopeças, as quais não se disponibilizaram a uma negociação de verbas indenizatórias para os trabalhadores. Sendo assim, o Sindicato, em 08/03/2021, se viu obrigado a acionar a Justiça para, liminarmente, pedir a reintegração dos trabalhadores enquanto as empresas não se dispusessem a negociar com o Sindicato e cobrar dessas empresas o pagamento das indenizações, se mantendo vigilante para que haja uma decisão favorável aos interesses desses trabalhadores. Este mesmo Sindicato, também de forma contemporânea aos fatos acima citados, provocou o Ministério Público do Trabalho que acompanha de perto o desenrolar dos fatos, tendo inclusive ajuizado duas ações sobre a ausência de negociação coletiva, que também se encontra em tramitação. Informações repassadas aos trabalhadores em reuniões junto a eles. O Sindicato sabe da dificuldade enfrentada por esses operários e se solidariza diante da grave situação de desemprego criada pela Ford e suas empresas parcerias. Ao mesmo tempo, não é possível ignorar o esforço empreendido pelo Sindicato em busca de uma negociação justa para esses trabalhadores, além disso a entidade vem se empenhando, através do oferecimento de cursos de qualificação, para que esses trabalhadores retornem o quanto antes ao mercado de trabalho. Importante destacar também que o Sindicato tem trabalhado incansavelmente para buscar empresas interessadas em ocupar o parque industrial deixado pela Ford, gerando emprego e renda novamente à Camaçari e toda Região Metropolitana de Salvador. Para isso, mantém uma agenda de reuniões com empresários, políticos e diversas autoridades.


Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari - Bahia 14/01/2022

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