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Acidente em Minas alerta sobre a necessidade de fiscalização de pontos turísticos

 O acidente em Capitólio (MG), onde a queda de uma rocha matou dez pessoas no sábado ((8), colocou pressão para que autoridades avaliem riscos geológicos em áreas turísticas, como cânions, chapadas, escarpas e falésias. O governo federal pediu a Estados e municípios que indiquem pontos de visitação prioritários e gestores locais já organizam vistorias. Segundo especialistas, lacunas nas regras para a inspeção dessas áreas levam à falta de medidas preventivas e fiscalização pelo poder público e expõem turistas e profissionais do setor ao perigo de novas tragédias.


Cobrado após as mortes no interior de Minas, o ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, se reuniu com secretários estaduais de turismo para discutir o tema. Ele disse que vai pedir laudos sobre eventuais riscos e também buscar maior formalização desse setor econômico – o que facilita o cumprimento de regras de passeios e uso de equipamentos de proteção, por exemplo.


Uma das prioridades discutidas na reunião de ministros e secretários é a inspeção na região do Xingó, área com cânions banhada pelo Rio São Francisco que recebe passeios de barco e também abriga pontos de mergulho. Em alguns casos, as embarcações chegam bem perto dos paredões.


Professores de universidades públicas ouvidos pelo Estadão já relatam a formação de uma coalizão, convocada por secretários estaduais de Turismo, para inspecionar não só o Xingó, mas outras áreas. As vistorias devem ter suporte do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), órgão vinculado ao governo federal responsável por inspeções técnicas.


Após o caso de Capitólio, o CPRM destacou que, conforme a legislação, mapeamentos de risco feitos pelo órgão contemplam exclusivamente regiões com imóveis voltados à ocupação humana, como casas, prédios, hospitais, escolas e comércio. Para vistoriar áreas turísticas não urbanizadas, o órgão precisa ser acionado pelos governos locais. O CPRM diz que a cidade mineira não havia pedido apoio.


Diferentemente do Brasil, em outros países há políticas públicas estruturadas para monitorar os riscos de forma proativa não só em áreas residenciais, mas também em pontos turísticos. Segundo especialistas, embora o tamanho do nosso território dificulte fazer mapeamentos tão detalhados quanto em alguns países europeus, seria importante ter esse trabalho ao menos nas áreas principais.


A Espanha é uma das referências no setor. O Serviço Geológico do país, diz ela, é responsável pelo Inventário do Patrimônio Geológico, que pode ter vários tipos de usos. O geoturístico, reforça, é um deles. O mapa tem boa cobertura do território em termos de análise, o que dá mais segurança a empresas e pessoas na tomada de decisões no setor turístico.


Na França e na Itália, também foram feitos mapas de risco que cobrem boa parte dos pontos turísticos espalhados pelo território, destaca a geóloga Joana Sánchez, professora da Universidade Federal de Goiás (UFG) e integrante do grupo de pesquisadores de geossítios da Unesco, ligada às Nações Unidas (ONU).


O Canadá é outro exemplo de país que se dedica a rastrear riscos em suas unidades de conservação. E as agências americanas, continua Joana, também passaram a monitorar processos de escorregamento dentro de parques nacionais após eventos climáticos mais extremos. “O serviço geológico dos Estados Unidos é um exemplo de mapeamento”, afirma a professora.


“Nos Estados Unidos, existe a cultura da visitação há muito tempo”, explica Rubson Maia, doutor em Geodinâmica e Geofísica e professor da UFC. “Ao mesmo tempo, há um problema que é quase generalizado: a concepção que a população tem acerca das paisagens. Quantos mais íngremes forem as paisagens, mais bonitas elas são, mas ao mesmo tempo mais perigosas. Isso tem de ser comunicado.” Estadão

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