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COLUNA CAMAÇARICO


Acostumados com o muro, elinaldistas agora precisam apostar em Flávio Bolsonaro


Os caetanistas e a batalha para quebrar a curva de descida de Lula em Camaçari 


Sem saída A menos de duas semanas das eleições do segundo turno, quando o país define quem vai ser o seu presidente nos próximos 4 anos, Camaçari segue com cenário singular.


Sem saída 2 De um lado, o PT e partidos aliados, liderados pelo alcaide Luiz Caetano (PT), ocupam as ruas com intensa campanha do seu candidato e companheiro de legenda, o presidente Lula, que busca o quarto mandato.


Sem saída 3 Na conta nacional para tirar a desvantagem de Lula no primeiro turno, os caetanistas vão precisar ampliar a votação. Os números mostram uma pequena queda no eleitorado de Lula no primeiro turno na comparação com 2022. Já o bolsonarismo avança, ainda que de forma muito discreta nesse mesmo eleitorado camaçariense.


Sem saída 4 Sem conflitos, mas sob pressão, pedem voto para seu principal, maior cabo eleitoral e responsável direto pelas últimas vitórias na Bahia. Seu aval foi decisivo em 2024 para garantir o mandato 04 de Luiz Caetano, e a eleição de Jerônimo. Agora, em 2026, Lula foi novamente padrinho e maior eleitor para a reeleição do governador. Caetano sabe que sem o governo federal a equação fica difícil para ele e Jerônimo.


Sem saída 5 Na outra trincheira, o senador Flávio Bolsonaro (PL) não tem a mesma sorte no município. Com histórica minoria de cerca de 30% do eleitorado de Camaçari, a decisão em favor do bolsonarismo segue paralisando parte do grupo do ex-alcaide e deputado estadual eleito, Antonio Elinaldo (União).


Sem saída 6 Apesar de contar com o comando do Legislativo e a maioria da Casa com 12 vereadores, grupo ainda não colocou em prática a decisão de marchar de verdade com a candidatura Flávio Bolsonaro. O aval está dado e o acordo fechado com o líder estadual do União, o ex-alcaide de Salvador, ACM Neto (União), não deixa dúvidas.


Sem saída 7 Com as exceções dos vereadores Jamesson Silva (PL) e Doutor Samuka (PRD), bolsonaristas assumidos, a campanha oposicionista no grupo elinaldista segue no modo cautela, até envergonhada, em Camaçari. Os outros 10 vereadores oposicionistas dizem que vão marchar com Flávio, mas não exibem sinais claros dessa vontade.


Sem saída 8 Dos 23 vereadores de Camaçari, em tese, o candidato Flávio soma 13 apoios contra 10 dos lulistas. São 12 do time elinaldista, mais o voto do vereador Luisão (Republicanos). Mesmo integrante da base municipal do petista Caetano, o herdeiro do decano e ex-vereador Bispo Jair segue sob a orientação nacional da legenda, fechada com Bolsonaro.


Sem saída 9 A conjuntura deste ano é diferente do pleito de 2022, quando o candidato do grupo, ACM Neto, disputava o governo do estado com Jerônimo Rodrigues (PT). Na época o voto para presidente era acessório, ´tanto faz`, como costumavam dizer os oposicionistas ligados ao ex-alcaide de Salvador, deixando em aberto a escolha para o comando da República.  


Sem saída 10 Agora, com a eleição apenas de presidente nesse segundo turno, o jogo muda e exige definições claras. Ou apoia o filho do ex-presidente Bolsonaro, ou fortalece o adversário no estado com a reeleição de Lula. É aí que entram as dificuldades de Elinaldo em colocar a sua tropa nas ruas.


Sem saída 11 O ex-alcaide sabe que precisa apoiar Flávio Bolsonaro, único caminho para se manter num cenário confortável no mapa municipal de 2028. Vitória também dá respiro para o grupo de Neto em todo o estado depois de duas derrotas seguidas.


Sem saída 12 Enfrentar esse eleitorado majoritariamente lulista, que também vota nele, é missão espinhosa para Elinaldo. Como colocar em prática esse discurso sem perder o apoio desse eleitor lulista/elinaldista não é tarefa para o futuro.


Sem saída 13 Para ampliar ainda mais esse cenário pouco favorável, mas que precisa ser enfrentado, o grupo de Elinaldo vive a escassez de recursos e estrutura. Gastaram todo o oxigênio na campanha de governador com ACM Neto, dizem fontes do grupo.


Sem saída 14 Depois de um primeiro turno sem preocupação clara com a disputa presidencial, Elinaldo agora precisa apoiar Bolsonaro. Essa vitória é fundamental para a manutenção competitiva de seu grupo no cenário baiano de 2028 e 2030.


Sem saída 15 Missão de colocar a tropa na rua é para ontem, se quiser ficar de fora do mapa dos culpados e com pecha de bolsonarista, em caso de derrota. Ou, na lista dos que farão parte do bolo em caso de vitória do seu agora candidato.


Sem saída 16 Outro que aparece nesse cenário, mas em outra conjuntura, é o ex-vereador Flavio Matos (PL). Rompido e afastado do grupo de Elinaldo, foi candidato a deputado federal com pouco mais de 21 mil votos no estado. Recebeu 16.771 apoios, nada desprezível percentual de 11% e segunda maior votação para federal entre os eleitores de Camaçari.


Sem saída 17 Candidato derrotado nas urnas para alcaide de 2024, Matos não esconde desde o primeiro turno seu apoio ao xará Bolsonaro. Segundo apurou a Coluna, rearruma seu time, que  os adversários  chamam de ´moquiequinha`para o embate do dia 25. A vitória de Bolsonaro não deixa de ser escada para seus planos de voltar a ser o nome da hoje rachada oposição, na disputa paroquial com o grupo de Caetano em 2028.


Sem saída 18 Domingo-25 é logo alí. Resta aguardar os movimentos do lulismo e do bolsonarismo e o resultado do mapa eleitoral na Bahia e em Camaçari.   


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


12outubro2026 Fechamento: 17h40

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