A caderneta de poupança registrou em julho retiradas líquidas de R$ 7,153 bilhões. Segundo Obanco central (BC), esse é o maior volume de saques desde março e o segundo seguido de retiradas depois de maio, único mês no ano com entradas líquidas na poupança até agora. O mês passado somou R$ 370,768 bilhões em depósitos e R$ 377,921 bilhões em retiradas. A poupança acumula saques líquidos de R$ 46,509 bilhões até julho.
Na comparação com julho de 2025, o desempenho também foi pior. Naquele mês, os depósitos haviam somado R$ 363,57 bilhões e as retiradas R$ 369,82 bilhões, com retirada líquida de R$ 6,25 bilhões.
Na variação anual, os aportes cresceram R$ 7,19 bilhões, alta de 2%, mas os saques avançaram em ritmo maior, com aumento de R$ 8,1 bilhões, ou 2,2%.
No mês passado, houve um saldo negativo de R$ 6,952 bilhões no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), maior volume também desde março.
Desde 2021 que o principal investimento dos brasileiros vem registrado perdas anuais consecutivas, com a grande maioria dos meses apresentando resultados negativos para a aplicação.
Apesar da retirada líquida em julho, o volume total mantido na poupança continuou praticamente estável em R$ 1,02 trilhão, na comparação com junho. Em relação a julho de 2025, quando o saldo era de R$ 1,01 trilhão, houve leve aumento no estoque de recursos aplicados. O Brasil tem cerca de 200 milhões de contas poupança.
A rentabilidade atual da caderneta de poupança é dada pela taxa referencial (TR) mais uma remuneração fixa de 0,5% ao mês. Esta fórmula vale enquanto a taxa Selic estiver acima de 8,5% ao ano -- a taxa básica de juros está atualmente em 14% ao ano.