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COLUNA CAMAÇARICO 30 MARÇO 2026


Debate sobre educação no Legislativo de Camaçari tem reprovação geral


Governo e oposição não avançam e ensino no município segue levando nota baixa


Quadro Baixo desempenho. Esse é o resultado da sessão do Legislativo de Camaçari que ouviu o secretário de educação do município, o vereador licenciado do PT, Marcio Neves. Encontro cheio de expectativas, na última terça-feira (24), terminou frustrando pela inconsistência dos dados exibidos e argumentação pelo titular da Seduc.


Quadro 2 Fragilidade geral, reconhecida por educadores e parte da população, se completou com a atuação dos vereadores que na sua maioria aprovou a ida do secretário para explicações sobre a política de educação no município.   


Quadro 3 Pouco afeitos a uma sabatina técnica, os vereadores praticamente se resumiram a perguntas sobre problemas nas suas bases eleitorais. Presos a discursos pouco fudamentados, apesar do esforço de alguns, oposicionistas exibiram um claro atestado de que não fizeram o dever de casa.


Quadro 4 A baixa argumentação da maioria oposicionista, formada por 12 dos 23 membros da Casa, deixou uma clara demonstração de falta de assessoria para um estudo mais detalhado sobre o tema, apesar da gorda verba de gabinete para necessária contratação de técnicos.


Quadro 5 Descuido, que não é exclusividade da oposição na montagem do seu quadro de assessoria, terminou permitindo ao secretário manifestações equivocadas e sem contestação.


Quadro 6 Na base governista a mudez foi quebrada por poucas manifestações de apoio, mas nenhuma fundamentação qaulificada que reforçasse o discurso da gestão municipal e seus acertos com a educação. Com baixa sintonia desde o começo da gestão 04 do alcaide Luiz Caetano (PT), bancada dos 11 deu uma demonstração clara de que nada, ou quase nada sabia.


Quadro 7 Não deveria ser assim, tanto entre os vereadores, como na equipe de Seduc. A pasta da educação tem receita de R$ 551 milhões, a maior fatia do orçamento do município e quase 1/3 do total de gastos de R$ 1,7 bilhão previsto para esse ano pelo município.


Quadro 8 Ao declarar que a verba do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação não foi suficiente, o secretário Márcio Neves apenas confirmou que algo saiu errado no planejamento dos recursos. O dinheiro do Fundeb é calculado e repassado perlo Governo Federal aos municípios com base em dados informados pelas próprias prefeituras.


Quadro 9 A exibição de dados pouco detalhados no painel digital do Legislativo, sem a distribuição de um material impresso e consistente, até para um melhor acompanhamento pelos vereadores, durante a sessão, foi outro dificultador. Em resposta a alguns questionamentos fora do quadro exibido, ou que exigiam complementação, o secretário apenas dizia que poderia mandar esses dados posteriormente.


Quadro 10 Foi nessa ´sala de aula` mais confusa que esclarecedora que o secretário não conseguiu explicar, muito menos ser questionado com firmeza pelos vereadores, como o município terminou o ano letivo de 2025 sem professores de Inglês, Matemática, Artes, e até Língua Portuguesa, em parte das 105 escolas do município.


Quadro 11 Também ficou sem explicação detalhada o programa de reforma das 60 escolas anunciadas como atendidas pelos serviços de melhoria e requalificação. 


Quadro 12 O atraso na entrega dos fardamentos, a logística de distribuição e os erros com modelagens de acordo com as necessidades por escolas foi outro  tema abordado com pouca transparência. Mesmo dispondo de informações sobre número de alunos, idade e tamanho do fardamento por unidade, faltou detalhamento de importante investimento.


Quadro 13 Não foi diferente a ausência de detalhamento do programa de climatização das salas de aula. O titular da Seduc não informou sobre o estudo de instalação desses equipamentos, já adquiridos, de acordo com as necessidades de cada unidade.


Quadro 14 Foi nessa ´sala` confusa e com predominância de discursos midiáticos dos dois lados, e nenhuma objetividade que assegurasse caminhos para a melhoria dos serviços para a população que a educação foi tratada.


Quadro 15 No eterno embate da política entre os grupos que se alternam no poder do município nos últimos 40 anos, a sessão sobre educação não passou de um extrato para manifestações pró e contra a gestão nas redes sociais.


Quadro 16 Todos perderam nessa briga de narrativas vazias e que não muda rumos. Só afasta Camaçari para longe do mapa das cidades onde a educação faz a diferença e coloca seu povo num caminho de excelência e justiça social.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


30março2026 Fechamento: 18h01

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