Pensando alto
Alguns observadores têm sentido a falta do entusiasmo que reinava no início do primeiro ano da gestão 4 de Luiz Caetano. Durante as festividades da orla de 2026, tanto em Barra da Pojuca, Monte Gordo, Abrantes, Jauá e finalizando com o festival de Arembepe não houve uma presença numérica dos colaboradores diretos e indiretos, assim como de parlamentares e apoiadores que mobilizam pessoas e acompanham o prefeito em eventos. Notória, também, a ausência das postagens nas redes sociais por parte de agentes administradores e políticos cumprimentando a população e demonstrando buscar a popularidade da gestão e pessoal.
O que se fez notar foi um ou dois segmentos da mídia local se esforçando para cobrir os mínimos detalhes e tentar passar para o público um grau de movimentação que se contrariava durante entrevistas mornas e de contextuação marcantes de auxiliares diretos do alcaide e parlamentares da base de apoio.
Analistas políticos afirmam que Caetano apresenta, neste quarto mandato, uma característica bastante diferente do que o tem caracterizado como gestor público em relação à desenvoltura e agressividade administrativa funcional.
Interlocutores mais próximos admitem que ele não exibe o mesmo ímpeto e a pronta manifestação em orientar e acompanhar o desenvolvimento das ações, promovendo os ajustes necessários, atitudes que motivam o corpo técnico, funcional e político, assim como não tem demonstrado tranquilidade no contato com lideranças políticas, sindical e/ou comunitária.
Pelo contrário tem apresentado sinais de indecisões e lentidão na tomada de decisões, condições que vem inibindo, desestimulando os auxiliares em iniciativas que buscam promover dinâmica maior em suas atribuições.
Nesse contexto, no último dia 23, em Monte Gordo, durante a apresentação pública dos projetos de remodelação do sistema viário, complementos estruturais do campo da subestação e do início da construção da UPA tipo II, na localidade a tônica narrada pelo prefeito, pelo secretário da SERIN Ademar Lopes e pelo líder do governo na Câmara, Tagner era que “passada e superada as dificuldades encontradas da gestão anterior, o governo inicia a aceleração de suas atividades”.
Os mais céticos acreditam que para acompanhar esse novo ritmo professado, Caetano não pode abdicar de promover uma reforma administrativa no sentido de mexer com alguns colaboradores que não estão demonstrando aptidão para os cargos. Esses podem ser remanejados para funções mais compatíveis que suas aptidões ou buscarem oportunidades outras.
Assim poderá injetar ânimo e vontade de fazer e estimular a população a fazer política no sentido de dinamizar o governo, promover uma capacidade de defesa da administração em confronto diário com a oposição. Gente com experiência e capacidade não faltam nas proximidades do gabinete que dispõe de uma assessoria de nomes notáveis como técnicos, gestores públicos e políticos.
Enfim, o que a população deseja é presenciar e desfrutar de um governo progressista na essência e nas ambições dos seus feitos e entrega para o benefício da coletividade.
Que DEUS e os Orixás nos protejam e iluminem nossos governantes.
Adelmo Borges dos Santos adelmook@gmail.com
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28março2026