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Camaçarico 2 de dezembro 2019


Espelho ´O torto falando do aleijado`. O velho ditado, agora calibrado no politicamente correto para reclamação mútua entre portadores de deficiência física, é como se poderia definir a manifestação de sábado (30), em defesa da Cidade do Saber (CDS). 


Espelho 2 Patrocinado pelo PT, ato cobrou melhorias das condições de funcionamento do equipamento, hoje administrado pela gestão do demista Antonio Elinaldo.  


Espelho 3 Mesmo condenado pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), por irregularidades na gestão do programa, sob sua responsabilidade como prefeito e pagador das despesas da CDS (Confira), o 3 vezes alcaide e criador da instituição em 2007, Luiz Caetano não economizou nas queixas. 


Espelho 4 Listou problemas com a manutenção no Teatro Cidade do Saber (TCS), lembrou as piscinas desativadas, o muro de proteção do complexo de prédios destruído, além de problemas de gestão dos cursos e abandono de projetos criados para a CDS no seu 2º governo. Claro que os discursos não falaram da ONG Instituto Professor Raimundo Pinheiro, formada por aliados políticos do grupo oposicionista e gestora do programa até o começo de 2017. 


Espelho 5 Do outro lado, o governo Elinaldo representado pela secretária de cultura, Marcia Tude, não tem como contestar as críticas. Primeiro por aceitar um estranho acordo com a antiga gestão que resultou no esquecimento da necessária auditoria que mostraria as verdadeiras condições em que encontrou a Cidade do Saber. 


Espelho 6 Por falar em diretoria, a Coluna apurou que nenhum dos ex-diretores da CDS apareceu na manifestação de sábado. Nem os petistas que ajudaram a construir esse estado de coisas, muito menos os filiados ao PCdoB, co-gestor do furo no casco que praticamente afundou o equipamento.


Espelho 7 Acostumado a jogar o jogo solto e não encontrar adversário com competência para fazer frente a boa parte de suas investidas, Caetano brinca de verdade. Sabe que o descuido dos seus oponentes, que não realizaram auditoria nas contas da CDS, muito menos implementaram um programa de gestão eficiente para recuperar o equipamento, termina lhe cacifando para o discurso acusatório.


Espelho 8 Quem não lembra a piscina desativada desde o governo do seu aliado, criatura e depois excomungado Ademar Delgado. E o teatro, a uma fagulha de um incêndio de proporções inimagináveis, como denunciou o Camaçarico. As contas astronômicas e sem explicações para a manutenção da CDS, os contratos com as cooperativas mostrados pelo TCM. E a contratação de apaniguados para cargos, alguns com salários equivalentes a secretário municipal. 


Espelho 9 Mas, o alcaide Elinaldo e a sua secretária de cultura e atual gestora da CDS, Márcia Tude, não podem reclamar. Poderia ter iniciado esse processo com a Comissão de Inquérito para apurar desmandos na Cidade do Saber que ele mesmo ajudou a criar quando era vereador, e foi um dos seus coveiros. Também não pode reclamar das trapalhadas do seu assessor Guilherme Neto, nomeado nos primeiros dias do seu governo, em 2017, como interventor da Cidade do Saber. Inoperante, deixou como contribuição apenas o reforço do falso discurso de vítima da antiga gestora da CDS, Ana Lucia Alves da Silveira e sua diretoria.


Espelho 10 Na contramão do interesse público, o governo caiu na armadilha e terminou prosseguindo um programa sem uma equipe competente para corrigir os erros e recuperar o equipamento construído com dinheiro público. Infelizmente, não avançou, muito menos mostrou que poderia fazer melhor. O governo Elinaldo perdeu o atestado de competência e o direito de criticar o aleijado, justamente pelo mesmo defeito que não quer ver no espelho. 


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 João Leite Filho joaoleite01@gmail.com (Editor) 


2/12/2019

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