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Black Friday exclui 95% dos produtos mais destacados no online


Apenas 5% de produtos que estavam entre os mais destacados na versão online dos varejistas mês passado entraram na Black Friday nesta sexta-feira (29), indica levantamento feito pelo jornal Folha de São Paulo. Em 3 de outubro, a reportagem passou a monitorar os cinco primeiros produtos que apareciam na tela quando se faziam buscas nas lojas por termos como “celular”, “geladeira” ou “bola de futebol”. Foram analisadas nessa amostra 97 categorias de produtos, que resultaram em 2.845 itens em destaque.


No total, o levantamento encontrou 10,5 mil produtos identificados como participantes da promoção. Mas, da lista de 2.845 produtos em destaque há 57 dias, apenas 156 entraram como participante da Black Friday (5%). As lojas online pesquisadas foram Amazon, Americanas, Casas Bahia, Extra, Magazine Luiza, Pontofrio, Pernambucanas e Submarino.


Uma das estratégias dos lojistas no ecommerce da Black Friday é apostar em produtos com a demanda reprimida, de acordo com Marco Quintarelli, consultor de varejo. “Os produtos que têm demanda contínua serão vendidos no futuro, independentemente do preço, então nem sempre faz sentido diminuir a margem de lucro se o item será vendido depois”, diz.  “Por isso surgem promoções de panela elétrica de arroz, e não necessariamente de uma televisão de ponta”, exemplifica. 


O levantamento começou em outubro, distante da Black Friday, para que não houvesse interferências no monitoramento por ações como “Black November”, em que os varejistas fazem promoções preparativas para a Black Friday. Numa outra forma de analisar o evento, o levantamento também acompanhou os itens que apareciam com destaque em buscas mais específicas feitas há dois meses (por exemplo, itens como Samsung Galaxy ou iPhone X). Nesse tipo de busca, foram monitorados 9.500 itens. Apenas 511 (6%) entraram na Black Friday.


A Magazine Luiza disse que determina os produtos que vão para a promoção no site e na loja física conforme parceria estabelecida com fornecedores e também por meio dos itens “favoritados” em seu aplicativo de compras. “Analisamos se esse item [favoritado] pode ser negociado com uma precificação melhor, procurando criar a melhor oferta para o consumidor”, afirmou Rafael Montalvão, diretor de marketing ecommerce da marca. 


A Amazon disse que cada usuário receberá uma oferta de produtos, dependendo de seu histórico de compras (a Folha usou uma espécie de aba anônima nas buscas, o que não deixa registro de buscas anteriores).  A empresa disse ainda que colocou na Black Friday itens de alta demanda. 

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