Ao menos 27,5 milhões de pessoas estão com o nome negativado no Brasil. Esse contingente, praticamente dividido entre honems e mulheres, tem dívida média em torno de R$ 1,1 mil. Ainda de acordo com levantamento da Assertiva as maioria das dívidas está concentrada em consumidores com apenas uma pendência, com valor médio de pouco mais de R$ 1,1 mil.
Valor das dívidas cai para R$ 813,00 para quem tem duas dívidas, e segue diminuindo conforme o número de dívidas diferentes aumentam. Segundo especialistas, esse padrão de múltiplas pequenas dívidas acumuladas estão ligadas ao orçamento cotidiano das famílias.
Com esse grande número de consumidores negativados o acesso ao crédito fica mais restrito e tende a reduzir gastos, que por consequência limita a recuperação do consumo. É nesse cenário que o Governo Federal prepara o Desenrola 2.0. Em fase final de elaboração, porgrama que foi realizado em 2024 deve incluir descontos nas dívidas e mecanismos para evitar que os beneficiários voltem a se endividar.
Nesse novo Desenrola o governo estuda a criação de uma espécie de “trava” para restringir o acesso a linhas de crédito mais caras, como o rotativo do cartão e o cheque especial, além de contrapartidas para incentivar educação financeira.
Entre as principais ações em discussão está a possibilidade de liberação de valores retidos no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitação de dívidas. O montante pode chegar a cerca de R$ 7 bilhões, segundo informações preliminares.
O governo também avalia mecanismos para conter o uso excessivo de apostas, incluindo bets esportivas e plataformas eletrônicas, como forma de reduzir o endividamento das famílias.
O estudo sobre inadimplência também mostra que a maior concentração está na faixa de 36 a 45 anos (22,77%), seguida pelos grupos de 46 a 55 anos (18,44%) e acima de 65 anos (18,23%).
Dados de fevereiro mostram que o sistema bancário tem R$ 171,4 bilhões em operações de crédito com atrasos superiores a 90 dias nos pagamentos.
Os dados também mostram que a inadimplência não está concentrada em grandes dívidas. Entre consumidores com apenas uma pendência, o valor médio é de R$ 1.167,67. Para quem tem duas dívidas, a média cai para R$ 813,40 por débito, e segue diminuindo conforme o número de dívidas aumenta.
Na prática, isso indica um padrão de múltiplas pequenas dívidas acumuladas, mais ligado ao orçamento cotidiano das famílias do que a financiamentos de maior valor.