Um projeto que une arte, turismo e causa social começa a movimentar Camaçari. A iniciativa nasce a partir de uma composição musical que busca valorizar as riquezas naturais da região e estimular um novo olhar para o potencial turístico da cidade, ao mesmo tempo em que amplia o debate sobre o autismo e reforça a importância de construir uma sociedade mais acolhedora.
Apesar da diversidade de paisagens e da forte identidade cultural do litoral local, Camaçari, com cerca de 42 km de orla, com destaque para Arembepe, acaba sendo vista apenas como ponto de passagem para visitantes que seguem para destinos já consolidados, como Praia do Forte.
Além da valorização do território, a composição também traz uma importante mensagem de sensibilização social ao abordar a realidade do Transtorno do Espectro Autista, tema cada vez mais presente na vida de muitas famílias da cidade. A proposta busca utilizar a arte como ferramenta de conscientização, promovendo diálogo, empatia e respeito à diversidade.
Idealizado pela professora, bióloga e turismóloga Marcia Melo, ao lado de José Galdino e Line, todos pais atípicos que vivenciam os desafios da inclusão escolar e social enfrentados por crianças neurodivergentes, o projeto tem como objetivo levar arte, música e informação sobre neurodiversidade para a comunidade. Proposta tem como foco e atenção especial o ambiente escolar, contribuindo para a construção de uma cultura mais inclusiva.
Segundo os idealizadores, a proposta vai além da música e busca envolver a sociedade em diferentes ações de conscientização. Uma dessas iniciativas acontece nas feirinhas realizadas no Horto Florestal de Camaçari, onde o grupo divulga o projeto e promove o empreendedorismo social.
Entre as atividades desenvolvidas está a produção e venda de bonecas artesanais, utilizadas como forma de sensibilizar a comunidade para a importância da inclusão e do respeito às diferenças.
Ao unir cultura, natureza e responsabilidade social, o projeto mostra como a arte pode se tornar um instrumento de transformação.