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Marinha ainda não descobriu origem do derramamento de óleo


Naufrágio ou derramamento acidental do petróleo são as mais prvávei  hipóteses parea o derramamento de óleo nas parais do Nordeste. Ainda segundo a marinha, responsável pela investigação, são consideradas remotas as possibilidades de vazamento de petróleo do subsolo ou lavagem de tanque em navios, diante do volume de óleo recolhido nas praias atingidas. 


Os primeiros relatos da presença de óleo na região foram confirmados no dia 2 de setembro, mas até agora sua origem permanece um mistério. De acordo com o Ibama, 138 localidades em nove estados já foram atingidas. Em seu último boletim, o instituto contabiliza dez animais mortos por contato com o óleo.


Os trabalhos de  inspeção estão sendo feitos  por cinco navios e uma aeronave para patrulhar a região em busca das causas do vazamento.


A Marinha abriu um inquérito para investigar a ocorrência, que classificou como "inédita", já que "atinge grande parte de nosso litoral". A Polícia Federal vem atuando na área criminal e o Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) coordena os trabalhos de recolhimento das borras de petróleo.


De acordo com a Marinha, as investigações incluem inspeções ao longo da costa, patrulha naval nas áreas com poluição mais recente e analises do tráfego mercante com o monitoramento de navios que passaram por águas jurisdicionais brasileiras.


As investigações do Cismar (Centro Integrado de Segurança da Marinha) identificaram a presença de 140 navios-tanque durante o mês de agosto na área analisada, que tem 36 milhas náuticas quadradas. Aquelas que possuíam carga com características compatíveis com petróleo cru foram notificadas a prestar esclarecimentos.


As investigações já confirmaram que se trata de petróleo cru e não de combustíveis. Análises feitas pelo Ibama com amostras recolhidas em diferentes praias indicam que a origem é a mesma. Maior produtora do país, a Petrobras afirma que as características do óleo encontrado não são equivalentes aos tipos de petróleo que a empresa produz.


As circunstâncias da contaminação intrigam autoridades e especialistas no setor de petróleo, diante da extensão da área atingida , entre o litoral norte da Bahia e o Maranhão,  e do aparecimento de novas manchas mais de um mês depois das primeiras ocorrências. Folha de São Paulo

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