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Bispo da Cultura / Marcelo Mutakani


A Cultura da nossa Cama├žari



É inegável que na cidade de Camaçari tivemos avanço para a cultura, seja ela pela
criação e normatização da Lei do Conselho e do Fundo, a recriação da Secretaria
da Cultura, chegamos ao ponto que estavam consolidadas algumas conquistas
seja pela visibilidade da Cidade do Saber, não só por sua estrutura, mas também
pelos espetáculos nela apresentados e/ou seja pela Semana de Cultura/Festival de
Cultura e Arte, seja pela inclusão dos grupos de cultura popular na maioria das
atividades ou ainda pelos valores pagos por Cachês aos artistas.


Porém, a cada dia que passa nessa gestão municipal, estamos voltando ao ponto
de origem das ações culturais, ou seja, tudo parado.


Por outro lado, a sociedade constrói suas atividades, atos e ações as quais não têm a mínima participação da gestão seja pelo apoio ou pelo fomento, e por fim quando tudo está pronto a gestão vira sócia em parte igual da ideia e, consequentemente da ação.


Temos os programas da Secretaria da Cultura que não demostram
de nenhuma forma os meios e caminhos para que os artistas de Camaçari possam
estar na vitrine, uma por serem ações esporádicas e outras por serem ações que o
artista lá estando, não é dada a importância como atração principal, diga-se de
passagem, nunca foi, porém, a gestão atual disse e garantiu que seria.


Precisamos avançar nas políticas culturais e em suas ações efetivas, onde atenda
a ponta, ou seja, quem mais necessita das políticas aplicadas na gestão pública,
que são os artistas.


Precisamos ter ações mais consistentes, precisas, coesas onde os artistas possam
ter uma luz e caminho de direção crescente e não decrescente, haja vista as ações
da gestão municipal, em suma a maioria, é para dentro da gestão quando
acontece. Isso se dá pelo formato que a administração municipal decidiu trilhar,
não havendo nenhum problema com a decisão da gestão, porém, as ações estão
ligadas prioritariamente para os fins sociais, e não para fins culturais, temos a
consciência e sabemos que a cultura transforma por ser um dos apêndices, se não
o principal instrumento da sociedade que auxilia na construção do ser humano,
seja pela memória/história ou pelo fazer/saber.


Temos um grande trabalho pela frente, fechar um ciclo de ações da consolidação
das Leis, e a sua expressiva e total representatividade, bem como a concretização
do Sistema de Cultura, ferramenta essa que consolidará o planejamento da política
cultural em Camaçari para os próximos 10 (dez) e/ou 20 (vinte) anos, que é o Plano
Municipal de Cultura, além de garantir que as gestões invistam de forma direta no
fundo municipal da cultura, para que tenhamos garantias e recursos para
manutenção dos projetos e programas municipais indicados pelo plano.


Ampliar a participação da sociedade nos atos/ações da Secretaria da Cultura e na
política/ação em geral da cultura, com a aprovação do Conselho, e ainda
escancarar a portas (reuniões e atividades) do Conselho da Cultura, para que sirva
à sociedade, para além de uma ferramenta de deliberação e fiscalização, seja
também instrumento público que permita a classe artística, bem como a sociedade
em geral propor, expor ideias e pensamentos, com isso fomentando a participação
e formação de novos agentes fiscalizadores da política cultural no presente e
futuro.


Bispo da Cultura bispocultura@gmail.com é bacharel em direito, vice-presidente do PT de Camaçari, agitador cultural, produtor e diretor de teatro e ex-integrante do conselho de cultura de Camaçari.


Marcelo Mutakani mutakani2014@gmail.com é representante do movimento negro e ex-membro do conselho de cultura


 
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