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Fernando Alcoforado


Coronavírus e debacle econômica e social no Brasil



O Brasil está à beira da falência porque está prestes a mergulhar na mais grave crise econômica dos últimos 90 anos. A falência e a inadimplência de empresas que se registra no momento agravam a crise econômica no Brasil. Muitas empresas de pequeno e médio porte, que fecharam suas portas desde 2015 com a restrição do crédito e a queda da demanda, deverão ser levadas à bancarrota com a retração econômica resultante do coronavirus.


Além disso, várias empresas de grande porte estão beirando, também, a falência com demissões em massa e inadimplência em alta, como resultado da retração econômica resultante do coronavirus. Muitas pessoas no Brasil estão endividadas com bancos (financiamento de carros e imóveis), com o varejo e com contas de consumo (luz, água, telefone) em atraso.


O desemprego em massa explica o aumento do endividamento entre as pessoas físicas no Brasil. A tendência é a de que a inadimplência continue subindo entre empresas e entre as pessoas físicas em consequência da recessão econômica que se agrava a cada dia. Com a queda nas vendas e o aumento do desemprego não há mudança nesse cenário de endividamento de empresas e pessoas físicas.


O Brasil é um país que está em estágio terminal devido à vertiginosa onda de desemprego em massa e a falência generalizada de empresas agravadas com a disseminação do coronavirus que contribui para levar o Brasil à depressão econômica da qual pode ocasionar uma convulsão social sem precedentes na história do País.


Esta convulsão social pode resultar da adoção de medidas pelos governos federal, estaduais e municipais para combater o coronavirus que agravam ainda mais a situação econômica especialmente dos mais pobres. A fome, que se faz presente na maioria da população brasileira, vai se multiplicar com a vertiginosa retração da atividade econômica resultante das medidas adotadas pelos governos em todos os níveis para combater o coronavirus.


As medidas do governo Bolsonaro de ajuda às populações mais vulneráveis e à manutenção de empregos com recursos da ordem de R$ 140 bilhões são paliativas porque são insuficientes para atender as necessidades da grande maioria da população brasileira na conjuntura atual de disseminação do coronavirus.


Muito dificilmente, serão adotadas medidas adequadas no Brasil para minorar a situação dos pobres porque a situação financeira do governo federal, dos governos estaduais e prefeituras municipais já está sendo bastante comprometida com a queda vertiginosa da arrecadação de impostos resultante da retração da atividade econômica do Brasil desde 2015.


Lamentavelmente, tudo o que acaba de ser descrito coincide com a existência de um governo fraco sob a direção incompetente de Jair Bolsonaro que não possui a liderança política nem a capacidade administrativa necessária para realizar as transformações exigidas para o Brasil na quadra atual.


A insuficiência de recursos públicos para fazer frente à crise econômica atual agravada pelo coronavirus se soma à existência de uma equipe de governo incapaz de solucionar os gigantescos problemas do País. Para evitar a hecatombe política, econômica e social que ameaça o Brasil, urge a união da nação brasileira, não apenas no combate ao coronavirus, mas, sobretudo, em torno de um projeto comum de desenvolvimento.


Tudo leva a crer que se Jair Bolsonaro não for destituído do poder através de impeachment pelos inúmeros crimes de responsabilidade que vem praticando sistematicamente, o Brasil poderá ser palco de convulsão social que pode levar o País a uma guerra civil nunca ocorrida no Brasil de consequências imprevisíveis agravada pela fome que fará com que a violência política e social alcance níveis alarmantes. Este é o risco que ameaça a sociedade brasileira. O Brasil vive, portanto, momentos decisivos em sua história.


Fernando Alcoforado falcoforado@uol.com.br  atuou por mais de 50 anos em empresas do setor elétrico do Brasil e foi Subsecretário de Energia do Estado da Bahia, engenheiro e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário e consultor nas áreas de planejamento estratégico e autor de livros


Opiniões e conceitos expressos nos artigos são de responsabilidade do autor


 
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