Caetano esquece as críticas e prepara pedido de empréstimo
Camaçari e o debate esquecido sobre poluição e destruição dos rios
O cantor O Kannalha e o tempero na campanha do PT da Bahia
Chave Depois de acusar o antecessor, Antonio Elinaldo (União), de contrair cerca de R$ 500 milhões em empréstimos e comprometer o orçamento de Camaçari, o alcaide Luiz Caetano (PT) resolve calibrar o discurso e adotar a mesma prática do adversário.
Chave 2 Segundo apurou a Coluna, o petista prepara um pedido de empréstimo para obras de infraestrutura e serviços. O valor segue em estudo, mas não será menor que R$ 300 milhões (US$ 60 milhões).
Chave 3 Mesmo pagando cerca de R$ 40 milhões/ano pelos empréstimos de US$ 80 milhões, o equivalente a 400 milhões de reais a dinheiro de hoje, junto à Corporação Andina de Fomento (CAF); e outros R$ 75 milhões da Caixa/Finisa, Camaçari segue com crédito e alta capacidade de endividamento.
Chave 4 Juntando os dois empréstimos tomados em 2019 e 2024, nas duas gestões Elinaldo (2017/2024), aos precatórios, e ao parcelamento de atrasados com o INSS, Camaçari soma cerca de R$ 700 milhões em dívidas. Com limite técnico de endividamento superior aos R$ 2 bilhões e regras de financiamento flexíveis, município tem uma capacidade quase sem limites para tomar dinheiro emprestado.
Chave 5 O problema não é crédito, nem temor de endividamento. É o não uso desses recursos em obras planejadas, que não respeitem a legislação como o PDDU, que não aconteçam com transparência e prestação de contas. Que não atendam às necessidades reais da cidade, e que não sejam definidas e discutidas com a comunidade. Fora dessas regrinhas é gastança criminosa do dinheiro público.
Regador Depois de descumprir uma agenda prometida e assinada, lá em 2024, na sede da OAB, de implantação de uma política ambiental de referência, o agora alcaide Luiz Caetano (PT) segue sem cuidar do que ainda existe.
Regador 2 Sem a estrutura de meio ambiente prometida, e sequer exibindo ações firmes na proteção das áreas verdes e de preservação do município, Camaçari completa esse ciclo de atraso ao ignorar outro o importante debate. Os rios e sua importância para a água que bebemos e a sua contribuição para o ecossistema é outro tema fora da agenda na gestão 04 do petista.
Regador 3 O Joanes, com quase metade dos seus 75 quilômetros passando por Camaçari, junto com o Capivara, o Camaçari e o Pojuca, só para ficar nos maiores, viraram rios de problemas. Desmatamento de suas margens, ocupações irregulares e uso desses caminhos de vida para despejos de esgotos e outros resíduos poluentes são problemas que precisam de enfrentamento corajoso e necessário do poder público.
Regador 4 Graças ao trabalho e pressão da ONG Rio Limpo, Lauro de Freitas começou esse debate com a primeira audiência pública coordenada pela Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa. Agora é a vez da pasta do desenvolvimento urbano de Camaçari (Sedur), comandada pelo doutor Rodrigo Nogueira, se mexer e marcar a data. Iniciar esse debate, ainda que atrasado, é necessário.
Com camarão O cantor e compositor Danrlei Orrico, conhecido como “O Kannalha”, cedeu o direito de uso do refrão e do ritmo de um dos seus sucessos para a campanha do PT. Com sua voz, mas outra letra, o hit “O baiano tem o molho” agora fala em Jero e Lula como os políticos que têm essa mistura especial.
Com camarão 2 Como não existe recheio extra sem ajuste no preço, a autorização para uso do tempero do artista como peça de campanha política ganhou valor especial. Segundo apurou a Coluna, uso da peça artística gerou uma compensação de R$ 300 mil.
Com camarão 3 Queridinho de Camaçari, sua terra natal, e famoso Brasil afora, depois do prêmio Multishow/Globo 2025, O Kannalha deve seguir na agenda do PT. Negocia, se num mesmo pacote, ou separado, o show de festejo do time de Jerônimo e Lula na emancipação de Camaçari, dia 28 de setembro.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
17agosto2026 Fechamento: 17h20