Estimativa do Movimento Brasil Competitivo (MBC) mostra que a baixa qualificação de profissionais no Brasil gera um déficit de mão de obra especializada de R$ 335 bilhões. Esse valor reflete o investimento adicional que as empresas precisam realizar para capacitar seus trabalhadores dentro dos ambientes de trabalho.
Ainda de acordo com o estudo, essa realidade tende a se agravar com o avanço da tecnologia e da inteligência artificial. Um dos dados sinalizadores dessa realidade está na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE. O levantamento mostra que a taxa de desemprego entre pessoas com ensino superior é de 3%, enquanto entre trabalhadores com ensino médio incompleto é de 9%.
O ensino profissional e tecnológico aparece como alternativa central para superar esse deficit que gera baixa produtividade enfrentada pelo Brasil.
O estudo da MBC ainda aponta o elevado os mais de 2 milhões de ações trabalhista no paíos, número acima da média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que defende essa redução até 2030.
Outro agravante é a atuação das empresas estrangeiras que contratam remotamente profissionais brasileiros qualificados, com remuneração em dólar, o que dificulta a competição das empresas nacionais por esses talentos.