A produção industrial da Bahia apresentou alta de 3% em abril relação ao mês de março (3,0%). Esse foi o 4º resultado positivo seguido para o estado nesse comparativo, que mostrou aceleração frente ao índice registrado na passagem entre fevereiro e março (0,8%). É o que mostram os resultados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) Regional, do IBGE.
Apesar desses resultados, a indústria baiana segue com queda acumulada (-4,6%) na produção, nos primeiros quatro meses de 2026, frente ao mesmo período do ano passado. O índice está bem abaixo do nacional (1,7%) e é o 2º pior entre os 18 locais pesquisados, à frente apenas do Rio Grande do Norte (-17,9%).
Nos 12 meses encerrados em abril, a indústria da Bahia também seguiu em queda (-2,2%), ficando abaixo do índice nacional (0,7%) e registrando a 6ª retração mais intensa entre os 18 locais pesquisados, 10 dos quais apresentaram resultados negativos.
Além da alta entre março e abril de 2026, na comparação com abril de 2025, a produção industrial da Bahia voltou a crescer (1,0%) após quatro meses consecutivos de queda frente ao mesmo mês do ano anterior.
Apesar do avanço, o resultado da Bahia ficou abaixo do nacional (2,7%), sendo somente o 10º melhor índice entre os 18 locais que têm resultados nesse confronto. Destes, 12 apresentaram crescimento, liderados por Espírito Santo (32,9%), Rio de Janeiro (10,1%) e Goiás (6,2%). As maiores retrações nesse comparativo foram registradas no Rio Grande do Norte (-13,6%), Maranhão (-5,4%) e Amazonas (-4,2%).
A alta na produção industrial da Bahia em abril/26 frente a abril/25 (1,0%) foi consequência de resultados positivos tanto na indústria extrativa (17,8%, voltando a crescer após queda em março), quanto na indústria de transformação (0,2%, primeira alta após quatro meses de retração).
Das 10 atividades da indústria de transformação investigadas separadamente na Bahia, apenas 3 tiveram crescimentos em abril, frente ao mesmo mês do ano anterior.
A fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (2,6%) registrou apenas a terceira maior alta entre as atividades, mas teve a principal influência positiva no resultado geral da indústria da Bahia, em abril, por ser o segmento de maior peso na estrutura industrial do estado.
O refino de petróleo voltou a crescer após quatro meses seguidos de redução, mas ainda apresenta importante retração acumulada em 2026 (-7,0%).
As outras atividades da indústria de transformação baiana com resultados positivos no mês foram a fabricação de produtos alimentícios (5,3%, oitavo aumento consecutivo) e a fabricação de produtos químicos (3,8%, voltando a crescer após oito meses em queda).
Por outro lado, entre as sete atividades da indústria da transformação com resultados negativos na Bahia, em abril, a fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-42,3%, sexta queda consecutiva) e a preparação de couros e fabricação de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-12,0%, 15ª retração seguida) apresentaram as retrações mais intensas e deram as maiores colaborações para segurar a alta geral da indústria baiana no mês.