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Micro e pequenas indústrias estão com dificuldade de voltar à normalidade

Estudo  encomendfado pelo Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo (Simpi) mostra que ano e meio após o início da pandemia, os pequenos industriais ainda têm dificuldade de voltar à normalidade dos negócios. Levantamento no estado que tem cerca de 42% das micro e pequenas indústrias brasileiras, quase metade (44%) enfrentavam algum grau de paralisação das atividades em agosto. Oito em cada dez empresas estão arcando com insumos mais caros, segundo um levantamento especial encomendado pelo Simpi.


Os entraves à recuperação dos negócios impactam a força de trabalho contratada pelas micro e pequenas indústrias. A pesquisa do Simpi mostra que, em agosto, 38% das empresas tinham menos funcionários do que há um ano, enquanto apenas 15% aumentaram seu quadro de funcionários no mesmo período. As demais responderam que permaneciam com a mesma quantidade de empregados.


A inflação em alta, a elevação dos custos de produção e a crise hídrica estão entre os componentes que têm gerado uma expectativa negativa das micro e pequenas indústrias do estado sobre a retomada do volume de negócios. O aumento contínuo dos preços da economia, além de diminuir o poder de compra do consumidor, levou a uma alta de custos da produção industrial no País pelo oitavo mês consecutivo, aponta o Simpi.


Para 79% das micro e pequenas indústrias paulistas, o encarecimento de insumos e matérias-primas foi o principal entrave à produção enfrentado nos 15 dias anteriores à pesquisa, que foi coletada entre 18 e 26 de agosto. O segundo problema mais citado foi a falta de insumos (47%), seguido pelo atraso na entrega de materiais (45%) e baixa qualidade dos materiais (26%).


Em agosto, duas em cada três (67%) empresas afirmaram que tiveram alta significativa de custos no mês anterior, o que inclui despesas com água e energia. Quanto à conta de energia especificamente, 69% dos industriais relataram aumento significativo na conta de energia neste ano, enquanto 60% das empresas afirmam que o encarecimento da energia já está prejudicando os negócios. Estadão

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