Acertar a passada
As posições da direita e extrema-direita a nível global, na última década, fazem surgir na América Latina e no Brasil o sentimento de normalização, não só da narrativa, como das práticas de um campo ideológico que vem se mantido em evidência no parlamento mesmo nos quadros em que enfrenta derrotas eleitorais majoritárias.
A direita sempre coloca um discurso palatável para segmentos de classe média, que não se constitui a maioria da população, no entanto detém instrumentos e poderes capazes de influenciar e definir opções políticas e de condução da economia. Com a disponibilização da tecnologia da informação, também, para as classes B, C e D, através da telefonia móvel, a capacidade de influência das classes dominantes ampliou-se e se constituíram um instrumento importante da luta de classe, via redes sociais e mídia alternativa.
Atento a esses movimentos e sentindo no ombro o peso da mochila Luiz Inácio da Silva, contemplou aos presentes na solenidade do quadragésimo sexto aniversário do Partido dos Trabalhadores – PT, em Salvador, com a provocação de um debate sobre os caminhos transcorrido pela esquerda brasileira e as distorções que determinaram o distanciamento de bandeiras fundamentais a existência e vitórias da organização.
Lula reconhece a força das redes sociais, da intermediação das atualizações das mídias tradicionais, porém considera fundamental que não se promova a substituição dos fundamentos da militância no contato diário com as organizações sindicais, cooperativas e comunitária, contribuindo com o debate político para o crescimento e fundamentação da consciência coletiva solidária.
Também, alerta o presidente, para a responsabilidade dos governantes e parlamentares em relação a manutenção de pauta que contemple os segmentos mais vulneráveis, no sentido de reduzir as desigualdades, através da qualificação, oportunidades de ocupação no mercado de trabalho e aumento da renda.
Assim, recado dado, passa a responsabilidade para a geração tímida de novos nomes surgindo ao longo dos últimos 20 anos, mas ainda pela tendência de elitização dos que ocuparam e/ou ocupam posições privilegiadas às custas do erário público. “serviço público é lugar de afirmação ideológica traduzida na prestação de serviços à população”.
Que DEUS e os Orixás nos protejam.
Adelmo Borges dos Santos adelmook@gmail.com
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14fevereiro2026