Coluna Camaçarico
O Legislativo de Camaçari e a gestão campeã em equívocos do presidente Maturino
O secretariado reprovado e a indefinição do alcaide Luiz Caetano
Camaçari e a estatística oficial de assassinatos que não bate com os números da imprensa
Conexão Mesmo faltando 10 meses para encerrar seu biênio (2025/2026) na presidência do Legislativo de Camaçari, o vereador Niltinho Maturino (PRD) já aprece em reta final. Desgastado com aliados e com dose de desconforto ainda maior entre os adversários, Niltinho inicia o segundo ano sem se afastar da marca do retrocesso que marcou seu primeiro período no comando da Câmara de Camaçari.
Conexão 2 Fora de sintonia com boa parte dos 11 colegas da bancada oposicionista, Maturino vira consenso com a rejeição dominante entre os 11 governistas apoiadores do governo municipal do petista Luiz Caetano.
Conexão 3 Com problemas políticos e de gestão, Niltinho Maturino marcou seu primeiro ano pela pouca transparência com as contas da Câmara. Um dos resultados foi a mexida na `sagrada` verba de gabinete dos vereadores, que recebiam mensalmente R$ 90 mil e estrilaram com o corte de cerca de R$ 20 mil.
Conexão 4 Como mostrou a Coluna, Maturino se atrapalhou com a calculadora e terminou tendo de recorrer ao alcaide Caetano, adversário de quem já foi aliado, e hoje se diz adversário, para fechar as contas do ano passado.
Conexão 5 Sem agenda positiva e presença no cenário estadual, apesar da importância econômica e política do município, o presidente Niltinho Maturino se notabilizou pelo apagamento do Legislativo de Camaçari. Deixou longe o título de pior presidente que era do aliado Jorge Curvelo (União), suplente na atual legislatura.
Conexão 6 Fragilizado, terá papel secundário nas eleições para escolha da nova Mesa Diretora, prevista para agosto ou setembro, portanto antes do pleito que vai escolher em outubro, deputados estaduais, federais, senadores e presidente da República.
Conexão 7 Com a reabertura dos trabalhos em plenário, no próximo dia 20, aposta dos caetanistas é reverter o cenário de desvantagem de apenas um voto e tomar o comando da Casa.
Conexão 8 Já os oposicionistas, mesmo desarticulados e preocupando o ex-alcaide e candidato a deputado estadual, Antonio Elinaldo (União), graças a atuação desastrada de Maturino, apostam no ajuste.
Conexão 9 Enquanto o vereador Tanger Cerqueira (PT), candidatíssimo a deputado estadual, segue como o nome do grupo para a disputa da presidência, os oposicionistas buscam o consenso entre Doutor Samuka (PRD), Dudu do Povo (União) e Elias Natan (PSDB).
Conexão 10 Controlar Niltinho, para que promova menos barbeiragens nesses próximos 6, 7 meses, até a eleição da mesa, biênio 2027/2028, é missão dos seus pares oposicionistas. Já os governistas apostam em novas investidas do imaturo Maturino para melhorar o cenário pró-Caetano.
Modo espera O segundo ano do governo 04 do alcaide Luiz Caetano pode continuar com o mesmo desenho de 2025. Cobrada até por aliados históricos, incomodados com os resultados abaixo de esperado no primeiro ano da gestão do petista, mudanças no secretariado seguem na gaveta do mistério.
Modo espera 2 Fontes governistas e até oposicionistas já admitem que os ajustes nas pastas do desenvolvimento social (Sedes), saúde (Sesau) e desenvolvimento urbano (Sedur), urgentes e fundamentais para dar mais velocidade à máquina, podem não acontecer antes das eleições de outubro. Também estão na lista das penduradas e com necessidade de troca, as pastas do turismo (Setur), e de obras (Seinfra); a Coordenação de Eventos e a Ouvidoria.
Modo espera 3 Mesmo com a necessidade urgente de troca de peças, Caetano resiste. Além de não querer passar atestado de erro na montagem do time, enfrenta dificuldade de nomes para as substituições. Pode apostar no calendário de entregas, em especial na saúde e infraestrutura, para baixar a temperatura nada favorável e segurar os atuais nomes até uma reforma justificada pelo quadro pós-eleições de outubro.
Calibre Na construção de uma narrativa de redução da violência em Camaçari, a Prefeitura e a PM seguem descuidando dos números que sustentam essa verdade.
Calibre 2 Como fez em meses anteriores, a comunicação oficial do município divulgou terça-feira (3) que “dados consolidados pelo 12º Batalhão da Polícia Militar” mostram que o mês de janeiro registrou uma “redução de 62,5% nos homicídios, quando comparado a janeiro do ano passado.”
Calibre 3 É fato que os números de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) estão caindo no município. O que não dá, é a prefeitura insistir em usar percentuais sem os números que sustentem essa conta de subtrair.
Calibre 4 Em janeiro, Camaçari registrou 9 CLVIs, pelo levantamento da Coluna. Número é apenas uma morte violenta a menos que as 10 informadas pela SSP no mesmo mês de 2025. Por essa comparação, se confirmada com os números da SSP, a queda foi de 10%.
Calibre 5 A Coluna faz esse levantamento mensal desde 2017, com base em registros na imprensa local e atualizada com a posterior divulgação de dados divulgados no site da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA).
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
9fevereiro2026 Fechamento: 17h05