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João Rocha


Um legado ignóbil



Creio que a maior vaidade de um político é a Certeza que o seu nome, trabalho e influencia perpetuar-se-á para a posteridade.  Getúlio Vargas, por exemplo, ao suicidar-se, declarou: “Deixo a vida para entrar para a História”.  E o seu caso não é único. Outros tantos, em toda a história da civilização buscaram de alguma forma perpertuar-se, alguns como os egípcios na construção de pirâmides gigantes e seus sarcófagos, ou como Constantino ao criar uma Cidade com o seu nome, todos eles tentando imortalizar um legado. 


Legado, uma palavra que traz consigo a certeza do fim de alguma coisa ao mesmo tempo a sua perpetuação. 


É fato que o modelo do sistema petista de governar, o chamado governo de coalizão, tem se exaurido. Afinal, a ganancia dos que vivem por chantagear o governo, que paga os chantagistas com o dinheiro do erário, não tem fim. São dezenas de Ministérios, e dezenas de milhares de cargos de confiança – sem entrar nesse cálculo o custo da corrupção –  A lógica pura e simples diz: Um dia alguém terá que pagar as contas. 


E mesmo com impeachment ou sem ele, o modo como se governa, não será o mesmo depois de tantos fatos, processos, traumas, agressões, violências, crises , desconfianças e até mesmo tem quem fale em homicídios. 


Por isso, creio, que agora é o momento de pensar qual o legado que esse modelo deixará para o Brasil.


Os argumentos do governo, desde da Era Lula são os mesmos: São milhões de pessoas que saíram da pobreza (correm o risco de voltar.) São os filhos de pobres que hoje cursam nível superior. São os nordestinos que hoje tem emprego, etc. 


Porém, o que tem sido evidenciado no presente, é a face ignóbil deste Legado, que feriu a ética de morte, banalizou a corrupção sob o argumento de “ Ah, mas eles também roubaram!”, dessacralizou um dos maiores líderes políticos que esse país teve e que hoje, corre da Polícia Federal, utilizando a militância e os instrumentos de governo para intimidar e ganhar tempo, e uma presidente que depois de "fazer o Diabo" para ganhar as eleições, diz que fará tudo para manter-se no poder.


Ministério da Saúde nas mãos de um engenheiro Civil? Sem problemas, se tiver votos contra o impeachment. Ministério de Minas e Energia para um desconhecido qualquer? Sem problemas se trouxer votos  contra o impeachment. Presidência da Caixa Econômica Federal, nas mãos de quem tiver compromisso em defender o governo do “golpe” do impeachment, ao lado de Collor e Maluf, defensores do Governo, por óbvio. 


É esse o legado que o Partido dos Trabalhadores quer deixar para a história? Um Grupo que lutou para chegar ao Poder, e lá chegando transformou-se naquilo que lhe era mais odioso?


Se esse for o legado que o atual governo vai deixar, é um Legado Ignóbil e servirá de exemplo para a coletividade! Porque, digo, com convicção, o Brasil vai continuar, superará esses entraves e sofisticará seus políticos, na exigência e mais democracia e participação.


João Rocha  j.victor.r@live.com é estudante de Direito, apaixonado pelo Brasil, por Camaçari, filiado ao partido Rede Sustentabilidade, formado em planejamento de projetos.


 
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